sexta-feira, 19 de julho de 2019

Homenagem do desenhista Mauricio de Sousa ao Estúdio da Kyoto Animation


Mauricio de Sousa e todos os funcionários do Estúdio Maurício de Sousa Produções se solidarizam com os parentes e colegas dos artistas do Estúdio da Kyoto Animation que, no dia de ontem, sofreu um atentado com vários mortos e feridos. 

A imagem em preto e branco, como nos mangás, tem ao fundo o céu azul que caracteriza uma constante nas produções do estúdio. 

"Estamos tocados com nossos amigos do Kyoto Animation e suas famílias que passam por esse momento triste de onde só se produziu alegrias para milhares de fãs pelo mundo. Nossos pensamentos estão em vocês", falou Mauricio de Sousa.
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Livraria da Travessa e Livros Ilimitados convidam para a sessão de autógrafos do livro "A Guerra pelo PIB" de Mário César Pacheco


O novo livro de Mário César Pacheco Dias Gonçalves, "A Guerra pelo PIB ― A nova interpretação de fatos sociais, políticos e econômicos", com participação na organização por Paulo Otávio Barreiros Gravina, reúne uma especial seleção de 84 artigos em uma série de mais de 950 que escreveu em seu Blog ao longo de mais de 9 anos, com mais de 416 mil visitas de mais de 50 países. As visitas não são por acaso: através de suas análises políticas, econômicas e sociais, Mário César se revela um pensador brasileiro indispensável para compreender a situação atual do nosso país. Ele inclusive fundamenta e desenvolve muitas de suas leituras na noção de Estado Conformacional, apresentada em seu primeiro e importante livro.

O lançamento, pela editora Livros Ilimitados, será na próxima quarta-feira, dia 24/07, na Livraria da Travessa de Botafogo. Para conhecer o Blog Perspectiva Crítica, é só acessar: http://www.perspectivacritica.com.br
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Victhor Fabiano e o livro Igreja da vila, por Cida Simka e Sérgio Simka

Victhor Fabiano - Foto divulgação
Fale-nos sobre você.

Sou formado em Ciências Sociais pelo ProUni na PUC-SP e lancei meu primeiro livro aos 15 anos, em 2012. Desde então, dediquei-me continuamente à escrita e ano passado obtive uma premiação no 2º Edital de Publicação de Livros da Prefeitura de São Paulo para lançar o meu quinto livro, intitulado Igreja da Vila, em lançamento este ano. Realizo desde 2012 palestras e trabalhos educativos em escolas públicas, pois passei minha vida estudando em instituições públicas e considero de extrema importância levar às escolas o trabalho literário, tal como oficinas e rodas de conversa sobre escrita e publicação. Neste ano, 2019, ministrei um curso de criação literária na Biblioteca Pública Municipal Brito Broca.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre seus livros.

A política, enquanto tema e acontecimento humano, sempre me cativou, provocando curiosidade e interesse, portanto, quando eu menos esperava, lá estava algum enredo político pronto para ser escrito. E assim foi. O meu primeiro livro, O Lavrador e o Plebeu (Ed. Multifoco, 2012), narra a revolta camponesa contra o absolutismo de uma monarquia, tendo em vista a construção de uma democracia. O segundo livro, O Epitáfio (Ed. Penalux, 2013), segue o fio político e aborda um período turbulento da carreira de um político, no caso do enredo a personagem principal. O terceiro, Guerra da Minha Rua (Ed. Multifoco, 2017), documenta o ficcional passado de fama e soberba da falida Madame Mórra quando, afogada na amargura, decide vingar-se dos seus vizinhos por razões íntimas. O quarto livro, Bom Dia, Ditador (Ed. Letramento, 2018), expõe as negociações que desembocam no golpe contra o presidente militar Marechal César Barro, cujo casamento arranjado configura um dos pontos centrais de sua queda; detalhe: tudo isso dentro de uma ditadura militar - um verdadeiro golpe dentro do golpe. Por fim, Igreja da Vila (Barn Editorial, 2019) apresenta uma eleição turbulenta dentro do território da Vila São José de Assunção, provocada pela chegada inesperada de um candidato externo antes proibido pela Paróquia local. Ninguém além dos herdeiros da família local poderia concorrer por ali. Até que um desses herdeiros, candidato à câmara dos vereadores, morre e ninguém sabe o porquê, sequer como. E a situação da Vila começa a mudar.

O que o motivou a escrevê-los?

Contei com a sorte de encontrar uma boa auxiliadora nos meus últimos anos do ensino fundamental, e seus ensinamentos à época proporcionaram direcionamentos, quando percebi que queria escrever para além de uma prática difusa ou descontínua. A professora Isabel Toledo, lá quando eu estava nos treze anos, recomendou que eu continuasse a escrever uma redação, pois aquela história daria muito caldo, mas antes já havia citado o quanto eu era criativo e articulado na escrita. A leitura de alguns livros, por outro lado, provocou o desejo de escrever histórias, não apenas imaginá-las. Então tudo começou.

O que tem lido ultimamente?

Principalmente livros teóricos sobre escrita criativa, teoria literária e história da literatura.

Qual a dica que poderia fornecer a um aspirante a escritor?

Escrever é um ato contínuo, de prática e exercício, como também social e pessoal. Por razão de tantas dimensões torna-se uma prática tão complexa e, portanto, encarada como misteriosa, para alguns até "impossível", ao passo que muitos priorizam receitas, técnicas que não são universais e afins. Minha dica principal é: não desista, embora pareça um clichê ultrapassado. Quando observamos a essência do ato de escrever, e consideramos a busca por um estilo como o ponto central do caminho, entendemos por qual razão desistir é um erro, e persistir é o segredo. Dia após dia a escrita está em transformação, portanto dia após dia precisamos colocar em prática. 


Como os leitores poderão saber mais sobre você e seu trabalho?

Podem conhecer pelo meu blog, que é o victhorf.wordpress.com e pelo meu instagram @victhorfabiano. Lá estão os meus livros e um pouco da minha história - no blog há a opção da compra de exemplares autografados. Meu novo romance Igreja da Vila está disponível na Amazon para quem quiser conhecer meu novo trabalho.

https://www.amazon.com.br/Igreja-Vila-Victhor-Fabiano/dp/8554002024/ref=olp_product_details?_encoding=UTF8&me=

Um grande abraço!


Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.

Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a Série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Organizador dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.
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“Dandara e Vovó Cenira” aborda a importância da ancestralidade na construção da Negritude desde a infância


A obra “Dandara e Vovó Cenira: A descoberta de si e da ancestralidade", da psicóloga Livia da Silva Marques, publicada pela Sinopsys Editora, nos propõe reflexões quanto ancestralidade, respeito ao próximo e diversidade por meio de técnicas da Terapia Cognitiva Comportamental.

Aliás, a relevância de se trabalhar temas assim é sustentada por dados contundentes. Pois atualmente, 54% da população do Brasil se autodeclara como preta e parda, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por isso, a ancestralidade se expressa por meio de canções, patrimônios históricos, dialetos e idiomas, religiosidade, história de um povo e claro, nas características físicas que juntas evocam memórias afetivas e orgulho de ser quem somos. Pensando nisso, a autora apresenta a personagem Dandara, uma menina de 11 anos, que através de sua avó Cenira irá de encontro às suas raízes e história familiar em busca do seu empoderamento e construção de sua negritude como criança negra.

Ou seja, nesse livro Livia pretende abordar questões raciais. “Dandara com o racismo em locais que frequenta. É vista como não pertencente, pois seu cabelo e cor de pele não são ditos "corretos e belos" e a menina começa a se questionar quanto a sua aparência e seu pertencimento”, explica a psicóloga. São essas perguntas e situações de racismo que impulsionam Dandara a procurar sua avó para abraçar sua negritude. A autora ainda complementa, “o livro é emocionante, é conversado sobre empoderamento mas também da reconexão e da construção de uma negritude que foi invalidada. E é através da reconexão com a Vovó Cenira que essa menina se reconectará com os seus ancestrais. 

Autora
Livia da Silva Marques. Psicóloga, graduada na Universidade Celso Lisboa. Mais de 10 anos de prática incluindo estágios. Com maior destaque para as áreas Clínica (com foco em Terapia Cognitiva Comportamental) e organizacional. MBA em Gestão de Pessoas pela Universidade Veiga de Almeida. Cursando a especialização em TCC. Professora Universitária nas Faculdades São José. Palestrante 

Dados Técnicos
Dandara e Vovó Cenira: A descoberta de si e da ancestralidade.
Sinopsys Editora – 2019
Livia da Silva Marques 
ISBN: 978-85-9501-138-0
Formato: 23 X 16 cm | 32 Páginas | Peso: 112g
Acabamento: Brochura   
Preço de capa: R$ 33,00
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Sobre o Conto “Pobres Imbecis”, de Isaac Asimov

Isaac Asimov - Foto divulgação
*Por Roberto Fiori

Naron, da longeva raça rigelliana, era o quarto de sua linhagem que registrava as velocidades recorde para se alcançar tecnologias das mais diferentes raças galácticas. Usava para isto dois livros: um, grande, marcava a lista das numerosas raças que haviam obtido a inteligência. Era um livro bastante grande, em comparação com o outro, bem menor, que registrava as raças que haviam atingido a maturidade tecnológica e seriam inclusas na Federação Galáctica.

Dos povos pertencentes ao livro no qual se registrava as inteligências alcançadas, muitos haviam sido excluídos. Eram seres que haviam falhado, que tinham sucumbido e deixado de existir. As causas eram variadas, desde desgraças e deficiências biofísicas ou bioquímicas, até desajustamentos sociais. No livro em que se alcançara um nível tecnológico suficiente, nenhuma raça havia sido riscada.

Naron tinha mais de seis metros de altura, era corpulento e incrivelmente velho. Recebera boas notícias de seu mensageiro: um novo conjunto de seres havia atingido a maturidade. Eram do planeta Terra e Naron anotou seu nome no livro maior, transferindo-o para o menor, utilizando o nome “Terra”, nome do planeta conhecido pela maior parte da população terrestre.

Naron disse que os terrestres haviam estabelecido um novo recorde para a velocidade de evolução e o alcance da maturidade tecnológica. Ele esperava que não tivesse havido nenhum engano. Haviam conseguido a tecnologia termonuclear, segundo o mensageiro. Era o critério para a maturidade. Porém, não haviam penetrado no espaço, nem construído estações espaciais ou espaçonaves para fazerem sondagens e entrarem em contato com a Federação. 

Mas, onde se realizariam testes e detonações termonucleares, se os terrestres possuíam energia de fusão nuclear?

Ao que o mensageiro respondeu: “No seu próprio planeta”

Naron riscou com a pena de escrever uma linha sobre toda extensão da adição dos terrestres ao livro menor. Era algo sem precedentes. Mas Naron era cauteloso e previdente e podia perceber o inevitável bem como qualquer outro na galáxia.

“Pobres imbecis!”, murmurou.

Este conto de Isaac Asimov, “Pobres Imbecis” (“Silly Asses”), foi escrito por Asimov em 1957, recusado por duas revistas, antes que Bob Lowndes a aceitasse no número de 1958 da revista “Future”. Ainda, Asimov nos fala, nos comentários da antologia “Buy Jupiter” (“Jupiter à Venda”, Editora Hemus, 1979), que havia escrito a história sentindo-se amargurado, pois os E.U.A. e a U.R.S.S. haviam desenvolvido a bomba de hidrogênio, naquele ano de 1957, e o perigo de um conflito nuclear havia aumentado em muito.

O período da Guerra Fria — período compreendido entre o final da 2ª Guerra Mundial e o desmantelamento da antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas — diz respeito à tensão entre as duas superpotências militares de então, os Estados Unidos da América e a União Soviética. Não houve um conflito armado direto, pois, com a inclusão de armas atômicas nos dois blocos, não haveria vitoriosos, se tal confronto nuclear fosse deflagrado. Mas o conflito político, militar — com a corrida armamentista —, ideológico, social, econômico e tecnológico existiu, de uma maneira indireta.

A corrida armamentista teve início em 1945, final da 2ª Grande Guerra, estabilizou-se de 1960 a 1970 e retomou o crescimento nos anos de 1980, com o governo de Ronald Reagan e sua política de desenvolvimento de armas no espaço, o projeto “Guerra nas Estrelas”.

Neste período, se um governo socialista era implantado no Ocidente, este governo era visto como simpatizante da União Soviética. Da mesma forma, se um movimento popular se revelasse contra um governo socialista, ele era visto como aliado dos Estados Unidos e recebia ajuda em armamentos e suprimentos, visando a derrubada deste governo socialista. O mesmo valia para um movimento que se insurgisse contra um governo capitalista, recebendo auxílio dos soviéticos.

Nesse período de Guerra Fria, encontramos três conflitos armados famosos — não nucleares — a Guerra da Coreia (1950-1953), a Guerra do Vietnã (1962-1965) e a Guerra do Afeganistão (1979-1989). Mas o episódio mais grave e tenso ocorreu em 1962, com a crise dos mísseis em Cuba, que levou a Humanidade ao ponto mais próximo de uma guerra nuclear. Nesse episódio, Krushev e Kennedy, presidentes dos dois blocos socialista e capitalista, respectivamente, assinaram um tratado, visando a retiradas de mísseis balísticos portadores de ogivas nucleares soviéticos de Cuba e mísseis balísticos nucleares americanos na Turquia e na Itália. Além disso, Kennedy declarou em público nunca realizar qualquer tentativa de invasão à ilha de Cuba.

A polarização ideológica e militar entre os dois blocos resultou no desenvolvimento de armas no espaço. Desde o período de 1990, Estados Unidos e União Soviética colocaram inúmeros satélites-espião em órbita, os Estados Unidos vem apresentando capacidade cada vez maior de colocar armas laser no espaço, além de China e União Soviética possuírem mísseis balísticos intercontinentais de múltiplos estágios, tanto para ataques em terra, como contra satélites americanos em órbita da Terra. Em 2020, a China posicionará em órbita um satélite dotado de um sistema de raios-laser para rastrear submarinos a quinhentos metros de profundidade.


*Sobre Roberto Fiori:
Escritor de Literatura Fantástica. Natural de São Paulo, reside atualmente em Vargem Grande Paulista, no Estado de São Paulo. Graduou-se na FATEC – SP e trabalhou por anos como free-lancer em Informática. Estudou pintura a óleo. Hoje, dedica-se somente à literatura, tendo como hobby sua guitarra elétrica. Estudou literatura com o escritor, poeta, cineasta e pintor André Carneiro, na Oficina da Palavra, em São Paulo. Mas Roberto não é somente aficionado por Ficção Científica, Fantasia e Horror. Admira toda forma de arte, arte que, segundo o escritor, quando realizada com bom gosto e técnica apurada, torna-se uma manifestação do espírito elevada e extremamente valiosa.

Sobre o livro “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, do autor Roberto Fiori:

Sinopse: Contos instigantes, com o poder de tele transporte às mais remotas fronteiras de nosso Universo e diferentes dimensões.
Assim é “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, uma celebração à humanidade, uma raça que, através de suas conquistas, demonstra que deseja tudo, menos permanecer parada no tempo e espaço.

Dizem que duas pessoas podem fazer a diferença, quando no espaço e na Terra parece não haver mais nenhuma esperança de paz. Histórias de conquistas e derrotas fenomenais. Do avanço inexorável de uma raça exótica que jamais será derrotada... Ou a fantasia que conta a chegada de um povo que, em tempos remotos, ameaçou o Homem e tinha tudo para destruí-lo. Esses são relatos dos tempos em que o futuro do Homem se dispunha em um xadrez interplanetário, onde Marte era uma potência econômica e militar, e a Terra, um mero aprendiz neste jogo de vida e morte... Ou, em outro mundo, permanece o aviso de que um dia o sistema solar não mais existirá, morte e destruição esperando pelos habitantes da Terra.
Através desta obra, será impossível o leitor não lembrar de quando o ser humano enviou o primeiro satélite artificial para a órbita — o Sputnik —, o primeiro cosmonauta a orbitar a Terra — Yuri Alekseievitch Gagarin — e deu-se o primeiro pouso do Homem na Lua, na missão Apollo 11.
O livro traz à tona feitos gloriosos da Humanidade, que conseguirá tudo o que almeja, se o destino e os deuses permitirem.

Para adquirir o livro:
Diretamente com o autor: spbras2000@gmail.com
Livro Impresso:
Na editora, pelo link: Clique aqui.
No site da Submarino: Clique aqui.
No site das americanas.com: Clique aqui.

E-book:
Pelo site da Saraiva: Clique aqui.
Pelo site da Amazon: Clique aqui.
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quinta-feira, 18 de julho de 2019

Livro intercala entre gênero policial e dramas domésticos


Busca experimental por novos formatos e perspectivas norteia coletânea de contos

Cacos de vidro e carne moída (Penalux, 2019) é o segundo livro de contos de Vitor Camargo de Melo, autor jovem que vem colecionando publicações no gênero e atingindo destaque em concursos e premiações.
Divido em duas partes, o livro traz, na primeira (Cacos de vidro), contos do gênero policial, inspirados sobretudo na estética brutalista. A segunda parte (Carne moída) desenvolve narrativas focadas nos dramas domésticos, nas relações entre pais e filhos, jovens namorados, cônjuges, etc. E traz, ainda, o conto Paralelas, premiado no Prêmio SESC de Contos Machado de Assis 2017.

Com um trabalho de linguagem seco e direto, os contos das duas partes têm em comum a diversidade de cenários – variando em tempos e espaços da História –, a busca experimental por novos formatos e perspectivas, e a discussão sobre a tensão e os desafios decorrentes do conflito entre indivíduos e estruturas na sociedade ocidental contemporânea. Essa inadequação do indivíduo às estruturas que nos aprisionam e libertam ao mesmo tempo, que nos moldam, tem potencial universalizante, uma vez que pode ser entendida como central para as angústias modernas dos povos ocidentais. Para isso, o livro mescla construções textuais tradicionais e experimentais, seguindo tendência da nova geração da literatura brasileira.
De matadores de aluguel, passando por sindicalistas do início do século, até tramas para encontrar desaparecidos da ditadura, os contos policias deixam um rastro de vidro quebrado e violência. Já a carne moída surge como um prato tão doméstico quanto os dramas familiares de pais e filhos, casamentos disfuncionais e namoros juvenis. Ou seriam as narrativas de violência que moem a carne e as relações domésticas que quebram vidro?
Cacos de vidro e carne moída é uma antologia de 12 contos, distribuídos em 132 páginas, com gêneros variados (predominância do policial moderno), voltados em sua maioria para um público adulto.
Sobre o livro
“Cacos de vidro e carne moída”, contos (Penalux, 2019, p 132) – Vitor Camargo de Melo.  R$ 37,00
Disponível em:
www.editorapenalux.com.br/loja/cacos-de-vidro-e-carne-moida

Sobre o autor
Vitor Camargo de Melo tem 31 anos, é antropólogo e mestre em Direitos Humanos e Cidadania pela Universidade de Brasília. Nascido em Duque de Caxias (RJ), mora em Brasília desde 2003. É escritor e roteirista. Atualmente trabalha pela ampliação de seu público leitor e sua inserção no cenário de autores da nossa literatura e do cinema nacional.
Já publicou contos em quatro revistas eletrônicas e portais de literatura. Na Revista Benfazeja (revistabenfazeja.com.br), foi colunista fixo em 2014, publicando mensalmente. Publicou em 2015 seu primeiro livro de contos, Fratura exposta, pela Editora Kazuá (http://www.editorakazua.net/catalogo/fratura-exposta-de-vitor-camargo-de-melo).
Foi 2° colocado no Prêmio SESC de Contos Machado de Assis 2017. Foi finalista também do VIII Prêmio UFF de Literatura 2014 em duas categorias (contos e crônicas) e do VIII Concurso Contos do Tijuco, organizado pela Academia de Letras Artes e Música de Ituiutaba (ALAMI) em 2013. Está atualmente em fase de conclusão do seu primeiro romance, Embaixo das unhas, aprovado pelo Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal.
É editor e fundador da Revista Seca (www.revistaseca.com), e professor de Escrita Criativa.

Sobre o lançamento do livro
O lançamento do livro Cacos de vidro e carne moída, de Vitor Camargo de Melo, acontece no dia 09 de agosto de 2019, às 19h, no Três – Bistrô e Bar –, localizado na CLN 405, Bloco D, Asa Norte, Brasília.
Preço de capa: R$ 37,00
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quarta-feira, 17 de julho de 2019

O mistério de Edwin Drood



Charles Dickens foi um dos mais importantes escritores do século XX, responsável por criar a imagem que temos atualmente do natal. Ele tinha uma relação interessante com Edgar Allan Poe. O autor inglês excursionou pelos Estados Unidos quando Poe iniciava sua carreira literária e influenciou-o diretamente. No final da vida, Dickens foi influenciado por Poe e colocou seu talento a serviço do gênero criado pelo autor do conto “Os crimes da rua Morgue”. O resultado disso é o livro O mistério de Edwin Drood.          
Dickens escreveu seu texto e publicou-o em fascículos ao longo do ano de 1970. Quando estava pouco mais da metade, morreu, sem deixar nenhuma anotação de como pretendia resolver o mistério do estudante que desaparece em uma noite de tempestade.   
O romance ficou inacabado e se tornou, ele mesmo, um mistério. Quem teria matado Edwin Drood? Teria ele realmente morrido?
Dois anos depois de morto, Dickens terminou o texto através do médium norte-americano Thomas P. James (algo que parece ter saído diretamente de uma das histórias do próprio Dickens).
A edição que li, do Clube do Livro, de 1978, publica o final sem aviso sobre o adendo mediúnico. Além disso, traz diversos erros de revisão (em determinado ponto “livres” é grafado como “livros”), mas o volume permite perceber como Dickens se saía no gênero policial. Dickens parece estar mais preocupado com os personagens (e há vários deles antológicos, como o garoto Delegado), ao contrário de Poe, em que a ênfase está na construção da trama.
O final mediúnico apresenta um assassino óbvio, embora traga uma preocupação em mostrar o detalhamento da investigação. Mas não parece Dickens. A motivação do assassino é resumida em uma frase e quem leu Um conto de duas cidades sabe que o autor inglês era capaz de grandes reviravoltas em suas tramas.
O ideal é ler o livro como uma obra aberta, imaginado como teria sido o final escrito por Dickens vivo.
Em tempo, a edição da Lachâtr, mais recente,  é mais honesta que a do Clube do Livro, pois avisa que o parte do livro é de origem mediúnica.  

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terça-feira, 16 de julho de 2019

Anderson Almeida Nogueira e o livro "O Grande Visionário" (Editora Autografia)

Anderson Almeida Nogueira - Foto divulgação
Anderson Almeida Nogueira nasceu em Magé/RJ no dia 26/12/1966. Reside em Cachoeiras de Macacu/RJ desde os seis anos de idade. Casado com Rose, é pai de Rafael e Marcelo.
Publicou o primeiro livro em 2017, “Assim Falou Jaburu” em homenagem ao sobrinho Wellington Lyra; O segundo livro, “Conversando com o Tribunal”, publicado em 2018 é de conteúdo técnico, resultado de consultas ao Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro; Também em 2018 publicou o terceiro livro, “Da Janela Lateral – Crônicas e Contos de Tiradentes-MG”. Está lançando o quarto livro “O Grande Visionário”, que traz a saga de um jovem sonhador e suas ideias mirabolantes. É membro da Academia Cachoeirense de Letras.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?


Anderson Almeida Nogueira: Sempre gostei muito de ler. Desde criança lia gibis e revistas. Costumo dizer que, na minha infância, lá em casa aos domingos tinha frango com batata, maionese e o jornal. Na minha vida profissional, sou funcionário público e atuo nas áreas técnicas de contabilidade e controladoria, desenvolvi diversos materiais de consulta e treinamento. Já a minha atuação como escritor de livros se iniciou em 2017, quando publiquei o livro “Assim Falou Jaburu”, em homenagem a um sobrinho falecido precocemente um ano antes, e que foi a maior expressão da cultura de Cachoeiras de Macacu. Dali pra frente não parei mais.

Conexão Literatura: Você é autor do livro “O Grande Visionário” (Editora Autografia). Poderia comentar?

Anderson Almeida Nogueira: O livro – o quarto de minha autoria – conta a saga de um jovem francês sonhador que tenta, em vão, no ano de 1862 convencer o imperador da França de que suas ideias eram viáveis. Sem sucesso na sua terra natal, tentou viabilizá-las no Brasil, para onde veio em companhia de três amigos. Do Rio de Janeiro até Maceió colecionou insucessos e incompreensões. Foi taxado de lunático e baderneiro. De volta à Europa, tentou levar “o progresso”, como dizia, a Paris e depois
à Veneza, na Itália. Nada deu certo para aquele jovem que sonhava em ser reconhecido mundialmente como o grande visionário. A saga faz um passeio geográfico por França, Brasil e Itália do século XIX, por personagens de ficção que se misturam aos protagonistas reais da história, como Napoleão III, Machado de Assis, Lima Barreto, Princesa Isabel, Conde D’eu, Frei Galvão e tantos outros. Além de mostrar obras de cunho arquitetônico, cultural e esportivo que fazem parte da história. Tudo com uma dose de humor e melancolia.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?


Anderson Almeida Nogueira: Realizei as pesquisas pela internet, principalmente no Wikipedia e banco de imagens de domínio público (o livro é ilustrado com fotografias e gravuras de época, além de fotos do arquivo pessoal). Também utilizei memória de histórias de minha infância e da minha família. Todo o processo, de pesquisa até o lançamento do livro levou cerca de 10 meses.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em seu livro?

Anderson Almeida Nogueira: A segunda parte é bem legal, pois trata das aventuras e desventuras do grande visionário no Brasil. Ali misturo história, ficção, cito pessoas da família como personagens e lugares da minha infância.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir um exemplar do seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Anderson Almeida Nogueira: O livro O Grande Visionário está à venda no site da editora Autografia: www.autografia.com.br/loja/o-grande-visionario/detalhes.
Se quiser saber mais sobre este e outros livros de minha autoria é só mandar um e-mail para: andersonnogueira2612@gmail.com.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?


Anderson Almeida Nogueira: Estou trabalhando em dois novos projetos: Uma nova ficção chamada “O Assassino do Imperador”, sobre um português inconformado com a independência do Brasil sobre Portugal; Um segundo volume de Crônicas e Contos de Tiradentes-MG que vai se chamar “Sonhos Não Envelhecem”.

Perguntas rápidas:


Um livro: O Tempo e o Vento, de Érico Veríssimo.
Um (a) autor (a): Isabel Allende
Um ator ou atriz: Denzel Washington
Um filme: Argo
Um dia especial: 1º de maio de 1986 (o dia em que conheci Rose)

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?


Anderson Almeida Nogueira: Agradeço a oportunidade de falar sobre minha obra na revista Conexão Literatura. Nós, autores independentes, contamos com esse importante apoio para divulgar nossos livros. E, para quem tem vontade de publicar um livro, eu digo: “Vá à luta, realize seu sonho!” Não deixe suas ideias na gaveta, vale à pena sonhar – e realizar.
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segunda-feira, 15 de julho de 2019

Quotes do livro Confissões de Um Adolescente Depressivo, de Kevin Breel

Confissões de um adolescente depressivo, de Kevin Breel, é um relato cru e eloquente do que significa lutar contra depressão na adolescência. O livro foi escrito por alguém que vivenciou a situação e que chamou a atenção do grande público quando sua TED Talk virou um fenômeno, atingindo mais de quatro milhões de visualizações.

Depois de quase cometer suicídio quando tinha dezessete anos de idade, o autor conta como lutou diariamente contra uma doença (a depressão) que assola muitas pessoas pelo mundo. A depressão será a doença mental mais incapacitante até o ano de 2020, segundo previsão da OMS – Organização Mundial de Saúde.O Brasil é líder nos casos de depressão na América Latina.

Confira alguns dos quotes selecionados:

"Olhando de fora, você nunca saberia que eu abrigava dentro de mim um ódio tão persistente e horrível contra mim mesmo. Porque, embora em particular eu ficasse dolorosamente constrangido com toda e qualquer coisa que tivesse de fazer com a minha existência, para o resto do mundo eu era um verdadeiro coquetel de travessura, extravagância e porralouquice..."

"A cola que mantinham a família unida, ou seja, o amor incondicional, havia muito tempo tinha sido carcomida pelo caos e o desdém."

"A família de ninguém é perfeita. A vida de ninguém é perfeita."

"...a escola é muitas vezes a primeira vez que muitas crianças interagem pra valer com os adultos. Você não os conhece e eles não conhecem você, mas existem regras e expectativas incorporadas."

"...às vezes as pessoas fazem coisas com você porque não sabem quanto dói quando fazem o mesmo com elas."

"...tudo que você acha que sabe sobre o mundo, percebe que não sabe. Você quer que seja uma piada. Quer que estejam errados. Quer que seja um sonho. E não é nenhuma dessas coisas. É real. E dói mais do que qualquer outro tipo de dor que você já tenha sentido."

"Ninguém nos leva de fato a sério quando somos adolescentes, a mais bizarra de todas as idades. É um tempo de transição atrelado a torturantes aversões por si mesmo e espinhas que brigam pelo melhor lugar na sua cara. É uma espécie de estágio intermediário, em que o corpo está traindo você e todo mundo acha que você deveria ser mais maduro do que realmente é."

"Eu gostaria que não houvesse essa divisão entre as pessoas que acreditam em certas coisas e as que não acreditam. Isso me parece uma grande hipocrisia de ambos os lados, esses dois grupos de pessoas afirmam acreditar em coisas boas e mesmo assim estão dispostas a fazer coisas ruins com as que discordam disso."

"Levou meses para que percebesse que estava afundando numa depressão profunda e sombria. Parece que saber que você está com depressão é uma coisa óbvia (...), mas não é. É como se o sofrimento tivesse um jeito de se esgueirar secretamente para dentro do seu ser, enganando sua noção de eu e seu bom senso."

"A felicidade e alegria têm que ser resultado do que estamos fazendo exatamente aqui e agora."
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Murillo Pocci e o livro A casa, por Cida Simka e Sérgio Simka

Murillo Pocci - Foto divulgação
Fale-nos sobre você.

Bem, eu tenho 23 anos, sou de São Paulo e escrevo desde a infância. Comecei escrevendo crônicas para o jornal da escola e não parei mais. Desde então foram contos, relatos, fábulas, peças e livros. Comecei lendo fantasia e ficção e sigo nesse gênero até hoje (embora explore leituras alternativas), por isso meus textos sempre foram mais próximos desses universos. Recentemente conheci mais o universo do terror, principalmente com HQs mais adultas, e através de vários experimentos percebi que gostava de causar esse tipo de arrepios nas pessoas usando esses elementos. Mesmo que não seja o foco, sempre busco colocar suspense e terror nos meus textos, pois são gêneros que fazem as pessoas refletirem sobre elas mesmas durante a leitura.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre o seu livro. O que o motivou a escrevê-lo?

A Casa surgiu de uma série de sonhos que tive, onde passeava por uma casa que nunca tinha visto e encontrava em cada cômodo um pesadelo ou alguma memória antiga. No caminho também esbarrava com alguns guias que me mostravam o caminho pelo qual devia passar. Sempre que eu acordava desses sonhos, eu ficava com uma vontade imensa de escrevê-los, mas não me sentia pronto para narrar essa história. Depois de dois anos, nos quais passei por diversas situações envolvendo ansiedade, depressão e até pânico, finalmente consegui sentar na frente do computador e comecei a narrar essa história que, muitas vezes, teve como base esses episódios.

Fale-nos sobre os outros livros.

A Casa é o primeiro livro que publico, mas não o primeiro que escrevo. Em 2019 participei de três coletâneas de contos da Editora Skull: Do Tzolk'in ao Haab, sobre contos de terror baseados no horóscopo maia; Arquivos Insanos, sobre psicopatas e por último fui selecionado para o primeiro volume de Mestres do Terror, que terá contos baseados na obra de H.P. Lovecraft. Para o ano que vem, estou na revisão do primeiro livro de uma trilogia que escrevi em 2014 e que desejo publicar.

Como analisa a questão da leitura no país?

Sinto que hoje temos menos incentivo para leitura durante a infância do que anos atrás. Com tantas adaptações para outras mídias, o livro não é mais o único meio de alcançar uma história. Como mudar isso é uma pergunta que temos que responder, e vejo nas editoras independentes um sinal para essa resposta. Enquanto grandes editoras buscam best-sellers internacionais, por aqui buscamos criar uma literatura nacional que seja atraente ao público e com a qual ele possa se identificar. Você tem histórias que se passam com brasileiros, no Brasil e com assuntos ligados a nossa sociedade, e isso é cativante! Acredito na leitura, mas acredito que ainda estamos moldando o produto brasileiro do século XXI pra essa demanda.

O que tem lido ultimamente?


Sobre livros, estou com duas leituras nacionais no momento: Os Sertões, de Euclides da Cunha e o Teatro Completo de Nelson Rodrigues. Além dos livros, acompanho HQs adultas para aprender um pouco mais sobre terror. Meu novo queridinho da estante é John Constantine – Hellblazer.


Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.

Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a Série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Organizador dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.
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O cortiço



Publicado em 1890, O Cortiço, de Aluizio de Azevedo, é um romance baseado na ideia equivocada do determinismo social, segundo o qual o caráter de uma pessoa e seu comportamento é determinado pelo meio. E, para o português Azevedo, um cortiço carioca era o pior dos meios, um local que corrompia todos que entrassem em contato com o mesmo.
Assim, O Cortiço é uma história de degradação moral, em que personagens desfilam diante do leitor, alguns até íntegros, como o português Jerônimo, mas vão sendo aos poucos tomados pela lubricidade do local e acabam contaminados.
O romance guarda forte conteúdo racista certamente influenciada por teorias em voga na época: o europeu é bom, íntegro, o brasileiro é uma raça degradada.
É curioso e irônico, no entanto, que de todos os personagens, o mais corrupto é justamente um português, João Romão, o dono do Cortiço. Perto de suas maldades e de seu egoísmo os moradores do cortiço parecem inocentes.
Muito além de sua mensagem determinista, O Cortiço é um dos melhores livros entre os clássicos da literatura brasileira. A forma como o autor lida com uma infinidade de personagens, caracterizando-os perfeitamente, dando a cada um deles uma uma história, um modo de reagir às alegrias e adversidades, tudo isso é genial.
É fácil aprofundar a personalidade de um único personagem. Mas lidar com uma galeria tão grande sem perder a mão é coisa para grandes autores.
Outro aspecto interessante é a inventividade na criação de situações. No cortiço sempre está acontecendo algo numa espiral vertiginosa de traições, brigas, intrigas.
Acrescente-se a isso afinadas descrições da psicologia dos personagens que lembram muito Eça de Queiros. Como exemplo, um trecho em que o autor descreve a descoberta da inveja por parte de João Romão: “E em volta de seu espírito, pela primeira vez alucinado, um turbilhão de grandezas, que ele mal conhecia e mal podia imaginar, perpassou vertiginosamente, em ondas de sedas e rendas, veludos e pérolas, colos e braços de mulheres seminuas, num fremir de risos e espumar aljofrado de vinhos cor de ouro”.

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domingo, 14 de julho de 2019

Leandro Campos Alves, autor do maior poema do Brasil, cede entrevista e comenta sobre o livro "O Viajante"


O Escritor, Poeta e Acadêmico Leandro Campos Alves é natural de Liberdade, cidade situada no sul das Gerais, e reside em Caxambu. Com uma deficiência conhecida por dislexia, um distúrbio que dificulta a aprendizagem para ler e escrever, ele superou suas deficiências, e, além de ter vários prêmios nacionais e internacionais, o escritor é titular das maiores Academias de Letras no Brasil.Sua maior vitória foi a construção do maior poema Brasileiro, “O Viajante”, poema homologado oficialmente pelo Livro dos Recordes, com 2.022 estrofes e 10.875 versos. Na Literatura Portuguesa Mundial não há registro de outro poema épico maior. 

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Leandro Campos Alves: Sabe o que é escrever um texto e receber chacotas como avaliação do mesmo, pois é, foi mais ou menos assim. Porém Deus é aquele que não nos deixa envergonhado e, com fé, superamos os maiores obstáculos da vida. Meu primeiro trabalho só foi publicado em 2013, o romance “Instinto de Sobrevivência”, isso já com quarenta e um anos de idade.  Depois dele não parei mais, com o apoio de minha esposa, filhos e alguns amigos, as portas da Literatura foram abrindo ao meu caminho, e minha história foi construída pelas mãos de Deus.

Conexão Literatura: Você é autor do livro “O Viajante” (Editora Clube de Autores e publique Saraiva) além de vários outros, podemos destacar também a Coletânea “A Fênix rediviva” publicado pela editora Amazon. Poderia comentar?

Leandro Campos Alves: A coletânea “A Fênix da Rediviva” foi feita sob a coordenação da escritora Ana Maria Miranda May, e pelo Engenho das Palavras, um trabalho maravilhoso de se ver, ler e ter, a coordenação da coletânea escolheu grandes nomes do meio literário para compor a obra.
Sobre “O Viajante”, só tenho que agradecer as mãos de Deus que conduziram as minhas, pois superei a dislexia, superei os erros, e superamos nada mais e nada menos, o maior poema que a Literatura Portuguesa teve por mais de quinhentos anos, “Os Lusíadas” de Camões. São duas obras com a estrutura diferentes, pois um é Alexandrino composto por métricas, e o outro, uma história narrada em versos. 
Dois poemas que não vieram para disputar posições, ou, falar qual é o melhor, ou maior, e sim, vieram para acrescentar a Literatura.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

Leandro Campos Alves: o Livro foi construído no período de quatro anos, porém, neste período, junto ao “O Viajante”, surgiram outros trabalhos.  Para falar a verdade, sempre escrevo mais de uma obra, já cheguei a construir instantaneamente quatro obras juntas, além de outros projetos.  A única ressalva que tenho no período de construção dos meus trabalhos, é não ler nada, nem mesmo jornais.  Este cuidado que tenho, é para não sofrer interferência contextual de outros autores em meus trabalhos.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em seu livro?

Leandro Campos Alves: Deixo as últimas estrofes do poema, para o conhecimento de parte da obra.  
Páginas 412 à 415.

...Ao nosso amigo leitor,
que acompanhou nossa narração,
peço que derrame seu amor,
depositando em seu coração,
a felicidade em louvor.

As famílias que agora conhecem,
o nascer deste escritor.
Peço que a todos abençoem,
em nome de Nosso Senhor.
Amém”.

Aos amigos de sonhos e ilusões,
despeço com imensa saudade,
pois haverá outras ocasiões,
para contarmos mais causos,
vividos em muitas regiões.
Podendo ser em pequenas cidades,
ou nos confins dos sertões.

Causos alegres, tristes ou intrigantes,
Vividos e ouvidos por este viajante,
que narra com expressão,
histórias em poemas épicos,
com profunda emoção.

São as vidas de Zé Tristão,
de Lucimar,
ou dos jovens dentro de um bar.
Podemos também contar,
as lutas de superação,
de um nobre cidadão.

Mas o que não foge à realidade,
é que este poema ficará conhecido,
por muitas nacionalidades.
Não é apenas um sonho,
mas agora é realidade.
Os versos contam por si,
as estrofes somam em si,
e eu?
Vou ficando por aqui.

Agradecendo a Deus a oportunidade,
e a sensibilidade,
que por inspiração,
Ele me presenteou com esta narração.

Aos amigos me despeço,
aos familiares agradeço,
a vida marco meu espaço.
E a todos,
deixo meu forte abraço.

Carinhosamente:
Assino por Viajante amigo.
Este que esteve contigo,
narrando.  
Emocionando.
Sorrindo ou chorando.

Mas com a certeza,
de deixar para a literatura,
a amarga e gostosa  decisão,
de ver qual a maior narração.
Do poema épico em questão.

Estilos bem diferentes,
mas o que é procedente,
a questão do versos e estrofes,
que compõe a obra referente.

Dez cantos canônicos,
compõe o poema centenário.
Que admiro e respeito.
Mas este grande feito,
agora pode ter ao seu lado,
outro poema narrado.

O viajante nasce,
para acrescentar na literatura,
esta minha humilde aventura,
de entrar para a história,
com o trabalho cheio de oratória,
me deixa em graças e louvor,
agradecendo a Deus Nosso Senhor. 

 Amém.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir um exemplar do seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Leandro Campos Alves: meus trabalhos podem ser adquiridos diretamente pela internet, na pesquisa do Google digitem, Clube de autores escritor Leandro Campos Alves, ou, Leandro Campos Alves na Saraiva.  Para acessarem minha biografia, convido para acessarem o site www.escritor-leandro-campos-alves.com.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Leandro Campos Alves: Tenho mais de quatorze bonecas prontas para publicação, entre romances, poemas, crônicas e outros, tenho em especial seis volumes sobre a “A Verdadeira História do Cristianismo”. 
Pois sempre digo, que sou um barco em alto mar, onde minha fé é meu barco, e meu caminho é conduzido pela vontade de Deus.  

Perguntas rápidas:

Um livro: Caçador de Pipas
Um (a) autor (a): Camões
Um ator ou atriz: Bianca Bin
Um filme: O Último Templário
Um dia especial: Todos

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Leandro Campos Alves: Se você tem um sonho! Tenha fé, que Deus mostrará o caminho, porém corra atrás, pois conforme um amigo me falou – “o único lugar que o sucesso vem antes do trabalho, é no alfabeto.”

Aos amigos e leitores eu deixo minha obra para reflexão.

“Um dia falaram aos meus pais que eu não andaria! Eu andei.
Falaram que eu não falaria! Eu falei.
Falaram que eu teria que estudar em escola para pessoas especiais! Eu estudei toda minha vida em escolas públicas.
Falaram que eu não seria alguém na vida! Posso ainda não ser alguém, mas hoje eu deixo minha história marcada na vida da humanidade através de minha teimosia e fé”.

A dislexia não é uma deficiência, apenas me faz viver de uma forma diferente. 
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