quarta-feira, 25 de abril de 2018

Com livro de contos inédito, moçambicano Dany Wambire retorna ao Flipoços

Dany Wambire - Foto divulgação
 Autor afirma que escreveu livro inédito como um presente ao festival literário

 "Meu novo livro é um presente ao Flipoços, porque o festival mudou a minha vida". Essa é a fala do jornalista e escritor moçambicano Dany Wambire, que retorna à 13ª edição do Festival Literário de Poços de Caldas, o Flipoços e lança o livro inédito "A mulher sobressalente", pela Editora Malê.

No dia 01 de maio às 16h30 ele participa da mesa "Escrever em Moçambique: onde se buscam as matérias-primas do escritor", ao lado também escritor de Moçambique, Manuel Mutimucuio.

A obra de contos a ser lançada em Poços de Caldas traz personagens que são homens e mulheres com destinos malfadados, obrigando o leitor a rememorar uma sociedade que oscila entre o passado e o futuro, deixando-o com um nó na garganta a cada desfecho das narrativas.

O conto que dá título ao livro traz como personagem a  Quinita, que foi abusada sexualmente pelo cunhado, com a anuência da família, inclusive da própria irmã, até que engravidasse e desse à luz um menino. O destino de Quinita, desse modo, tinha sido programado para servir como moeda de troca ao corrigir o passado do pai endividado pelo vício da bebida e da irmã que só paria meninas, ou seja, pagar dívidas contraídas pelo pai e salvar o casamento da irmã.

As histórias de Wambire, portanto, não são apenas singulares. São histórias que nos remetem para um mundo que parece inverosímil. Mas que não o é. Daí a importância da literatura que produz.

Já no dia 05 de maio, o autor  participa da homenagem ao Dia da Língua Portuguesa, em um bate-papo com  os autores João Pinto Coelho (Portugal), Manuel Mutimucuio (Moçambique) e Andrea Del Fuego (Brasil). A mediação será da professora e escritora Susana Ventura.

Esta é a segunda vez que o autor vem ao Flipoços. Em 2017 ele foi um dos membros da comitiva de autores moçambicanos e passou os nove dias do festival em Poços de Caldas, onde lançou o livro "A adubada fecundidade e outros contos", participou de debates e oficinas, inclusive com estudantes da zona rural do município.

"Estou feliz por participar desta grade festa que é o Flipoços. Um evento literário que me marca por ter sido minha porta para o Brasil e também por ser multicultural e multirracial. O meu novo livro é um presente que dou ao festival, por ter mudado um pouco a minha pessoa sem que eu saiba dizer como, mas depois de ter estado em Poços de Caldas em 2017, decidi escrever este livro e retornar para lança-lo com exclusividade", declarou o autor.

Para a curadora do Flipoços, Gisele Corrêa Ferreira, receber o autor novamente é uma honra para o festival. "Em 2017 tivemos essa parceria com os autores moçambicanos e foi um grande sucesso. Temos grande apreço por manter a língua portuguesa viva e fazer este intercâmbio. Estou muito contente em receber a obra que o Dany fez também como uma homenagem e um presente a nós. É gratificante saber que o Flipoços tem este papel na vida das pessoas", pontuou.

Sobre o autor

Dany Wambire tem 28 anos e é natural da província de Manica, centro de Moçambique. Tem dezenas de textos publicados na imprensa de Moçambique e em inúmeras antologias, no Brasil e em Portugal.  É mestre em Comunicação e Licenciado em Ensino de História. Dany Wambire atualmente é professor na Beira. O escritor coordena também na Associação Literária Kulemba e dirige a revista SOLETRAS.

"A adubada fecundidade e outros contos", seu livro de estreia, foi distinguido com menção honrosa no Prémio Internacional José Luís Peixoto (2013). "O curandeiro contratado pelo meu edil", colectânea de crónicas, é a sua segunda obra publicada. A terceira é infanto-juvenil e intitula-se "Quem manda na selva".

O Flipoços
O Flipoços 2018 e a 13ª Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas são realizados pela GSC Eventos Especiais e acontecem de 28 de abril a 06 de maio no Espaço Cultural da Urca. O Flipoços 2018 conta com o patrocínio do DME, BDMG Cultural, Codemge,Pólen um produto Suzano, Climepe, Fibrax, e Prefeitura de Poços de Caldas. Parceiro Cultural Sesc Minas, Instituto Camões, Editoras Sextante, Dublinense, Malê, Faro Editorial, Aletria, Leya, Trilha Educacional, Edições Sesc São Paulo. A programação oficial do Flipoços 2018 está no ar pelo site www.flipocos.com Agendamentos podem ser feitos com Maíra pelo coordenacao@gsceventos.com.br ou pelo telefone (35) 3697 1551. 
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Escritoras contemporâneas dividem mesa sobre disciplina e outros saberes no Flipoços

Gisele Mirabai, Giovana Madalosso e Aline Bei - Foto divulgação
Aline Bei, Giovana Madalosso e Gisele Mirabai lançam seus premiados romances no festival

No dia 02 de maio às 18h o Festival Literário Internacional de Poços de Caldas, o Flipoços, realiza a mesa "As outras disciplinas e seus saberes", com três escritoras contemporâneas que despontam na cena literária brasileira. Aline Bei, Giovana Madalosso e Gisele Mirabai encontram-se para discutir os processos da escrita de seus romances. A mediação será da jornalista Jéssica Balbino.

Esta é a primeira vez que as três autoras, que têm alcançado diferentes destaques no país e fora dele, reúnem-se em uma mesa literária. Todas elas, com passagens pelas artes cênicas e dança, vão falar sobre as disciplinas também para além da literatura, bem como seus romances que trazem mulheres protagonistas.

Aline Bei é formada em letras pela PUC de São Paulo e em teatro pela Escola Célia-Helena. É editora e colunista do site OitavaArte. Com seu primeiro romance "O peso do pássaro morto", vencedor do prêmio TOCA, ela acompanha a vida de uma mulher, dos seus 8 aos 52 anos. Em primeira pessoa, a narradora vai, ao longo de 160 páginas, relembrando acontecimentos cotidianos, perdas e tragédias de sua vida, que se somam na constituição de sua identidade.

Já a jornalista Giovana Madalosso, de Curitiba (PR) mas que vive em São Paulo há mais de uma década, lança o romance "Tudo pode ser roubado". Aclamada pela crítica, a obra deve ser adaptada para o cinema em breve e conta a história de uma garçonete cleptomaníaca que envolve-se em uma aventura para furtar o exemplar de um livro raro. Giovana é também autora do livro de contos "A teta racional", finalista do Prêmio Literário Biblioteca Nacional.

A atriz e roteirista Gisele Mirabai é formada em artes cênicas pela Universidade Federal de Minas Gerais e cinema na London Film Academy. Venceu o 1º Prêmio Kindle de Literatura com o romance "Machamba". Machamba é o nome da protagonista e que "cresceu numa fazenda em Minas Gerais, em meio a cavalos e pés de laranja, lendo as Enciclopédias das Antigas Civilizações com o pai. Agora é uma mulher em Londres que leva a vida de forma inconsciente e promíscua. Nem ela mesma sabe o que aconteceu com a própria história. Até que começa uma viagem pelas antigas civilizações do planeta, Grécia, Turquia, Israel, Egito, e quanto mais caminha pelas ruínas do mundo, mais viaja em direção ao seu passado e ao Elo Perdido, o episódio fatídico que mudou para sempre o curso de sua vida.

Para a curadora do Flipoços, Gisele Correa Ferreira, a mesa reflete uma das preocupações do evento, que é saber o que há na vanguarda da literatura brasileira. "São três jovens autoras que estão produzindo com muita qualidade. Nossa missão enquanto festival é receber e promover esta literatura. Estamos muito felizes com o desenho da mesa e a vinda das autoras. Elas têm se destacado muito e com razão: são obras importantes e que marcam um tempo e nós também sentimos a necessidade de ser parte disso", destacou.

O Flipoços
O Flipoços 2018 e a 13ª Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas são realizados pela GSC Eventos Especiais e acontecem de 28 de abril a 06 de maio no Espaço Cultural da Urca. O Flipoços 2018 conta com o patrocínio do DME, BDMG Cultural, Codemge, Pólen um produto Suzano, Climepe, Fibrax, e Prefeitura de Poços de Caldas. Parceiro Cultural Sesc Minas, Instituto Camões, Editoras Sextante, Dublinense, Malê, Faro Editorial, Aletria, Leya, Trilha Educacional, Edições Sesc São Paulo. A programação oficial do Flipoços 2018 está no ar pelo site www.flipocos.com Agendamentos podem ser feitos com Maíra pelo coordenacao@gsceventos.com.br ou pelo telefone (35) 3697 1551. 
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terça-feira, 24 de abril de 2018

Bruce Dickinson – Uma autobiografia


Título: Bruce Dickinson – Uma autobiografia
Subtítulo: Para que serve esse botão?
Autor: Bruce Dickinson
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Ano Lançamento: 2018 

Conhecido por não falar da vida pessoal, Bruce compartilha em Para que serve esse botão? os detalhes de suas memórias extraordinárias, desde eventos marcantes de sua infância até a recente batalha contra um câncer na garganta. Com bastidores e curiosidades inéditos e dois encartes de fotos, o livro foi escrito à mão por Bruce em sete cadernos ao longo de dois anos de turnês. Leitura indispensável para fãs do Iron Maiden, curiosos sobre música, amantes de biografias ou de trajetórias inspiradoras. 

Análise: 

Bruce Dickinson, uma lenda vida do heavy metal do qual os amantes e fãs do Iron Maiden vão conferir uma trajetória de vida inspiradora e em alguns casos, totalmente insanos, afinal, Bruce soube aproveitar os bons e maus momentos da melhor maneira possível. 

O vocalista e líder da maior banda de heavy metal, conta de forma bem-humorada toda sua infância, juventude e sua carreira de sucesso no Maiden, deixando toda aquela formalidade de escritor de lado e não poupando palavrões e irreverência em cada linha escrita. 

Lançado pela Editora Intrínseca, notamos um trabalho impecável de diagramação, com boas fontes e espaçamentos adequados para uma agradável leitura. O livro contém algumas fotos do biografado, imagens raras do arquivo do vocalista. 

Boa parte da biografia é mostrado para os leitores toda experiência do Bruce sendo o vocalista e principal líder do Iron, não é glamour e fama na vida de Dickinson, ele narra de forma livre sua saída da banda e alçando voos em carreira solo. 

Um dos capítulos merece ser descrito com um breve comentário, Dickinson narra toda sua luta para vencer o câncer e, mais uma vez todo o bom humor do vocalista nas linhas deixam uma leitura mais leve com um assunto delicado, mostrando que ele lutou com todas suas forças e venceu essa terrível doença. 

Dickinson deixa claro em determinado trecho do livro que o objetivo é mostrar toda sua infância e sonhos de se tornar um grande músico e viver do mesmo, ele deixa claro que não fala de seus casamentos fracassados, desilusões amorosas e os motivos dele não ter tido filhos e sim mostrar toda sua carreira no mundo da música. 

Para os fãs do Iron Maiden, essa é com toda certeza uma leitura obrigatória, para você que procura uma biografia inspiradora e bem-humorada, leitura mais que certeira. Espero que vocês tenham gostado e não esqueçam de compartilhar, comentar e divulgar. 

Up The Irons!


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Autor imagina futuro distópico em livro de ficção científica onde mulheres são vendidas como produtos

Lucas Mota - Foto divulgação
O autor independente Lucas Mota lança o financiamento coletivo de seu próximo livro, “Boas meninas não fazem perguntas”, no qual imagina um futuro distópico onde mulheres são vendidas em lojas como se fossem um produto qualquer.
Apostando nos gêneros de ficção científica e distopia, o autor conta a história de uma moça que decide fugir dessa sociedade. O livro é carregado de elementos incômodos e situações onde mulheres sofrem toda sorte de discriminação.
“Tem pouquíssimas coisas inventadas nesse livro”, diz o autor, “o que fiz foi juntar uma série de costumes espalhados pelo mundo em uma única cidade. Como se trata de uma ficção científica eu precisei fazer adaptações para que coubessem no gênero. Os mais atentos vão perceber as referências reais”.
A capa foi feita por Manu Cunhas, uma das premiadas pelo prêmio Jabuti em 2017 na categoria ilustração.
O financiamento coletivo acontece entre os dias 2 de Abril e 11 de Maio no Catarse.

Outras obras:
Lucas estreou como autor independente em 2016, quando publicou pela Amazon em formato digital "todos os mentirosos", seu primeiro livro. É um romance de realismo mágico que critica a polarização política através de um personagem que tem o poder de fazer com que as pessoas digam a verdade. Em janeiro de 2018 também publicou da mesma forma um conto de ficção científica que através de uma trama futurista aborda temas como xenofobia e genocídio.

Serviço:
www.catarse.me/boasmeninas
Data: de 02 de abril até 11 de Maio de 2018
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Glau Kemp e o livro Quando o mal tem um nome, por Sérgio Simka e Cida Simka

Glau Kemp - Foto divulgação
Fale-nos sobre você.

Oi oi. Sou a Glau, pessoa que ama os animais, os livros e qualquer coisa de chocolate. Moro em Itaipuaçu - Maricá/RJ e levo uma vida simples entre os livros e o mar.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre seus livros.

Sou mais conhecida por trabalhos no gênero do terror, sendo o livro “Quando o mal tem um nome”, o de maior repercussão atualmente, tendo alcançado mais de 50 mil páginas lidas no Kindle Unlimited.  Expandi meu público leitor participando e organizando antologias como Creepypastas pela Editora Lendari; Arquivos do mal e Quando o universo conspira pela Editora Coerência.

O que a motivou a escrevê-los?

O primeiro livro que escrevi na vida adulta está disponível para leitura gratuita na internet. Se chama Sangria: O último dia de outono. Ele foi o começo de tudo e a história, uma darkfantasy com final trágico, surgiu em um momento de grande dificuldade na minha vida. Eu precisava mergulhar em outro mundo, porque esse estava muito insuportável. A escrita virou uma parte essencial da minha vida.

Como o leitor interessado deverá proceder para saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho?

Eu tenho um canal no youtube (TREVOCAST), convido todos os leitores para se inscrever no canal, lá eu faço resenhas de livros e muitos sorteios. Sempre mantenho todos informados através da minha página no facebook também, além de adorar interagir nas redes sociais: @glaukemp

Como analisa a questão da leitura no país?

Sou uma pessoa otimista e realmente acredito que estamos evoluindo em algumas questões. Ainda somos um país que lê pouco, mas existe uma pequena corrente a favor da propagação da leitura e como escritora gosto de pensar que faço parte dela. Iniciativas como esta revista são bons exemplos disso.

O que tem lido ultimamente?

Muitos thrillers e livros nacionais para resenhar no canal do youtube.

Quais os seus próximos projetos?


Recentemente assinei contrato com a Editora Verus e agora vou trabalhar no livro que vamos lançar. Ainda não posso informar o título, mais é um livro no gênero young adult, com narradores peculiares. Tenho certeza que meus leitores vão se surpreender, esse livro é diferente de tudo que escrevi até hoje.

*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a coleção Mistério, publicada pela Editora Uirapuru.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017).
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segunda-feira, 23 de abril de 2018

Passos solitários pela vereda poética

Fabíola Weykamp - Foto divulgação
Livro aborda questões como perdas e partidas em poemas que refletem a solidão contemporânea

Com lançamento marcado para este mês abril, livro da poeta Fabíola Weykamp trata sobre partidas e perdas – o tanto que as pessoas podem levar de nós em suas partidas necessárias e o tanto que também delas fica conosco, andando junto ao lado de nossa solidão. Aborda os desencontros com aqueles que alçam voos distantes e mostra que, após este intenso intercâmbio, o eu encontra-se novamente a sós. “De uma forma mais crua possível”,  diz a autora, “o livro tenta conversar com o leitor sobre a solidão que todos sentimos em algum momento de nossas vidas, e ao conversar sobre ela, tem a pretensão de elaborar as consequências que nossas escolhas nos trazem e afetam a todos a nossa volta. Elaborar para curar, para resistir, para, enfim, seguir”.
Os poemas que compõem a coletânea são, como sugere o título da obra, pequenos ensaios que propõem formular, ressignificar, entender e falar sobre este sentimento tão dúbio, que por um lado é inevitável desfecho, mas também é impactante, carregado de dor, de saudosismo. Nesse sentido a obra de Weykamp ajuda a formular melhor aquilo que a princípio é puro sentimento, emoção em estado bruto, usando as palavras para delinear melhor o espaço que a solidão ocupa em nossas vidas.
“Acredito que é o leitor quem dá o valor à obra que ele consome, pois é ele quem faz a literatura ter um significado e, aqui no caso, é ele quem faz a poesia rodar estrada, expandir e encontrar o seu lugar no outro”, afirma a poeta. “Fico feliz à beça quando minha poesia, saída do meu quarto, invade uma casa distante e faz com que alguém se reconheça ou pense sobre si mesmo, sobre a vida, ou, em última instância, sinta-se incomodado com o que acabou de ler. Para mim, esse movimento é o ápice do que entendo por recepção literária; dá a sensação de que ela atingiu o seu objetivo social e pessoal”, conclui.
A editora Morgana Rech, autora do texto que vai à orelha do livro, acrescenta mais reflexão sobre este tema do fazer poético: “Nos envelopes, na hora de escrever o remetente, os poetas costumam errar de propósito. Isso porque todo endereçamento, na poesia, tem na matéria da letra o tom ficcional – às vezes mais, às vezes, menos. Se o poeta traz a grafia clara demais, nítida demais, sincera demais, diz demasiadamente para quem escreve, e só o  disfarce protege inteiramente a ficção. Neste livro, ao contrário, a poeta faz acrobacia em seu envelope. A letra é claríssima, o endereço é completo, mas, curiosamente, há uma proteção imensa nas paredes de cada poema. A ficção ergue-se em cada traço de letra e a clareira é transmitida com altivez e ironia”.
Um livro de poesias traduz a solidão naquilo que ela carrega de mais utópico e transcendental – é o que pensa Weykamp. E finaliza: “Ensaio sobre a solidão é para todo mundo que foi e que veio; que virá e igualmente partirá. Eu tenho a ciência de contar o que ficou, o que meus olhos agarraram enquanto vocês estiveram na importância de cada um que foi e souberam ser no momento em que deveriam ser e puderam ser. Porque o inexplicável dessa vida é que, às vezes, simplesmente não se pode ser. Mas num momento futuro em que a gente nem espera se pode voltar para terminar de ser aquilo que faltou ser”.


O lançamento ocorre no dia 25/04 (quarta-feira), a partir das 19h, no Diabluras em Pelotas/RS, durante o Sarau PoeticaMente, que acontece desde o ano passado no local. Vai ter leitura dos poemas do Ensaio e microfone aberto para o público. A banda Celso Krause e Trio está confirmada.

Sobre a autora:
Fabíola Weykamp
Nascida em Brasília – DF, radicada em Pelotas há mais de vinte anos, Weykamp é formada em Letras pela Universidade Federal de Pelotas (2013), atua como professora particular de Língua Portuguesa, redação e literatura, também atende em consultoria de revisão e copidesque de trabalhos acadêmicos, revisão gramatical e ortográfica e, mensalmente, assina a coluna “Astronauta de pulôver azul néon”, na Revista SubVersa (luso-brasileira), projeto abraçado pelas editoras Tânia Solano Ardito e Morgana Rech que respondem por Portugal e Brasil respectivamente. Em 2015, teve seu primeiro livro de poemas “Resenhas da solidão – um livro de poesia e dor cotidiana”, publicado pela Editora LiteraCidade, Belém/PA; obra ganhadora do Prêmio LiteraCidade Jovem, 2014.

SERVIÇO:
Título: Ensaio para solidão  – poesia
Autor: Fabíola Weykamp
Especificações: 14x21, 128 p., 1ª edição – Editora Penalux, 2018.
Preço: R$ 36,00 | Link para compra:  http://editorapenalux.com.br/loja/ensaio-sobre-a-solidao
Amostra grátis: clique aqui.
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Revelação literária do Zimbábue, Rutendo Tavengerwei lança pela Kapulana o romance ‘Esperança para voar’

Rutendo Tavengerwei - Foto divulgação
Rutendo constrói uma extraordinária narrativa que reflete as dificuldades da adolescência e a importância da amizade em um cenário político adverso

O romance de estreia de Rutendo Tavengerwei chega às livrarias pela editora Kapulana em maio. Esperança para voar narra a história de superação e amizade de duas adolescentes. Shamiso retorna com sua família do Reino Unido para o Zimbábue, após a morte do pai, jornalista de oposição ao regime ditatorial da época. O cenário é o Zimbábue, em 2008, ano de grave crise política nesse país africano, destroçado pela corrupção e pelo autoritarismo. Abre-se um enredo de como jovens no século XXI enfrentam perdas, rupturas, dores, miséria e autoritarismo. Delicado e emocionante, ao mesmo tempo em que nos apresenta um cenário africano com muita musicalidade, a obra é uma espécie de fábula universal, cujos fatos poderiam ter ocorrido em qualquer país em qualquer tempo.
Rutendo Tavengerwei é uma jovem escritora do Zimbábue. Em seu primeiro romance, a promissora autora constrói uma emocionante narrativa, com extraordinárias personagens, dialogando diretamente com o público jovem, além de abordar as mudanças da adolescência, a superação e, claro, a importância da amizade. 

Em entrevista à Kapulana, Rutendo comentou sobre o processo de elaboração do romance e das criações das personagens: “Quando refleti sobre 2008, percebi que a maioria das minhas lembranças e a maneira como eu via o mundo era da perspectiva de uma adolescente, então fez sentido para mim que as protagonistas fossem adolescentes. Ainda mais porque lições sobre esperança e perseverança são importantes, e eu queria compartilhá-las especialmente com o público jovem”. Ela ainda apontou que a sua escrita está em grande parte dialogando com o cotidiano: “De certa maneira, eu traço paralelos entre minha escrita e meu cotidiano. Acho que é importante, se você quer que a história fique plausível, usar situações reais e adicioná-las à história. Então, em alguns casos, se eu escuto algo interessante ou engraçado, às vezes eu tento incorporar isso à história. Mas tanto de minha vida está na minha escrita. Eu escrevo sobre música e os sons que escuto, escrevo sobre cenários que eu acho maravilhosos. Basicamente, eu tento compartilhar tudo que me toca com o mundo”.

Esperança para voar, da zimbabuana Rutendo Tavengerwei, é o primeiro livro de literatura em língua inglesa que a Kapulana lança neste ano. Em julho, será publicado o livro de contos O que acontece quando um homem cai do céu, da autora de origem nigeriana Lesley Nneka Arimah. Em novembro, ocorrerá a publicação do livro de memórias, Um dia vou escrever sobre este lugar, do queniano Binyavanga Wainaina. As obras, inéditas e traduzidas pela primeira vez em língua portuguesa, são de diversas temáticas e estilos literários.

ORELHA ASSINADA POR LUCIANA BENTO

“Esperança para voar conta a história das jovens Shamiso e Tanyaradzwa que fazem da perda – concreta ou iminente – um caminho para o florescimento de uma amizade e o amadurecimento pessoal.
Shamiso retorna ao Zimbábue com sua família após vários anos vivendo no exterior. Seu pai, um famoso jornalista investigativo e contrário ao governo, é morto em circunstâncias suspeitas e ela precisa se adaptar ao novo rumo de sua vida. Tanyaradzwa é uma jovem cantora que luta contra um câncer e não perde a vontade de viver.
O encontro entre as duas no colégio interno é o começo de uma amizade que alimenta a esperança na vida e as ajuda a lutar contra vozes que gritam para que desistam de tudo, enquanto veem o país imergir em um caos econômico e social.
Este é um YA contemporâneo que apresenta questões universais, sem perder a essência africana.  A musicalidade funciona como o elo poético de toda a narrativa.
Rutendo Tavengerwei tem uma voz própria, que cala estereótipos sobre África ressoando jovialidade e leveza na escrita mesmo diante de temas áridos. Esperança para voar nos apresenta um novo momento da literatura de língua inglesa africana.”
Luciana Bento – A mãe preta (Quilombo literário)

EDITORA KAPULANA

A Kapulana é uma editora voltada para a publicação e divulgação da literatura de autores brasileiros e estrangeiros. A proposta é ampliar e apresentar as diversas linguagens literárias aos leitores do país. A seleção de títulos – voltada para autores e livros que ainda não têm visibilidade – apresenta múltiplas identidades, com temas e cenários que expressem seus valores socioculturais. Atualmente, o catálogo da editora é composto por livros de ficção e científicos, para adultos e crianças, em prosa e poesia. Os escritores, ilustradores e colaboradores são de países como Brasil, Angola, Moçambique, Nigéria, Portugal, Quênia e Zimbábue.

ESPERANÇA PARA VOAR
Título original: Hope is our only wing
Autora: Rutendo Tavengerwei
Origem: Zimbábue
Tradução: Carolina Kuhn Facchin
Gênero: Ficção/ romance
Páginas: 164
Preço: R$ 37,90 (em pré-venda, com lançamento para 11 de maio de 2018)
Editora: Kapulana
 
LIVRO JÁ EM PRÉ-VENDA
Amazon.com.br: https://amzn.to/2HF0SWq
Cia. dos Livros: https://bit.ly/2qHQUvi
Livraria Cultura: https://bit.ly/2qBnDlM
Martins Fontes Paulista: https://bit.ly/2HFRO3C
Livraria da Travessa: https://bit.ly/2EPDnqD
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domingo, 22 de abril de 2018

Participe do Concurso de Contos "Os Viajantes do Tempo"

PARTICIPE:

Os dois melhores contos serão publicados na edição de julho/2018 da revista literária CONEXÃO LITERATURA, com direito a entrevista com os autores dos melhores contos.

Os dois vencedores do concurso de contos receberão livros (mínimo de 2 exemplares para cada vencedor) da Faro Editorial.
ORGANIZAÇÃO: REVISTA CONEXÃO LITERATURA
(www.revistaconexaoliteratura.com.br).

APOIO: FARO EDITORIAL
 (www.faroeditorial.com.br).

REGRAS PARA PARTICIPAÇÃO:

1 - Curtir a fanpage abaixo:
A) - Revista Conexão Literatura: https://www.facebook.com/conexaoliteratura
B) - Compartilhar o post do concurso literário e marcar amigos (ou pelo menos 1 amigo) que possa se interessar pelo concurso literário: Clique aqui

2 - Escrever um conto em língua portuguesa sobre VIAJANTES DO TEMPO (passado ou futuro). Aceitaremos apenas 1 conto por autor.

3 - Tamanho do conto: até 4 páginas, folha tamanho A4, fonte Times ou Arial, tamanho 12, incluindo título e minibiografia do autor no final do conto (não mande a minibiografia em arquivo separado).

4 - Tipo de arquivo aceito: documento do Word (não aceitaremos arquivos em PDF).

5 - O conto não precisa ser inédito, desde que os direitos autorais sejam do autor e não da editora ou qualquer outra plataforma de publicação.

6 - Data para envio do conto: do dia 10/04/18 até 10/06/18.

7 - Envie o material (conto) para o e-mail: contato@assessoriaparaescritores.com.br com cópia para: ademirpascale@gmail.com (envie para os dois e-mails), com o assunto: CONCURSO DE CONTOS OS VIAJANTES DO TEMPO

O resultado será divulgado na edição de nº 37 da Revista Conexão Literatura (julho/2018), mas entraremos em contato antes com os vencedores dos 2 melhores contos para entrevistá-los, assim como solicitarmos o endereço de ambos autores para o envio dos livros da Faro Editorial.

8 - Nossos critérios para avaliação:
A) - Criatividade;
B) - Seguir todas as regras para participação.

OBS: a participação é gratuita.

Não fique fora dessa. O concurso cultural será amplamente divulgado nas redes sociais. Dúvidas, escreva para: ademirpascale@gmail.com - c/ Ademir Pascale

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Conheça o projeto colaborativo ACID+NEON | Antologia Cyberpunk

DELÍRIOS é um projeto de publicação contínua editorial independente voltada para contos, crônicas e expressões artísticas áudio e visuais de cunho fantástico. Do espírito e pensamento colaborativo, a Coverge tomou por conta a inspiração e vontade de fomentar a criatividade e também dar aos artistas a oportunidade de compartilhar o seu talento, além de, com esta iniciativa, abrir um espaço para mostrar nosso trabalho e criar, em conjunto a todos que se envolvem, uma rede de parcerias, network e amizades exponencial. Para a 1ª edição - ACID+NEON, abordamos a temática cyberpunk, um universo futurista fantástico e com infinitas possibilidades.

"A neblina se agita tocada por um incessante baile de luzes neon. O caos das ruas fomenta a ansiedade nos corações alheios, e as malhas sintéticas se energizam ao tocar contra as peles humanas. Sob a chuva, lágrimas se misturam ao sangue e o sangue ao fluído."

Conheça, experimente e participe.

Sobre o projeto:
http://coverge.com.br/portfolio/acidneon-antologia-cyberpunk-em-progresso/
Inscrições:
http://coverge.com.br/2018/04/01/inscricoes-para-1a-edicao-da-colecao-delirios/
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sábado, 21 de abril de 2018

Ivani Rezende e os livros O enigma e outros contos e Da crônica ao romance, por Sérgio Simka e Cida Simka

Livros da autora Ivani Resende - Foto divulgação
Fale-nos sobre você.

Desde pequena, adorava ler. Escrever, com o tempo, veio como consequência. Eu era uma daquelas meninas que criavam o roteiro das peças do colégio, escrevia textos em homenagem às datas comemorativas e enchia as páginas do caderno com frases metafóricas e poemas.
Como professora, carreira que exerci durante 30 anos, promovi a escrita dos meus alunos, que adoravam quando eu contava histórias. Aliás, sempre me pediam para escrever minhas histórias. E assim fiz. Aos 48 anos, escrevi meu primeiro livro de histórias para adolescentes. Descobri que, pela escrita, poderia fazer pessoas acreditarem em um mundo além desse mundo e que, através da imaginação, poderia mudar a vida de muita gente.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre seus livros.

Minha aventura pela literatura começou com o livro O Enigma e outros contos, que narra a história de cinco adolescentes tentando desvendar um grande mistério, em um mundo cercado de bruxas, anjos e fantasmas. O segundo livro, Da crônica ao romance: os gêneros textuais na escrita, surgiu a partir de uma parceria com a Scortecci Editora para complementar, como material de apoio, orientações ao escritor.

Fale-nos sobre seu processo de criação.

Escrever é deixar a imaginação fluir e se envolver no mundo das personagens, torcendo em cada aventura, temendo quando se envolvem em alguma armadilha e se emocionando quando realizam seu intento. Todavia, como todo processo, a escrita exige disciplina, determinação, domínio de técnicas de aprimoramento para que seu livro seja reconhecido pelo público e tenha projeção editorial. Um escritor precisa ler muito e se atualizar sempre sobre as novidades que o mercado editorial apresenta. Acima de tudo, um bom escritor não deve ter medo de mostrar suas histórias e fazê-las serem conhecidas.
Sou uma escritora que preciso do meu cantinho e ali entrar no mundo do personagem e escrever tudo que a imaginação quer traduzir em palavras. Depois de toda a ideia montada, penso o que devo melhorar.

Como o leitor interessado deverá proceder para saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho?

Como estou começando minha carreira como escritora, a mídia social já contém algumas informações sobre os livros que publiquei. A Escola do Escritor, na Scortecci Editora, também apresenta meu perfil como docente.

Como analisa a questão da leitura no país?


Existe um grande esforço dos escritores e do mercado editorial para promover os livros, principalmente para as crianças, procurando fazer com que adquiram o hábito da leitura. No entanto, formar leitores não é um processo rápido em um país ainda marcado pela corrupção, pela desigualdade social e pelo investimento restrito à educação.
Pequenos projetos de leitura têm feito a diferença na vida de muitos jovens brasileiros. Alguns investimentos transformaram espaços de delinquentes em apoio à cultura. Títulos novos e mais atraentes à realidade dos nossos jovens leitores também têm proporcionado uma nova visão dos livros.
   
O que tem lido ultimamente?


Minha leitura tem sido bem variada ultimamente pelos contatos que tenho com outros escritores e pelos projetos que desenvolvo: Extraordinário, R. J. Palacio, Vinte mil léguas submarinas, Júlio Verne, O Poder do hábito, Charles Duhigg, O poder da presença, Amy Cuddy, 5 lições de Storytelling – o best-seller, James MCSILL.

Quais os seus próximos projetos?

No momento, tenho um projeto em andamento: um romance psicológico em que a personagem busca encontrar o sentido da própria vida, resgatando lembranças da sua infância através de vivências terapêuticas. 
O segundo projeto ainda está no papel: um livro de contos em que crianças de um pequeno vilarejo, após vivenciarem o mesmo sonho, desaparecem misteriosamente.

*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a coleção Mistério, publicada pela Editora Uirapuru.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017).
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