segunda-feira, 20 de maio de 2019

Sempre Um Papo e Sesc Santo André recebem o jornalista e escritor José Trajano

Trajano – foto Jacson Romaneli
Terceira edição do projeto promove bate-papo gratuito com jornalista e escritor 

O Sempre Um Papo e o Sesc Santo André recebem o escritor e jornalista José Trajano para debate sobre o tema "Literatura, Futebol e Jornalismo”, e lançamento do livro “Os Beneditinos” (Alfaguara), no dia 29 de maio, quarta-feira, às 20h. 
Bem-humorada e melancólica, a obra mergulha de forma tocante nas memórias de um Rio de Janeiro romântico, com as glórias do passado e as perdas do presente.  O narrador desta trama não está em seus melhores dias. Perdeu o emprego de jornalista, vive só, no bairro da Mooca e tem de cuidar da saúde, que não anda boa, mas uma descoberta pode mudar seu destino. 
A vida reserva ao narrador poucos momentos de felicidade: assistir às partidas do Juventus, o Moleque Travesso, que o faz se lembrar do América, seu time do coração. Tomar ocasionalmente uma cerveja com petiscos. E se dedicar às suas partidas de futebol de botão contra veteranos do bairro. Suas perspectivas mudam, no entanto, ao folhear uma revista na sala de espera de seu dentista e encontrar a manchete: “Será em Londres o 1º Mundial de walking futebol”. Futebol andando? Com a ajuda de seu filho, ele descobre mais sobre essa categoria, reservada aos que já passaram da flor da idade, em que não se pode, em momento nenhum da partida, tirar os dois pés do chão. 
É a chance que procurava para reunir seu antigo time do Colégio São Bento, no Rio de Janeiro, e colocar os esportistas aposentados para treinar. Desta vez, os beneditinos irão à desforra das derrotas sofridas para o Santo Inácio, tantas décadas atrás.
O Sempre Um Papo com José Trajano é gratuito, com retirada de ingressos uma hora antes do início do bate-papo. Não recomendado para menores de 12 anos.
José Trajano nasceu no Rio de Janeiro, em 1946. Começou sua carreira no Jornal do Brasil, em 1963, e desde então passou por todos os grandes veículos do país. Foi comentarista do programa esportivo Cartão Verde e diretor de jornalismo da ESPN Brasil, onde participava da mesa-redonda Linha de Passe. É autor dos romances Procurando Mônica e Tijucamérica, além de torcedor fanático do América. Mora atualmente em São Paulo.
Sobre o Sempre Um Papo. Criado em 1986 pelo gestor cultural e idealizador do Fliaraxá, Afonso Borges, o “Sempre Um Papo” promove a difusão do livro e seu autor através de lançamentos de livros antecedidos por debates informais. Já atuou em mais de 30 cidades brasileiras, tendo realizado mais de 5 mil eventos com um público presente estimado em 1,6 milhão de pessoas. O encontro presencial converge para a televisão, sendo exibido aos sábados e domingos na TV Câmara. Desdobra-se para a série de DVDs educativos “Cultura Para a Educação”, em sua sexta edição, distribuído para mais de 6.000 escolas brasileiras, gratuitamente. E no site www.sempreumpapo.com.br, estão disponíveis mais de 300 programas com escritores, além de diversos seminários. Com o programa “Ler Convivendo”, em vigor há 8 anos, adota bibliotecas comunitárias em Minas Gerais ao promover 3 atividades: doação de livros, palestras com escritores e capacitação de voluntários. Há dois anos Afonso Borges conduz, na Rádio CBN Belo Horizonte, o boletim “Mondolivro – o blog sonoro da literatura”.

Sobre o Sesc Santo André. O Sesc Santo André, inaugurado em 8 de março de 2002, é uma das 42 unidades da Rede Sesc São Paulo e está localizado às margens da avenida Prestes Maia, via importante situada entre os três maiores centros da região do Grande ABC: o de Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul. A unidade oferece programações diversificadas para aproveitar ao máximo a versatilidade de seus espaços e equipamentos, como Teatro, Programa de Ginástica Multifuncional, Parque Aquático coberto e externo, Galeria com exposições, Espaço de Brincar, Biblioteca e muito mais. Ao longo dos 16 anos de trajetória e com grande representatividade na região, o Sesc Santo André desenvolve ações que buscam observar e entender seu público, adaptar-se de forma orgânica ao seu entorno, e estruturar projetos que contribuam para a melhoria da qualidade de vida, consumo de bens culturais e bem-estar de seus frequentadores.
Sempre Um Papo, com José Trajano
Dia 29 de maio, quarta-feira, às 20h.
Grátis. Recomendação etária: 12 anos. 
No Teatro.

SESC SANTO ANDRÉ 
Rua Tamarutaca, 302 – Vila Guiomar – Santo André
Telefone – (11) 4469-1311
Estacionamento (vagas limitadas): Credencial Plena – R$ 6 | 
Outros – R$ 11.
Informações sobre outras programações:

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sábado, 18 de maio de 2019

Lu Queiroz e o livro Aprendendo com a Mieko, por Sérgio Simka e Cida Simka

Lu Queiroz - Foto divulgação
Fale-nos sobre você.

Bom, me chamo Luciclea, tenho 38 anos e moro em Presidente Prudente, interior de São Paulo. Leio desde criança e viajava com as histórias de Monteiro Lobato. Na adolescência devo ter lido a coleção da série Vaga-Lume inteira, kkk, adorava os livros do Marcos Rey, Um cadáver ouve rádio, O rapto do menino de ouro, entre outros. Depois descobri Agatha Christie, minha autora preferida. Também adoro futebol e se um dia fizer jornalismo com certeza irei para o lado esportivo. Sou cristã e por isso o livro mais importante para mim é a Bíblia.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre os livros. O que a motivou a escrevê-los?


Como disse anteriormente sempre gostei de ler e eu tinha o sonho de um dia escrever um livro. Escrevi o primeiro capítulo de um romance, mas achei que não estava bom, "aquele medo e insegurança que sentimos", então, pensei: " vou tentar uma história infantil que é mais curta, se nem assim ficar bom, eu não conseguirei escrever um romance". Daí nasceu o livro Aprendendo com a Mieko, queria um personagem diferente, por isso pensei em uma de descendência oriental com uma história que ensinasse um pouquinho da cultura japonesa. Já o Parque na cidade tem uma história em formato de poesia, e eu nunca tinha escrito nenhuma poesia. Esse livro nasceu da tentativa de escrever versos rimados, e, bem, acho que deu certo, já que virou um livro. 


Fale-nos sobre outros livros e/ou sua participação em outras antologias.

Depois que Aprendendo com a Mieko foi aprovado, comecei a escrever contos. Na minha concepção contos ajudam a desenvolver a escrita e a criatividade, era meu começo na vida literária, não tinha nada na gaveta. Então foi um desafio para mim, queria ver se conseguiria publicar algum. O primeiro que tentei, eu não fui selecionada, mas não desisti e continuei. Aí o segundo conto que escrevi na vida foi aprovado e depois disso todos os seguintes. No total são 13 antologias, e de diversos gêneros. Romance, comédia, fantasia, suspense e cristão também. Depois veio a aprovação do Parque na cidade e em seguida mais dois originais infantis de forma tradicional. Então no segundo semestre teremos o lançamento de mais dois livros infantis.

Qual a dica que pode dar a um escritor iniciante?

Não desista! Tenha disciplina e lembre-se, você pode editar um texto ruim, mas não um texto que não existe. Por isso, escreva!!! Tenha uma meta diária e acredite em você.

O que tem lido atualmente?


Uma das antologias de que participo que ficou pronta recentemente, "Deuses gregos e nórdicos", sobre mitologia.

Contatos para quem pretende adquirir seu livro.

Pode entrar em contato comigo pelo facebook Lu Queiroz, e pelo instagram Lu_Queiroz. Ou pelo site das editoras Viseu e Fora da Caixa.


*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a Série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Organizador dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.
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sexta-feira, 17 de maio de 2019

Sobre o Conto “Chuva, Chuva, Vá Embora!”, do genial escritor Isaac Asimov

Isaac Asimov - Imagem divulgação
*Por Roberto Fiori

Lillian Wright estava ajustando cuidadosamente as persianas das janelas da sala... e, ao mesmo tempo, espiando sua nova vizinha, que tinha se mudado com a família há bem pouco tempo. Ela estava tomando seu banho de Sol, o que fazia com considerável frequência. Havia uma série de coisas que tornavam a família Sakkaro bem diferente, para não dizer, “excêntrica”.

Lillian notara que nunca vira o Sr. Sakkaro indo para o trabalho. George, o marido de Lillian, retrucou logo que também ninguém o vira indo para o trabalho, e ninguém reclamara. Ao que Lillian dissera: “Você fica em casa, escrevendo. E ele, o que faz?”. Além disso, a Sra. Wright vira cem vezes a Sra. Sakkaro olhando para o céu. Quando ficava um pouquinho nublado, ela nunca saía de casa. O filho deles costumava jogar bola no imenso gramado que eles tinham, fora de casa, e, quando as nuvens começavam a se acumular no céu, a Sra. Sakkaro gritava para ele entrar, que ia chover. Uma vez, fazia um dia bonito, com apenas algumas nuvens, e ela desandara a gritar... e não chovera. Também, eles não eram dados a conversas. Apenas um “Olá!”, de vez em quando, nada além disso.

Tommie, filho de George, contara a ele que os vizinhos eram do Arizona, ou do Alabama, e os Wright acharam que provavelmente era por isso que eles se preocupavam com a chuva. Os Sakkaro não sabiam, simplesmente, o que fazer quando chovesse. Lillian decidiu fazer uma visita à Sra. Sakkaro. Ela parecia tão agradável... e foi nesse momento que Lillian notou que a vizinha tinha os olhos pregados em uma nuvem. E decidira entrar.

Lillian visitara a Sra. Sakkaro e reparara como a casa deles era limpa. Uma casa impecável! A cozinha, parecia que nunca tinha sido usada. Quando a visitante pediu um copo-d’água, a vizinha enchera o copo sob a torneira tão vagarosamente, que nem uma gota caiu na pia. E passara o copo para Lillian com um guardanapo limpo. Higiene hospitalar!

Lillian disse a George que convidara a família Sakkaro para passarem o dia seguinte no Parque de Murphy. O que vira, na casa dos Sakkaro, era que eles assinavam todos os jornais, devido à pilha que o carteiro deixava na casa deles. E, o que era estranho, a Sra. Sakkaro telefonara ao marido para saber da previsão do tempo para o dia seguinte. Ele respondera que os jornais informavam que o tempo ia ser bom, mas estava aguardando o último boletim do tempo no rádio.

Os Sakkaro eram jovens agradáveis, morenos e simpáticos. O pai carregava em uma bolsa um radinho portátil, para ouvir a previsão do tempo. O filho trazia um barômetro aneroide. No Parque, Lillian pagou todas as atrações, fazendo com que a Sra. Sakkaro protestasse contra, em vão. O Sr. Sakkaro disse a George que ele era um “estudioso da natureza humana”, e George pensara que ele era uma pessoa rica, por não fazer absolutamente nenhuma ideia do que o homem fazia para viver. E George assegurou a Lillian que os vizinhos não eram do Arizona, pois, ao comentar com o vizinho isto, este ficara espantado, gargalhou e perguntou a George se ele tinha sotaque do Arizona...

Depois, os Wright ficaram surpresos com o que os Sakkaro haviam comprado: três bengalas de algodão-doce enormes. Ofereceram um algodão-doce a cada um dos Wright que, educadamente, aceitaram. Jogaram uma partida de arremesso de dardos, bateram fotografias, gravaram as suas respectivas vozes e mediram a força de suas mãos. E os Sakkaro compraram mais uma porção de algodões-doces para o filho, o que deixou os Wright enjoados.

George havia oferecido um cachorro quente para o Sr. Sakkaro, mas ele recusara, fazendo cara feia, e Lillian quis comprar um suco de laranja para a esposa dele, mas ela dera um pulo e recusara. Parecia que tinham jogado suco na cara dela... Nisso, o tempo estava ficando nublado. Os Sakkaro caíram sobre George, com educação, mas insistentes. Tinham mesmo que ir para casa. Parecia que ia mesmo desabar uma tempestade. A Sra. Sakkaro queixou-se que todas as previsões haviam anunciado tempo bom. Segundo George, era difícil se fazer uma previsão local precisa, mas, se ocorresse, não duraria mais do que quarenta minutos. Ao que o filho dos Sakkaro pareceu à beira das lágrimas e a Sra. Sakkaro, segurando um lenço, tremia visivelmente.

A viagem de volta pareceu nunca terminar. O Sr. Sakkaro deixara seu rádio em um volume muito alto, e ele mudava de estação a toda hora, captando todos os boletins do tempo. A Sra. Sakkaro pediu a George que aumentasse a velocidade do carro, se possível, enquanto fitava lugubremente o céu. A tempestade iria cair logo, pelo vento que soprava na rua em que moravam. Relâmpagos riscavam o céu. As folhas farfalhavam. George estacionou em frente ao portão da imensa propriedade dos Sakkaro. Eles saíram atropeladamente para fora do carro, os rostos distorcidos devido à tensão do momento, e dispararam para o jardim.

O aguaceiro caiu pesadamente, em pingos de chuva enormes. Os Sakkaro pararam a meio caminho da porta da frente e olharam desesperadamente para o céu. Os rostos foram se dissolvendo, ficando sem forma. Os corpos encolheram-se e desmancharam-se, dentro das roupas, que se amontoaram no chão, em três montinhos lamacentos e viscosos. Lillian Wright, juntamente com George e Tommie, permaneceu no carro, olhando horrorizada para a cena. E fez uma observação:

“... feitos de açúcar e receosos de se dissolverem”.

Este é mais um conto de um dos maiores escritores de Ficção Científica que já existiram, e um dos mais prolíficos escritores, em seu sentido mais amplo. Isaac Asimov publicou este conto, “Chuva, chuva, vá embora!” (“Rain, rain, go away”), em 1959, na revista Fantastic Universe Science Fiction, em seu número de Setembro do mesmo ano. Posteriormente, foi publicada na antologia “Buy Jupiter” (edição original de 1975) e na coletânea “Júpiter à Venda”, pela Hemus Livraria e Editora, em 1979, no Brasil.

Seria possível que existissem seres feitos de um material solúvel à água? Quando falamos em solubilidade, a ideia que temos é a de um material que pode ter suas propriedades físicas modificadas, ao ponto de, em contato com um tipo de solvente. como ácido clorídrico, sulfúrico, ou mesmo, simples água, se tornar menos denso.

A água perfaz nosso organismo em grande parte. O homem possui em seu corpo 65% de água e as mulheres, 60%. No recém-nascido, compõe entre 74 e 80 por cento de seu corpo. A água compõe 71% da superfície de nosso planeta e, desse volume, 97,4% se encontra nos oceanos, em estado líquido.

A água, em nosso corpo, é tão importante, que não existiria vida na Terra, sem a existência dela. No organismo humano, ela age principalmente como solvente, sendo o meio propício para a realização da grande maioria das reações químicas, ou nosso metabolismo.

A água é responsável pela eliminação de substâncias tóxicas. Nossa urina é composta por 95% de água, e é principalmente pela urina que liberamos para fora do organismo as substâncias em excesso ou que não possuem utilidade para nós.

A água é componente principal do plasma sanguíneo, transportando nutrientes, oxigênio e sais minerais para as células. Também, a água transporta os produtos do metabolismo, levando-os dos locais onde são gerados, até onde são eliminados.

A água participa da digestão, sendo componente da saliva e dos sucos digestivos. Também atua na excreção e na absorção de substâncias.

Além de tudo isso, a água atua como protetor de estruturas do organismo humano. Nosso sistema nervoso central (o cérebro e a medula espinhal) é envolto por três camadas de membranas, as meninges. O liquor encontrado entre as meninges, composto principalmente por água, protege o sistema nervoso central de impactos, que poderiam danificá-lo. No caso do líquido amniótico, este protege o embrião em desenvolvimento de impactos, dentro do útero. As lágrimas, cuja função é evitar o ressecamento das córneas, são formadas por água, em sua maior parte, que tem por função também limpar os olhos.

A evaporação do suor, produzida em dias quentes em nossa pele, regula a temperatura do corpo, esfriando-o. A água não pode ser armazenada em nosso corpo. Deve-se ingeri-la, para obter-se sempre um estoque regulador do líquido.
Está claro que a família Sakkaro, no conto de Asimov, não pode ter origem terrestre. Seus corpos seriam formados por substâncias solúveis à água. Mesmo uma gota-d’água poderia matá-los. Triste fim teve a família Sakkaro. Eram simpáticos, estariam na Terra muito provavelmente para estudar o Homem, com finalidade de conhecer uma nova raça ou, por outro lado, estariam em nosso planeta em meio a milhares de outros alienígenas também solúveis à água, com a finalidade de procurar fraquezas entre os humanos. E influir numa futura invasão e transformação do clima da Terra em um clima que fosse aprazível para eles...


*Sobre Roberto Fiori:
Escritor de Literatura Fantástica. Natural de São Paulo, reside atualmente em Vargem Grande Paulista, no Estado de São Paulo. Graduou-se na FATEC – SP e trabalhou por anos como free-lancer em Informática. Estudou pintura a óleo. Hoje, dedica-se somente à literatura, tendo como hobby sua guitarra elétrica. Estudou literatura com o escritor, poeta, cineasta e pintor André Carneiro, na Oficina da Palavra, em São Paulo. Mas Roberto não é somente aficionado por Ficção Científica, Fantasia e Horror. Admira toda forma de arte, arte que, segundo o escritor, quando realizada com bom gosto e técnica apurada, torna-se uma manifestação do espírito elevada e extremamente valiosa.

Sobre o livro “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, do autor Roberto Fiori:

Sinopse: Contos instigantes, com o poder de tele transporte às mais remotas fronteiras de nosso Universo e diferentes dimensões.
Assim é “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, uma celebração à humanidade, uma raça que, através de suas conquistas, demonstra que deseja tudo, menos permanecer parada no tempo e espaço.

Dizem que duas pessoas podem fazer a diferença, quando no espaço e na Terra parece não haver mais nenhuma esperança de paz. Histórias de conquistas e derrotas fenomenais. Do avanço inexorável de uma raça exótica que jamais será derrotada... Ou a fantasia que conta a chegada de um povo que, em tempos remotos, ameaçou o Homem e tinha tudo para destruí-lo. Esses são relatos dos tempos em que o futuro do Homem se dispunha em um xadrez interplanetário, onde Marte era uma potência econômica e militar, e a Terra, um mero aprendiz neste jogo de vida e morte... Ou, em outro mundo, permanece o aviso de que um dia o sistema solar não mais existirá, morte e destruição esperando pelos habitantes da Terra.
Através desta obra, será impossível o leitor não lembrar de quando o ser humano enviou o primeiro satélite artificial para a órbita — o Sputnik —, o primeiro cosmonauta a orbitar a Terra — Yuri Alekseievitch Gagarin — e deu-se o primeiro pouso do Homem na Lua, na missão Apollo 11.
O livro traz à tona feitos gloriosos da Humanidade, que conseguirá tudo o que almeja, se o destino e os deuses permitirem.

Para adquirir o livro:
Diretamente com o autor: spbras2000@gmail.com
Livro Impresso:
Na editora, pelo link: Clique aqui.
No site da Submarino: Clique aqui.
No site das americanas.com: Clique aqui.

E-book:
Pelo site da Saraiva: Clique aqui.
Pelo site da Amazon: Clique aqui.
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Romance de espionagem aborda a crise energética mundial

Andrea Nunes - Foto divulgação
Jogo de Cena, de Andrea Nunes, será lançado durante a Primavera Literária Brasileira, em Portugal

A pequena cidade de Mangueirinhas, interior de Pernambuco, nunca mais voltou a ser a mesma desde que o suposto suicídio do boticário francês Michel Simon, seguido por violentos assassinatos atribuídos a seres do folclore, abalaram a tranquilidade dos dias, colocando a população à beira da histeria coletiva. Os crimes, acrescidos de doses de misticismo religioso, alquimia, contrabando de minério, organizações secretas e seus interesses escusos, além de um sigiloso projeto de fusão nuclear alimentam e dão ritmo à narrativa do livro Jogo de Cena, romance de espionagem da escritora Andrea Nunes. O título, da Cepe Editora, será lançado durante a 6ª edição do Printemps Littéraire Brésilien (Primavera Literária Brasileira), em Portugal, entre os dias 27 e 30 de maio. O lançamento no Recife acontecerá no dia seis de junho, a partir das 19h, no Museu do Estado de Pernambuco (Mepe).

Jogo de Cena é o terceiro título de Andrea Nunes, uma das poucas escritoras brasileiras a enveredar pelo gênero do suspense – pouco menos de 30 mulheres no radar da Associação Brasileira de Escritores de Romance Policial e Terror (Aberst). Autora de outros dois títulos que seguem a mesma linha, O Código Numerati - conspirações em rede (2010) e A corte infiltrada (2014), Andrea Nunes investe em temáticas contemporâneas referenciando fatos em seu texto ficcional.

Em seu mais recente livro, o esgotamento das reservas de petróleo e o mais arrojado projeto de pesquisa de fusão nuclear hoje curso (capaz mudar a matriz energética mundial) inspiram a trama ambientada no Agreste pernambucano, Recife e França.

Como protagonistas, Alexandra, delegada de Mangueirinhas, e seu irmão indireto, o historiador Pedro, tentam desvendar os sucessivos crimes - surpreendentemente conectados - a partir de pistas deixadas por Michel Simon em um livro secreto. Em uma teia de intrigas, ação e espionagem, o romance mergulha nos mistérios da alquimia (e a busca pela Pedra Filosofal) e na tecnologia de ponta, apresentando como personagens instituições conhecidas dos leitores, como o Sistema Brasileiro de Inteligência, a Eletronuclear, o Centro de Fusão Nuclear Experimental (Iter, na França) e a obscura Skull and Bones, que tem entre seus membros ex-presidentes dos Estados Unidos e da CIA. No cerne de toda a história, o Brasil e soberania nacional.

Paraibana radicada em Pernambuco, Andrea Nunes é promotora de Justiça do Ministério Público do Estado especializada no combate à corrupção. É membro da Academia Feminina de Letras e Artes da Paraíba e também autora dos livros O Diamante cor-de-rosa (infantojuvenil), O épico papel crepom (romance), Terceiro setor, controle e fiscalização (jurídico), além dos já citados A Corte Infiltrada e O Código Numerati (romances policiais).

Acompanhe abaixo trechos da entrevista com a autora:

O gênero suspense ainda é pouco explorado por mulheres no Brasil. O que a levou a ele e o quanto o gênero a completa enquanto escritora?

Andrea Nunes - Costumo dizer que a diversidade dos gêneros literários escritos por mulheres avança numa proporção muito semelhante ao protagonismo que a mulher assume em diversos papéis na sociedade. Como promotora de Justiça de combate à corrupção tenho a dádiva de circular em espaços de poder político e poder repressivo policial desconhecidos para a maioria das escritoras que vieram antes de mim. Assim, poder construir narrativas ficcionais onde exploro os cenários, curiosidades, contradições e tensões que permeiam esse universo é, efetivamente, fascinante. Posso concluir que, apesar de ser uma leitora contumaz de literatura policial desde a adolescência, sem dúvida, a profissão que adotei me aproximou mais ainda do estudo do crime. Desbaratar esquemas criminosos nas páginas dos processos de investigação é uma missão que me honra muito. Mas fazer isso nas páginas dos livros é extremamente divertido.

Contemporaneidade e grandes temas são elementos encontrados em suas narrativas. Gostaria que você falasse um pouco sobre essa constância em seu texto.

Andrea Nunes - A literatura policial, pelo seu formato mais acessível ao público em geral, é um veículo excelente para diluir provocações filosóficas e inquietações sociais que precisam chegar ao conhecimento da população. Através de uma boa história de suspense, arrebatamos o leitor da sua rotina pela fantasia, mas também o devolvemos intensamente ao seu tempo, circundando a história com as questões do seu país e do mundo contemporâneo. Assim deve ser o bom suspense erudito: veloz e envolvente o suficiente para competir com diversas opções de entretenimento mais superficiais, mas também profundo o bastante para que a leitura agregue valor e densidade cultural para quem lê. Meus livros não oferecem respostas prontas sobre os temas contemporâneos relevantes que trazem como pano de fundo. Mas fico imensamente feliz que tenham conseguido trazer uma infinidade de novas perguntas.

Jogo de Cena traz como pano de fundo a questão do esgotamento do petróleo enquanto matriz energética mundial, abordando também o maior projeto em curso de fusão nuclear. Por que a escolha da energia como tema central?

Andrea Nunes - O que as manifestações dos coletes amarelos na Europa e as paralisações de caminhoneiros no Brasil têm em comum, além de terem sido manifestações sociais recentíssimas com grande destaque da mídia e preocupação da população? É que ambos trazem como tema central os preços de combustíveis fósseis. Isso nos mostra que o mundo precisa compreender e se posicionar, com grande urgência, sobre a crise dos combustíveis, descobrindo que interesses estão em jogo neste mercado estratégico e bilionário, e como os espiões dos governos, os cientistas e as empresas estão se movendo nos bastidores para lidar com esse problema.

Como foi o processo de gestação de Jogo de Cena? Quanto tempo, ritmo de escrita, pesquisas....

Andrea Nunes - Jogo de Cena é o meu maior livro. O que “decantou” mais tempo, nesses quatro anos que o texto amadureceu. Ele teve uma versão mais curta escrita há três anos, uma espécie de rascunho. Nesse ínterim, outras coisas foram acontecendo, minha pesquisa sobre energia foi aprofundando e a narrativa foi sendo enriquecida. A parte da espionagem governamental foi mais fácil, pois os personagens e cenários descritos não estão distantes da minha realidade profissional. De resto, lapidei muita coisa em pesquisa posterior, desde a simples descrição de um prato à inserção de alguns novos personagens, passando por alguns títulos que descartei, tudo para que a história melhorasse a cada dia. No fim, acho que o resultado final ficou realmente muito bom.

Qual a sua expectativa em relação ao livro, à receptividade dos seus leitores?

Andrea Nunes - Quando um filho nasce, a gente imagina muita coisa para ele. Não é diferente com um trabalho desses, onde você passa alguns anos aperfeiçoando detalhes, colocando sua alma nas pontas dos dedos. Você olha o rebento e acredita no potencial. Mas sabe que vai ser interagindo com o mundo que ele vai construir a história dele. A minha imensa sorte é que eu tenho os melhores leitores do mundo: essa gente generosa, espirituosa e inteligente que me deu guarida em suas estantes. Eu só posso imaginar que vão amar essa nova experiência e vão se divertir tanto nela quanto eu me diverti preparando tudo.

Andrea Nunes escritora e Andrea Nunes promotora de Justiça. Como e de que forma uma influencia a outra?

Andrea Nunes- A promotora e a escritora são personagens distintas, mas originárias de uma única menininha que era filha de professores universitários. A mãe da menininha era artista e tinha parentesco com o poeta Augusto dos Anjos. O pai da menininha tinha ficha no Dops e fora preso na ditadura militar. O lar da menininha vivia abarrotado da poesia maldita e dos livros proscritos. Essa história de vida incomum possibilitou herdar, no espírito, o traço mais marcante da sua criação: um respeito reverente pela palavra e pela liberdade de expressão. E essa era uma herança tão preciosa para dar conta que a menininha precisou bifurcar em duas. Então, ela se transformou numa escritora para levar ao mundo a narrativa que traduz a vida com as lentes do encantamento. E a promotora tenta mudar o mundo para torná-lo mais justo e digno como seu pai um dia ensinou que deveria ser. Essas duas personagens lutam em campos distintos, mas com a mesma arma: a palavra. E assim se influenciam mutuamente, todos os dias.

Novos projetos em curso?

Andrea Nunes - Já comecei as pesquisas para o livro novo. É a fase onde eu destruo meus criados-mudos, que ficam empenados com tanta leitura de cabeceira. Escrevi as primeiras páginas e defini os personagens principais. O resto ainda é segredo....

Serviço:
Lançamento do livro Jogo de Cena
Maio: Primavera Literária Brasileira (Portugal)
27.05 – Vila Nova de Gaia e São Miguel de Seide
28.05 – Braga
30 – Évora e Lisboa

Junho: Recife
Quando: 06 de junho, quinta-feira
Onde: Museu do Estado de Pernambuco (Mepe)
Horário: 19h
Endereço: Avenida Rui Barbosa, 960, Graças

Preço do livro: R$ 40,00 (livro impresso) e R$ 12, 00 (e-book)
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quinta-feira, 16 de maio de 2019

Gustavo Annecchini e o livro “Bluebell”

Gustavo Annecchini e Maria Elisa Coelho - Foto divulgação
Sou um publicitário inquieto. Tão inquieto que, desde pequeno, resolvi escrever as minhas inquietudes.

Cresci em uma família que, para minha sorte, me brindou com uma educação incrível, repleta de conhecimento e amor, meus maiores tesouros, sem sombra de dúvidas.

O flerte com a Psicanálise, no ano de 2004, foi impactante; paixão à primeira vista. Desde então, não parei mais de estudá-la; tanto que, em 2019, concluí minha pós-graduação em Psicanálise e Ciências Humanas, matéria que me dá muito apoio em todos os campos da vida, seja ocupando a cadeira de CEO da Oroboro Entertainment, agência de celebridades que toco juntamente com minha sócia, Maria Elisa Coelho, seja na gestão da carreira dos talentos de cujas carreiras cuidamos com muito amor e profissionalismo, ou, ainda, nas situações do dia a dia e na elaboração dos textos que escrevo sobre os mais variados temas.

A Literatura tem sido uma forma de oração; um lugar onde me recolho em mim mesmo e translitero tudo aquilo que sinto e penso.

Homem Santo foi meu primeiro romance, lançado despretensiosamente em 2010.

Depois de tantos anos atuando juntos como sócios e criativos da Oroboro, eu e Maria Elisa Coelho, essa parceria incrível que a vida me deu, decidimos nos lançar na Literatura, unindo as diversas histórias que criamos juntos todos os dias. Decidimos dividi-las com as pessoas e, dessa forma, a partir de uma metodologia muito particular de escrita, trazemos ao público nosso romance de estreia como dupla, Bluebell, uma ode às virtudes humanas.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Gustavo Annecchini: Sempre gostei de escrever. Desde pequeno arrebentava nas redações da escola, principalmente pelo fato de ter sido duramente cobrado pelo meu pai, que não admitia notas abaixo de nove em Língua Portuguesa. Um hobby, ainda criança, era copiar histórias, transcrevê-las mesmo. Tinha um caderninho especial para isso.

À medida que o tempo foi passando, os textos foram ganhando mais corpo, mais maturidade e vida; é o percurso de vida se mostrando presente naquilo que eu escrevia e pensava na altura. Até que, em 2010, incentivado – ou melhor, quase obrigado – pela Maria Elisa, “decidi” escrever Homem Santo, romance baseado em fatos reais de uma experiência que vivi em Portugal e em Israel no ano 2000. Daí pra frente, o sonho de escrever e de mostrar Literatura para o mundo não se afastou mais de mim. E essa pulsão foi tão forte que contaminou a Elisa, que se viu incentivada – ou melhor, quase obrigada (risos) – por mim, a começar a escrever.  Foi quando nos deu, ao mesmo tempo, um estalo. Vamos fazer isso juntos! Dois aquarianos com duas mentes pra lá de malucas e eivadas das melhores intenções – tudo bem, nem sempre (risos) – decidiram se unir – ainda mais – para a criação de textos diversos. Daí, nasce nosso primeiro filho das letras, Bluebell.

Conexão Literatura: Você é coautor do livro “Bluebell”. Poderia comentar?

Gustavo Annecchini: Nós não chamamos de coautores. Somos, ambos, autores. Antes de começarmos a escrever, criamos uma metodologia para trabalharmos o desenvolvimento dos nossos livros, de forma que fosse possível cria-los a quatro mãos. Experimentamos bastante até começarmos. Para desenvolvermos o método, levamos uns bons dois anos. Mas, ao que nos parece, chegamos lá! Vejamos o que as pessoas vão achar de Bluebell. Será, para nós, um excelente termômetro.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

Gustavo Annecchini:  Este livro foi escrito em quatro meses. Eu e Elisa somos ávidos pesquisadores. Criamos uma Ordem, a que batizamos Ordem das Virtudes. Tem Hierarcas, propósito, objetivos, fundação, alicerces, mandamentos... a mente da gente é capaz de criar o que quiser, não é mesmo? E nós levamos isso a sério (risos). Eu e Elisa já viajamos mais de 25 países. Isso ajuda muito a dar asas à imaginação; cenários, paisagens, pessoas, lugares, situações das mais diversas; tudo vira repertório. Tudo é conteúdo latente para trabalharmos nossas histórias. Criar é estar vivo, em estado pleno de atividade mental... não para nunca....

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em seu livro?

Gustavo Annecchini: O capítulo que se passa em Hallerbos, na Bélgica, ficou muito bacana. Gostamos de escrever o livro como um todo; a gente gosta muito dessa história, pois cremos que Bluebell não seja apenas uma história, mas, sim, e também, um alerta para que a gente esteja atento à busca de uma vida onde as virtudes humanas ganhem mais espaço e relevância. Hallerbos, a floresta belga, traz a parte mais emocionante da trama, na minha opinião.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir um exemplar do seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Gustavo Annecchini:  O livro está à venda em diversas plataformas online como Kobo, Amazon, entre outras. Estamos analisando propostas de editoras para o lançamento impresso, mas ainda não fechamos com nenhuma. Produzimos Bluebell de forma independente, da capa, à diagramação, com artistas e profissionais parceiros. Tivemos a participação de uma editora – também de amigos nossos – para a distribuição online do livro e a diagramação digital de Bluebell. Para ler aquilo que escrevo, pode passear pelas minhas redes sociais, Facebook (Gustavo Annecchini) e Instagram (gustavo.annecchini). Lá moram alguns textos, pensamentos, poemas, reflexões, frases... tem muita coisa que não publiquei ainda... estão guardadas no meu baú para que, um dia, ganhem contato com o público... acredito na maturação daquilo que escrevo...muita coisa não fez sentido, outras não fizeram sentido ainda, outras fizeram sentido para mim apenas... é assim, vamos cismando com o que criamos e, ao nos desprendermos, somos conduzidos a esse grande tesão que é publicar nosso trabalho.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Gustavo Annecchini: Há, sem dúvidas, que sim! Bluebell continua. E, além dessa continuação, eu e Elisa já temos umas seis, sete histórias capituladas, pensadas, planejadas... pretendemos criar uma rotina de produção literária em meio a nossa – já bastante animada – vida profissional.

Perguntas rápidas: 

Um livro: A Psicanálise Novamente
Um (a) autor (a): Clarice Lispector
Um ator ou atriz: Peter Sellers
Um filme: Minha Amada Imortal
Um dia especial: Todos. Amo viver. Amo fazer parte desta experiência incrível de haver por este mundão.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Sim. Primeiramente, o meu muito obrigado pelo espaço. “Segundamente” (risos), gostaria de sugerir a todos que pensem mais nas virtudes humanas: resiliência, justiça, amor, temperança, caridade, humildade... Eu e Elisa temos dado uma atenção bem grande a elas – às virtudes – com o objetivo de trabalharmos, dia a dia, a dura tarefa de nos tornarmos seres humanos melhores, com uma visão mais coletiva de mundo, no teatro social. É um exercício muito difícil, mas que nos tem mostrado um lado incrível, uma ótica bem diferente de ver a vida; tem nos trazido mais esperança e uma sensação de força e garra para tentarmos mudar o mundo à nossa volta, através dos nosso sentimentos e ações. Muito obrigado.
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quarta-feira, 15 de maio de 2019

Literatura brasileira é destaque em eventos internacionais

Conceição Evaristo - Foto divulgação
A literatura brasileira ainda se mostra relevante e vai além das fronteiras. Tanto é que dois eventos nos Estados Unidos, em junho, vão destacar obras de língua portuguesa em atividades culturais e exposições para o público em geral. 

Um deles é o ‘Mulheres na Escrita’, programa realizado pelo grupo “Mulheres da Resistência no Exterior”. O evento acontece dia 15 de junho, no The People's Forum, em Nova York. A iniciativa, que visa dar mais visibilidade às mulheres escritoras, vai contar com importantes nomes como, por exemplo, Conceição Evaristo e Manuela d’Ávila. Elas vão falar sobre seus trabalhos artísticos e compartilhar suas experiências na literatura.

Na mesma cidade também acontece o 5º Salão do Livro de Nova York, na Biblioteca Brasileira de Nova York (Brazilian Endowment for the Arts), nos dias 19 e 20 de junho. O programa conta com a realização de atividades culturais e palestra sobre literatura brasileira no mundo.

Organizada pela ZL Editora, o projeto Internacional existe há quase dez anos e já foi realizado em Lisboa (Portugal), Berlim (Alemanha), em algumas cidades da França e em Montreal (Canadá), além do Rio de Janeiro. A iniciativa foi criada com intuito de valorizar o trabalho dos autores independentes e as pequenas editoras, ambos sem acesso ao circuito oficial literário brasileiro. 

Serviço:
Mulheres na Escrita
Data: 15/06/2019
Local: The People's Forum
Endereço: 320 W 37th St, New York

5º Salão do Livro de Nova York
Data: 19 e 20/06/2019
Local: Brazilian Endowment for the Arts
Endereço: 240 E 52nd St, New York
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Livro infantil mostra os perigos do pensamento negativo

Ellen Moraes Senra - Foto divulgação
Muitas vezes, nossos medos podem distorcer a realidade que acontece ao nosso redor. Essa é a mensagem de alerta do livro "Feiurinha Sabe Tudo".  Escrito pela psicóloga especialista em terapia cognitivo comportamental Ellen Moraes Senra, a obra mostra os perigos de se confiar cegamente nos pensamentos negativos.

Segundo a autora, a ideia surgiu através de conversas com seu filho sobre alguns de seus medos e sobre os coleguinhas. "Ele chama todos que conhece de amigos. Mas quando as crianças não querem brincar com ele, não quero que pense que é porque não gostam dele".

- Por meio do livro, quero ajudar as crianças, assim como meu filho, a entender que nem tudo o que parece é e que não é possível adivinhar o pensamento das pessoas - ressalta.

Na obra, o personagem Vitor tem uma distorção, ou um erro cognitivo, que o faz pensar que não é amado. Seu amigo imaginário, o Feurinha, faz Vitor acreditar que as pessoas não gostam dele. "Até o faz pensar que o fato dos pais não terem tempo e trabalharem tanto é porque não ligam para Vitor".

- Na realidade os pais dele o amam muito e precisam trabalhar como todos os outros pais. Mas as coisas mudam com a chegada de Lívia, a nova vizinha que tem a mesma idade de Vitor. Ela o ajuda a pensar de outra maneira, descontruindo as coisas que o Feiurinha fazia com que ele pensasse. Com o tempo, ele percebe que muita coisa que imaginava não era verdade – explica Ellen.

A psicóloga diz que "Feiurinha Sabe Tudo" nos alerta de que os nossos pensamentos podem nos enganar em seus propósitos, pois ao acreditarmos neles sem questioná-los, estamos assumindo que eles estão corretos.

- Quando temos a oportunidade de questionar aquilo que achávamos que sabíamos, nosso mundo pode mudar de cor, proporcionando mais saúde mental, bem-estar e autoestima – conclui. 


Sobre a autora:
Ellen Moraes Senra
Psicóloga clínica
Especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental
Mestranda em Psicologia Social
Coautora do livro Desafios de educar: educar hoje, com o capítulo "Geração do futuro: o jovem na faculdade". Coordenadora editorial do livro Interfaces do ser adolescente
Autora do livro Adolescer sem vacilo: compreendendo o universo Adolescente

DADOS TÉCNICOS
ISBN: 978-85-9501-102-1
Formato: 16 X 23cm | 32 Páginas | Peso: 112g
Acabamento: Brochura
Ano de publicação 2018
Editora Sinopsys
R$33,00
https://www.sinopsyseditora.com.br/livros/feiurinha-sabe-tudo-1255
Disponível também na Amazon.
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Marcelo Labes (SC) e Milton Rosendo (AL) estarão no Arte da Palavra, no Sesc do Rio de Janeiro

Marcelo Labes - Foto divulgação 
Projeto de leitura do Sesc receberá os escritores no Rio de Janeiro

O Espaço Cultural Escola Sesc, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, recebe mais uma edição do Arte da Palavra – Rede de Leituras, projeto que percorre o país com debates e oficinas literárias, reunindo escritores de diferentes vertentes da literatura brasileira e também de localidades distintas, permitindo a circulação mais ampla de suas obras e suas ideias. Desta vez, Marcelo Labes, de Santa Catarina, e Milton Rosendo, de Alagoas, foram convidados pelo Sesc a compartilhar experiências e ideias num bate-papo com o público na quarta-feira, 15 de maio, às 15h. A entrada é franca.

Além da mesa debates os autores também apresentam suas obras e discutem aspectos inerentes à fruição literária, incentivando o gosto pela leitura e escrita. Marcelo Labes publicou cinco obras: Falações [EdiFurb, 2008], Porque sim não é resposta [Antítese, Hemisfério Sul, 2015], O filho da empregada [Antítese, Hemisfério Sul, 2016] e Trapaça [Oito e Meio, 2016]. Integrou a mostra Poesia Agora [edição carioca, 2017]. Tem poemas publicados em Mallarmagens, Livre Opinião – Ideias em Debate, Ruído Manifesto e Cidadão Cultura. 

Doutor em Estudos Literários pela Universidade Federal de Alagoas, Milton Rosendo trabalha com literatura brasileira, poesia, intertextualidade, metalinguagem, representação e semiótica. Desde 2016 é mediador dos projetos Pé de Página e Arte da Palavra- Rede de Leituras ambos desenvolvidos pelo Sesc.
Milton Rosendo - foto divulgação
Lançado em 2017, o Arte da Palavra atua em toda a cadeia literária, desde a formação e divulgação de novos escritores e valorização das obras e autores brasileiros até novas formas de produção e prazer pela leitura.  Ao trabalhar em diferentes frentes, o Sesc vem contribuindo para a democratização do acesso à leitura, abrangendo públicos de diversas faixas etárias. Já se apresentaram no Arte da Palavra – Rede Sesc de Leitura autores de Norte a Sul do país tais como: Luci Colin (SC), Casé Lontra Marques (ES), Cida Pedrosa (PE), Vanessa Trajano (PI), Lívia Nestrovski e Fred Ferreira (RJ), Nilton Resende (AL) e Lívia Nathalia (BA), André de Leones e Jorge Nascimento.

Serviço
Arte da Palavra – Rede Sesc de Leituras
Data/Hora: 15 de maio, 15h
Local:  Biblioteca da Escola Sesc de Ensino Médio (Avenida Ayrton Senna, 5677 Jacarepaguá, RJ)
Capacidade: 100 lugares
Classificação: Livre
Entrada: gratuita

Números da falta de leitura
De acordo com pesquisa realizada pelo Ibope  44% da população brasileira não lê e 30% nunca comprou um livro. A pesquisa aponta ainda que 74% da população não comprou nenhum livro nos últimos três meses. Entre os que compraram livros em geral por vontade própria, 16% preferiram o impresso e 1% o e-book. Um dado alarmante: 30% dos entrevistados nunca comprou um livro. As mulheres continuam lendo mais: 59% são leitoras. Entre os homens, 52% são leitores. A pesquisa ouviu 5.012 pessoas, alfabetizadas ou não, mesma amostra da pesquisa passada. Isso representa, segundo o Ibope, 93% da população brasileira.. Entre os que os homens, compraram livros em geral por vontade própria, 16% preferiram o impresso e 1% o e-book. Um dado alarmante: 30% dos entrevistados nunca comprou um livro. As mulheres continuam lendo mais: 59% são leitoras. Entre 52% são leitores. A pesquisa ouviu 5.012 pessoas, alfabetizadas ou não, mesma amostra da pesquisa passada. Isso representa, segundo o Ibope, 93% da população brasileira.
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terça-feira, 14 de maio de 2019

Maria Elisa Coelho (sobrinha de Paulo Coelho), cede entrevista e comenta sobre o livro “Bluebell”

Maria Elisa Coelho e Gustavo Annecchini - Foto divulgação
Viajar, ouvir música, escrever, fazer trilhas, desbravar o mundo, explorar o desconhecido. A Maria Elisa é uma aquariana totalmente curiosa e inquieta.
Costumo dizer que minha pilha não acaba nunca. Tenho uma paixão inexplicável pela vida e por ter a chance de dividir com o mundo as coisas que penso e sinto.
Essa paixão me conduz de forma avassaladora pela vida e me faz traçar metas ousadas e planos mirabolantes! Procuro sempre me desafiar para que possa romper minhas próprias barreiras, sempre com a preocupação de poder agregar algo de melhor pra mim e para o meu próximo.

ENTREVISTA: 

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário? Teve alguma inspiração pelo fato do seu tio ser o escritor Paulo Coelho?


Maria Elisa Coelho: Sempre adorei histórias. Desde pequena minha mãe lia todo tipo de histórias pra mim. Cresci fascinada pelo mundo da fantasia. Depois de casada, via que o Gustavo tinha um dom especial para escrever e comecei a incentivá-lo muito a desenvolver o seu dom. E depois foi a vez dele, que também me dizia que eu precisava esboçar a minha criatividade artisticamente de alguma maneira. Acabei escolhendo a literatura, pois nós – eu e Gustavo – planejávamos alçar voo nessa direção, pois tínhamos muitas histórias para contar. O tio Paulo é, sim, uma inspiração. O maior ensinamento dele que carrego comigo dentro do peito é a força que ele carrega dentro de si e que fez com que ele conseguisse chegar aonde queria. O exemplo dele de vida me inspira diariamente a perseguir meus sonhos, jamais desistir deles e, sobretudo, a trabalhar duro para realizá-los. Ele é o meu mago querido!

Conexão Literatura: Você é coautora do livro “Bluebell”. Poderia comentar?

Maria Elisa Coelho: Eu e Gustavo escrevemos em parceria. Criamos uma metodologia para desenvolvermos as histórias que escreveremos juntos. Queremos que esse jeito de escrever seja percebido pelo público, de forma a reconhecerem nossos textos. Bluebell, por exemplo, passou por diversos tratamentos de texto, até que entendemos que estávamos no caminho certo. O livro funcionou como uma espécie de laboratório para a implementação do método de criação que desenvolvemos. Conseguimos comprovar que, de alguma forma, o método funciona, pois pedimos a algumas pessoas próximas que lessem o livro e todos – sem exceção – comentaram que conseguiam identificar o que era texto do Gustavo e o que havia sido escrito por mim!

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

Maria Elisa Coelho:  Eu amo pesquisar! É a parte que eu mais gosto do processo de planejamento das nossas histórias. Antes de começarmos a escrever as histórias, mergulhamos em pesquisas mil; cenários, personagens, figurinos, temporalidade. EU e Gustavo somos bem organizados; então, buscamos otimizar o nosso tempo. Para tal, um processo de pesquisa bem feito é primordial para que consigamos escrever com mais fluidez e objetividade. Bluebell ficou pronto em 4 meses.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em seu livro?


Maria Elisa Coelho: Adoro os diálogos da Chiara e Vittorio na biblioteca. Momento em que o misterioso bibliotecário faz revelações importantes para Chiara. Não posso dar spoilers!  (risos)

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir um exemplar do seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Maria Elisa Coelho: Bluebell está à venda nas principais plataformas digitais como Amazon, Kobo, entre outras. O livro físico pode ser encomendado através das Livrarias da Travessa e do site dos nossos editores da Folio Digital (http://www.foliodigital.com.br/).

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Maria Elisa Coelho: Sempre! Nós temos algumas histórias já planejadas e pensadas. Quando decidimos escrever, achamos importante ter um pacotão de histórias já pensadas para que evitássemos um hiato de criação. Sabe aqueles momentos que parece que a criatividade vai embora? (risos)!! Pra fugirmos disso, pensamos em diversas histórias que gostaríamos de contar. Agora, é colocar a mão na massa!

Perguntas rápidas:

Um livro: Dracula
Um (a) autor (a): Emily Brontë
Um ator ou atriz: Gary Oldman
Um filme: Orgulho e Preconceito
Um dia especial: meu primeiro voo, aos 9 anos de idade

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Gostaria de chamar a atenção das pessoas para buscarem sempre uma conexão verdadeira e profunda com suas próprias virtudes. Nós escolhemos as virtudes humanas como linha condutora para a nossa produção literária. O objetivo disso é fazer com que nossas histórias tragam consigo uma mensagem que possa edificar e inspirar as pessoas a se tornarem seres humanos melhores. Acreditamos que o momento que a espécie humana enfrenta carece de um olhar profundamente preocupado na disseminação de um padrão de comportamento mais plural e preocupado com o futuro da espécie humana. E cremos que através de mudanças promovidas em nós mesmos, em nosso próprio comportamento, é que conseguiremos mudar pra melhor alguma coisa para as gerações futuras.
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Mauricio de Sousa participa de painel da OEI na Bett Educar

Mauricio de Sousa - crédito - Lailson dos Santos
Evento, que tem como objetivo fomentar a reflexão sobre temas importantes relacionados à construção da ética e da cidadania entre o público infantojuvenil, acontece de 14 a 17 de maio, no Transamérica Expo Center

O desenhista Mauricio de Sousa participará, no dia 15 de maio, às 14 horas, da Bett Educar, maior evento de educação e tecnologia da América Latina, que tem por missão reunir pessoas, práticas e tecnologias para propiciar o desenvolvimento dos educadores, maximizando a aprendizagem dos alunos.

Com o objetivo de fomentar a reflexão sobre temas importantes relacionados à construção da ética e da cidadania entre o público infantojuvenil, a Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) convidou representantes da Controladoria-Geral da União (CGU), do Ministério da Educação (MEC), do  Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e do Instituto Mauricio de Sousa (IMS),  para participar de uma mesa de debates acerca desta temática.

O Instituto Mauricio de Sousa faz parte do programa “Um por Todos e todos por um! Pela ética e Cidadania” que vem, desde 2009, difundindo entre as crianças, por meio dos personagens da Turma da Mônica, valores relacionados à democracia, autoestima, participação social, respeito à diversidade, responsabilidade cidadã e interesse público.

O conteúdo didático-pedagógico do programa está alinhado com as competências estabelecidas na Base Nacional Comum Curricular - BNCC e é voltado para estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental.  Para os 5 anos do Ensino Fundamental estão disponíveis revistas em quadrinhos e bancos de atividades e exclusivamente para o 5º ano do Ensino Fundamental foi desenvolvido um kit completo do professor e do estudante para a sedimentação de conceitos aprendidos nos anos anteriores, composto de Manual do Professor, Caderno do Estudante, Revistas de histórias em quadrinhos, jogos e vídeos, entre outros.

A feira, que será realizada de 14 a 17 de maio, no Transamérica Expo Center, congrega anualmente mais de 230 empresas nacionais e internacionais, mais de 19 startups do setor e cerca 22.000 participantes da comunidade educacional de todos os estados brasileiros, que se encontram com o propósito de buscar inspiração, discutir o futuro da educação e o papel que a tecnologia e a inovação desempenham na formação de todos os educadores e estudantes. [www.bettbrasileducar.com.br].

Sobre o Instituto Mauricio de Sousa (IMS)

Fundado em 1997, o IMS realiza projetos, campanhas e ações sociais focados na construção de conteúdos, que através de uma linguagem clara e lúdica, estimulam o desenvolvimento humano, a inclusão social, o incentivo à leitura, o respeito entre as diferenças, a formação de cidadãos conscientes e conhecedores de seus deveres e direitos.
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José M. S. Freire e a obra "Caçada Cósmica"

José M. S. Freire - Foto divulgação
José Maurilio de Souza Freire nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1956. Sempre gostou da literatura de ficção científica. Esse tipo de leitura influenciou suas escolhas acadêmicas: É bacharel em Ciências Físicas pela Universidade Federal Fluminense e pós-graduado em Análise de Sistemas pela PUC-RJ. Também chegou a fazer dois anos de mestrado em Física Nuclear.
Trabalha como Tecnologista Sênior na Marinha do Brasil. Seu trabalho consiste em analisar a propagação do ruído irradiado pelos navios de guerra no ambiente marinho. Escrever relatórios técnicos o inspirou a criar esta série de ficção.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?


José M. S. Freire: José M. S. Freire: Tudo começou em uma noite fria e chuvosa de junho de 2012. Eu estava em casa, degustando um vinho chileno e assistindo a um documentário sobre antigas civilizações, e seus supostos contatos com os “Deuses-Astronautas”, quando, de repente, me ocorreu, segundo meus próprios conhecimentos de Física e minhas convicções a respeito do legado de seres alienígenas na Terra que, se realmente eles estiveram aqui, sua rota mais provável para superar as astronômicas distâncias entre seus mundos e o nosso, só pode ter sido traçada através de portais interdimensionais, entre os quais os buracos negros e buracos de minhoca, previstos na Teoria da Relatividade. Mas, também, segundo os cientistas modernos, podem ser criados artificialmente com o emprego de sistemas de alta tecnologia.
    A partir daí, eu fiquei imaginando se, assim como em certos sítios arqueológicos extremamente antigos, nos quais é aventada a existência desses portais no interior de templos ou formações de enormes megálitos, também na Floresta da Tijuca, onde eu costumava caminhar nos fins de semana, poderia haver algum indício da existência dessas passagens, em suas grutas ou recantos mais recônditos. A partir desse pensamento, me veio a ideia de criar uma história para explorar esta possibilidade.

Conexão Literatura: Você é autor da saga Tamara Jong, agora lança a obra “Tamara Jong – Caçada Cósmica”. Poderia comentar?

José M. S. Freire: Sim. Neste quarto livro eu tentei ser bastante ousado, acrescentando, deliberadamente, elementos religiosos à trama. Mas não fiz isto para gerar discussões ou polêmicas, como muitos fazem, para atrair “os holofotes da fama” sobre si. O personagem bíblico com o qual Tamara se envolve (estou dando um “pequeno spoiler”), quando acidentalmente retorna ao passado da Terra, é justamente um dos mais envoltos nos enigmas e nas especulações levantados pelos que defendem ferrenhamente a teoria dos astronautas antigos, inclusive eu.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir essa obra?

José M. S. Freire: Bem, na verdade minhas pesquisas, feitas antes de eu escrever o primeiro livro, “Tamara Jong: O Chamado de Úlion”, se resumiram em estudar um pouco sobre a Coreia do Sul, principalmente para conhecer nomes típicos e poder criar o nome dos parentes de Tamara. Também li algumas coisas sobre seu estágio de desenvolvimento científico e tecnológico. Mas nada que eu já não soubesse, tipo, eles são donos de grandes marcas de carros, telefonia celular, televisores e eletrônicos em geral. Além de possuírem a banda larga mais rápida do mundo. Quanto ao tempo de escrita, levei um ano, aproximadamente, para escrever cada livro.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em Caçada Cósmica?

José M. S. Freire: O trecho que eu acho mais legal no livro é quando Tamara se oferece para salvar determinado personagem de um trágico e inexorável destino e ele, numa resignação impressionante quanto ao seu papel no mundo (da época), simplesmente responde: “Não, Tamara, obrigado! Eu aceito de bom grado o meu destino. Não sou digno de estar com “fulano” (sem spoiler!). Os deuses dão e tiram a vida, segundo seus caprichos. Mas há um Deus maior que paira sobre a Sua Glória acima de todos os outros. Ele não julga, não condena e não pune! Das trevas Ele criou a luz, e da luz se fazem todas as coisas! E todas elas, um dia, quer sejam boas ou más, retornarão à mesma natureza comum. Não sou mais que um punhado de nada atirado aos ventos da sorte, que não nos levam a lugar algum”!

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu e-book e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

José M. S. Freire: Bem, o livro está à venda na Amazon e na Cultura, por enquanto só em e-book. Quanto a saber mais de mim e do meu trabalho, infelizmente eu ainda não tive tempo de criar um site ou blog para receber os comentários dos leitores. Mas eu devo me aposentar em breve e, entre meus projetos, está a criação de uma página própria para interagir com meus leitores. De qualquer modo, quem quiser me adicionar no facebook, tudo bem.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

José M. S. Freire: Por enquanto, estou concentrado em dar prosseguimento à série. Atualmente estou escrevendo o quinto livro, que eu pretendo lançar ainda este ano. Só lamento que, até agora, os três primeiros livros não tenham tido a receptividade que eu esperava. Fico desapontado com isto. Não por vaidade, ou pelo desejo de me tornar um escritor famoso. Não tenho estas pretensões. Mas acho que meus livros estão muito originais, com uma escrita leve e dinâmica, que não cansa o leitor. Os personagens são inteligentes, espirituosos, engajados socialmente e, sobretudo, são pessoas valentes e leais a si mesmas e aos seus companheiros, que não se deixam abater pelas adversidades, estando sempre prontas a encarar os desafios que lhes são impostos nesta árdua jornada para reconquistar a liberdade do povo uliano

Perguntas rápidas:

Um livro: Dom Quixote de La Mancha
Um (a) autor (a): Miguel de Cervantes
Um ator ou atriz: Sônia Braga
Um filme: Dona Flor e Seus Dois Maridos
Um dia especial: O dia em que nasci (por motivos óbvios, rsrs...)

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?


José M. S. Freire: Gostaria de agradecer a revista “Conexão Literatura” pela oportunidade de estar aqui falando do meu trabalho. Acho que ela é um excelente veículo de divulgação e promoção da cultura em nosso país, sobretudo por valorizar as publicações de língua portuguesa, como tenho visto em suas edições. E, também, dizer que ficaria muito feliz se os leitores brasileiros começassem a valorizar mais os autores de ficção nacionais. Em muitos grupos do facebook que participei, vi, com certo pesar, o enaltecimento de autores estrangeiros há muito consagrados, inclusive, a maioria já morta, enquanto que os brasileiros, mesmo os mais conhecidos e bem-sucedidos, quase ninguém lembra.  

Para saber mais ou adquirir "Caçada Cósmica: clique aqui.
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segunda-feira, 13 de maio de 2019

Donizete Pinheiro e o livro Terapia da paz, por Sérgio Simka e Cida Simka

Donizete Pinheiro - Foto divulgação
Nesta entrevista exclusiva, o escritor Donizete Pinheiro fala sobre o apregoado fim dos tempos e fornece lições valiosas sobre o porvir. Leia a entrevista, antes que seja tarde!

Donizete Pinheiro nasceu em 1956 e tem três filhos e dois netos. Foi juiz de Direito por trinta anos e se aposentou em 2013. É espírita desde os nove anos, tendo desempenhado diversas atividades no movimento espírita, ao qual se dedica mais intensamente na atualidade, fazendo palestras, cursos, seminários e escrevendo livros. Há 27 anos publica o jornal Ação Espírita, edição trimestral.

ENTREVISTA:

O que o levou a escrever o livro "Terapia da paz"?

A coletânea de textos do livro Terapia da Paz tem origem num programa de rádio que mantive em Adamantina durante alguns anos, denominado Tempo de Paz. A pedido do proprietário da Rádio Joia, Flavio Bonassa (popularmente conhecido por Sabiá), elaborava textos e gravava a leitura, que ia ao ar em meio ao programa sertanejo que Sabiá apresentava pela manhã. Eram sempre textos contendo uma mensagem positiva, normalmente iniciados com uma pequena história. Escolhi esse nome, Tempo de Paz, para o programa, porque em todos os tempos somos necessitados de paz interna e externa para alcançarmos felicidade. Como o programa era destinado ao público em geral, de todas as religiões, não tratava especificamente de temas espíritas, mas a mensagem espiritual e de conforto proposta pelo Espiritismo sempre norteou o conteúdo. O programa caiu no agrado do público, que passou a solicitar os textos por escrito. Daí a ideia de publicá-los: inicialmente foi publicado o livro Tempo de Paz e, posteriormente, pela editora EME, o Terapia da Paz.

Por que o ser humano, de maneira geral, ainda engatinha em termos de evolução espiritual?

O processo evolutivo é infinito e lento. Viver é evoluir, suportando experiências que servem ao desenvolvimento dos potenciais divinos que nos tornarão espíritos virtuosos, portanto felizes. Os Espíritos fomos criados simples e ignorantes, mas em momentos diferentes, e seguimos uma trajetória pessoal de esforços e de aprendizado que nos coloca em graus diferentes de evolução, numa classificação que nada tem de absoluta: existem os mais primitivos, os que suportam expiações e provas, os bons e os purificados. A Terra é um planeta de segunda categoria (expiações e provas) e seus habitantes somos Espíritos inferiores e, por isso, com dificuldade de vencer nossas más inclinações, o instinto, o egoísmo e o orgulho. No entanto, segundo revelações espirituais, nosso mundo está em transição para a fase de regeneração, quando então o bem preponderará sobre o mal. Será, com certeza, uma transição demorada, mas que deve ser avaliada em termos históricos e não apenas na hora presente. Ademais, o Espiritismo informa que a evolução moral segue a intelectual, ou seja, primeiro avançamos em inteligência, para depois alcançarmos a bondade e o bem. Assim sendo, o avanço tecnológico que a Terra experimenta é um bom sinal, portas abertas para a melhoria espiritual. Individualmente, podemos acelerar a nossa evolução pelos esforços pessoais, o que nos permitirá ser mais felizes mesmo num mundo de dificuldade. Os mais avançados poderão inclusive merecer um planeta em situação melhor. Há vida em diversos planetas e entre eles há solidariedade.

Como analisa a situação pela qual o planeta está passando? Haverá mudanças drásticas, como guerras etc.? Como o ser humano deve se prevenir diante do que vai acontecer?

O nosso mundo está numa fase muito mais avançada e benéfica do que em qualquer outro momento da Humanidade. Há mais bem-estar, conforto e recursos do que se poderia imaginar há cem anos. Avanços na medicina diminuíram o sofrimento e erradicaram doenças. Os veículos de locomoção possibilitam a maior proximidade e interação entre as pessoas, despertando a fraternidade e a solidariedade. As condições de moradia, higiene e educação são uma preocupação geral. O direito e a legislação se aprimoram. Instituições de assistência social aos grupos minoritários ou carentes de recursos se multiplicam. As religiões se diversificaram e em geral há liberdade de crença. Ninguém pode afirmar com certeza quais as experiências ainda necessárias para a humanidade avançar, mas todas são educativas e conforme a justiça divina. Individualmente, passamos somente por adversidades ou sofrimentos que são úteis ao nosso aprendizado e à reparação dos enganos do passado. O que o Criador nos pede é que façamos apenas o bem, que é a essência da sua lei. Se assim nos conduzirmos, não devemos ter qualquer preocupação com relação ao porvir. Desenvolvamos a fé, a resignação, a paciência, a coragem. Trabalhemos constantemente pelo amor e a paz. Assim, estaremos preparados para o enfrentamento de qualquer situação aflitiva que o nosso planeta possa experimentar.

Que mensagem pode deixar aos leitores da revista Conexão Literatura?

A nossa grande preocupação deve ser com a nossa educação pessoal, em todos os aspectos. Envidarmos esforços diários para a vitória sobre os nossos maus pendores. Estudarmos e trabalharmos sempre, ainda que pouco a pouco. Sermos mais gentis, afetuosos, prestativos uns para com os outros. Isso, com certeza, nos garantirá um futuro melhor e de mais paz.


*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a Série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Organizador dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.
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domingo, 12 de maio de 2019

10 frases marcantes da obra "Caçada Cósmica", do autor José M. S. Freire


1 - Uma causa só está perdida quando ninguém luta por ela. 
2 - Quem faz as cidades são as pessoas.
3 - Se eu tivesse medo de morrer, nem teria nascido!
4 - Os deuses fazem merda e nós é que pagamos o pato.
5 - Ninguém vive de amor e atenção!
6 - A vida não passa de uma breve e tênue chama que arde solitária no vazio e na escuridão dos tempos.
7 - Porque, mal o macaco virou gente, a putaria começou a “rolar” no meu planeta.
8 - Nem sempre descobrir a verdade que se esconde por trás das coisas é motivo de regozijo para as pessoas!
9 - Os deuses dão e tiram a vida, segundo seus caprichos.
10 - Meu coração te seguirá eternamente por entre as estrelas e os sóis flamejantes.

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