sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Editor da Malê lança livro de contos sobre os conflitos da masculinidade

Vagner Amaro - Foto: Thays Berbe
Em “Eles”, o editor da Malê, Vagner Amaro, se utiliza dos conflitos da masculinidade no universo da ficção

O idealizador e editor da Malê, Vagner Amaro, lança o livro de contos “Eles” no próximo dia 18 de dezembro, terça-feira, a partir das 17 horas, na Livraria da Travessa – Sete de Setembro, no Centro, Rio de Janeiro.  No livro, o autor aborda em dez contos concisos alguns conflitos da masculinidade, os personagens do livro afetam e são afetados em razão das ideias sobre um padrão único para a identidade masculina, em histórias como: o pai ensinou tudo ao filho, como ser homem, como estar no mundo. Um acontecimento coloca em xeque a cumplicidade entre pai e filho, revelando um abismo entre as expectativas e sensibilidades dos dois para a vida; um adolescente apaixonado quer se tornar “homem” com a mulher que tanto ama, e por isso, insiste e aguarda este momento, no entanto, uma grande expectativa pode trazer grandes problemas; casado, pai de três meninas, amado pelos vizinhos, um homem de bem. No dia do seu aniversário, uma vizinha sopra uma frase em seu ouvido, que sacode o homem por dentro; Estes e outros personagens do livro de contos Eles, estreia na literatura do editor da Malê, Vagner Amaro, abordam os abismos e lutas, identificações e empatias,  na construção da identidade dos homens, diante das exigências do padrão hegemônico de masculinidade. Contos curtos, instigantes, que abrem janelas para reflexões sobre masculinidades, masculinidades tóxicas, masculinidades negras, temas essenciais para a melhoria das relações humanas.  

Durante o lançamento haverá leituras de trechos do livro, realizadas pelo ator Rodrigo França e bate-papo com a participação do escritor Carlos Eduardo Pereira e da escritora Eliana Alves Cruz.
Serviço: Lançamento do livro de contos “Eles”, de Vagner Amaro. (bate-papo, leituras e sessão de autógrafos)

Data: 18/12/2018. Local: Livraria da Travessa. Rua Sete de Setembro, 54. Centro. Rio de Janeiro.
Contato, e-mail: imprensa@editoramale.com.br

Sobre o livro:

Título: Eles
Autor: Vagner Amaro
Assunto: Contos brasileiros; Literatura brasileira
ISBN: 978-85-92736-41-5
Páginas: 92
Lançamento: 18 de dezembro, 2018.
Preço: R$34,00

Sobre o autor:
Vagner Amaro é jornalista, bibliotecário e editor. Coorganizou as publicações Machado de Assis por jovens autores (2011); África: novas leituras (2012); Lima Barreto por jovens autores (2014); Organizou individualmente os livros Letra e tinta: dez contos do prêmio Malê jovens autores; Olhos de azeviche: dez escritoras negras que estão renovando a literatura brasileira – contos e crônicas (2017); Do Índico ao Atlântico: contos brasileiros e moçambicanos (2018). Fundou em 2015 a Editora Malê, voltada para a promoção da literatura de autores afro-brasileiros e africanos
Compartilhe:

Erica Martins Silva fala sobre sua participação na antologia Tempo Insólito, por Sérgio Simka e Cida Simka


Fale-nos sobre você.

Olá, eu sou a Erica Martins Silva, administradora de formação, concluída na Faculdade de Mauá (Fama), em junho de 2018, exerço a profissão de gerenciamento comercial na empresa DEWIL Comércio de Ferro e Aço há dez anos.

ENTREVISTA:

Conte-nos sobre a sensação de ter um texto publicado na antologia. Como se deu tal participação?
 

Ter um texto publicado foi uma realização, um sonho que estava paralisado e se tornou realidade, por meio de uma oportunidade publicada no Facebook do Núcleo dos Escritores do Grande ABC do qual faço parte com muito orgulho, tive o privilégio de publicar dois poemas com a Editora Scortecci em uma antologia nomeada Tempo Insólito, ali terei os poemas "Esperar" e "Pensamento Acelerado". Esses poemas falam do que para nós é irrealidade, se assim posso dizer, o tempo feito de "correria" não nos permite parar, respirar profundamente, então trago ali a ideia de que somos reais e precisamos de nós para nos ajudarmos, qual é o poder que nos inspira?, esta será a ideia dos poemas, uma reflexão para exteriorizar positivamente.

Para você, o que é ser escritor?


Nossa, ser escritor é uma liberação de sentimentos, é uma trajetória em parágrafos, é uma ilusão, desilusão, uma confusão, um amor, um ódio, um terapeuta, uma história, ser escritor é aprofundar-se, investigar profundamente o que lhe dá prazer, o que te coloca em frente a um papel em branco e te faz sonhar em meio às escritas, é lindo ser escritor e o mais lindo é saber que através das suas escritas outras pessoas serão tocadas, edificadas, potencializadas.

O que tem lido ultimamente?

Tenho lido romances e livros de valorização, finalizei há pouco "A Bússola da Felicidade", de Tammy Kling e John Spencer Ellis, é uma parábola de transformações que cada pessoa passa pela vida, apresenta lições para entendermos quem somos realmente, muito bom e indico o livro A Arte de Mentorear Pessoas, a autora Darlene Zschech irá tratar  a liderança sobre diferentes gerações e gosto muito de fazer leituras aleatórias dos poemas de Fernando Pessoa, me esbaldo com a diversificação das palavras, sentimentos e emoções.

Quais os seus próximos projetos?

Para o próximo semestre já teremos novidades com a Editora Xeque-Matte: uma antologia chamada Contos Para um Mundo Melhor, tive um texto selecionado, um enorme prazer por fazer parte desta equipe de escritores, para o final de janeiro teremos divulgação da capa, e fui convidada para elaborar um livro sobre a mulher, logo afirmo que não tem nada relacionado ao feminismo, será um projeto de grande valia, que trará com certeza uma chuva de depoimentos, estou com expectativas e estamos amadurecendo a ideia.


*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a coleção Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017). Integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.
Compartilhe:

Sobre o Conto “As Artes de Xanadu”, de Theodore Sturgeon

Uma menina música: com tão pouca idade, alguns homens e mulheres conseguem executar facilmente canções e composições que uma pessoa comum levaria meses para aprender e meses para treinar. As mutações favoráveis explicariam tal fenômeno. A capacidade que alguns indivíduos têm de executar e elaborar que somente em anos pessoas comuns conseguiriam.
Quando o Sol se tornou uma estrela Nova, destruindo a Terra e tornando o Sistema Solar inabitável, os humanos espalharam-se por todo o espaço. E, nas Eras que passassem, os homens falariam como homens, comportar-se-iam como homens e progrediriam como homens; e, quando os homens encontrassem homens, ainda que diferentes deles próprios, viriam em paz, falariam a língua dos homens... Mas o Homem era Homem, passível de suas ambições e seu desejo de poder...

Bril viera do planeta Kit Carson, do Sistema Sumner, mundo onde um bilhão e meio de pessoas viviam, para Xanadu, planeta a ser conquistado, de uma forma ou de outra. Conversando e convivendo por algum tempo com Tanyne, um dos Senadores do governo descentralizado daquele mundo, onde os habitantes não tinham aparentemente tecnologia adiantada, Carson descobriu que os 41 outros Senadores do governo de Xanadu estavam permanentemente em contato uns com os outros, através do que Tanyne chamou “um tipo de rádio”.

Bril falou por horas com Tanyne e viu que ele considerava as necessidades que todos os de Xanadu possuíam certamente passíveis de “serem sentidas”. Se a pessoa precisava de um metal, e o cobre deveria ser o melhor metal a ser usado, bastava se concentrar e pensar na máquina ou dispositivo no qual empregar o metal, que saberia de imediato que o cobre era melhor. Isso era “sentir”, para Tanyne. Para extrair o ferro, ou o estrôncio, ou o manganês, da Natureza, não faziam minas, nem transmutações de elementos químicos. Antes, criavam mariscos, por exemplo, nos quais suas conchas seriam feitas do metal que queriam e, assim, os extraíam.

Quando alguém apanhava uma flauta e tocava uma ou duas notas, mais outros de Xanadu continuavam a melodia, adicionando outros instrumentos, até que uma orquestra inteira, de pessoas — possuindo instrumentos ou não —, era formada. Em Xanadu, todos eram especialistas, desde que começavam a engatinhar; podiam fazer o que bem entendessem que, da primeira vez que executassem um trabalho, seria o mesmo que o tivesse feito já por uma vida inteira.

Mas, em Xanadu, uma coisa era chamada de superstição: o cinto que carregavam. Para se vestirem, os habitantes do planeta apanhavam um cinto que mesmo uma criança podia manufaturar, segundo a Química elementar, colocavam-no ao redor da cintura e suas vestes surgiam cobrindo o corpo para cima e para baixo, em cores admiráveis. Segundo Tanyne, as vestes eram formadas de matéria viva, ou melhor, “não eram matéria não-viva”. Não era completamente material, mas a expressão traduzida da Velha Língua de Xanadu correspondia a “aura”. Depois de um ano de uso, a vestimenta tinha de ser mergulhada em ácido láctico, e era renovada a aura. E podiam-se copiar e ativar milhões ou bilhões de outros cintos.

Em uma ocasião, Kit Carson estragara sua vestimenta: a mais mortal armadura militar jamais construída pelos humanos do Sistema Sumner. Dotada de computadores, armas as mais variadas, sistemas eletrônicos. Tanyne deixou com Carson um cinto de Xanadu para que ele o usasse. Assim que esteve só, Carson embarcou em sua cápsula espacial e partiu para sua nave, em órbita. Dirigiu-se para o Sistema de Sumner.

A vestimenta foi duplicada e, em um mês, duzentas mil haviam sido distribuídas. Em um ano, milhões haviam sido reproduzidas e usadas pelos habitantes do planeta Kit Carson. Todos os que as usavam estavam unidos e moviam-se como o Líder dos humanos o queria. Os humanos passaram a depender dos cintos, como um hábito que não se podia largar. E chegou o momento de mergulhá-los em ácido láctico. Um bilhão e meio de humanos de Kit Carson adquiriram as técnicas da música e das artes gráficas, além de tecnologia, que passou a ser incorporada a todos, pelos cintos. Agora, filosofia, lógica e amor estavam disponíveis, disseminadas também pelos cintos. Simpatia, empatia, tolerância, irmandade em harmonia, com toda a vida ao redor, por toda a parte.

A ideia da liberdade estava enraizada em Xanadu, e passara para Kit Carson. Algo diferente, muito mais do que o que existia antes no Sistema Sumner, veio à tona. E Bril, sabendo o que era ser um Senador, e desejando sê-lo, tornou-se um deles.

Esta é a sinopse da novela do grande escritor Theodore Sturgeon “As Artes de Xanadu” (“The Skills of Xanadu”, 1956), publicada pelas Edições GRD (do editor Gumercindo Rocha Dorea), em 1989. Theodore Sturgeon nasceu como Edward Hamilton Cullen Waldo, em Staten Island, 1918, e faleceu de doença pulmonar em Eugene, 1985,  E.U.A. Sua mãe divorciou-se em 1929 e casou-se novamente com William Sturgeon. Edward mudou seu nome para Theorore, para combinar melhor com seu apelido, “Ted”. Sturgeon foi autor de dois ditados (conhecidos como “Lei de Sturgeon”, análogos à “Lei de Murphy”). Um deles é:

“90 por cento de qualquer coisa é lixo”.

Nesta novela, os habitantes do planeta Xanadu possuem o dom de fazer qualquer coisa, sem nunca a terem executado. Isso é válido para tudo, inclusive a música. Na Terra, hoje, sabe-se de músicos que, só de ouvirem uma composição uma única vez, podem executá-la com perfeição novamente. Existem casos de guitarristas — o caso mais famoso é de Richard Hugh Blackmore (Ritchie Blackmore) — que afirma não se preparar antes dos shows e tocar de improvisação em sua mais recente banda, o Blackmore’s Night. Isso significa que ele possui uma mente capaz de criar arranjos e novas composições a partir de sua própria inspiração, ou vontade, e não de decorar e memorizar músicas por horas a fio, como os músicos geralmente fazem antes dos shows.

Isso é algo extremamente raro de se observar. Para se tornar um profissional realmente competente em qualquer ramo das Artes ou Ciências, é necessário um longo período de aprendizado e constante aperfeiçoamento. Em Xanadu, devido a uma catástrofe, na qual bilhões foram reduzidos a apenas três indivíduos, houve uma mutação, segundo Theodore Sturgeon. Todos em Xanadu possuem cabelos vermelhos. Todos são mestres sem nunca terem sido aprendizes. Nasceram com a capacidade de criar e elaborar do nada, apenas com o poder de sua concentração. Isso desafia a lógica, mas como é o resultado de uma mutação favorável (e não autodestrutiva, para quem a tem, como é o caso da vasta maioria das mutações que ocorrem entre os humanos, hoje), é válido afirmar-se que isso poderia vir a acontecer, em local e futuro não-determinados.

Theodore Sturgeon é autor de dezenas de dezenas de contos e romances, inclusive tendo escrito os roteiros para dois episódios da série “Star Trek” (“Jornada nas Estrelas” (“Shore Leave”, de 1966; e “Amok Time”, de 1967). É o autor de um romance que venceu o International Fantasy Award, “More than Human” (“Mais que Humanos”, de 1953), um romance que conta a história de algumas mutações em que, dentre os indivíduos que as detém há, por exemplo, o caso de um idiota adulto que descobre a anti-gravidade aparentemente por acaso.


*Sobre Roberto Fiori:
Escritor de Literatura Fantástica. Natural de São Paulo, reside atualmente em Vargem Grande Paulista, no Estado de São Paulo. Graduou-se na FATEC – SP e trabalhou por anos como free-lancer em Informática. Estudou pintura a óleo. Hoje, dedica-se somente à literatura, tendo como hobby sua guitarra elétrica. Estudou literatura com o escritor, poeta, cineasta e pintor André Carneiro, na Oficina da Palavra, em São Paulo. Mas Roberto não é somente aficionado por Ficção Científica, Fantasia e Horror. Admira toda forma de arte, arte que, segundo o escritor, quando realizada com bom gosto e técnica apurada, torna-se uma manifestação do espírito elevada e extremamente valiosa.

Sobre o livro “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, do autor Roberto Fiori:

Sinopse: Contos instigantes, com o poder de tele transporte às mais remotas fronteiras de nosso Universo e diferentes dimensões.
Assim é “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, uma celebração à humanidade, uma raça que, através de suas conquistas, demonstra que deseja tudo, menos permanecer parada no tempo e espaço.

Dizem que duas pessoas podem fazer a diferença, quando no espaço e na Terra parece não haver mais nenhuma esperança de paz. Histórias de conquistas e derrotas fenomenais. Do avanço inexorável de uma raça exótica que jamais será derrotada... Ou a fantasia que conta a chegada de um povo que, em tempos remotos, ameaçou o Homem e tinha tudo para destruí-lo. Esses são relatos dos tempos em que o futuro do Homem se dispunha em um xadrez interplanetário, onde Marte era uma potência econômica e militar, e a Terra, um mero aprendiz neste jogo de vida e morte... Ou, em outro mundo, permanece o aviso de que um dia o sistema solar não mais existirá, morte e destruição esperando pelos habitantes da Terra.
Através desta obra, será impossível o leitor não lembrar de quando o ser humano enviou o primeiro satélite artificial para a órbita — o Sputnik —, o primeiro cosmonauta a orbitar a Terra — Yuri Alekseievitch Gagarin — e deu-se o primeiro pouso do Homem na Lua, na missão Apollo 11.
O livro traz à tona feitos gloriosos da Humanidade, que conseguirá tudo o que almeja, se o destino e os deuses permitirem. 

Para adquirir o livro:
Diretamente com o autor: spbras2000@gmail.com
Livro Impresso:
Na editora, pelo link: Clique aqui.
No site da Submarino: Clique aqui.
No site das americanas.com: Clique aqui.

E-book:
Pelo site da Saraiva: Clique aqui.
Pelo site da Amazon: Clique aqui.
Compartilhe:

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

F.E. Jacob e o livro “Homo tempus” (SRomero Publisher)

F.E. Jacob - Foto divulgação
F.E. Jacob nasceu no “pré-histórico” 1978, é Engenheiro de Produção pela Universidade Federal de Viçosa e Mestre em Política Econômica pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA. Desde criança, já lia tanto quanto um Neandertal comia, deglutindo qualquer livro, artigo ou revista em quadrinho que lhe passasse debaixo do nariz, se tornando um adulto superantenado com as questões da sociedade atual. Se declara um “nerd genérico” viciado em informação, lendo tudo sobre sociedades antigas, economia, física, ciência política, psicologia, biologia e qualquer outra área do conhecimento humano. Estima possuir 3,22% de DNA neandertal, o que talvez explique o seu grande apetite por conhecimento.
Um dia ao acordar percebeu que a única atividade que lhe daria espaço para usar o conhecimento de tantas áreas diferentes seria a literatura, que sempre esteve ao seu lado como uma companheira paciente e silenciosa aguardando a sua decisão de encarar o desafio de escrever profissionalmente. Assim, agora ele estreia no universo literário com Homo tempus.

ENTREVISTA:

Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?


F.E JACOB: Sempre li muito, qualquer coisa que tivesse oportunidade. Uma vez quando eu era criança fiquei tão entretido em um depósito de jornais velhos na casa de um tio lendo os quadrinhos que meus pais se esqueceram que eu estava com eles e foram embora sem mim. Detalhe que ele morava em outra cidade. Assim, também desenvolvi desde muito jovem a habilidade para escrever bem, embora ainda não soubesse como aproveitá-la. Depois de algum tempo, percebi que essa habilidade era ótima para ser aprovado em vestibulares e concursos, e me dediquei a carreira acadêmica, como geralmente um universitário faz nessa idade. Nesse meio tempo, quando eu tinha lá meus 20 anos, cheguei a participar de um concurso de contos e ficar entre os premiados publicados, mas não tinha a menor noção de como funcionava esse mercado e continuei mais preocupado em me preparar para o mercado de trabalho.
Sempre soube que era meio nerd, mas mais recentemente, já estável na minha atividade, percebi que existem vários tipos de nerd, como o que sabe tudo de computador, o que sabe tudo de quadrinhos, o que sabe tudo de física, etc e descobri-me como um “nerd genérico”: sou viciado em informação, leio sobre qualquer assunto, sociedades antigas, psicologia, economia, física, ciência política, biologia, revista em quadrinhos, tudo me interessa. Embora não me aprofunde tanto em nada, já que meu dia tem 24 horas como o de qualquer outro nerd.
Foi quando tive o “clique” que a única profissão que me daria espaço para usar o conhecimento de tantas áreas diferentes seria a literatura, que sempre me acompanhou como uma companheira paciente e silenciosa. Assim, resolvi mergulhar em mais um universo: li dezenas de livros sobre técnicas de escrita entrei em diversos fóruns e grupos de internet sobre o assunto até achar que estivesse em condições de encarar o desafio de escrever profissionalmente. Foi nesse interim que acabei por conhecer a minha agente literária.

Você é autor do livro “Homo tempus”  (SRomero Publisher). Poderia comentar?

F.E JACOB: A premissa principal do livro é algo que acho que as gerações antigas viam com naturalidade, mas me parece meio esquecido nos dias de hoje: todos nós fazemos parte de um grande fluxo da humanidade. Foram as ações de todos os nossos ancestrais que nos permitiram estar aqui hoje, da mesma forma, as nossas decisões vão influenciar a vida dos que ainda nem nasceram. Para falar disso, uso de tecnologias futuristas até neandertais. O personagem principal é um jovem comum para os nossos dias, incapaz de perceber a própria inadequação entre ele e o mundo a sua volta. No decorrer da estória ele acaba cometendo vários erros e “apanhando” bastante até entender essa lição.
Embora haja várias reviravoltas e mudanças de cenário, uma discussão se mantém durante toda a narrativa: o que é universalmente humano e o que não é; principalmente o que está na segunda categoria, mas nos cega, nos impedindo de dar a devida importância ao que está na primeira. O objetivo principal é discutir a direção que podemos estar tomando, mas que ainda nem percebemos.
O livro é escrito de forma muito fluida, cheio de cenas de ação com descrições rápidas e diálogos curtos, quase como se fosse um filme passando em tempo real na mente do leitor, de forma que as ideias que apresento para discussão são passadas de forma as vezes explícita, as vezes sutil e outras vezes de forma simbólica. Acho que essa é a forma mais adequada para se escrever nos dias de hoje, em que somos o tempo todo bombardeados por tanta informação rápida.

Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

F.E JACOB: Eu utilizei um gigantesco arcabouço técnico para escrever essa estória, mas a maioria são assuntos que eu já estudava em maior ou menor grau, por hobby. De filosofia política à psicologia jungiana. Usei até mesmo conhecimentos de plantas industriais que aprendi quando projetava indústrias Brasil afora, na descrição de alguns cenários.
Assim, o fato de eu sempre ter lido muito mais não ficção do que ficção (nunca li Senhor dos Anéis ou Harry Porter, espero que ninguém fique decepcionado comigo por isso), acabou me ajudando como eu não esperava, então acho que posso dizer que a pesquisa começou muito antes da decisão de escrever o livro, algumas décadas atrás. Acredito que se me perguntassem as referências para o trabalho chegaria facilmente a uns 30 livros, sem contar os documentários técnicos, em que também sou viciado.
Claro que depois que resolvi escrever tive que me aprofundar na maioria dos assuntos e ler mais algumas dezenas de livros. Passei a estudar também sobre técnicas de narração e escrita literária, mais um assunto novo que me apaixonei.

Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em seu livro?

F.E JACOB: É muito difícil escolher um trecho, porque escrevi justamente com a intenção de que a totalidade da estória fosse maior que a soma das partes. O mais especial da narrativa é sempre a imprevisibilidade da cena seguinte, mas como no final tudo se reconecta. Acho que citar algum trecho seria dar spoiler, e eu odeio spoilers... rsrsrs
    O que posso dizer é que eu apresento algumas citações de personalidades que admiro (Theodore Dalrymple, Carl Jung, C. K. Chesterton, Roger Scruton, etc), que ilustram com perfeição o que quero dizer com a parte que vem em seguida. Convido até o leitor para quando terminar cada parte, reler a citação introdutória a ela para conferir.
Além disso, em todas as partes os personagens possuem falas que condensam a vivência ou pensamento deles, mostrando a generalidade de uma situação específica, como “As pessoas muitas vezes precisam de armas para se defender, mas não precisam delas para matar.” ou “Como alguém que não tem noção do próprio passado pode ser capaz de pensar o seu futuro?” 


Como o leitor interessado deverá proceder para saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

F.E JACOB: No final do livro existe um posfácio onde indico outras fontes de informação para saber mais sobre alguns assuntos que abordo no livro. Muito do material de referencial técnico que precisei utilizar foge ao conhecimento rotineiro da maioria das pessoas, então achei importante deixar esse conhecimento disponível para o leitor para dar credibilidade à estória, que tem mais de realidade do que parece à primeira vista. Já para saber mais sobre mim, faço questão de manter um canal direto com o público, por meio das redes sociais e e-mail. Além disso, já temos uma programação de eventos de que estarei participando para criar o vínculo com o leitor. Nada é mais importante para um escritor, ainda mais iniciante, do que receber o retorno das pessoas.

Existem novos projetos em pauta?


F.E JACOB: Eu até tenho algumas ideias em mente, mas nesse momento a agenda com o Homo tempus me impede de começar a trabalhar em novos projetos, pois estamos com uma série de eventos agendados, entre noites de autógrafo, seminários e palestras. Então vai demorar um pouco para sair, pois para tudo que escrevo faço questão de uma pesquisa profunda e muita dedicação. Não quero correr o risco de apresentar um trabalho parecido com alguma coisa já escrita, nem sequer com o que eu mesmo já escrevi. Nada de linha de produção. E olha que eu sou Engenheiro de Produção...rsrs Mas acho importante falar que sou o tipo de autor que escreve com intenção de agradar aos leitores, então as manifestações que eu receber em relação ao “Homo tempus” vão ser muito importantes para decidir qual dos trabalhos em que tenho pensado devo priorizar.

Perguntas rápidas:

Um livro: O homem e seus Símbolos – Carl Jung.
Um (a) autor (a): Pode ser três? George Orwell, Aldous Huxley e Ayn Rand. Os maiores autores de distopia da história.
Um ator ou atriz: Arnold Schwarzenegger. A história de vida dele é inspiradora.
Um filme: Matrix para mim vai ser sempre um clássico. Equilibrar tantos conceitos filosóficos com uma história de ação daquela forma é coisa de mestre.
Um dia especial: O dia que nascemos, todo o resto é consequência.

Para adquirir o livro no site da editora: https://sromeropublisher.com/produto/homo-tempus ou na Amazon: clique aqui.
Compartilhe:

Prêmio Cepe Nacional de Literatura divulga vencedores

Stephanie Borges - Vencedora na categoria poesia (Foto divulgação)
Concursos destacam melhores trabalhos em Romance, Poesia, além de Infantojuvenil

Foram divulgados nesta quarta-feira (12) os ganhadores do IV Prêmio Cepe Nacional de Literatura e do I Prêmio Cepe Nacional de Literatura Infantil e Juvenil. Cada um dos certames teve dois ganhadores, assegurando premiações no valor de R$ 20 mil para as categorias Romance e Poesia e de R$ 10 mil para as categorias Infantil e Juvenil. O português naturalizado brasileiro Pedro Veludo foi o vencedor na categoria Romance com o livro O filho das viúvas, enquanto a carioca Stephanie Caroline da Silveira Borges arrebatou o primeiro lugar em Poesia com o seu livro de estreia Talvez precisemos de um nome para isso. O pernambucano Helder Herik Cavalcanti Soares, de Garanhuns, foi destaque no Infantil com a obra Criançaria e o paraibano Gael Rodrigues levou o Juvenil com o título A menina que engoliu o céu estrelado.

Hélder Herik - Vencedor na categoria Infantil (Foto divulgação)
Com 24 livros publicados, Pedro Veludo, 72 anos, já acumula alguns prêmios no currículo, como o segundo lugar na categoria Infantil do Prêmio Jabuti 2014, pelo título Da guerra dos mares e das areias: fábula sobre as marés (Editora Quatro Cantos). Já havia inscrito trabalhos em edições anteriores do Cepe Nacional de Literatura, sendo estreante como vencedor. “Acho que prêmios como esse são atualmente o maior incentivo a quem começa e uma excelente divulgação do trabalho de quem escreve”, declara Pedro, que viveu 30 anos no Brasil antes de retornar a Portugal.

Pedro Veludo - vencedor na categoria Romance - (Foto divulgação)
Em O filho das viúvas, Pedro segue a linha do realismo mágico para contar a história tragicômica de Catrônfilo, morador de Cabra Cega, onde não somente o protagonista tem nome esdrúxulo, mas também suas quatro ‘mães’ Fedúncia, Miraldina, Brandiete e Maria Mais Para Mais Que Para Menos. Inspirado na simplicidade do povo sul-americano, com o qual conviveu graças à profissão de engenheiro, Pedro cria diversos enredos que se entrelaçam. Caso das desavenças entre Dona Fedúncia e Dona Freamundina; e do falso padre Bonomínio, que não sabia rezar missa, muito menos sabia o significado da palavra meridiano.

Vencedora na categoria Poesia, a jornalista e tradutora carioca Stephanie Borges faz, em seu livro Talvez precisemos de um nome para isso, uma busca por figuras, pessoas e situações que traduzam o que ainda não tem nome e mergulha no tema do emponderamento feminino negro. “Muitas coisas vividas pelas mulheres negras não têm nome, não são traduzidas em uma palavra e dificultam o debate do assunto”, explica. O poema perpassa por narrativas sagradas, lembranças bucólicas, trechos de músicas e críticas ao que chama de “eufemismo do mercado”. O fio condutor, entretanto, é a (auto)análise do que pensa a menina e a mulher negra, como se expressa, como vê e como é vista. O poema será a sua primeira obra publicada.

Gilmar Rodrigues - (Foto divulgação)
Infantojuvenil - A primeira edição do Prêmio Cepe Nacional de Literatura Infantil e Juvenil destacou trabalhos de dois jovens escritores nordestinos. Gael Rodrigues, paraibano da cidade de Itabaiana e atualmente morando em São Paulo, foi o grande vencedor na categoria Juvenil com A Menina que engoliu um céu estrelado – seu primeiro livro voltado para o público leitor mais jovem. Usando elementos que remetem ao Nordeste, Gael conta a história da menina Jurema, que depois de ter engolido acidentalmente a lua e o céu estrelado, parte rumo à Capital, ao lado do melhor amigo, o bode Damião, em busca do pai para solucionar o grande impasse. No caminho, personagens fantásticos, aventuras e muita carga emocional, trabalham conceitos e valores, como amizade, o egoísmo, a ganância, o amor.

Com 32 anos de idade, Gael Rodrigues foi vencedor do Prêmio Literário da Fundação Cultural do Pará 2017 com o romance Terra Laranja e finalista do Prêmio Barco a Vapor de Literatura Infantil e Juvenil.

Já na categoria infantil, o pernambucano Helder Herik Cavalcanti Soares ganhou com o título Criançaria. O autor explora a liberdade criativa do universo infantil, em que tudo é possível, inclusive um sapo latir ou uma aranha palitar os dentes com suas patas de graveto. Ao escrever, o professor de Literatura do Ensino Médio não teve a preocupação de limitar a idade para a qual sua narrativa se dirigia. Helder partiu do princípio que as crianças têm capacidade de compreensão muito além do óbvio, para acompanhar as viagens de Dário e seus bichos, como as letras que saem dos livros, tal qual um formigueiro.

Nascido em 1979, Helder usou como pseudônimo uma personagem de Gabriel Garcia Marques, de Cem anos de solidão, Rebeca Buendia. Não à toa escolheu uma referência do realismo fantástico de Gabo. Helder já publicou pela Cepe o título Rinoceronte Dromedário, vencedor regional (Agreste) do II Prêmio Pernambuco de Literatura, em 2015.

A Cepe recebeu 1.116 inscrições efetivas de todo o país, além de brasileiros residentes no exterior e estrangeiros naturalizados brasileiros. Desse total, 623 foram destinadas ao IV Prêmio Cepe Nacional de Literatura; e 493 ao I Prêmio Cepe Nacional de Literatura Infantojuvenil.

A comissão julgadora da edição do Nacional de Literatura Infantil e Juvenil foi formada pelo escritor e ilustrador Walther Moreira Santos; pelo professor e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Educação, Culturas e Identidades da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Hugo Monteiro; e pela escritora e jornalista Januária Cristina Alves. Já o IV Prêmio Cepe Nacional de Literatura contou com uma comissão de pré-seleção (local) formada pelo jornalista Felipe Torres, pelo poeta e ensaísta Delmo Montenegro e pela poeta Priscilla Campos. A comissão final de premiação foi composta pela escritora e historiadora Micheliny Verunschk, pela poeta e jornalista Angélica Freitas e pelo poeta e editor Joca Reiners Terron.

Para o presidente da Companhia Editora de Pernambuco, jornalista Ricardo Leitão, com os prêmios nacionais a Cepe se consolida no mercado editoral brasileiro como importante indutora da cultura, assegurando espaço para escritores já em atividade e revelando novos talentos.
Compartilhe:

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Livro sobre solidão da mulher negra é lançado no Rio de Janeiro

Livro de Gabriela Rocha retrata as aventuras de uma jovem mulher que sonha burlar as estatísticas da solidão que tem cor

No próximo dia 18 de dezembro, das 18h às 22h, no Othello – Centro Cultural. (Rua Moraes e Vale, 15 – Lapa), acontece o lançamento do livro Gabyanna Negra e Gorda, da contadora e autora Gabriela Rocha.

O livro aborda, com bom humor e reflexão desde as aventuras amorosas de Gabyanna, os conflitos com os homens, sonhos e medos da personagem, assim como aborda temas essenciais do universo da mulher negra.

E quem é que não sonha em encontrar alguém para viver uma história repleta de companheirismo e respeito?

De pensar que é grande o número de mulheres que anda "reclamando" das dificuldades em se deparar com um homem que queira compromisso sério. 

Acontece que, quando a mulher é negra e gorda as dificuldades são ainda maiores. Além de já sofrerem o preconceito herdado historicamente, a elas foi negado o direito de amar.

E foi para refletir a respeito e também empoderar outras garotas que a autora do livro Gabyanna Negra e Gorda decidiu escrever a respeito.

"Escrever esse livro me livrou dos meus fantasmas", comenta a autora.

Ela conta que seu objetivo com a história era mostrar para o público que uma mulher negra e gorda também pode ter sentimentos e merece, assim como as outras, ser amada.

"Também temos nossas neuras, desafios, desejos e o mais importante é que também podemos ser capazes de conquistar nossos objetivos!", destaca.

No livro, a personagem Gabyanna é uma jovem independente, que adora bailes de charme, shows, bares e viagens. Muito apaixonada pela vida, ela não tem medo de sonhar e acreditar que um dia pode encontrar um homem disposto a assumi-la publicamente, um dos grandes desafios das mulheres negras.

Enquanto sua vida no Rio de Janeiro tomava o seu rumo cotidianamente, Gabyanna é transferida para trabalhar em Oslo, na Noruega. Diante de uma grande mudança de vida, ela precisa decidir se deve fazer as malas e, quem sabe, continuar sua busca pelo amor nas terras geladas da Noruega.

O resultado é um livro divertido, mesmo diante de temas polêmicos como racismo, gordofobia e a relação com a sexualidade.

Serviço
Lançamento do livro Gabyanna Negra e Gorda
18/12 – terça-feira, das 18h às 22h.
Local: Othello – Centro Cultural. (Rua Moraes e Vale, 15 – Lapa.
Editora Schoba
Páginas: 177
Preço: R$ 40
Compartilhe:

Se você é fã de ficção científica, corre pra pré-venda de Possessão Alienígena


Você acredita em vida fora da Terra? Todas aquelas fotos e vídeos, será que é tudo montagem ou seria a verdade que alguns não querem ver?

Se você é fã de ficção científica, corre pra pré-venda de Possessão Alienígena: https://goo.gl/4ZBY8d.

SERVIÇO:
Título: Possessão Alienígena
Organização e prefácio: Ademir Pascale
Coautores: Marcelo Bighetti, Miguel Carqueija, Roberto Causo, Tibor Moricz, Estevan Lutz, Jorge Luiz Calife e Mustafa Ibn Ali Kanso (in memoriam)
Capa e ilustrações internas: Vagner Vargas
Nº de págs.: 98 páginas
Editora: Devir
Preço: R$ 35,00
Compartilhe:

Exclusivo: Paulo Tadeu, editor da Matrix Editora, fala sobre a publicação do livro Assassinato de Reputações II, por Sérgio Simka e Cida Simka

Paulo Tadeu - Foto divulgação
A revista Conexão Literatura tem a honra de publicar a entrevista com o jornalista e publicitário Paulo Tadeu, editor da Matrix Editora e autor de 79 livros, que publicou o livro Assassinato de Reputações II: muito além da Lava Jato, de Romeu Tuma Jr. e Claudio Tognolli.

Você é o editor da Matrix Editora, que publicou o livro Assassinato de Reputações II. O que o motivou a fazê‐lo? Comercial, editorial e ideologicamente falando.


É um livro com excelente histórico de vendas. O primeiro livro dessa série vendeu mais de 170 mil exemplares. E não foi por acaso. Quando foi publicado, Assassinato de Reputações foi uma espécie de Lava Jato do setor editorial, com denúncias seriíssimas de escândalos do governo do PT. Mas Romeu Tuma e Claudio Tognolli, autores da obra, não estão preocupados com este ou aquele governo. Querem apenas passar o Brasil a limpo, assim como eu. Foi por isso que decidi publicar o livro. Creio que como empresário preocupado com o futuro do Brasil – e acho que a maioria dos empresários quer um país com iguais oportunidades e chances de trabalhar com dignidade e honestidade – é uma contribuição para um país com menos corrupção. Não sou utópico ao achar que ela vai acabar. Mas se tivermos mais mecanismos de vigilância e transparência, vai ser muito mais difícil roubar o dinheiro do contribuinte.

O livro traz relatos contundentes nunca revelados dos bastidores da Lava Jato. Depois que o livro foi publicado, você sofreu ameaças? Se sim, de que tipo?

Neste, especificamente, não. Já recebi ameaças com a publicação de dois outros livros aqui pela minha Matrix Editora. Confesso que fiquei preocupado com o teor da obra e de suas revelações. Mas me mantive firme no propósito de levar adiante as informações e documentos. O medo não pode vencer a esperança. A luz não pode ceder às trevas. Meire Poza, a contadora de Alberto Youssef, que trouxe dados importantes para a 27ª fase da Operação Lava Jato, como narrado na obra, teve seu escritório incendiado, num episódio até agora não esclarecido pelas autoridades.

Como tem sido a receptividade da obra? Foram vendidos quantos exemplares até o momento?


O livro ganhou destaque em importantes veículos de comunicação. Esta entrevista aqui é parte desse reconhecimento da imprensa. E repetiu o sucesso do primeiro Assassinato de Reputações.

Com a publicação desse livro, você acredita que a maioria das pessoas começou a enxergar os assuntos tratados de outra maneira?

Com certeza. O livro está conscientizando as pessoas para outros escândalos ainda em fase de apuração. O livro mostra, por exemplo, como o dinheiro do BNDES irrigou obras, tocadas pelas grandes construtoras envolvidas na Lava Jato, em países da África, na Venezuela e em Cuba. Se elas estão envolvidas em escândalos aqui, tem dinheiro nosso que foi lá para fora também. E não de uma forma, digamos, franciscana.

Você acredita que o futuro ministro da Justiça e Segurança Sérgio Moro poderá reavaliar a atuação da Polícia Federal diante do que o autor do livro apresenta de modo indiscutível? Poderá sugerir novas investigações ou abertura de novos processos?

O trabalho do autor Romeu Tuma Jr. foi fruto, entre outras coisas, de sua passagem na Secretaria Nacional de Justiça, cargo abaixo do Ministro da Justiça. Tuma Jr. saiu porque é íntegro e se recusou a fazer parte do esquema de corrupção. Moro, por toda a sua experiência, poderá fazer história no novo cargo. Ele foi a pessoa certa na hora certa, quando a Lava Jato surgiu. Creio que sua escolha pelo atual presidente foi a mais acertada das decisões para o ministério. Com certeza ele não se intimidará com os desafios. E temos que pensar que o problema do Brasil não é exclusivamente aquele ligado à Lava Jato. Corrupção é algo muito entranhado em nossa vida. Uma doença difícil de combater e que vai exigir um tratamento longo e doloroso.

Você acredita que a facção criminosa apontada pelo autor está com os dias contados?

Os desdobramentos da Lava Jato ainda vão pegar muitos políticos, de diversos espectros ideológicos. Estamos vendo isso na prática dia a dia. Pode demorar um pouco mais para alguns, por conta dos caminhos jurídicos a serem seguidos e respeitados, mas é uma iniciativa sem volta. Mas, insisto, a Lava Jato não é ponto final. É o começo.

Com a publicação da obra, você acredita que a Justiça triunfará, afinal?

Acho que a teoria das janelas quebradas pode nos fazer pensar num país melhor. Relembrando, essa teoria surgida nos Estados Unidos diz que se os pequenos delitos não forem reprimidos eles acabam levando a condutas ou contravenções criminosas mais graves. Se a janela de um carro aparece quebrada e ninguém faz nada, em breve o carro estará depenado. A punição se faz necessária, é a questão do exemplo. “Se todo mundo está roubando, também vou querer pegar algo para mim” seria um pensamento de muitos nesse momento. O livro ajuda na conscientização das pessoas e mostra que a Justiça está sendo feita. Não quebre o vidro do carro porque você será preso.

Nota dos colunistas: o livro pode ser adquirido, com superdesconto, na Livraria Cultura: clique aqui.


*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a coleção Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017). Integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.
Compartilhe:

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

"Incrível, fantástico, inacreditável": a biografia em quadrinhos do gênio que criou os super-heróis da Marvel

A biografia em QUADRINHOS do gênio que criou os super-heróis da MARVEL Nesta obra singular e ricamente ilustrada, Lee narra a extraordinária história de sua vida com a mesma energia e inimitável espírito excêntrico que sempre apresentou no mundo dos quadrinhos. Esta biografia visual relembra os principais momentos do artista, da infância conturbada na cidade de Nova York à sua ascensão como principal escritor e editor-chefe da Marvel Comics durante seu período áureo,

SERVIÇO

Incrível, fantástico, inacreditável: A biografia em quadrinhos do gênio que criou os super-heróis da Marvel.
Selo Geektopia (Editora Novo Século). 192 páginas. Stan Lee, Peter David e Collen Doran.
nas décadas de 1960 e 1970; da parceria com os grandes Joe Simon, Jack Kirby e Steve Ditko à sua mais recente aparição em Vingadores: Era de Ultron. O livro Incrível, fantástico, inacreditável perscruta com vivacidade todos os aspectos da carreira notável e ímpar de Stan Lee, um dos maiores artistas do nosso tempo.
Compartilhe:

Cepe lança obra póstuma de Marcus Accioly

Texto para teatro, Don Juan-Don Giovanni, será lançado na próxima quarta-feira (12), na Academia Pernambucana de Letras

A Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) lança nesta quarta-feira (12) o primeiro livro póstumo do escritor Marcus Accioly, considerado uma das mais importantes vozes da poesia regional contemporânea, morto em outubro do ano passado. Don Juan-Don Giovanni, peça em dez jornadas, foi o último trabalho de Accioly, que deixou ainda outros títulos inéditos. O lançamento será na Academia Pernambucana de Letras, a partir das 19h. Na ocasião, os poetas Alexei Bueno, Carlos Nejar e o editor da Cepe, Wellington de Melo, falarão sobre a obra e a trajetória do escritor pernambucano.

Ao longo de uma década, Marcus Accioly travou com esse personagem enigmático da literatura universal uma intensa relação para a construção do seu Don Juan. “Ele sempre quis escrever sobre Don Juan, como tantos já fizeram, e gostou do resultado quando terminou”, revela Glória Accioly, viúva do poeta. Autor do prefácio e velho amigo de Marcus, o poeta Nejar lança olhar sensível à última obra do escritor pernambucano que, ao contrário do Don Juan de Lord Byron, “escreveu-o à exaustão, para não deixá-lo inacabado”.

Nas dez jornadas que dividem o texto para teatro, Don Juan-Don Giovanni é ameaçado por um fantasma do passado, tem medo da Morte, ao mesmo tempo em que se sente atraído por ela pelo fato de ser feminina, e mesmo sem morrer, vai ao inferno e lá se torna amigo do Diabo. Entre comédia e tragédia, plano real e sobrenatural, o galã reflete sobre a própria vida, passado e presente, amor e solidão.

Vívido da primeira à última cena, Accioly orquestrou com maestria os diálogos que constroem a narrativa e seus personagens, todos organizados em versos, como tradicionalmente escrevia. “A poesia era intrínseca a Marcus, colocava em versos até os seus artigos para o Jornal do Commercio. Ele não conseguia não ser poeta”, ressalta Glória Accioly.

Poeta e professor, Marcus Accioly nasceu no município de Aliança em 21 de janeiro de 1943. Fez parte da chamada Geração 65 de Pernambuco e do Movimento Armorial junto com Ariano Suassuna. Publicou 14 livros, deixando outros 30 ainda inéditos. Sua poesia foi traduzida para o espanhol, francês, alemão e musicada por grandes nomes, como Capiba, Cussy de Almeida e Arnaut Matoso. Teve a obra reconhecida através de grandes prêmios literários, entre eles o Olavo Bilac, concedido pela Academia Brasileira de Letras. Ocupou a cadeira de número 19 da Academia Pernambucana de Letras e faleceu no dia 21 de outubro de 2017.

SERVIÇO

Lançamento do livro Don Juan-Don Giovanni
Data: 12 de dezembro, quarta-feira.
Horário: 19h
Local: Academia Pernambucana de Letras
Endereço: Avenida Rui Barbosa, 1.596, Graças
Horário: 19h
Compartilhe:

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Prêmio da Biblioteca Nacional e Programa Nacional do Livro Didático escolhem Porco de casa cachorro é

Foto divulgação
Com livros já selecionados para o catálogo de Bolonha e premiados pela FNLIJ, Mirna Brasil Portella ambienta a história do menino Odorico no Norte do país, reforçando a brasilidade como marca do seu trabalho de escritora e ilustradora

Chegar a um grande e inimaginável número de leitores em 2019. O sonho virou realidade para a escritora e ilustradora Mirna Brasil Portella, que em um mês teve três notícias de abrir "sorrisão de lua".

Porco de casa cachorro é, a história do menino Odorico e do seu porco de estimação Curico, venceu o 2º lugar no prêmio Sylvia Orthof da Biblioteca Nacional 2018, foi adotado por um dos maiores clubes de livros para crianças do país, o Leiturinha, e  ainda teve uma venda considerável de exemplares para o governo pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). "Esse porco tem asa. É uma felicidade atrás da outra", comemora Mirna, que também ilustrou o livro.

Assim como as obras anteriores da escritora, Porco de casa cachorro é (Escrita Fina/Grupo Editorial Zit) tem a brasilidade como uma marca forte, sendo ambientado no Norte do país, lugar de chuva quente no fim do dia, suco de caju, rio pra pescar e sopa de inhame servida para as senhorinhas depois da missa de domingo. Filha de um médico pernambucano e de uma dona de casa acreana, Mirna nasceu no Rio de Janeiro, mas morou até os 10 anos em Rio Branco, no Acre, para onde se mudou ainda pequena.

Antes de criar a história do menino Odorico, Mirna lançou Do Mar em 2014, também pela Escrita Fina, selecionado para o Catálogo de Autores Brasileiros da Feira do Livro de Bolonha e premiado com o selo Altamente Recomendável 2015 da FNLIJ – Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. O livro conta a história da menina Maria do Mar, que vive numa aldeia de pescadores. Enquanto o pai sai de barco para pescar e fica muito tempo fora de casa, ela sonha com o dia em que também vai partir e conhecer o mundo. O livro nasceu da música homônima composta pela própria Mirna em homenagem ao centenário de Dorival Caymmi.

"Componho desde os nove anos. A música me levou para a literatura", conta ela, que, em 2013, deu vida a um desejo que alimentava desde que foi mãe: produzir um CD com marchinhas para que a criançada pudesse conhecer a riqueza musical brasileira. Mirna não só realizou o que queria, como reuniu Mart´nália, Chico Buarque, Martinho da Vila, Maria Rita e outros grandes nomes da música brasileira para a gravação do CD que acompanha o songbook. Carnavalança (Escrita Fina/Biscoito Fino). Nessa obra, ela conta uma breve história do Carnaval para as crianças e ilustra, com 34 aquarelas, as letras e partituras das tradicionais canções da folia.

Os outros livros de Mirna categorizados para crianças e lançados no mercado são: Chuá! Chuá! Gota d'água, céu e mar (2011), adquirido pela Petrobras para o evento Rio + 20; Fra, fre, fri, fro, fruta! (2012), que fala de frutas brasileiras e da infância no Acre, e A viagem da Chama Olímpica (Galocha, 2016).

Aos 34 anos, a advocacia pela literatura

Mirna largou a advocacia aos 34 anos para se dedicar à literatura. "Foi um movimento corajoso. Fui atrás do Ziraldo para pedir ajuda... Essa história é ótima! Dez anos depois, começo a colher frutos", comemora.

Escritora, roteirista e pesquisadora de literatura para crianças desde 2001, ela é especializada em Formação do Leitor. Ministra palestras sobre a importância da leitura na constituição do sujeito a partir da primeira infância, e trabalha com formação do leitor direcionada para professores e alunos nas escolas Os Batutinhas e Eleva, no Rio de Janeiro.

Escreveu livros para o Laboratório Inteligência de Vida (LIV), importante programa de desenvolvimento de habilidades socioemocionais do Grupo Eleva. Criadora da Casa Amarela - cenário do LIV para a educação infantil – e de seus personagens, Mirna é autora de Lupe e a Casa Amarela, Mel e o Livro Dourado e Juno, um passo fora do Oco, além do livro Meu amigo Rex, meu amigo Neko.

Também publicou contos nas coletâneas Vou te Contar – 20 histórias ao som de Tom Jobim (Rocco, 2014), Manual Literário para amar os homens (Oito e meio, 2014); Cada um por si e Deus contra todos (Tinta Negra, 2016).

Como produtora cultural, idealizou e produziu a Exposição Patrimônio Imaterial Brasileiro – A cultura viva dos povos, apresentada na Caixa Cultural Rio de Janeiro, Fortaleza, Salvador, Recife, Brasília, São Paulo e Casa Brasil, nas Olimpíadas RJ.
Compartilhe:

sábado, 8 de dezembro de 2018

Exclusivo: Ademir Pascale e o livro Possessão Alienígena, por Sérgio Simka e Cida Simka

Ademir Pascale - Foto divulgação
Ademir Pascale é paulista, escritor e ativista cultural. Criador e editor da Revista Conexão Literatura. Membro Efetivo da Academia de Letras José de Alencar (Curitiba/PR). Chanceler da Academia Brasileira de Escritores (Abresc), título entregue por seu trabalho na disseminação da literatura e cultura. Participou em vários livros, tendo contos publicados no Brasil, França, Portugal e México. Cursou Direção de Audiovisual, na escola Educine, tendo como professores Cao Hamburguer (Castelo Rá-tim-bum), Toni Venturi (Filme Cabra-Cega), Tata Amaral (Filme e minissérie Antônia, Rede Globo), Lina Chamie (Filme Tônica Dominante) e Fernando Bonassi (Roteirista dos filmes: Cazuza - O tempo não para, Carandiru e Cabra-Cega).

Pascale é regularmente consultado e convidado para entrevistas e matérias sobre o escritor norte-americano Edgar Allan Poe, sendo o trabalho mais recente publicado em documentário no site da Saraiva Conteúdo (Para Ler... Edgar Allan Poe) e no programa Trilha de Letras, apresentado pelo escritor Raphael Montes, na TV Brasil, onde comenta sobre a criação da revista Conexão Literatura, é fã dos heróis da Marvel, ama pizza, séries televisivas, moedas antigas e HQs. Em breve lançará o seu novo romance "O Clube de Leitura de Edgar Allan Poe", pela Editora Selo Jovem.

ENTREVISTA: 

Fale nos sobre o livro. 

Claro. Sou apaixonado por HQs e grande parte da minha coleção são de títulos da Editora Devir (www.devir.com.br), que sempre tratou muito bem de suas publicações (me refiro ao material impresso). Participei de dezenas de livros, sendo como coautor, prefaciador, autor e editor. Mas sempre tive em mente uma publicação minha na Devir. Pois bem, criei em 2013 o tema e o título “Possessão Alienígena” e fiz o convite para alguns autores que já publicaram e escrevem ativamente histórias de ficção científica. Sendo eles: Tibor Moricz, Marcelo Bighetti, Roberto de Sousa Causo, Estevan Lutz, Miguel Carqueija, Jorge Luiz Calife e Mustafá Ali Kanso, que faleceu recentemente. Convidei o artista Vagner Vargas (http://vagnervargas.com.br) para ilustrar a capa e fazer ilustrações internas que antecedem os contos. Eu também cuidei do prefácio e da sinopse. Esse processo de reunir os contos e obter as ilustrações demorou mais de um ano. Com esse material pronto, entrei em contato com o editor da Devir, Douglas Quinta Reis e depois de alguns meses marcamos uma reunião e acertamos a publicação, assim como o contrato. Infelizmente a publicação demorou mais do que eu esperava e em 2017 o editor Douglas faleceu, uma grande perda para o meio literário. Outro editor assumiu o seu lugar e foi mais um ano de espera para começarmos a acertar novamente a publicação. O livro ficou excepcionalmente bom e já está em pré-venda: https://www.amazon.com.br/dp/8575326678

Como vê o mercado editorial, principalmente o de terror? 

As redes sociais e o crescimento da tecnologia facilitaram muito a entrada de novos autores no mercado editorial, isso para quem publica qualquer gênero, pois hoje muitas plataformas facilitam a publicação, principalmente a Amazon KDP, Wattpad e Clube de Autores. Muitas editoras pequenas abrem edital para publicação e anunciam como “Publicação Tradicional”, o autor manda o original e recebe uma resposta que a obra foi aprovada, mas que terá que adquirir x quantidade de livros, tendo que pagar um mês depois. Não acho isso legal, publicação tradicional cabe à editora publicar e pagar os direitos autorais ao autor. Não tenho nada contra editoras que cobram para publicar, mas todas precisam deixar isso bem claro quando anunciam que estão recebendo originais para avaliação. 

Já no gênero terror, alguns autores estão despontando, como o Aislan Coulter, que vem publicando histórias de terror diversificadas e não ficando apenas num mesmo tema, como zumbis ou vampiros, que também são superlegais, claro, mas é preciso diversificar, assim como Stephen King faz em suas obras. 


Conte-nos como é o seu trabalho de editor na revista Conexão Literatura. 

Adoro o que faço e isso ajuda muito, pois não é um trabalho tão fácil. Recebo muitos e-mails de autores independentes, editoras e principalmente de assessores de imprensa. Acredito que hoje praticamente todos os assessores enviam e-mails para nós com notícias sobre lançamentos e o mercado editorial em geral. Então sempre estamos bem-informados e nosso site atualizado diariamente: www.revistaconexaoliteratura.com.br . Já as edições mensais da revista ocupam dias de trabalho. São muitas horas para chegar até a edição pronta, que é totalmente gratuita ao leitor. 

O que está escrevendo atualmente? 

Estou com a obra “O Clube de Leitura de Edgar Allan Poe” no prelo, pela Editora Selo Jovem, com publicação prevista para o primeiro trimestre de 2019. Adorei escrever esse livro, com prefácio escrito pelo amigo Sérgio Simka :) E no momento escrevo um romance envolvendo o escritor Oscar Wilde. 

Deixo aqui nossas redes sociais: 

http://www.instagram.com/revistaconexaoliteratura

Agradeço pela entrevista ;)
  

*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a coleção Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017). Integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.




Compartilhe:

Baixe a Revista (Clique Sobre a Capa)

baixar

E-mail: ademirpascale@gmail.com

>> Para Divulgação Literária: Clique aqui

Curta Nossa Fanpage

Siga Conexão Literatura Nas Redes Sociais:

Receba nossas novidades por e-mail (você receberá um email de confirmação):

Anuncie e Publique Conosco

Posts mais acessados da semana

SROMERO PUBLISHER

LIVRO DESTAQUE

LIVRO: TRAVESTIS BRASILEIRAS EM PORTUGAL

FUTURO! - ROBERTO FIORI

ENCONTRE UMA EDITORA PARA O SEU LIVRO

LIVRO: TRAVESSURAS DA MINHA MENINA MÁ

Passaram por aqui


Labels