terça-feira, 23 de outubro de 2018

Serginho Groisman anunciará os vencedores do 60º Prêmio Jabuti

Serginho Groisman - Foto divulgação
O jornalista e apresentador Serginho Groisman foi anunciado como o mestre de cerimônias da 60ª edição do Prêmio Jabuti, marcada para 8 de novembro, no Auditório do Ibirapuera. No evento será conhecido o grande vencedor do Jabuti, que receberá o prêmio de Livro do Ano, além dos vencedores de cada uma das 18 categorias. Além disso, o poeta amazonense Thiago de Mello será homenageado com o prêmio Personalidade Literária, em reconhecimento pelo conjunto de sua obra.

Neste ano, o autor premiado com o Livro do Ano receberá R$ 100 mil, enquanto os vencedores das categorias receberão R$ 5 mil cada. Além dos prêmios em dinheiro, os autores receberão uma estatueta, que também será entregue às editoras dos livros selecionados. 

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Jane Austen: Livros e Filmes


Jane Austen, Thibaudet e um retrato da burguesia do séc. 18

Nascida em 16 de dezembro de 1775, a britânica Jane Austen foi uma das figuras mais importantes da literatura inglesa, juntamente de William Shakespeare. Filha de um sacerdote, teve sete irmãos, destacando sua irmã mais velha Cassandra, que foi a autora do único retrato conhecido de Jane (o quadro se encontra na galeria nacional de arte de Londres).

Jane foi autora de celebres romances, dentre os quais “Razão e Sensibilidade” (1811); “Orgulho e Preconceito” (1813); “Emma” (1815) e “Persuasão” (1818). Não precisamos ter olhos atentos para identificarmos uma obra de Jane Austen, pois todas carregam incrível sensibilidade, além do retrato detalhado da burguesia da época.

Hoje discutiremos mais sobre as obras "Orgulho e Preconceito" e "Razão e Sensibilidade", que foram adaptadas para o cinema. Estes dois longas são incrivelmente semelhantes, retratando a vida de meros camponeses e burgueses da época. A simplicidade é o destaque dos enredos, e as narrativas são absolutamente admiráveis.

Em "Orgulho e Preconceito", foi criada uma atmosfera para que o espectador fosse levado ao mundo da protagonista Elizabeth Bennet (Keira Knightley). O ambiente do longa é indescritível, minuciosamente trabalhado e rico em detalhes.

O filme inicia-se com a bagunça de uma casa com cinco garotas virgens não muito prendadas, algo para repulsa de qualquer família nobre, principalmente para os pretendentes. Naquela época, era imprescindível uma mulher saber bordar, tocar piano, cantar e pintar, além de outras tarefas do cotidiano, como escrever poesias e ler contos, algo que a protagonista não dominava. Elizabeth Bennet era uma terrível pianista. E como toquei no assunto, a trilha sonora do enredo é interpretada por um dos grandes pianistas do mundo, Jean-Yves Thibaudet. Ouça: clique aqui.

No longa-metragem "Orgulho e Preconceito", encontramos vários planos através de janelas, significando os véus da percepção, uma espécie de mensagem subliminar (notamos as personagens através das janelas da sua própria percepção).
"A energia que você sente como diretor, filmando uma cena como essa, é a melhor sensação do mundo. A adrenalina é incrível.", disse o diretor Joe Wright ao filmar uma dança envolvendo quase todos os atores e dezenas de figurantes, sendo que a maioria eram realmente habitantes do local, sem nenhuma experiência em frente as câmeras.
INTERESSANTE
Tanto os livros como os filmes baseados nas obras de Jane Austen, são indicados nas universidades, principalmente nos cursos de Letras e História.

Conforme dito anteriormente, a autora também teve adaptado para as telas seu romance "Razão e Sensibilidade", num longa-metragem que carrega praticamente as mesmas características de "Orgulho e Preconceito". Ambos têm finais felizes, bem diferente da vida da autora, que morreu solitária em 28 de Julho de 1817. Acredito que um grande amor e uma vida feliz era tudo com que Jane Austen sonhava, deixando transparecer nitidamente em suas obras seu simples desejo.

Se um dia você for à Inglaterra, não se esqueça de visitar a casa-museu de Jane Austen, a qual foi sua última morada, tendo vivido no local entre 1809 e 1817 com sua irmã Cassandra e sua mãe.

Além de alguns contos, Jane deixou dois romances incompletos: "The Watsons” e “Sanditon".

Filme: Becoming Jane (2007)
(Becoming Jane, EUA/ Reino Unido, 2007)
Sinopse: Cinebiografia da escritora Jane Austen (Anne Hathaway) e seu romance com um jovem advogado irlandês Tom Lefroy, antes da fama. Seu relacionamento com ele a inspira na criação de personagens para seu mais famoso romance, Orgulho e Preconceito.
Gênero: Drama
Direção: Julian Jarrold
Elenco: Joe Anderson, Jessica Ashworth, Maggie Smith, Julie Walters, Anne Hathaway, James Cromwell, Laurence Fox, Anna Maxwell Martin, James McAvoy, Chris McHallem, Lucy McKenna, Donald O'Farrell
Site Oficial: becomingjane-themovie.com

Livro: Orgulho e Preconceito
Um retrato fiel, divertido e inteligente da sociedade inglesa do início do séc. XIX. Os costumes, o amor, a condição da mulher, os preconceitos e o casamento são abordados de maneira simples e engenhosa neste livro, considerado uma das primeiras comédias românticas da história e uma obra-prima da literatura universal. Tradução de Paulo Mendes Campos.
Editora: Ediouro
Ano: 2007
Edição: 1
Número de páginas: 156

Livro: Razão e Sensibilidade
Depois da morte do pai, as irmãs Marianne e Elinor Dashwood perdem toda a herança para um meio-irmão. Sem dote, têm poucas chances de fazer um bom casamento. Marianne (a sensibilidade) apaixona-se à primeira vista por um homem que não é tão leal quanto imagina. Elinor (a razão) gosta de alguém com quem não pode se casar.
Editora: Best Seller
Ano: 1997
Edição: 1
Número de páginas: 304

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Trem Bala, da Editora Voo, é indicado ao Prêmio Jabuti 2018 nas categorias Ilustração e Projeto Gráfico

Ana Vilela - Foto divulgação
Projeto tem os versos de Ana Vilela ilustrados por Anna Cunha. Cada livro vendido viabiliza uma aula de música para uma criança atendida pelo projeto Playing For Change Brasil.

A Editora Voo acaba de ser indicada ao prêmio máximo da literatura brasileira. O livro Trem Bala (2017) da editora com sede em Curitiba é finalista nas categorias Ilustração e Projeto Gráfico, ambos assinados por Anna Cunha.

Com capa dura e um projeto gráfico caprichado, a publicação tem a proposta de ser um livro-presente. Para dar esse impacto visual, a escolha da ilustradora Anna Cunha foi determinante. Com um traço sensível e delicado, a mineira soube dar vida às palavras da cantora, carregado de emoção e encanto visual o projeto gráfico.

A obra transformou em páginas ilustradas a letra da música Trem Bala, composta pela jovem compositora paranaense Ana Vilela. Com versos singelos que falam direto ao coração, a música é um fenômeno da era da internet, tendo viralizado pelas redes sociais antes do lançamento oficial. 

Segundo Claudia Kubrusly, uma das sócias da Voo, a ideia é que o livro impacte visualmente e realmente encante as pessoas. "Assim como a música Trem Bala tocou profundamente e emocionou milhares e milhares de pessoas, pensamos esse livro na forma de um presente, seja para si mesmo ou para dar para alguém. A ideia é emocionar visualmente e permitir que os versos da Ana sejam guardados para sempre", completa.

Um por Um

O livro Trem Bala está inserido no projeto Um por Um, da Editora Voo, que gera uma contrapartida solidária para cada livro que vende. Para este lançamento, foi feita uma parceria com a Fundação Playing For Change Brasil. A instituição possui uma escola na comunidade do Cajuru, em Curitiba, que proporciona a crianças e adolescentes em situação de fragilidade social aulas de musicalização, canto, dança, violão, percussão, inglês e educação ambiental.

Cada exemplar de Trem Bala vendido viabiliza uma aula de música para uma criança.

Sobre a ilustradora Anna Cunha:
Ilustradora de Belo Horizonte, Minas Gerais, graduada em Artes Plásticas pela UEMG e pós-graduada em Ilustração pela EINA | Escola de Disseny i Art - Universitat Autònoma de Barcelona. Anna tem traços marcados pela delicadeza e sensibilidade. Já ilustrou livros para editoras brasileiras e estrangeiras, alguns selecionados para o Catálogo de Bolonha e premiados pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Atualmente, possui também uma linha autoral de papelaria.

Sobre a Voo:
A Voo é uma editora jovem no mercado, que surgiu com a proposta de publicar livros que inspirem as pessoas a melhorar o mundo à sua volta. Desde o início, a editora adota o conceito de oferecer uma contrapartida solidária para cada livro que vende, em favor de uma pessoa em situação de vulnerabilidade social ou de uma causa. www.editoravoo.com.br

DETALHES DO PRODUTO:
Título: Trem Bala
N. de páginas: 62
Edição: 1
Ano: 2017
Acabamento: Capa Dura
Preço: R$ 46,00
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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Lançamento da DarkSide Books, premiada HQ sobre refugiados na França mostra os horrores da guerra

A AUTORA KATE EVANS ACOMPANHOU DE PERTO O DIA A DIA DOS IMIGRANTES E TRANSFORMOU SUA EXPERIÊNCIA EM QUADRINHOS JORNALÍSTICOS

Na cidade portuária francesa de Calais, surgiu uma cidade dentro de uma cidade. Conhecida como “Selva”, essa esquálida favela de contêineres e barracas foi lar de milhares de refugiados, principalmente do Oriente Médio e da África, todos esperando, de alguma forma, chegar ao Reino Unido.

Rodeadas por ratos e lixo, e privadas de qualquer saneamento básico ou segurança, essas pessoas são o retrato de uma crise humanitária refletida em diversos cantos do mundo. E é com maestria que a quadrinista Kate Evans lança uma luz sobre essa história na premiada história em quadrinhos “Refugiados: A Última Fronteira”, lançamento da DarkSide® Graphic Novel.

Combinando as técnicas de reportagem de testemunhas oculares com a arte sequencial, Kate Evans criou uma obra cheia de imagens pungentes, chocantes, irônicas e comoventes. Voluntária no campo de refugiados de Calais, a quadrinista viu de perto o horror e sofrimento de milhares de pessoas que precisaram abandonar tudo aquilo que conheciam para buscar um novo lar e dignidade.

Tal experiência conferiu à graphic novel um caráter intrinsecamente jornalístico que examina a crise de refugiados através de múltiplos ângulos: moral, político e econômico, no melhor estilo do gênero consagrado por Joe Sacco. O local acabou sendo evacuado, mas “Refugiados: A Última Fronteira” retrata esse momento da história de forma atemporal.

Ao mesmo tempo, ela também entremeia na narrativa suas próprias convicções sobre a crise de refugiados. Kate Evans apresenta um trabalho pessoal, uma verdadeira janela para o leitor conhecer suas experiências ao testemunhar uma história tão dolorosa. E, com seu traço poderoso em estilo, concede emoção aos personagens, retratos dos habitantes reais do campo, e suas histórias.

Os leitores que se emocionaram com o relato de Myriam Rawick, a jovem menina que compartilhou seus dias na Guerra da Síria em “O Diário de Myriam”, certamente encontrarão uma experiência verdadeira e delicada no relato de Kate Evans em “Refugiados: A Última Fronteira”. Um vislumbre nas vidas de pessoas em situação tão urgente que merecem empatia, acolhimento, direitos e compreensão.

Todos deveríamos poder ir e vir, descobrir e redescobrir, visitar, mudar, trocar de lugar seguindo o vento e o tempo do coração. Cabe a nós buscar informação e fazer parte da grande mudança. Refugiados: A Última Fronteira é um alerta para um dos debates mais importantes e prementes da sociedade em que vivemos, no momento em que observamos o maior deslocamento involuntário de pessoas desde o fim da Segunda Guerra Mundial, com mais 68,5 milhões de refugiados ao redor do planeta.

Um lembrete para construirmos mais pontes, e menos muros.

“Um trabalho emocionante e belo [...], jornalismo em quadrinhos de verdade”.
Alison Vechdel, autora de “Fun Home E Você É Minha Mãe?”

“Evans fornece uma visão humana diferenciada e rara de um mundo que a maioria das pessoas só espia pelos noticiários à noite”.
Publisher’s Weekly

“Evans estava lá [...] ela não é neutra: está irritada e triste, e usa a arte para fazer essas pessoas nos acampamentos ganharem vida”.
David Schaafsma, Goodreads

“É impossível ler ‘Refugiados: A Última Fronteira’ sem sentir uma resposta emocional de indignação, ternura e profunda frustração”.
James Yeh, Vice

“Kate Evans apresenta um registro comovente e visceral das famílias e conversas que testemunhou no campo de refugiados”.
Eleanor Sheehan, Popsugar

“‘Refugiados: A Última Fronteira’ é a história real que concede um caráter humano a um tema muito atual nos noticiários”.
Book Riot

Sobre a autora:
Kate Evans é cartunista, artista, ativista, autora e mãe. Nascida no Canadá e criada na Inglaterra, estudou na Universidade de Sussex em Brighton, onde se envolveu em lutas políticas. Evans também se dedicou ao ativismo ambiental produzindo reportagens em cartuns para o “The Guardian”. É autora de “Rosa Vermelha” (wmf Martins Fontes, 2017), uma biografia em quadrinhos de Rosa Luxemburgo. “Refugiados: A Última Fronteira” é um dos seus trabalhos mais poderosos e recebeu prêmios importantes como o John C. Laurence Award, em 2016, e o Broken Frontier Award, em 2017.

Sobre a editora DarkSide® Books:
Primeira editora brasileira especializada no universo do terror e da fantasia, a DarkSide® Books nasceu em um 31 de outubro, Dia das Bruxas, em 2012. Hoje, com cinco anos de vida, já mobiliza mais de 1 milhão de fãs nas redes sociais, todos eles leitores que colecionam seus títulos – edições sempre caprichadas e em capa dura. A DarkSide® – apadrinhada pelo mestre Zé do Caixão, de quem reeditou a biografia – se tornou uma referência entre as novas editoras do mercado e mantém uma relação intensa, de admiração e troca, com seus fãs e seguidores, que não deixam de acompanhar, curtir, sugerir títulos e cobrar lançamentos com a "Caveira" (o símbolo que se tornou apelido da editora nas redes sociais). Além da qualidade quase psicopata do design e acabamento gráfico das edições, esta legião de fãs busca, na DarkSide®, as preciosidades de um catálogo diversificado, que aposta em revelações da literatura mundial, premiadas no exterior (como Andrew Pyper, Caitlín R. Kiernan e Keith Donohue), em ícones do universo do terror e da fantasia (como Robert Bloch, Stephen King e Jim Henson) e em obras-primas que continuavam inéditas no país como Fábrica de Vespas, o premiado livro do autor Iain Banks.

Sobre a linha Graphic Novel:
A DarkSide® Graphic Novel é uma expansão do universo sombrio e fantástico da editora, que vai desde clássicos desenterrados ao terror mais casca grossa. De histórias para morrer de amor até casos reais de investigação criminal. Assim, as diferentes coleções e linhas editoriais da DarkSide Books, como DarkLove, Crime Scene ou Medo Clássico também podem assinar quadrinhos e mangás. Mais importante que o formato é ter grandes histórias para ler.

E o que os fãs podem esperar de uma graphic novel com a caveirinha na lombada? De cara, já dá pra ver que são edições de botar pra quebrar, com capa dura e aquele padrão quase psicopata de qualidade. Mas é claro que tem muito mais. São títulos que fogem do óbvio, obras inéditas, autores consagrados e artistas que estão renovando o mercado. Um verdadeiro panorama do que há de mais dark no mundo dos quadrinhos.

SERVIÇO:
REFUGIADOS: A ÚLTIMA FRONTEIRA
Título: Refugiados: A Última Fronteira
Autora: Kate Evans
Tradutora: Letícia Ribeiro de Carvalho
Editora: DarkSide®
Edição: 1a
Idioma: Português
Especificações: 176 páginas, Limited Edition (capa dura)
Dimensões: 21 x 28 cm
Preço: R$ 69,90
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5 livros sobre o grande líder Malcolm X

Malcolm X - Foto divulgação
Malcolm X (Al Hajj Malik Al-Shabazz), nascido em 19 de maio de 1925 e falecido em 21 de fevereiro de 1965, em Nova Iorque, foi um dos grandes defensores do Nacionalismo Negro dos EUA. Fundou a Organização para a Unidade Afro-Americana, de inspiração separatista. Defensor dos direitos dos afro-americanos, conseguiu mobilizar brancos e negros na conscientização sobre os crimes cometidos contra a população afro-americana. Em 1998, Paul Gray, da influente revista Time, colocou a Autobiografia de Malcolm X entre os 10 livros de não ficção mais importantes do século XX.

1 - Malcolm X - Uma Vida de Reinvenções
Companhia Das Letras

Numerosas personagens compõem as metamorfoses sofridas por Malcolm Little, o franzino filho de uma família de negros pobres nascido numa pequena cidade do Centro-Oeste americano, até sua conversão decisiva em Malcolm X, o religioso muçulmano e incendiário combatente da revolução mundial que morreu como apóstolo da paz entre os povos.

Antes de se tornar um interlocutor de guerrilheiros, intelectuais, teólogos e primeiros-ministros ao redor do planeta, o mártir pioneiro dos direitos civis nos Estados Unidos foi sucessivamente Homeboy, Jack Carlton, Detroit Red, Big Red e Satan; Malachi Shabazz, Malik Shabazz e El-Hajj Malik El-Shabazz. Esses nomes de sonoridades e sentidos tão contrastantes entre si indicam os rumos contraditórios assumidos pela vida de Malcolm até o encontro definitivo com o Islã, que o levaria ao ativismo político. Ladrão, agenciador de prostitutas e viciado em drogas na década de 1940, quando também conheceu os horrores da prisão, ele abandonou o crime para abraçar com sua oratória brilhante, amparada em leituras autodidatas e nos ensinamentos do Corão, uma luta sem quartel contra o racismo e a injustiça social.

Entretanto, como demonstra Manning Marable, a mesma personalidade profundamente contestadora sempre esteve por trás das diversas máscaras sociais usadas por Malcolm. Numa narrativa minuciosa, o autor acompanha os passos desse gigante afro-americano ao longo de dezenas de cidades dos Estados Unidos, além das viagens à África, à Europa e ao Oriente Médio como porta-voz da revolta dos descendentes de escravos e dos direitos dos oprimidos. 


2 - O Jovem Malcolm X
Vários autores - Nova Alexandria


Malcolm X é um dos maiores ícones da luta contra o racismo e a discriminação racial no mundo todo. Entre a juventude, em todos os continentes, ele inspira uma quantidade imensa de movimentos e organizações de natureza cultural, social e política – do hip hop aos núcleos de consciência e cidadania nas periferias das grandes cidades. Isso se deve ao fato dele ter se tornado a voz mais vibrante dos trabalhadores negros dos guetos urbanos e seus esforços pessoais de menino pobre do interior que, atirado pela orfandade no tumulto da cidade grande, aprendeu a lutar contra as contradições indignas da vida reservada aos trabalhadores em geral e aos negros em particular.
3 - Malcolm X - A Life Of Reinvention
Penguin Books USA


Da grande figura da história americana do século XX, talvez nenhuma seja mais complexa e controversa do que Malcolm X. Constantemente reescrevendo sua própria história, ele se tornou um criminoso, um ministro, um líder e um ícone, tudo antes de ser derrubado por balas de assassinos. aos trinta e nove anos. Através de seu trabalho incansável e incontáveis ​​discursos, ele capacitou centenas de milhares de americanos negros para criar vidas melhores e comunidades mais fortes, ao mesmo tempo em que estabelecia o modelo para o homem afro-americano independente e auto-atualizado. Na morte, ele se tornou um símbolo amplo de resistência e reconciliação para milhões de pessoas em todo o mundo.

 





4 - Malcolm X - By Any Means Necessary
Scholastic Usa


Poucos homens na história americana são tão controversos quanto Malcolm X. Nesta biografia provocativa, Myers, vencedor de um Newbery Honor e quatro vezes vencedor do Prêmio Coretta Scott King, apresenta um retrato direto de um homem complexo cuja vida refletia os principais eventos de nossa vida.

5 - The Autobiography of Malcolm X
Ballantine Books


O líder Malcolm X discute sua filosofia política e revela detalhes de sua vida, lançando luz sobre as idéias que lhe permitiram obter a adesão de uma porcentagem ainda crescente da população negra.
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7 frases impactantes do escritor Luis Fernando Verissimo

Luis Fernando Verissimo - Foto divulgação
Sobre Luis Fernando Verissimo: nascido em 26 de setembro de 1936, é escritor e filho de Érico Veríssimo, além de humorista, jornalista e cronista. Luis é um dos escritores que mais vende livros no Brasil.

1 - A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer "escrever claro" não é certo mas é claro, certo?
Luis Fernando Verissimo

2 - Mas eu desconfio que a única pessoa livre, realmente livre, é a que não tem medo do ridículo.
Luis Fernando Verissimo

3 - Com esse negócio de clonagem, já estou me sentindo um disco de vinil.
Luis Fernando Verissimo

4 - O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença.
Luis Fernando Verissimo

5 - Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.
Luis Fernando Verissimo

6 - Os tristes acham que o vento geme;
Os alegres acham que ele canta
Luis Fernando Verissimo

7 - Quando a gente acha que tem todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas.
Luis Fernando Verissimo
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Raquel Cassiano e o livro “Arquidata – A Dama da Espada e O Segredo do Medalhão” (Editora Chiado)

Raquel Cassiano - Foto divulgação
A escritora e artesã, Raquel Cassiano nasceu em Iguape, interior da capital paulista e começou a escrever ainda na infância. Introspectiva, usava a escrita como uma forma oculta de expressão. Na adolescência, estudou teatro e já adulta, tentando superar timidez encarou os palcos como aluna de dança árabe. Atualmente além da publicação de Arquidata, participou da coletânea de poesia Além da terra, além céu, lançada no último dia 6/10/18 pela editora chiado.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?


Raquel Cassiano: Eu comecei a escrever aos nove anos. Gostava de poemas e era algo que fazia para mim. Com passar dos anos eu fui apliando o leque: pequenos contos... peças de teatro… acabei pegando o gosto pela coisa. Escrevi meu primeiro romance: toscamente batizado de Ieda.

Conexão Literatura: Você é autora do livro “Arquidata – A Dama da Espada e O Segredo do Medalhão” (Editora Chiado). Poderia comentar?


Raquel Cassiano: Apesar de ser uma envolvente ficção cheia de aventuras, Arquidata expõe temas polêmicos como o abuso, a exploração infantil, o bullying… do outro lado, trata da amizade, altruísmo, abnegação, perdão... é uma história que realmente vale a pena ler.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

Raquel Cassiano: Bem, da concepção ao livro impresso foram cerca de dez anos. Os primeiros traços de Arquidata nasceram em 2008. Não era nada muito específico. Pensei até que não daria frutos e deixei o assunto de lado. Passei vários anos com o arquivo perdido no computador até que em 2013 remexendo alguns arquivos eu o encontrei. Li e percebi que podia fazer algo extraordinário. Naquela altura, eu já tinha construido um vasto campo de pesquisas forjando personagens para outros trabalhos, mas quanto mais ideias apareciam, mais pesquisas eram necessárias: artes marciais, esgrima, mitologia, feudalismo, história naval e da aviação, traumas psicológicos e etc.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em seu livro?


Raquel Cassiano: O trecho que eu acho especial… está quase no final do livro e diz assim: um bom rei nunca presume conhecer seu inimigo. Mas um rei prudente nunca o subestima.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir um exemplar do seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Raquel Cassiano: Os interessados podem adquirir o livro no site da editora: https://www.chiadobooks.com ou nas livrarias: Saraiva, Cultura e Martins fontes. Para saber mais sobre mim e meu trabalho é só acessar as redes sociais:
https://www.facebook.com/RaquelCassiano.escritora
https://twitter.com/Raqcass

Em breve também vai estar no ar, o site oficial.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?


Raquel Cassiano: Novos projetos? Com certeza. Alguns já em andamento.

Perguntas rápidas:


Um livro: Cidade do Sol
Um (a) autor (a): Lucila Junqueira de Almeida Prado
Um ator ou atriz: Ângelo Paes Leme
Um filme: Enquanto você dormia
Um dia especial: Para mim, escolher um dia é complicado. Todos são especiais a sua maneira.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?


Raquel Cassiano: Sim. Gostaria de dizer que não importa qual o tamanho do seu do seu objetivo… quem define se ele é possível ou não é você.
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domingo, 21 de outubro de 2018

Ao teu lado - Idianara Lira Navarro

Pintura de Vicente Romero Redondo
Por muito tempo tentei te esquecer
Evitar tudo que lembrava nossos momentos
Mas nunca consegui compreender
Como apesar de tantos tormentos
Em meu coração ainda lhe dirigia tantos sentimentos.

Tudo fora uma ruína e mesmo buscando te odiar
Sempre fui levada para o vértice de nosso amor
E juro, não consigo entender como ainda posso te amar
Quando tudo que você me deixou foi sofrimento e dor
Parece loucura, mas tal aventura foi um grande dissabor

Várias vezes tentei entender porque terminamos assim
Quais eram seus verdadeiros sonhos e anseios?
Porque tantas mentiras contaste para mim?
Porque desprezaste meus carinhos e meus beijos?
Será que tudo que vivemos foi mesmo tão ruim?

Meus defeitos nunca aceitaste
Querias em mim tudo o que eu não tinha
Teu prazer era apenas dizer: “serás sempre minha”
E como em uma maldição, parece que realmente acertaste
Não estamos mais juntos, mas meu amor ao teu lado sempre caminha.



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II Festa Literária da PUC-SP, por Sérgio Simka e Cida Simka

clique sobre a imagem para ampliá-la
Não deixem de participar da II FLiPUC (Festa Literária da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP), promovida pela Educ (Editora da PUC-SP), que acontecerá de 22 a 24 de outubro, das 10h às 19h, no câmpus Monte Alegre, cujo objetivo é incentivar a leitura e divulgar sua produção. 

As mesas de bate-papo ocorrerão no Tucarena e serão acompanhadas pela Feira de Livros no saguão em frente ao auditório.
Abaixo a programação. No site da Universidade, informações completas sobre os debatedores e mediadores. 

Evento imperdível.
A Revista Conexão Literatura parabeniza a Educ por essa relevante ação em prol da leitura.
https://www.pucsp.br/flipuc?fbclid=IwAR0-YOII-TdqhmXv5zQ1-qA77k1mtljHirBPtfrTC-9cKB7A4EBk2Zq2tnA

Local
Tucarena
R. Monte Alegre, 1024 - Perdizes, São Paulo - SP, 05014-001.


*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a coleção Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017). Integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.
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sábado, 20 de outubro de 2018

As estradas da vida em Sobre poeira e sol e uma certa calça floral, de Catarina Guedes

 
*Por Alexandra Vieira de Almeida

O novo romance de Catarina Guedes Sobre poeira e sol e uma certa calça floral (Penalux, 2018) faz parte de uma trilogia e é o segundo volume da série Isadora e a BR. Contém 18 capítulos muito bem encaixados e estrategicamente sequenciados numa estrutura leve e bem humorada. O humor é a dose picante que compõe esse livro magistral. Deixando o mundo do trabalho e da rotina de lado, Isadora se impõe férias antecipadas para rodar pelo Oeste da Bahia, a região de Barreiras e outras, observando agudamente o que se passa ao ser redor num tom descontraído: “Um dia saí de casa com a roupa do corpo para entregar um press-kit num jornal e decidi mandar tudo às favas”. O processo da viagem pela rodovia, passando por hotéis da estrada, a leva para as casas de pessoas que ela vai conhecendo pelo caminho e, a partir das relações complexas com o outro, ela se mira no espelho de sua própria face, passando por um itinerário de autoconhecimento e reflexão sobre a vida. Suas análises sobre o espaço são magníficas, mostrando-nos o quanto de filosofia da experiência encontramos por aqui.
Passando por fazendas suntuosas e festas de deixar qualquer um surpreso, é importante uma certa psicologia dos vestuários e da gastronomia, juntamente com os espaços externos pelos quais Isadora vai se misturando. E neste entremesclar entre corpo do ser e a carne da realidade vão se figurando os espaços da adaptabilidade, como a roupagem externa vai vestindo esta narradora-personagem. Isadora passa por mudanças. Transformações no seu estilo de vida, gostos. Como uma camaleoa, ela se veste de acordo como a situação que se lhe apresenta sem nenhum pudor. As situações engraçadas e inusitadas pelas quais ela se movimenta produz traços fortes de humor bem elaborado a partir de fatos cotidianos, como o diálogo consigo mesma através de uma rã que aparece no banheiro do hotel. E neste processo de análise externa e interna, ela vai comparando a cidade com o campo: “Quando eu morava na cidade, as intrusas eram as baratas”. É de crucial importância este processo comparativo entre cidade e campo, viagem interior e exterior, o dentro e o fora, fazendo-nos lembrar do conto “O espelho”, de Machado de Assis, em que o externo (a farda) dialoga com o eu da personagem.
Toda uma geografia do vestuário é apresentada e não poderia faltar no título este momento em que a calça floral é um componente forte na vida de Isadora. Esta se veste de acordo com seu interior. O externo também a impacta, causando transformações na sua psicologia, caráter e comportamento. Ela se surpreende quando em meio à estrada ela encontra grandes lojas com roupas de grife para os moradores das fazendas de lá: Chanel, Montblanc, Salvatore Ferragamo. É extremamente forte e impactante a invasão do estrangeiro na vida de Isadora e daqueles moradores. A língua inglesa e francesa são as principais em seu vocabulário, em que solta aos olhos a influência da internacionalização no campo e seu processo de modernização e urbanização. O surpreendente é isto, como uma mini-cidade está adentrando o espaço do campo, com seus hibridismos e diálogos. Os desejos contidos de Isadora vêm à tona. Uma das palavras de grande força no livro é o desejo. Como o desejo, o prazer molda a vida dessas pessoas com grande intensidade. O desejo pelo consumismo de Isadora não deixa, na verdade, que ela esqueça a cidade, a capital, ela está mais viva do que nunca no seu interior.
A nova amiga Sheila lhe revela o mundo das festas no campo, regadas a boas bebidas e comidas típicas da região, entrecruzando o gosto do que é nacional ao estrangeiro. Apesar de Isadora ser uma visitante naquele local, ela é vista como participante daquele mundo campestre. Ela ganha tons de familiaridade naquelas zonas hospitaleiras. O hospitaleiro é um elemento recorrente em seu romance. Como não nos lembrarmos do tom hospitaleiro na epopeia A Odisseia, de Homero, em que Ulisses é bem recebido em várias partes nas quais ele vai percorrendo ao longo de suas aventuras. Isadora passa por uma intensa aventura que deixa marcas e inscrições no seu corpo interno e externo. Os personagens se modificam ao longo da narrativa. Sheila que teve uma educação religiosa, apesar disso não quer seguir religião hoje e ultrapassa os limites do que é imposto pela sociedade. Há uma reviravolta no mundo de Isadora. A cidade pequena pela qual ela se estabelece por um tempo é invadida pela tecnologia e pela moda e gastronomia estrangeiras. Temos até aeronaves, como a do atlético Adriano, por quem Isadora se apaixona e de Piotr, um bonitão rico por quem Isadora não dá muita atenção.
No livro de Catarina Guedes há toda uma psicologia dos afetos e relações, muito estrategicamente exposta. Como exemplo, temos o método do ouvido seletivo de Sheila, que pesca aquilo que lhe aprouver no momento certo. Encontramos as vidas destas pessoas endinheiradas no meio do campo e o que pareceria fútil e banal à primeira vista, ganha ares de profundidade das relações humanas, embora Isadora ache descolada a forma de conversar no Skype com as amigas da capital. Apesar deste tom desinteressado, é com fina ironia que Isadora revela a comparação entre o tráfego intenso do corredor na festa e o tráfego na rodovia, fazendo um interessante malabarismo linguístico a criar esta inusitada analogia. Entre traições, bebidas, festas, jogos de pôquer e de sedução, Isadora vai levando tudo isto com sua flexibilidade natural, se amoldando às situações. Não é só de festas que ela cria suas comparações originais. Entre a moda e a rodovia, intensas metáforas são criadas: “Esse look não tinha nada a ver comigo, mas estava tentando ultrapassar novas fronteiras também na moda.”
Outro fator importante na sua narrativa, além do autoconhecimento, são as verdadeiras aulas que o leitor tem no campo do saber, aliando a sabedoria ao sabor, através de conhecimentos gastronômicos, do agronegócio e até mesmo técnico, dos aviões. Não falta também conhecimento político, pois no meio da estrada com seu fusca amarelo, Isadora se envolve na greve dos caminhoneiros e é conduzida por eles a mostrar para a mídia a pauta de reivindicações deles. A linguagem erótica também se faz presente. Isadora se admira com Adriano, sendo revelada a atração mútua entre eles. Há uma intensa sensualidade na descrição dele, que se revela como “um adônis esculpido em âmbar”. Ele é quase uma “entidade mítica”, nem maduro nem muito jovem, a ensinar para Isadora o saber/sabor das coisas. O clima quente e seco de Barreiras condiz com as relações quentes e temperadas com forte atração.
A viagem de Isadora é sempre um itinerário de adiamentos, o ponto de chegada nunca se apresenta, pois o importante é ir, é a trajetória do caminho. Uma viagem sem compromissos e regras pré-estabelecidas. Uma liberdade jamais imaginada em uma viagem. A rotina é completamente desfeita pela originalidade dos fatos, das coisas inusitadas que vão ocorrendo nesta viagem que amadurece Isadora. É intensa a força da mulher e seu duplo. Isadora revela identidades até então desconhecidas, mas que se mostram pela complexidade da viagem. E neste percurso, encontramos o contraste da cidadezinha de Taguá, um “recanto perdido e quase congelado no tempo.” O exotismo da região é apresentado, assim como a sua culinária típica e diferente. Um ambiente rústico. O caubói de Taguá Roquessandro não se afina a nenhuma moral social e conquista várias mulheres. Aqui, a moralidade usual cai por terra. Temos um lugar emancipado, não se prendendo aos ideais românticos da mulher apaixonada por um homem só. O casal monogâmico é deixado de lado nestas paragens.
Outro elemento de grande importância, no seu romance também, é a música, tendo a influência da cultura estrangeira a partir das citações de trechos de música em inglês, algo de que Isadora gosta muito e leva para sua vida. Como não se encantar com trechos da música “The Zephyr song”, do Red Hot Chili Peppers, que é atirada de um buquê do avião de Adriano num arquivo de pendrive para Isadora. Esta, não tão romântica assim, não gosta de flores, mas da tecnologia do dispositivo com a música. A força de seu erotismo é mais forte, deixando os sonhos das princesas de lado. Temos análises importantes e tacadas geniais de Isadora, que vai nos conduzindo nesta “imersão antropológica” em sua viagem. Portanto, o que temos neste romance genial é um aprendizado nas estradas, em que ela passa da relação humana e sentimental para o tom mais social e politizado. Com descrições detalhadas, dignas de um Proust, Catarina Guedes conduz seus leitores para uma verdadeira geografia literária. As aulas em meio à narrativa, longe do tom didático e professoral, nos leva à complexidade da vida. Aprendemos sobre aviação, plantação, culinária, vestuário de forma humorística e comparativa. A aventura não pode terminar e é deixada em aberto no fim do romance para que nossos olhos percorram as camadas de dentro e de fora. É rica a metáfora das relações humanas com relação ao sistema solar, do núcleo aos planetas, os contatos são importantes e impactam a vida de Isadora profundamente, sem banalidades. Um humor fino e inteligente nas estradas da vida.

“Sobre poeira e sol e uma certa calça floral”, romance. Autora: Catarina Guedes. Editora Penalux, 188 págs., R$ 40,00.
Disponível em:
http://editorapenalux.com.br/loja/sobre-poeira-e-sol-e-uma-certa-calca-floral
E- mail: vendas@editorapenalux.com.br

A resenhista
Alexandra Vieira de Almeida é Doutora em Literatura Comparada pela UERJ. Também é poeta, contista, cronista, crítica literária e ensaísta. Publicou os primeiros livros de poemas em 2011, pela editora Multifoco: “40 poemas” e “Painel”. “Oferta” é seu terceiro livro de poemas, pela editora Scortecci. Ganhou alguns prêmios literários. Publica suas poesias em revistas, jornais e alternativos por todo o Brasil. Em 2016 publicou o livro “Dormindo no Verbo”, pela Editora Penalux.
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Zacharia Korn e o livro "Rabullione - Uma autobiografia não autorizada de Napoleão Bonaparte” (Drago Editorial)

Zacharia Korn - Foto divulgação
Nascido na Alemanha (Wolfrattausen, Bavaria) morou na Bolívia, Chile, Austrália e no Brasil. Formação superior em administração FIA/FEA. Trabalhou em multinacional japonesa e conglomerado brasileiro em varias atividades de diferentes setores econômicos. Interessado em história e literatura. Casado, tem um filho brasileiro.
Os feriados e alguns fins de semana são aproveitados no litoral norte especificamente em Ubatuba.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?


Zacharia Korn: No meu 13º aniversário ganhei o livro “Don Quijote de la Mancha” de Miguel Cervantes y Saavedra; livro que acordou meu interesse pela literatura y nunca mais parei de ler. Meus favoritos são Mario Vargas Llosa, John Steinbeck, Jean Paul Sartre, Umberto Ecco .

Conexão Literatura: Você é autor do livro “Rabullione - Uma autobiografia não autorizada de Napoleão Bonaparte” (Drago Editorial). Poderia comentar?

Zacharia Korn: Trata-se de uma autobiografia sem autorização, pois seguramente se fosse possível, não seria autorizada. É uma novela tipo história-ficção onde o destaque é Napoleão Bonaparte e suas manias. Líder do Império que para ultrapassar os limites da sua timidez enviava seus generais para paquerar, em seu nome, a mulher que deseja.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?


Zacharia Korn: O livro demorou sete meses. Comecei a escrever o primeiro rascunho em inglês. Posteriormente mudei de ideia e decidi pelo Português.
As pesquisas foram varias: WIKIPEDIA, Life of Napoleon (Tarbell. Ida);The road to Sta Helena: Napoleon after Waterloo (David J.Markham); Famous affinities of history, Napoleon and Marie Waleska (Lyndon Orr; History of Apocalipse (Catalin Negru) e outros.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em seu livro?

Zacharia Korn:

“Naquela época eu comecei a prática de um novo hobby: Jardinagem. Os britânicos estavam muito preocupados com o meu novo “hobby” e pensaram que algo estranho estava acontecendo comigo; então sempre que eu ia a fazer jardinagem, o número de guardas dobrava.

Com toda honestidade o que eles pensaram ser alguma estratégia era realmente tédio puro. Eu gostava de vê-los preocupados. Era um dos prazeres secretos da minha vida nesta ilha. Isso e ter que me chamar de Imperador doia e machucava os sentimentos britânicos e a mim causava muita alegria.”

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir um exemplar do seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?


Zacharia Korn: Para adquirir um exemplar basta entrar no site da DRAGO EDITORIAL ou nos sites de livros das livrarias, etc – Por enquanto disponível ONLINE.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Zacharia Korn: Sim. Meu projeto inicial são sete livros dos quais 2 (Manhattan Blue Ballet, em inglês; e Rabullione, em português) já foram publicados. Outros 2 estão com seus manuscritos prontos (inglês e espanhol) e outros 3  em estágios de acabamento diferentes.

Perguntas rápidas:


Um livro: Don Quijote de la Mancha – Miguel Cervantes y Saavedra.
Um (a) autor (a): Philip Roth
Um ator ou atriz:Ricardo Darin
Um filme:Um Homme e uma Mulher
Um dia especial: 25-Nov-1994

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?


Zacharia Korn: Aproveito para promover meus futuros livros: procuro editor em espanhol. 

Para adquirir ou saber mais sobre o livro: clique aqui.
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sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Confira 10 imagens incríveis de leitoras retratadas em pinturas

Selecionamos 10 imagens incríveis de leitoras retratadas em pinturas de vários artistas e em períodos diferentes. Confira:

Bistrô Café Arie Azene (Israel, 1934)
Catherine Potocka - Jan Matejko  
Emil Bainhardt, Maiden Aunt Reading the Bible
women reading by Miles Williams Mathis
Raymond Leech 1949 | British impressionist painter
The Bed Time Story by Seymour Joseph Guy
THE SECRET PLACE BY ALBERTO MANCONE
Woman Reading with Mother-in-Law's Tongue (1935). Albert Reuss (Budapest-born, Austrian, English, 1889-1976). Oil on canvas. Newlyn Art Gallery
Leitura de verão, 1958 Donald Moodie (Escócia, 1892-1963) Óleo sobre tela
Leitura ao crepúsculo, 2008 Emanuel Garant (Canadá, 1953) óleo sobre tela
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O Lagarto, um conto editado por Isaac Asimov


*Por Roberto Fiori

Chesney era um praticante de tiro ao alvo e espeleólogo amador — explorador de cavernas não-profissional. Perto de seu campo de tiro, em Kettlewell, havia sido recém descoberta uma caverna e em certo dia ele decidira explorá-la, visto que naquela manhã havia um nevoeiro que impossibilitava a prática de tiro ao alvo.

Entrou na caverna, aborrecido por haver muitos rastros de pessoas na entrada. A caverna não mais era inexplorada. Chesney penetrou nela por algum tempo. Levava uma faca, algumas velas, fósforos, fios de magnésio que proporcionavam luz intensa por muito tempo, um rolo de corda e um cantil de whiskey. Chegou em um trecho inundado e atravessou-o a custo, quase não podendo ficar acima da superfície. Depois, atingiu uma zona em que um lago sem dúvida profundo se estendia pela caverna.

Nadou até uma parte afastada da praia onde estava. Havia uma marca na parede, de uma espécie de réptil, ou melhor, de um dinossauro. Parecia que ele havia sido desalojado da proteção da parede e... não havia mais nenhum sinal do animal. Chesney, irritado, começou a chutar uma parte do calcário da praia, tirando lascas. Foi retirando-as, até que uma forma de um réptil ficou visível sob o solo desgastado. O homem chutava cada vez mais o chão, até que viu a forma se mover sob seus pés. O dinossauro acordara.

A criatura podia fornecer a Chesney fortunas e prêmios, títulos de nobreza, indicações para Universidades e lhe trazer a melhor sorte, mas aparentemente ela tinha motivos para odiar quem quer que a tirasse do sono de milhões de anos. Soltou-se, arrebentando o teto de seu recôndito, e passou a perseguir Chesney. Andava desajeitada, a imobilidade de tanto tempo passada presa ali dando a ela uma aparência decrépita de um ser com articulações enferrujadas.

Chesney fugiu, correndo, seguido pelo monstro, que pouco a pouco o alcançava, agora já mais desenvolta. Dir-se-ia que seus movimentos estavam voltando ao que eram. E quando chegou muito perto do explorador, este lembrou-se da faca. Voltou-se, arremetendo com a lâmina contra os dois tentáculos do dinossauro, que se esticavam das narinas e acabavam em garras trêmulas. Era o mesmo que desferir um golpe contra um pedaço de ferro.

Homem contra fera bestial, um elemento não de nosso tempo, mas de antes do ser humano despontar no mundo. Chesney lutou, desferindo golpes com a faca. A criatura ficava cada vez mais forte e ágil. O homem, mais fraco e cansado. Até que ele caiu, tropeçando. A fera continuou a corrida, não parando perante o adversário.

E Chesney desferiu um golpe contra o ventre do animal, perfurando-o com a faca e fazendo-o fugir, jogando-se na água do lago e afundando. O homem vencera.


Um conto sobre dinossauros. Curioso. C. J. Cuttcliffe Hyne, nascido em 1866 e falecido em 1944, foi um escritor popular em seu tempo, alcançando a fortuna devido a suas histórias sobre o Capitão Kettle, briguento capitão-de-mar, barbudo e galês. A série de histórias com o Capitão Kettle vendia bem, na época, e competiu de igual para igual com Sherlock Holmes, as duas séries em duas revistas rivais. O conto “O Lagarto” foi publicado em 1981, na antologia “The Best Science Fiction of 19º Century by Isaac Asimov, por Nightfall Inc. (juntamente com os professores Charles G. Waugh e Martin H. Greenberg) e, posteriormente, pela Editora Melhoramentos, na antologia “Isaac Asimov Apresenta Imortais — O Melhor da Ficção Científica do Século XIX”

Hyne viajou pelo mundo todo, Brasil, Congo, o Ártico, Lapônia, México, a América espanhola e as ilhas Shetland. Este autor usava suas experiências de viagem em suas histórias, para maior verossimilhança, e escrevia de improviso, sem preparar antes seus trabalhos. Isso era feito para que as histórias tivessem um resultado melhor mais natural. Escreveu ainda uma autobiografia, “My Joyful Life”, nove anos antes de morrer.

A Terra e o Sol foram formados há cerca de 4,6 bilhões de anos. Acredita-se hoje que a vida animada surgiu do substrato sem vida. Durante um bilhão de anos, após sua formação, o planeta convulsiona-se, aquecido pelo efeito radioativo de sua matéria. As profundezas agitam-se e os continentes elevam-se acima do nível do mar.
Microorganismos e algas azuladas surgem. Aparece o primeiro ser unicelulado. Passam-se dois bilhões de anos e desenvolve-se uma região no centro na célula, uma espécie de cérebro, que controla todo o mecanismo químico. As células desenvolvem-se em dois grupos: um, semelhante a plantas e o outro, a animais.

Desenvolve-se a célula respiradora de oxigênio, até então um gás venenoso, mas que é aproveitado em organismos tipo animal. Colônias de células são o próximo passo da evolução, o que significa maior chance de sobrevivência no meio hostil. Passam-se centenas de milhões de anos, em que criaturas novas surgem, desenvolvendo um animal tipo medusa e um outro, semelhante a um verme. Destes últimos, vêm os platelmintos. Dessas criaturas semelhantes a um verme, surgiria, mais de um bilhão de anos depois, o homem.

Há seis milhões de anos, o mar, povoado até então por criaturas de corpo mole, passou a exibir formas de vida com esqueletos externos blindados, como as estrelas-do-mar e os trilobites. A população de animais crescera perigosamente, animais famintos se devorando, e houve necessidade de proteção extra. Vieram os peixes, com espinha dorsal e barbatanas, e apenas uma fração dos que viviam no mar migraram para a terra, arrastando-se. Foi um novo passo dado pela evolução. Alguns peixes abandonaram a terra firme. Outros continuaram e desses surgiu mais tarde o homem.

A partir dos peixes, vieram os répteis, que se subdividiram em aves e em mamíferos, seguindo a linha evolutiva. Entre os répteis, surgiram os dinossauros, há mais de 220 milhões de anos. O carnívoro agressivo Dimetrodonte e seus primos, como o herbívoro Edaphosaurus, dominavam a Terra, nesta época. Por muitos milhões de anos, o clima da Terra permaneceu temperado e inalterado. Gigantes alados e marinhos, além de terrestres, viviam aqui. No ar, o Pteranodon voava, com suas asas de morcego de 9 a 15 metros de envergadura. No mar, o Mosassáurio, crocodilo gigante marinho, de 12 metros de comprimento, gerou posteriormente o lagarto Dragão-de-Komodo. O carnívoro Plesiossauro era um carnívoro marinho dotado de um pescoço sinuoso de 9 metros de comprimento, com o qual dava botes para abocanhar criaturas do mar.

Na terra, o Brontossauro viveu no oeste dos Estados Unidos, quando esta região passou a possuir um clima tropical de selvas e pântanos. Possuía 21 metros de comprimento. Era herbívoro e com um pequeno cérebro somente controlava o imenso corpo, praticamente. De muito pouca inteligência, mesmo entre os dinossauros, o Estegossauro, de 10 toneladas, era um herbívoro dotado de um cérebro do tamanho de uma noz. Agulhões afiados na cauda protegiam-no contra carnívoros predadores.

Há 75 milhões de anos, a idade dos dinossauros atingiu o seu ápice, com o surgimento do Tiranossauro, carnívoro feroz, mas dotado de inteligência muito inferior ao urso cinzento de hoje, ou ao leão. Ao cair da noite, na penumbra um ser pequenino deixa sua toca escondida e, com fome, procura no chão vermes e insetos. Com a sombra de um Tiranossauro se elevando sobre ele, o Deltatherium escapole para um local seguro.

O Deltatherium é um dos primeiros mamíferos. Muito menor em tamanho que o Tiranossauro e os outros dinossauros gigantescos, seu cérebro é, em proporção ao seu peso, muito maior. Seus descendentes, os homens, seriam os Senhores da Terra. Os dinossauros, devido à mudança no clima, morreriam de fome, devido à diminuição da temperatura do globo e à destruição consequente de árvores que constituíam seu principal cardápio. E ao sangue frio dos dinossauros, que impossibilitava a eles sobreviverem em um ambiente mais frio.


*Sobre Roberto Fiori:
Escritor de Literatura Fantástica. Natural de São Paulo, reside atualmente em Vargem Grande Paulista, no Estado de São Paulo. Graduou-se na FATEC – SP e trabalhou por anos como free-lancer em Informática. Estudou pintura a óleo. Hoje, dedica-se somente à literatura, tendo como hobby sua guitarra elétrica. Estudou literatura com o escritor, poeta, cineasta e pintor André Carneiro, na Oficina da Palavra, em São Paulo. Mas Roberto não é somente aficionado por Ficção Científica, Fantasia e Horror. Admira toda forma de arte, arte que, segundo o escritor, quando realizada com bom gosto e técnica apurada, torna-se uma manifestação do espírito elevada e extremamente valiosa.

Sobre o livro “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, do autor Roberto Fiori:

Sinopse: Contos instigantes, com o poder de tele transporte às mais remotas fronteiras de nosso Universo e diferentes dimensões.
Assim é “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, uma celebração à humanidade, uma raça que, através de suas conquistas, demonstra que deseja tudo, menos permanecer parada no tempo e espaço.

Dizem que duas pessoas podem fazer a diferença, quando no espaço e na Terra parece não haver mais nenhuma esperança de paz. Histórias de conquistas e derrotas fenomenais. Do avanço inexorável de uma raça exótica que jamais será derrotada... Ou a fantasia que conta a chegada de um povo que, em tempos remotos, ameaçou o Homem e tinha tudo para destruí-lo. Esses são relatos dos tempos em que o futuro do Homem se dispunha em um xadrez interplanetário, onde Marte era uma potência econômica e militar, e a Terra, um mero aprendiz neste jogo de vida e morte... Ou, em outro mundo, permanece o aviso de que um dia o sistema solar não mais existirá, morte e destruição esperando pelos habitantes da Terra.
Através desta obra, será impossível o leitor não lembrar de quando o ser humano enviou o primeiro satélite artificial para a órbita — o Sputnik —, o primeiro cosmonauta a orbitar a Terra — Yuri Alekseievitch Gagarin — e deu-se o primeiro pouso do Homem na Lua, na missão Apollo 11.
O livro traz à tona feitos gloriosos da Humanidade, que conseguirá tudo o que almeja, se o destino e os deuses permitirem. 

Para adquirir o livro:
Diretamente com o autor: spbras2000@gmail.com
Livro Impresso:
Na editora, pelo link: Clique aqui.
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E-book:
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