sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Versailles – série histórica da Netflix



No século XVIII a França vivia uma grande transformação. O poder, que até então estivera nas mãos da nobreza feudal, começou a ser abocanhado pelo rei no processo que ficaria conhecido como absolutismo francês. O maior exemplo disso foi Luís XIV, o rei-sol, que dizia: “O estado sou eu”. E a maior representação desse poder foi o palácio de Versailles.
Versailles foi construída no antigo pavilhão de caça do pai de Luis XIV e tinha dois objetivos: um deles era sair de Paris, diminuindo as possibilidades de uma revolta por parte dos nobres feudais. O segundo objetivo era abrigar os nobres que se conformavam com a nova situação. Destituídos de seu poder e de suas terras, estes recebiam, em troca, um emprego na corte (podia ser abotoar o sapato do rei, por exemplo), onde viviam em meio ao luxo no maior e mais espetacular palácio da Europa.
A vida na corte era um eterno teatro cujo principal ator era o rei-sol. Nobres se acotovelavam para ver o rei acordar ou se recolher, como se vissem o espetáculo do nascer e do por-do-sol. Ou se amontoavam para vê-lo almoçar – os de mais prestígio eram chamados até mesmo para comer junto com o soberano. E Luis parecia ser também o centro sexual do palácio, com suas várias amantes e várias mulheres que pretendiam cair em sua graça.
Versailles era um local de festas eternas, mas também era um local de intrigas palacianas. Os nobres jamais se conformaram em perder o poder e houve vários complôs contra o rei.
A série Versalhes, lançada no Brasil pela Netflix, se propõe a abordar a construção do castelo, o luxo e as intrigas que envolviam a corte francesa. E não decepciona. O figuro é realmente explêndido, assim como cenário. Há incongruências, claro. Em algumas cenas, o palácio, filmado atualmente, aparece inteiro, com partes que não existiam na época em que a história decorre. Mas elas passam facilmente despercebidas diante do bom roteiro, da direção inspirada e principalmente das grandes atuações – a começar pelo protagonista, George Blagden (de Vikings).
Versailles é perfeito para quem gosta de histórias de intrigas palacianas. É um Guerra dos Tronos sem dragões.

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Recital, poesia e música deu o tom da abertura da Fliu

Antonio e Lirinha fliu - Foto divulgação
A Festa Literária de Uauá acontece nos dias 14, 15 e 16 de novembro

Na noite desta quinta-feira (14), na abertura da Festa Literária de Uauá – Fliu. O público da cidade, com pouco mais de 24 mil habitantes, abriu as portas para os amantes das artes, da cultura popular e do sertão.  Na cerimônia de abertura, a Fliu contou com a presença do secretário estadual de educação, Jerônimo Rodrigues, o curador da festa, Maviael Melo, o prefeito da cidade, Lindomar Dantas e o deputado estadual Zó, da região de Juazeiro.

A primeira noite com o recital de Manoel Neto, homenageado da Fliu e a mesa "Dois dedos de prosa e um tanto de poesia" com António Marinho e Lirinha, deu o tom da Festa. Com de mais de 200 pessoas presentes e transmissão ao vivo pelo YouTube, Maviael Melo, mediador da mesa, iniciou o encontro com uma poesia, que como ele citou "escrita na correria"  mas que exemplifica muito bem o que esperar da mesa. "Com alguns dedos de prosa; De uns doidos por poesia; Assim a FLIU se inicia; Nessa sala primorosa; Lirinha traz numa rosa; O cheiro bom do caminho; Encanto e verso Marinho; É poesia em movimento; Para alinhar o pensamento", declamou o curador.

Lirinha trouxe um pouco da sua história na poesia iniciada aos 12 anos e logo depois a sua passagem pelo teatro e a união dessas duas artes tornou-se o artista que é hoje. Marinho contou um pouco da história da poesia da região, versão um pouco mais de cantador e outra mais acadêmica, com a história João Nunes da Costa, que fugiu da cidade do Recife, com sua família de poetas, no século XVII, sendo a família fundadora da Serra de Teixeira e a partir desta família os primeiro cordelista começam a surgir na região.

Os convidados ressaltaram a importância da cultura popular, como a poesia é resistência e a necessidade de incluir o repente, o cordel, a poesia de região na formação do estudante e no meio acadêmico. "A literatura oral não está na nos livros oficiais da literatura brasileira", pontuou Lirinha, fazendo relação com necessidade de falar dos grandes poetas como Castro Alves, mas também de poetas locais como Fabião das Queimadas, escravo nascido na Lei do Ventre Livre que comprou a euforia de sua mãe com dinheiro das suas poesias.

A contação de histórias dos convidados foi só começo, poesia, cordel e música complementaram a programação. O palco montado na praça central da cidade recebeu os artistas Nilton Freittas, Josyara e o grupo Em Canto e Poesia, no qual Marinho integra juntamente com os dois irmãos.

A Fliu é uma realização da Uauá Projetos Criativos e da Prefeitura de Uauá, idealizada por Mercia Beatriz com coordenação e produção de Ellen Ferreira, Lorena Ribeiro e Antônio Nikiel, com curadoria de Maviael Melo.

O evento tem patrocínio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Turismo/Bahiatursa, Secretaria de Desenvolvimento Rural/CAR, Secretaria de Educação e da Secretaria de Cultura/Fundação Pedro Calmon, além do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (COOPERCUC) e do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA).

Serviço:
O que: FLIU – Festa Literária de Uauá
Onde: Uauá, no Sertão Baiano
Quando: 14, 15 e 16 de novembro de 2019
Aberto ao Público

>>>SEXTA-FEIRA – 15/11<<<

Local: Plenária – Colégio Estadual Nossa Senhora Auxiliadora
Manhã 
09:00h - Abertura Cultural – Apresentações Artísticas com Estudantes de Escolas Municipais
09:30h - Mesa Temática 2: "Minha poesia cabe na sua melodia?" Juliana Ribeiro / Cida Pedrosa Mediação: Érika Ribeiro (Pók Ribeiro)
11:00h - Mesa Temática 3: "A Poesia é Pop"Pedro Stkls / Thiago Soeiro / Aline Monteiro / Poeta Lucão Mediação: Áquila Emanuelle
Tarde 
14:00h - Jovens Comunicadores – Emília Mazzeo
14:30h - Mesa Temática 4: "A Literatura dos Pirilampos em forma de poesia, prosa e música" Érika Ribeiro (Pók Ribeiro) / BGG da Mata Virgem / Gildemar Sena / Zecalu Mediador: Roberto Dantas
16:00h - Mesa Temática 5: "Povos tradicionais: Resistências e Diversidades" Daniel Munduruku / Pola Ribeiro Mediação: Cícero Felix
18:00h - Espetáculo Lítero-Musical "O Velho Homem Rio" com Celo Costa
19:00h - Cortejo Baque Opará

Local: Casa Paroquial
Manhã

Programação Infantil
10:00h – Essa toalha tem história – Sálua Chequer
11:00h – Cordel Animado - Mariane Bigio e Milla Bigio

Tarde
Cineclube
14:00h - Exibição de Filmes e Documentários

Local: Calçadão 
17:30h – Árvore do Livro – Mariane Bigio e Milla Bigio

Local: Coreto 
19:00h - Sarau da Onça / Intervenções culturais
19:40h - Sarau Uauá / Intervenções culturais
20:20h - Nelson Maca / Intervenções culturais

Palco – Praça São João Batista
21:00h - A Poesia é Pop – O Amor mora aqui
21:45h - Rennan Mendes 
22:30h - Juliana Ribeiro
23:00h - Maciel Melo

Local: Câmara de Vereadores 
Exposição Bel Borba

SÁBADO – 16/11

Local: Plenária – Colégio Estadual Nossa Senhora Auxiliadora
Manhã 
09:00h - Abertura Cultural - Apresentações Artísticas com Estudantes de Escolas Municipais
09:30h - Mesa Temática 6: "O uso do sertão e da favela na dramaturgia brasileira – Mais que simplesmente cenário"  Paulo Lins / Wilson Freire Mediação: Josemar Pinzoh  11:00h – Bate Papo Literário com Tom Farias e Siba Veloso – Lançando Livros  participação de Emmanuel Mirdad
Tarde
14:00h - Abertura Cultural - Apresentações Artísticas com Estudantes de Escolas Municipais
14:30h - Mesa Temática 7: "Entre rap e o repente"Bráulio Tavares / Jéssica Caitano / Bule Bule Mediação: Nelson Maca
16:00h - Abertura Cultural - Apresentações Artísticas com Estudantes de Escolas Municipais
16:30h - Mesa Temática 8: "A arte se preocupa muito mais com a política do que a política com a arte?" Franklin Martins / Emiliano José  Mediação: Jorge Portugal?
18:00h - Lançamento de livros  Emiliano José / Jorge Portugal / Pók Ribeiro/ Zecalu / Socorro Lacerda / Bule Bule / Maciel Melo/ Siba.
Local: Casa Paroquial

Manhã
Programação Infantil
10:00h – Essa toalha tem história – Sálua Chequer
11:00h – O Mistério de Feiurinha - Cia Teatral Relicário

Tarde
Cineclube
14:00h - Exibição de Filmes e Documentários

Local: Calçadão 
17:00h – Árvore do Livro – Mariane Bigio e Milla Bigio
Local: Coreto
18:00h - Encontro de Pé de Bode
19:00h - Sarau da Onça / Intervenções Culturais
20:00h - Nelson Maca / Intervenções Culturais

Palco São João Batista
21:00h - Jéssica Caitano 
21:30h - Cláudio Barris
22:00h - Encontro de Cantadores Homenageia Raymundo Sodré - Maviael Melo / João Sereno / Celo Costa / Carlos Villela
23:15h - Siba e Mestre Nico
Local: Câmara de Vereadores 
Exposição Bel Borba
18:00h - Lançamento de Livros Emiliano José / Jorge Portugal / Erika Pok / Zecalu / Socorro Lacerda / Bule Bule / Maciel Melo

Para conhecer a FLIU:
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quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Flávia Rosas e o livro Vovó extraordinária, por Cida Simka e Sérgio Simka

Flávia Rosas - Foto divulgação
Fale-nos sobre você.

Sou jornalista e escritora, formada em comunicação e publicidade. Nasci no Rio de Janeiro e há 31 anos moro em Armação dos Búzios, uma pequenina cidade litorânea situada a 180 quilômetros do Rio. Atuei como jornalista responsável na Rádio e na TV Búzios, como editora no Jornal Buziano e diretora do Jornal Armação dos Búzios. Há dez anos comecei a publicar histórias infantis, que escrevo desde criança. Entre elas, A caixa com borboletas e o segredo do planeta, A luz que mora dentro da gente, O concerto do Planeta Cantante, Os dois pequenos landes - Uma fábula de sabedoria, Sempre Feliz! e Vovó Extraordinária.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre o livro Vovó extraordinária. O que a motivou a escrevê-lo?

Vovó Extraordinária é um título que integra a coleção A luz que mora dentro da gente, da Editora Omnisciência. Foi um pedido especial de uma irmã muito querida quando eu tinha 12 anos. Dois anos mais velha, a minha irmã, que sempre trabalhou com crianças, me pediu em sonho que eu escrevesse um livro sobre a morte.
Por que a morte existe? Vivemos depois de morrer? Para onde vamos quando o nosso corpo morre? Por que isso é triste? Por que não falamos sobre a morte? A Vovó Extraordinária é um livro sobre o bem viver e o bem morrer, para toda a sorte de crianças, que abre a porta para a reflexão. É uma história do corpo-que-era-a-alma-da-alma-que-era-o-corpo. Uma avó apaixonada pela neta, e uma neta que ama muito a sua avó, que descobrem que podem continuar juntas mesmo depois que a avó deixa a sua casa-corpo. É um livro em homenagem ao tipo mais extraordinário de avó: aquela com o coração puro como o cristal, a mente brilhante como o Sol e a luz que mora dentro dela tão vasta quanto o Universo. Aquela que tem a conversa mais estimulante e o abraço mais quente e amoroso. Uma avó que espanta tudo de ruim, promove a confiança e é superamiga dos netos.
Escrevi um mês depois que a minha mãe partiu para o plano espiritual, de uma maneira repentina. Assim que ela morreu lembrei que sempre me pedia: “Flavinha, quando eu morrer, quero que diga que eu subi no telhado”. Ela era brincalhona e muito sábia, e sempre conversou com as suas quatro filhas sobre o momento em que a luz que mora dentro da gente parte da nossa casa-corpo. A mamãe não tinha medo da morte. Para ela, morrer era simplesmente sair do corpo. A vovó dessa história é a minha mãe. E a Ana é a minha sobrinha, que representa todos os netos, todas as filhas, todos os amigos, amigos dos amigos, todos que amam para além da eternidade. É uma história que de tão particular acaba por se tornar coletiva, de uma avó arteira, alquimista da energia, que arranca risadas.
 
Você tem outros livros. Poderia falar sobre eles?

Quando eu era criança, a minha mãe me levava na praia com as minhas irmãs quase todas as manhãs. Na areia a gente catava tatuís, cavava buracos enormes, construía castelos com pingos de areia com a água.  Era uma bagunça deliciosa! Mesmo quando todas ficavam quietinhas, e isso acontecia muito também. Talvez o silêncio tenha sido sempre o meu melhor amigo, com ele aprendi a olhar para as nuvens, para o horizonte, para o Sol e para dentro de mim.
Foi assim que nasceram as histórias, especialmente a coleção A luz que mora dentro da gente. O que existe além daquilo que a gente vê? O menino dessa coleção conversa com os seres da natureza e descobre a sua ligação com a vida e com o Universo: encontra a luz que mora dentro da gente e percebe também que a luz brilha em todos os amigos.
Entre os títulos publicados, tem ainda A caixa com borboletas e o segredo do planeta, que conta a história da Joana Bel, uma menina que ganhou uma caixa misteriosa no dia em que nasceu, aguarda doze anos para abrir o presente e nesse dia desvenda o lado mais risonho, azul e cantante do planeta. Tem também uma fábula de amor linda, Sempre Feliz!, que conta a história de um bom homem que resolve vender o seu cavalo. E a partir desse momento, se envolve numa aventura repleta de surpresas: uma troca leva a outra, numa lógica nem sempre previsível.
 
O que tem lido atualmente?

Costumo ler vários livros ao mesmo tempo e de temas distintos. Estou lendo hoje Coral e outros poemas, da Sophia de Mello Andresen, O grão de mostarda, de Omraam Mikhael Aivanhov, Defeito de cor, da Ana Maria Gonçalves e Meditando na cozinha, da Sonia Hirsch.

Como analisa a questão da leitura no país?

A questão da leitura no país é grave, gravíssima. Os nossos governantes ainda não compreenderam que o mais importante no ensino fundamental é despertar a alegria da leitura. Ler é o mais importante de tudo, o resto vem por acréscimo. Não existe educação sem leitura. Quem me incentivou a ler foi a babá da minha mãe, a babá Joaquina, ela era analfabeta, mas contava histórias incríveis. E sempre repetia, “leia muito, minha menina, porque a leitura nos conduz ao conhecimento, especialmente ao conhecimento de nós mesmos”. Ela sabia que a leitura tem um poder transformador, e que quando falamos de uma sociedade leitora, estamos falando de uma sociedade reflexiva, uma sociedade que pensa o seu destino. A coisa mais preciosa que a gente pode fazer é conquistar as pessoas para transformá-las em leitoras.

Quais os seus próximos projetos?

Costumo dizer e, quando não digo, penso, que sou uma mãe por vocação. Estou sempre grávida de projetos literários. O próximo projeto se chama a Cidade da gentileza, e foi escrito em parceria com um administrador-poeta, o Bento Ribeiro Dantas. Uma parceria incrível, renovadora, que gerou um livro para crianças e adolescentes de todas as idades, sobre a história de um pequenino ponto geográfico no litoral brasileiro. O nosso intento é reforçar os laços de pertencimento, valorizando e socializando saberes, ampliando as possibilidades de construção democrática da cidade, com sua história, vozes e registros.
 
Link para o livro:

https://www.omnisciencia.com.br/vovo-extraordinaria-de-bem-com-o-viver-e-o-morrer-829/p


Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak Editora, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak Editora, 2016), O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), “Nóis sabe português” (Wak Editora, 2017) e Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019). Integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.

Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de mais de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Organizador dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019). Autor, dentre outros, do livro Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019). Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.
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quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Lançamento do livro Prática de escrita na Faculdade de Mauá (FAMA)


O livro Prática de Escrita – Atividades para pensar e escrever, da autoria dos profs. Cida Simka e Sérgio Simka, colunistas da Revista Conexão Literatura, será lançado no dia 18 de novembro, na Faculdade de Mauá (FAMA), localizada na cidade de Mauá/SP. O prefácio foi escrito pelo renomado jornalista Luthero Maynard.

Resumo
A escrita sempre foi e sempre será fator essencial na existência de qualquer ser humano. Ela representa a porta de entrada e de saída para as oportunidades de transformação de vida, seja no aspecto intelectual, pessoal, profissional ou social, além de ser facilitadora para se conviver melhor em sociedade. E não há como dissociar a escrita da leitura, recurso igualmente primordial para que haja interação entre as pessoas.
É na escola que o aluno tem, geralmente, o primeiro contato com a escrita. Daí a importância do trabalho do professor, que pode contribuir para o aumento da autoestima textual dele, ao proporcionar-lhe atividades de escrita que, ancoradas em uma visão fraterna de ser humano, resultarão no aperfeiçoamento de sua vida do ponto de vista humano, com clara melhoria na dimensão discursivo-textual, pois o aluno passará a acreditar em si mesmo e em seu potencial para redigir textos.
Este livro é um potente detonador de novas ideias e novas posturas. É uma prova de que a sala de aula é a antecâmara da modernização do país. Ao encorajar o professor a ver o aluno com humanidade e respeito, ao incentivar a criatividade e a imaginação, o professor estará fazendo da sala de aula uma fábrica de pessoas livres, mostrando que a leitura e a escrita constituem elementos essenciais de aprendizado para a vida.

Minicurrículo dos autores:

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak Editora, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak Editora, 2016), O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), “Nóis sabe português” (Wak Editora, 2017) e Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019). Integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.

Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de mais de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Organizador dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019). Autor, dentre outros, do livro Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019). Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC. Atualmente, é professor doutor na Faculdade de Mauá (FAMA).
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Prêmio Jabuti promove bate-papo entre Conceição Evaristo e Rodrigo Casarin


MEDIADO POR MARCOS MARCIONILO, EVENTO SERÁ REALIZADO UMA SEMANA ANTES DA HOMENAGEM À ESCRITORA

A escritora mineira Conceição Evaristo, Personalidade Literária do Ano pelo Prêmio Jabuti, tem um bate-papo marcado com o jornalista literário Rodrigo Casarin no Sesc Pinheiros, em 21 de novembro, às 19h30. Com mediação de Marcos Marcionilo, membro do conselho curador do Jabuti, o encontro antecipa a homenagem que será prestada à escritora, na cerimônia de premiação do Jabuti, no dia 28, no Auditório Ibirapuera. Com entrada gratuita, o bate-papo “Cada Pessoa Tem/É Um Livro” será seguido de uma sessão de autógrafos.

Na primeira parte da programação, Conceição e Casarin falam de como se aproximaram da leitura; da importância desta na formação profissional e pessoal de cada um; e da relação da leitura no cotidiano e na vida profissional de ambos, entre outros temas. Após responderem as perguntas do público, a escritora fará uma sessão de autógrafos.

Para participar, os interessados devem retirar os ingressos no local, com uma hora de antecedência.

Serviço:
Bate-papo  “Cada Pessoa Tem/É Um Livro
Quando: 21 de novembro, às 19h30
Local: Sesc Pinheiros - Rua Pinheiros, 195
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Surfista Prateado – amargo regresso



Na década de 1980, Stan Lee já estava apostenado dos quadrinhos. Mas voltava de tempos em tempos para escrever uma história de seu personagem predileto. E qual era seu personagem predileto? O Surfista Prateado.
Em 1982 eles e John Byrne (que a esta altura já era uma estrela de quadrinhos graças à sua passagem pelos X-men) se uniram para produzir uma revista única do herói, que acabava funcionando como canto do cisne para o personagem e fechava algumas pontas soltas.
Na HQ, O Surfista, graças a uma invenção de Reed Richards, consegue finalmente vencer a barreira de Galactus e voltar para seu planeta Zenn-la. Mas há uma ressalva: se voltar para a Terra, ele ficará enternamente preso aqui.
Chegando lá ele descobre que seu planeta está arruinado graças à vingança de Galactus por seu arauto ter se voltado contra ele na Terra.
E Shalla Ball, sua amada, não está lá. Tudo leva a crer que uma garota que ele encontrou em uma das histórias da série clássica na década de 1960, é na verdade ela, hipnotizada por Mefisto.
É uma história deliciosa em todos os sentidos, num perfeito equilíbrio dos elementos que fizeram do Surfista um clássico. Há o herói amargurado e filosófico, as viradas no roteiro, surpreendentes, mas absolutamente plausíveis. E o texto de Lee parece ter melhorado com o tempo, tornando-se mais poético. Os desenhos de Byrne (que é co-autor da história), funcionam bem, embora a arte-final de Tom Palmer nem sempre consiga captar a sutileza que a histórira exija.
O grande momento da história é o final, triste, mas poético. Seria o final perfeito caso essa fosse a última história do personagem.
Aqui essa história foi publicada na revista Heróis da TV 70 e foi um dos números que mais marcaram os fãs, em especial graças a essa HQ. Em tempo: a Abril descartou a capa original e usou uma imagem interna da história como capa. Ao meu ver um a decisão acertada.

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terça-feira, 12 de novembro de 2019

Com a vencedora do Oscar de melhor atriz, Marion Cotilard, Estaremos Sempre Juntos estreia dia 14 de novembro com mesmo elenco de 9 anos atrás


O filme é dirigido pelo marido da atriz Guillaume Canet e conta com os prestigiados atore François Cluzet, Gilles Lellouche e Jean Du jardin. 

Trailer: clique aqui.

Estrelado pela atriz Marion Cotillard, vencedora do Oscar de Melhor Atriz pelo filme Piaf - Um Hino ao Amor (2007) e atuações  importantes  como em  A Origem (2010), Meia-Noite em Paris (2011), Ferrugem e Osso (2012), Dois Dias, Uma Noite (2014), Macbeth (2015) e Aliados (2016), “Estaremos  Sempre Juntos” estreia  nos cinemas dia 14  de novembro, uma comédia sobre  amigos  que se encontram  depois de muitos anos para reatar os laços e celebrar o aniversário de Max, François Cluzet. 

Uma curiosidade sobre o longa é que o elenco estelar tem uma relação de amizade que vai muito além das telas, eles são amigos na vida real. Marion e Guillame se conhecem há 23 anos, muito antes de começarem a namorar, enquanto Jean DuJardin e  Benoît Magimel são amigos de infância do diretor, os outros mantem uma relação de amizade de pelos menos 10 anos. De acordo com o diretor, em alguns momentos era necessário relembrar os atores que não estavam de férias, tamanha a sintonia no set durante as filmagens. 

“Estaremos sempre Juntos”, conta a história de Max (Interpretado François Cluzet astro do filme Intocáveis sucesso de bilheteria no Brasil e na França) um homem que vive uma crise de meia idade, e resolve passar o seu aniversário apenas com a esposa em sua casa de praia. Ele ainda não sabe, mas ela preparou uma surpresa com seus velhos amigos que ele não vê há mais de três anos. A chegada do grupo é calorosa, mas a recepção nem tanto... Um final de semana que supostamente deveria ser tranquilo, está prestes a virar um momento inesquecível cheio de confusões, afeto, reaproximações e situações inusitadas.
    
O último filme de Guillaume Canet, lançado nos cinemas brasileiros foi “Até a Eternidade” em 2010. O filme foi um sucesso na França, com mais de 5.4 milhões de espectadores, foi o segundo maior sucesso de bilheteria em 2010, somente atrás de Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1. Com os mesmos atores de seu filme atual: Marion Cotillard, François Cluzet, Gilles Lellouche e Jean du Jardin. Guillaume Canet guarda uma memória muito dolorosa de Até a Eternidade (2010), o projeto nasceu após um grave problema de saúde que ele teve em 2009, que quase lhe custou a vida. Estava no hospital, e poucos foram os amigos que lhe visitaram, e foi essa amarga descoberta da amizade que o fez escrever essa história. 

Vale se atentar a trilha sonora do filme com destaque para as mais conhecidas do público: Cyndi Lauper –Girls Just  To Love, Donna Summer – I feel Love, Nina Simone –To Love Somebody e  Van Morrisison –I ts All over now boby blue                

O que a imprensa estrangeira comenta:

“Uma comédia saborosa sobre amizade e tempo.” 
LE FIGARO 

“Emocionante” 
PREMIÈRE

“François Cluzet e Marion Cotillard são formidáveis” 
PUBLIC

“Leve e divertido. Um elenco apaixonante! ” 
LES FICHES DU CINÉMA

“Uma exaltação à amizade realizada por grandes atores”
20 Minutes

“Um roteiro excepcional, uma trilha sonora excelente, amigos de férias” 
La Voix du Nord

“Uma história linda, misturando amigos, amores e problemas. ” 

Sobre o diretor Guillaume Canet.

Guilherme Canet  é um cineasta e ator francês, nascido em   Boulogne-Billancourt na França em  10 de abril de 1973 é um ator e  diretor do cinema francês.  Foi casado com a atriz alemã Diane Kruger, da qual se divorciou em 2006 após sete anos juntos. Ele vive atualmente com a atriz francesa Marion Cotillard, o casal está junto desde 2007 e tem dois  filhos. Os dois eram amigos desde os anos 90 e juntos protagonizaram os filmes Amor ou Consequência em 2003 e O Último Vôo em 2009. 

Filmes que fez a direção: (2018) Estaremos Sempre Juntos,( 2016) Rock'n Roll: Por Trás da Fama, (2013)  Laços de Sangue ,  ( 2010)  Até a Eternidade
(2006)  Não Conte a Ninguém

O diretor também já trabalhou em mais de 20 longas franceses, citando os três últimos como referência: (2019) La Belle époque Antoine ,(2018) Um Banho de (2019)  e Vidas Duplas no qual contracena com Juliette Binoche 

SOBRE A DISTRIBUIDORA

Distribuidora presente no Brasil há mais de 25 anos, a Imovision vem se consolidando como uma das maiores incentivadoras do melhor cinema, tendo lançado mais de 300 filmes no Brasil.
A distribuidora tem em seu catálogo realizações de consagrados diretores internacionais e nacionais, e filmes premiados nos mais prestigiados festivais de cinema do mundo, como Cannes, Veneza, Toronto e Berlim. Mantendo seu foco em títulos de qualidade, a Imovision foi a responsável por introduzir no Brasil cinematografias raras e movimentos internacionais expressivos, como o Movimento Dogma 95 e o cinema iraniano.

FICHA TÉCNICA 
Título Original: Nous finirons ensemble
Direção e roteiro: Guillaume Canet
Produção: Alain Attal
Fotografia: Christophe Offenstein
Edição: Hervé de Luze
Direção de arte: Philippe Chiffre
Música: Emmanuel Ferrier
Figurino: Marine Dupont, Olivia Lahougue
Gênero: Comédia dramática 
País: França, Bélgica
Ano: 2019
Cor
Duração:  135 minutos
Classificação: 14 pretendida 

Elenco: François Cluzet, Marion Cotillard, Gilles Lellouche, Laurent Lafitte, Benoît Magimel, Pascale Arbillot, Valérie Bonneton, Clémentine

Sinopse: Um elenco francês estelar em uma comédia irreverente! Vivendo uma crise de meia idade, Max resolve passar o seu aniversário apenas com a esposa em sua casa de praia. Ele ainda não sabe, mas ela preparou uma surpresa com seus velhos amigos que ele não vê há mais de três anos. A chegada do grupo é calorosa, mas a recepção nem tanto... Um final de semana que supostamente deveria ser tranquilo, está prestes a virar um momento inesquecíve,l cheio de confusões, afeto, reaproximações e situações inusitadas.

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Livro celebra 20 anos da Continente

Obra editada pela Cepe traz 30 entrevistas realizadas entre 2009 e 2019 
 
Quando o número de janeiro de 2020 da Revista Continente sair da gráfica para as mãos dos leitores, a publicação da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) fará exatamente duas décadas em circulação. Para comemorar a efeméride, será lançado o livro 30 entrevistas da revista Continente, dia 20 de novembro, das 19h às 22h, na Ursa Bar e Comedoria, no Espinheiro. Organizada pela editora da revista, Adriana Dória Matos, a obra traz entrevistas realizadas em estilo pingue-pongue, como é chamado no jargão jornalista o formato de perguntas e respostas. O livro inaugura novo selo de coletâneas da Continente a serem lançados no mercado editorial daqui por diante. 

Para Adriana, a escolha desse tipo de entrevista foi a maneira mais indicada para revisitar a publicação nos últimos dez anos, e fazer as pessoas pensarem o contemporâneo."O leitor se sente mais próximo do entrevistado pois a interferência do editor nas respostas é mínima, já que a entrevista é gravada", justifica Adriana. E presencial, na maioria das vezes, para que haja o encontro físico, olho no olho, entre entrevistador e entrevistado. "É um encontro em que há doação de ambas as partes", define Adriana. O recorte das entrevistas publicadas entre setembro de 2009 e julho de 2019 também faz todo sentido. "Escolhemos esse recorte de uma década porque foi em 2009 que a Continente passou por mudanças editoriais e gráficas significativas", explica a editora, que as dispôs em ordem cronológica. 

As 30 entrevistas selecionadas e agrupadas em 197 páginas satisfazem critérios não apenas relativos à importância biográfica do entrevistado e da entrevistada no tocante à sua atuação social ou cultural desenvolvida. "São nomes de relevância que têm em comum a postura crítica diante de fatos de repercussão nacional e internacional, como as desigualdades sociais e de gênero e as migrações, além de discussões sobre temas contemporâneos como capitalismo, pós-modernidade, globalização e memória", diz Adriana na apresentação do livro. Textos de sociólogos, antropólogos, cineastas, músicos, fotógrafos e estilistas são atemporais, "ao mesmo tempo em que espelham uma época", resume a editora. As entrevistas são assinadas por colaboradores e repórteres da Continente. O mesmo vale para as fotografias - muitas delas de agência, quando a entrevista não pôde ser presencial -, assinadas por colaboradores como Hélia Scheppa, Breno Laprovitera, Ricardo Labastier, Walda Marques, Marcelo Soares e Jennifer Glass.

Trecho de entrevista com o sociólogo Renato Ortiz realizada por Gianni Paula de Melo e publicada em janeiro de 2011:

Quais as consequências dos atentados terroristas nos EUA que são possíveis de se perceber ainda hoje? Como isso afetou a identidade da nação com maior poder belicista do mundo?

Eu não acho que o atentado do 11 de setembro constitua marco de nada. Aquele foi um evento que repercutiu muito porque os Estados Unidos perceberam que fazem parte do mundo. Agora, não foi um divisor de momentos, porque o terrorismo já existia antes. O principal desse fato foi a tomada de consciência de que os ataques terroristas agora vão além da dimensão local, devido às transformações tecnológicas, porque você tem possibilidade de conexão, deslocamento e instrumento bélico disponível. Para os americanos, isso talvez tenha sido um marco. Para o mundo, não; não é a história do mundo(...)

Trecho de entrevista com a fotógrafa suíça naturalizada brasileira Claudia Andujar realizada por Paulo Carvalho e publicada em agosto de 2013:

Seu trabalho com os yanomami é artístico e político. Gostaria de falar um pouco sobre a exposição Marcados, que veio ao Recife?

Marcados veio mais tarde. Durante a minha estada lá, foi construída a Rodovia Perimetral Norte. Foi uma invasão do território yanomami, com desmatamento e construção da estrada. Os índios sofreram muito. Entraram em contato com doenças desconhecidas. Aldeias inteiras sumiram. Fiquei muito tocada, tanto que, em 1977, quando fui expulsa da área pelo governo, fiquei desesperada. Juntei-me a uma organização em São Paulo, chamada Fundação Pró-Índio, formada por antropólogos, cientistas, índios e pessoas que lutavam por suas causas. Eles me perguntaram se eu concordava com a criação de uma ONG que pudesse lutar pela defesa da terra, da vida e da cultura dos yanomami. Dediquei-me a esse trabalho, que resultou no reconhecimento da terra indígena, em 1992 (...)

Trecho de entrevista com o escritor e artista visual francês Camille de Toledo realizada por Olívia Mindêlo e publicada em fevereiro de 2017:

Qual o diagnóstico que poderia fazer da Europa, atualmente, um homem de origem

judaico-espanhola, morando em Berlim?

Você diz que eu sou um "homem". Eu não estou tão certo disso assim. Me acontece com mais frequência de eu pensar que sou uma árvore, uma planta, ou uma mulher, ou qualquer coisa que esteja a meio caminho entre várias espécies, várias línguas, várias culturas. E essa entidade estranha que sou lhe dirá que é preciso sempre – quando se fala da coisa chamada "Europa" – distinguir dois mundos. Há a Europa dos poetas, dos pensadores, dos escritores, dos artistas, que é a que Jorge Luis Borges e (Stefan) Zweig compartilhavam, uma Europa que sempre repousou sobre o tríptico da migração, da tradução e da hibridação. Essa "Europa" é a que atravessa o tempo, que é compartilhada e que foi usada pelos poderes e pelas nações para dominar e conquistar o mundo asiático, o africano, e o sul-americano, mas que permanece sempre, de fato, como um contraponto, uma Europa criadora, menor, de exilados e de vencidos – aquela que eu chamo igualmente de Europa benjaminiana –, que deve sua riqueza a cruzamentos entre o mundo judeu, o muçulmano, e o cristão, entre os tempos pagãos e os tempos monoteístas. Essa Europa sabe que não há nada de "limpo" na Europa, que não existe "essência europeia". Se observarmos a circulação de ideias, de textos que vão formar a "modernidade", cairemos sempre no que eu chamo de "experiência vertiginosa", a ideia de que não há origem, de que tudo nasce da mistura, do cruzamento, da superposição de vários scripts (...)

Trecho de entrevista de Djamila Ribeiro realizada por Christiane Gomes e publicada em julho de 2018:

Você tem um intenso ativismo nas redes sociais, o que contraria um pouco a superficialidade desses espaços. Como fruto disso, você tem transitado no meio ativista, seja acadêmico ou das bases, ao mesmo tempo em que está próxima de um ambiente mais mainstream, próxima a atrizes globais e meios de comunicação massivos. Como você se sente, com relação a esse trânsito entre realidades diferentes: em um dia estar num encontro com atrizes globais e, no outro, palestrando para jovens periféricos de São Paulo, por exemplo?

Acredito que é importante transitar em vários espaços. Minha formação autônoma não me determinou. Furar a bolha é estratégia. Sou militante e meu compromisso é com as mulheres da ponta, de tentar fazer produções acessíveis para essas pessoas. Mas, ao mesmo tempo, entendo que, se eu não estiver em certos lugares, não furo o bloqueio que nos é imposto. É necessário comunicar de uma maneira mais ampla e, às vezes, a militância peca nesse sentido, pois, ao ficar restrita, não entende que a Dona Maria que mora na Ilha do Combú, no Pará, não tem internet, mas tem antena parabólica, e que ela vai ligar a televisão e assistir a algo sobre um tema que ela nunca ouviu falar, mas que pode provocar nela uma reflexão. Infelizmente, esse tipo de debate que eu faço não circula nas escolas. Por isso, para mim, é estratégico que as pessoas tenham minimamente um acesso aos discursos que desenvolvo. A resposta que tenho quando participo de programas massivos, por exemplo, é muito absurda (...)

Serviço
Lançamento do livro 30 entrevistas da revista Continente
Quando:  20 de novembro
Horário: 19h às 22h
Onde: Usar Bar e Comedoria (Rua Carneiro Vilela, 30, Espinheiro)
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Canela Fina, Neojiba e grupo Stripulia se apresentam para crianças em evento literário em Cajazeiras

Grupo Canela Fina - Foto Divulgação
Programação infantil do Festival Literário Nacional (Flin) contará com atrativos como lançamentos de livros, contações de histórias, brincadeiras, apresentações teatrais e musicais

O espaço infantil da primeira edição do Festival Literário Nacional (Flin) contará com uma programação diversificada. Nomes como Canela Fina, Neojiba e grupo Stripulia se apresentam no evento que acontece entre os dias 12 e 15 de novembro no Ginásio Poliesportivo de Cajazeira. A programação conta com atrativos como lançamentos de livros, contações de histórias, brincadeiras e apresentações teatrais.

No dia 12, a contação de história começa às 8h30 com Argemira Silva (Mira), com a personagem Emília, conta histórias desde os clássicos da literatura infantil a histórias contemporâneas. Às 10h, Juninho une elementos tradicionais da narração de histórias com músicas autorais, cirandas, teatro de fantoches e brincadeiras. Às 13 horas o grupo Pé de Lata fará recreação e animação infantil. Raí Santana na pele do Palhaço Mandioca se apresenta às 16 horas contando história clássicas da literatura infantil.

Pé-de-Lata - Foto Divulgação
O Espaço Infantil no dia 13 de novembro começa com a contação de história do grupo Canela Fina.  O grupo vem se destacando ao associar educação musical, psicologia da música e arte terapia. Nas apresentações proporcionam ao público infantil músicas com arranjos próprios e instrumentações variadas, aperfeiçoando a percepção e apreciação musicais das crianças. Com diversos estilos e com temas do universo infantil, o show apresenta músicas compostas pelos integrantes do grupo ou amigos e também versões de canções de domínio público.

Às 14 horas terá a orquestra de violões do programa Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia (Neojibá). O Núcleo foi criado em 2016 e funciona no Centro de Cultura e Cidadania Pirajá, localizado dentro do Parque São Bartolomeu. Neste Núcleo são realizadas aulas de percussão, flauta doce, pífano e iniciação musical para crianças e adolescentes de 5 a 22 anos, com coordenação de Samuel Egídio. O dia segue com O espetáculo teatral da BIML e contações de histórias com Cynthia Araújo.

A teatralização de história de Emília Nuñez abre o dia 14. Carol Levy se apresenta às 10 horas. No Conto de Casa, Carol convida a plateia a entrar na sua casa participando da montagem, cantando, sugerindo o que vai acontecer na história e até mesmo ajudando a cantora cozinhar. O grupo das Sete Mulheres se apresenta às 14 horas. O espetáculo Saltimbancos do grupo Stripulia fecha a programação infantil do dia.

De acordo com a responsável pela programação do espaço infantil na Flin, Patricia Porto, as atividades têm o intuito de promover o incentivo a leitura e a interação das crianças, família e professores em diferentes formas de literatura. "As atividades infantis em festas literárias ampliam o processo de crescimento intelectual da criança, e, através da ludicidade, facilita no processo de socialização, expressão e construção do pensamento", destaca Patrícia.

Flin é abreviação do Festival Nacional Literário (Flin): Diversas Leituras & Novos Caminhos - projeto realizado pelo Governo do Estado da Bahia e coordenado pela Secretaria de Cultura (SecultBA), através da Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBA).  O Festival conta com a parceria das secretarias de Administração (SAEB), através da Superintendência de Atendimento ao Cidadão (SAC); de Comunicação (SECOM); de Educação (SEC); de Meio Ambiente (SEMA); de Saúde (SESAB), através da Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Estado da Bahia (HEMOBA); de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (SETRE), através do Serviço de Intermediação para o Trabalho (SINEBAHIA) e da Superintendência  dos Desportos do Estado da Bahia (SUDESB); de Políticas para as Mulheres (SPM); de Promoção da Igualdade Social (SEPROMI); de Tecnologia e Ciência (SECTI); de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), através da Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON) e de Turismo (SETUR), através da Superintendência de Fomento ao Turismo do Estado da Bahia (Bahiatursa), além da Defensoria Pública do Estado da Bahia; da Empresa Gráfica da Bahia (EGBA); do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB).

MAIS INFORMAÇÕES:
www.flin.ba.gov.br
www.instagram.com/flinoficial
Serviço
I Festival Literário Nacional – FLIN
Quando: 12 a 15 de novembro (terça-feira até sexta-feira)
Horário: a partir das 8h30min
Onde: Ginásio Poliesportivo de Cajazeira
Endereço: Estr. do Coqueiro Grande, 127 - Fazenda Grande 2, Salvador - BA, 41340-050

Programação:
Quando: 12/11(terça-feira)

>>>ESPAÇO INFANTIL<<<
08h30 CONTAÇÃO DE HISTÓRIA
10h JUNINHO CONTA HISTÓRIA
13h GRUPO PÉ DE LATA
16h CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS com ator Raí Santana

Quando: 14/11(quarta-feira)

>>>ESPAÇO INFANTIL<<<
08h30 CONTAÇÃO DE HISTÓRIA - CONTO DAS ÁGUAS com Emília Nuñez é escritora de livros infantis
11h PINTURA DE ROSTO
14h ORQUESTRA DE VIOLÕES
15h ESPETÁCULO TEATRAL CIA DE TEATRO DA BIML
15h30 CONTAÇÕES DE HISTÓRIAS

Quando: 14/11(quinta-feira)

>>>ESPAÇO INFANTIL<<<
08h30 - Teatralização de História
10h - Show conto de Casa
14h - Contação de Histórias - Canela Fina
16h- Espetáculo Saltimbancos

Quando: 15/11(sexta-feira)

>>>ESPAÇO INFANTIL<<<
8h30 CORTEJO CULTURAL

>>>SERVIÇOS<<<
08h30 às 17h

Doação de Mudas

Sine Móvel

PROCON Móvel

Centro de referência Milton Santos

Unidade móvel de atendimento às mulheres

Onde: Ginásio Poliesportivo de Cajazeira

Aberto ao Público 

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Exposição une fotografia e poesia

Eduardo Maciel - Foto divulgação
SonetIMAGEM entra em cartaz em novembro, no Centro do Rio

Uma série em sete temporadas, com cinquenta capítulos cada. Assim o poeta, escritor, fotógrafo, cantor e compositor Eduardo Maciel define sua grande empreitada literária em andamento. Estudioso da técnica literária dos sonetos, este artista plural de 41 anos realiza entre 14 e 23 de novembro, na Casa de Cultura Villa Olivia, no Centro do Rio, a exposição de fotografias SonetIMAGEM, que reúne imagens autorais publicadas no livro de sonetos homônimo.

A exposição é mais um passo na jornada iniciada pelo artista em dezembro de 2018, quando lançou SonatATO, o primeiro livro de sonetos da série de sete obras programadas para serem lançadas nos próximos anos, pela Editora Autografia. O segundo título, que une poesia e fotografia e batiza a exposição, foi lançado há dois meses.

“A ideia desta coleção é integrar diferentes formas de arte à poesia. O primeiro traz sonetos conversando com seus dezenove tipos catalogados. O segundo, recém-lançado, adiciona fotografias. O terceiro terá desenhos. Outros episódios desta série terão sonetos transformados em músicas, em peça de teatro e assim por diante, no sentido de produzir arte em diferentes e complementares formas de expressão”, explica Eduardo Maciel, que convidou artistas de outras vertentes para participar dos próximos volumes.

O livro SonetIMAGEM conta com cinquenta sonetos e cinquenta fotografias, das quais vinte e oito estarão expostas na Villa Olivia, casa de cultura sediada em um sobrado histórico logo no início da Ladeira João Homem, no Morro da Conceição, em frente à Praça Mauá, no Centro histórico do Rio de Janeiro, inaugurada em agosto último.

Segundo Maciel, ao visitar a exposição o público poderá relacionar as fotografias aos sonetos como no livro, mas, sobretudo, terá a oportunidade de experimentar poetizar as imagens. “Se no livro as fotografias auxiliam os sonetos, na exposição os poemas servirão como legendas para as fotos, todas elas vivas e em suas cores originais”, pontua o artista.

Sobre sua devoção à missão de compor trezentos e cinquenta sonetos a serem publicados nesta grande série, Eduardo Maciel fala com brilho nos olhos: “Os sonetos me encantam muito pela sofisticação, pela precisão métrica, pela sonoridade, pela técnica aplicada. Há neste estilo de poesia regras que fazem dele um tipo muito particular de produção literária. É encantador escrever sonetos e trazê-los de volta em seu máximo potencial”, se derrama o poeta.


Sobre o artista
Eduardo Maciel é acadêmico correspondente da Academia Internacional de Letras, Artes e Ciência, onde ocupa a cadeira 170. É pesquisador das dezenove diferentes formas de composição de soneto já catalogadas em todo o planeta. É vencedor dos concursos literários Jovem Embaixador, Sarau Brasil 2019 (categoria Poesia), Almas em prosa e verso 2019 (categoria Poesia) e Poesia Agora 2019. Sexto lugar no primeiro concurso literário "Paquetá em Prosa e Verso". Também é jurado de concursos literários. É autor dos livros SonetATO e SonetIMAGEM, dois primeiros volumes de uma série de sete publicações que reunirão 350 sonetos autorais. É coautor da antologia de contos intitulada O Lado Sombrio do Sítio, em alusão à obra de Monteiro Lobato. É também coautor de dois livros publicados a partir de concurso promovido pela Unesco, publicados em três idiomas e distribuído em 160 países. É colunista da revista Litere-se e da coluna "soneto em pauta" do portal Diário da Poesia.

Serviço

EXPO SonetIMAGEM
De 14 a 23 de novembro
Abertura dia 14 de novembro, às 17h
Casa de Cultura Villa Olivia (Ladeira João Homem, 13 - Morro da Conceição)
Quinta a domingo, das 14h às 21h
Entrada franca  

Ficha técnica 
Curadoria - Eduardo Maciel
Fotografia - Eduardo Maciel
Direção de Fotografia - Eduardo Maciel
Arte - Raul Machado
Produção - Chris Mendonça /Odoya Produções
Assessoria de Comunicação - Rodrigo Rozendo / RZD Com 

* O livro SonetIMAGEM estará à venda (R$35) durante a exposição
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segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Lançamento: Zico, um urubu diferente


ZICO URUBLUE, traz as aventuras de uma jovem ave que ao invés de ser igual as aves de sua espécie, tem as penas azuladas. Por conta de sua cor, a ave viverá grandes e emocionantes aventuras e passará por grandes ensinamentos!
A obra traz uma maneira divertida e sútil de abordar e conversar com as crianças assuntos sobre diferenças, aceitação, respeito, diversidade, perdão e amor.

Sobre o autor:
Benj Marcel é Pedagogo; Psicopedagogo; MBA em Logística e Gestão Empresarial, também é graduado em Logística e tem licenciatura em Letras, é palestrante, escritor e professor.

Contatos:
(13) 997476730/982181663
e-mail: benjmarcel@gmail.com
            benjmarcel@hotmail.com
Tweeter: https://mobile.twitter.com/BenjMarcel

Instagram: clique aqui.

Facebook: @benjmarcel
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Rodrigo Coube e a Idea Editora, por Cida Simka e Sérgio Simka

Rodrigo Coube e a autora Patrícia Junqueira
Você é o editor da Idea Editora. Fale-nos sobre ela. Como é o seu trabalho?

Olá, professores Cida e Sérgio Simka, é um prazer conceder-lhes esta entrevista. A Idea Editora é uma editora independente que está há 20 anos atuando no mercado brasileiro e sempre buscou uma participação ativa, com critérios editoriais que foram seguidos e nos trouxeram até aqui. A linha editorial sofreu alterações, com algumas mudanças de foco, na busca de ter um lugar na mente e opção de leitura do público que lê e consome livros no Brasil, mas a qualidade e aprovação das obras que entraram em nosso catálogo sempre foram mantidas.

Recebe quantos originais por mês? Quantos são publicados? Quem quiser publicar por sua editora quais os procedimentos a serem adotados?

Já recebemos muitos originais por mês anos atrás. Hoje esse volume é menor. A verdade é que estamos mais restritivos, a nossa análise e busca de títulos hoje são muito mais focadas, o que reflete também o momento atual do mercado editorial brasileiro.

Como é ser editor em um país como o Brasil?

Se eu falar que é um caminho fácil, estarei mentindo. Mas também decidi parar de reclamar, estreitar o foco em lançamentos de linhas e autores que estão fazendo mais sentido para o momento atual da Idea Editora, manter um catálogo de long-sellers ativos   e escolher as  ações de mercado que possibilitem a gente ultrapassar esta última crise que atingiu as livrarias e editoras brasileiras. Aos poucos estamos evoluindo para um cenário melhor.


Como analisa a questão dos e-books?

Nossa ideia era ter evoluído mais nesse sentido. Hoje temos parte de nosso catálogo no formato kindle da Amazon. Nossa opção foi manter o foco no livro impresso. Mas acho que o editor tem que analisar aquela linha editorial que ele quer atuar ou já atua, se faz sentido ele investir nesta ou aquela plataforma de publicação.

Quais são suas leituras preferidas?

Sempre gostei de livros sobre Mitologia, História, Espiritualidades e também de certos tipos de romance. Atualmente, livros da área da Saúde, que leigos também possam compreender, que é uma linha que  temos atuado com mais intensidade, estão chamando muito  minha atenção. É um tipo de edição que ao mesmo tempo que é técnica, o leigo bem informado ou que quer se informar em algum tema ligado à Saúde acaba tendo um enorme prazer em ler. E isso tem agregado valor em nosso catálogo e aumentado as nossas vendas em geral.  Para citar uma obra neste sentido, o livro “Por que meu filho não quer comer? - Uma visão além da boca e do estômago”, da Patrícia Junqueira, que aborda o tema das crianças em dificuldade alimentar, tem tido enorme sucesso tanto no público mais técnico, como no público leigo (mães e familiares que convivem com esta situação).

Que conselho pode dar a um escritor principiante?

Primeiro, leia bastante. Comece a escrever e tenha em mente que há um caminho de desenvolvimento da escrita a ser percorrido. E tente entender onde e como ele construirá um público que o permita se manter dentro do mercado editorial, publicando suas obras e desenvolvendo seu trabalho.

Quais os próximos projetos da editora?

Temos livros da área da Saúde que estão em análise. E também temos livros de História, mais especificamente do Edwin Black, cujas obras já estiveram na lista de best-sellers do New York Times e que já tem em nosso catálogo o livro “Conexão Nazista – A História Revelada da Colaboração de Grandes Corporações Americanas com o Holocausto e a Alemanha de Hitler”, que em breve irão para o editorial. Temos mais dois livros dele para lançar.
Site da editora: http://ideaeditora.com.br/


Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak Editora, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak Editora, 2016), O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), “Nóis sabe português” (Wak Editora, 2017) e Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019). Integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.

Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de mais de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Organizador dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019). Autor, dentre outros, do livro Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019). Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.
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sábado, 9 de novembro de 2019

Lendas - o samba do Byrne doido



Lendas foi o primeiro crossover da DC após Crise nas infinitas Terras. Criado a partir de uma ideia de John Ostrander, teve como principal roteirista Len Wein e a maior parte dos desenhos por conta de John Byrne (que também fez as capas).
Aqui foi lançada pela editora Abril em uma minissérie de seis capítulos, em 1988.
Se Crise era uma obra coesa, em que roteiro e desenho se casavam à perfeição para compor uma obra que vai num crescendo até seu final apoteótico, Lendas parece um bolo que desandou porque todo mundo botou a mão.
Para começar, a própria premissa não nada é original: Darkside resolve acabar com os heróis (as Lendas) introduzindo um personagem que controla mentes e faz a população ficar contra os heróis. Quem leu os quadrinhos da Marvel na década de 1970 sabe que essa premissa foi usada em mais de uma história. Além disso, o personagem que faz isso é muito mal construído. Gordon Godfrey é um político? Um estudioso? Um jornalista? Ele surge do nada na história, concedendo uma entrevista televisiva. Não há nenhuma explicação de porque ele está sendo entrevistado e não temos nenhuma explicação de nada durante a série: Godfrey não tem existência como personagem, é apenas um roteirismo, alguém necessário para que a trama ande.
E, bem, a trama não anda. Há muitas idas e voltas, mas pouco desenvolvimento. A ida do Superman para Apokolips, por exemplo, é totalmente desnecessária e não contribuiu em nada para o enredo (tanto que no final dessa subtrama o herói perde a memória do que aconteceu).
O desenho de Byrne ajuda a dar um charme para a série, especialmente quando o roteiro está a cargo de Len Wein, que tenta salvar a história como pode. Mas Byrne encontra tempo até mesmo para dar uma alfinetada em seu antigo-chefe, Jim Shoter, colocando-o como vilão em uma sequência totalmente desnecessária. Como àquela altura ele era um astro dos comics, parece que ninguém teve coragem de dizer que aquelas quatro páginas não encaixavam na trama.
Um dos piores capítulos é o segundo, escrito por John Ostrander e desenhado por Joe Brozowski, focado inteiramente em Nuclear, em que a subtrama se resolve com... tortas na cara. Não, não é brincadeira. A trama se resolve com tortas na cara.
Lendas foi um verdadeiro samba do Byrne doido.

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