terça-feira, 17 de julho de 2018

Christian David e o livro Mortos na estofaria, por Sérgio Simka e Cida Simka

Christian David - Foto divulgação
Fale-nos sobre você.

Sou apaixonado desde muito cedo por histórias, livros e quadrinhos. Em algum momento dessa estrada de leitura senti a necessidade de contar minhas próprias histórias e passei a escrever. Quando dei por mim já estava escrevendo bastante, publicando e visitando escolas para bater papo com alunos, tanto que abandonei qualquer outra atividade para me dedicar somente à literatura e tudo mais que ela me trouxe. Acabei me envolvendo também em movimentos que valorizam e batalham pela literatura como a Confraria Reinações e a Odisseia de Literatura Fantástica. Já atuei como representante regional da AEILIJ e hoje, pelo biênio 2017-2018, sou presidente da AGES - Associação Gaúcha de Escritores. Escrevo de tudo um pouco, geralmente textos direcionados para a infância e juventude, muitas vezes utilizando a fantasia para contar as histórias que me inquietam ou fascinam.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre seus livros, sobretudo a obra “Mortos na estofaria”.

Publico desde 2006, e com Mortos na Estofaria chego ao meu 12 º livro, 3 º pela BesouroBox. É um livro que gostei bastante de escrever, juntei alguns contos que envolviam o fim trágico dos protagonistas e achei que formavam um conjunto interessante. Costurei os textos com uma narrativa que dava conjunto e sentido ao todo e acabou ficando um texto bacana, com pitadas de humor, terror, sensibilidade e suspense. Texto que, acredito eu, é capaz de agradar leitores de variadas idades e gostos.

Fale-nos sobre seu processo de criação.

Não tenho um processo muito claro, escrevo quando dá e em qualquer lugar, carrego sempre comigo papel e caneta para anotações e, às vezes, anoto ideias no celular mesmo. Quando sento pra escrever, já escrevi boa parte do texto na cabeça e só quero registrar antes que me perca. Escrevo mais de um texto ao mesmo tempo. Alguns acabam ficando muito tempo parados e são concluídos depois de meses ou anos. Claro que, depois do texto no papel, reviso e reescrevo várias vezes, até que fico satisfeito para, pelo menos, tentar alguma editora. E tenho tido um bom retorno delas, felizmente tenho conseguido publicar todos os anos.

Como o leitor interessado deverá proceder para saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho?

Podem me procurar no meu site http://www.christiandavidescritor.com.

Como analisa a questão da leitura no país?

Há ainda um grande caminho a trilhar, e temos tido muitos retrocessos nos últimos dois anos que irão se refletir no futuro. Ainda assim acho possível fazermos do Brasil um país de leitores.

O que tem lido ultimamente?


De tudo um pouco: poesia, fantasia juvenil, terror, quadrinhos. Gosto muito de textos escritos para jovens, vejo grande qualidade e trabalho literário nestes textos.

Quais os seus próximos projetos?


Tenho outros dois livros no prelo: Quintal de Sonhos, pela Editora do Brasil e Três Finais de um Jacaré, pela Editora Physalis. Estou trabalhando em um livro de poesia para crianças, em um juvenil de fantasia e pretendo começar um terceiro que já me foi encomendado. Ah, e no aguardo de resposta para um original de poesia que enviei para uma editora.

*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a coleção Mistério, publicada pela Editora Uirapuru.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017).
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Hilda Hilst, um dos nomes mais importantes da literatura brasileira, ganha trailer e cartaz oficial

HILDA HILST PEDE CONTATO GANHA TRAILER, CARTAZ OFICIAL, E ESTREIA 2 DE AGOSTO NOS CINEMAS

Dirigido por Gabriela Greeb, Hilda Hilst Pede Contato apresenta uma imersão na vida e obra de um dos nomes mais importantes da literatura brasileira a partir de gravações inéditas deixadas pela própria escritora, que entre 1974-79 tentou comprovar a imortalidade da alma registrando vozes de pessoas mortas.



Filmado na Casa do Sol, chácara onde morou em Campinas, e com a participação de amigos íntimos da escritora, o documentário também inclui intervenções poéticas e realidades paralelas.

O fio condutor da narrativa é um jantar póstumo na Casa do Sol, com seus amigos, conhecidos e amantes. Durante este encontro diferentes realidades ocupam o mesmo espaço-tempo, de forma a justapor vivos e mortos, material e imaterial, passado e presente. A personagem da escritora, interpretada por Luciana Domschke, é construída a partir de registros sonoros, da época em que ela tentava por meio de experimentos eletromagnéticos, contato com amigos e escritores já falecidos. Toda a narrativa é construída a partir da voz da própria Hilda Hilst, dublada pela atriz.

O filme conta com material de arquivo inédito: Cinquenta rolos de super 8 e mais de 100 horas de gravações da poeta buscando um canal de comunicação seguindo os experimentos realizados pelo cientista sueco Friedrich Jurgenson, considerado por muitos o pai da EVP, Eletronic Voice Phenomenon.

A première mundial do filme acontecerá durante a Flip 2018, abrindo as sessões de cinema do maior evento de literatura do país, onde Hilda Hilst será a homenageada do ano, e a estreia em circuito comercial acontece em 2 de agosto.

Hilda Hilst Pede Contato é uma produção da Homemadefiles com patrocínio da Petrobras e do Proac e distribuição da Imovision.

Sinopse: Com arquivos pessoais inéditos de som e imagem, depoimentos, encontros e intervenções ficcionais, Hilda Hilst Pede Contato revela a memória e a presença da escritora, poeta e dramaturga na Casa do Sol, chácara onde vivia em Campinas.

A voz de Hilda Hilst em gravações realizadas entre 1974 e 1979, em busca de contato com o além, é o fio condutor do filme, que se oferece ao público como o canal de comunicação tão almejado pela escritora, considerada pela crítica especializada uma das mais importantes vozes da língua portuguesa do século XX, morta em 2004.


Ficha Técnica:
Direção e roteiro: Gabriela Greeb
Produção: HOMEMADEFILMS
Prdutora Associada: Jasmin Pinho
Produção executiva; Jasmin Pinho, André Canto
Fotografia: Rui Poças
Edição: Karen Harley
Música: Nicolas Becker
Desenho sonoro: Vasco Pimentel e Nicolas Becker
Direção de arte: Roberto e Renata Siqueira Bueno
Gênero: Biografia / Documentário
Elenco: Luciana Inês Domschke
Brasil | 2018 | Colorido | 73 minutos | Classificação indicativa a ser definida

SOBRE A DIRETORA
Gabriela Greeb é autora de curtas de ficção, documentários autorais e vídeo instalações. Nasceu em 1966, na cidade de São Paulo, onde estudou Filosofia Letras e Ciências Humanas, na PUC e na USP.
Em 1989 deixou o Brasil para estudar línguas na Europa, ficou por doze anos entre Barcelona, Londres e Paris, onde entrou em contato com o universo cinematográfico. Trabalhou em vários curtas-metragens como assistente de direção, continuísta, editora, roteirista, assistente de câmera, som e outros. Fez um estágio profissional de seis meses nos Laboratórios Éclair, nos diversos departamentos de tratamento do negativo, positivo, som e vídeo. Obteve o “Cambridge First Certificate” e o “Certificat de Langue et Litterature Française de la Sorbonne”. Aprofundou os estudos de filosofia em cursos livres da Faculdade Paris VIII, onde Giles Deleuze lecionava na época.
Em 1996 realizou seu primeiro curta-metragem, “Le Baiser” (O Beijo), exibido em mais de mil salas de cinema na França, como complemento de programa de longa-metragem. Realizou mais dois curtas-metragens de ficção com os quais ganhou importantes prêmios internacionais. Dirigiu filmes publicitários em Paris, Londres e São Paulo.
Em 2003 fundou a Homemadefilms, um estúdio independente baseado em São Paulo, no intuito de produzir documentários autorais e instalações audiovisuais. Em 2004 escreveu, dirigiu e coproduziu o longa-metragem documentário “A Mochila do Mascate”, sobre a vida e a obra de Gianni Ratto. O filme foi um dos dez finalistas do prêmio do público na 29º Mostra de Cinema de São Paulo, participou de vários festivais e mostra e foi exibido em salas de cinema em todo o Brasil.
“Hilda Hilst pede Contato”, longa-metragem documentário sobre a poeta e escritora Hilda Hilst, é o seu último trabalho, com estreia prevista para o segundo semestre de 2018.

SOBRE A DISTRIBUIDORA
Distribuidora presente no Brasil há mais de 25 anos, a Imovision vem se consolidando como uma das maiores incentivadoras do melhor cinema, tendo lançado mais de 400 filmes no Brasil.

A distribuidora tem em seu catálogo realizações de consagrados diretores internacionais e nacionais, e filmes premiados nos mais prestigiados festivais de cinema do mundo, como Cannes, Veneza, Toronto e Berlim. Mantendo seu foco em títulos de qualidade, a Imovision foi a responsável por introduzir no Brasil cinematografias raras e movimentos internacionais expressivos, como o Movimento Dogma 95 e o cinema iraniano.
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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Resenha - Crônicas de Repórter


Título Original: Crônicas de Repórter
Autor: Pedro Bial
Editora: Objetiva
Páginas: 220
Ano Lançamento: 1996 

O que acontece antes e depois daqueles rápidos segundos em que um repórter internacional entra em nossa casa, com as últimas novidades do mundo? Como é o dia-a-dia dos que passam a viver esse exílio voluntário? Como estar no lugar certo, na hora exata? Em Crônicas de Repórter, Pedro Bial vem dividir conosco um pouco desta adrenalina que o olho frio da câmera deixa escapar. 

São histórias divertidas, trágicas, emocionantes. São pinceladas sensíveis, poéticos flashes do cotidiano, contundentes reflexões de alguém que testemunhou o mundo mudar. "Nas viagens de cobertura jornalística, as melhores histórias nunca chegam a ser contadas", confessa Bial em um dos seus textos. 

Impressões 

Pedro Bial é um às em suas crônicas jornalísticas, uma eloquência impecável em transmitir de forma natural toda sua vivência no exterior, sendo correspondente internacional e vivendo e convivendo em diversos países. 

Décadas de 80/90, somos apresentados por diversos fatos históricos presenciados pelo olhar clínico e apurado do jornalista. Uma crônica que destaco é referente ao momento da queda do Muro de Berlim. 

São crônicas mistas, ora com um bom humor descontraído, ora elevando sua escrita com uma crítica social ácida, impactante que deixa os leitores em choque em cada linha. 

Um ponto em destaque é a forma que o autor conta os bastidores da profissão de jornalista, seus altos e baixos, o positivo e negativo, do glamour ao caos. 

O livro torna-se uma espécie de biografia, Pedro Bial em algumas crônicas e trechos, narra suas mudanças para diversos países e todo o processo para adaptar-se em um determinado local. 

Uma leitura rápida e fluída, podemos acompanhar toda transformação do Brasil e do Mundo no final da década de 80 e início dos anos 90. 

Se vale a pena? Com toda certeza! Presenciamos em cada página, o talento de Bia em cada linha escrita, deixando seus textos ainda mais próximos do leitor. 

Crônicas de repórter é uma leitura rica em detalhes que o próprio jornalista presenciou e conseguiu com maestria relatar em cada texto da obra.


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Apoie a Campanha no Catarse: Mil Mortes & Outras Histórias, publicação inédita no Brasil que reúne quatro histórias de Jack London (Editora Penalux)

Editora traz ao país coletânea de contos do mestre Jack London, com histórias pouco conhecidas dos leitores brasileiros

O projeto
A Editora Penalux vem investindo em traduções de livros que estão fora dos catálogos das editoras há décadas e também em publicações inéditas no mercado editorial brasileiro, como foi o caso, em 2016, da obra O Grande Deus Pã, novela do escritor galês Arthur Machen; e, em 2017, da coletânea de contos Assovie que virei: histórias de fantasmas, do inglês M. R. James.
Agora, a editora empreende este novo projeto: uma coletânea inédita de contos do norte-americano Jack London (1876-1916), autor de livros que influenciaram gerações de escritores, como Caninos Brancos, O Lobo do Mare O Grito da Selva.

MIL MORTES & OUTRAS HISTÓRIAS: A COLETÂNEA INÉDITA
A publicação inédita no Brasil reúne quatro histórias de Jack London – são tidas como contos mas, pelo tamanho, bem que poderiam ser consideradas pequenas novelas.
O conjunto – que transita entre o sobrenatural e a ficção científica – representa uma novidade para os leitores brasileiros na literatura aventuresca do autor de Caninos Brancos, mas conserva o vigor e a vivacidade que são marcas de sua escrita.
Abaixo, revelamos a sinopse destes quatros contos longos, que certamente vão proporcionar uma leitura envolvente, cheia de espanto e surpresas:
1. Mil mortes | A história traz algo do Reanimator, mas foi publicado em 1889, bem antes do Herbert West–Reanimator do Lovecraft. É sobre um cientista louco e obcecado pelas suas criações, que faz inúmeras experiências de morte induzida e ressuscitações com o próprio filho.
2. Planchette | Um casal apaixonado não consegue se casar por um motivo misterioso que o rapaz, Chris, oculta. Mas uma sessão com tábua Ouija revela segredos e sinistras ameaças que tendem a se concretizar.
3. A sombra e o raio | Paul e Lloyd vivem competindo entre si e ambos estão em busca da fórmula da invisibilidade, mas a obsessão e a constante rivalidade acabam por trazer trágicos resultados.
4. O Vermelho | Tem a verve aventuresca de London. Um cientista inglês, em uma expedição até Guadacanal, nas Ilhas Salomão, encontra uma tribo de caçadores de cabeça que faz sacrifícios humanos e que idolatra uma esfera vermelha gigante, de possível origem extraterrestre.
O livro foi vertido para o português pela experiente tradutora Lívia Koeppl, tem apresentação e notas do escritor Cleber Pacheco e revisão do editor e jornalista Daniel Zanella. Convidamos para escrever o texto de orelha um autor que é referência quando se trata de ficção científica no Brasil: o escritor Luiz Bras.

"London foi um dos escritores mais bem-sucedidos de seu tempo, certamente porque dominava as ferramentas da narrativa clássica, bem tramada. Seu talento presenteou o mundo com inesquecíveis histórias sobre o perene conflito entre a natureza selvagem e a civilização. Mas não parou aí… Bastante versátil, o autor flagrou esse conflito também no espantoso campo do sobrenatural e da ficção científica". (Luiz Bras, escritor e coordenador de oficinas de criação literária).

A CAMPANHA
A edição da coletânea Mil Mortes & Outras Histórias já se encontra pronta para impressão, tendo a editora Penalux adotado o Catarse como um sistema de pré-venda e uma forma de definir melhor o potencial de sua tiragem inicial. Para tanto, elaboramos as recompensas ao lado, com previsão de entrega em agosto deste ano.

Acesse e conheça:

https://www.catarse.me/jacklondon

Especificações do livro:

Formato: 14x21cm, brochura, capa colorida com orelhas.
164 páginas, papel pólen soft 80g.
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domingo, 15 de julho de 2018

Um Encontro Fugaz - Idianara Lira Navarro

Destino. 

Eis o sagaz manipulador de nossas vidas. Nunca sabemos quais são as regras, intenções, desejos e objetivos que o cercam, a única certeza, é que cedo ou tarde ele mostrará sua face e irá interferir em nossos caminhos. Para ele, até os mais sombrios segredos que tentamos ocultar nos recônditos profundos e secretos de nossa alma, nunca ficam verdadeiramente submersos.

Eram exatamente tais pensamentos que lhe afligiam a mente e o coração, enquanto ela tentava se convencer de que o homem que se descortinava poucos passos a sua frente, não era o mesmo que em um passado recente, ela de maneira tão sublime amara.

Inicialmente buscou se persuadir de que com certeza se enganara, afinal, mais de 13 anos se passaram desde a última vez em que se viram e após tanto tempo era certo, que a fisionomia dele em sua mente deveria estar desgastada, como uma foto antiga, de traços pálidos e contornos desbotados, entretanto, perversa era a realidade que nele agora se personificara.

Ela passou a caminhar lentamente para poder observá-lo à distância, de uma maneira discreta e indiscutivelmente afetuosa. Quase sem perceber, um forte ímpeto foi apoderando-se de seus desejos e assim como outrora, sentiu uma abrasadora vontade de lhe despentear os cabelos, tocar a nuca, acariciar a linha forte do queixo e depositar um breve beijo no contorno de seus lábios.

Lembranças. 

Todas emergiram e lhe causaram um turbilhão venenoso de emoções. Seu coração se tornou descompassado e assumiu um ritmo tenebroso como um Noturno de Chopin. Neste momento porém, o cruel Destino que causara as desventuras e fatalidades na vida de ambos, embevecido pela possibilidade de novamente atormentar tão tristes almas, decidiu reencontrá-las e então, no instante em que ele relanceou sobre os ombros, foi que seus olhares dois eternos amantes, uniram-se de forma quase indissolúvel...


*Ilustração de Charlie Bowater


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Livro resgata crônicas de Lima Barreto sobre a cidade do Rio de Janeiro

Lançamento da Autêntica Editora, a obra é um projeto em parceria com a Biblioteca Nacional

No mês em que acontece a 15ª Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), evento que homenageia Lima Barreto, a Autêntica anuncia Lima Barreto: cronista do Rio, uma reunião inédita de crônicas do escritor carioca sobre o Rio de Janeiro, selecionadas pela especialista Beatriz Resende. O volume contempla alguns dos momentos mais significativos e saborosos do autor sobre a cidade, os bairros cariocas, seus principais logradouros e sua expressão cultural.

Nas palavras de Beatriz Resende, organizadora da edição e também autora de Lima Barreto e o Rio de Janeiro em fragmentos (Autêntica), “ uma bela maneira de conhecermos o Rio de Janeiro do início do século XX – as décadas de 1910 e 1920 – é seguirmos os passos do escritor carioca Afonso Henriques de Lima Barreto. Acompanharmos os passos, os olhos, o deslumbramento, o espanto, a indignação, os protestos e a ternura ”.

Circulando por entre os cenários dos romances de Lima Barreto, as 50 crônicas convidam o leitor para um passeio literário no tempo: uma visita no centro da cidade de Isaías Caminha, passando pelo subúrbio quase zona agrária de Clara dos Anjos, com parada no hospício da Praia da Saudade, em frente ao mar da Urca, onde Policarpo Quaresma é recolhido. Não ficam de fora, neste roteiro pessoal do cronista, pontos charmosos da capital como a Academia Brasileira de Letras, a Rua do Ouvidor, o Teatro Municipal, entre outros.

A obra, uma coedição com a Fundação Biblioteca Nacional, traz um projeto gráfico especial com uma seleção de fotos que dará ao leitor de hoje a oportunidade de conhecer melhor a cidade do começo do século XX, suas transformações e seus encantos. As imagens, clicadas por fotógrafos contemporâneos de Lima Barreto, apresentam desde os dotes naturais da cidade, entre o mar e as montanhas, até as mais variadas intervenções urbanas, oferecendo o panorama de um Rio de Janeiro plural.

“ Através desses textos podemos seguir o roteiro cumprido pelo escritor vindo do subúrbio de Todos os Santos, onde morava, de trem, até a Central do Brasil. De lá ao centro, em bonde, mas por vezes a pé. Por vezes, do centro ao Leme, ao Leblon, e até mesmo ao distante Jardim Botânico, em mania perambulatória, gastando os sapatos cambetas ”, completa Beatriz Resende.

Lima Barreto: cronista do Rio oferece múltiplas imagens do Rio de Janeiro da Primeira República, deixadas pelo olhar único do escritor que experienciou subúrbio da cidade, as ruas desordenadas, calçadas mal planejadas, população de hábitos simples, famílias de funcionários públicos subalternos, operários e desempregados que, por muitos anos, foram narrados por sua literatura.

Sobre a organizadora: Beatriz Resende é professora titular da Faculdade de Letras da UFRJ e pesquisadora do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC/Letras/UFRJ). Pesquisadora do CNPq, é também Cientista do Nosso Estado pela FAPERJ. Entre os livros que publicou, estão: Contemporâneos: expressões da literatura brasileira no século XXI (Casa da Palavra/Biblioteca Nacional, 2008) e Apontamentos de crítica cultural (Aeroplano, 2000). Organizou Possibilidades da nova escrita literária no Brasil, com Ettore Finazzi-Agró (Revan, 2014); Cocaína, literatura e outros companheiros de ilusão (Casa da Palavra, 2006); Rio Literário: um guia apaixonado da cidade do Rio de Janeiro (Casa da Palavra, 2005), Toda Crônica, uma reunião das crônicas de Lima Barreto, com Rachel Valença (Agir, 2004), e Lima Barreto e o Rio de Janeiro em fragmentos (Autêntica, 2016).
www.grupoautentica.com.br
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sábado, 14 de julho de 2018

Série Os diários de Amora chega ao Brasil pela Nemo

Com mais de 750.000 exemplares vendidos na França, álbum apresenta uma heroína com quem toda garota irá se identificar

O primeiro volume das aventuras da jovem Amora traz uma narrativa em quadrinhos voltada não apenas para as crianças, mas também para os adultos, que serão atraídos pela beleza das ilustrações e pelo clima nostálgico de uma infância na qual muitos irão se reconhecer. A história escrita por Joris Chamblain, experiente roteirista francês, remete às aventuras dos famosos filmes para crianças dos anos 1980 e 1990, como Os Goonies e Os Batutinhas , e foi trazida à vida pelas mãos talentosas de Aurélie Neyret.

Na obra, Amora, que quer ser escritora, segue em sua primeira investigação, pois sabe que precisa observar bem as pessoas para poder se tornar uma boa romancista. Ao lado de suas melhores amigas, ela vive aventuras ao tentar desvendar o peculiar Sr. Mistério e o que ele faz todos os dias sozinho na floresta.

Premiada com a Fauve d’Angouleme em 2014, a série Os diários de Amora também conquista pelos temas tratados ao focar nas relações familiares, de amizade e em um senso de comunidade por vezes esquecido na realidade brasileira. Diferentemente de muitas das personagens de livros direcionados ao público feminino juvenil, Amora não se preocupa com relacionamentos amorosos precoces, mas sim em descobrir qual – ou quem – será o assunto de sua próxima investigação, o que resulta nas mais variadas aventuras.

Com uma arte em cores e de tirar o fôlego, Os diários de Amora vol. 1: O zoológico petrificado provoca sensações semelhantes às dos clássicos juvenis, com a vantagem de atrair, por meio dos quadrinhos, dos recortes e das anotações da protagonista, um público que ainda não estabeleceu fortemente o hábito da leitura.

Sobre os autores:

Aurélie Neyret é ilustradora e quadrinista, e vive em Lyon, na França. Frequentou por um curto período a Escola Émile Cohl, mas decidiu desenvolver seu estilo próprio como autodidata. Trabalhou para a Presse e para a L’édition Internationale, e ilustrou diversas revistas e livros juvenis, incluindo o Les vacances de Monsieur Rhino, escrito por Raphal Baud (Éditions Chocolat). Após participar de algumas coletâneas de quadrinhos, assinou ao lado de Joris Chamblain seu primeiro livro: Os diários de Amora.

Joris Chamblain é roteirista de HQs. Decidiu muito cedo que queria trabalhar com quadrinhos e tentou desenhar, mas rapidamente se voltou para a escrita. Em 2009, escreveu os roteiros para a coleção Ciboulot, das Éditions bac@bd. Um ano depois, em outubro de 2010, lançou seu primeiro álbum, La recherche d’emploi [A busca por emprego]. Hoje, se dedica em tempo integral à escrita de roteiros, quadrinhos e livros juvenis.

OS DIÁRIOS DE AMORA VOL. 1: O zoológico petrificado

Autores: Aurélie Neyret e Joris Chamblain
Tradução: Fernando Scheibe
Páginas: 80
Formato: 22 × 30 cm
Acabamento: brochura
ISBN: 978-858-286-379-4
Preço: R$ 49,80
Editora: Nemo
Grupo Autêntica
www.grupoautentica.com.br
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10 grupos do Facebook para quem é apaixonado por livros


Selecionamos anteriormente alguns grupos literários no Facebook, mas sabemos que sempre estão sendo criados novos grupos. Então entramos, testamos e selecionamos mais 10 grupos literários para que você leitor esteja sempre informado sobre esse universo maravilhoso dos livros. Confira ;)

1 - LENDO COM O LIVROS & FUXICOS
Grupo super ativo destinado ao clube de leitura do Livros & Fuxicos.
Acesse: clique aqui.

2 - BECO DOS LIVROS OFICIAL
Grupo do site Book4you, com mais de 90 mil membros.
Acesse: clique aqui.

3 - CURTINDO E LENDO LIVROS ADOIDADO
O grupo ainda é novo, mas promete muito com postagens bem diversificadas do mundo da literatura.
Acesse: clique aqui.

4 - BLOGS LITERÁRIOS
Como a maioria das pessoas que curtem livros possui um blog literário, essa é uma boa dica.
Acesse: clique aqui.

5 - MY BOOK
Grupo para os apaixonados por livros.
Acesse: clique aqui.

6 - LIVROS & CIA

Grupo criado para todos que são viciados por leitura.
Acesse: clique aqui.

7 - ESPAÇO LITERÁRIO
Grupo para os apaixonados por poesias, sonetos, poemas etc.
Acesse: clique aqui.

8 - ESTANTE LIVRE

Grupo para divulgação de toda obra literária sem discriminação.
Acesse: clique aqui.

9 - LITERATURA
Grupo criado para as pessoas que gostam e são amantes da literatura.
Acesse: clique aqui.

10 - PAIXÕES NA LITERATURA

Grupo para conversas e dicas de livros.
Acesse: clique aqui.

Curtiu as dicas? Caso queira indicar um grupo literário, deixe o link nos comentários.

Aproveite e conheça também o grupo da nossa revista: Clique aqui.
 
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sexta-feira, 13 de julho de 2018

Antagonismo - Idianara Lira Navarro

Eis o meu inferno:
Cumprimentar-te e não lhe dizer,
Os meus anseios e os meus desejos,
Entender e não aceitar,

O que ainda sinto apesar de tudo que fizestes.

Eis o meu martírio:
Falar-te coisas banais,
Dar-te sorrisos triviais,
Querer-te e não lhe confessar,

O meu tormento e a minha saudade.

Eis o meu inferno:
Ter-te próximo e tão distante,
Não te esquecer e sempre lembrar,
Do meu torpor e da minha dor,

Repleta de tua presença e de tua ausência.

Eis o meu martírio:
Odiar-te com muito amor,
Amar-te com muito rancor,
Querer em vão lhe perdoar,
 
Para que finalmente sejas nada, quando na verdade ainda és tudo.

* Pintura de Daniel Gerhartz
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Rodolfo Andrade e o livro 30 contos para se ler nas férias, por Sérgio Simka e Cida Simka

Rodolfo Andrade - Foto divulgação
Fale-nos sobre você.

Eu tenho 25 anos, sou formado em Letras e hoje curso Jornalismo. Meu sonho é ser jornalista esportivo. Sou um apaixonado por filmes, séries, livros e músicas, que, por sinal, são minhas grandes fontes de inspiração para meus escritos. Comecei a escrever aos 16 anos e, de lá para cá, venho buscando evoluir. Escrevo principalmente contos, crônicas e poemas. Para mim, é como uma válvula de escape para o estresse, a correria e as tristezas da vida. No papel, posso colocar o que eu quiser, posso ser livre e isso é algo que me faz me sentir muito bem. Eu simplesmente amo escrever.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre seu livro.

“30 contos para se ler nas férias” é meu segundo livro, mas o primeiro que estou lançando por uma editora. Meu primeiro livro, “Contos & músicas: uma parceria que deu certo”, só imprimi 30 unidades dele por uma gráfica, mais por satisfação pessoal mesmo. Já esse livro novo, tenho um carinho até maior que pelo primeiro, talvez por todo o processo até esse lançamento. Foram cinco anos desde a escrita, passando pelas ilustrações da Carina Teles, que embarcou comigo nesse projeto, até chegar à Editora Kazuá, pela qual estou publicando. O livro possui, como o título diz, 30 contos ilustrados. Os temas variam entre romance, humor, drama e até um pouco de ação, mas todos os textos falam muito do cotidiano, de situações que poderiam acontecer comigo ou com qualquer pessoa a qualquer momento.

Como foi o processo de criação?

Comecei a escrevê-lo em 2013, alguns meses após terminar de escrever o primeiro livro. Nessa época, estava cursando o último ano de Letras. Não gosto de forçar para escrever, ao contrário do que o próprio Stephen King recomenda em seu livro “Sob a escrita”, de que precisamos colocar uma meta de tantas palavras por dia. Acho interessante, mas para mim, isso quebra a magia da escrita. Eu gosto quando as inspirações vêm naturalmente. E foi assim o processo de escrita dos contos. Demorei dois anos para terminar de escrever. Às vezes, passava meses sem escrever nenhum, às vezes escrevia dois, três na mesma semana. Eu simplesmente deixava rolar, sem pressa. Quem acompanha os meus textos sabe que não gosto muito de inventar. Escrevo sobre coisas do dia a dia, romances, dramas, alguns textos até com uma dose de humor. Não costumo fugir do mundo real. A minha ideia para esse livro era que tivesse uma mistura de tudo isso, mas de uma maneira simples. Para mim, o simples é o melhor. O projeto já era desde o início que o livro fosse ilustrado e após três anos que eu havia terminado de escrever, falei com a Carina. Expliquei para ela o projeto e ela aceitou na hora. Ela comprou a ideia e ilustrou o livro, mesmo estando na correria da faculdade de Pedagogia. As últimas ilustrações foram feitas em setembro do ano passado, quando fiquei sabendo do concurso de criação literária da Editora Kazuá. Despretensiosamente, enviei o livro. Eu já havia levado vários ‘nãos’ no primeiro livro e já estava meio sem esperança. Mas qual não foi minha surpresa em saber que o livro havia sido aprovado?! Avisei a Carina e ficamos os dois muito felizes.

Como o leitor interessado deverá proceder para saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho?


Bom, eu tenho um blogue (inclusive uma dica do senhor rs) onde posto alguns escritos, geralmente crônicas e poemas, de vez em quando. Nas minhas redes sociais também estou sempre postando textos e agora terá o livro, que estará à venda comigo ou diretamente no site da Editora Kazuá.

Blog: http://www.rodolfo-escritor.blogspot.com
Facebook: http://www.facebook.com/rudolfandrade
Instagram: @rudolph_92

Como analisa a questão da leitura no país?


Para mim, é um ponto que precisa muito a melhorar. Esses dias estava lendo uma matéria que trazia o resultado de uma pesquisa sobre a leitura no país. Os índices são muito baixos. Muita gente nunca leu ou comprou um livro durante toda a vida. As pessoas simplesmente têm preguiça de ler, mas não deixam de ficar horas por dia nas redes sociais. A média de livros lidos é pífia e só não é menor porque tem uma minoria que lê muito (muito mesmo; mais de 100 livros por ano, como uma amiga minha). As escolas não incentivam a leitura por prazer e acho que isso influencia muito. Leitura obrigatória é horrível! A gente tem que ler o que gosta, seja um mangá ou livro de astrofísica. Quanto ao futuro, mesmo com o avanço dos e-books, não acredito que o livro vá deixar de existir, mas é preciso uma mudança drástica, principalmente na educação, para que as pessoas passem a ler mais, pois é inadmissível um país tão grande como o nosso ler tão pouco.

O que tem lido ultimamente?

Ultimamente tenho lido pouca literatura, devido à faculdade. São muitas leituras específicas para as atividades e trabalhos. Mas sempre que dá, pego um livro para ler. Sempre gostei de ler suspense. Meus autores favoritos são Arthur Conan Doyle e Harlan Coben. Ano passado comprei o box com toda a obra de Doyle e terminei de ler há alguns meses. Também li alguns suspenses (só para variar rs) e 1984, clássico do George Orwell. Confesso que li ele para um seminário de Filosofia da faculdade, mas sem dúvida é um dos melhores livros que já li em toda a minha vida.

Quais os seus próximos projetos?

Estou escrevendo o meu terceiro livro atualmente. Da mesma forma que o segundo: sem pressa. Até o momento já são 13 textos e pretendo finalizar a coletânea com uns 20 ou 22. Eu o estou comparando com um CD acústico de um cantor. É algo mais profundo e intimista. São relatos e desabafos sobre coisas que sabemos que acontecem, mas que ninguém ousa falar, ler ou escrever sobre isso, por muitas vezes serem dolorosas ou pessoais demais. Na carreira acadêmica, pretendo escrever alguns artigos durante o curso de Jornalismo com a temática, é claro, sobre o meu tão amado futebol.

*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a coleção Mistério, publicada pela Editora Uirapuru.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017).
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Cidades na Lua e a Estação Espacial na Órbita Lunar

Estação Espacial Internacional (ISS): o mesmo esforço conjunto de várias nações, que levou à construção da ISS, levará à construção de uma outra estação, orbitando a Lua, à instalação de bases lunares, à viagem a Marte, Júpiter, Saturno, e além. Alcançaremos Alfa Centauri, a estrela mais próxima da Terra. Conseguiremos colonizar a Via Láctea, daqui a milhares de anos. E depois? Tudo é possível, basta o esforço de todos e o desejo ilimitado do Homem em se espalhar pelo Universo.
*Por Roberto Fiori

Durante a Guerra Fria, no Século passado, não se poderia nunca pensar que Estados Unidos e União Soviética fariam algo em conjunto, unindo suas
forças para a construção de cidades lunares, quer subterrâneas, quer na superfície de nosso satélite natural, Ou desenvolver uma Estação Espacial na órbita da Lua.

Ao que parece, nem a guerra na Síria pôde abalar esse sentimento de que o Homem pode fazer algo mais além de vender e comprar armas para abastecer o mercado sangrento das guerras. Coisa que o Homem, como espécie, tem feito com a maior competência.

No filme 007 Contra o Homem com a Pistola de Ouro, um dos filmes da franquia 007, Roger Moore enfrenta Christopher Lee, que vive Scaramanga, um vilão que dispõe da tecnologia para a construção de um aparelho que concentra a energia solar em um raio mortal e de vasto potencial para a destruição de qualquer coisa na superfície da Terrra, e, assim, poder dominá-la.

A tecnologia para isso já existe. A agência espacial alemã (DLR) já está trabalhando para o aperfeiçoamento de um espelho que hoje pode concentrar raios solares em um feixe de 2.500 graus Celsius, o suficiente para derreter até mesmo o titânio. Isso seria usado para compactar a areia lunar e fazer dela tijolos para a construção de habitações na Lua a um custo extremamente baixo, visto ser a própria areia lunar a matéria-prima para a fabricação desses tijolos.

Mas seria a construção de cidades lunares na superfície algo mais seguro do que elaborá-las subterraneamente? Cidades  na superfície são mais vulneráveis. A radiação solar é uma ameaça, em um mundo em que não há proteção contra isso, visto que não há uma  ionosfera, como na Terra, para o desvio de partículas energeticamente  carregadas vindas da estrela. Também não há uma atmosfera para a proteção contra meteoros ou raios cósmicos. O frio e o calor seriam outro empecilho, apesar de que, como a Lua não realiza uma rotação em seu eixo, pode-se pensar na zona de equilíbrio que existe entre a região escura e gélida, o Lado Escuro da Lua, e a zona quente e que recebe todo o impacto da luz solar.

Quanto à proteção contra o frio e a radiação solar, isso seria resolvido de modo relativamente simples. Trajes espaciais protegem hoje os astronautas que passeiam do lado de fora da Estação Espacial Inernacional para realizarem tarefas, como a substituição de peças e o conserto de equipamento, no espaço. Na Lua, quem viesse a se aventurar fora das cidades da superfície, teria de tomar tal precaução e vestir um traje protetor. As cidades teriam de ser isoladas contra o frio do espaço e com blindagem anti-radiação, visando o máximo de proteção para seus habitantes.

Tais cidades seriam um ponto de partida para viagens a Marte, isso é o  que é mais importante. Colonizar a Lua nos parece ser sem sentido, do ponto de vista prático. Mas uma viagem a Marte é muito mais difícil e longa do que uma viagem à Lua. A distância entre Terra e Marte é de cerca de 55 milhões de quilômetros e entre Terra e Lua é de aproximadamente 380 mil quilômetros. A Lua tem seu sentido lógico: uma base para que os viajantes a Marte possam se preparar para uma viagem até o planeta vermelho. Se uma nave se deslocasse a 20 mil quilômetros por hora, necessitaria de mais de 100 dias para chegar a Marte, o que significaria um perigo maior para os astronautas e uma probabilidade maior de se perder naves ou equipamentos de alto custo do que uma viagem à Lua.

E quanto a uma Estação Espacial Internacional que orbitasse a Lua? A  Estação Espacial Internacional atual (ISS) foi construída em 1998 e deixará de funcionar em 2024, prevê-se. Assim como vários países se juntaram para construí-la, a nova estação lunar, que orbitará o satélite, será construída com o apoio dos EUA, Rússia, a agência espacial europeia (ESA), o Japão e o Canadá. Em 2017, os EUA e a Rússia assinaram um acordo visando uma parceria para construir essa nova estação. Trata-se do Projeto Deep Space Gateway (Portão Para o Espaço Profundo).

A Rússia, antes de assinar o acordo com os EUA, manifestou o desejo de construir uma base própria na superfície da Lua, onde astronautas russos seriam treinados para missões a Marte. A China também tem interesse em construir uma base na Lua.

Quanto ao projeto Deep Space Gateway, a ideia é levar à órbita da Lua três módulos para compor a nova Estação Espacial Internacional: um módulo abrigaria os astronautas, outro geraria energia e um terceiro serviria para acomodar laboratórios similares aos da atual ISS.

Não há nada que o ser humano possa imaginar que, com o tempo, não  possa ser feito. Quer na paz, como na guerra, a inventividade do Homem não pode ser questionada. Soluções engenhosas para os mais diversos problemas foram encontradas. Se o projeto Deep Space Gateway e as bases lunares forem um sucesso, por que não o seria um Projeto-Marte, ou um Projeto-Júpiter? A ficção andou a passos muito mais rápidos do que a realidade, mas, ainda assim, os seres humanos foram bem-sucedidos em suas viagens à Lua e em suas missões não-tripuladas ao Sistema Solar restante.

Vamos acreditar no potencial humano. O Sistema Solar, afinal, está aí,  a uma distância de um braço, um braço bastante longo, mas perfeitamente acessível.

*Sobre Roberto Fiori:
Escritor de Literatura Fantástica. Natural de São Paulo, reside atualmente em Vargem Grande Paulista, no Estado de São Paulo. Graduou-se na FATEC – SP e trabalhou por anos como free-lancer em Informática. Estudou pintura a óleo. Hoje, dedica-se somente à literatura, tendo como hobby sua guitarra elétrica. Estudou literatura com o escritor, poeta, cineasta e pintor André Carneiro, na Oficina da Palavra, em São Paulo. Mas Roberto não é somente aficionado por Ficção Científica, Fantasia e Horror. Admira toda forma de arte, arte que, segundo o escritor, quando realizada com bom gosto e técnica apurada, torna-se uma manifestação do espírito elevada e extremamente valiosa.

Sobre o livro “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, do autor Roberto Fiori:

Sinopse: Contos instigantes, com o poder de tele transporte às mais remotas fronteiras de nosso Universo e diferentes dimensões.
Assim é “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, uma celebração à humanidade, uma raça que, através de suas conquistas, demonstra que deseja tudo, menos permanecer parada no tempo e espaço.

Dizem que duas pessoas podem fazer a diferença, quando no espaço e na Terra parece não haver mais nenhuma esperança de paz. Histórias de conquistas e derrotas fenomenais. Do avanço inexorável de uma raça exótica que jamais será derrotada... Ou a fantasia que conta a chegada de um povo que, em tempos remotos, ameaçou o Homem e tinha tudo para destruí-lo. Esses são relatos dos tempos em que o futuro do Homem se dispunha em um xadrez interplanetário, onde Marte era uma potência econômica e militar, e a Terra, um mero aprendiz neste jogo de vida e morte... Ou, em outro mundo, permanece o aviso de que um dia o sistema solar não mais existirá, morte e destruição esperando pelos habitantes da Terra.
Através desta obra, será impossível o leitor não lembrar de quando o ser humano enviou o primeiro satélite artificial para a órbita — o Sputnik —, o primeiro cosmonauta a orbitar a Terra — Yuri Alekseievitch Gagarin — e deu-se o primeiro pouso do Homem na Lua, na missão Apollo 11.
O livro traz à tona feitos gloriosos da Humanidade, que conseguirá tudo o que almeja, se o destino e os deuses permitirem. 

Para adquirir o livro:
Diretamente com o autor: spbras2000@gmail.com
Livro Impresso:
Na editora, pelo link: Clique aqui.
No site da Submarino: Clique aqui.
No site das americanas.com: Clique aqui.

E-book:
Pelo site da Saraiva: Clique aqui.
Pelo site da Amazon: Clique aqui.
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quinta-feira, 12 de julho de 2018

Michel Yakini, do Sarau Elo da Corrente, lança seu primeiro romance

Michel Yakini - Foto divulgação
Amanhã quero ser vento dá voz a personagens da periferia e traz temas como homofobia, aborto e violência contra mulheres

Autor de livros de contos, crônicas e poemas, Michel Yakini – um dos nomes mais atuantes no movimento de literatura das periferias de São Paulo – lança dia 12 de julho seu primeiro romance, Amanhã quero ser vento (11 Editora, 136 p.). A noite de autógrafos será a partir das 20h30, no Sarau Elo da Corrente, de Pirituba, coletivo literário que festeja seus 11 anos de criação na mesma data. O local fica na Rua Jurubim, 788.

Amanhã quero ser vento conta a história de Manandí, jovem mulher que deixa marido e filhas em uma pequena cidade e se muda para a metrópole em busca de si mesma. A protagonista enfrenta as durezas da vida na periferia e encontra amparo na amizade de uma recém-conhecida, Márcia, com quem acaba tendo um relacionamento amoroso.

O enredo é firmado em desencontros e desamores, em uma narrativa que dá voz a personagens da periferia e traz fragmentos de prosa poética do narrador. Texto arrojado e sensível de Yakini, que trata também de temas como machismo, homofobia, prostituição, aborto, drogas, violência contra as mulheres e as populações periféricas.

“Uma combinação explosiva de temas que atravessam muitas mulheres e são abordados aqui por um narrador transgênero sem demonstrar, em momento algum, a suspeita de um olhar masculino como pano de fundo”, registra a professora de Literatura Brasileira e Portuguesa na Universidade de Buenos Aires, Lucía Tennina, que prefacia a obra.

Na construção narrativa do romance, o autor se vale de uma escrita muito próxima da oralidade e apresenta personagens cativantes como o botequineiro Sêobetolô, com suas observações perspicazes sobre as pessoas e a vida, a contadora de estórias Donanina, com seus “causos” que se avizinham da poesia, Wanda, a abortadeira, que faz programas sexuais para complementar a renda, entre outros.

Michel Yakini fará noites de autógrafo em diversos saraus literários de São Paulo, mas escolheu o Sarau Elo da Corrente, para o lançamento oficial, no dia 12 de julho, por ser, como ele mesmo diz, sua casa. O autor é cofundador do coletivo, ao lado da também escritora Raquel Almeida. O sarau é realizado no bar do Santista, em Pirituba – um espaço de encontro da comunidade em torno da literatura. O eixo de atuação é a produção, fomento e difusão da cultura de periferia, nordestina e negra.

O livro Amanhã quero ser vento está em pré-venda, com 10% de desconto, no site da 11 Editora (www.11editora.com.br) até o dia 12 de julho.

O autor – Michel Yakini é escritor, artista-educador e produtor cultural. Colunista da revista on-line Palavra Comum (Galícia - Espanha) e cofundador do Sarau Elo da Corrente no bairro de Pirituba, que faz parte do movimento de literatura das periferias de São Paulo

Desenvolve atividades relacionadas à cultura negra, periférica e criação literária, ministrando cursos, oficinas, palestras e recitais de poesia.

Participou de atividades literárias em Cuba, Argentina, México, França, Alemanha, Espanha, Paraguai e Chile. Autor de Desencontros (contos, 2007); Acorde um verso (poesia, 2012); Crônicas de um Peladeiro (crônicas, 2014) e co-organizador da antologia bilíngue on-line Letras e Becos - Literatura das periferias de São Paulo (2017).

Serviço
Título: Amanhã quero ser vento
11 Editora
R$ 40,00
Lançamento: 12/07/2018, das 20h30 às 23h
Local: Coletivo Sarau Elo da Corrente – Rua Jurubim, 788 – bar do Santista – Pirituba
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