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terça-feira, 23 de agosto de 2016

10 grupos do Facebook para quem ama livros


Todo leitor apaixonado por livros quer saber mais sobre os seus autores preferidos, compartilhar ideias, dar dicas de leituras e ficar por dentro dos acontecimentos do mundo da literatura, seja nacional ou internacional. Autores, editoras e profissionais que trabalham na área também estão envolvidos e querem saber mais sobre os seus leitores. Por isso selecionamos 10 grupos literários do Facebook para que nunca falte informação, inspiração e boas dicas para leitura. Confira :)

1 - LIMITE DE UM LIVRO
Grupo para pessoas que curtem assuntos diversificados sobre literatura. O diferencial é a boa interação de seus participantes.  
Acesse: Clique aqui.

2 - EU AMO LER

O nome já diz tudo. Vale a pena conferir.
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3 - BAH QUE LIVRO TRI
O grupo tem como finalidade acolher leitores e autores que tenham o mesmo amor por livros, assim como divulgar livros nacionais.
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4 - FANÁTICOS POR LIVROS

Se você é fanático por livros, não pode deixar de conhecer.
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5 - LIVRO DESTAQUE
Grupo destinado para divulgação e dicas de livros, eventos literários, etc.
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6 - LOUCAS E LOUCOS POR LIVROS!
Grupo para conversar, indicar e partilhar leituras.
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7 - LITERATURA EM FOCO
Grupo para aqueles que são amantes da literatura, sejam leitores, poetas ou escritores.
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8 - MERCADO EDITORIAL - OPORTUNIDADES E NEGÓCIOS
Um ótimo grupo para ficar por dentro dos acontecimentos do mercado editorial.
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9 - MUNDO DOS LIVROS
Grupo destinado aos amantes dos livros, desde autores, editoras, profissionais envolvidos na produção, divulgação, distribuição e venda, até o leitor. Os participantes também podem divulgar sites e blogs literários.
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10 - BLOGS LITERÁRIOS
Como a maioria das pessoas que curtem livros possui um blog literário, essa é uma boa dica.
Acesse: Clique aqui.

Na realidade existem mais grupos literários bacanas para os amantes de livros conhecerem, mas como nosso artigo é sobre 10 grupos literários, pontuamos esses da lista, mas todos que desejarem poderão deixar nos comentários os links dos seus grupos literários favoritos ;)

Aproveite e conheça também o grupo da nossa revista: Clique aqui.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Livro critica suposta perfeição das relações sociais

Refletir sobre o que se esconde por trás das aparências, essa é a proposta do novo livro da escritora Cláudia Marczak. Intitulado "O mundo perfeito", o romance tenta representar um dos grandes dramas da sociedade, a autoimagem das classes sociais.
A obra conta a história de Luísa, uma mulher linda, atraente, mãe de dois filhos, casada com um importante empresário rico, bonito e charmoso. Mesmo com empregados fazendo todas as coisas por ela e aquela vida que seria o mundo perfeito para muitos, para a personagem, nada disso a fazia se sentir completa nem feliz.
Porém, todo o conceito sobre perfeição entra em choque quando a Luísa toma determinadas decisões que mudam a sua vida, deixando-a cada vez mais confusa.

Segundo Marczak, o livro indaga sobre a suposta "perfeição" das relações sociais superficiais que existem hoje. Para ela, vivemos num mundo em que todos mostram ser perfeitos e felizes. Porém, essa fachada perfeita esconde sentimentos e sensações que as pessoas tentam ocultar. "O romance promove um olhar para essas imperfeições sombrias e ocultas do ser humano".

Inspiração literária

A escritora diz que a fonte para inspiração do seu trabalho vem de obras de Clarice Lispector, Nelson Rodrigues e Fernando Pessoa. Por esse motivo, seu desejo é sempre inquietante. Para ela, seus livros não podem passar uma sensação de indiferença. "Quero mobilizar o leitor através de sensações e surpresas que vão surgindo no decorrer da história".
- Cada momento da minha vida pede um texto diferente. Fernando Pessoa, por exemplo, resume bem essa sensação através dos heterônimos, cada qual com um olhar diferente do mundo. Um texto apenas me acorrentaria. A literatura tem o dever de libertar - relata.

Sobre a autora

Além de "O mundo perfeito", editado pela Penalux, Cláudia Marczak também publicou "Caos" e "Lugar Algum", ambos de poemas e independentes, através de plataformas de autopublicação. Além disso, também lançou o romance "A flor da pele", em 2012. Para esse ano, ainda pretende publicar mais duas coleções de livros infanto-juvenis pela Editora Fabris.

Link para comprar o livro: http://www.editorapenalux.com.br/loja/advanced_search_result.php?keywords=o+mundo+perfeito&x=0&y=0

Livro "O mundo perfeito"
Autora: Cláudia Marczak
Editora: Penalux
Tamanho: 14X21 cm
Páginas: 204
Preço: R$ 40,00

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Moacyr Scliar

Moacyr Scliar
Moacyr Scliar foi um dos escritores mais generosos dos quais já conheci, era também médico e imortal da Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira de nº 31. Scliar escreveu mais de 80 livros, muitos traduzidos para mais de 20 línguas. Faleceu no dia 27/02/2011, num domingo. Essa entrevista que fiz com ele foi realizada no dia 27/11/2007.

Ademir Pascale: Como foi o início da sua trajetória como escritor?

Moacyr Scliar
: Comecei a escrever desde criança; minha mãe, professora, alfabetizou-me e estimulou-me a ler. Meu pai, por outro lado, imigrante como minha mãe, era um grande contador de histórias e foi dele que adquiri o prazer da narrativa que, seguindo o exemplo de Monteiro Lobato e de Érico Veríssimo eu queria colocar no papel. Minhas primeiras histórias eram contos infantis; a entrada na Faculdade de Medicina ampliou o horizonte de minhas experiências e foi na Faculdade que publiquei meu primeiro livro de contos.

Ademir Pascale: Qual a causa da escolha pela Medicina?

Moacyr Scliar: Foi uma motivação diferente daquela que me levou à literatura. Em criança eu tinha muito medo de doença. Eu não tinha medo de ficar doente, não era, e não sou, hipocondríaco; mas quando meus pais adoeciam eu entrava em pânico. Por causa disso comecei a me interessar por doenças e pela medicina o que me levou a esta carreira que foi e é uma fonte permanente de gratificações.

Ademir Pascale: Quais são as principais influências na construção de suas obras?

Moacyr Scliar: No início, Monteiro Lobato. Depois, Érico Veríssimo e Jorge Amado. Mais tarde ainda, Dalton Trevisan, Guimarães Rosa, Clarice Lispector, e Franz Kafka.

Ademir Pascale: O que você diz sobre o tratamento da maioria das editoras brasileiras com as obras que recebem dos jovens autores que procuram um lugar no mercado literário?

Moacyr Scliar: Estreantes tem uma tarefa dura pela frente. Editoras são empresas e como empresas levam inevitavelmente em consideração o mercado, onde as chances de um escritor desconhecido são pequenas. Meu conselho aos que estão começando é que tratem de publicar por todos os meios a seu alcance (jornais, antologias, Internet) e que concorram a todos os prêmios possíveis. Isto pode aumentar o interesse das editoras.

Ademir Pascale
: Você escreve diversos gêneros literários, mas qual é o seu predileto e por quê?

Moacyr Scliar: Gosto do conto, pelo desafio. Escrever um bom conto é, ao contrário do que possa parecer, muito difícil. Mas um bom conto é um triunfo literário.

Ademir Pascale
: Qual a sua opinião referente a adaptação do seu romance "Sonhos Tropicais", sob direção de André Sturm para o cinema?

Moacyr Scliar: Acho que foi uma adaptação correta, bem feita, e que reconstitui muito bem a época de Oswaldo Cruz. Tenho discutido o filme com estudantes universitários (da área da saúde, sobretudo) e vejo que eles gostam muito.

Ademir Pascale: Como foi o dia da posse da cadeira de nº 31 da Academia Brasileira de Letras e o que sentiu no momento do discurso de posse?

Moacyr Scliar: Fiquei mais emocionado do que poderia imaginar, e tratei de homenagear aqueles que, de uma forma ou outra, me ajudaram no caminho da literatura: meus pais, meus professores, meus amigos, meus editores – e o Rio Grande do Sul, onde tenho minhas raízes.

Ademir Pascale: Você escreveu mais de 80 obras, algumas foram adaptadas para mais de 20 línguas. Qual destas obras marcou a sua vida e por quê?

Moacyr Scliar: O Centauro no Jardim, uma obra em que uso a metáfora do centauro como símbolo da dupla identidade dos filhos de imigrantes (meu caso) me deu grande prazer e emoção.

Ademir Pascale: Tenho uma grande admiração por escritores e pintores que passaram por inúmeros obstáculos para o caminho do sucesso; muitos, ou a maioria, tinham uma vida atribulada de problemas de saúde, conjugais e financeiros, como Edgar Allan Poe, Charles Dickens, Sylvia Plath, Van Gogh, etc. Infelizmente, muitos não chegaram ao sucesso em vida. Você acredita que uma vida atribulada aos problemas pode influenciar na construção de excelentes obras literárias?

Moacyr Scliar: Arte é quase sempre sinônimo de vida atribulada, por razões óbvias. Acho que os artistas prefeririam reconhecimento sem atribulações, mas estas acabaram funcionando como teste para a vocação e para as convicções deles.

Ademir Pascale: Como foi o processo para criação da obra "A Orelha de Van Gogh"?

Moacyr Scliar: O conto que dá título à obra baseia-se no conhecido incidente da vida do pintor em que ele, num acesso de loucura, cortou a própria orelha. Mas eu uso essa orelha como elemento de uma história que fala da relação complicada entre um filho e um pai.

Ademir Pascale: Poderia fazer um comentário referente a obra "A mulher que escreveu a Bíblia"?

Moacyr Scliar: Este livro nasceu da observação de um estudioso da Bíblia, o professor norte-americano Harold Bloom. Para ele parte do Antigo Testamento foi escrito por uma mulher. Acho pouco provável que isto tenha acontecido, porque afinal as culturas do Oriente Médio eram e são eminentemente patriarcais e a designação de uma mulher para escrever um livro sagrado seria quase impossível. Mas de qualquer modo fiquei pensando nessa mulher como uma personagem e daí nasceu a história.

Ademir Pascale: Como foi o projeto Moacyr Scliar (Documentário em longa-metragem)?

Moacyr Scliar: Ainda está sendo realizado, e acho que sairá muito bem.

Ademir Pascale: Para finalizar, você acha que os livros são de fácil acesso para a população brasileira? Caso não, o que poderia ser melhorado?

Moacyr Scliar: No Brasil, os livros ainda são muito caros em relação ao poder aquisitivo da população. Isto se deve a um círculo vicioso: imprime-se pouco porque as pessoas supostamente não lêem, as baixas tiragens resultam em altos preços e aí as pessoas não lêem mesmo. Soluções já estão sendo adotadas: edições mais baratas, distribuição de livros pelo governo, divulgação através da Internet. E já estamos tendo bons resultados.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Sobre a próxima edição da revista Conexão Literatura

Já estamos trabalhando na capa e nas matérias da próxima edição da revista Conexão Literatura, que será disponibilizada no dia 01 de setembro :) Estaremos aceitando anunciantes para esta edição até o dia 20 de agosto. Para ver as opções de anúncio e saber mais: Clique aqui.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

A Arte de Contar Histórias

O curso será realizado na nova sede da Aletria, localizada na Praça Comendador Negrão de Lima, 81-D, Floresta, BH/MG.

Turma A: terças, das 19 às 22h, de 16 de agosto a 22 de novembro de 2016

Turma B: quintas, das 16 às 19h, de 18 de agosto a 17 de novembro de 2016

Programa

1. Preparação para a entrada no universo das narrativas orais

2. Raízes do Conto Popular, Tradição Oral Brasileira e História da Narrativa no Ocidente

3. Técnica de memorização do conto tradicional

4. Exercícios de respiração, voz, corpo e ritmo

5. Performance do Contador de Histórias

6. O repertório do Contador de Histórias

7. Elaboração do espetáculo de encerramento

Investimento

R$ 819,00 (podendo ser divido em 3 parcelas de R$ 273,00) + taxa de matrícula no valor de R$ 100,00.

Observação: a primeira parcela deve pagar no ato da matrícula.

Pagamentos à vista tem 10% de desconto (exceto no valor da matrícula).

Certificado e apostila incluídos. Será conferido certificado ao aluno presente em 70% das aulas.


Informações e inscrições: (31) 3296-7903 ou aletria@aletria.com.br

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Dicas de Stranger Things para melhorar a sua escrita



A série Stranger Things conseguiu roubar a cena. Logo após seu lançamento, já era um dos assuntos mais comentados nas redes sociais e obteve elogios de figurões como Guilhermo Del Toro e Stephen King. 

Na semana passada, publiquei aqui na Revista Conexão Literatura dicas de 4 livros para quem quer começar a escrever. Tendo um deles em mente – o “Para ler como um escritor” –, resolvi assistir a série como um escritor, analisando o que poderia tirar de aprendizado de Stranger Things para melhorar a minha escrita

Compartilho abaixo a minha análise (se você ainda não assistiu à série, fica o aviso de spoilers):

Personagens bem construídos

Talvez o maior destaque de Stranger Things seja a construção dos personagens. Note que quase todos possuem algum dilema interno não resolvido e, além de lidar com o desaparecimento de Will, precisam resolver seus próprios conflitos. O xerife Jim Hopper, por exemplo, precisa superar a perda da filha. Nancy, a adolescente estudiosa, gosta de Steve, e precisa lidar com o jeito diferente do garoto enquanto se pergunta se não é melhor namorar Jonathan, com uma personalidade mais parecida com a dela. Esses conflitos internos dão densidade aos personagens e facilitam a identificação por parte dos expectadores. Afinal, todos temos conflitos internos a serem resolvidos no dia a dia.   

Fechamento de capítulos

A forma como os capítulos são finalizados é um mérito narrativo a parte, deixando sempre uma situação de mistério em suspensão, o que força o expectador a assistir ao episódio seguinte para ver a desfecho. Acredito que essa seja a causa de a série ser tão “maratonada”: você fica curioso para ver a conclusão da cena e, quando dá por si, já assistiu três ou quatro episódios. Aí resolve assistir até o fim. Ao compararmos com um livro, fica o conselho de saber, em momentos-chaves, suspender o mistério para fisgar o leitor.

Objetividade

O foco do roteiro é que os personagens encontrem Will e ponto. Nada de sustos vazios, teorias que serão derrubadas perto do fim da trama, suspeitos variados e caminhos desnecessários. O roteiro é direto. A objetividade de Stranger Things mostra que não é necessário uma trama  mirabolante, cheia de reviravoltas, para agradar. Muitas vezes menos é mais, e o que acaba valendo, de fato, é a experiência que acompanhar a história proporciona ao expectador/leitor.

Construção do cenário

A história se passa na cidade interiorana de Hawkings, com poucos habitantes e, até então, raríssimos crimes. Mas a Hawkings retratada na série não é uma Hawkings qualquer. Note que, mesmo sendo um lugar pacífico, ela é pintada quase sempre em tons escuros (grande parte das cenas acontecem à noite), aumentando a sensação de estranheza e mistério. Ou seja, o cenário pode e deve ajudar a passar informações para o leitor, e não apenas as ações dos personagens.

Boa utilização da Jornada do Herói

Os dois núcleos (adulto e infantil) passam por todas as principais etapas da famosa Jornada do Herói. A título de exemplificação: Jim Hopper, o xerife, tem o chamado à aventura, com Joyce perturbando sua manhã de “café e contemplação”; travessia do primeiro limiar (quando visita a empresa misteriosa e acredita que ela tenha ligação com o desaparecimento de Will); provação (é pego pelo vilão) e o retorno com o elixir (volta do mundo invertido com Will vivo). Ele também passa por outras etapas, que não vou citar para não deixar o texto muito extenso.

Utilizar a Jornada do Herói não é condição sine qua non para que a história seja boa, mas, já que o roteiro se propõe a fazê-la, é necessário que seja de maneira bem feita, sem trocar ordens de etapas ou não considerar algumas das mais relevantes.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Jovem promessa da literatura nacional comenta sobre seus livros e influências

Thays Martins de Paiva
ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Conte pra gente como foi seu início no meio literário, influências, etc.

Thays Martins de Paiva: Bom, minha mãe é professora de português então desde sempre ela, de alguma forma, me influenciou. Lembro-me do dia em que ela foi comigo até a escola ela dava aula – e eu passei a estudar – para fazer uma conta na biblioteca. A partir daí eu estava sempre lá. Mas confesso que grande parte do meu amor pela leitura começou depois que conheci Harry Potter. Após  ler o primeiro livro da saga em menos de um dia, pedir o segundo e em seguida devora-lo na mesma velocidade não parei mais de ler.

Conexão Literatura: É verdade que você chega a ler quatro livros ao mesmo tempo?

Thays Martins de Paiva: Sim, porém, nos últimos tempos não pude fazer tanto isso, pois final de faculdade é algo que pesa e nos faz usar o tempo livre para as leituras exigidas pelos professores e pelo trabalho final de curso.

Conexão Literatura: Aos 15 anos você começou a escrever seu primeiro romance, mas parece que ainda não foi finalizado por se tratar de uma série de cinco livros. Conta mais pra gente.

Thays Martins de Paiva: Sim, o primeiro livro está pronto. Comecei a revisa-lo há alguns meses, mas parei por conta da faculdade e trabalho. Já tenho ideias para início do segundo e tramas do terceiro e quarto, bem como do final do quinto livro. É um livro de lobisomens, mais especificamente, um jovem lobisomem, mas ele não é tão cheio de magia ou coisas supernaturais, exceto o fato lobisomem em si haha. O que preciso mesmo é de tempo e um pouquinho mais de dedicação, confesso, no entanto para o estudante em seus momentos finais de curso, como já mencionei, dedicar à coisas que não dizem respeito à monografia e faculdade, em geral, é algo bem difícil haha.

Conexão Literatura: Você é amante da Língua Portuguesa e também estuda outros idiomas. É fluente no inglês, estuda alemão, francês, italiano e ainda possui um livro de contos finalizado, um romance esperando ser aceito por alguma editora e dois livros de poesia. Você escreve e estuda muito. Como é o seu dia-a-dia? Existe algum ritual para conseguir fazer tantas atividades? 

Blog "O Estranho mundo de Thays"
Thays Martins de Paiva: Sim, adoro Português, mas adoro aprender outros idiomas também. O último semestre foi bem conturbado e não pude me dedicar como gostaria ao estudo de todas as línguas, mas nunca deixo de dar pelo menos uma olhada em algo para não esquecer, e claro, os planos para esse segundo semestre incluem voltar a estudar todas com afinco. Escrever pra mim é tão natural quanto... sei lá, respirar. Portanto, terminar os livros de poesia foi bem fácil, pois escrevo em qualquer lugar e a qualquer momento. Os contos eu demoro mais pra escrever, inclusive, há dois ou três no blog que não foram postados por completo, pois eles exigem mais preparo e revisão. O ritual é basicamente não ceder ao cansaço e a não procrastinar, o que apesar de ter sido algo quase impossível esse semestre devido a diversos fatores é uma coisa que já está mudando...

Conexão Literatura: Um dos seus títulos aguardando por publicação é o Confissões de um Suicida. O seu livro reúne dezenas de poemas em tons sombrios e soturnos. Poderia comentar? 

Thays Martins de Paiva: Sim, claro. É o meu segundo livro de poesias e ele é divido em três partes: Nascimento, Morte e Vida Após a Morte. As poesias são dividas de acordo com o sentimento, nesse caso, morte é o que acontece quando nos apaixonamos, pois é um ato doloroso apesar de bom. Os poemas falam de amor, mas no meu jeito e modo de escrever, sempre soturno a la Augusto dos Anjos. A Vida Após a Morte é o que sinto quando a poesia fala comigo e eu com ela, quando escrevo, quando estou bem para colocar no papel aquilo que não consigo falar. O Nascimento é quando me dou conta de que posso escrever e falar através da poesia.

Conexão Literatura: Você também ministra aulas particulares?

Thays Martins de Paiva: Sim, sou professora de inglês e português.

Conexão Literatura: Comente sobre os seus blogs.

Thays Martins de Paiva: O Estranho Mundo de Thays (www.taliesinperdido.com.br) é meu blog pessoal o qual criei em 2012 para postar meus poemas, textos aleatórios e contos. Mais tarde fiz parcerias e comecei a usa-lo também  para divulgar meus trabalhos que foram publicados. O Traducere (www.traducere.net.br) é o blog que criei com intuito profissional, ou seja, a ideia é divulgar, principalmente, meu trabalho como tradutora e revisora de textos em português e inglês. O Conversas de Leitor, apesar de estar parado há certo tempo é o blog de resenhas de filmes, séries e claro... livros, sempre quis ter um, mas vivia enrolando para criar.

Perguntas rápidas:

Um livro: Garota, Interrompida ( todos Harry Potter, rs )
Um (a) autor (a): J.K Rowling
Um ator ou atriz: Angelina Jolie
Um filme: Sr. Ninguém
Um dia especial: 21 de abril de 2016

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Thays Martins de Paiva: Gostaria de agradecer à Revista Conexão Literatura pelo interesse e claro, elogiar a revista que é, de fato, maravilhosa em todos os aspectos. 

indique para os amigos!

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