segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Marta de Miranda e o livro A aposta, por Sérgio Simka e Cida Simka

Fale-nos sobre você.
Nasci em Terra Nova, Paraná. Quando eu tinha seis anos, meus pais decidiram mudar-se para Sinop, no Estado de Mato Grosso. Sou formada em Ciências Contábeis pela UNEMAT e pós-graduada em Planejamento e Gestão Estratégica; desde criança sou apaixonada por livros. Em 2018 lancei meu primeiro romance, Último Suspiro, pela Editora Coerência. Sou casada, trabalho em uma instituição de fins não econômicos, amo gatos e faço aulas de balé.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre seu novo livro e sobre o processo de criação.


A Aposta é um romance que será lançado em breve pela Editora Coerência. Tem como objetivo mostrar a vida de formas diferentes e que apesar das dificuldades, é preciso acreditar que vale a pena continuar lutando por nossos sonhos. Ele é ficção, é dedicado a duas amigas minhas que são bem jovens e que são cheias de amor, carinho, companheirismo, sonho, amizade, respeito e dão muita importância ao significado de família. O processo de criação foi bem rápido e escrevê-lo me fez aprender muito sobre as questões simples e importantes da vida. Espero que meus leitores sintam a mensagem da história.

Como tem sido a receptividade do seu livro Último suspiro? Vendeu bastante?

Por ser meu primeiro livro publicado a receptividade foi mais do que eu esperava. Dos exemplares que ficaram comigo, só tenho alguns. Mas para quem tiver interesse, pode adquiri-lo em formato físico através do site da Editora Coerência e também em e-book através da Amazon.

Como vê o mercado editorial para 2019?

Espero que seja diferente de 2018 onde vimos livrarias sendo fechadas. No entanto, acredito que leitor que ama ler, sempre buscará meios em adquirir livros, seja em formato físico, e-book ou em áudio. E editoras e livrarias buscarão se adequar aos momentos de crises. O que não pode acontecer é editoras, livrarias e escritores desistirem de seus objetivos/sonhos. Enquanto houver o sonho, haverá a esperança. E os dois juntos, faz-se a realidade.


*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a Série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Organizador dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.
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domingo, 13 de janeiro de 2019

A Cripta de Poe - Companhia de Teatro (18 anos)


Companhia Nova de Teatro , que completa 18 anos em 2019,  apresenta o universo fantástico e fantasmagórico de A Cripta de Poe em janeiro,  com entrada gratuita , na Galeria Olido. Espetáculo multimídia celebra os 210 anos de Allan Poe, comemorado no dia 19 de janeiro.

As obras “O Espectro”, “O Corvo”, “O Retrato Oval”, “Berenice”, “Ligéia”, “William Wilson” e o “Coração Denunciador”, são a base da dramaturgia do espetáculo, concebido em formato de “palco-instalação”, aliado a intervenções videográficas e ressaltando elementos de suspense e fantasmagoria, onde as personagens/figuras criam jogos neuróticos e obsessivos.

O espetáculo tem a concepção cênica e dramatúrgica de Lenerson Polonini, carioca que vem construindo sua trajetória teatral em São Paulo. Aos 39 anos, o fundador da premiada Companhia Nova de Teatro tem seu trabalho reconhecido por encenações estilizadas, performáticas e com grande apelo visual, utilizando o vídeo como fonte de luz e reverberação inconsciente das personagens.

A Cripta de Poe estreou em dezembro de 2011 na capital paulista, cumprindo sua primeira temporada no Centro Cultural São Paulo, onde obteve excelente retorno de público e da mídia. Em 2012, no Rio de Janeiro, a Companhia Nova de Teatro criou uma versão especial, em formato site specific, desenhada exclusivamente para uma curta temporada no Castelinho do Flamengo. Nessa ocasião, toda a arquitetura do Centro Cultural Oduvaldo Vianna Filho – Castelinho – foi explorada de forma a contribuir para a representação do universo fantástico e fantasmagórico dos contos e personagens de Edgar Alan Poe. Na ocasião, todas as sessões tiveram seus ingressos esgotados, com grande demanda para que a temporada prosseguisse, o que não foi possível naquele momento, mas impulsionou a companhia a trazer novamente o espetáculo ao Rio. 

Nesta nova versão, que teve estreia em 2015 na moderna Biblioteca Parque Estadual do Rio de Janeiro, local de inquestionável relevância para a cidade e para a história do Rio de Janeiro, a estrutura do local, juntamente com as projeções e vídeo mapeados do espetáculo, buscam trazer a atmosfera exigida para o mundo fantástico e fantasmagórico de Edgar Allan Poe, acrescentando novas imagens e textos dramatúrgicos.

O projeto participou do Circuito Cultural Paulista da Secretaria de Estado da Cultura, circulando por 08 cidades do interior do estado, entre os meses de agosto e setembro de 2016, como parte das comemorações dos 15 anos da Companhia Nova de Teatro.

A essência de toda a prosa de Poe apoia-se no fantástico das exacerbações da natureza humana: alucinações, cuja lógica ultrapassa a da consciência habitual; mentes irrequietas e febris; personagens neuróticas; o duplo de cada homem. O espetáculo joga luz sobre as questões que assombram o homem contemporâneo, seus conflitos psicológicos, seus medos e fantasmas, o “desconhecido” da alma humana e seus reflexos no comportamento e nas relações interpessoais.

O fatalismo e o mergulho no desconhecido revelam uma vivência pessoal que fez de Poe um dos principais escritores malditos da literatura universal. A influência do autor estendeu-se à poesia simbolista, à ficção científica, ao romance policial moderno e psicológico, ao cinema e às artes. E também é percebida nos hábitos e costumes em diversas épocas, encontrando reverberações no comportamento de jovens pelo mundo todo; nos esti “dark los” e “emo”, por exemplo.

A primeira versão do espetáculo inspirado no poeta e escritor Edgar Alan Poe estreou em 2011, com a parceria da Cia. Teatro Del Contagio, grupo estabelecido em Milão.
A peça conta com a participação em vídeo do ator Paulo César Peréio, como o “Velho Poe”.

SINOPSE para roteiro: A Cripta de Poe é um espetáculo multimídia, inspirado livremente no universo do poeta e escritor Edgar Allan Poe. Com uma estrutura fragmentada, a peça faz um mergulho no desconhecido da alma humana, apresentando histórias sobre personagens neuróticas e os seus duplos.

A Cripta de Poe - Foto divulgação
POR QUE EDGAR ALLAN POE?
Edgar Allan Poe é considerado um dos precursores do conto moderno, mais ainda pouco conhecido no Brasil. Contudo, sua obra revela um vasto território fértil para diversos níveis de descobertas, capaz, também, de alimentar ricamente a cena teatral. Autor e obra reafirmam a sua atualidade e importância, revelando imensa capacidade de adaptação a novos contextos.
Por meio das fantasmagorias de Poe, reconhecemos o homem contemporâneo, seus questionamentos, alucinações, suas neuroses cotidianas, temas relacionados à saúde mental que ceifam o gesto funcional com que atuamos socialmente, além das questões ligadas à morte ou à proximidade dela.
Todos esses temas são matéria prima para a criação das imagens que compõem o videocenário da peça - uma cripta cênica.

SINOPSE DOS CONTOS

O Espectro
Havia sido um ano de terror. A peste arrebatara inúmeras vidas, e aqueles sete homens se encontravam reunidos, junto ao corpo de um amigo falecido, a rir e a beber. Mas nenhum terror no mundo teria sido suficiente para prepará-los para o que estavam prestes a ouvir, ao avistarem a presença daquele misterioso vulto negro.

O Retrato Oval
Em um castelo misterioso e abandonado, um estranho retrato oval captura a atenção de um invasor. Pendurado em um canto obscuro da sala em que o homem se encontrava, o sinistro retrato parecia possuir vida própria. Sob a luz de um candelabro, o invasor descobre a trágica história da bela dama retratada e do seu pintor.

Corvo
Em uma noite solitária e triste, uma visita inesperada surpreende e terrifica o anfitrião, que se encontrava perdido em seus devaneios. Enlutado pela morte de sua amada Lenora, escuta um leve bater em sua porta e assusta-se. Porém, ao abrir a porta, encontra somente trevas. Ao tentar a janela, um grande corvo entra pela fresta. O seu nome é “Nunca Mais”.

Berenice
Uma doença mórbida se apossa do corpo daquela a quem chamam Berenice. Ela, que sempre havia sido alegre, jovial e vivaz, agora é consumida lentamente por uma enfermidade que suga sua vitalidade. Seu primo e futuro marido, atormentado por suas próprias moléstias e loucura, tem delírios macabros e seu único e terrível desejo são os dentes.

Ligéia
Ligéia, dotada de uma indomável vontade de viver, é uma mulher pálida e frágil, de cabelos negros e olhos grandes cor de ébano. Após a sua morte, o viúvo casa-se com Lady Rowena, uma mulher de cabelos loiros e olhos azuis, que também vem a falecer. Então, espantosas e sucessivas mutações começam a ocorrer.

O Coração Denunciador
Um homem nega sua loucura e está decidido a provar ao leitor que é são. Para ele, o seu problema está unicamente no olho do seu amo. Sim, um olho com catarata de um velho que nunca lhe fizera mal. Decidido a fazer algo sobre isso, ele planeja com tranquilidade formas de alcançar seu intento. Preocupando apenas com os detalhes do plano perfeito que fará com que ele se livre do maldito olho de uma vez por todas, aos poucos ele mostra como é fina a linha que separa a sanidade da loucura.

SOBRE A COMPANHIA NOVA DE TEATRO
Fundada em 2001, pelo diretor Lenerson Polonini em parceria com a atriz e figurinista Carina Casuscelli, a companhia desenvolve um trabalho de pesquisa contínua a partir da performance, das artes do corpo e do universo das artes visuais, valorizando a experimentação não apenas de uma dramaturgia de autor, mas também das mais diversas escolas vanguardistas.

A Cia. Nova de Teatro é uma companhia aberta e a cada novo projeto convida atores, bailarinos e artistas de diversas áreas para colaborarem com suas produções. Atualmente, o grupo é formado por um núcleo de profissionais de diversas disciplinas artísticas e serve como plataforma de pesquisa de linguagens, propondo o diálogo entre teatro e outras artes e mídias.

O teatro multimídia desenvolvido pela Companhia Nova de Teatro procura explorar a tridimensionalidade do palco e a relação da arte com o espaço urbano. A representação performática privilegia o aspecto físico do ator na cena, onde estes não representam “papéis”, mas funcionam como ícones, imagens e veículos por meio dos quais o público recebe uma multiplicidade de eventos visuais e auditivos, como se estivesse dentro de uma caixa de estímulos sensoriais sincronizados.
Site: www.cianovadeteatro.com

FICHA TÉCNICA
A Cripta de Poe
Baseado livremente na obra de Edgar Allan Poe
Direção, dramaturgia e iluminação: Lenerson Polonini
Elenco: Afonso Henrique Soares, Carina Casuscelli, Rosa Freitas, Rafael Schmitt, Claudia Wer e Guil Silveira.
Participação especial em vídeo: Paulo César Peréio
Direção de Arte, figurinos e maquiagem: Carina Casuscelli
Música: Wilson Sukorski
Videocenário: Acauã Fonseca e Alexandre Ferraz.
Operação de som: Magnus Crow
Operação de luz: Verônica Castro.
Assistente de imagem: Henrique Oda
Realização: Companhia Nova de Teatro- 18 anos

SERVIÇO

Informações Gerais:
Apresentações: dias 18 e 19/01, às 20h; e 20/01/2019, às 19h.
Espaço: Galeria Olido - Sala Paissandú - 2º Andar (Av. São João, Nº 473, centro, São Paulo - SP).
Os ingressos serão entregues 1h antes do espetáculo.
Contato para informações: 11 2899-7370 - e-mail: comunicacao.olido@gmail.com
Classificação: 16 anos
Duração: 60 minutos
Entrada: Gratuita
Contatos da produção:
021- 9 9491 6198
http://www.cianovadeteatro.com
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http://www.facebook.com/cianovadeteatro
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sábado, 12 de janeiro de 2019

Lançamento do site Edgar Allan Poe


Sou fã do escritor Edgar Allan Poe. Fã tanto do seu trabalho literário como da história da sua vida, que na realidade foi a sua melhor história. Escritor e gênio, foi um homem apaixonado, mas na maioria das vezes não correspondido. Tentou sobreviver com o pouco dinheiro que ganhava do seu ofício: criar histórias curtas que tocassem no fundo da alma de seus leitores. Em partes conseguiu, viveu pouco, apenas 40 anos, mas criou uma legião de fãs.

Faz anos que eu mantinha (e ainda mantenho) um blog dedicado ao Poe e seu endereço é: poesclub.blogspot.com, assim como a fanpage facebook.com/poesclub. Para deixar tudo mais padronizado e com domínio próprio, comecei a construir um site que foi lançado nesse mês de janeiro: www.edgarallanpoe.com.br

Comecei no mundo da escrita influenciado por Edgar Allan Poe, publiquei vários contos e alguns romances, então nada mais justo do que dedicar parte do meu tempo em divulgar a sua magnífica obra. O meu mais recente trabalho literário, também inspirado em Edgar Allan Poe, será lançado nesse primeiro trimestre pela editora Selo Jovem, uma obra intitulada "O Clube de Leitura de Edgar Allan". Logo estaremos anunciando :)

Visite: www.edgarallanpoe.com.br

Ademir Pascale
Editor-Chefe | Revista Conexão Literatura
http://www.revistaconexaoliteratura.com.br

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Luanda Julião e o livro A Ária das Águas (Editora Patuá)

Luanda Julião - Foto divulgação
Luanda Julião é doutoranda em filosofia francesa contemporânea na Universidade Federal de São Carlos. Mestra em Filosofia pela Universidade Federal de São Paulo. Professora de Filosofia e História nas escolas da rede pública estadual na capital paulista. 

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Luanda Julião: Eu comecei a escrever em 2003. Na época eu fazia faculdade de Jornalismo e o trabalho de conclusão de curso era fazer uma grande reportagem em formato de livro. No jornalismo chamamos isso de literatura não-ficcional. Foi assim que eu escrevi o meu primeiro livro. Esse livro conta a história de alguns bolivianos que vieram tentar a vida em São Paulo, mas nunca foi publicado, embora eu tenha tirado a nota máxima na faculdade. Escreve-lo me ajudou muito a descobrir a arte de tecer um livro, toda a pesquisa envolvida, todo o esforço.

Conexão Literatura: Você é autora do livro “A Ária das Águas” (Patuá). Poderia comentar?

Luanda Julião: O livro A Ária das Águas é o meu primeiro romance editado e publicado pela editora Patuá. É um livro muito especial pra mim, não só porque foi o meu primeiro livro a ser publicado, mas por ter sido composto num período em que meu pai ficou muito doente, passou muito tempo internado em virtude de um câncer, veio a falecer. Embora não seja um livro autobiográfico, esse livro tem muito do que eu li para compreender o câncer que tirou a vida do meu pai.  



Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

Luanda Julião: Pesquisei as relações entre bioética e o direito, também chamado de biodireito, me concentrando principalmente nas questões sobre a eutanásia, ortotanásia e distanásia e todos os aspectos médicos e jurídicos envolvidos. Como o personagem principal é um maestro e compositor pesquisei também sobre música clássica, Gustav Mahler e composição musical. Levei dois anos para concluir o livro, que foi escrito entre 2011 e 2013.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em seu livro?

Luanda Julião:
"- Essa é a passagem dos violinos. Os altos – disse Paolo, apontando com o olhar e o queixo a folha que Sarah segurava entre os dedos.
Sarah leu atentamente a partitura, uma, duas vezes. Para não ter dúvidas tocou-a no piano.
- Pare! – ordenou o maestro com a voz trêmula - Estão carregados demais. Sarah tocou mais uma vez, dessa vez com os olhos fixos na partitura e acrescentou:
- Talvez devêssemos acrescentar uma harmonia mais sinuosa e deslizante.  
Paolo pediu que ela tocasse de novo e de novo e de novo, dez, vinte vezes. Perfeccionista, o compositor exigia precisão. Nenhuma nota podia ficar fora do tom. 
- Precisamos de um som mais limpo e encorpado – disse ele na vigésima vez.
Às vezes, depois de repassar inúmeras vezes uma mesma passagem, dedilhá-la até arredondá-la, Sarah interrompia o trabalho e emocionada, perguntava: 
- Papai, você nunca se perguntou como uma aglutinação de notas, uma harmonia é fonte de tanto deleite? De onde vem o poder divino, a experiência sublime da música? 
Ele a fitava. Já ouvira a mesma pergunta dezenas de vezes e qualquer resposta que pudesse dar não supriria a dúvida. Dessa vez, ele recorreu a Pitágoras, parafraseando-o para respondê-la: 
- A música origina-se no mundo celeste e, se o homem está ciente do fato ou não, ela serve para preservar nele, embora de maneira muito tênue, alguma recordação das esferas divinas das quais ele veio e para as quais ele está destinado a voltar. Ela é importante para prevenir o homem de cair no esquecimento de seu verdadeiro lar. Deve ser uma manifestação terrena daquilo que a gente encontra no mundo celeste.
Ela riu, concordando.
   - Nunca fui um homem religioso, você sabe muito bem disso, mas sempre me julguei falando com deus todas as vezes que toquei. Quando componho é como se eu ouvisse a sua voz, como se o clamor divino e acolhedor soasse no deserto do meu ser. 
Sarah estava atenta. Abandonara o teclado do piano e sentara ao lado do pai para ouvi-lo melhor. Ele fixou os seus olhos e concluiu:
   - Mas não é uma voz que vem dos céus, das alturas, é uma voz que sai de mim e retorna a mim. Deus está dentro de mim.
Ela aproveitou a deixa e perguntou tristemente:
 - E você vai ter coragem de matar o deus que está dentro de você? Logo agora que essa voz está mais viva do que nunca...
- Nós já conversamos sobre isso.
- Desculpe-me, papai. É que eu não pude resistir...
- Eu sei querida – respondeu ele, beijando a mão da filha. Fez uma pausa e continuou:
   – Na verdade, a voz sempre soou, eu é que nunca tive coragem de dar forma e vida a ela – deu um longo suspiro e concluiu: 
- A vida é irônica. Quando finalmente se decide ouvir os seus sons, quando as coisas se tornam grandes e plenas de sentido, o corpo resolve padecer e nos retirar do espetáculo." 

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir um exemplar do seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Luanda Julião: O livro está disponível na loja online da editora: https://editorapatua.minhalojanouol.com.br

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Luanda Julião: Estou concluindo um livro de Contos e minha tese de doutorado.

Perguntas rápidas:

Um livro: A insustentável leveza do ser
Um (a) autor (a): José Saramago, Conceição Evaristo 
Um ator ou atriz: Viola Davis
Um filme: Melancolia
Um dia especial: O dia em que minha sobrinha Esther nasceu. 
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G. Fonseca e o livro Colmeia dos pesadelos, por Sérgio Simka e Cida Simka

Gissel Fonseca - Foto divulgação
Fale-nos sobre você.

Olá, me chamo Gissel Fonseca, e utilizo como pseudônimo G. Fonseca. Nasci no dia 18/12/1987 e atualmente estou com 31 anos. Nasci, cresci e ainda moro em Maringá, Paraná. Noivo de Renata Neves com planejamentos para casamento ainda este ano. Adquiri um gosto pela leitura mais ou menos no ano de 2007 e sempre tive um gosto peculiar por histórias e contos de terror. Não é para menos que virei fã de carteirinha de Stephen King. Comecei a escrever em 2014. Primeiro por hobbie, que aos poucos foi se tornando gosto e hoje é mais do que um prazer.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre seu livro "Colmeia dos pesadelos".

Desenvolver os setes contos presentes no Colmeia foi algo relativamente simples, porém não tão fácil. Utilizei pessoas e histórias do cotidiano para tentar trazer o leitor para dentro do livro. Dificilmente quem o ler não se identificará em pelo menos alguma passagem ou parágrafo. São contos que fazem pensar e refletir, como em “Bolo de Chocolate com Cobertura de Creme e Nozes” ou “Sr. Fígado”.  “Tio! Tem um Corpo dentro do Carro” e “Princesa” vêm trazendo e deixando aquela pulga atrás da orelha. “Eu Sempre Farei parte do Grupo” e “Aquela Menininha Besta que mora no Sótão” são histórias clássicas de terror que todo livro de conto tem que ter. E, para dar aquele tom desbocado e despretensioso que quem conhece King sabe muito bem, “paugrande.com” vem, mesmo com uma história tida com +18, fazer um alerta!
Enfim, é um excelente livro para se ler em uma noite chuvosa e fria, debaixo de um cobertor, tomando um chocolate quente, ouvindo alguns barulhos... ruídos... vozes...

O que o motivou a escrevê-lo?

A ideia de escrever o livro Colmeia dos Pesadelos surgiu quando comprei um livro de contos de Stephen King (O Bazar dos Sonhos Ruins). Colmeia é o terceiro livro que escrevi e o que foi desenvolvido mais rápido. Os dois primeiros, além de serem mais longos, fazem parte de uma série complexa que possivelmente terá 4 ou mais volumes. Colmeia veio para suprir a necessidade de lançar no mercado algo mais rápido e de maior engajamento, tendo em vista que são contos de terror, o que muita gente gosta.

Como analisa a questão da leitura no país?

Existem muitos leitores espalhados por todo o Brasil? Sim. Poderia ser um número maior? Poderia, ou melhor, deveria. Mesmo com a facilidade que o mundo hoje em dia nos proporciona, digo isso com relação a aparelhos para leitura digital e o fácil acesso à compra de e-books, o brasileiro ainda patina quando o assunto é ler. Não é difícil encontrar pesquisas pela internet que mostram o Brasil em uma colocação ruim em comparação aos outros países. Minha visão é que, no Brasil, livros estão ficando obsoletos, mas não para aqueles que ainda preservam o hábito de ler, mas para as novas gerações que já nascem com aparelhos eletrônicos nas mãos. Salve aqueles que ainda preservam o amor pela leitura. Se fosse algo mais desenvolvido pela grande massa, certamente, e possivelmente, muitas coisas que hoje acontecem por aqui, seriam vistas com outros olhares. 

Quais os seus próximos projetos?

Meu próximo projeto, já em janeiro, é o lançamento de maneira independente do primeiro livro que escrevi, ainda lá em 2014/15. “Paradise, Sigilo Absoluto” é uma cidade fictícia onde muitas coisas aterrorizantes acontecem. Inicialmente, lá em 2014, Paradise seria apenas um livro. Passou a ser dois e hoje está seguindo um caminho para 4 volumes. Aliás, “Paradise – Volume 2, Noites Mais Escuras”, também já está escrito e se tudo der certo sairá aproximadamente em março ou abril.
Para fevereiro, uma história mais sombria, também sendo uma publicação independente. “Skender Brox” contará a história de Brian Scott e o surgimento de um grande amigo imaginário em sua vida. Amigos imaginários são legais, mas, como já é de se esperar, nem todos eles são tão bons assim.

Facebook: @G. Fonseca Escritor
Instagram: @g.fonsecaescritor


*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a Série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Organizador dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Filme - Sementes Podres


Título Original: Bad Seeds 
Direção: Kheiron 
Ano Lançamento: 05 de Junho de 2018 
Duração: 01h40 min 
Elenco: Kheiron, André Dussolier, Catherine Deneuve, Alban Lenoir e Adil Dehbi.
Gênero: Comédia 
Origem: França 

Waël vive nos arredores de Paris dando pequenos golpes com Monique, uma mulher aposentada. 

Sua vida se transforma no dia em que um amigo, Victor, oferece a ele, por insistência de Monique, um pequeno trabalho voluntário no centro de crianças excluídas do sistema escolar. 

Wael se encontra gradualmente responsável por um grupo de seis adolescentes expulsos por insolência ou porte de armas. 

Deste encontro explosivo entre "ervas daninhas" nascerá um verdadeiro milagre. 

Impressões: 

Sabe aquele filme do qual o espectador assiste sem pretensão alguma? Porém o longa vai evoluindo e você toma um verdadeiro soco no estômago, pois bem. Foi assim que aconteceu quando assisti “Sementes Podres”. 


O longa é uma comédia sobre a vida, com seus altos e baixos, além de uma carga dramática intensa, mostrando o passado triste e comovente do seu protagonista. 

Wael é o personagem principal, sendo criado por uma senha, vivendo de trambiques e confusões na periferia, mesmo sendo um sujeito envolvendo-se com inúmeras coisas erradas, Wael possui um grande coração, sua vida será transformada para sempre. 

Uma série de fatores faz com que Wael acaba em um salão com seis jovens do qual possuem problemas de comportamento. O seu objetivo é ajudá-los para se tornarem pessoas melhores na sociedade. 


O longa foi criando, escrito, dirigido e protagonizado pelo talentoso Kheiron, mostrando uma habilidade multifacetada, possuindo um toque biográfico ao trata da questão dos imigrantes. 

O roteiro de “Sementes Podres” merece uma menção honrosa, uma mescla bem equilibrada de comédia e drama, deixando os diálogos fluídos e intensos na medida certa, sem exageros. 

Destaco um ponto positivo: quando o personagem principal necessita encarar algumas decisões e relembrar o seu passado, do qual leva o espectador para infância pobre e sofrida de Wael. 


Vale a pena? Esse filme é mais que indicado, deve ser apreciado intensamente, vamos ter uma noção do complexo sentido da vida através dos olhos de Wael.


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Alexandre Mascarenhas e o livro “À Sombra do Barco” (Chiado Editora)

Alexandre Mascarenhas - Foto divulgação
Alexandre Mascarenhas é graduado em Comunicação Social (Jornalismo), pela Universidade de Brasília (Unb, 1980); Mestre em Educação, pela Universidade Católica de Brasília (UCB, 2010); professor no curso de Comunicação Social (Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Cinema), IESB, 2006/2009. Autor do romance À sombra do barco (Chiado Editora, 2017), uma história narrada por um professor, em sala de aula, com uma turma da disciplina Ética, Sociedade e Publicidade. Autor do livro de contos Abra a boca e cale o bico (Editora Thesaurus, 1991), uma coletânea com 10 narrativas curtas na esfera do Realismo Fantástico; autor do livro de poesias Folhas Partidas – edição própria.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?


Alexandre Mascarenhas: A minha formação em Comunicação Social (Jornalismo) teve, de fato, uma forte influência na descoberta do meu interesse pelo campo da produção de textos. Para aprender a escrever você precisa se tornar um viciado em leitura, dizia um professor de redação jornalística da Universidade de Brasília, olhando-me fixamente, sem piscar. Se existiu um início, foi, sem dúvida, por aí que comecei. Inventava tempo para ler em meio a um curso agitado que exigia a nossa participação dentro e fora de sala. O conteúdo teórico e a prática da escritura de textos jornalísticos ― reportagens, matérias, entrevistas ― misturavam-se a uma crescente mobilização dos estudantes contra a ditadura militar. Contra a tortura. Contra os assassinatos. A favor de uma educação de qualidade; a favor da criatividade e da liberdade de expressão. Foi nesse contexto que ingressei em múltiplas atividades culturais, por intermédio do cinema, da dramaturgia e da poesia. Um pouco depois, vieram as narrativas curtas.

Conexão Literatura: Você é autor do livro “À Sombra do Barco” (Chiado Editora). Poderia comentar?

Alexandre Mascarenhas: O meu primeiro romance, `A sombra do barco, tornou-se uma imposição que começara a crescer de modo mais intenso no período em que eu ingressei na carreira docente e assumi disciplinas no curso de Comunicação Social do Instituto de Educação Superior de Brasília, IESB. Sem me dar conta em um primeiro momento, enquanto construía o conhecimento junto aos estudantes, tomava forma a voz do narrador de uma história que já estava ali e precisaria o quanto antes ser escrita. Estava claro de que não se tratava de uma narrativa breve, como ocorrera antes com o livro de contos, Abra a boca e cale o bico (Editora Thesaurus, 1991). Portanto, o jornalista professor estava diante do desafio de escrever um romance.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

Alexandre Mascarenhas: No final de 2013, já durante o mês de dezembro, eu tomei a decisão de iniciar a produção do romance, que ainda não possuía um título definitivo. Mas antes de escrever a primeira linha, decidi que seria útil realizar por minha própria conta uma pesquisa sobre “estrutura narrativa”, sobre as principais características do gênero romance. Lembro que eu acreditava que este seria um momento de encontrar e/ou desenvolver as principais ferramentas com as quais eu pretendia criar a vida, como sugere James em seus Prefácios. Sobre o início de uma obra, Henry James diz que “surgem, talvez, aqui e ali, inusitados reflexos que projetam sombras. Súbito, elas se movem”. James fala em “a sombra da sombra”. Está à procura de um germe que vai “desabrochar nos jardins da vida”. Busca, portanto, uma inopinada intuição, uma “vibração”. Um “lampejo”.
Logo no início da tal pesquisa, deu com A poética de um romance: matéria de carpintaria, de Autran Dourado. Foi uma leitura instigante e surpreendente, como quem encontra uma garrafa com um mapa antigo dentro dela. Lembro que senti uma pontada de entusiasmo; era um mapa interessante e eu poderia adotar aquela narrativa para criar um plano para o meu romance, ou como se refere Dourado, uma “planta baixa”. Dividi o romance em 08 blocos. Depois passaria a escrever cada um deles, sem necessidade de manter uma sequência, podendo interferir em cada um aleatoriamente. Paralelamente, enquanto colocava em prática este primeiro impulso, encontra em Samuel Beckett uma pista para contribuir com a expressão do silêncio, do indizível, uma maneira de dizer através do não dito, o interdito. Ainda com Beckett, assimila e usa como louco o princípio de “recursividade”. Entre as fontes mais significativas que emergiram nessa pesquisa e influenciaram a definição de um estilo, pode-se destacar, entre outros, Cristóvão Tezza, Vladimir Nabokov, Clarice Lispector, Edgar Allan Poe, Mikhail Bakhtin, Júlio Cortázar, George Lukács e Ítalo Calvino. O processo de pesquisa e escrita de À sombra do barco foi concluído no final de 2016. Durante 2017 foram feitas as articulações necessárias para encontrar e negociar com a editora responsável pela publicação do livro.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em seu livro?

Alexandre Mascarenhas: Já na terceira e última parte do livro (o limite), o narrador topa o desafio de escalar uma serra repleta de abismos e cenários deslumbrantes, por uma das estradas mais perigosas do planeta:
“Os olhos dela, recordo — e isso não vai se apagar —, brilhavam como se emitissem raios de luz. E realmente fazem isso. Tudo que ela diz, então, é em profundo silêncio. Que rumor? Só o início; a poucos metros do início. Por isso o fim de tudo. A pista de concreto como se fossem levantar voo. Os infindáveis tons de verde em contato com o azul lúcido e fixo; elementos que ela colhe com gigantesca atenção e usa depois, quase em transe e, de fato, profundamente emocionada. Seus traços. Os passos ainda mais lentos de cá para lá tentando entender a sutil linguagem das folhas, seus galhos e ramos. Como se fosse impossível subir”. (À sombra do barco, 2017, p. 198)

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir um exemplar do seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Alexandre Mascarenhas: Os interessados em comprar o livro, tanto na versão física quanto digital, podem acessar o seguinte link: https://www.chiadobooks.com/livraria/a-sombra-do-barco

Para os que necessitam mais informações sobre o autor ou outras maneiras de comprar: alexmascarenhas1@gmail.com / (61) 99404-1447.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Alexandre Mascarenhas: Por enquanto, o foco é a divulgação deste romance e a tentativa de obter visibilidade.

Perguntas rápidas:

Um livro: “Cem anos de solidão”, Gabriel Garcia Márquez.
Um (a) autor (a):
Um ator ou atriz: Fernanda Montenegro
Um filme: “Laranja mecânica, Stanley Kubrick.
Um dia especial: Libertação do Lula.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Alexandre Mascarenhas: Muito obrigado à CONEXÃO LITERATURA pelo espaço e profissionalismo!
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Programação de Literatura no SESC BELENZINHO (Janeiro/2019)

Costurando Conto - Mínimo Diário - divulgação
Intervenção: Plante Poema
Com Projeto Matilha & Roça de Rua
Mediações: Promove encontros sobre a temática das ações em torno da leitura.

Plante Poema é uma intervenção artística que convida o público a criar um texto poético que será "plantado" em uma instalação que remete a um canteiro de plantas. Os pequenos poemas a serem plantados têm como mote os termos "deixo" e "levo". Sentado diante de um dispositivo de palavras-chaves, o participante é convidado a fazer uma troca: escolher uma palavra para deixar e outra para levar, seja a partir dos termos expostos ou de livre escolha, a partir de seus sentimentos e emoções.

Fafi Prado atua como performer e artista educadora formada em Dança pela Escola Klauss Vianna e Comunicação Social pela FAAP - SP e pós-graduada pelo CEUMA/USP em Linguagens da Arte. Realizou trabalhos autorais em performance/videoarte como Experiência Laika, XX - o Feminino e Ninja Grafitte. Fundou o grupo de criação coletiva Cia.Cachorra, que posteriormente passou a chamar-se Projeto Matilha, tendo realizado diversos trabalhos de intervenção urbana, entre eles Liberte-se, Zona de Poesia Árida e o projeto audiovisual Cubo (CCBB), participando de eventos no Brasil e na América Latina. Atualmente, é artista educadora coordenadora do Programa de Iniciação Artística (PIÁ) da Secretaria Municipal de Cultura e coordenadora do Projeto Matilha. Pedro Guimarães atua como performer e educador. Graduado em História pela Unesp de Assis, SP. Desde 1989, atua como professor e educador social em escolas públicas e projetos sócio-educativos, além de participar de coletivos de criação artística na cidade de São Paulo. Como Performer atuou em trabalhos diversos como o Zona de Ação (Sesc, SP) e o projeto audiovisual Cubo (CCBB). É integrante e cofundador da Frente 3 de Fevereiro, grupo de pesquisa e criação acerca do racismo na sociedade, tendo participado com o grupo de diversos festivais e mostras no Brasil e na Alemanha. É autor da obra de Literatura Expandida ‘Cachorrio’, que reúne intervenção urbana, literatura, grafite e vídeo, e coautor de ‘Transcendentidade’, intervenção artística junto ao Projeto Matilha.

Local: Praça.
Livre. Grátis.
22 a 27/01. Terça a domingo, das 15h às 17h.

Curso: Costurando Conto Exercícios para Outras Artes-Histórias
Com Mínimo Diário

A oficina estimula a invenção de livros de memórias presentes. Na lida diária a vida se faz imaginação? É preciso corpo para lidar e inventar. Entrelaçando os fios das mãos, das vozes, dos gestos e das palavras e pensando junto ao fazer manual: uma dobra feito mão vira livro; uma palavra feito voz vira história. Ou vire o verso e vice-versa. ‘Fios de texto’ explora as diferentes texturas dos fios, experimenta fiapos, emaranhados e novelos. Qual é a vontade de escrita ao lidar com os fios? Crocheta ou tricota? Encaderna ou costura? É um conto que nasce? Ou uma palavra pequena? Poesia ou prosa? E se for proesia? ‘Para bordar poema’ é um convite ao erro, esgarçamos as palavras e bordamos as roupas sem risco. A escrita se dá na ponta da agulha e pede um outro tempo de fazer. E assim, habitamos nossas escritas-roupas e caminhamos a rua.

Ana C. é artesã, graduanda em pedagogia pela USP e produtora cultural. Orienta oficinas de encadernação para crianças e jovens em instituições culturais. Lançou pelo mínimo diário o livro Costurando Contos Narrados, contemplado pelo Programa VAI em 2015. Atua como produtora executiva das linguagens de música e artes cênicas e é membro do Sarau das Américas. Paulo Oluá é desenhista, ator e escritor. Orienta oficinas para crianças e jovens na biblioteca da Fábrica de Cultura do Jardim São Luís. Lançou pelo mínimo diário os livros Costurando Contos Narrados e seu livro ilustrado Céus Olhos. É formado ator pelo INDAC - Escola de Atores. Vinicius Airuman se expressa como educador, artista-manual, escritor e ator. Orienta oficinas de encadernação desde 2014. Desenvolve sua oficina de encadernação artesanal Entre Janelas Livros. É autor e encadernador do livro Costurando Contos Narrados, publicado pelo mínimo diário em 2015, e de Encarnação, pistas para livro, pela Círculo das artes, 2018. Faz parte da equipe de coordenação da pós-graduação em artes-manuais para educação, em São Paulo/SP, coordenada por Ana Lygia Vieira Schil da Veiga.

Local: Oficina III.
Livre. Grátis.
16/01 a 06/02. Quartas, das 14h30 às 17h30.

Curso: Palavras em Jogo
Com Henrique Schaffer e Tatiana Schunk

A oficina propõe o trabalho com jogos teatrais a partir da palavra. A ideia é propor jogos onde o texto possa ser dispositivo para a experiência criativa e território para a construção de narrativas que incluam o corpo e o espaço onde ela se dá. Experimenta-se a palavra como ponte entre jogo e escrita a fim de conhecer o espaço do corpo que joga e que se "escreve" no improviso.

Henrique Schafer é ator e educador, formado em Licenciatura em Artes Cênicas pela ECA/USP. Desenvolve projetos artísticos pedagógicos, experiências educacionais e ações culturais em escolas e instituições. Atua em teatro, cinema e televisão. Tatiana Schunck é uma escutadora que escreve. Artista, educadora, pesquisadora em arte, cultura, educação. Licenciatura em Artes Cênicas USP e Mestre em Artes Unesp. Especialista em Processos artísticos, experiências educacionais e mediação cultural. Colunista em Se eu pudesse eu gritava, na Revista Pais e Filhos. Realizadora da ação Performance de uma pessoa escrita, ação de escuta escrita que acontece nas ruas da cidade de São Paulo.

Local: Oficina III.
Não recomendado para menores de 16. Grátis.
18/01 a 15/02. Sextas, das 14h30 às 17h30.

Curso: Atos Poéticos: Escrita, Corpo e Desenho
Com Sorver Versos

Por meio de proposições que ampliam repertórios e experimentações na escrita, corpo e desenho, o importante é "desautomatizar" a percepção. É um curso para iniciantes e iniciados que almejam nutrir em si mesmos um olhar capaz de se espantar e se encantar com a realidade, de se renovar e desaprender vícios. A cada encontro, diferentes linguagens serão experimentadas, para juntos relembrarmos a conexão entre poesia e corpo, entre linhas e palavras, entre sentidos e presença.

André Gravatá é escritor e educador. Apaixonado por poesia, é autor do livro de poemas Inadiável (Editora 7Letras) e coautor do livro Volta ao Mundo em 13 Escolas. É um dos criadores da Virada Educação, que mobiliza escolas e territórios pelo Brasil. Aprende imensamente ao caminhar pela cidade e propor atos poéticos que criam desvios. Serena Labate é artista visual e professora. Anda pelas calçadas de São Paulo colecionando luzes, cores, experiências e palavras. As cores e suas relações são motivos de estudo por sua parte, por meio de gravuras e publicações. Cada vez mais se aproxima de um estudo atento ao corpo e suas expressões.

Local: Oficina III.
Não recomendado para menores de 16. Grátis.
31/01 a 07/02. Quinta, das 14h30 às 17h30.

Crianças
Encontros: Conta Shakespeare
Com Cia. Som em Prosa

O projeto conta em português e em libras 4 histórias do repertório de Shakespeare para crianças e adolescentes. Hamlet: A tragédia do príncipe da Dinamarca é narrada de forma divertida e musical, em clima de suspense a Cia traz a cena a história que continua conquistando gerações. Romeu e Julieta: Os narradores apresentam um romance com o nome de um doce muito conhecido ROMEU E JULIETA. O publico é convidado a se deparar com os paradigmas existenciais vivenciados por alguns personagens da trama através de situações apresentadas em um jogo cômico cênico. Macbeth: Evidenciando a ambição pela coroa do rei, os narradores brincam de serem bruxas e descobrem que a Lady Macbeth é uma grande "falsiane". Brincando com o tecno brega em suas musicas. A Cia brinca com a comicidade da tragédia escrita pelo autor William Shakespeare. Otelo: Em uma brincadeira de lenços, os narradores trazem a cena da contação, a história de Otelo, que pelo ciúme perdeu seu grande amor. Muitos lenços e brincadeiras embalam a narração e as musicas cantadas.

Ficha técnica: Intérpretes e Músicos: Ana Antunes, Nayara Martins, Túlio Crepaldi , Joy Catharina e Felix Oliveira; Dramaturgia e Concepção: Cia Som em Prosa; Composições musicais inéditas, arranjo eletrônico e beatmaker: Túlio Crepaldi; Captação de vídeo: Cynthia Challegre; Fotos: Ana Lu e Gabi Gomes; Figurino: Claudia Schapira e Ana Antunes; Direção: Nayara Martins; Produção Executiva: Ana Antunes e Nayara Martins.

Projeto fundado em 2010 por dois artistas da Cidade de Santo André-SP (um ator e musico, uma atriz e palhaça) que decidiram cruzar suas pesquisas tendo como intermédio a literatura. A Cia. Som em Prosa visa estabelecer um diálogo entre narrativa oral e narrativa sonora eletrônica, e dessa fricção o mergulho na literatura como uma ferramenta de investigação do tempo presente. A base estética da companhia se apoia em referências múltiplas, de acordo com as necessidades de cada projeto, mas principalmente nas manifestações que utilizam o canto como elemento central. A dramaturgia tem como tema principal a discussão de questões éticas inerentes ao tempo presente e aos paradoxos da cultura brasileira, desde sua formação, da colonização à contemporaneidade.

Local: Área de Convivência. Livre. Grátis.
Até 09/02. Sábados, das 16h às 17h.
25/01. Sexta, das 16h às 17h.

Encontros: Clubinho de Leitura: Eva Furnari
Com Trupe Pitirilo

Mediações: Promove encontros sobre a temática das ações em torno da leitura.

Os encontros tem como tema a literatura fantástica de Eva Furnari com toda sua política non-sense, ilustrações divertidas, jogos linguísticos e criatividade. Nesta roda, as crianças e suas famílias escutam as histórias, brincam com as palavras, lêem, criam e também ilustram seus contos. Trupe Pitirilo - William de Oliveira: Professor Graduado em História pela USP especializado em História da Arte. Atuou como diretor do Cine Clube da História e ministra oficinas de Cinema. Professor de História da rede Pública de São Paulo por 8 anos. Iniciou seus estudos em Mediação de Leitura no Curso Básico de Formação de Contadores de Histórias na Biblioteca Hans Christian Andersen com Lili Flor e Giba Pedrosa em 2011. Fez o Curso de Narradores de Histórias também com Regina Machado. Atualmente faz parte do Grupo de Estudos em Literatura Infantil, Arte Narrativa e Mediação de Leitura com Lili Flor & Paulo Pixu. Lili Flor - Formada em Letras e Pós-graduada em Literatura Infantil pela USP atua na área da educação há mais de 12 anos. Ministra cursos e palestras para educadores, mediadores de leitura e contadores de histórias por todo Brasil e Exterior. È produtora cultural e diretora artística da Pitirilo Produções Artísticas - empresa de projetos em arte-educação Atualmente tem se dedicado aos estudos de Reggio Emila e à pesquisa de Campo de sua tese de mestrado: Reinventando os Mitos: A Literatura Infantil apontando novos caminhos. Paulo Pixu - é musico com trajetória no Conservatório Souza Lima, UNESP, FITO atua há mais de 30 anos em projetos artísticos onde a música dialoga com teatro, literatura, cinema. É Diretor Artístico e produtor musical da Pitirilo Produções Artísticas, responsável por projetos de Intercambio Cultural e,oficinas de música, clipes musicais, shows e pesquisa de canções e jogos musicais e toda composição musical da TRUPE. Atualmente tem se dedicado à pesquisa e criação de músicas para a primeira infância.

Local: Biblioteca. Livre. Grátis.
15 a 18/01. Terça a sexta, das 15h às 16h

SERVIÇO

Sesc Belenzinho
Endereço: Rua Padre Adelino, 1000
Belenzinho – São Paulo (SP). Telefone: (11) 2076-9700
www.sescsp.org.br/belenzinho
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Sobre “O Colar de Semley”, conto de Fantasia de Ursula K. Le Guin

Escritora Ursula K. Le Guin: falecida em 2018, foi uma importantíssima, senão a mais importante e escritora de Ficção Científica e Fantasia que já surgiu. Autora de “Os Despossuídos”, “Floresta é o Nome do Mundo”, “Mais Vasto que Impérios e Mais Longe”, “A Mão Esquerda da Escuridão”, e mesmo o conto curto, mas belo, “O Colar de Semley”, tem muito a nos ensinar sobre como elaborar uma história fantástica.
Por Roberto Fiori

Fomalhaut II. Planeta habitado por quatro povos, os Gdemiar, ou o Povo do Barro, trogloditas altamente inteligentes de um metro e vinte a um metro e trinta de altura, que não suportavam a luz do Sol e da Lua, ou das estrelas. Viviam em cavernas e estavam no estágio da Idade do Aço, dedicando-se agora a atividades industriais. Eram amigos dos Senhores das Estrelas. Os Fiia, humanoides de alta inteligência, diurnos, de um metro e trinta de altura, viviam em uma sociedade de aldeias e eram nômades, possuidores de telepatia parcial e de telecinese a curta distância. Viviam em um estágio de civilização não-tecnológica.

Os Luiar: humanoides de alta inteligência, vivendo em sociedade feudal/ heroica, baseada em clãs. Era taxado imposto (baixo, mas vergonhoso) pelos Senhores das Estrelas sobre os Luiar, sob a justificativa de que os Senhores das Estrelas estavam combatendo há dezenas de anos, ou mais, um inimigo no espaço profundo. Dos Luiar, dividem-se duas outras pseudo-raças: os Olgyar, ou “homens médios” e os Algyar, ou “senhores”, de alta estatura.

Semley, a Bela, nascida entre os Algyar, era respeitada pelos Fiia e pelos Gdemyar. Os Algyar travavam combate com os Olgyar de quando em quando, em batalhas sangrentas. Semley ouvira falar de uma joia que sua família possuíra, que seu bisavô o tivera, um colar de ouro maciço, tendo ao centro uma grande safira azul. Resolveu partir de suas terras para o território dos Fiia, buscando informações sobre o roubo do colar, que sabia ter ocorrido há muito tempo.

Os Fiia a receberam de braços abertos, mas juraram solenemente que não possuíam tal joia. Falaram que nenhum dos Sete Povos sabia onde ela se encontrava. Nem os Fiia, nem os Olgyar precisavam de tal colar, pois os Fiia tinham a luz do Sol nos dias de calor; e a recordação do calor dele nos dias de frio; possuíam o fruto amarelo, as folhas amarelas do fim da estação, e tinham também os cabelos dourados de Semley, a Senhora de Kirien. E nenhum médio se atreveria a roubar o colar. Só os espíritos dos homens mortos sabiam onde a joia se encontrava, a joia que tinha o valor de um Reino inteiro... mas talvez os Povos do Barro a tivessem em seu poder.

Assim, Semley partiu para as praias do mar de Kirien, onde cavernas rochosas abrigavam os Gdemiar, ou o Povo do Barro. Lá, ouviu novamente que os Gdemiar não possuíam o colar, mas deram afinal permissão para que a Senhora de Kirien e sua montaria entrassem nas cavernas, muito abaixo do nível do solo. Assim, foram, os Gdemiar andando em fila única e Semley, com sua montaria alada, atrás.

Chegaram onde os Altos Senhores de Gdemiar, sete no total, permaneciam. E, com seu pedido, que afinal vinha de uma hóspede, Semley conseguiu que fosse levada aonde a Sala dos Tesouros estava, em uma cidade situada a uma distância muito grande, mas que podia ser alcançada a uma noite de viagem, somente.

Na Sala dos Tesouros, em um museu dos Senhores das Estrelas, Semley conversou por intermédio de intérpretes Gdemiar com Rocannon e o curador do museu, Ketho. Sim, o colar Olho do Mar estava no museu. Era muito famoso entre os Senhores das Estrelas. Tinha sido conseguido em troca de uma nave, uma AD-4, que ficara em poder do Povo do Barro — este tinha obsessão pela barganha. Mas o colar estava em condição de empréstimo, assim como tudo o que havia no museu. Poderiam devolvê-lo a Semley, ainda mais que nem Rocannon, nem Ketho dispunham nos registros uma informação que afirmasse se a joia poderia ser de valor para os povos de Fomalhaut II para evitar uma guerra entre eles, ou coisa parecida. Por isso, para evitar que se começasse uma guerra entre os povos de Fomalhaut II, Rocannon decidiu, por precução, devolver o colar a Semley.

Semley queria dar de presente o colar Olho do Mar para seu marido, Durhal de Hallan, que tinha uma alta posição entre os Angyar. Porém, quando Semley voltou a Fomalhaut II, soube que eu marido havia morrido numa batalha entre os Olgyar e os Angyar, por uma lança de um médio. Haldre, a filha de Semley, possuía agora dezenove anos, a mesma idade de Semley, quando ela partira em busca do colar.

Isso se explica pela Teoria da Relatividade de Einstein. As viagens entre os mundos conhecidos pelos Senhores das Estrelas se davam à velocidade da luz. Os viajantes não envelheciam, ao contrário de quem ficava nos planetas e não acompanhava os viajantes.

Portanto, Semley, em um acesso de mágoa e raiva, jogara o pesado colar no chão em frente a Haldre, a Bela, pois tencionara, no final das contas, dá-lo a Durhal e a sua filha, e partira para as florestas ao Leste, onde desapareceu.

Ursula K. Le Guin escreveu este conto, publicado aqui pela Editora Melhoramentos na antologia compilada por Isaac Asimov “Magos — Os Mundos Mágicos da Fantasia” (“Isaac Asimov’s Worlds of Magical Fantasy”, 1983). A carreira literária de Le Guin durou mais de cinquenta anos, escrevendo mais de cem obras, dentre as quais mais de cinquenta romances, dezenas de contos, ensaios e poemas. Venceu por cinco vezes o Prêmio Hugo e por três vezes o Prêmio Nebula, concedidos aos melhores trabalhos de Ficção Científica e Fantasia. Ela nasceu em Berkeley, Califórnia, E. U. A., em 1929 e faleceu em Portland, Oregon, em 2018. Criou universos mágicos e fantásticos, reunidos sob as séries “Orsinia”, “Earthsea”, “Hainish” e outras. Sua ficção está imersa em elementos de psicologia, sociologia, biologia, religião, sexualidade e até no taoísmo. São elementos que Le Guin teve consigo por toda sua vida. Seu mais famoso trabalho de Ficção é “A Mão Esquerda da Escuridão” (“The Left Hand of Darkness”, 1969), pertencente à série “Hainish”. “A Mão Esquerda da Escuridão” vendeu trinta mil cópias, até o final dos anos de 1970. Como um de seus contos mais interessantes, pela estrutura da narrativa, bem como pela temática, é “Vaster than Empires and More Slow”, lançado em língua portuguesa como “Mais Vasto que Impérios e Mais Lento”, na antologia “Exploradores do Espaço”, de Robert Silverberg.

Ursula K. Le Guin foi a mais importante escritora de Ficção Científica e Fantasia que surgiu nos Séculos XX/XXI. Tanto pela temática profunda e humanista de suas obras, como pelos Prêmios importantíssimos que ganhou, o que demonstra a qualidade de seus textos. Mas devo citar outro nome feminino de grande alcance literário. Este é C. J. Cherryh, ou Caroline Janice Cherry, nascida em 1942. Escreveu mais de 80 obras, desde os meados da década de 1970. Venceu por três vezes o Prêmio Hugo e conquistou o John Campbell Award for Best New Writer, em 1977, além dos Prêmios Locus e outros. Há um asteroide com o seu nome, dado pelos seus descobridores, que afirmaram: “Cherryh tem nos desafiado como merecedores das estrelas, ao imaginar como a Humanidade pode vir a viver entre elas”. Suas obras mais importantes são: “Downbellow Station” e “Cyteen”, romances vencedores de Prêmios Hugo, além de “Cassandra”, conto vencedor do Prêmio Hugo.

É fato que escritoras são tão hábeis em escrever Literatura, em particular Literatura Fantástica, quanto os homens. Não há abismos sexistas separando ambos. C. J. Cherryh é hábil em construir mundos e civilizações de forma extremamente realista, para isso contando com pesquisas sérias e aprofundadas em História, Linguística, Psicologia e Antropologia. Como André Norton — pseudônimo de Andre Alice Norton — diz, a respeito do primeiro romance de Cherryh, “Gate of Ivrel”: “Nunca, desde que li “O Senhor dos Anéis”, fui apanhada de tal forma como em “Gate of Ivrel”.


*Sobre Roberto Fiori:
Escritor de Literatura Fantástica. Natural de São Paulo, reside atualmente em Vargem Grande Paulista, no Estado de São Paulo. Graduou-se na FATEC – SP e trabalhou por anos como free-lancer em Informática. Estudou pintura a óleo. Hoje, dedica-se somente à literatura, tendo como hobby sua guitarra elétrica. Estudou literatura com o escritor, poeta, cineasta e pintor André Carneiro, na Oficina da Palavra, em São Paulo. Mas Roberto não é somente aficionado por Ficção Científica, Fantasia e Horror. Admira toda forma de arte, arte que, segundo o escritor, quando realizada com bom gosto e técnica apurada, torna-se uma manifestação do espírito elevada e extremamente valiosa.

Sobre o livro “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, do autor Roberto Fiori:

Sinopse: Contos instigantes, com o poder de tele transporte às mais remotas fronteiras de nosso Universo e diferentes dimensões.
Assim é “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, uma celebração à humanidade, uma raça que, através de suas conquistas, demonstra que deseja tudo, menos permanecer parada no tempo e espaço.

Dizem que duas pessoas podem fazer a diferença, quando no espaço e na Terra parece não haver mais nenhuma esperança de paz. Histórias de conquistas e derrotas fenomenais. Do avanço inexorável de uma raça exótica que jamais será derrotada... Ou a fantasia que conta a chegada de um povo que, em tempos remotos, ameaçou o Homem e tinha tudo para destruí-lo. Esses são relatos dos tempos em que o futuro do Homem se dispunha em um xadrez interplanetário, onde Marte era uma potência econômica e militar, e a Terra, um mero aprendiz neste jogo de vida e morte... Ou, em outro mundo, permanece o aviso de que um dia o sistema solar não mais existirá, morte e destruição esperando pelos habitantes da Terra.
Através desta obra, será impossível o leitor não lembrar de quando o ser humano enviou o primeiro satélite artificial para a órbita — o Sputnik —, o primeiro cosmonauta a orbitar a Terra — Yuri Alekseievitch Gagarin — e deu-se o primeiro pouso do Homem na Lua, na missão Apollo 11.
O livro traz à tona feitos gloriosos da Humanidade, que conseguirá tudo o que almeja, se o destino e os deuses permitirem. 

Para adquirir o livro:
Diretamente com o autor: spbras2000@gmail.com
Livro Impresso:
Na editora, pelo link: Clique aqui.
No site da Submarino: Clique aqui.
No site das americanas.com: Clique aqui.

E-book:
Pelo site da Saraiva: Clique aqui.
Pelo site da Amazon: Clique aqui.
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Robert E. Howard na nova edição da Revista Conexão Literatura (janeiro/2019)


Chegamos em nossa primeira edição do ano com Robert E. Howard em destaque. Era certo que Howard um dia estamparia uma das nossas capas, afinal ele foi o criador de Conan – O Bárbaro. Confesso que tenho dezenas de exemplares de Conan, coleção que iniciei na juventude. Infelizmente, como a maioria dos grandes escritores e gênios, Howard viveu pouquíssimo tempo: apenas 30 anos, mas deixou um legado para a eternidade. Saiba mais nas linhas da nossa edição.

Contos, dicas de livros, entrevistas e matérias especiais aguardam por você, assim como uma entrevista que Sérgio Simka fez comigo, referente ao lançamento da obra “Possessão Alienígena” (Devir). E para os fãs de Edgar Allan Poe, nesse primeiro trimestre estarei lançando a obra “O Clube de Leitura de Edgar Allan Poe”, pela Editora Selo Jovem. Fiquem ligados sobre mais informações em nossas redes sociais.

Para divulgar o seu livro ou anunciar em nosso site e próxima edição, acesse: www.revistaconexaoliteratura.com.br/p/midia-kit.html
Para baixar a edição da Revista Conexão Literatura nº 43: clique aqui

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Livro emocionante mostra os desafios do Transtorno do Déficit de Atenção


Com propósito de incentivar outras famílias, mãe relata como ajudou sua filha a lidar com transtorno

Nada dura para sempre, somente o amor de uma mãe. É com essa frase que a escritora Margarete A. Chinaglia resume o enredo do seu livro “Transtorno do Déficit de Atenção – TDA: sob o ponto de vista de uma mãe”. A autora diz que pretende ajudar outras famílias que passam pelo mesmo problema, revelando todos os desafios que enfrentou com a sua filha, desde o diagnóstico na infância até a fase adulta.

Margarete conta que descobriu que sua filha tinha Transtorno de Déficit de Atenção (TDA) aos nove de idade. Ela diz que a luta foi grande. A família buscou apoio em médicos, psicólogos, psicopedagogos e em parentes. Mas ninguém conseguiu diminuir as angústias e medos que sentia. “Desde o diagnóstico, minha vida foi obter conhecimento, estudar e aprender a lidar com o diferente para ajudar minha filha com um único objetivo que ela fosse feliz”.

A vivência a incentivou a escrever o livro com o propósito de ajudar outras pessoas que vivem o mesmo drama. Chinaglia diz que a obra ficou guardada por quatro anos depois de ter terminado de escrever. O receio era com a exposição da sua família, principalmente da filha. “Porém, a vontade de contribuir com outras pessoas me levou a publicar”.

O drama

Segundo a autora, o primeiro desafio foi a aceitação do desconhecido, pois na época pouco se sabia sobre o TDA. Já na adolescência, precisou enfrentar uma escola despreparada para receber crianças com esse tipo de transtorno. Teve de lidar ainda com a ausência de inclusão, além da depressão de sua filha pela baixa autoestima e o isolamento.

No prefácio, a autora preferiu usar o desabafo nas próprias palavras da filha como relato de quem convive com o transtorno na pele todos os dias: "Para mim, vivenciar o TDA foi uma mistura de emoções muito grande: ora depressão ora medo ora intimidação. Às vezes, interminável. Outras, impossível de vencer."

Como lidar

Margarete aconselha outras mães a sempre ir em busca de diferentes opiniões médicas. Diz para sempre tentar ajudar seus filhos com paciência e persistência. Comenta que, em muitas circunstâncias, é preciso explicar repetidas vezes porque algo não está correto e ter a certeza de que ele entendeu. “O portador de TDA não aprende com os seus erros. Porém, uma hora ele amadurece. Incentive e elogie quando merecer. Não se atenha só nas críticas, elas destroem a autoestima”.

- Espero que o livro ensine que para quase tudo nesta vida há jeito e que as pessoas com TDA também são capazes, basta querer e enfrentar as dificuldades de cabeça erguida. Mostre para seus filhos que diante de qualquer dificuldade, as pessoas que os amam sempre estarão ao seu lado - conclui.

Atualmente

Hoje, a filha de Margarete tem 27 anos e é mãe de uma menina de 5. A autora diz que sua filha tem consciência das limitações dela. O transtorno a fez amadurecer tarde, resultando em muitas dificuldades, erros e sofrimentos. “Algumas vezes, ela comenta que não sabe como foi capaz de tomar certas atitudes. Apesar de saber que o TDA sempre irá acompanhá-la, costuma dizer, ‘Nada dura para sempre, somente o amor de uma mãe!’”.

Sobre a autora:

Margarete A. Chinaglia nasceu em São Carlos (SP), mas tornou-se uma paranaense de coração. Formada como farmacêutica bioquímica, sua atuação é em gestão hospitalar, com objetivo de promover um atendimento de qualidade nos hospitais.

Ficha técnica:
Livro: Transtorno do Déficit de Atenção – TDA: sob o ponto de vista de uma mãe
Autora: Margarete A. Chinaglia
Editora: Bonecker
Tamanho: 15 x 23 cm
Páginas: 120
Preço: R$ 39,00
Links para comprar:
https://www.facebook.com/Vamosfalardetda

LOJA DA EDITORA BONECKER - RIO DE JANEIRO
https://www.lojabonecker.com.br/transtorno-do-deficit-de-atencao-tda-sob-o-ponto-de-vista-de-uma-mae
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Brenda Rodrigues e o livro Escritos autorais, por Sérgio Simka e Cida Simka

Brenda Rodrigues - Foto divulgação
Fale-nos sobre você.

Sou Brenda Rodrigues, nasci em Mogi das Cruzes-SP em 1996, mudei para o Estado do Pará ainda bem nova com apenas 5 anos de idade. Enraizada na cultura nortista, vim de família humilde, com dificuldades e um estilo de vida bem simples. Eu não me imaginava entrando na literatura. Na realidade desejei ser muitas coisas antes de pensar em escrever, psicóloga foi uma das profissões pensadas.
Durante a adolescência, em momentos conturbados iniciei a escrita, nem mesmo entendia o formato correto para escrever um verso! Quando criança não tive chances de frequentar a escola por mudanças constantes dos meus pais, que se mudavam de cidade a cidade, casa a casa, procurando por uma forma de vida mais digna. Ao todo, estivemos em 12 cidades, e 35 endereços diferentes. Por esses motivos, não nasci e cresci rodeada de livros, muito menos por livrarias e bibliotecas, fui ter a chance de conhecer uma biblioteca aos 20 anos, atualmente estou com 21, o que torna tudo bastante recente.
Então aos exatos 14 anos tive uma epifania, minha cabeça mudou completamente e eu tive uma nova visão restabelecida sobre a vida, sobre enxergar verdades, sobre não mais viver atrás de máscaras. Mas o que uma jovem de 14 anos poderia estar escondendo?
No meu caso, os tão bem conhecidos: problemas familiares.
Você passa a entender melhor as coisas ao entrar na adolescência, coisas que não enxergava aparecem de forma tão clara, e é a base de ensinamento prático para entrar na vida adulta e permanecer nessa vida com perspectivas válidas. A adolescência é o momento em que você não deve receber de mais ou de menos, e seja lá o que for…
E em meu caso as responsabilidades vieram muito cedo, no norte a vida é difícil e na periferia você precisa lidar com as dificuldades, injustiças, violência, e a desigualdade. Eu recorri à escrita quando me senti sufocada, quando praticar atividades, conviver com amigos, em sociedade, comer o meu doce favorito, e ouvir minhas músicas prediletas já não eram mais o suficiente. Então eu escrevi, e acredito que ainda tenha um de meus primeiros escritos! Eram relatos sobre injustiças e o motivo de não entender a vida que eu tinha. Nesse momento de libertação nasceu a paixão pela expressão. Aos 16 anos estive na sala do psicólogo, fui por conta própria e jamais vou esquecer a motivação que me levou a ir até lá e contar os sentimentos que antes eu apenas escrevia. Fui diagnosticada com depressão, e quando você passa a saber de algo assim, não tem como não mais saber. É um estágio nebuloso, como ver a vida exposta na parede, como um quadro, ou uma imagem que passa lentamente…
A dica clínica mais importante foi sobre me expressar sem medo, escrever o que eu tinha medo de falar. E assim nasceu uma nova Brenda, atualmente escritora, porém desempregada. (Risos)
Eu voltei a São Paulo em agosto de 2017, mudei completamente sozinha, buscando novos ares e voltando atrás de raízes que nunca vivi. Me estabilizei de forma simples porém feliz, e me sinto muito grata por estar contando minha história para a revista.

ENTREVISTA:


Fale-nos sobre seu livro "Escritos autorais".

Escritos autorais é aquilo que chamamos de diário pessoal. Foi metade do que escrevi quando estive no estado de depressão.
São meus sentimentos e emoções mais profundas, meu modo de ver a vida, e situações pelas quais passei, tudo em seu formato poético e artístico.
Não foi um livro pensado, não foi como sentar e pensar “Ah! tudo bem, vamos lá. Eu sou a Brenda escritora e vou lançar um livro.”
Ao escrever Escritos autorais eu nem mesmo pensava em publicar, eu estava em um mundo diferente, e meu pensamento inicial sobre literatura foi extremamente arcaico. Imaginei que para publicar um livro eu já deveria ser famosa e rica, e isso não me seduziu o suficiente. Então eu apenas escrevi, escrevi como se fosse ir embora no dia seguinte e de repente se passaram anos...  Acredito que aos 15 anos eu já estava com o diário completo.
Em 2017 Escritos autorais foi lançado de forma independente, o nome foi minha escolha e o nomeei de Escritos autorais por motivos bem óbvios: eram meus escritos e eram autorais (Risos)
A capa também foi ideia minha, e inclusive é o meu rosto que estampa a capa do livro. Eu mesma tirei a foto, foi um selfie, com um celular bem antigo (Risos) na varanda da minha casa.
Toda a produção editorial foi feita pelo querido Douglas F. Gregório. Ele me ajudou a publicar o livro de forma independente, é um livro simples, porém com um conteúdo muito válido.
Sem dúvidas, serei grata eternamente.

Fale-nos sobre o projeto "Antologias independentes".

O projeto Antologias independentes é destinado a ajudar escritores que nunca tiveram a chance de uma publicação. E ele se baseia em produzir antologias que reúnem pessoas de todo o Brasil, de vários estados, cidades e idades.
Sabemos que o ramo literário não é fácil, e embora existam “oportunidades” ainda sim são chances que não cabem na realidade de milhares de pessoas que escrevem por diversos motivos.
Sabemos que ao participar de uma antologia produzida por uma editora de grande, médio, ou pequeno porte há certamente, e não duvidamos disso, suas vantagens ao pagar 300 reais por um poema, conto, crônica publicados. Porém as pessoas que não participam, têm motivos muito maiores do que os mencionados pelas editoras, autores e outros escritores. Nesse ramo literário é normal ouvir que os próprios escritores não apoiam a literatura nacional, que não investem no seu próprio trabalho, que não querem gastar os valores exigidos em seus editais por puro comodismo. Mas o que as editoras e outros autores/escritores não entendem é que para muitas pessoas, a situação financeira é extremamente complicada, e talvez, e muita das vezes, inexistente.
Então o projeto Antologias independentes tem essa proposta, de produzir antologias de qualidade, e publicar de forma independente, colaborativa, e que caiba na realidade do brasileiro classe média baixa.

O que a motivou a desenvolvê-lo?

O projeto Antologias independentes é recente, foi criado por mim há um mês. Porém, nesse meio tempo já temos uma página no Facebook, parceiros como: blogs (Encanto Literário & Lendo Muito), revisores, diagramadores, produtor editorial, agente cultural, O Jornal Tribuna Liberal da Cidade de Sumaré-SP (onde saiu uma das primeiras divulgações sobre o projeto) e nosso edital para a primeira Antologia intitulada Sonhos Literários já está aberto.
O motivo de decidir organizar esse projeto foi uma volta às minhas raízes, por saber o quão difícil é conseguir publicar um texto, ainda deixar essa simples marca para que alguém se inspire e se identifique.
Afinal, escrever é uma forma de fazer com que outros nos conheçam verdadeiramente.

Link da página do projeto: https://www.facebook.com/antologiasindependentes

Como o leitor interessado deverá proceder para saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho?

Através da minha página pessoal: https://www.facebook.com/escritorabrendarodrigues

Como analisa a questão da leitura no país?

O Brasil é um País rico em muitas coisas, e todos nós sabemos a grandeza que existe em nossa cultura. Infelizmente, o Brasil há muito tempo sofre na questão da educação. Não temos um ensino de qualidade e não somos o povo que mais lê no mundo, mas, por mais incrível que pareça, somos o povo que mais escreve.
Temos muitos escritores no Brasil e somos um dos países que mais apoiam o ato de produzir livros, e isso eu acho fantástico.
Em opinião pessoal, ainda é um pouco triste ver que nem todos os gêneros literários ganham espaço nas editoras, livrarias e plataformas digitais.
O público acostumou-se a ler com afinco gêneros específicos como romance, terror, & erótico. Influenciados, de certa forma, pelo cinema... Já que muitos livros ganharam o mundo após as produções de Hollywood.
Então, sobre a leitura no País, eu gostaria que novos gêneros ganhassem espaço, e que novas ideias tivessem apoio, gostaria que saíssemos desses rótulos óbvios e que pudéssemos nos aventurar em novas ideologias, tanto na leitura como na escrita.

O que tem lido ultimamente?

Atualmente estou lendo alguns arquivos psicológicos da UFRJ para um livro pessoal que está em processo de criação, também estou por trás da seleção de inscritos para a Antologia Sonhos Literários pertencente ao projeto Antologias independentes, e estou maravilhada com textos que estamos recebendo.

Quais os seus próximos projetos?

Em processo estou com 4 livros.
O primeiro se chama Vozes Dissonantes e reúne um conjunto de músicas compostas por mim adaptadas para o formato poético.

O segundo se chama A Arte da Depressão e conta com relatos de várias pessoas, incluindo eu. De várias idades, de vários lugares, e com vários estilos de vida. (É para esse livro que leio atualmente o Arquivo Psicológico da UFRJ).

O terceiro será meu primeiro livro romântico, voltado a vários tipos de afeto.
Tem como subtítulo “Lembranças” e contará com muito sentimento, momentos com pessoas que marcaram a minha vida, situações que eu nunca esqueci e que por isso precisam ser registradas.

O quarto e último livro está em processo há 5 anos, e é do gênero Filosofia Existencialista, e mostra minha teoria sobre as realidades, que são elas: realidade individual, realidade coletiva, realidade virtual e realidade digital.
O nome do livro é A TEORIA DA INVERSÃO e não tem data de lançamento.


*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a Série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Organizador dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.
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