quarta-feira, 1 de abril de 2020

"Ato poético" reúne versos pela democracia


Mais de 70 escritores participam do livro "Ato poético - Poemas pela democracia", que terá lançamento virtual, por conta do novo coronavírus, nessa quinta-feira (2), às 18h, com encontro de Marcia Tiburi e Luis Maffei, organizadores da obra. As poesias são reunidas em nove temas: "Desilusão", "Horror", "Estupefação", "Exasperação", "Trânsito", "Combate", "Escárnio", "Afago" e "Futuro". Tiburi e Maffei conversarão sobre o novo livro da editora Oficina Raquel e o momento do país, lembrando que, "quanto mais gente, cada uma em sua casa, aparecer, mais forte será nosso, vosso, coro pela democracia". A inscrição gratuita no evento pode ser feita através do link https://bit.ly/2vOfMYK.

Para os organizadores do ato, é preciso, hoje mais que nunca, defender a democracia. É essa urgência, que resulta de uma situação política de anormalidade, que motivou Marcia Tiburi e Luis Maffei a convocarem um time pleno de diversidade para compor um coro pela democracia, "num momento histórico em que assistimos, sem serenidade, a estratégias discretas ou flagrantemente autoritárias". Segundo eles, a esperança é que o "Ato poético" gere "outros atos que devolvam a poesia à pólis e devolvam a pólis à democracia".

O livro reúne textos de Adalberto Müller, Adriane Garcia, Alice Ruiz S, Ana Chiara, Ana Cristina Joaquim, Ana Kiffer, Annita Costa Malufe, Armando Freitas Filho, Beatriz Azevedo, Bruna Kalil Othero, Bruna Mitrano, Camila Assad, Carla Andrade, Carlos Orfeu, MC Carol, Clarissa Macedo, Claudio Daniel, Dani Balbi, Danielle Magalhães, Dora Dacosta, Éle Semog, Eliza Araújo, Elves França, Evando Nascimento, Flavia Rocha, Guilherme Gontijo Flores, Haroldo Ceravolo Sereza, Heleine Fernandes, Helena Arruda, Hélio de Assis, Horácio Costa, Ismar Tirelli Neto, Janice Caiafa, Júlio Machado, Jussara Salazar, Leila Danziger, Leonardo Gandolfi, Leonardo Tonus, Luciany Aparecida, Luis Maffei, Maiara Gouveia, Manoel Ricardo de Lima, Marcelo Reis de Mello, Marcelo Sandmann, Marcia Tiburi, Márcia Wayna Kambeba, Marcos Siscar, Mariano Marovatto, Masé Lemos, Natasha Felix, Nina Rizzi, Paloma Franca Amorim, Patricia Porto, Paula Glenadel, Paulo Franchetti, Priscilla Campos, Rafael Zacca, Rafaela Figueiredo, Renato Rezende, Ricardo Vieira Lima, Rita Isadora Pessoa, Roberta Ferraz, Rodrigo Garcia Lopes, .rômulo-silva., Ronaldo Cagiano, Sérgio Nazar David, Talles Azigon, Tarso de Melo, Tatiana Pequeno, Thiago Rodrigues, Wanda Monteiro, Wilson Alves-Bezerra e Zé Luiz Rinaldi. 

Com 156 páginas, "Ato poético" pode ser pedido pelo site da Oficina Raquel, por R$ 40, com frete gratuito, e através dos e-commerces das livrarias ou presencialmente, logo que estiverem abertas após a quarentena contra o coronavírus. O título também está disponível em e-book na Amazon, Kobo, Apple e Google.
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terça-feira, 31 de março de 2020

Jane Austen é destaque da nova edição da Revista Conexão Literatura (nº 58/Abril)


EDITORIAL

Num período difícil de nossas vidas, temos que ter em mente que não devemos parar. Mesmo em nossas residências, temos que exercitar o nosso corpo e nossa mente. E como todo início de mês, chega mais uma edição fresquinha de uma das maiores revistas de literatura do país: Revista Conexão Literatura. Esperamos continuar com esse trabalho de levar informação, cultura e lazer por muito tempo e temos certeza que dias melhores virão.

“Muitas vezes perdemos a possibilidade de felicidade de tanto nos prepararmos para recebê-la. Por que então não agarrá-la toda de uma vez?” - Jane Austen

Participe da nossa edição de Maio. Saiba como, acesse:
www.revistaconexaoliteratura.com.br/p/midia-kit.html

Acesse e curta:
Para baixar a edição da Revista Conexão Literatura nº 58: CLIQUE AQUI.

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Ademir Pascale - Editor-Chefe
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segunda-feira, 30 de março de 2020

Cobra Norato e Caninana



A cobra grande talvez seja a mais difundida lenda amazônica. Praticamente toda localidade tem um relato envolvendo uma cobra que vive na água ou sob a cidade (que será destruída por um terremoto quando a cobra se mexer).
Dentre essas várias lendas, uma das mais famosas interessantes é a da Cobra Norato.
Conta a lenda que uma índia engravidou e, na hora do parto descobriu que seus dois filhos eram cobras. Aí a lenda bifurca: alguns dizem que, com medo dos outros índios matarem seus filhos, ela os joga no rio. Em outros relatos, é ela mesma, aterrorizada, que os joga na água.
Qualquer que seja a situação, logo temos duas cobras singrando os rios amazônicos, ambas gigantescas, mas de personalidade oposta: enquanto Norato é bom, Caninana é má. Caninana aterroriza os ribeirinhos, afundando barcos e matando quantos pode, enquanto Norato é conhecido por salvar as vítimas de naufrágios.
Evidentemente, com personalidades tão antagônicas, diz a lenda que um dia ambos se encontram e acertam as diferenças.
A lenda de cobra Norato e Canina aparece no meu livro Cabanagem ilustrada brilhantentemente pelo quadrinista amazonense Romahs. O desenho, impressionante, consegue captar toda a grandiosidade desse mito.
Que tal me ajudar a publicar meu livro Cabanagem? Basta apoiar no Catarse. Em troca, você recebe recompensas incríveis. Dá uma olhada no link:

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Quem foi Charles Dickens?, por Ademir Pascale

Charles Dickens
"Com poucos anos de idade, Dickens carregava o peso de sustentar a devedora e pobre família."

*Por Ademir Pascale

CHARLES DICKENS:  Uma criança séria e autodidata, essa era a descrição de Charles Dickens (1812-1870) quando ainda era uma pequena criança que devorava centenas de livros de renomados autores, como Daniel Dafoe, Tobias Smollett e Henry Fielding. Charles não pertencia a uma família rica e seu pai era um homem mergulhado em dívidas, até que um dia fora preso por muito tempo. A família perdeu praticamente todos os bens materiais e foram morar em um quarto barato no bairro de Camden Town em Londres.

O pequeno Charles, agora com doze anos de idade, fora obrigado a trabalhar duramente em uma empresa de graxa para sapatos chamada Warren's. A função do garoto era a de rotular incansavelmente inúmeros frascos de graxa.

Com poucos anos de idade Dickens carregava o peso de sustentar a devedora e pobre família, o que acarretou posteriormente na criação de dezenas de obras literárias. A primeira fora lançada em 1836 "The Pickwick Papers", a segunda, um grande sucesso até os dias de hoje, "Oliver Twist" (1837-1839). Ainda lançou outros famosos romances, entre eles "A Christmas Carol" (1843), David Copperfield (1849-1850), "A Tale of Two Cities" (1859) entre outros. No total foram 44 obras produzidas.

Cena do filme "Oliver Twist"
Pesquisando sobre a vida dos grandes escritores ingleses, portugueses ou franceses, noto uma incrível semelhança: praticamente todos sofriam por alguma causa, alguns por amores não correspondidos, outros de sérias doenças e alguns, como Charles Dickens, da falta de dinheiro e da humilhação de ter o próprio pai preso por ser um dividendo. As características sofridas dos autores acarretam em grandes obras literárias. Reflexão: e se estes autores nascessem em berço de ouro, fossem correspondidos amorosamente e não sofressem de terríveis doenças, existiriam hoje essas excelentes obras literárias?

FILME & LIVRO - Para conhecer profundamente Charles Dickens 

FILME
Ficha Técnica
Título: Oliver Twist
Gênero: Drama
Duração: 130 min.
Ano: Inglaterra/República Tcheca/França/Itália - 2005
Estúdio: Runteam Ltd. / ETIC Limited / Medusa Produzione / R.P. Productions
Distribuição: Sony Pictures Entertainment / TriStar Pictures
Direção: Roman Polanski
Roteiro: Ronald Harwood, baseado em livro de Charles Dickens

A obra Oliver Twist foi adaptada diversas vezes para as grandes telas. A versão mais conhecida foi a de 2005, dirigida pelo cineasta franco-polaco, Roman Polansky (Oliver Twist de Roman Polansky ganhou 5 Oscars por melhor filme). Oliver Twist retrata uma mera semelhança da real infância de Charles Dickens, pobre e sofrida. O longa é excelente em narrativa e interpretações, o protagonista “Oliver” é cativante, o que lhe fez ganhar milhares de admiradores em todo o planeta.

LIVRO
Sinopse: Na Inglaterra do século XIX, o pequeno Oliver, mal nasceu, foi deixado sozinho no mundo. Desde cedo, conheceu o lado mais duro da vida, a maldade e, até mesmo, a violência. Mas um segredo sobre sua origem, que ele vai descobrir em meio a muitas surpresas, vai lançar o menino numa seqüência de aventuras que emocionam há mais de um século leitores do mundo todo.

Título: Oliver Twist - Col. Clássicos Universais
Autor: Dickens, Charles
Editora: Melhoramentos
Edição: 1 / 2005
Idioma: Português
País de Origem: Brasil
Número de Páginas: 48

Visite o site Dickens Museum, clique aqui: www.dickensmuseum.com 

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domingo, 29 de março de 2020

Homenagem a Daniel Azulay




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sábado, 28 de março de 2020

Oceanos – Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa prorroga inscrições para edição de 2020

Eduardo (diretor do Itaú Cultural)
O Oceanos – Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa decidiu prolongar as inscrições para a edição de 2020 até as 23h59 de 5 de abril (domingo) – horário de Brasília. A decisão deve-se à pandemia do Covid-19 que afeta todo o mundo.  

Podem ser inscritos romances, livros de poesia, conto, crônica e dramaturgia publicados entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2019. Concorrem obras editadas em qualquer lugar do mundo, desde que escritas originalmente em língua portuguesa.  

As inscrições podem ser feitas pela editora e/ou pelo autor, com o preenchimento da ficha de inscrição, a validação dos Termos de Responsabilidade e a inclusão da obra inscrita em formato PDF no site https://www.itaucultural.org.br/oceanos/, mesmo que tenha sido publicada apenas em versão impressa. 

Todos os livros inscritos concorrem entre si, independentemente do gênero literário, pelas três premiações, com valor total de R$ 250 mil – R$ 120 mil para o primeiro colocado; R$ 80 mil para o segundo e R$ 50 mil para o terceiro. 
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A CONVENÇÃO DAS AVES, de Ransom Riggs


No quinto livro da série O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares, Jacob e seus amigos precisam decifrar uma profecia e impedir uma catástrofe

Sucesso desde seu lançamento, em 2011, a série O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares conquistou leitores em todo o mundo e vendeu mais de meio milhão de exemplares apenas no Brasil. O primeiro livro foi traduzido para mais de 40 idiomas e conquistou até mesmo Tim Burton, que dirigiu a adaptação da obra para o cinema, com Asa Butterfield (da série Sex Education) no papel principal. Em março, a Intrínseca lança o aguardado quinto volume da saga, que mostra os perigos que cercam o futuro do universo peculiar. Assim como seus antecessores, A Convenção das Aves é uma eletrizante combinação de mistério, romance, fantasia, aventura e viagem no tempo, sempre embalada pela sombria e já famosa seleção de fotografias antigas da coleção pessoal do autor, Ransom Riggs.

No livro anterior, Mapa dos dias, Jacob descobriu o perigoso e surpreendente mundo peculiar dos Estados Unidos. Em A Convenção das Aves, a jornada do jovem em seu próprio país se transforma em uma corrida contra o tempo. Ao lado dos amigos, ele se lança em uma misteriosa missão: precisa salvar a jovem Noor Pradesh e levá-la até uma mulher poderosa e enigmática conhecida apenas como V. Noor parece ser a chave de uma profecia antiga que prevê um apocalipse que destruirá tudo e todos.

Mais do que nunca, eles precisarão se unir, embrenhando-se por mundos desconhecidos ao mesmo tempo que tentam decifrar a profecia e descobrir os planos malignos dos etéreos. Enquanto isso, a srta. Peregrine e as outras ymbrynes se veem em meio a negociações de paz com os clãs norte-americanos, buscando a todo custo evitar que uma guerra seja deflagrada e que o mundo peculiar sofra as consequências irreversíveis desse conflito. Eles só não contavam que um de seus maiores inimigos talvez esteja se preparando para um retorno triunfal.

Em uma bela edição em capa dura e com sobrecapa, ilustrada com fotos sombrias e curiosas, A Convenção das Aves prepara os leitores para o emocionante desfecho da saga, que está cada vez mais próximo.

RANSOM RIGGS estudou literatura e cinema e é autor da série best-seller O lar da srta. Peregrine para crianças peculiares, que já vendeu mais de 500 mil exemplares no Brasil. Nascido numa fazenda no estado de Maryland, cresceu no sul da Flórida e hoje mora em Los Angeles, com a família.

“Tenso, emocionante e maravilhosamente estranho (...). As fotografias e o texto se combinam de forma brilhante, criando uma história inesquecível.”
John Green, autor de A culpa é das estrelas

Tradução: Giu Alonso e Rayssa Galvão
Páginas: 320
Editora: Intrínseca
Livro impresso: R$ 59,90
e-book: R$ 39,90
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Bruna Cosenza, o livro Lola & Benjamin e o curso Carreira de escritor, por Cida Simka e Sérgio Simka

Bruna Cosenza - Foto divulgação
Fale-nos sobre você.

Nasci e cresci em São Paulo e sou formada em publicidade e propaganda pela FAAP. Desde 2014 a escrita me acompanha, mas por muito anos foi apenas um hobby. Por um bom tempo trabalhei em agências de publicidade na área de planejamento estratégico até fazer a minha primeira transição profissional e ir para o marketing do terceiro setor.

Em paralelo, já escrevia semanalmente em meu blog pessoal, Para Preencher, e em portais de alto alcance. Publiquei o meu primeiro romance, Lola & Benjamin, em 2017, pela Editora Chiado. Em 2019, saí do mundo corporativo para atuar como free-lancer em produção de conteúdo e me dedicar ainda mais aos meus projetos literários - estou com 2 livros no forno. Também nesse ano o LinkedIn me elegeu uma das vozes mais influentes da rede em sua lista de Top Voices, o que me tornou referência em produção de conteúdo.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre seu livro. O que a motivou a escrevê-lo?

Lola & Benjamin nasceu de uma vontade enorme de transformar muitas reflexões sobre o amor contemporâneo em um livro que gerasse identificação, principalmente, com os nossos jovens.

Sentia falta de uma obra que fosse bem pé no chão e as pessoas pudessem ler e falar: "Nossa, eu já fiz isso!" ou "Vejo tanto a minha amiga na Lola!". Era esse tipo de identificação que eu queria gerar - nada de histórias mirabolantes que acontecem só nos filmes de Hollywood.

Juntei um monte de coisas que eu já tinha vivido e presenciado em meu círculo de amigos e criei a história de Lola & Benjamin, que aborda muitos dilemas amorosos e profissionais que passamos quando temos 20 e poucos anos. O foco central do livro é em Lola e em como a sua paixão por Benjamin a transforma e a faz amadurecer.

A leitura é leve e com uma linguagem simples, representando bastante a minha essência como escritora. O recorde de leitura foi em um dia - tem gente que pega o livro e só levanta da cadeira quando termina! 


Como analisa a questão da leitura no país?

Não há como negar que as pessoas leem pouco - os números apontam isso. No entanto, vejo que alguns aparatos tecnológicos, como o Kindle, estão sendo muito benéficos para os índices de leitura no país e no mundo.

Pessoas que antes diziam não ter tempo para ler, agora conseguem otimizar suas leituras e gastar menos também, pois os livros digitais são mais baratos.

Mesmo assim, vejo no meu círculo de amigos e familiares um monte de gente que representa o nosso país: as pessoas leem pouco demais! Tem gente que lê 1 ou 2 livros em 365 dias. Não dá, né? O que falta é incentivo. A leitura precisa estar no dia a dia das crianças e elas precisam aprender a identificar livros que gostem e despertem encantamento.

Posso dizer por mim mesma: na escola eu não gostava tanto assim de ler. Isso porque as leituras obrigatórias não me agradavam tanto e eu era ainda imatura para muitas delas. Quando aprendi a escolher as minhas leituras de acordo com o meu gosto e momento de vida, entendi que existia um mar de possibilidades na literatura. Esse é um grande diferencial na formação de leitores.

O que tem lido ultimamente?

Tenho lido alguns livros sobre a escrita, entre eles títulos de Francine Prose e Haruki Murakami. No entanto, gosto sempre de ter um livro de ficção comigo, pois são esses que mais me encantam e me fazem mergulhar no universo literário.

No momento, também estou relendo Quando Nietzsche Chorou, de Irvin D. Yalon, para um projeto pessoal e, aos poucos, desfrutando do Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa.

Fale-nos sobre seu curso "Carreira de Escritor". O que a levou a produzi-lo?

Eu adoro falar sobre esse novo projeto, meu curso on-line Carreira de Escritor. Ele nasceu de uma vontade enorme que eu tinha de ajudar escritores iniciantes e aspirantes a escritores a se desenvolverem nessa carreira.

Quando eu iniciei a minha trajetória literária lá em 2014, me sentia muito perdida. Em minha família não havia ninguém com carreira literária e quando eu me deparava com dúvidas e inseguranças, não tinha a quem recorrer. Era bem crua e acho que muitos escritores iniciantes também são, pois temos pouco acesso à informação (ou não sabemos como e onde procurar).

O curso tem o objetivo de ser um guia facilitador nesse início de carreira, abordando tanto questões emocionais quanto mais técnicas. Portanto, ao longo das aulas os alunos desmistificam alguns conceitos que podem gerar inseguranças e também recebem dicas e conselhos para começarem a tirar seus projetos literários do plano imaginário e de fato seguirem a carreira de escritores.

Que dicas pode fornecer a um escritor principiante?

A dica que eu gosto de dar a escritores principiantes é algo que eu queria ter escutado quando era mais nova: todos os escritores se sentem inseguros e está tudo bem.

Recentemente, fiz uma oficina de escrita e esse tema foi muito discutido por lá. Foi libertador saber que escritores com muita experiência e ganhadores de prêmios também se sentem inseguros em relação à escrita. Até Clarice Lispector tinha as suas inseguranças.

Esse é um dos grandes fantasmas dos escritores iniciantes, pois além de serem muito crus, também costumam ser bastante autocríticos. É claro que a crítica é importante para evoluirmos, mas acontece que isso acaba gerando muitas dúvidas em relação à própria capacidade. A insegurança pode ser um grande vilão dos escritores e impedir que escrevam, divulguem e publiquem.

Além disso, outra dica que gosto de dar é sobre se manter fiel à sua essência. Não tentar ser como outros escritores só porque eles têm prestígio - inspire-se neles, busque referências, mas crie a sua personalidade como escritor. É preciso encontrar o seu estilo de escrita e ser fiel a ele, estando sempre aberto para evoluir e se desenvolver. Cada escritor tem os seus processos e o seu estilo - encontrar o seu não é fácil, mas supernecessário!

Mais informações no site: www.brunacosenza.com


CIDA SIMKA
É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019) e O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020). Organizadora dos livros: Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC e colunista da Revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA
É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin, integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC e colunista da Revista Conexão Literatura.
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sexta-feira, 27 de março de 2020

Sobre o conto “Como se Divertiam”, de Isaac Asimov

Isaac Asimov - Foto divulgação
*Por Roberto Fiori

Na página marcada como ano de 2.157, no diário de Margie, ela escreveu que seu irmão Tommy havia achado um livro. Um livro de verdade!
Tommy havia encontrado o livro no sótão de sua casa. O avô de Margie dissera a ela um dia que, quando era menino, seu avô, por sua vez, havia dito que um dia todos os livros eram escritos em papel.
Tommy comentara que livros eram um desperdício. Que, no caso de livros escritos em papel, podia-se lê-los e depois jogá-los fora. Era diferente de uma tela de televisão, em que milhares de livros podiam ser lidos, sem ocupar espaço.
O menino, de treze anos disse à sua amiga, dois anos mais nova, que o livro que encontrara tratava de escolas.
— Escola? — Margie respondeu. — E que existe para falar sobre escola? Eu detesto a escola.
Margie detestava a escola. Agora, mais do que nunca, quando seu professor mecânico lhe passara um teste de Geografia atrás do outro, e ela se saíra cada vez pior. 
Sua mãe a levara, preocupada, ao Inspetor Municipal. Mas não era culpa de Margie. Ela estava se saindo satisfatoriamente bem. Seu padrão global de resultados estava mais do que correto, para a idade dela. O que ocorria era que o professor mecânico da menina estava ajustado para uma velocidade acima do normal. O inspetor dissera isso para a Sra. Jones, mãe de Margie, e afagara a cabeça da garotinha, depois de reajustar o professor para um nível médio de uma criança de dez anos de idade.
Margie não entendia porque se escreveria sobre a escola. Na realidade, o que existia em 2.147 eram os professores mecânicos, que ensinavam às crianças na própria casa deles. A fresta por onde Margie tinha de enfiar os resultados dos testes, era a parte que ela menos gostava. Tinha de preencher os testes como cartões perfurados, lidos depois pela máquina em segundos, ou menos.
Mas Tommy lhe dissera que as escolas de que o livro escrito tratava eram diferentes das atuais. Ocorrera há muito, muito tempo, séculos atrás, quando um homem era o professor. Quando as crianças, em uma dada idade, aprendiam todas a mesma coisa, em um edifício especialmente construído.
Mas Margie não acreditava que um homem pudesse ensinar tanto como um professor mecânico. Tommy lhe dissera então que sim, era possível, que mesmo seu próprio pai sabia quase tanto quanto um professor mecânico.
A Sra. Jones interrompeu a conversa das duas crianças, quando chegou a hora da escola de Margie. Ela tinha começado a ler o livro e estava gostando muito dele. Pediu, então, para ler o livro depois da escola, uma hora em que Tommy também deveria se encontrar com seu professor.
Margie se dirigiu à sua sala de aula, perto de seu quarto. Seu professor, agora devidamente ajustado para a idade da menina, a esperava. Falou que hoje iriam aprender a somar frações próprias. E Margie, a pedido de seu professor, se preparou para inserir os deveres de ontem na fresta de entrada. A tela do professor havia se acendido, e a garotinha suspirou.
Ela pensou nas antigas escolas, quando o avô de seu avô era pequeno. As crianças da vizinhança se reuniam, gritando e rindo no pátio da escola, sentavam-se nas salas de aula, faziam companhia umas às outras no encerramento do dia, quando iam todas juntas para casa. Aprendiam as mesmas coisas e podiam reunir-se para se ajudarem nos deveres de casa. 
Os professores eram gente...
O professor mecânico apresentava na tela:
— Quando somamos as frções ½ e ¼...
Margie pensava consigo mesma como as crianças deveriam ter gostado daquilo, antigamente.  Pensava em como se divertiam...

“Como se Divertiam” ("The Fun They Had"), conto escrito por Isaac Asimov, primeiro surgiu em um jornal infantil em 1951. Foi reimpresso em Fevereiro de 1954, na edição de “The Magazine of Fantasy and Science Fiction”, em 1957 na antologia “Earth is Room Enough” (“A Terra Tem Espaço”), em 1960, na coletânea “50 Short Science Fiction Tales” e em “The Best of Isaac Asimov”, em 1973. Foi modificado em um livro inglês, chamado “KEY English 8-9”.
Escrito como um favor pessoal para um amigo, “Como se Divertiam” tornou-se “provavelmente a maior surpresa de minha carreira literária”, Asimov escreveu em 1973. Ele disse que o conto foi reimpresso mais de 30 vezes, e fora planejado que mais impressões seriam feitas.

Não estamos longe da situação de ensino em que as duas crianças do conto se encontram. Nos E.U.A. e no Canadá, a prática de ensino em casa é regulamentada. Na Suécia, é considerada criminosa. Nos dois países da América do Norte, os pais que aderiram a este sistema de ensino ou contratam professores particulares, ou eles mesmos tratam do ensino de seus filhos. Utilizam livros, computadores, tudo o que existe para dar aos jovens uma educação comparável à de uma escola. 
No Brasil, em 2018, mais de 7.000 famílias ensinaram seus filhos. Mas tal prática, até fins de 2019, era proibida pelo Supremo Tribunal Federal. Uma das bandeiras promovidas pelo governo atual era de regulamentar essa prática até o final de 2019, mas tal medida foi adiada para 2020.
É claro que o ensino em casa depende de uma disciplina que é pouco vista no cenário educacional brasileiro. Mas que pode dar muito certo. Basta a família ser bem estruturada, os pais contribuírem para seu êxito, acompanhando seus filhos, ensinando-os, usando computadores e livros.
Não é impossível que o ensino somente por computador se torne uma prática comum. Quando desde cedo as crianças passarem a encarar o computador, o smartphone, o tablet, como ferramentas essenciais em sua vida, melhor será para elas, no caso de se instituir, a longo prazo, o ensino unicamente computadorizado. 
Isso deve ocorrer muito mais para a frente. A sociedade precisa de crianças sociáveis. A vida dos jovens deve existir também fora do lar, para uma futura interconexão entre eles, inclusive porque em um emprego, o que está em jogo é a experiência sócio-educativa, não apenas o acúmulo de conhecimentos por um jovem que não frequente uma instituição de ensino.
Mas uma vida passada estudando em casa não exclui o contato social. Hoje, as pessoas veem-se em uma situação díspare: o caso do Covid-19 Coronavírus alterou por completo a vida social das crianças, jovens e adultos. Quando a crise passar, será possível voltar-se ao nível anterior de convívio social, com reuniões, eventos, trabalho fora de casa, etc.
Mas pensemos por um minuto o que significaria estudar tendo amigos, mas somente com um computador como professor. Será que seria tão eficaz? No conto “Como se Divertiam”, Isaac Asimov coloca claramente que uma disciplina imposta pela família, com horários rígidos para cada aula, seria imprescindível. A criança podia detestar as aulas, mas era obrigada a comparecer às sessões educacionais, feitas em sua própria casa.
É claro que, como se dá hoje em dia a globalização, o ensino caseiro por meio de livros e computadores é perfeitamente possível. Pela Internet, consegue-se aprender por meio de cursos on-line. Universidades formam alunos, tendo estes de pagar uma taxa, estudar em casa, assistir, pelo computador, às aulas e prestar exames via computador. 
Não importa o tipo de ensino. O que vale é a força de vontade do aluno, que, assim como em tudo na vida, deve dar o máximo para se sobressair. Muitos dirão: “Eu tenho a vida inteira pela frente. Por que deveria me sacrificar, tendo um tempo vasto pela frente?”. 
O fato é que, para sobreviver, o homem hoje necessita ser hábil em várias frentes. Ter conhecimento técnico, conhecimento teórico, prático, analítico, experiência acumulada na busca incessante pelo conhecimento, são requisitos muito importantes. É importante que o homem tenha visão de mundo, saiba investir o dinheiro, saiba conduzir um negócio, seja de compra e venda de produtos, como de compra e venda de ações, por exemplo.
No futuro, um computador e a Internet bem que poderão ser as ferramentas de ensino e trabalho. No futuro mais distante, o papel seria abolido. No futuro mais distante, que o homem talvez hoje somente sonhe, teremos o implante cerebral por chip ou algo vagamente semelhante a ele, que nos forneça instantaneamente a sabedoria universal de um milhão de enciclopédias.
E mesmo o computador já seria algo não maior do que uma lembrança.


*Sobre Roberto Fiori:
Escritor de Literatura Fantástica. Natural de São Paulo, reside atualmente em Vargem Grande Paulista, no Estado de São Paulo. Graduou-se na FATEC – SP e trabalhou por anos como free-lancer em Informática. Estudou pintura a óleo. Hoje, dedica-se somente à literatura, tendo como hobby sua guitarra elétrica. Estudou literatura com o escritor, poeta, cineasta e pintor André Carneiro, na Oficina da Palavra, em São Paulo. Mas Roberto não é somente aficionado por Ficção Científica, Fantasia e Horror. Admira toda forma de arte, arte que, segundo o escritor, quando realizada com bom gosto e técnica apurada, torna-se uma manifestação do espírito elevada e extremamente valiosa.

Sobre o livro “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, do autor Roberto Fiori:

Sinopse: Contos instigantes, com o poder de tele transporte às mais remotas fronteiras de nosso Universo e diferentes dimensões.
Assim é “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, uma celebração à humanidade, uma raça que, através de suas conquistas, demonstra que deseja tudo, menos permanecer parada no tempo e espaço.

Dizem que duas pessoas podem fazer a diferença, quando no espaço e na Terra parece não haver mais nenhuma esperança de paz. Histórias de conquistas e derrotas fenomenais. Do avanço inexorável de uma raça exótica que jamais será derrotada... Ou a fantasia que conta a chegada de um povo que, em tempos remotos, ameaçou o Homem e tinha tudo para destruí-lo. Esses são relatos dos tempos em que o futuro do Homem se dispunha em um xadrez interplanetário, onde Marte era uma potência econômica e militar, e a Terra, um mero aprendiz neste jogo de vida e morte... Ou, em outro mundo, permanece o aviso de que um dia o sistema solar não mais existirá, morte e destruição esperando pelos habitantes da Terra.
Através desta obra, será impossível o leitor não lembrar de quando o ser humano enviou o primeiro satélite artificial para a órbita — o Sputnik —, o primeiro cosmonauta a orbitar a Terra — Yuri Alekseievitch Gagarin — e deu-se o primeiro pouso do Homem na Lua, na missão Apollo 11.
O livro traz à tona feitos gloriosos da Humanidade, que conseguirá tudo o que almeja, se o destino e os deuses permitirem.

Para adquirir o livro:
Diretamente com o autor: spbras2000@gmail.com
Livro Impresso:
Na editora, pelo link: Clique aqui.
No site da Submarino: Clique aqui.
No site das americanas.com: Clique aqui.

E-book:
Pelo site da Saraiva: Clique aqui.
Pelo site da Amazon: Clique aqui.
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quinta-feira, 26 de março de 2020

40 dicas incríveis para trabalhar e lucrar na internet - Lançamento em E-book


Nos dias atuais muitas pessoas procuram uma oportunidade no mercado de trabalho, mas devido ao atual cenário que o Brasil enfrenta, essas mesmas pessoas tentam novas alternativas devido a não conseguirem um emprego tão facilmente. Hoje, milhões de pessoas estão na internet. Algumas usam apenas para lazer, mas outras para trabalhar ou procurar por serviços. E é justamente sobre “trabalhar” e “procurar por serviços” que iremos falar nas páginas desse e-book. E se você chegou até aqui, certamente é porque quer saber quais são essas opções das quais poderá desenvolver para ganhar uma renda extra ou mesmo um valor que possa substituir um salário que você ganharia trabalhando numa empresa.
Tudo dependerá de você e da sua força de vontade.
Hoje existe um leque muito grande de possibilidades para lucrar com a internet e o que vamos fazer daqui em diante é abrir a sua mente com as melhores 40 ótimas dicas de como você poderá obter isso.

Título: Como trabalhar e lucrar na internet - 40 dicas incríveis
Autor: Ademir Pascale
Tipo: E-book (Arquivo PDF)
Nº de páginas: 15
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AEILIJ divulga finalistas do III Prêmio de Literatura Infantil e Juvenil

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A Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil (AEILIJ) divulga os livros finalistas do III Prêmio AEILIJ de Literatura 2019. Segundo a presidente da entidade, Rosana Rios, "foram semanas de tensão e nosso Júri teve muita dificuldade para a seleção, dada a qualidade literária dos participantes; recebemos livros de todo o Brasil, de editoras pequenas, grandes e independentes. Foi um concurso tremendamente democrático e as obras sensacionais ficaram de fora da lista de finalistas, apenas pela matemática: trabalhamos com pontuação, o que facilitou a escolha final com base nos números".
Além dos 5 finalistas em cada categoria, há em Literatura Juvenil, um Prêmio Hors Concours. Todos receberão, em breve, um Certificado, que terá de ser virtual, por força das circunstâncias.
  
III Prêmio AEILIJ de Literatura Infantil e Juvenil – 2019
Resultado oficial

FINALISTAS
Literatura INFANTIL
* Deu Limerique na casa do bicho– texto de Alex Gomes / Ilustrações de Cris Alhadeff / Ed. Cortez
* Festança– texto de Edith Chacon / ilustrações de Fran Junqueira / Ed. Biruta
* Minha família Enauenê – texto de Rita Carelli / ilustrações de Anabella López – Ed. FTD
* O Acordeão Vermelho – texto de Kátia Gilaberte / ilustrações de Luciana Grether / Ed. Caleidoscópio
* Ora Bolas – texto e ilustrações de Paula Taitelbaum / Ed. Piu

Literatura JUVENIL
* HORS CONCOURS: Trago na boca a memória do meu fim– texto de Ricardo Azevedo / Ed. Ática

* A Roda da Vida –texto de Manuel Filho / Ed. Original (Panda Books)
* Caleidoscópio de vidas – texto de João Anzanello Carrascoza/ Ed. FTD
* Estou aqui se quiser me ver – texto de Tânia Alexandre Martinelli / Ed. Moderna
* Traços– texto de Liz Quintana / Ed. Metamorfose
* Vlado– texto de Kuri (Maria Beatriz F. De Souza) / Ed. Caleidoscópio

CONJUNTO de ILUSTRAÇÕES
* A menina e a planta – ilustrações de Andréia Vieira / Ed. Madrepérola
* Cadê o livro que estava aqui? – ilustrações de Jana Glatt / Ed. FTD
* Cascudinho – o peixe contador de histórias– ilustrações de Luciana Grether / Ed. do Brasil
* Motosblim, a incrível enfermaria de bicicletas – Ilustrações de Marcelo Velasco / Ed. Entrelinhas
* O filho querido de Olokun – ilustrações de Clara Zúñiga/ Ed. Pallas
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TERRITÓRIO LOVECRAFT, de Matt Ruff


Território Lovecraft é uma jornada fantástica e assustadora, que será adaptada para série na HBO com produção de Jordan Peele, o diretor de Corra!
Partindo de um contexto real e expondo o racismo estrutural dos Estados Unidos da década de 1950, Território Lovecraft une ficção histórica, fantasia e pulp noir em uma coletânea de contos premiados com o Endeavour Awards e finalista do World Fantasy Award. O sucesso extrapolou as páginas dos livros e ganhou as telas de TV. Baseada na obra de Matt Ruff, a série Lovecraft Country será produzida por Jordan Peele e J.J. Abrams e tem estreia prevista ainda para este ano na HBO. Lançado pela Intrínseca no clube de assinaturas intrínsecos em janeiro, o livro chega em março às livrarias de todo o país em uma bela edição com capa dura e pintura trilateral.

Território Lovecraft apresenta o leitor a Atticus Turner, um soldado de 22 anos, veterano da Guerra da Coreia e fã de H. P. Lovecraft. Ao descobrir que o pai desapareceu, ele volta à Chicago, sua cidade natal, para, com o tio e uma amiga, partir em uma missão de resgate. Uma viagem que poderia ser trivial, não fosse o fato de Atticus ser um rapaz negro no auge da segregação racial nos Estados Unidos. No percurso até a mansão do herdeiro da propriedade que mantinha um dos ancestrais de Atticus escravizado, o grupo enfrentará sociedades secretas, rituais sanguinolentos e o preconceito de todos os dias.

Atticus encontrará o pai acorrentado, mantido prisioneiro por uma confraria secreta, que orquestra um ritual cujo principal personagem é o próprio jovem. Sua única esperança de salvação, no entanto, pode ser a semente da destruição de toda a sua família. E esta é apenas a primeira parada de uma jornada impressionante. Estruturado ao mesmo tempo como uma coletânea de contos e um romance, Território Lovecraft apresenta, além de personagens memoráveis, elementos sobrenaturais, como casas assombradas e portais para outras realidades, objetos enfeitiçados e livros mágicos. O livro faz um retrato caleidoscópico do racismo — o fantasma que até hoje assombra o mundo.

MATT RUFF nasceu na cidade de Nova York. Aos cinco anos, decidiu que seria autor de ficção, e passou a infância e a adolescência aprendendo a contar histórias. Hoje é autor aclamado pela crítica, vencedor de diversos prêmios. Território Lovecraft é seu primeiro livro publicado pela Intrínseca.

"Neste romance fantástico, Ruff retrata o racismo de forma ainda pior do que qualquer horror concebido por Lovecraft."
- Booklist

Tradução: Thais Paiva
Páginas: 352
Editora: Intrínseca
Livro impresso: R$ 59,90
E-BOOK: R$ 39,90
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quarta-feira, 25 de março de 2020

Os eternos, de Jack Kirby


Os eternos é um ótimo exemplo de como Jack Kirby poderia ser genial. Ele provavelmente leu o livro Eram os deuses astronautas, de Erich Von Daniken, segundo o qual a maioria da mitologia é na verdade, relato de visita de extraterrestres à terra e os grandes monumentos seriam provas dessas visitas. O rei dos super-heróis pegou esse conceito e transformou numa HQ grandiosa.
O primeiro número da revista foi publicada pela Marvel em 1986 e aqui em 1984, na revista Superaventuras Marvel 25.
Na história, um arqueólogo e sua filha, acompanhados de um estranho guia entram em uma caverna inca, onde se deparam com uma escultura grandiosa que remete a uma nave espacial pilotada. O estranho guia se revela, diz que faz parte de uma raça de seres poderosos, os Eternos e conta a origem da humanidade: segundo ele, seres extraterrestres, os Celestiais, visitaram a terra em passado remoto e transformam os primeiros humanoides, criando as três raças: os Eternos, seres poderosos e iluminados, voltados para a paz, os Desviantes, seres degenerados, que mudam de forma a cada geração e são voltados para a guerra e os humanos, que vivem entre a guerra e a paz. Muitos dos Eternos, embora sejam extremamente poderosos e imortais, vivem entre nós disfarçados de humanos.
O guia revela também que é um Eterno, Ikaris, e que sua função é acionar o alarme que trará de volta os deuses enquanto um grupo de desviantes tenta impedir o chamado cósmico.
Em um única história, Kirby estabelece todo um universo, toda uma explicação sobre a raça humana e joga as bases de todas as histórias posteriores.
O conceito é genial.
O problema é quando começamos a analisar o roteiro.
Para começar, não há uma única razão para Ikaris ter ido até o templo inca acompanhando a expedição do arqueólogo. Por que ele não foi sozinho acionar o chamado? Kirby provavelmente fez essa opção tentando tornar a história mais humana, o que não acontece, já que o leitor não se identifica com o arqueólogo ou com sua filha – e sequer a história é narrada do ponto de vista deles. Aliás, o leitor não se identifica com ninguém ali.
Uma boa história é geralmente resultado de um processo de identificação-projeção. O leitor se idêntica com um personagem e se projeta nele, vivendo suas aventuras com ele, como se entrasse numa realidade virtual. O leitor vê a história do ponto de vista do personagem com o qual deve se identificar. Aqui não há ninguém com que o leitor possa se identificar, tudo é narrado de maneira distante e fria.
E os diálagos, ah, os diálogos. Todas as falas são apenas narrativas ou descritivas. Todos falam igual, exceto os vilões que sempre falam no imperativo.
Além disso um Eterno quando encontra um humano pela primeira vez imediatamente começa a dizer quem é a contar a sua história. Sabe aquele segredo que por séculos foi escondido da humanidade? Um Eterno é capaz de contar para alguém na primeira vez que o vê antes mesmo que ele pergunte. 
O texto acompanha os diálogos, continuamente descrevendo algo que o desenho já está mostrando. “O doutor e sua filha ficam atônitos com as palavras de Ikaris” diz a narração, enquanto o desenho mostra os dois atônitos. “Logo, uma enorme cabeça de pedra surge à sua frente. Penetrando pela boca do dragão, a nave avança rumo a uma abertura luminosa” quando o desenho mostra uma cabeça de pedra se abrindo e a nave penetrando nela rumo a uma abertura luminosa.
Eternos é um exemplo de conceito genial, com uma arte fenomenal, que carece de um bom roteirista para trabalhar os textos e diálogos.  
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