sábado, 21 de outubro de 2017

Em entrevista, Victor Bonini comenta sobre O Casamento, seu novo livro publicado pela Faro Editorial

Victor Bonini - Foto Divulgação
Ele acorda pensando em ideias para crimes perfeitos. Vai dormir lendo ficção policial ou de terror. O catálogo de filmes é quase todo formado por suspenses. E é assim desde criança, quando ele pediu aos pais para que o tema de sua festa de aniversário de sete anos fosse o filme Pânico. Este é Victor Bonini. Ele nasceu em São Paulo, mas mudou-se para Vinhedo, no interior do estado, aos seis anos. Viveu lá até os dezoito, quando voltou a São Paulo para estudar jornalismo. Formou-se e passou a morar e trabalhar na capital paulista. Hoje com 24 anos, ama o jornalismo e a literatura. Acredita que um complementa o outro. E está lançando seu segundo romance policial, O Casamento: uma investigação no meio de uma cerimônia.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Victor Bonini: Consumo romances policiais desde pequeno. Antes, até, eu era o tipo de criança que amava assistir Scooby-Doo, para você ter ideia... Sempre curti mistério. Então, para mim, foi algo muito natural. Quando percebi, já estava pensando nas minhas próprias histórias. Decidi tentar e colocar tudo no papel. Escrevi meu primeiro livro aos 15 anos e embalei outro em seguida. São dois livros whodunits tipicamente ingleses (aqueles em que o leitor tem que descobrir o assassino junto com o detetive). Claro que hoje percebo o quanto essas duas histórias são imaturas. Mas foram ótimas práticas para que, em 2013, eu tivesse fôlego e boa noção para começar a escrever Colega de Quarto, meu primeiro livro, que publiquei em 2015 pela Faro Editorial. 

Conexão Literatura: Você já passou por grandes redações, como a TV Globo (SP), GloboNews e Revista Veja, mas antes disso escreveu para sua conclusão de curso sobre o caso Pesseghini, um crime que chocou o país em 2013. A sua profissão influencia em seus textos?

Victor Bonini: Sim, bastante. Nem muito porque tiro as ideias do trabalho, mas porque, por meio dele, aprendo como as coisas funcionam. O jornalista precisa entender sobre as polícias militar e civil, o ministério público, a defensoria pública, o inquérito policial... Ou seja, corporações e instrumentos que compõem uma investigação. E meus livros tratam de crimes. Nesse sentido, faço questão de ser muito verossímil. O leitor percebe isso e gosta.

Conexão Literatura
: Você é autor do livro “Colega de Quarto” (Faro Editorial). Poderia comentar?

Victor Bonini: Colega de Quarto começou na minha cabeça como um conto. Eu tinha uma trama feita: começo, meio e fim. Calculei que daria uma história de 50 páginas. Eis que, quando dei por mim, já tinha pensado em várias ideias... E eu estava escrevendo algo que daria mais de 250 páginas, definitivamente.
Ele tem um pouco do meu dia a dia. No livro, o estudante Eric Schatz, que mora sozinho em São Paulo, começa a escutar barulhos durante a noite e encontrar evidências no seu apartamento de que tem mais alguém morando com ele. Algo como um colega de quarto invisível. Uma brincadeira? Uma invenção da mente? Ou algo sobrenatural? O mistério se desenrola a partir do momento em que o Eric, totalmente desestabilizado, se suicida.
Acontece que morei por quatro anos na Avenida Paulista, em São Paulo. É uma das mais movimentadas vias da capital paulista. Imagine, então, quantos barulhos eu escutava durante o dia todo. Era curioso e meio sinistro. Daí a inspiração.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

Victor Bonini: Os meus dois livros surgiram primeiro na minha cabeça, completos, e depois é que fui pesquisar. Conversei com advogados e policiais (para compor o inquérito policial) e fui a campo. No caso de O Casamento, por exemplo, visitei uma pousada em Joanópolis, às margens da represa Jaguari-Jacareí, com ampla área verde. É uma inspiração para o hotel-fazenda onde o casamento do livro ocorre. Já Colega de Quarto tem várias réplicas de prédios e paisagens de São Paulo.
Mas é bom frisar: pesquisei o necessário para embasar com bastante firmeza a minha história. E só. A partir do momento em que tinha o suficiente, me dei por satisfeito, porque acredito que, quando o autor se perde muito nas pesquisas, corre o risco de reproduzir informações técnicas e genéricas que acabam não tendo nada a ver com a história. O leitor pode se perder. E a história é, sem dúvida, o mais importante.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em seu livro?

Victor Bonini: Vou ser sincero: sempre fui muito fã de cenas de morte no romance policial! Nem muito pela violência, e sim pelo mistério. É na hora do crime que o leitor se dá conta de que, de fato, um dos personagens que conhece é um criminoso. É como se o perigo estivesse ali, ao lado, tangível. Então posso dizer que me diverti muito escrevendo especialmente duas cenas em O Casamento. Uma que fecha a parte um, outra que fecha a parte dois. Nelas, os convidados são postos em conjunto – situações extremamente desconfortáveis – e ambas se fecham em inexplicáveis assassinatos. Escrever cenas assim é, no mínimo, especial. Sobe a adrenalina, eu fico animado, tenso, coloco música... É bem intenso!

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir um exemplar do seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Victor Bonini: O Casamento e Colega de Quarto já estão nas lojas! Ambos pela Faro Editorial. Leiam e me deem opiniões, berros, lágrimas, xingamentos... Convido todo o mundo a curtir as minhas páginas e falar comigo por lá.
instagram: boninivictor
facebook.com/victorbonini
twitter: @boninivictor

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Victor Bonini: Opa! Literatura é viciante. Já tenho no mínimo mais dois projetos para o futuro. E, se bem me conheço, sei que os projetos só vão se multiplicar depois disso...

Perguntas rápidas:

Um livro: E não sobrou nenhum/O caso dos dez negrinhos
Um (a) autor (a): Stephen King
Um ator ou atriz: Selton Mello
Um filme: Harry Potter (todos, filmes, livros, tudo)
Um dia especial: Sexta-feira 13! Terminei os meus dois livros, por coincidência, em sextas-feiras 13. E detalhe: existe uma no livro O Casamento!

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Victor Bonini: Sei que muitos aspirantes a escritor estão lendo isto. Gostaria de deixar um recado: siga em frente, se é isso mesmo o que você quer! Falo isso porque há seis anos eu fazia parte (ainda faço, na verdade) de um grupo de Agatha Christie e me lembro que, além de mim, outros dois amigos desse grupo queriam muito entrar nesse mercado que, à época, parecia tão distante. Eles se chamam Raphael Montes e Tito Prates. O Raphael, hoje, é um dos principais expoentes da literatura policial brasileira. O Tito virou um sucesso com seus livros sobre Agatha Christie e suas próprias histórias de mistério. E eu consegui publicar também. Engraçado como parecia impossível... E hoje, estamos trilhando caminhos próprios. Fico muito feliz com isso!

Para saber mais sobre os livros de Victor Bonini, acesse: http://faroeditorial.com.br
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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Resenha | Poemas do Fim do Mundo - Eriberto Henrique

Poemas do Fim do Mundo, de Eriberto Henrique, foi publicado pela Editora Autografia em 2017 (87 páginas).

Trata-se de um livro de poesias que, conforme relata o autor na contra-capa, “surgiu como uma brincadeira”. Os poemas presentes na obra foram escritos pelo poeta entre novembro de 2012 e março de 2013.

A proposta de tais poemas é abordar o fim de ciclos, para que novos despontem. Retratam, pois, acontecimentos da vida do autor e de pessoas que ele conhece (ainda que, claramente, não sejam elas identificadas nos poemas). É a observação do poeta sobre as coisas, acontecimentos e pessoas que faz emergir o seu eu poético que se revela nas poesias que tomam as páginas do livro.

No primeiro poema, por exemplo, expressa-se a própria vontade de ser poeta: “Ah! Se eu fosse poeta...” – lê-se nos versos. Em outro poema temos a busca do poeta por seus versos, o que se ratifica no trecho: “Eu preciso encontrar meus versos!” Quem mais desejaria encontrar versos, se não o ser poeta? Este se consolida e se expressa, nos brindando com o brincar com as palavras, através de sua observação.

Um adeus e a saudade de um amor, o amanhecer de um novo dia com o sol raiando, a sensação de diversos sentimentos, a busca do poeta por sua poesia e sonhos também aparecem nos poemas.

Em uma das poesias (Aquele tempo pra mim) a voz de quem escreve ultrapassa o gênero. Mesmo sendo escrita por um homem, emana pelo verso a foz feminina que diz: “Estou cansada de estar cansada!” ou em Sacerdotisa de Apolo, em que as letras revelam: “Vivi acolhida nos braços do meu Deus”. Assim é a poesia, não se limita ao gênero de quem a escreve.

Despedidas, ilusões, o som do silêncio, a beleza de alguém desconhecido, a necessidade de criar para si um novo mundo, também são temas abordados.

Poemas do Fim do Mundo é um livro que pode ser lido numa única sentada, como costumamos dizer. Transborda as impressões de um poeta que se faz poeta, tendo a construção da própria poesia se revelando.

Ao todo o leitor vai se lançar em quarenta e nove poemas que servem de “despedida de um ciclo que, acabando o mundo ou não, iria se findar para que novos ciclos se formassem, ou melhor, novos mundos”.

O livro foi escrito num período em que o fim do mundo era uma hipótese cogitada. Poemas do Fim do Mundo veio a calhar. E se assim é, deixo a recomendação para que leia antes que o mundo acabe.

Sobre o autor

Eriberto Henrique da Silva nasceu em 04 de abril de 1985, na cidade de Jaboatão dos Guararapes, PE. Serviu nas Forças Armadas de 2004 a 2008. Atualmente trabalha na segurança de uma empresa de comunicação. Poeta e ilustrador desde criança, tem mais de 1600 poemas escritos. Também escreve cartas, crônicas, contos e romances. Foi professor de desenho pelo projeto escola aberta. Participou do fanzine Mundo Lama Livre Caos no ano de 2009 e da antologia Verão Caliente em 2015. Apaixonado por literatura, a enxerga como uma libertadora de mentes e sentimentos.

Ficha Técnica

Título: Poemas do Fim do Mundo
Escritor: Eriberto Henrique
Editora: Autografia
Edição: 1ª
ISBN: 978-85-518-0164-2
Número de Páginas: 87
Ano: 2017
Assunto: Poesia brasileira
 
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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Uma conversa sobre a obra "O Colapso Darwinista - Uma Crise na Teoria de Evolução", do autor Paulo V. Rubem

Sobre o livro:
O Colapso Darwinista faz uma incursão nos alicerces do darwinismo e aborda os muitos pontos frágeis da teoria de evolução que ficaram escondidos do público laico. Está dividido em 10 capítulos atraentes, quando sonda e reconsidera os patentes problemas enfrentados pelos darwinistas que até hoje "brindam" a evolução como "fato" incontestável mesmo diante de seus estorvos.

Sobre o autor:
Paulo V. Rubem, mineiro de Belo Horizonte, 35 anos, com especialidade em ciências biológicas, e por tenra idade desenvolveu seu interesse pela literatura.
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ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Paulo V. Rubem: Desde cedo apreciava a literatura, e especificamente gostava de ler Castro Alves e Pessoa e logo após um novo interesse por textos técnicos científicos.

Conexão Literatura: Você é autor do e-book “O Colapso Darwinista” (Alpha Comunicação). Poderia comentar?

Paulo V. Rubem: Correto, mas houve colaboração de novos parceiros que ajudaram a enriquecer o conteúdo da obra.

Conexão Literatura
: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu e-book?

Paulo V. Rubem: Uma ampla e vasta busca bibliográfica foi realizada através de livros de renomados escritores e cientistas em conceituadas bibliotecas, com o contexto abordado, tanto favoráveis quanto críticos que foram decisivos para a conclusão do texto rascunho que ocorreu em um período aproximado de 6 anos.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em seu livro?

Paulo V. Rubem
: O livro em seu total é muito provocante, pois faz uma incursão nos bastidores do darwinismo para externar as deficiências que ficaram ocultadas do público laico, e especificamente os capítulos 7 e 8 trazem uma abordagem reveladora dos problemas inerentes relacionados com o mistério da origem da vida.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu e-book e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Paulo V. Rubem: Podem buscar melhores informações em Amazon.com.br onde se disponibiliza o e-book para o público geral, ou podem acessar o link: http://goo.gl/UH6TYE

Perguntas rápidas:

Um livro: O vendedor de Sonhos
Um (a) autor (a): Dr. Michael Denton
Um ator ou atriz: Morgan Freeman
Um filme: Um sonho de liberdade
Um dia especial: O dia em que se nasce

Leia gratuitamente até 52 páginas do e-book "O Colapso Darwinista": Clique aqui.
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Hiran Murbach resgata personagens do folclore brasileiro em seu novo livro "Quase esquecidos – Eles ainda estão entre nós"

Hiran Murbach - Foto Divulgação
Hiran nasceu em 1977, na cidade de Americana-SP e desde cedo lia muito e começou a escrever desde então, porém apenas em 2003 concluiu seu primeiro romance (“Quando a vida imita a arte”) publicado de forma independente. Formado em direito e especializado em marketing e startups, escreveu três obras sobre o tema “Quebrando: aprendendo com os erros dos outros”, “O grátis no marketing digital” e “O que é essa tal criatividade”, todos disponíveis na Amazon. Finalmente, em 2017 finalizou seu segundo romance: “Quase esquecidos – Eles ainda estão entre nós”, que foi lançado pela Editora Soul.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Hiran Murbach: Descobri a literatura por volta dos 10 anos, com as obras do Monteiro Lobato e a coleção Vaga-Lume. Ao me encantar pelos universos criados nesses livros, comecei a pensar em criar os meus também, o que se tornou possível quando ganhei de Natal uma máquina de escrever. Entretanto, por falta de coragem, nunca mostrei nada para ninguém, até que em 2003 criei essa coragem e comecei a escrever o meu primeiro livro, um romance claramente inspirado na pegada pop do Nick Hornby. Desde então não parei mais. Segui escrevendo diversos contos, letras de música para as minhas bandas e também livros e textos de não ficção.

Conexão Literatura
: Você é autor do livro "Quase esquecidos – Eles ainda estão entre nós". Poderia comentar?

Hiran Murbach: Dentre os meus estilos preferidos estão aqueles que misturam a fantasia com o mundo real, como os obras do Stephen King, Neil Gaiman e Anne Rice. Porém no meio desse grande quantidade de obras, eu sentia falta de uma que misturasse o nosso cotidiano com o folclore brasileiro, que é tão rico e criativo. Mais do que isso, percebi que as gerações mais novas praticamente desconheciam criaturas como o Saci, a Iara e o Curupira, entre tantos outros e então somando um mais um, percebi que ali tinha uma oportunidade bacana de criar uma história original e divertida.

Conexão Literatura
: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro “Quase esquecidos - Eles ainda estão entre nós”?

Hiran Murbach: O primeiro insight que tive para esse livro foi há oito anos, quando escrevi o seu primeiro capítulo. Desde o começo eu sabia como ele começaria e qual seria seu final, mas não conseguia desenvolver o enredo. Por diversas vezes eu abria o arquivo, fazia anotações, mas ao final eu acabava por descartar tudo. Até que na metade de 2016 eu decidi que era hora de tirar o livro da minha cabeça e iniciei uma vasta pesquisa em livros e sites sobre o folclore brasileiro, selecionei os personagens que eu conseguiria desenvolver melhor e me pus a escrever a história. Assim, em menos de um ano eu terminei.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em seu livro?

Hiran Murbach: Gosto muito da parte em que as criaturas mitológicas percebem que elas não são imortais como acreditavam ser e da forma como cada uma delas lida com essa informação de uma maneira diferente.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir um exemplar do seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Hiran Murbach: O “Quase esquecidos – Eles ainda estão entre nós”, já está em pré-venda com preço promocional no site da Soul Editora pelo link https://souleditora.com.br/lancamentos. A previsão é que no final de novembro a gente faça uma grande festa de lançamento do livro e entregue as primeiras cópias dele. Para conhecer mais sobre o meu trabalho é possível acessar o meu site www.hiran.com.br ou a minha página no Facebook https://www.facebook.com/hiran.murbach

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Hiran Murbach: Sim! Eu já estou escrevendo um novo livro com uma pegada mais de suspense e sobrenatural, também situada na nossa época atual. Contudo, como não poderia deixar de ser, já tenho em mente algumas ideias para uma eventual continuação do “Quase esquecidos”, dependendo da receptividade do livro.

Perguntas rápidas:

Um livro: 11/22/63
Um (a) autor (a): Stephen King
Um ator ou atriz: Samuel L. Jackson
Um filme: Tudo Acontece em Elizabethtown
Um dia especial: Quando eu peguei o meu primeiro livro impresso

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Hiran Murbach: Agradeço poder participar desta revista e desejo que a gente possa começar a dar mais valor e espaço para o folclore brasileiro, que é muito rico e pode inspirar diversas histórias muito boas e criativas.
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Em entrevista, Clara Haddad comenta sobre o programa social que capacita através de oficinas, livros e intercâmbio, alunos de escola pública de São Paulo

Clara Haddad - Foto Divulgação
Clara Haddad é uma artista da palavra. Escritora e narradora de histórias tem uma trajetória de 20 anos de sucesso com um repertório repleto de relatos tradicionais, contos literários e histórias escritas sob encomenda. No decorrer de sua carreira, formou mais de 50 mil pessoas, em oficinas, cursos de longa duração e palestras sendo considerada uma referência na área do Storytelling. Já contou histórias para mais de 300 mil pessoas, no Brasil e no exterior. É uma empreendedora que fundou a Escola de Narração Itinerante, a primeira escola de capacitação de contadores de histórias e mediadores de leitura em Portugal. Foi eleita a melhor narradora de língua portuguesa da Europa e já teve seu livro destacado numa das maiores feiras de literatura infantojuvenil do mundo.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar pra gente como foi o seu início no meio literário?

Clara Haddad: Eu sempre fui uma ouvinte de histórias e uma leitora ávida e o mundo dos livros e da leitura sempre esteve presente em minha vida. A entrada no meio literário oficialmente aconteceu em 2008, num encontro com a escritora Lenice Gomes, que leu meus textos e me incentivou a continuar escrevendo e a publicar. Enviei alguns textos para ela, que escolheu um, para integrar o livro «Histórias de quem conta histórias» organizado por ela e por Fabiano Moraes, e este livro desde que foi lançado em 2010, está em várias listas de altamente recomendável, obteve a maior distribuição feita pelo Programa Nacional de Biblioteca na Escola (PNBE 2012) e foi escolhido para representar o Brasil, no catálogo brasileiro da feira internacional do livro infantil em Bolonha-Itália em 2011 e 2012, a maior feira mundial da área infantojuvenil, o que me deixa extremamente feliz. Foi uma estreia no meio literário com o pé direito. A partir daí, não parei mais e tenho muitos livros sendo preparados. A mais recente publicação foi o« Poeira das Estrelas» publicado pela Fabrica das Histórias, de Portugal.

Conexão Literatura: Você criou o projeto social "Jovens Narradores - Descobrindo Novos Horizontes", que capacita através de oficinas e livros, alunos de uma escola pública de São Paulo. Poderia comentar?

Clara Haddad
: Este projeto eu criei junto com minha irmã, Sandra Haddad. Desenvolvi todo o conceito e a ideia, e minha irmã ficou encarregada do desenvolvimento do projeto durante cada ano letivo. O programa iniciou em 2012 e desde então não paramos mais! Tínhamos a necessidade de fazer algo juntas e esta foi a união perfeita. Acreditamos que a arte e literatura podem ajudar ao desenvolvimento do ser humano. Queríamos resgatar a memória da nossa avó que foi um exímia contadora de histórias e nos ensinou o amor pela arte narrativa.

Conexão Literatura: Como o projeto se mantêm financeiramente. Ele tem apoiadores?

Clara Haddad: Infelizmente, ainda não temos apoio algum de nenhuma entidade pública ou privada. Somente eu com minha Escola de Narração e a Fábrica das Histórias Associação Cultural, de Portugal consigo ceder alguns materiais e oferecer graciosamente meu trabalho e alguns livros para compor a biblioteca dos jovens porque acredito no projeto. Mas, teríamos que ter mais apoios, sobretudo financeiro, para saídas de estudo dos jovens, para aumentar a oferta de atividades, para compra de livros e materiais de pesquisa, convidar narradores e escritores para visitas e workshops e isso tudo tem um custo, pois são profissionais e precisam ser pagos pelo seu trabalho.

Conexão Literatura
: Todo ano você seleciona alguns alunos para participarem do projeto, crianças com idade entre 7 e 12 anos. Como é feita a seleção?

Clara Haddad: Essa seleção não sou eu que faço. Minha irmã, Sandra Haddad, que desenvolve a programação que idealizo, é responsável por esta parte. Ela tem mais contato com os jovens durante todo o ano letivo. Eu chego somente na segunda fase da programação, geralmente no segundo semestre de cada ano, quando estou no Brasil. Faço alguns workshops com os jovens nos quais desenvolvo a comunicação oral, a expressão corporal e ensino técnicas da arte de contar histórias.

Conexão Literatura
: Além da literatura, você também trabalha com a comunicação interpessoal das crianças?

Clara Haddad: Sem dúvida, a arte de contar histórias trabalha isso. Não é só a capacidade de leitura, ou a compreensão leitora, é preciso saber comunicar ideias, trocar informações baseadas no nosso repertório cultural, nossas vivências, emoções…O sucesso na comunicação não depende só da forma como a mensagem é transmitida, a compreensão dela é fator fundamental.

Conexão Literatura: Em 2015, o tema proposto para trabalharem no projeto foi a "África Berço da Humanidade". Em 2016, foi abordado o "Mundo da Lusofonia". É verdade que nesse ano vocês pretendem tratar de um assunto atual e que vem preocupando o mundo: os refugiados?

Clara Haddad
: Sim estamos desenvolvendo essa temática com os jovens. Buscamos sempre estar atentos a atualidade e achamos pertinente tocar neste assunto, que é muito sério nos dias atuais. Essa é a maior crise humanitária do século e a maior parte dos refugiados é da África ou do Oriente Médio e queríamos debater essa questão, falar dos costumes e hábitos, da cultura e tentar através da histórias criar um elo e um vínculo de afeto com essas pessoas, que têm sofrido tantas perdas. O foco, deste ano, está na Síria, mas no próximo ano manteremos o tema, mas abordaremos outro país.

Conexão Literatura: Como os interessados deverão proceder para saber mais sobre você e do projeto "Jovens Narradores - Descobrindo Novos Horizontes"?

Clara Haddad: Podem visitar meu site (www.clarahaddad.com) ou seguir nossa página do Facebook dos Jovens Narradores-Descobrindo Novos Horizontes no Facebook.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Clara Haddad: Agradeço o interesse pelo meu trabalho e os projetos que desenvolvo. Convido para que visitem minhas mídias sociais e acompanhem o Encontro com as Histórias que são emissões ao vivo, que realizo uma vez por semana, com entrevistas e dicas de livros que faço na minha página do facebook com narradores, escritores e pessoas com trabalhos interessantes na arte de contar histórias e literatura infantojuvenil.
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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Café com poesia: "Você tem valor" é um chamado à reflexão sobre si e o mundo


Dia 21 de outubro, das 17 às 19 horas, a recém inaugurada Starbucks de Botafogo, situada na Rua Voluntários da Pátria, 89, estará recebendo a escritora e poetisa Léa Nunes, para uma Tarde de Autógrafos & Café do lançamento de "Você Tem Valor", produzido pela editora NSL. O evento será exclusivo para convidados, que poderão degustar das delícias da Starbucks em companhia da autora.

A escolha do lugar levou duas coisas em conta: ser um local elegante, agradável e acessível e estar localizado no bairro onde a autora viveu momentos importantes de sua vida jovem e adulta, quando voltou do Nordeste. Foi neste bairro carioca que Léa construiu boa parte da vivência que, agora, traduz em versos em sua primeira obra literária. Foi lá, também, que aprendeu sobre superação, coragem, amadurecimento, liberdade e amor. Aliás, foi com base no amor pelo próximo, desenvolvido a partir de uma experiência pessoal com Deus e de seu trabalho evangelístico, que Léa entendeu melhor sobre o valor que cada um possui.

"Este livro é um chamado à reflexão sobre si mesmo e o mundo. É um convite a buscar o que há de melhor em nós e nos outros. É olhar a realidade com poesia e simplicidade. É valorizar o ser em detrimento do ter, numa época em que se propõe justamente o contrário. E, o principal: pretendo passar a mensagem de que tudo é possível, quando sabemos usar a poderosa arma da fé", declara Léa Nunes, que é formada em Administração e voluntária em um trabalho missionário com jovens.

Injeção de ânimo, sem dor

Natural do Rio, mas nordestina de coração, Léa Nunes foi criada no interior da Paraíba, na sua querida Guarabira, cidade de onde retornou aos 15 anos, após a morte da avó paterna, com quem morava. De volta à Cidade Maravilhosa, trabalhou como babá e doméstica, até ter contato com a fé sobrenatural, através da qual deu uma guinada em sua vida, retomou os estudos, se formou e, agora, realiza o sonho de compartilhar suas experiências, registradas durante muito tempo, em um livro de poesias.

A publicação de "Você Tem Valor", é uma espécie de "injeção de ânimo", sem dor, em quem ainda não aprendeu a enxergar a vida com o olhar de Deus.

Como adquirir seu convite?

Ao adquirir o livro pelo site da NSL Produções - https://www.nslproducoes.org/loja-c2jj - a editora enviará uma senha por e-mail, com a qual você poderá ter acesso ao "passaporte" para a Tarde de Autógrafos & Café com Léa Nunes. Mas não demore, o n° de convites é limitado. O livro custa R$ 25,90 e poderá ser retirado no local. Caso a pessoa não possa comparecer, o mesmos será enviado pelos Correios.
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Itaú Cultural e Oceanos – Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa anunciam lista dos 10 autores finalistas da edição 2017

Júri do Prêmio Oceanos -  Foto: André Seiti (Itaú Cultural)
Das 51 obras semifinalistas, dois livros de poesia, dois de contos e seis romances passaram para a etapa final, na qual concorrem seis brasileiros e quatro portugueses, destacando mais uma vez a importância do prêmio na integração da literatura entre os países de língua portuguesa; os ganhadores serão conhecidos em cerimônia no dia 7 de dezembro
 
O Itaú Cultural e Oceanos – Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa anunciam nesta quarta-feira, 18, a lista dos 10 autores que irão disputar a final da edição 2017 da iniciativa. A lista completa pode ser acessada no site http://www.itaucultural.org.br/oceanos2017 (ver os nomes dos livros classificados e os perfis de seus autores abaixo). A seleção foi realizada nesta terça-feira 17, por um júri formado por dois portugueses (a poeta Ana Mafalda Leite e o crítico literário António Guerreiro) e oito brasileiros (as ensaístas Beatriz Resende, Eliane Robert Moraes e Mirna Queiroz, a escritora Maria Esther Maciel, a tradutora e editora Heloisa Jahn e os poetas Eucanaã Ferraz, Ricardo Aleixo e Sérgio Alcides). Os 10 eleitos foram escolhidos a partir de uma lista de 51 semifinalistas.

O Oceanos é realizado em parceria com o Itaú Cultural, que desenvolve a governança do prêmio e a tecnologia que permite que os livros circulem digitalmente entre curadores e jurados. Já o Itaú Unibanco participa como patrocinador ao lado da CPFL Energia, do Instituto CPFL e do governo de Portugal, por meio do Fundo de Fomento Cultural Português. A curadoria desta edição está a cargo da jornalista portuguesa Ana Sousa Dias e dos brasileiros Manuel da Costa Pinto e Selma Caetano.

As obras finalistas compreendem dois livros de poesia portuguesa, dois romances portugueses, quatro romances brasileiros e dois livros de contos brasileiros (um deles mesclando narrativa, dramaturgia e poesia).

Dentre os autores finalistas, três portugueses (Helder Moura Pereira, Ana Teresa Pereira e Ana Margarida de Carvalho) nunca foram publicados no Brasil em livro próprio, e dois brasileiros (Victor Heringer e Silviano Santiago) nunca foram publicados em Portugal. Além disso, todos os livros tiveram edição apenas em seus países de origem. Esses dados mostram como o Oceanos contribui para promover o conhecimento recíproco entre as cenas literárias lusófonas e como o prêmio pode desempenhar um papel de radar da produção contemporânea.

Os membros do júri destacaram, consensualmente, que a lista de semifinalistas, embora tenha sido resultado de uma avaliação pautada por critérios estritamente literários, acabou por apresentar uma participação igual de mulheres e homens. Os jurados assinalam, ainda, que a lista equilibra autores com trajetória e obras consagradas (incluindo ganhadores do prêmio em edições pregressas, como Silviano Santiago, Sérgio Sant’Anna, Elvira Vigna e Bernardo Carvalho) e autores surgidos recentemente (como Victor Heringer ou Ana Margarida de Carvalho), além de apresentar tanto obras de caráter mais experimental quanto narrativas e poemas que aprofundam gêneros e dicções tradicionais.

As 10 obras serão agora avaliadas pelo Júri Final, composto pelos mesmos membros do Júri Intermediário, que escolherá os quatro vencedores do Oceanos 2017. Os livros ganhadores serão divulgados em cerimônia no dia 7 de dezembro. O vencedor receberá R$ 100 mil; o segundo colocado, R$ 60 mil; o terceiro, R$ 40 mil e o quarto, R$ 30 mil, sendo que livros de diferentes gêneros literários concorrem ao prêmio entre si.

Neste ano, a premiação passou a contemplar obras publicadas em todos os países lusófonos, atingindo a cifra histórica de 1.215 livros inscritos em sua primeira fase – todos eles com primeira edição em 2016. As obras foram avaliadas por 50 jurados brasileiros e 15 portugueses, que também elegeram entre seus membros os dez integrantes dos Júris Intermediário e Final. Das 51 obras classificadas para a etapa intermediária do prêmio, 31 eram de autores brasileiros, 19 de escritores portugueses e uma de autor angolano.


Saiba mais sobre os 10 autores finalistas:


Ana Margarida de Carvalho nasceu em Lisboa. Licenciada em Direito, tornou-se jornalista, assinando reportagens que lhe valeram sete dos mais prestigiados prêmios do jornalismo português. Filha do consagrado escritor Mário de Carvalho, publicou seu primeiro romance, Que importa a fúria do mar, em 2014, vencendo o Grande Prêmio de Romance APE. Ninguém pode morar nos olhos de um gato é seu segundo romance.
Nunca publicada no Brasil. Finalista do Oceanos com Não se pode morar nos olhos de um gato (romance)

Ana Teresa Pereira nasceu no Funchal, Ilha da Madeira, em 1958, onde vive. Publicou o primeiro livro em 1989, Matar a imagem, e desde então publica regularmente. Entre suas obras estão Se nos encontrarmos de novo (prêmio PEN Clube na categoria Ficção), A Neve, A Outra, O Lago (Grande Prêmio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores), A casa das sombras, As velas da noite, Neverness, As noites secretas e As longas tardes de chuva de Nova Orleãs, entre outras.
Nunca publicada no Brasil. Finalista do Oceanos com Karen (romance)

Bernardo Carvalho nasceu no Rio de Janeiro em 1960. Estreou com a coletânea de contos Aberração e desde então publicou mais de dez romances, traduzidos para diversos idiomas. Entre suas obras estão Nove noites (que dividiu com Pico na veia, de Dalton Trevisan, o primeiro lugar no Prêmio Portugal Telecom de 2003), Medo de Sade, Mongólia, O Sol se Põe em São Paulo (terceiro lugar no Prêmio Portugal Telecom de 2008), O Filho da Mãe e Reprodução, todos publicados em Portugal.
Finalista do Oceanos com Simpatia pelo demônio (romance)

Elvira Vigna nasceu no Rio de Janeiro em 1947 e morreu em 2017. Escritora e ilustradora, formou-se em literatura pela Universidade de Nancy, na França, e foi mestre em comunicação pela UFRJ. Seu romance Nada a dizer, publicado também em Portugal, recebeu o prêmio de ficção da Academia Brasileira de Letras e foi segundo colocado do Oceanos 2016. Entre suas obras estão O que deu para fazer em matéria de história de amor, Por escrito, Coisas que os homens não entendem e Deixei lá e vim.
Finalista do Oceanos com Como se estivéssemos em palimpsesto de putas (romance), inscrito antes da morte da autora

Helder Moura Pereira nasceu em Setúbal em 1949. Poeta e professor, é tradutor de Ernest Hemingway, Jorge Luis Borges, Sylvia Plath, Charles and Mary Lamb, Sade e Guy Debord. Ingressou no Ministério da Educação em 1986, em funções técnicas na área da educação de adultos e no Estabelecimento Prisional de Lisboa. Autor de premiado trabalho poético, entre seus livros estão Pela parte que me toca, Segredos do reino animal, Mútuo consentimento, Um raio de sol, Se as coisas não fossem o que são, Em cima do acontecimento e A pensar morreu um burro e outras histórias.
Finalista do Oceanos com Golpe de teatro (poesia)

Maria Teresa Horta nasceu em Lisboa em 1937. Poeta, ficcionista, jornalista e ativista dos direitos femininos, travou intenso combate pelas mulheres portuguesas. Com uma obra vasta nos campos da poesia e da ficção, marcou decisivamente as gerações de 60 e 70 em Portugal. A liberdade, a desobediência e a luta contra os estereótipos são temas presentes na obra da poetisa que chocou a sua geração e a opinião pública com uma poesia erótica e ousada, na qual se destacam Novas Cartas Portuguesas (em colaboração com Maria Velho da Costa e Isabel Barreno) e Minha Senhora de Mim, além de vários livros de ficção.
Finalista do Oceanos com Anunciações (poesia)

Sérgio Sant'Anna nasceu no Rio de Janeiro em 1941. Iniciou sua carreira de escritor em 1969, com os contos de O sobrevivente, livro que o levou a participar do International Writing Program da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos. Teve obras traduzidas para o alemão e o italiano e adaptadas para o cinema. Com quase duas dezenas de livros publicados, recebeu quatro vezes o prêmio Jabuti, mais recentemente pelos contos de O voo da madrugada (2003), vencedor ainda do prêmio APCA e do Portugal Telecom. Seu livro de contos O Monstro, três histórias de amor e o romance Um crime delicado estão publicados em Portugal.
Finalista do Oceanos com O conto zero e outras histórias (contos)

Silviano Santiago nasceu em 1936, em Formiga, Minas Gerais, e vive no Rio de Janeiro. É o romancista de Mil rosas roubadas, vencedor do prêmio Oceanos em 2015. Sua vasta obra inclui romances, contos, ensaios literários e culturais. Doutor em letras pela Sorbonne, começou a carreira lecionando nas melhores universidades norte-americanas. Transferiu-se posteriormente para a PUC-Rio e é, hoje, professor emérito da Universidade Federal Fluminense.
Finalista do Oceanos com Machado (romance)

Verônica Stigger nasceu em 1973, em Porto Alegre, e mora em São Paulo. É escritora, crítica de arte e professora universitária. Possui doutorado em Teoria e Crítica de Arte pela Universidade de São Paulo e realizou pesquisas de pós-doutorado na Università degli Studi di Roma “La Sapienza”. É coordenadora do curso de Criação Literária da Academia Internacional de Cinema e professora dos cursos de pós-graduação em História da Arte e Fotografia da FAAP, em São Paulo. É autora de dez livros de ficção, entre eles Os anões,  Delírio de Damasco, Opisanie Świata (vencedor do Prêmio São Paulo de 2014), e dos infantis Dora e o sol e Onde a onça bebe água.
Finalista do Oceanos com Sul (contos/ teatro/ poesia)

Victor Heringer nasceu no Rio de Janeiro em 1988. Prosador, poeta e ensaísta, tem uma coluna na revista Pessoa e publicou Glória (romance que recebeu o prêmio Jabuti), O escritor Victor Heringer, Automatógrafo e Lígia.

Finalista do Oceanos com O amor dos homens avulsos (romance)
Lista dos Finalistas
Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô
Fones: 11. 2168-1776/1777
Acesso para pessoas com deficiência física
Ar condicionado
Estacionamento: Entrada pela Rua Leôncio de Carvalho, 108.
Se o visitante carimbar o tíquete na recepção do Itaú Cultural:
3 horas: R$ 7; 4 horas: R$ 9; 5 a 12 horas: R$ 12
Com manobrista e seguro, gratuito para bicicletas.
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terça-feira, 17 de outubro de 2017

Sesc Santo André recebe encontro com ilustradores e curadores da exposição "Linhas de Histórias - O livro ilustrado em sete autores"

Ilustradores e curadores da exposição “Linhas de Histórias – O Livro Ilustrado em Sete Autores” (crédito: Amanda Costa)
Atividades que acontecem nos dias 28 e 29 de outubro contam com palestras e oficinas

Nos dias 28 e 29 de outubro (sábado e domingo), o Sesc Santo André realiza o Encontro Linhas de Histórias – O Livro Ilustrado Em Sete Autores. As atividades integram o universo da exposição e conta com a presença de cinco dos sete ilustradores, além dos curadores e convidados.

Para abrir as atividades no dia 28/10, acontece o bate-papo “O livro ilustrado é literatura”, com o poeta, professor, crítico e editor, Augusto Massi, que abordará sobre a palavra e a escrita dentro do livro ilustrado. No mesmo dia é possível assistir a palestra “Caminhos da construção do livro ilustrado”, com os ilustradores Nelson Cruz, Roger Mello e Andrés Sandoval. A conversa será sobre os caminhos singulares de construção do objeto gráfico e narrativo, em que cada autor irá compartilhar pensamentos, processos de pesquisa e escolhas em algumas de suas obras.

No dia seguinte, os curadores Stela Barbieri, Fernando Vilela e Odilon Moraes, estarão juntos no debate sobre “A exposição Linhas de História e o livro ilustrado na contemporaneidade”. Neste encontro, eles irão contar como nasceu o projeto da exposição, além de dialogar sobre suas motivações, reflexões, linhas de pesquisa e abordagens. E para encerrar, Eva Furnari e Renato Moriconi estarão juntos na roda de conversa sobre “O humor no livro ilustrado: narrativas inusitadas”. Essa mesa tratará da estrutura da narrativa, dos atributos dos personagens e das cenas inusitadas que capturam nossa atenção ao nos apresentar situações engraçadas.

Além das palestras, o público também é convidado a participar de oficinas, com o intuito de vivenciar o universo do livro ilustrado. No dia 28/10, acontece a “Dramaturgia Visual”, com Roger Melo. A ideia é “compor” um personagem através dos vazios e dos objetos que o cercam e desenvolver peças gráficas que criem narrativas inaugurais. Ainda no dia 28/10, Andrés Sandoval dará a oficina “Desenho Livre”, em que a proposta é trabalhar silhuetas com estêncil e rolinhos de pintura, pintar e desenhar em longas faixas de papel que ao final do encontro serão transformadas em um livro sanfonado.
Já no dia 29/10, Renato Moriconi trabalhará as possibilidades narrativas contidas no uso de colagens na criação de imagens a partir de exemplos de filmes, pinturas, cartazes e de suas experiências, na oficina “A Colagem Como Recurso Narrativo”. Também no dia 29/10, Nelson Cruz irá ministrar “Ilustração: Da criação a Propriedade Intelectual”. Essa oficina será um espaço para deflagrar em cada participante o reconhecimento de um projeto autoral e individual a partir da leitura de fragmentos de textos, pesquisa, criação dos primeiros esboços, layout e pintura.

Cada participante poderá se inscrever em uma oficina por dia, porém é possível se inscrever em todas as mesas, que irão contar com interpretação de Língua de Sinais Brasileira (Libras). As inscrições podem ser feitas a partir do dia 17/10, às 14h, pelo Portal Sesc SP sescsp.org.br ou nas Centrais de Atendimento das unidades do Sesc.

SOBRE A EXPOSIÇÃO “LINHAS DE HISTÓRIAS – O LIVRO ILUSTRADO EM SETE AUTORES”
Em cartaz até o dia 26/11 no Sesc Santo André, a exposição, com curadoria de Fernando Vilela, Odilon Moraes e Stela Barbieri, investiga o processo criativo dos ilustradores Andrés Sandoval, Angela Lago, Eva Furnari, Roger Mello, Renato Moriconi, Nelson Cruz e Javier Zabala, mostrando inspirações e formas de criação singulares de cada um dos artistas. Cada ilustrador é disposto como um planeta no espaço expositivo. Interligados por referências em comum, além de particularidades, eles transformam o local numa espécie de sistema planetário interconectado.
Para quem desejar continuar a visita pela exposição, pode baixar gratuitamente o aplicativo do Sesc São Paulo, disponível nas lojas App Store e Google Play. Nele é possível ter acesso ao conteúdo exclusivo como o vídeo do processo de montagem, galeria de fotos, além do encontro e entrevistas com os artistas e curadores.

PROGRAMAÇÃO DO ENCONTRO:
Abertura: “O livro ilustrado é literatura” - Com Augusto Massi, mediação de Odilon Moraes
Quando: 28/10, sábado, das 15h30 às 17h
Onde: Teatro
Ingresso: Grátis
Com interpretação em Libras.

"Caminhos da construção do livro ilustrado" - Com Nelson Cruz, Roger Mello e Andrés Sandoval. Mediação: Fernando Vilela
Quando: 28/10, sábado, das 17h30 às 19h
Onde: Teatro
Ingresso: Grátis
Com interpretação em Libras.

“A exposição Linhas de História e o livro ilustrado na contemporaneidade” - Com Stela Barbieri, Fernando Vilela e Odilon Moraes. Mediação: Ana Luísa Sirota
Quando: 29/10, domingo, das 15h30 às 17h
Onde: Teatro
Ingresso: Grátis
Com interpretação em Libras.

“O humor no livro ilustrado: narrativas inusitadas” - Com Eva Furnari e Renato Moriconi. Mediação: Stela Barbieri
Quando: 29/10, domingo, das 17h30 às 19h
Onde: Teatro
Ingresso: Grátis
Com interpretação em Libras.

OFICINAS:
“Dramaturgia Visual” - Com Roger Melo
Quando: 28/10, sábado, das 10h30 às 13h
Onde: Espaço de Tecnologias e Artes
Ingresso: R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (aposentado, pessoa com 60 anos ou mais, pessoa com deficiência, estudante e servidor de escola pública com comprovante), R$ 6,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc  e dependentes). Não recomendado para menores de 16 anos. Vagas Limitadas.

“Desenho Livre” - Com Andrés Sandoval
Quando: 28/10, sábado, das 10h30 às 13h
Onde: Espaço de Eventos
Ingresso: R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (aposentado, pessoa com 60 anos ou mais, pessoa com deficiência, estudante e servidor de escola pública com comprovante), R$ 6,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc  e dependentes). Não recomendado para menores de 16 anos. Vagas Limitadas.

“A colagem como recurso narrativo” - Com Renato Moriconi
Quando: 29/10, domingo, das 10h30 às 13h
Onde: Espaço de Tecnologias e Artes
Ingresso: R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (aposentado, pessoa com 60 anos ou mais, pessoa com deficiência, estudante e servidor de escola pública com comprovante), R$ 6,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc  e dependentes). Não recomendado para menores de 16 anos. Vagas Limitadas.

“Ilustração: Da criação a propriedade intelectual” - Com Nelson Cruz
Quando: 29/10, domingo, das 10h30 às 13h
Onde: Espaço de Eventos
Ingresso: R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (aposentado, pessoa com 60 anos ou mais, pessoa com deficiência, estudante e servidor de escola pública com comprovante), R$ 6,00 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc  e dependentes). Não recomendado para menores de 16 anos. Vagas Limitadas.

SERVIÇO:
SESC SANTO ANDRÉ
Rua Tamarutaca, 302 – Vila Guiomar – Santo André
Telefone – (11) 4469-1311
Estacionamento (vagas limitadas): Credencial Plena – R$ 5 (R$ 1,50 por hora adicional) |
Outros – R$ 10 (R$ 2,50 por hora adicional).
Informações sobre outras programações:
sescsp.org.br/santoandre | facebook.com/SESCSantoAndre
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