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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Jogos Vorazes

No primeiro livro da amada trilogia Jogos Vorazes, criada pela autora Suzanne Collins, os leitores conhecem a destemida arqueira Katniss Everdeen. Ela mora em Panem, uma nação que surgiu depois da devastação da América do Norte.

Panem foi dividida em doze distritos. A Capital é a responsável por governar a nação. Para lembrar seus cidadãos de que nunca devem se voltar contra seus governantes, eles criaram os Jogos Vorazes, um reality que reúne uma garota e um garoto de cada distrito para lutarem até a morte em um ambiente controlado pelos governantes da Capital.

Todos de Panem se preparam para o Dia da Colheita, que é quando são escolhidos os 24 tributos que representarão seus distritos nos Jogos. Prim, a irmã de Katniss, foi escolhida para representar o seu distrito e ir para Jogos, porém sua irmã não aguentaria ver a pequena Prim ir para a morte, por isso se oferece como tributo no lugar dela.

Junto com Katniss, irá o padeiro Peeta Mellark, que mesmo contra a suas vontades, terão que matar para sobreviver, pois apenas um sai vivo dos Jogos Vorazes.

Com muita ação. perigos e uma pitada de romance, o leitor irá viajar por um cenário distópico diferente, único e voraz.

Autora: Suzanne Collins
Páginas: 400
Ano: 2010
Editora: Rocco

terça-feira, 23 de agosto de 2016

10 grupos do Facebook para quem ama livros


Todo leitor apaixonado por livros quer saber mais sobre os seus autores preferidos, compartilhar ideias, dar dicas de leituras e ficar por dentro dos acontecimentos do mundo da literatura, seja nacional ou internacional. Autores, editoras e profissionais que trabalham na área também estão envolvidos e querem saber mais sobre os seus leitores. Por isso selecionamos 10 grupos literários do Facebook para que nunca falte informação, inspiração e boas dicas para leitura. Confira :)

1 - LIMITE DE UM LIVRO
Grupo para pessoas que curtem assuntos diversificados sobre literatura. O diferencial é a boa interação de seus participantes.  
Acesse: Clique aqui.

2 - EU AMO LER

O nome já diz tudo. Vale a pena conferir.
Acesse: Clique aqui.

3 - BAH QUE LIVRO TRI
O grupo tem como finalidade acolher leitores e autores que tenham o mesmo amor por livros, assim como divulgar livros nacionais.
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4 - FANÁTICOS POR LIVROS

Se você é fanático por livros, não pode deixar de conhecer.
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5 - LIVRO DESTAQUE
Grupo destinado para divulgação e dicas de livros, eventos literários, etc.
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6 - LOUCAS E LOUCOS POR LIVROS!
Grupo para conversar, indicar e partilhar leituras.
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7 - LITERATURA EM FOCO
Grupo para aqueles que são amantes da literatura, sejam leitores, poetas ou escritores.
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8 - MERCADO EDITORIAL - OPORTUNIDADES E NEGÓCIOS
Um ótimo grupo para ficar por dentro dos acontecimentos do mercado editorial.
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9 - MUNDO DOS LIVROS
Grupo destinado aos amantes dos livros, desde autores, editoras, profissionais envolvidos na produção, divulgação, distribuição e venda, até o leitor. Os participantes também podem divulgar sites e blogs literários.
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10 - BLOGS LITERÁRIOS
Como a maioria das pessoas que curtem livros possui um blog literário, essa é uma boa dica.
Acesse: Clique aqui.

Na realidade existem mais grupos literários bacanas para os amantes de livros conhecerem, mas como nosso artigo é sobre 10 grupos literários, pontuamos esses da lista, mas todos que desejarem poderão deixar nos comentários os links dos seus grupos literários favoritos ;)

Aproveite e conheça também o grupo da nossa revista: Clique aqui.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Livro critica suposta perfeição das relações sociais

Refletir sobre o que se esconde por trás das aparências, essa é a proposta do novo livro da escritora Cláudia Marczak. Intitulado "O mundo perfeito", o romance tenta representar um dos grandes dramas da sociedade, a autoimagem das classes sociais.
A obra conta a história de Luísa, uma mulher linda, atraente, mãe de dois filhos, casada com um importante empresário rico, bonito e charmoso. Mesmo com empregados fazendo todas as coisas por ela e aquela vida que seria o mundo perfeito para muitos, para a personagem, nada disso a fazia se sentir completa nem feliz.
Porém, todo o conceito sobre perfeição entra em choque quando a Luísa toma determinadas decisões que mudam a sua vida, deixando-a cada vez mais confusa.

Segundo Marczak, o livro indaga sobre a suposta "perfeição" das relações sociais superficiais que existem hoje. Para ela, vivemos num mundo em que todos mostram ser perfeitos e felizes. Porém, essa fachada perfeita esconde sentimentos e sensações que as pessoas tentam ocultar. "O romance promove um olhar para essas imperfeições sombrias e ocultas do ser humano".

Inspiração literária

A escritora diz que a fonte para inspiração do seu trabalho vem de obras de Clarice Lispector, Nelson Rodrigues e Fernando Pessoa. Por esse motivo, seu desejo é sempre inquietante. Para ela, seus livros não podem passar uma sensação de indiferença. "Quero mobilizar o leitor através de sensações e surpresas que vão surgindo no decorrer da história".
- Cada momento da minha vida pede um texto diferente. Fernando Pessoa, por exemplo, resume bem essa sensação através dos heterônimos, cada qual com um olhar diferente do mundo. Um texto apenas me acorrentaria. A literatura tem o dever de libertar - relata.

Sobre a autora

Além de "O mundo perfeito", editado pela Penalux, Cláudia Marczak também publicou "Caos" e "Lugar Algum", ambos de poemas e independentes, através de plataformas de autopublicação. Além disso, também lançou o romance "A flor da pele", em 2012. Para esse ano, ainda pretende publicar mais duas coleções de livros infanto-juvenis pela Editora Fabris.

Link para comprar o livro: http://www.editorapenalux.com.br/loja/advanced_search_result.php?keywords=o+mundo+perfeito&x=0&y=0

Livro "O mundo perfeito"
Autora: Cláudia Marczak
Editora: Penalux
Tamanho: 14X21 cm
Páginas: 204
Preço: R$ 40,00

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Moacyr Scliar

Moacyr Scliar
Moacyr Scliar foi um dos escritores mais generosos dos quais já conheci, era também médico e imortal da Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira de nº 31. Scliar escreveu mais de 80 livros, muitos traduzidos para mais de 20 línguas. Faleceu no dia 27/02/2011, num domingo. Essa entrevista que fiz com ele foi realizada no dia 27/11/2007.

Ademir Pascale: Como foi o início da sua trajetória como escritor?

Moacyr Scliar
: Comecei a escrever desde criança; minha mãe, professora, alfabetizou-me e estimulou-me a ler. Meu pai, por outro lado, imigrante como minha mãe, era um grande contador de histórias e foi dele que adquiri o prazer da narrativa que, seguindo o exemplo de Monteiro Lobato e de Érico Veríssimo eu queria colocar no papel. Minhas primeiras histórias eram contos infantis; a entrada na Faculdade de Medicina ampliou o horizonte de minhas experiências e foi na Faculdade que publiquei meu primeiro livro de contos.

Ademir Pascale: Qual a causa da escolha pela Medicina?

Moacyr Scliar: Foi uma motivação diferente daquela que me levou à literatura. Em criança eu tinha muito medo de doença. Eu não tinha medo de ficar doente, não era, e não sou, hipocondríaco; mas quando meus pais adoeciam eu entrava em pânico. Por causa disso comecei a me interessar por doenças e pela medicina o que me levou a esta carreira que foi e é uma fonte permanente de gratificações.

Ademir Pascale: Quais são as principais influências na construção de suas obras?

Moacyr Scliar: No início, Monteiro Lobato. Depois, Érico Veríssimo e Jorge Amado. Mais tarde ainda, Dalton Trevisan, Guimarães Rosa, Clarice Lispector, e Franz Kafka.

Ademir Pascale: O que você diz sobre o tratamento da maioria das editoras brasileiras com as obras que recebem dos jovens autores que procuram um lugar no mercado literário?

Moacyr Scliar: Estreantes tem uma tarefa dura pela frente. Editoras são empresas e como empresas levam inevitavelmente em consideração o mercado, onde as chances de um escritor desconhecido são pequenas. Meu conselho aos que estão começando é que tratem de publicar por todos os meios a seu alcance (jornais, antologias, Internet) e que concorram a todos os prêmios possíveis. Isto pode aumentar o interesse das editoras.

Ademir Pascale
: Você escreve diversos gêneros literários, mas qual é o seu predileto e por quê?

Moacyr Scliar: Gosto do conto, pelo desafio. Escrever um bom conto é, ao contrário do que possa parecer, muito difícil. Mas um bom conto é um triunfo literário.

Ademir Pascale
: Qual a sua opinião referente a adaptação do seu romance "Sonhos Tropicais", sob direção de André Sturm para o cinema?

Moacyr Scliar: Acho que foi uma adaptação correta, bem feita, e que reconstitui muito bem a época de Oswaldo Cruz. Tenho discutido o filme com estudantes universitários (da área da saúde, sobretudo) e vejo que eles gostam muito.

Ademir Pascale: Como foi o dia da posse da cadeira de nº 31 da Academia Brasileira de Letras e o que sentiu no momento do discurso de posse?

Moacyr Scliar: Fiquei mais emocionado do que poderia imaginar, e tratei de homenagear aqueles que, de uma forma ou outra, me ajudaram no caminho da literatura: meus pais, meus professores, meus amigos, meus editores – e o Rio Grande do Sul, onde tenho minhas raízes.

Ademir Pascale: Você escreveu mais de 80 obras, algumas foram adaptadas para mais de 20 línguas. Qual destas obras marcou a sua vida e por quê?

Moacyr Scliar: O Centauro no Jardim, uma obra em que uso a metáfora do centauro como símbolo da dupla identidade dos filhos de imigrantes (meu caso) me deu grande prazer e emoção.

Ademir Pascale: Tenho uma grande admiração por escritores e pintores que passaram por inúmeros obstáculos para o caminho do sucesso; muitos, ou a maioria, tinham uma vida atribulada de problemas de saúde, conjugais e financeiros, como Edgar Allan Poe, Charles Dickens, Sylvia Plath, Van Gogh, etc. Infelizmente, muitos não chegaram ao sucesso em vida. Você acredita que uma vida atribulada aos problemas pode influenciar na construção de excelentes obras literárias?

Moacyr Scliar: Arte é quase sempre sinônimo de vida atribulada, por razões óbvias. Acho que os artistas prefeririam reconhecimento sem atribulações, mas estas acabaram funcionando como teste para a vocação e para as convicções deles.

Ademir Pascale: Como foi o processo para criação da obra "A Orelha de Van Gogh"?

Moacyr Scliar: O conto que dá título à obra baseia-se no conhecido incidente da vida do pintor em que ele, num acesso de loucura, cortou a própria orelha. Mas eu uso essa orelha como elemento de uma história que fala da relação complicada entre um filho e um pai.

Ademir Pascale: Poderia fazer um comentário referente a obra "A mulher que escreveu a Bíblia"?

Moacyr Scliar: Este livro nasceu da observação de um estudioso da Bíblia, o professor norte-americano Harold Bloom. Para ele parte do Antigo Testamento foi escrito por uma mulher. Acho pouco provável que isto tenha acontecido, porque afinal as culturas do Oriente Médio eram e são eminentemente patriarcais e a designação de uma mulher para escrever um livro sagrado seria quase impossível. Mas de qualquer modo fiquei pensando nessa mulher como uma personagem e daí nasceu a história.

Ademir Pascale: Como foi o projeto Moacyr Scliar (Documentário em longa-metragem)?

Moacyr Scliar: Ainda está sendo realizado, e acho que sairá muito bem.

Ademir Pascale: Para finalizar, você acha que os livros são de fácil acesso para a população brasileira? Caso não, o que poderia ser melhorado?

Moacyr Scliar: No Brasil, os livros ainda são muito caros em relação ao poder aquisitivo da população. Isto se deve a um círculo vicioso: imprime-se pouco porque as pessoas supostamente não lêem, as baixas tiragens resultam em altos preços e aí as pessoas não lêem mesmo. Soluções já estão sendo adotadas: edições mais baratas, distribuição de livros pelo governo, divulgação através da Internet. E já estamos tendo bons resultados.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Sobre a próxima edição da revista Conexão Literatura

Já estamos trabalhando na capa e nas matérias da próxima edição da revista Conexão Literatura, que será disponibilizada no dia 01 de setembro :) Estaremos aceitando anunciantes para esta edição até o dia 20 de agosto. Para ver as opções de anúncio e saber mais: Clique aqui.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

A Arte de Contar Histórias

O curso será realizado na nova sede da Aletria, localizada na Praça Comendador Negrão de Lima, 81-D, Floresta, BH/MG.

Turma A: terças, das 19 às 22h, de 16 de agosto a 22 de novembro de 2016

Turma B: quintas, das 16 às 19h, de 18 de agosto a 17 de novembro de 2016

Programa

1. Preparação para a entrada no universo das narrativas orais

2. Raízes do Conto Popular, Tradição Oral Brasileira e História da Narrativa no Ocidente

3. Técnica de memorização do conto tradicional

4. Exercícios de respiração, voz, corpo e ritmo

5. Performance do Contador de Histórias

6. O repertório do Contador de Histórias

7. Elaboração do espetáculo de encerramento

Investimento

R$ 819,00 (podendo ser divido em 3 parcelas de R$ 273,00) + taxa de matrícula no valor de R$ 100,00.

Observação: a primeira parcela deve pagar no ato da matrícula.

Pagamentos à vista tem 10% de desconto (exceto no valor da matrícula).

Certificado e apostila incluídos. Será conferido certificado ao aluno presente em 70% das aulas.


Informações e inscrições: (31) 3296-7903 ou aletria@aletria.com.br

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Dicas de Stranger Things para melhorar a sua escrita



A série Stranger Things conseguiu roubar a cena. Logo após seu lançamento, já era um dos assuntos mais comentados nas redes sociais e obteve elogios de figurões como Guilhermo Del Toro e Stephen King. 

Na semana passada, publiquei aqui na Revista Conexão Literatura dicas de 4 livros para quem quer começar a escrever. Tendo um deles em mente – o “Para ler como um escritor” –, resolvi assistir a série como um escritor, analisando o que poderia tirar de aprendizado de Stranger Things para melhorar a minha escrita

Compartilho abaixo a minha análise (se você ainda não assistiu à série, fica o aviso de spoilers):

Personagens bem construídos

Talvez o maior destaque de Stranger Things seja a construção dos personagens. Note que quase todos possuem algum dilema interno não resolvido e, além de lidar com o desaparecimento de Will, precisam resolver seus próprios conflitos. O xerife Jim Hopper, por exemplo, precisa superar a perda da filha. Nancy, a adolescente estudiosa, gosta de Steve, e precisa lidar com o jeito diferente do garoto enquanto se pergunta se não é melhor namorar Jonathan, com uma personalidade mais parecida com a dela. Esses conflitos internos dão densidade aos personagens e facilitam a identificação por parte dos expectadores. Afinal, todos temos conflitos internos a serem resolvidos no dia a dia.   

Fechamento de capítulos

A forma como os capítulos são finalizados é um mérito narrativo a parte, deixando sempre uma situação de mistério em suspensão, o que força o expectador a assistir ao episódio seguinte para ver a desfecho. Acredito que essa seja a causa de a série ser tão “maratonada”: você fica curioso para ver a conclusão da cena e, quando dá por si, já assistiu três ou quatro episódios. Aí resolve assistir até o fim. Ao compararmos com um livro, fica o conselho de saber, em momentos-chaves, suspender o mistério para fisgar o leitor.

Objetividade

O foco do roteiro é que os personagens encontrem Will e ponto. Nada de sustos vazios, teorias que serão derrubadas perto do fim da trama, suspeitos variados e caminhos desnecessários. O roteiro é direto. A objetividade de Stranger Things mostra que não é necessário uma trama  mirabolante, cheia de reviravoltas, para agradar. Muitas vezes menos é mais, e o que acaba valendo, de fato, é a experiência que acompanhar a história proporciona ao expectador/leitor.

Construção do cenário

A história se passa na cidade interiorana de Hawkings, com poucos habitantes e, até então, raríssimos crimes. Mas a Hawkings retratada na série não é uma Hawkings qualquer. Note que, mesmo sendo um lugar pacífico, ela é pintada quase sempre em tons escuros (grande parte das cenas acontecem à noite), aumentando a sensação de estranheza e mistério. Ou seja, o cenário pode e deve ajudar a passar informações para o leitor, e não apenas as ações dos personagens.

Boa utilização da Jornada do Herói

Os dois núcleos (adulto e infantil) passam por todas as principais etapas da famosa Jornada do Herói. A título de exemplificação: Jim Hopper, o xerife, tem o chamado à aventura, com Joyce perturbando sua manhã de “café e contemplação”; travessia do primeiro limiar (quando visita a empresa misteriosa e acredita que ela tenha ligação com o desaparecimento de Will); provação (é pego pelo vilão) e o retorno com o elixir (volta do mundo invertido com Will vivo). Ele também passa por outras etapas, que não vou citar para não deixar o texto muito extenso.

Utilizar a Jornada do Herói não é condição sine qua non para que a história seja boa, mas, já que o roteiro se propõe a fazê-la, é necessário que seja de maneira bem feita, sem trocar ordens de etapas ou não considerar algumas das mais relevantes.

indique para os amigos!

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