sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Igor Feijó comenta sobre o seu livro Artífices da Vontade

Igor Feijó nasceu em 1986 e desenvolveu o gosto pela leitura ainda pequeno, quando seus pais assinaram a revista da Turma da Mônica. Desde então não parou, passando a Dinossauros e Super-Heróis, vindo depois a conhecer os cenários de fantasia com Dungeons and Dragons (RPG), onde se apaixonou de vez.
Escritor, roteirista de HQ, desenhista e nerd de carteirinha escreveu seu primeiro romance de fantasia urbana em 2014: Artífices da Vontade. Desde então, tem trabalhado em novas obras dentro do gênero da Literatura Fantástica. Nas horas vagas gosta de assistir séries e filmes, ou qualquer outra coisa que tenha Harry Potter no meio.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Igor Feijó: Basicamente foi na mesma época em que conheci Turma da Mônica, quando peguei gosto por ler e contar o que eu lia. Aos 9 anos conheci o RPG (Role play game – Jogo de Interpretação de Personagens) daí minha paixão por contar histórias só cresceu, principalmente porque os outros podiam interagir nela. Depois veio Harry Potter e toda a magia que envolve este universo maravilhoso.

Conexão Literatura: Você é autor de "Artífices da Vontade", Drago Editorial. Poderia comentar?

Igor Feijó: Claro! Artífices da Vontade nos traz personagens que conseguem utilizar da própria vontade pra realizar magias, ao mesmo tempo em que precisam lutar contra uma força desconhecida, também precisam se encontrar. É uma busca constante de tentar se encaixar dentro de um cenário caótico que está ruindo ao seu redor.
Dentro disto você ainda possui um sistema secreto do governo que preza pelo extermínio dos seres fora do padrão (como eles se referem a qualquer coisa sobrenatural), mas você percebe que mesmo com essa política eles utilizam as mesmas forças que tentam proibir.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

Igor Feijó: Olha, na verdade eu sempre pensei no meu livro. Sempre pensei no que gostaria de ler, daí também veio a ideia de escrever Artífices, justamente porque eu não encontrava algo semelhante no meio literário. Eu queria trazer isto! Levei em média dois anos pra pensar nos quatro livros que acontecem dentro deste mesmo universo. Dois deles já estão escritos e um publicado, que é o Artífices.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial no seu livro?

Igor Feijó: Eu gosto de tantos, mas vou separar aqui um em especial que consta na lista dos favoritos.

"Muitos libertos haviam se perdido pelo caminho por não mudarem seu interior, por não analisarem o que suas ações poderiam acarretar ao seu redor.
Engana-se quem diz que não somos armas; somos bombas com efeitos inúmeros e imprevisíveis.

Conexão Literatura: Se você fosse escolher uma trilha sonora para o seu livro, qual seria?

Igor Feijó: Isso seria bem difícil, acho que teria um mix de várias trilhas na verdade, desde jogos até filmes. Mas posso citar alguns aqui: O Corvo, Labirinto do Fauno, Guardiões do Dia e Guardiões da Noite, Anjos da Noite, Matrix, O Último Caçador de Bruxas, Cloverfield e vou parar por aqui se não ficarei uma eternidade aqui haha! (e olha que nem entrei nos jogos).

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Igor Feijó: Ele pode entrar em contato comigo diretamente pelas redes sociais (facebook, instagram e twitter), pode solicitar na livraria Travessa ou diretamente com a editora: http://www.livrariadragoeditorial.com/products/artifices-da-vontade-igor-feijo/

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Igor Feijó: Sempre! Parar de escrever nunca foi uma opção, mas posso adiantar um trabalho original com Vampiros que irá trazer um novo cenário usando estes seres, será algo diferente do que se vê hoje no mercado literário. Além disto, tenho o segundo livro que se passa no mesmo universo de Artífices indo para a revisão. Tenho outras surpresas, mas não revelar tudo agora, rs.

Perguntas rápidas:

Um livro: Deuses Americanos
Um (a) autor (a): J.K.Rowling
Um ator ou atriz: Keanu Reeves
Um filme: Matrix
Um dia especial: O dia em que conheci minha esposa

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Igor Feijó: Somente agradecer a oportunidade e paciência dos leitores de ler sobre um cara desconhecido. Convido todos a conhecerem a obra e quem quiser bater um papo, pode me adicionar.

Grande abraço.

Boas leituras e boas escritas.


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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Conexão Nerd: Leonardo da Vinci - Espião ou Viajante do Tempo?

Leonardo da Vinci foi um dos maiores pintores e gênios que já existiu. Ele desenhava objetos engenhosos que só seriam criados séculos depois, como o esboço de uma bicileta, isso no século XV, algo quase impossível. Daí vem uma das teorias que ele seria um viajante do tempo. SERÁ?
 
Assista o vídeo no Canal Conexão Nerd, acesse: https://www.youtube.com/watch?v=bL3XIlBKiDo




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Lua Cheia

O cara sempre foi meu amigo, para dizer a verdade, coisa de mais de quarenta anos. Passamos os dois num concurso público, trabalhamos juntos na mesma seção, eu frequentava sua casa, era padrinho de seu filho mais velho. Nossas mulheres também eram amigas, faziam quitutes em nossas reuniões de finais de semana. Nossos filhos estudavam e brincavam juntos, enfim nada havia que eu não soubesse dele e ele de mim. Era realmente uma amizade verdadeira. Isso não existe, você poderá dizer argumentando que pessoas são sempre falhas e cheias de misérias humanas. Bem, é possível, mas o que realmente causou o fim de toda aquela amizade nada teve a ver com fraquezas humanas como inveja ou traição. Mesmo depois de muitos anos, as pessoas ainda me perguntam a razão de nosso afastamento. Eu me calo. Não ouso contar a verdade, a não ser para a tela em branco que recebe o que não tenho coragem para falar.
            Damásio era seu nome. Era uma pessoa muito legal, isso mesmo. Eu o admirava profundamente. Ele estava sempre pronto para ajudar quem quer que fosse. Era engraçado, inteligente, enfim, boa pessoa. Sua figura física não era daquelas que as mulheres viviam suspirando, não, isso não. Damásio mais parecia um tísico, branco demais, nariz adunco, magro de ruim.
            Bem, como sempre fazíamos em pescarias ou passeios em geral, lá estávamos voltando para casa já de noite, não tarde, talvez umas sete horas, hora em que o céu já está totalmente escuro no inverno. Eu, particularmente, não sou de sentir muito frio, mas por duas vezes, ainda quando estava claro, senti um calafrio esquisito. Dizem que as coisas trágicas, os acontecimentos de desastre, enfim as coisas do mal sempre avisam. A gente é que nunca tem olhos, nem ouvidos, nem entendimento para compreender. O carro enguiçou, aquela coisa chata de parar mesmo no meio da estrada, no meio do nada literalmente porque não havia um posto, uma casa, uma luz que não fosse a da lua e de umas poucas estrelas que brilhavam sem vontade, opacamente. Ao contrário de outras vezes em que sempre voltamos para casa animados e falantes, estávamos os dois quietos, estranhamente quietos.
            Bom, fizemos o que foi possível para reanimar o carro. Nada. O que atrapalhava mais era a escuridão que começou a ficar densa. A lanterna? Você certamente perguntará, sim porque dois homens feitos que habitualmente conduzem carros à noite não podem se esquecer de tal item de segurança, como também ferramentas e outras coisas importantes que alguém de bom senso leva no carro quando se vai para outros lugares, ainda mais na montanha. Pois voltávamos de lá, da tal montanha e não achamos a lanterna. A estrada cheia de curvas. O fato é que estávamos os dois ali, na mais completa escuridão, com um carro que não funcionava. Nada havia a ser feito a não ser caminhar seguindo a estrada que tínhamos pela frente. Decidimos seguir a pé e fomos os dois. A escuridão era tamanha que eu mal enxergava meu amigo. Apenas se via a lua enorme, cheia, mas que estranhamente não radiava claridade alguma, ou era impedida por uma espécie de fog londrino. Nunca eu havia visto uma lua tão grande em noite tão escura.
            Em determinado ponto, ele me chamou:
- Téo, eu preciso te contar uma coisa.
            Confesso que estranhei a seriedade dele. E eu disse:
- Fale Damásio, estou bem aqui, apesar do negrume da noite.
- Téo, eu sou um lobisomem.
            Aí não pude deixar de rir. Ri com gosto. Só ele mesmo para desfazer o mal-estar provocado pela escuridão e pelo aborrecimento de estarmos naquela situação. Ele não riu, bem, eu não o via, mas sabia pelo seu silêncio que ele estava sério. Entretanto, eu conhecia muito bem meu amigo, e este seu lado brincalhão e espirituoso era o que eu mais gostava nele. Ele era capaz de fazer brincadeira com a coisa mais séria do mundo sem ser inconveniente. Era fantástico. Eu não parava de rir. Era um acesso de risos desses em que a gente não consegue parar. Eu não tinha esse ataque há muitos anos e isso me fez muito bem. Ele esperou pacientemente que eu parasse de rir, ou que pelo menos fizesse uma pausa. Aí ele veio à carga:
- Téo, é sério, nunca falei tão sério em minha vida. Veja bem, eu jamais contaria isso se você não estivesse correndo risco de vida. E está agora. Olhe, eu vou contar tudo depois com calma. Você sabe que é meu melhor amigo, que eu nunca lhe faria algum mal, mas essa situação de hoje é atípica. Não deveríamos estar aqui, não agora, com essa lua cheia. Eu preciso que você corra o mais rápido que puder.
            É claro que desabei no riso de novo. Eu só conseguia dizer:
- Pare, pare com isso que eu vou começar a passar mal. Esta sua é de gloriosa como dizia minha mãe.
            E ele:
- Téo, eu juro, você acha que em situação normal eu contaria isso para você ou para qualquer outra pessoa? Quem iria acreditar? Ninguém! Nunca! Por que eu nunca contei? É por isso. Porque ninguém acredita. Mas eu não contava com isso, com nós dois nessa noite preta. Sabe, não é sempre toda noite de lua cheia que eu viro lobisomem, mas quando vou virar eu sei direitinho, eu sinto. Aí não respondo por mim, não sou mais eu. Eu tenho medo do que pode acontecer. Suma de mim!
            Aí nesse momento ele gritou e estava bravo pra caramba. Eu comecei a estranhar. Também fiquei bravo:
- Chega dessa brincadeira sem graça. Nem sei quanto falta pra gente alcançar um lugar civilizado, com luz e tudo.
Mas desse momento em diante, caiu um silêncio sepulcral. Ele não falava nada. Está aborrecido porque eu fiquei bravo, pensei. Mas continuei andando. O mais estranho é que eu não ouvia nenhum passo a não ser o meu e a sensação de que ele tinha sumido era muito grande.
Aí chamei:
- Damásio, desculpe, mas você está me assustando. Fale alguma coisa.
            E nada. Daí a pouco comecei a ouvir um barulho, parecia o som de pisadas ou de cavalgada de um animal pesado, como se fosse um porco grande ou um touro ou sei lá o quê. Instintivamente comecei a correr e o barulho aumentando, significando que fosse o que fosse já quase me alcançava. Desabalei. O pior é que não sabia por onde corria, se continuava na estrada ou não. A coisa piorou. Comecei a ouvir algo como um resfolegar, era de um bicho, aquilo não era humano. Eu corria feito um doido e rezava, logo eu que não era disso. De repente devo ter saído da estrada, senti um baque, tudo rodava. Juro que não sei o que aconteceu exatamente, se o bicho me pegou ou se eu rodei barranco abaixo. Desmaiei e não vi mais nada.
            Só acordei no dia seguinte no hospital. O próprio Damásio e outros roceiros me encontraram caído e esfolado numa vala, coisa de cinco quilômetros longe do carro, isso ele contou para todos. Contou a versão dele, é claro. Disse que caminhávamos na escuridão e que eu de repente sumi, ou seja, que não respondi mais. Ele insistiu que gritou meu nome várias vezes, mas não teve alternativa senão esperar que clareasse o dia, pois a escuridão era medonha. Eu tinha arranhões feios nas costas que pareciam ter sido feitos por garras afiadas. Estava queimado pelo frio e esgotado. Sinceramente, não me lembro do que aconteceu quando caí ou quando fui derrubado. Quando minha mulher e meus amigos me perguntaram eu disse que não me lembrava de nada.
            Damásio foi me visitar no hospital. Estava mais branco do que nunca e me olhava com pena. Não dei uma palavra sequer com ele. Todos perceberam que alguma coisa havia acontecido, mas eu é que não ia dizer e passar por trouxa ou maluco. Assim que tive alta tratei de me mudar com a família para bem longe. Mas antes fui procurar por um dos caboclos que estava presente quando me acharam desmaiado. Ele me contou que nunca vira nada igual, que o capim alto fora derrubado como se uma manada inteira estivesse desembestada pelo campo.
            Nunca mais vi Damásio nem ouvi falar dele. Hoje revejo nosso passado e ligo muitos fatos que na época passaram desapercebidos. Ele era um homem bizarro, tinha comportamentos esquisitos, mas daí a ... Bem, se ele era de fato um lobisomem não sei dizer, mas que aquela noite era de uma estranha lua cheia, isso era. 

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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

5 livros nacionais que você precisa ler antes de morrer

Olá, leitor!

Quem acompanha a literatura brasileira, sabe que em nosso país, nossos autores não são tão valorizados quanto os estrangeiros. Uma pena, pois temos autores tão bons, ou até melhores, quanto os vindos de fora.

Pensando nisso, separei 5 livros de autores nacionais, da atualidade, que merecem ser lidos. São gêneros variados e que vão atender à todos os gostos. Vamos lá?


1. Nildrien - O Pergaminho (Manoel Batista)

Na história criada pelo autor Manoel Batista, você entrará em um mundo de fantasia medieval, onde em uma caverna antiga está escondido um artefato muito poderoso, que se cair em mãos erradas, pode trazer consequências negativas. Com uma agitação anormal das criaturas que vivem nesta caverna, os reinos mais poderosos de Nildrien irão viajar até a Caverna Antiga. 

Grandes batalhas serão travadas em um dos cenários mais incríveis que já tive a chance de conhecer através da leitura. O livro trás ao leitor uma riqueza de detalhes, que deixa qualquer um impressionado. Aqui você verá batalhas, magias e personagens muito bem construídos, que fazem as mais de 500 páginas, passarem sem você nem notar.

2. Alameda dos Pesadelos (Karen Alvares)

Neste livro você irá conhecer Vivian, uma garota que sofreu grandes perdas na vida. Isso fez com que ela desacreditasse da existência de Deus, mas depois de presenciar um acidente de transito e coisas sobrenaturais começarem acontecer em sua vida, além da volta de uma pessoa que fez muito mal para a garota, as coisas que ela acredita serão colocadas a prova.

Com a história da autora Karen Alvares, o leitor terá uma visão de como seria a vida após a morte, com suspense, mistérios, dramas e terror.

Aqui temos mais um livro muito rico em detalhes, com uma escrita leve e instigante, que merece ser lido pelos amantes do gênero ou quem deseja ingressar em uma aventura bem diferente.

3. O Vampiro Imperador (Leonardo Barros)

Na história escrita pelo autor Leonardo Barros, você irá conhecer Drucila, uma mulher que depois varias tentativas frustadas de engravidar, decide se submeter a um culto proibido, para que assim ela tenha o tão sonhado filho. O problema, é que esse ritual de sangue, fez com que a mulher se tornasse uma vampira poderosa.

Depois de se tornar essa criatura imortal e sedenta por sangue, Drucila decide dominar Roma e fará de tudo para isso. Mas ela não contava que, o general de confiança do imperador da Roma, tetaria impedi-la. Mas como um mortal, poderia combater uma vampira tão poderosa? Drucila também não imaginava que Dotan, o general do imperador, também é um criatura imortal, um lobisomem.

Com um final surpreendente, confrontos e reviravoltas incríveis, uma pitada de sensualidade e detalhes maravilhosos. O leitor entrará em um fantasia repleta de emoções e os fãs do gênero terá um prato cheio.

4. Poder Extra G (Thati Machado)

Thati Machado é a criadora de Nina, uma garota que se sente poderosa com seus mais de 90 quilos. Nina nem sempre foi confiante. Sofreu muito preconceito, por causa de seus quilos a mais, na infância e adolescência. Mas, depois de aceitar as suas lindas curvas a mais, se tornou uma garota cheia de empoderamento.

Em Poder Extra G, você conhecerá personagens maravilhosos, que deixa todo leitor apaixonado. Temos grandes reflexões na história, como o preconceito com gordos e pessoas com transtorno de identidade de gênero. Mas a principal lição que a Thati e a Nina nos dá, é sobre o amor.

5. Nano-Mortais: a Tecnologia do Inferno (Acácio Brites)

Em Nano-Mortais, o autor Acácio Brites, nos trás ao auge da era tecnológica. Um médico encontrou uma forma de curar todas as doenças do mundo, a nano-tecnologia. Esses micro-robôs, podem inclusive reconstituir membros. Os primeiros testes são feitos em seres humanos e tudo parece dar certo, a novidade está se espalhando pelo mundo. Mas, depois de pouco tempo, todas as pessoas que se submeteram a cirurgia para implantação da nano-tecnologia, começam a ter ataques de fúria e comportamentos agressivos, todos estão virando Zumbis. Todo o país está virando um caos e os poucos sobreviventes, precisaram lutar se quiserem viver.

Uma típica história que você gostaria de ver nas telas do cinema, esse é o livro criado pelo Acácio. Para os fãs de zumbis, temos aqui uma história bem diferente e muito instigante, que vale muito a pena ser lido.

Tem livro para todos os gostos, agora é só escolher o seu e viajar para os mais incríveis mundos criados pelos nossos autores.

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Poe 200 anos, a antologia para fãs de Edgar Allan Poe

Edgar Allan Por influencia e sempre influenciou outros escritores. E para homenageá-lo, muitos desses escritores acabam criando histórias inspiradas no mestre dos contos, do terror, da poesia, da teoria da composição, da literatura em geral. E de que escritores estamos falando, especificamente? Escritores contemporâneos nacionais! O mestre Poe influenciou diversas gerações passadas e continua influenciando, e muito, os escritores de ficção. E sua influência na geração atual de escritores é tanta que a editora All Print publicou, em 2010, uma antologia em homenagem a Poe, chamada Poe 200 anos, organizada por Ademir Pascale e Maurício Montenegro. A antologia contém 22 contos, de 22 autores nacionais, inspirados em Poe, tanto em sua obra quanto em sua vida. Pois então, segue abaixo uma breve resenha de cada conto, todos com estilos bem diferentes, alguns bem peculiares, outros mais simples, alguns mais próximos do estilo de Poe, outros mais distantes, outros chegam até a parecer uma encantadora viagem pelo mundo de Poe por onde os leitores encontram diversas e criativas referências.

O Outono de Hatlen – Maurício Montenegro – inspirado em A Queda da Casa de Usher e William Wilson

Conto bem peculiar, onde o protagonista viaja até um lugar misterioso, e encontra-se com uma figura que o revela algo, após lhe trazer memórias confusas de seu passado. A narrativa tem uma linguagem bem interessante, com passagens poéticas e uma atmosfera de sonho pela história toda. Pode soar um pouco confuso à primeira leitura, mas, pelo que entendi, a idéia parece ser mesmo transmitir a confusão mental do protagonista.

O Gato Branco – Alex Lopes – inspirado em O Gato Preto

Desastres ocorrem na vida do protagonista após um gato branco ser deixado em sua porta. A forma como é escrito, principalmente nos primeiros parágrafos, soa quase como o estilo de Poe, mostrando um narrador em primeira pessoa perturbado, como os narradores de Poe, mas a história parece terminar muito rápido, se comparado com o Gato Preto. Porém, a idéia da antologia é conter contos curtos mesmo, nenhum deles tem muito mais do que cinco páginas.

O Vale das Montanhas Azuis – Ronaldo Luiz Souza – inspirado em Eleonora

O protagonista apaixona-se muito, e se contar mais que isso, estraga a idéia do andamento do conto. A idéia do conto como um conto original é muito boa, pode até lembrar um pouco Lord Byron, mas o estilo difere muito de Poe – é um conto mais moderno, com passagens levemente eróticas nas descrições das personagens, algo que não vemos na obra de Poe, mas tirando isso, é um ótimo conto, com um final bem interessante. Soa como uma releitura moderna e mais realista do amor quase idealizado que vemos, não só em Eleonora, mas representado por maioria das figuras femininas da obra de Poe.

O Frade – O.A. Secatto – baseado em O Poço e o Pêndulo

O protagonista acorda no meio da noite e… seu terror começa. Se contar mais que isso, tira a graça da história. É um conto de terror bom, mas tirando o final – que tem algumas semelhanças com O Poço e o Pêndulo -, o resto da história não lembra tanto assim Poe – me lembrou um pouco Stephen King, de alguma forma. O ar de obsessão do narrador talvez lembre algo dos narradores de Poe.

A Máscara de Vênus – Mariana Albuquerque – baseado em A Máscara da Morte Vermelha

Acho que dá pra considerar esse o conto mais peculiar da antologia. Bem curto, com apenas duas páginas, um tanto surreal, com imagens bastante marcantes, parece ter alguma boa crítica social, e traz uma narração breve. Tem uma atmosfera de sonho, algo como um choque de um mundo idealizado com um mundo devastado. Bem descritivo, mas não tanto psicológico, a narração parece bem focada nas imagens – as quais, aliás, a narração constrói muito bem.

Delírios Extraordinários – Luciana Fátima – baseado em A Queda da Casa de Usher, O Barril de Amontilado, Berenice, O gato preto, e O Corvo

Um dos contos mais marcantes desta antologia, que ainda traz uma citação de Baudelaire, pra começar.  Esse conto é como uma viagem pelo mundo de Poe. Talvez seja o conto que melhor representa a ideia da antologia: o narrador encontra diversos elementos da obra de Poe pelo seu caminho, pois, após beber muito, cai em um buraco na terra e vai encontrando diversas referências à obra de Poe, como personagens e cenários, e age como se realmente conhecesse os personagens. Muito bem escrito, divertido para os fãs de Poe encontrarem as referências – algumas óbvias, pelos nomes dos personagens, outras talvez nem tanto. Simplesmente genial!

A Condessa de Null’part – Thiago Félix – baseado em A máscara da morte vermelha


Uma continuação para o conto de Poe, A Máscara da Morte Vermelha, onde uma Condessa misteriosa revive a atmosfera da festa de Próspero. As descrições de cenários e imagens lembram o conto de Poe, e o final também lembra um pouco. A narrativa traz uma perspectiva que, à primeira vista, pra quem já conhece o conto de Poe, pode não parecer muito inovadora, mas é uma continuação bem interessante, principalmente para quem gosta do conto A Máscara da Morte Vermelha.

Relíquia – Duda Falcão – baseado em O gato preto


Em um lugar chamado Museu do Terror, encontramos diversos objetos tirados de obras da ficção, entre estes, o gato preto de Poe, empalhado. O dono do museu explica como conseguiu o gato, contando uma espécie de continuação do conto O gato preto de Poe. Uma história muito boa de metaficção contada de uma perspectiva neutra, em terceira pessoa, onde encontramos outras referências literárias, além de Poe. Um conto realmente marcante e interessante para fãs de Poe e de literatura em geral.

Só uma informação extra: o autor deste conto escreveu outro conto inspirado em Poe, chamado A Pena do Corvo, publicado na antologia Autores Fantásticos da editora Argonautas, onde vários autores nacionais escreveram contos inspirados em diferentes autores fantásticos, desde Lovecraft, até Borges, e até o grande Poe, é claro! Recomendo A Pena do Corvo como mais um dos melhores contos inspirados em Poe.

O sorriso de Berenice – Alícia Azevedo – baseado em Berenice


A atmosfera desse conto lembra muito a do conto Berenice de Poe, inclusive pela voz do narrador, que soa quase tão atormentado e febril como o narrador de Poe. A história pode parecer muito breve, mas vale pela atmosfera e pela grande semelhança das cenas com as do conto de Poe.

Um Homem Afortunado – Kathia Brienza – baseado em O Barril de amontillado

Uma releitura moderna de um dos contos de vingança mais célebres de todos os tempos. O protagonista é um professor, formado em Letras – o ambiente do conto é muito familiar para estudantes de Letras ou de qualquer curso até, sendo, dessa forma, de fácil identificação com seu protagonista – que arranja problemas com outro professor, e este tem grandes conhecimentos da obra de Poe, conhecimentos demais, e é exatamente isso o que falta ao protagonista. A idéia do conto é bem interessante e muito bem desenvolvida. Este um dos contos que mais chama atenção na antologia, pela forma como usa um conto de Poe e também dados de sua biografia para construir uma narrativa bem sólida.

O Hospedeiro – Marson Alquati – baseado na biografia de Poe

É um conto de terror interessante como um conto original, mas não lembra muito realmente algo da obra de Poe. O final pode ser relacionado de alguma forma com a biografia de Poe, mas em geral, pode-se dizer que é um conto de terror misterioso e bem intrigante. A narrativa faz o leitor querer saber o que houve para deixar o personagem na situação paralisante em que se encontra – de certa forma como imaginamos o que houve com Poe quando foi encontrado na rua, desorientado, poucos dias antes de sua morte.

O Estranho Passageiro de Birgit – M.D. Amado – baseado em Manuscrito encontrado em uma garrafa


A história conta sobre os últimos momentos de vida aquele que escreveu um manuscrito e a colocou em uma garrafa – assim como ele afirma que vários de seus companheiros também fizeram: deixar mensagens em garrafas atiradas ao mar. O narrador conta sobre ver um espírito, entre outros acontecimentos pouco comuns ocorrendo no navio.

Before – Deborah O’lins de Barros – baseado em O Corvo

Lindo, lírico, genial. Se eu disser quem é a jovem que acorda perdida no início do conto, tiraria a graça do final, mas acho que não é difícil adivinhar quem é ela. A idéia do conto é muito boa mesmo, até as descrições feitas pela personagem são referências à obra de Poe. Mais um dos melhores contos da antologia, perfeito. Uma única coisa a se observar: a personagem em questão, vivendo na época em que vivia, provavelmente teria crenças religiosas, assim como Poe as tinha, mas isso não altera em nada em como a idéia do conto é boa e muito bem desenvolvida.

Eterna Primavera – Dmitry Uziel – baseado na vida e obra de Poe

Mais um conto bem peculiar. O estilo como foi escrito é peculiar e poético: se prestar atenção, poderá notar que o primeiro parágrafo todo é rimado! Não sei se foi intencional, imagino que sim, mas o efeito ficou muito bom. Existencial, filosófico e psicológico, o conto traz uma narrativa profunda e um tanto obscura, citando um poema de Poe – não digo qual para vocês notarem a referência quando forem ler, já que o nome do poema não é citado.

O Senhor do Inferno – Georgette Silen – baseado nos contos A máscara da morte vermelha, Leonor, Sombra e O Retrato Oval

Uma releitura moderna bem interessante da idéia da doença que se espalha se forma apocalíptica que vemos no conto A máscara da morte vermelha. Há algumas referências dos outros contos de Poe, mas esse é o mais notável como sendo a fonte de inspiração para O Senhor do Inferno.

A cartomante – André Catarinacho Boschi – baseado em O demônio da perversidade

Um conto narrado em primeira pessoa, por uma narradora aflita, perturbada, e psicótica. Uma mulher que vivia de mentiras e que acaba da forma como os primeiros parágrafos já contam, mas a forma como ela chegou até aquela situação inicialmente apresentada é que interessa. Um conto claramente inspirado em Poe, onde o leitor sente a perturbação quase obsessiva da narradora. Dá pra notar a inspiração em O demônio da perversidade, mas me lembrou também Coração denunciador.

A Mudança – Frank Bacurau – baseado em O Gato Preto, usando referências de vários contos de Poe

Uma continuação um tanto inusitada – mas decidimente criativa – para a história do narrador de o gato preto. O dono do famoso gato preto é preso, e devido a seus ferimentos, ganha um poder especial, que lhe possibilita cometer mais algumas atrocidades típicas de um narrador estilo Poe. Há referências há outros contos de Poe, e inclusive ao próprio escritor, que aparece como um personagem chave na narrativa! O único estranhamento que pode causar é que o próprio gato some durante a história e só é relembrado pelo narrador no final.

Intermezzo – Gil Piva – baseado em Berenice e O Poço e o Pêndulo

Um escritor obcecado por Poe, obcecado por escrever exatamente como Poe torna-se completamente insano e comete algumas atrocidades em razão de sua obsessão doentia. Apesar de dizer no livro que foi baseado em Berenice e O Poço e o Pêndulo, a obsessão do personagem (que apesar de não ser o narrador, pois o conto é em terceira pessoa, tem a sua paranóia bem mostrada, porém com o certo ar de mistério, algo que em primeira pessoa não seria possível) pode lembrar vários contos de Poe, como O Gato Preto, Coração Denunciador e o já citado Berenice. Mas algo é muito interessante neste conto: imagino que vários fãs de Poe, assim como eu, vão adorar os brinquedinhos que o protagonista dessa história encomenda toda hora!

Inferno no Circo – Jocir Prandi – baseado em Os crimes da Rua Morgue


Alguém aí imagina o que aconteceu com o autor dos crimes que encharcaram a Rua Morgue com sangue? Aquele doce orangotango sanguinário? Pois então, este conta mostra o destino do ilustre orangotango homicida que virou atração de circo, como o nome já deixa claro, e obviamente, ele não é a atração mais pacífica do circo. A história pode lembrar um pouco o conto Hop Frog também.

Louco, eu? – Ademir Pascale – baseado em O coração denunciador

Um conto que consegue trazer um narrador quase tão paranóico e obsessivo quanto os de Poe: a história segue a linha de O coração denunciador em uma versão moderna, com um interessante toque de crítica social, onde um personagem faz algo que irrita o protagonista, a ponto de enlouquecê-lo, assim como o narrador do conto de Poe.

O Quarto Caso de Dupin – Miguel Carqueija – baseado em Os crimes da Rua Morgue, A Carta Roubada e O Mistério de Marie Roget


Mais uma continuação: depois da Rua Morgue, Marie Roget e a carta roubada, Dupin soluciona mais um mistério. Mas um mistério tão simples que não chega a dar muitos créditos ao ilustre detetive por suas habilidades investigativas, como ele mesmo diz na história, mas o desenrolar da história é bem contado, pois deixa o leitor imaginando como Dupin desvenda tudo de forma tão simples.

Memórias Póstumas de Edgar Allan Poe – Roseli Princhatti Arruda Nuzzi – baseado na biografia oficial de Poe


Conta sobre a biografia de Poe, contendo vários dados importantes da vida do escritor. Como ficção pode soar um pouco corrido, principalmente pelo fato de o personagem narrador ser o próprio Poe, parece que ele conta de forma meio fria sobre a morte de Virginia, indo direto contar sobre suas publicações em seguida. Mas é bem interessante como informação sobre a vida de Poe, e traz um final com mais ficção, que pode explicar quem poderia ter sido o misterioso Reynolds, o qual Poe chamava antes de morrer.
 

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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Diário de uma escrava - Rô Mierling

Rô Mierling
No Brasil, todo ano, 250 mil pessoas somem sem deixar vestígios. Desse total, 40 mil são menores de idade, dos quais um terço são meninas destinadas a fins sexuais. Muitas escapam ou são encontradas, contando histórias terríveis; outras nunca mais são vistas com vida.

O sofrimento e as reviravoltas de uma menina sequestrada por um psicopata, mostrando o lado doentio e uma visão deturpada do sexo, e o uso da mulher como objeto sexual. É disso que trata O Diário de uma Escrava, um romance baseado em fatos reais, de Rô Mierling, publicado em dezembro de 2016 pela DarkSide® Books.

Laura é uma menina sequestrada e jogada no fundo de um buraco por alguém que todos imaginavam ser um bom homem. Ela vê sua vida mudar da noite para o dia, e passa a descrever com detalhes sinistros e íntimos cada dia, cada ato, cada dor que o sequestro e o aprisionamento lhe fazem passar. Estevão é homem casado, trabalhador, pai de família, mas que guarda em seu íntimo uma personalidade psicopata. Ele percorre ruas e cidades se apossando da vida de meninas ainda muito jovens, pois dentro de si uma voz afirma que é dele que elas precisam. Mergulhando fundo nessa fantasia, ele destrói vidas, famílias e sonhos, deixando atrás de si um rastro de dor e morte.

Narrado em parte em forma de diário, o livro acompanha mais de quatro anos da vida de Laura em um buraco embaixo da terra, período em que algo dentro dela também se modifica de uma forma inimaginável em busca da única maneira para sobreviver. Publicado originalmente na plataforma digital Wattpad, onde já teve mais de um milhão e meio de leituras, Diário de uma Escrava apresenta um retrato duro, cruel, abominável, mas infelizmente corriqueiro no Brasil e em todo o mundo.

Munida dos melhores livros e pesquisas sobre o assunto — incluindo de casos reais ocorridos na Europa e nos Estados Unidos — e também uma grande admiradora do trabalho de Ilana Casoy, Rô sabe que não podemos fechar os olhos para essa realidade. E é por isso que sua narrativa é detalhista e, por vezes, até impiedosa. No entanto, é através da ficção que ela tenta mostrar um sofrimento verdadeiro. Um de seus objetivos como escritora é mostrar, de forma crua e realista, como a mulher pode atingir "níveis degradantes através de situações impostas pelo homem e pela sociedade". Para Mierling, "a escrita não tem sexo. A mente não tem sexo, e a imaginação e a criatividade muito menos".

A obra tem se apresentado polêmica, gerando angustia, desespero, incômodos, mas é também um alerta para leitores e sociedade.

Escrito de forma simples e crua, pois originalmente foi escrito para a plataforma Wattpad, um sistema online voltado a leitores mais jovens, o livro trás beleza na arte gráfica e terror psicológico no conteúdo que é socialmente útil e atual. 

Rô Mierling é gaucha, atualmente morando em Buenos Aires. Já publicou cinco livros e organizou/publicou mais de 40 antologias de contos de novos autores brasileiros atuando na divulgação e estímulo da escrita e leitura na cultura brasileira. 

Fonte: Agencia Febre / DarkSide Books

ALGUMAS RESENHAS:

"Esse foi o livro mais chocante que li na vida.
Eu, que li o livro "Eu, Christiane F." aos 12 anos de idade, que li "Mein Kampf", do próprio Adolf Hitler, fã do Stephen King e apaixonada por livros policiais, impressionada com um livro de páginas rosas e azuis e com uma borboleta na capa. Mas ele não é o que aparenta ser, exatamente como as pessoas no mundo, e é isso o que ele quer nos dizer." Céu Literário - Bookstagram - 14/02/2017

"Uma história muito bem feita, (...)  temos nas notas finais os casos reais que inspiraram Rô Mierling a escrever este livro. Uma leitura rápida, não te deixa largar nem por um momento, mas te faz pensar até que certo ponto os homens podem chegar - e o quanto você aguentaria. Sei agora que olharei de outros modos as pessoas desconhecidas, e vocês também deveriam." Lasirens - Bookstagram - 18/02/2017

"Tudo o que posso dizer é que o final é surpreendente. Recomendo Diário de uma escrava, mas aviso que é importante ter força (leia-se: coragem) para ler essa história até o último respiro." Leituras e Releituras - 25/01/2017

"Não considero as cenas de violência desnecessárias, até porque tem livro por aí com cena pior sem passar mensagem alguma. No entanto, a imersão na obra foi grande e em certos momentos foi difícil acreditar que era ficção." Anna Costa - Gótica aposentada, publicitária, meio artista, estudante de psicologia - 15/02/2017

"A autora Rô Merling tem uma escrita atroz, ela não poupa o leitor dos detalhes de cada cena vivenciada pela personagem principal e as demais que aparecem a medida que a loucura ultrapassa todos os limites. Se você tem estomago fraco, esse livro não é indicado." Livros, a janela da imaginação - 13/02/2017

"Diário de uma Escrava serve como um alerta e a história de Laura pode ser a história de tantas outras mulheres que se encontram desaparecidas pelo mundo. A violência contra a mulher é algo corriqueiro e nós sabemos que o perigo pode estar presente atrás dos mais bondosos seres. Existem aquelas vítimas que sobreviveram para contar as suas histórias e que lutam diariamente contra o monstro que virou suas lembranças, mas também não devemos se esquecer que muitas outras, nunca foram encontradas. O livro é uma amostra de uma realidade abominável e repugnante da nossa sociedade. Este livro é mais um grito de socorro." Site Estante Diagonal - 10/02/2017

"Por todo o impacto, a forma de escrever, a realidade da história, a construção dos personagens, Diário de Uma Escrava acabou se tornando uma das melhores leituras até agora. Fica a mensagem no final,um alerta para todos nós,seja menino ou menina,pais e filhos que não deve ser ignorada. Recomendo bastante essa leitura,mas se preparem para uma leitura densa e detalhada ao extremo."   Resenha do Blog Ideais de um Leitor - 10/02/2017

"O romance de Rô Mierling é um duro teste para a sensibilidade, a empatia e a compaixão humanas, e se você não tem nervos de aço e estômago forte, melhor deixar de lado. É um livro para os fortes.
(...) Com um texto ágil e bom domínio do suspense, a autora fisga o leitor, que pode devorar o livro numa sentada." Site Literatura Policial - resenha escrita por Rogério Christofoletti, jornalista, dramaturgo e professor universitário - 6/01/2017

"A história foi bem construída em todos os núcleos de personagens e a autora conseguiu me prender do início ao fim. A história é visceral (e esse é um adjetivo que eu raramente uso) e a forma pela qual foi desenvolvida, somado aos diálogos dos protagonistas, tornou mais fácil a compreensão de como do abuso psicológico sofrido por Laura a afetou. Rô Mierling me impressionou com Diário de uma escrava e quem gosta de suspense policial também vai se surpreender com a história."
Site A world to read - 07/02/2017

"Rô Mierling escreveu um livro sobre um assunto não tão fácil de colocar no papel, principalmente em uma época em que leitores confundem escritores, narradores e personagens e de tantas problematizações em espaços virtuais. É preciso coragem para escrever sobre o assunto; assim como muitas pessoas ficam agoniadas ao longo da leitura, ser escritor pode ser bem intenso e na hora da criação, pode ser atormentador criar e recriar essas imagens em nossas mentes. " Ben Oliveira, escritor, redator freelancer, jornalista por formação - 20/01/2017

PANORAMA GERAL DO LIVRO:

* Em menos de três meses mais de 6.000 leitores no Skoob - rede social literária - um destaque para um livro nacional lançado em dez de 2016.
* Primeiro livro de ficção nacional baseado em fatos reais da editora DarkSide Books.
* Mais de 1 milhão e meio de leituras quando postado na plataforma de leitura digital Wattpad.
* Mais de um mês entre os dez mais vendidos no gênero Mistério - na Amazon.
* Entre os mais vendidos em toda a Amazon no mês de janeiro.
* Mais de 50 resenhas no Skoob, sendo 90% positivas em menos de dois meses.

Para adquirir ou saber mais, acesse: http://www.darksidebooks.com.br/diario-de-uma-escrava/

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Conexão Nerd: Jogo Ouija ou Brincadeira do Copo

Jogo Ouija ou Brincadeira do Copo: o ritual que tornou-se brincadeira, filme e popularizou-se pelos quatro cantos do mundo. Mas até que ponto um ritual poderá tornar-se numa brincadeira? Saiba tudo assistindo ao vídeo: CLIQUE AQUI.

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sábado, 18 de fevereiro de 2017

Resenha: A mente de Stephen Hawking

Título: A mente de Stephen Hawking
Autor: Daniel Smith
Editora: Universo dos Livros
Páginas: 240

Ano Lançamento: 2016

Leitor seja bem vindo! Conheça um pouco mais da mente de Stephen Hawking, um gênio, brilhante em seu campo de atuação, tornando uma celebridade e entrando para o hall da fama da ciência. 

A obra tem aspectos biográficos, conhecemos um pouco da infância de Hawking e também de sua família e origens do passado, deixando, nós leitores ainda mais próximos.


Daniel Smith tem uma escrita bem fluida e até mesmo divertida, em algumas partes da jornada de Stephen, o autor não poupa em mostrar para todos nós desde o inicio da vida acadêmica de Hawking até sua vida pessoal e seus altos e baixos no casamento. 

Hawking formou-se em Oxford e seu Ph.D em Cambridge, notei que ele ficou mais forte e não deixou se abater por conta de sua doença, no início do diagnóstico, os médicos deram uma estimativa de apenas dois anos de vida, os médicos estavam enganados. 


Uma vida de lutas, persistências e determinação, que fizeram Hawking chegar ao posto mais alto no âmbito da ciência. 

Leitura mais que indicada, um exemplo que devemos seguir e nunca desistir dos nossos sonhos e objetivos de vida.

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A importância dos blogs para literatura

O principal meio de comunicação utilizado pelos brasileiros, segundo a última “Pesquisa Brasileira de Mídia”, divulgada no final de 2014, é a televisão. De acordo com o levantamento, 95% dos brasileiros assistem à TV regularmente e 74% a veem todos os dias. A pesquisa apontou também que o rádio ainda é o segundo meio mais utilizado, apesar do crescimento da internet.

Lamentavelmente o livro e a leitura ficam quase sem nenhum espaço na TV e muito menos nas rádios. Ficam relegados a entrevistas esporádicas com escritores, a morte de algum escritor e eventos literários de grande porte como as bienais do Rio de Janeiro e de São Paulo, no mais, não há nenhum programa na TV aberta (há o programa Iluminuras, na desconhecida TV Justiça) que dê o tratamento que ele merece. Na rádio conheço somente o “Clube do Livro”, um curtíssimo boletim na CBN (SP).

Num país de escassos leitores, poderia haver maior apoio ao livro e a leitura, mesmo sabendo que isso ainda não fizesse cócegas na audiência. Temos inúmeros exemplos do poder da televisão em alterar costumes. Imagino o impacto que isso causaria ao falar mais sobre os livros. Poderíamos ter outra realidade, como mais leitores pelo país, por exemplo.

Enquanto o assunto livro na TV e no rádio é praticamente inexistente, na internet sobra discussão por meio de blogs e vídeos produzidos por leitores e amantes dos livros. Destaco os blogs literários atualmente como o principal meio de divulgação de escritores, resenhas, promoções e discussão sobre os livros. Há um sem-número deles e encontrar algum que vale a pena se tornar um fiel leitor é bem complicado tamanha a quantidade de blogs desinteressantes.

Para os que se lançam no desafio de manter um em pleno e bom funcionamento, é uma tarefa das mais difíceis. A maioria dos blogs atualmente são fruto de trabalhos solitários, sem apoio, patrocínio ou outra qualquer espécie de ajuda. São mantidos com recursos limitadíssimos, mas que não se tornam barreira para seguir frente ao amor pelos livros e pela leitura.

Podemos conhecer os bastidores do trabalho nada fácil de doze blogueiros de sucesso com o recente lançamento da Editora Illuminare intitulado Bastidores - Um dia na vida de um blog literário. O livro traz relatos emocionantes de blogueiros que lidam com prazos curtos para resenhar livros recebidos por editoras, eventos que promovem e na hora surgem os mais variados problemas, a conciliação das tarefas domésticas e profissionais com as postagens constantes no blog sob pena de não receber mais visitas e até o uso do blog como ferramenta para vencer uma depressão. Quanta história bacana reunida, não é?


Se eu já tinha uma admiração pelos blogueiros, depois que eu li o livro passei a admirá-los ainda mais por todas as dificuldades que eles passam na maioria das vezes sem receber nada em troca. Tudo em nome do amor pelos livros, do amor em compartilhar informações desse amplo universo literário e, no fundo, de incentivar mais pessoas a descobrirem o prazer da leitura, prestando um serviço de valor incalculável para a cultura e para a educação desse país.

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Mudando o Foco

Em razão da grande enchente que ocorreu aqui em Itajubá há 17 anos, tivemos que levar meus pais para um apartamento enquanto a velha casa sofria uma grande reforma. Logo após a mudança, minha mãe começou a apresentar um comportamento estranho, e um exame apontou um provável início de demência. Infelizmente só mais tarde aprendemos que mudanças de casas e lugares podem ser desastrosas para pessoas idosas. Foi o início de uma fase cruel que tivemos que enfrentar. A demência nunca regrediu, sequer estacionou, só avançou cada vez mais. Talvez tivesse acontecido de qualquer maneira, quero dizer, se não fosse a mudança, algum outro fator desencadearia a demência, como uma cirurgia, um susto que fosse, no caso, a própria enchente que foi um acontecimento tão devastador. Fomos aprendendo com o que tínhamos pela frente, no dia a dia. Foi um duro caminho de pedras, mas até entre as pedras nascem flores, assim, não posso dizer que viveria tudo de novo, que choraria todas as lágrimas que tive que chorar, mas digo com certeza que foi um período profuso de aprendizado de amor e de ternura, pois não é no sofrimento que tiramos as mais belas lições?
            Bem, não existem manuais para a vida, apenas dicas de quem já passou pelo problema, e há coisas realmente importantes que podem ser aprendidas como não colocar o idoso debaixo de uma ducha forte, pois para quem está fragilizado com a idade e doença, qualquer água é uma cachoeira assustadora. Falar alto quando a pessoa está de costas também pode ser ameaçador. Enfim, realmente não há regras a seguir porque a vida nunca é exata. Estou falando isso porque num prazo curto de tempo vi dois exemplos de mudança de idosos que foram bem sucedidos.
            O primeiro caso foi de uma senhora, que já demente e muito triste, foi levada para o campo, para a casa da filha. Lá, entre as árvores, flores e chilreados de pássaros, a senhora acalmou-se, descobriu que podia sorrir novamente. Reconheceu os filhos, leu partes do livro da filha, lembrou-se de detalhes, ou seja, a mudança foi altamente positiva, talvez pela mágica da natureza que remexe com nossas mais longínquas e preciosas lembranças, trazendo à tona uma imaculada alegria infantil, como o ruído da chuva no telhado e vidraças ou o raio do sol entrando por alguma fresta da janela. 
            O segundo caso, mais estranho, foi de outra senhora, abatida pela morte do marido já há um ano. Não era demente, apenas já um pouco confusa pela idade e aparentemente refém de uma irremediável tristeza pela perda do companheiro. Cada acontecimento como Natal, Ano Novo ou aniversário ocasionava um transtorno em todo o sistema físico da senhora. A pressão subia, a respiração alterava, os sinais vitais ficavam comprometidos, e assim os médicos eram chamados, os procedimentos adotados até que tudo se estabilizasse. Todos os cuidados eram tomados de tal forma que ela não fosse afastada de sua velha casa centenária, com as lembranças do companheiro, da vida feliz de que estava ou esteve presente em cada canto. A televisão ficava sempre sintonizada no canal religioso que ela mais gostava. Mas com a última crise não foi possível mantê-la na casa. Foi trazida para o hospital e diretamente para a UTI.
            De forma surpreendente, ela abriu os olhos e se deparou com um universo totalmente diferente do seu costumeiro dia a dia. Tudo era estranho, as roupas das pessoas, as máscaras. Ela compreendeu que estava num hospital. Já se sentindo melhor com as providências médicas tomadas, passou a observar com interesse cada detalhe daquele estranho mundo. Comentou sobre a maneira como a limpeza do quarto era efetuada, conversou com as enfermeiras, contou algumas de suas histórias. Aos poucos seu semblante ficou sereno e ela se sentiu distante da casa povoada de lembranças. Seu bem estar era tão visível na companhia daquelas pessoas que até temeram levá-la de volta para casa.
            Isso também me fez lembrar de minha mãe certa vez passando a noite no Pronto Atendimento. Enquanto pingávamos de sono ao clarear o dia, ela já desperta, admirava o pátio interior do hospital repleto de plantas. E dizia: olha as plantas, que beleza!
            Tanto em um caso como em outro houve uma mudança de foco. A primeira senhora melhorou visivelmente com a benfazeja natureza, com a presença dos filhos que iam visitá-la como se fossem crianças em férias no campo. A segunda, afastada do ambiente que lhe angustiava pelas lembranças da perda do companheiro, sentiu-se talvez alegre como quando ia ao hospital para ter seus bebês.
            Cada caso é um caso, cada pessoa é única, e definitivamente não há regras para a vida. Contudo há uma regra infalível: quando pesarem na alma os supostos erros ao lidar com os pais idosos e dementes, há que se perdoar porque somos feitos muito mais de erros do que de acertos. Quase sempre erramos mais do que acertamos. Que bom que Deus sempre vê o coração.
            De outra forma, também podemos transpor para nossa própria vida a mudança de foco. Às vezes nos encontramos tão mergulhados nos problemas e nas preocupações que deixamos nos contaminar pelo medo e angústia. É preciso tentar mudar o foco, isto é, focar outra situação, assistir a um filme, viajar ali mesmo para o campo, conversar com uma pessoa serena, brecar as palavras e pensamentos amargos. Não vamos mudar a situação, mas certamente uma porta dentro de nós vai se abrir por onde a esperança poderá nos visitar.

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Curso de Colorização Digital Para Quadrinhos


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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Os 9 Canais Mais Legais do Youtube Para Quem Curte Livros e Assuntos Nerds

Se você adora livros e todo o universo que envolve literatura, além de assuntos nerds, dos quais 90% dos leitores curtem, como séries, filmes, HQs, colecionáveis, games, vlogs, etc, certamente vai querer conhecer os canais desta lista do qual passei a manhã toda e parte da tarde editando...(rs).
Na descrição de cada canal que selecionei, destaquei o título, nome do criador, fiz uma pequena resenha sobre cada um deles e deixei o link do canal para que vocês conheçam e caso gostem também se inscrevam. Ah, no final de cada uma das indicações coloquei o link de um vídeo para vocês ficarem ainda mais por dentro do canal.
Existe um universo imenso no Youtube e é uma excelente ideia seguir canais dos quais nos identificamos, isso abre a nossa mente, pois aprendemos muito com essas pessoas, além de trazer entretenimento para que o nosso dia seja mais alegre e menos estressante.
Essa é minha lista e meu gosto pessoal, ok? É claro que existem mais canais legais no Youtube e espero que vocês possam colaborar indicando nos comentários. Visitarei cada um deles e certamente criarei um outro “Canais mais legais do Youtube para quem curte livros e assuntos nerds 2.0”. E como eu também adoro culinária (pois além de ser nerd e passar horas lendo, escrevendo, jogando ou assistindo séries, filmes, etc, eu também tenho que comer, né?...rs), pode ter certeza que em minha próxima lista incluirei também alguns canais sobre culinária.

Coloquei os canais numa ordem numérica apenas para organizar, mas isso não significa que um é melhor que o outro por ser o 1º ou 2º, todos possuem suas qualidades e diferenças.

Vamos lá?   

1 - Canal: Vamos falar sobre livros?
Criadora: Gisele Eberspächer
Sobre o canal: com foco nos livros, Gisele Eberspächer faz resenhas e comentários sobre suas leituras, que aliás são muitas. Super bacana. Acompanhe e inscreva-se no canal.
Acesse o canal: https://www.youtube.com/user/GiseleEberspacher
OBS: veja vídeo recente de suas leituras de 2017 https://www.youtube.com/watch?v=gChwOxFXwEg

2 - Canal: Ler antes de morrer
Criadora: Isabella Lubrano
Sobre o canal: criado e apresentado pela jornalista Isabella Lubrano, o canal aborda dicas de livros incríveis dos quais a apresentadora acredita que todo leitor deve ler antes de morrer. Na realidade ela também aborda outros assuntos, mas todos focados na literatura. A sua meta é ler e resenhar 1001 livros. Vamos acompanhar o seu canal para ver se ela conseguirá? (acredito que sim).
Acesse o canal: https://www.youtube.com/channel/UCTubbc8ei3JfOBbicSJYPfQ
OBS: veja o vídeo “5 segredos para ler mais” https://www.youtube.com/watch?v=Y67JAGsWBIg

3 - Canal da Ceci
Criadora: Ceci
Sobre o canal: a apresentadora comenta sobre temas interessantes ligados aos livros e um deles que despertou minha atenção é intitulado “Literatura brasileira é chata?”. Super legal. O canal não está muito atualizado, mas os vídeos que estão lá valem muito a pena (quem sabe depois desta matéria a Ceci não atualiza com mais frequência o seu canal :).  Acompanhe o canal.
Acesse o canal: https://www.youtube.com/channel/UCv8MC3a2TLmzQ22_Ny9PYnA
OBS: veja o vídeo “Literatura brasileira é chata?” https://www.youtube.com/watch?v=mI0tC7qT3b4

4 - Canal: Livro&Café
Criadora: Francine Ramos
Sobre o canal: a apresentadora comenta sobre suas leituras, é fã de Virginia Woolf e acredita que os livros podem mudar o mundo! (eu também acredito :) Acompanhe e inscreva-se no canal.
Acesse o canal: https://www.youtube.com/channel/UCsKVCBV_LOvWmMKEMPM-siA
OBS: veja o vídeo (que aliás curti muito) “Rock na literatura” https://www.youtube.com/watch?v=cKjj6CvOGAg

5 - Canal Geek Freak
Criador: Victor Almeida
Sobre o canal: Victor é formado em marketing e seu canal é dedicado principalmente à literatura, mas também aborda cultura pop: música, séries, games, tecnologia, etc. Coisas que todo bom leitor também curte :) Acompanhe e inscreva-se no canal.
Acesse o canal: https://www.youtube.com/user/thegeekfreakTV
OBS: veja a vinheta do canal (curti bastante) https://www.youtube.com/watch?v=gjbVprm3xIs

6 - Canal Conexão Nerd
Criador: Ademir Pascale
Sobre o canal: Criado e apresentado por Ademir Pascale, editor e criador da revista Conexão Literatura, o canal aborda assuntos interessantes no estilo minidocumentário, sobre curiosidades Geeks: livros, super-heróis, tecnologia e até assuntos sobrenaturais. O canal é novo, mas já está com vários vídeos na pauta, dos quais serão publicados semanalmente. Acompanhe e inscreva-se no canal.
Acesse o canal: https://www.youtube.com/c/ConexãoNerd
OBS: veja o vídeo mais recente sobre Doppelgänger – Existe uma cópia sua? https://www.youtube.com/watch?v=RVQvjcvPUkw

7 - Canal Brancoala
Criador: Branco (Brancoala)
Sobre o canal: Esse foi o primeiro canal no Youtube do qual comecei a seguir. Confesso que antes de conhecer esse canal, eu não me ligava muito ao universo do Youtube, a não ser para assistir clipes musicais. Mas vendo o primeiro vídeo do Brancoala, tive que ver o segundo, terceiro, quarto e assim por diante. Hoje assisto todos os dias e também tenho o meu próprio canal (Conexão Nerd). Vale muito a pena, pois o Branco é um cara super humilde, família e que curte muitas coisas das quais me identifiquei. Ele é músico, produtor musical, designer gráfico, amante do café e das Nerfs. Até o momento da publicação dessa matéria, o canal possui 621 mil inscritos... Sim, 621 mil inscritos são muitas pessoas. Imagina juntar toda essa gente? Mas na realidade acho que deveria ter milhões, pois o canal é super legal. O Branco é brasileiro, nascido em Santos, litoral de São Paulo, mas hoje vive com a família na Espanha e todos os seus vídeos são gravados lá. Inscreva-se no canal.
Acesse o canal: https://www.youtube.com/user/brancoala
OBS: Veja um dos vídeos (vídeo de apresentação do canal) https://www.youtube.com/watch?v=YH1TFLCHJCE 

8 - Canal Mundo de Nemo
Criador: Bruno Nemo
Sobre o canal: divertido, Mundo de Nemo traz assuntos sobre séries, como Games of  Thrones, games e outros assuntos nerds. Humor cristão nerd. Os vídeos são apresentados por Bruno Nemo e Davi Pereira. Vale a pena conferir. Inscreva-se no canal.
Acesse o canal: https://www.youtube.com/channel/UC2rtP6zwUg_SuYWQbkEQCXw 
OBS: Um dos vídeos que chamou minha atenção mostra que os caras possuem uma mente bem aberta: https://www.youtube.com/watch?v=geYPzgrEpWk

9 - Canal ERB
Criadores: Nice Peter, epicLLOYD, Dave McCary, and Maker Studios
Sobre o canal: Esse é o único canal desta lista que não foi criado por brasileiros. Mas eu tinha que indicá-lo. Perdi as contas de quantas vezes assisti alguns dos vídeos desse canal. Eles mandam muito bem e os vídeos são duelos em forma de rap que eles criam entre pessoas da história ou da mídia que possuem algo em comum (ou não), como Master Chief vs Leonidas, Michael Jackson vs Elvis Presley, Einstein vs Stephen Hawking ou Hitler vs Vader...(rs). No final eles deixam uma brecha, dizendo: “Quem foi o ganhador?”. Curti vários duelos, mas o que mais gostei foi o duelo entre os escritores Edgar Allan Poe (do qual sou fã) vs Steven King, super engraçado.
Acesse o canal: https://www.youtube.com/user/ERB
OBS: assista “Edgar Allan Poe vs Steven King” https://www.youtube.com/watch?v=56R3hU-fWZY 

Curtiu a lista? Deixe os seus comentários, indique também os canais que vocês gostam para que eu possa conhecê-los, seguir e quem sabe um deles entrará também em minha próxima lista.

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Gilmar Milezzi, autor de Requiescat in Pace: Crônicas da Cidade dos Mortos, comenta sobre seu livro e futuros projetos

Gilmar Milezzi
Nascido no fim da década de 1950, na cidade de Tubarão, em SC, Gilmar Carlos Milezzi, viveu a adolescência em Florianópolis, num período de grandes manifestações políticas e culturais. Nessa época, o menino sonhador, frequentador assíduo das sessões dominicais do Cine Glória, pensava em ser escritor. Por conta disso, mergulhava nos livros de Emílio Salgari, Julio Verne e Mark Twain, os quais ele lia com a vontade de quem queria aprender os segredos de uma boa narrativa. Por influência direta do pai, leitor voraz de histórias em quadrinhos, tornou-se também um ávido consumidor de gibis, os quais costumava trocar na fila do cinema.
De tanto viajar nas histórias de aventuras e fantasia, decidiu que um dia escreveria suas próprias histórias. Desse vago projeto, acalentado e empurrado com a barriga durante anos, surgiram algumas peças infantis, contos e crônicas, publicados em pequenos jornais e blogs ou simplesmente esquecidos numa gaveta. Gilmar Milezzi é autor da obra “Requiescat in Pace: Crônicas da Cidade dos Mortos”

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Gilmar Milezzi: O início propriamente foi com o advento da internet. A possibilidade de publicar em blogs me fez tirar meus escritos da gaveta. O primeiro livro, Zaphir, um romance de aventura e fantasia, foi todo publicado dessa forma, até que eu o publiquei também em formato impresso e na Amazon, em 2014. Desde então, começou outra jornada: levar o livro até o leitor. Eu o vendo nas feiras literárias e pela internet.

Conexão Literatura: Você é autor de "Requiescat in Pace: Crônicas da Cidade dos Mortos", disponível na Amazon. Poderia comentar?

Gilmar Milezzi: A ideia desse livro surgiu durante as noites insones, quando trabalhava em empregos noturnos. A solidão das madrugadas, e os tipos estranhos que apareciam durante essas jornadas, me levaram a imaginar a história de um escritor sem recursos que arruma um emprego como vigia noturno de um cemitério. A partir dessa ideia inicial, criar a jornada do escritor na cidade dos mortos foi muito fácil. Na verdade, creio que elas sempre estiveram em minha mente. O capista é o Jean Milezzi, meu filho.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

Gilmar Milezzi: Eu pesquisei apenas para confirmar as citações que faço de Dante e Edgar Allan Poe, que foram introduzidos na história em certo trecho. O resto é fruto de minhas próprias convicções do que seria uma vida após a morte, junto com muita imaginação, é claro.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial no seu livro?

Gilmar Milezzi: Eu tenho um carinho especial por toda a obra e seria difícil destacar um trecho em especial, mas vamos ver:

“Debruçado sobre o caixão, o coveiro estava tão absorto no que fazia, que não percebeu nossa presença. Com movimentos frenéticos, quase febris, ele tentava despir o cadáver de uma jovem mulher. Eu fiz menção de tentar impedi-lo, mas Berenice me conteve e fez sinal de que tinha algo em mente.
Ela fechou os olhos e soltou um gemido. Era um lamento quase inaudível, mas que de repente pareceu preencher toda a capela. O coveiro estacou e finalmente percebeu que não estava só. Ele olhou ao derredor, mas não conseguiu nos ver”.


Conexão Literatura: Se você fosse escolher uma trilha sonora para o seu livro, qual seria?

Gilmar Milezzi: Há um trecho no livro, em que há um cortejo de almas penadas, que eu escrevi pensando no Bolero de Ravel como fundo musical. Creio que essa obra cairia bem para um filme a partir do livro.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Gilmar Milezzi: Eu ainda estou tentando reunir recursos para fazer o livro impresso, mas Requiescat in Pace está disponível na Amazon, formato ebook. O livro pode ser localizado por este link: https://goo.gl/f0Yp9I
O primeiro capítulo está disponível no blog, neste endereço: http://feedproxy.google.com/~r/blogspot/eFHMP/~3/Fsn6T2riISc/cronicas-da-cidade-dos-mortos.html

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Gilmar Milezzi: Tenho mais dois livros em revisão e logo serão disponibilizados em formato ebook. O primeiro, Noites Sombrias, é um livro de contos de horror. O segundo reúne contos diversos e ainda não tem título. Além desses estou escrevendo o segundo livro de Crônicas da Cidade dos Mortos e a Continuação de Zaphir – A Guerra dos Magos.

Perguntas rápidas:

Um livro: Cem anos de Solidão
Um (a) autor (a): Hermann Hesse
Um ator ou atriz: Paulo Autran
Um filme: Dersu Uzala, de Akira Kurosawa
Um dia especial: O dia que Zaphir chegou da gráfica. Nunca mais vou esquecer a emoção que senti.
Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? Gostaria apenas de acrescentar que Requiescat in Pace – Crônicas da Cidade dos Mortos alcançou mais de cem mil leituras no Wattpad, quatro mil indicações dos leitores e outro tanto de comentários, até o momento em que o retirei, em razão da publicação na Amazon.

Gilmar Milezzi: Gostaria de informar o endereço dos blogs onde eu publico minhas histórias:
www.aguerradosmagos.blogspot.com com histórias de horror e fantasia;
www.agavetamagica.blogspot.com com contos, poemas e artigos diversos.

Capista do livro Requiescat in Pace: Crônicas da Cidade dos Mortos: Jean Milezzi. 

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