quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Literatura e audiovisual nas oficinas da Fenelivro

Raimundo Carrero - Foto divulgação
O premiado escritor Raimundo Carrero, que lançou recentemente pela Cepe Editora a tetralogia definitiva Condenados à Vida, ministrará duas oficinas literárias durante a 4ª Feira Nordestina do Livro (Fenelivro), no Centro de Convenções, em Olinda.

A primeira oficina acontece nesta quinta-feira (20), segundo dia da feira, das 14h às 17h. "Falarei da construção de uma novela e o trabalho com as cenas", adianta Carrero. Como toda a programação é gratuita, basta chegar e se acomodar. Debruçada na mesma temática, a segunda oficina ministrada por Carrero ocorrerá no sábado (22), das 9h às 11h.

Outra oficina que deve interessar aos amantes da leitura será voltada para a construção do livro em si, de maneira artesanal. Na sexta-feira (21), às 14h, a editora Mariposa Cartonera ensinará ao público técnicas básicas de encadernação e pintura. Será exibido ainda um tutorial de como diagramar o livro usando como ferramenta o programa Word. A ideia é que cada participante saia com seu livro produzido.

Aliando iniciação ao audiovisual a partir da literatura, a proposta da oficina baseada no TVPE Escola é produzir videopoemas com dispositivos móveis, com direito a edição. "A ideia é que os roteiros produzidos sejam veiculados na TV Pernambuco", diz o instrutor Raphael França. As oficinas ocorrerão de 20 a 23 de setembro, das 14h às 17h, com dez vagas para cada dia. 
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O cinquentenário do ano mais emblemático da década de 1960

Virgilio Pedro Rigonatti, autor da obra Cravo Vermelho, descreve a Ditadura Militar Brasileira e revela os acontecimentos do mundo na época mais tensa da disputa entre o comunismo e capitalismo

Revolução cultural, política e sexual. Os fatos da década de 1960 instigaram os jovens a se tornarem protagonistas do maior momento político que o Brasil já foi palco. Muita história, luta e tragédia. A década é considerada pela grande tensão da disputa entre comunismo e capitalismo. Este período marcou o mundo inteiro.

O ano de 2018 marca o cinquentenário de 1968, o clímax da década de 60. Cenário de muitos acontecimentos como a instituição do AI-5, no Brasil, iniciando a época mais intensa e violenta da ditadura militar, e a Batalha da Maria Antônia. Pelo mundo, as notícias eram sobre a luta dos negros, a luta das mulheres, o assassinato de Martin Luther King e de Robert Kennedy, a Guerra do Vietnã, e acirrava-se a disputa entre os Estados Unidos e a União Soviética, que quase resultou na Terceira Guerra Mundial.

Em Cravo Vermelho, o autor paulistano Virgilio Pedro Rigonatti detalha com maestria a década de 60, pelos olhos de seu alter ego, Pedrina. Moça de classe média, curiosa e ávida leitora, narra em primeira pessoa todos os episódios de sua pacata vida na infância, os eventos que vê na TV e lê nos jornais. Descobre o mundo e maravilha-se com tanta informação que jamais sonhou em desfrutar.

A narrativa passeia por fatos como a construção de Brasília, os comunistas, a copa de 58, e o primeiro contato com notícias sobre a Rússia e EUA. Nos anos 60, já no ginásio, Pedrina conta a história de seu amigo de colégio, Valério, de uma família muito pobre, por quem ela nutriu um imenso carinho e, mais tarde, amor.

Enquanto a menina crescia e descrevia os acontecimentos de seu coração, corpo e convivências sociais, ela explica a guerra ideológica entre as duas potências imperialistas que levou à ditadura militar de direita e à organização da luta armada pelas esquerdas. Justiçamentos, assaltos e sequestros de um lado. Prisões, torturas e mortes de outro.

Pedrina e Valério vivem tempos de muita luta durante o desenvolvimento de suas vidas adultas, veem o amor nascer entre eles, e enfrentam o clima de confronto reinante na época. Não havia escapatória, o casal e seus amigos foram abarcados pelos fatos históricos da década e acabam vivenciando momentos trágicos e dramáticos

Cravo Vermelho é um retrato da sociedade e dos acontecimentos dos anos 60 no Brasil e no mundo. Transita pela inquietação da juventude em busca de novos caminhos, pelo embate ideológico entre direita e esquerda, pelo comodismo de grande parcela do povo, ao mesmo tempo em que revela uma história de amor comovente entre jovens que buscam seu lugar naqueles tempos conflituosos e de esperança.

Ficha Técnica:
Título: Cravo Vermelho
Autor: Virgilio Pedro Rigonatti
Editora: Ler e prazer
ISBN: 978-85-94183-00-2
Páginas: 292
Preço: R$44,90

Sobre o autor: Nascido em 22 de março de 1948, no bairro de Vila Anastácio, na cidade de São Paulo, Virgilio Pedro Rigonatti começou a escrever aos 60 anos. Desde sempre o contador oral das riquíssimas histórias da família, descobriu um prazer imenso em escrever ao registrar em um blog a trajetória do clã. Após lançar seu primeiro livro, Maria Clara, a Filha do Coronel, pela Editora Gente, romance baseado na vida de sua mãe, decidiu fundar a sua própria editora, a Lereprazer, cujo título de estreia é este Cravo Vermelho. Atualmente, Virgilio prepara o lançamento da sequência de Maria Clara e trabalha em um novo romance.
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terça-feira, 18 de setembro de 2018

Começou a pré-venda do livro Projeto 94, do autor Rodrigo Fonseca (Editora Constelação)

Gosta de super heróis, histórias de pessoas com superpoderes? Esse livro é um prato cheio então! Muita ação e suspense em cada página!

Sinopse: Jake é um jovem prodígio nas corridas devido a sua velocidade fora do comum. É justamente isso que o faz ficar intrigado: como pode correr tanto, a ponto de seus pés mal tocarem o chão? Quando Jake começa a ter estranhos sonhos, as peças deste misterioso quebra-cabeças vão se encaixando e ele embarca em uma aventura em busca de respostas que justifiquem sua alta performance. Filho do renomado cientista Evan Sturguess, dono da clínica Genetic Corporation, Jake vive uma relação conflituosa com o pai, desde a morte da sua mãe. Além dessa grande distância emocional, Jake descobrirá da forma mais dura possível, como alguns segredos podem nos afastar das pessoas e até mesmo mudar nossas vidas para sempre. Jennifer é outra jovem que vê sua vida mudar de repente, observando incomuns acontecimentos envolvendo o poder de sua mente e instintivamente ligando isso a um cartão recebido na infância: um cartão da Clínica Genetic. "Projeto 94" é uma aventura onde cinco jovens viverão uma história com mortes, cobiça, paixões, muita adrenalina e emoção. O que é o projeto? Qual seu objetivo?

Link para comprar: https://constelacaoeditorial.lojaintegrada.com.br/projeto94
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"A menina da foto" — autobiografia de Kim Phuc Phan Thi é lançada em português

Kim Phuc, hoje Embaixadora da Boa Vontade da Unesco, traz à tona os bastidores do icônico registro da Guerra do Vietnã e compartilha sua emocionante trajetória de superação e busca pela liberdade

“Meu maior objetivo ao escrever esta história? Que você conheça e viva plenamente a paz que eu encontrei.” – Kim Phuc Phan Thi

No mês de setembro, a Editora Mundo Cristão lança uma obra célebre: A menina da foto – Minhas memórias: Do horror da guerra ao caminho da paz, autobiografia escrita por Kim Phuc Phan Thi, figura que ficou mundialmente conhecida por protagonizar a icônica imagem registrada por Nick Ut, fotógrafo da Associated Press, durante a Guerra do Vietnã, em 8 de junho de 1972. Na foto, Kim Phuc, então com nove anos de idade, corre queimada após um ataque a bomba, sem roupas, em meio a crianças e soldados. O registro, inquietante e comovente, rendeu a Nick Ut o prêmio Pulitzer em 1973 por Fotografia de Última Hora (hoje chamado de Reportagem Fotográfica).

Na biografia, Kim Phuc compartilha detalhes de sua história: a bela e inocente infância que tivera nas formosas terras do Vietnã do Sul, a devastação da guerra e também a opressão imposta pelo regime comunista. Kim, que teve um terço de seu corpo profundamente queimado pela bomba de Napalm – arma tática que adere de maneira irreversível à pele humana, queimando a mais de dois mil e setecentos graus – fala sobre todo o contexto que marcou o antes e o depois do registro fotográfico, e sobre as excruciantes dores físicas que enfrentou ao longo de toda a sua vida em decorrência das dolorosas cicatrizes deixadas pela substância.

Em seu seu vívido e tocante texto, Kim traz à tona os abusos sofridos ao ser usada, de maneira antiética, como ferramenta de propaganda política do governo comunista e as agonias de estar sob os holofotes de autoridades opressoras. Enviada na juventude para estudar em Cuba, a autora revela o difícil período que enfrentou no país caribenho e sobre sua fuga para o Canadá, onde finalmente passou a experimentar a tão sonhada liberdade. Ao longo da obra, ela divide com o público os traumas, os medos, as lutas e os complexos que vivenciou em diferentes fases de sua caminhada, além de revelar como a fé a fez superar a desesperança, a tristeza e a dor.

Emocionante do início ao fim, em  A menina da foto – Minhas memórias: Do horror da guerra ao caminho da paz, Kim oferece aos leitores um incrível exemplo de força e resiliência. A obra descortina um caminho de união, equilíbrio e conciliação em um mundo marcado pela violência e busca desenfreada pelo poder. Altamente inspiradora, a autobiografia é leitura indicada para toda e qualquer pessoa que deseja obter encorajamento para vencer em meio aos cenários mais adversos e inspiração para lutar por um mundo melhor.

Ficha Técnica:
A menina da foto – Minhas memórias: Do horror da guerra ao caminho da paz
Código: 11267
ISBN: 978-85-433-0286-7
Código de barras:  9788543302867
Páginas: 320
Formato: 14x21
Categoria: Biografia e autobiografia
Preço: R$49,90

Sobre a autora:
Kim Phuc Phan Thi tornou-se conhecida após ser fotografada aos 9 anos de idade, fugindo de um bombardeio de napalm que atingiu a aldeia onde ela morava no sul do Vietnã, em 1972. O ataque lhe provocou queimaduras severas. Hoje, Kim vive no Canadá e atua como embaixadora da boa vontade da Unesco. É casada com Toan e mãe de Thomas e Stephen.

Redes da autora:
Site Kim Foundation International: http://kimfoundation.com
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Exclusivo: Manuel Filho e o livro O menino que queria ser prefeito, por Sérgio Simka e Cida Simka

Manuel Filho - Foto: Deivid Almeida (Cidade da Criança)
Nesta entrevista exclusiva, o renomado escritor Manuel Filho fala sobre seu livro recém-lançado: “O menino que queria ser prefeito”.
Manuel filho, agraciado com o prêmio JABUTI 2008, possui mais de 40 livros publicados por editoras como Melhoramentos, Ática, Saraiva, Editora do Brasil, Panda Books, Mundo Mirim, Prumo, Paulus, BesouroBox, Escala Educacional, entre outras.
Escreveu o livro MMMMM, MÔNICA E O MENINO MALUQUINHO NA MONTANHA MÁGICA, que foi ilustrado por Ziraldo e Maurício de Sousa. Trata-se do primeiro livro que uniu as turmas da Mônica e do Menino Maluquinho.
Para mais informações, acesse o site do escritor: http://manuelfilho.wixsite.com/manuel-filho

Você acaba de publicar o livro “O menino que queria ser prefeito”. Como foi o processo de elaboração até o produto final?

O processo de criação de O MENINO QUE QUERIA SER PREFEITO, Editora do Brasil, foi bastante intenso. Trata-se do primeiro livro de ficção que escrevi que se passa na minha cidade natal, São Bernardo do Campo (SP). Isso se reveste de tremenda importância, pois precisei lidar com antigas memórias, da infância.
Há muito de biográfico na obra, mas a maior parte foi realmente inspirada nos múltiplos acontecimentos da época. Eu situei a história no ano de 1979, que foi impactante na cultura nacional. Foi o ano do início da “abertura política” e o Ano Internacional da Criança.
Eu inscrevi o projeto do livro no Proac-SP de 2016 e, felizmente, fui contemplado. O prêmio me permitiu intensificar minha pesquisa, que durou cerca de dez meses. Na verdade, foi muito mais do que isso, eu diria que se trata de uma pesquisa de uma vida inteira.
Na sequência, eu decidi que gostaria de entrevistar as crianças que exerceram o cargo de prefeito mirim na Cidade da Criança. Com o apoio do excelente Centro de Memória de São Bernardo do Campo, eu consegui efetivar um vasto levantamento do histórico do parque, que é o primeiro temático da América Latina, e os nomes dos prefeitinhos.
De posse desses dados, comecei a fazer uma longa busca atrás das então “crianças”. Foram 17 crianças eleitas. Eu localizei 13, um já falecido, e entrevistei todos eles. Trata-se de material extremamente valioso, que tem sido disponibilizado no Youtube, que conta a história dos anos de chumbo a partir do olhar de crianças, que recebiam votos por um cargo executivo, algo praticamente inviável durante a ditadura.
E, assim, nasceu o livro no qual misturo fatos reais, biográficos e ficcionais. Permite, igualmente, que os jovens leitores possam refletir sobre o processo eleitoral e sua importância ao longo dos tempos.
          
Como analisa o trabalho de escritor em um país que dá pouca importância à leitura?

Mais do que nunca, trata-se de trabalho fundamental. As pessoas atualmente têm pouca percepção da dimensão das histórias, mas estamos cercados por elas diariamente.
Desde a Antiguidade temos sido encantados pelos contos de tradição oral e foi assim que diversos deles chegaram até nós.
Nosso imaginário, realidade e cultura são povoados pelas narrativas que escutamos em cada dia seja pelo rádio, TV ou internet. No fundo, somos todos contadores de histórias.
Diante desse quadro, torna-se necessário despertar a consciência de que nossos caminhos pela vida são guiados pelas histórias que conhecemos, portanto, é importante selecioná-las com cuidado, buscar fontes variadas e conhecer outros pontos de vista.
O escritor sempre será relevante por apresentar as histórias como arte. Há aqueles que transcendem, que se tornam permanentes como Shakespeare, Guimarães Rosa, Julio Verne, Machado de Assis e Clarice Lispector. Suas obras, por tratarem intensamente do lado humano, nos deixaram um legado que, permanentemente, poderá ser revisitado e inserido em nossa vida cotidiana.
Pobre do país que dá pouca importância à leitura. Esse é melhor o caminho, por muitas vezes objetivado, de manter o povo na ignorância e como massa de manobra para os mais nefastos projetos.

*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a coleção Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017). Integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.
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152 anos de H.G Wells - Um dos pioneiros da ficção científica


No dia 21 de setembro de 1866, há 152 anos, nascia na cidade de Bromley, na Inglaterra, o escritor Herbert George Wells - considerado um dos mais influentes de seu tempo. Seu legado é fonte de inspiração até hoje. Ao lado de Julio Verne e Marry Shelley, Wells é posto com um dos membros da “Santíssima Trindade da Ficção Científica”.

E nesse mês tão importante para a literatura ficcional, o selo ViaLeitura, da Edipro, especializado em clássicos literários, apresenta para os leitores uma nova edição de A Ilha do Dr. Moreau, que junto com A Máquina do Tempo e O Homem Invisível, expandem o catálogo da editora com obras do autor.

Seus livros tratam de temas a frente de seu tempo e permeiam diversas discussões importantes até hoje. É o que podemos observar em seu primeiro sucesso A Máquina do Tempo, de 1895. Na história, um cientista cria uma máquina capaz de viajar pela Quarta Dimensão (o tempo) e, ao testá-la, acaba transportado para o ano de 802.701. Neste período, a humanidade é dividida entre os pacíficos Elóis e o Morlocks, habitantes do subterrâneo. Acredita-se que o britânico foi a primeira pessoa no mundo a falar em viagem no tempo e o próprio termo “máquina do tempo” foi cunhado por ele.

No ano seguinte, em 1896, mais uma história intrigante e polêmica. A Ilha do Dr. Monreau volta a ressaltar o pioneirismo de Well, dessa vez na discussão compreendida atualmente como manipulação genética. Na narrativa, o naufrago Charles Prendick é levado a uma pequena ilha do Pacífico e lá conhece o Dr. Moreau que fora expulso da Inglaterra por suas polêmicas experimentações de humanos com animais. O escritor traz à tona também discussões sobre religião, a Teoria da Evolução e a ética na ciência.

Um ano depois, em 1897, o excêntrico O Homem Invisível e a crítica à ciência sem moralidade. A história se passa na pacata Iping (Inglaterra), com a chegada do cientista Griffin, que descobre por meio de seus experimentos, que alguns elementos químicos produzem refração da luz - o que consequentemente causa a invisibilidade. Aproveitando sua experiência, o cientista aplica a formula em si mesmo e tenta tirar proveito da situação, inclusive com atitudes criminosas.

Além da literatura, as obras de Wells servem de inspiração para os mais diferentes meios de mídia. Seja em inspirações para o cinema, referencias em séries ou adaptações para radionovela, o legado de H.G. Wells já está imortalizado e suas narrativas permanecem como fonte de inspiração para as mais diferentes gerações. O autor foi nomeado para o Prêmio Nobel da Literatura em quatro oportunidades (1921, 1932, 1935 e 1946).

Ficha técnica: A Máquina do Tempo
Editora: Via Leitura
Assunto: Literatura estrangeira
Preço: R$ 31,00
ISBN: 9788567097381
Edição: 1ª edição, 2017
Idioma: Português
Tradução: Marina Petroff
Tamanho: 21x14 cm
Número de páginas: 112

Ficha técnica: A Ilha do Dr. Moreau
Editora: Via Leitura
Assunto: Literatura/Ficção Científica
Preço: R$ 35,00
ISBN: 9788567097619
Edição: 1ª edição, 2018
Idioma: Português
Tradução: Laurent de Saes
Tamanho: 21x14 cm
Número de páginas: 144

Ficha técnica: O Homem Invisível
Editora: Via Leitura
Assunto: Literatura estrangeira
Preço: R$ 37,00
ISBN: 9788567097145
Edição: 1ª edição, 2017
Idioma: Português
Tradução e notas: Marina Petroff Garcia
Tamanho: 21x14 cm
Número de páginas: 160
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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Crônica - O Prazer Mórbido em Apertar o Play

É indiscutível o tamanho e agilidade da transmissão de informações, seja através de noticiários, redes sociais e grupos de WhatsApp. O sensacionalismo quebrou barreiras e chegou nos aparelhos celulares. 

Qual o sentido em abrir um arquivo, seja foto, áudio ou vídeo pra simplesmente ver um ser humano agonizando seus últimos suspiros, nas mais diversas situações de desastres ou violência. 

O compartilhamento em massa perpetua aquela avidez descontrolada de chamar atenção de familiares, amigos e conhecidos para sentir os traços fúnebres da morte sendo evidenciados na lente de um celular. 

Qualquer pessoa está armada de um celular, até mesmo com dois aparelhos na bolsa/mochila. Com apenas um clique você pode filmar/fotografar e compartilhar quase que instantaneamente nas redes e grupos de amigos no “whats”. 

Possuímos um pouco do DNA de abutre, farejar algo mórbido, circular e presenciar o cheio de sangue espalhado pelo chão, presenciar o corpo da vítima se decompondo de forma lenta na câmera de algum dispositivo eletrônico. 

Vai chegar o dia, se isso já não aconteceu ou está acontecendo, da pessoa presenciar um acidente e ao invés de ligar para os bombeiros, sacar o celular e fazer imagens exclusivas das vítimas ainda “fresquinhas” para serem compartilhadas e admiradas na sede da morbidez gratuita.


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Emoção guardada em pote

Lançamento de Bilica Chorona reúne autora e ilustradora em sessão de autógrafos dia 22/9, às 16h, na Travessa do Leblon

Mães choram. Choram de preocupação, choram por medo, choram por cansaço e choram até por coisa nenhuma. Mas pode ser um susto quando a criança descobre que elas têm isso, pelo menos isso, em comum com o restante da humanidade. Foi dessa memória, o dia que descobriu que havia lágrimas no rosto da sua mãe, que nasceu a inspiração para o primeiro livro da educadora e observadora de mundo Isabelle Borges, vencedora no ano passado da I Seleção de Originais da Editora Lago de Histórias, com Bilica Chorona.

O lançamento com sessão de autógrafos será realizado no próximo dia 22/9, na Livraria da Travessa do Leblon, a partir das 16h, e contará com a presença da ilustradora Taline Schubach, que vem da Espanha para dividir com os leitores a alegria (ou seria o choro?) deste momento.

O nome da personagem é uma homenagem ao avô de Isabelle, que a apelidou de Bilica na infância. “Senti que esse deveria ser o nome dela”. Mas Bilica bem poderia ser Maria, Alice, Joana ou qualquer outra, afinal a menina chorava para se fazer entender. O problema é que não a compreendiam totalmente.

- Ela ainda não tinha aprendido que a palavra também podia dar jeito em dor ralada, em medos do mundo e em vontades do peito.

A autora se remete às suas lembranças e de como também abria o berreiro quando ainda não sabia dizer o que queria. “Este livro não é exatamente sobre minha vida, mas as histórias sempre levam um pedaço do escritor amarrado nas palavras”, conta a autora.

Com quarta capa da escritora Edna Bueno, para quem escrever é um jeito de estar no mundo, invadir e tocar, uma das grandes perguntas que o livro faz é como engolir se as lágrimas teimam e transbordam. Será que choro acaba um dia? Adultos não choram? Onde guardam o choro? A vida se encarrega, contudo, de contar seus segredos e, devagarzinho, quando menos se espera, a menina acaba fazendo uma descoberta surpreendente.

Para Isabelle Borges, a percepção do pranto, que se inicia na infância, e o modo como ele percorre nosso corpo até chegar a vida adulta é uma temática para todas as idades. “Trabalhei e estudei muitos anos com a infância e estrear na literatura infantil com essa história, que me traz tanta verdade e afeto, é um grande presente e conquista. Toda vez que olho o livro me emociono... isso me preenche de amor”, diz.

SERVIÇO
Bilica Chorona
Editora: Lago de Histórias
Formato: 25x25
Páginas: 32p
Preço: R$ 39,90

Sessão de autógrafos
22 de setembro - sábado
16h
Livraria Travessa Leblon (Avenida Travessa de Melo Franco, 290)

SOBRE A AUTORA
Isabelle Borges é educadora, mestre em psicologia do desenvolvimento, pós graduada em Amadurecimento Lúdico, escritora, observadora de mundo e caçadora de poesia. Autora na antologia “No fundo de doze histórias corre um rio”, pela Editora Casa da Palavra, acumula certo estudo em subir em árvore, sentir o vento no rosto e dançar palavra. Coloca como um dos seus maiores objetivo ajudar o outro a alcançar sua criatividade pelo pé e existir-se em si mesmo. Gosta de ver as pessoas de corpo inteiro, sendo toda a poesia que cabe em si.

Editora e Casa Cultural Lago de Histórias
A Casa Cultural Lago de Histórias é um desdobramento da editora homônima, fundada em novembro de 2016 no Rio de Janeiro, na mesma noite de lançamento dos livros Mais felizes do que sempre, Bia sem pressa, Os medos de Bel, e Soldado. Em 2017, o catálogo ganhou reforço de Olga e Grande ou pequena? Ainda em 2017, reforçaram o catálogo: A Moça Artista do Topo do Morro e Vicky, todos de autoria da escritora e pedagoga Helena Lima. Em agosto de 2018 chegou ao mercado editorial pela Lago de Histórias o bilíngue Todos os pais do mundo / All the dads in the world, do professor e músico André Tavares.

Com uma proposta rara no Rio de Janeiro, de oferecer oficinas de criação literária e de artes regulares para crianças, em horário complementar à escola e de segunda a sexta-feira, a Casa Cultural Lago de Histórias abriu suas portas em abril de 2017.

É voltada também para pais, professores e todos que desejam despertar ou aperfeiçoar sua escrita e leitura.
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Entrevista exclusiva com Caio Mirabelli, Escritor, Professor de Conscienciologia e candidato a Deputado Federal pelo Estado do Rio de Janeiro

Caio Mirabelli - Foto divulgação
Caio Mirabelli, é Advogado, Professor de Conscienciologia, Técnico de Enfermagem, Escritor, Blogueiro, Colunista, Apresentador de Programa, Palestrante, filiado ao Partido Pátria Livre e candidato a Deputado Federal pelo Estado do Rio de Janeiro.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Caio Mirabelli: Meu início no meio literário foi no ano de 2015, quando publiquei meu primeiro livro chamado A Conscienciologia Evolutiva, pela editora Aped.
Me senti na obrigação de entrar no meio literário, porque é uma das formas de eu expandir a ciência que desenvolvi em todo o Mundo.

Conexão Literatura: Você é candidato a Deputado Federal pelo PPL – Partido Pátria Livre. Como surgiu o desejo de disputar essa eleição?


Caio Mirabelli: Desde criança sou apaixonado por política, já fui presidente de mesa eleitoral por duas eleições consecutivas e desde os meus 21 anos milito no mundo partidário.  Há anos venho me preparando, capacitando e estudando as leis e a máquina pública para ter o preparo necessário com o intuito de desenvolver a economia e promover a justiça social.  No segundo semestre de 2017 ouvindo apelos do meu padrinho político  Jecy Sarmento que já foi Secretário de Estado (já falecido) e dos meus amigos mais próximos, tomei coragem e decidi disputar essas eleições.

Conexão Literatura: Poderia citar dois ou três projetos que pretende apresentar, se for eleito?

Caio Mirabelli: Falarei de três projetos:

1)Reforma Tributária: Propor o Fim do Imposto de Renda de Pessoa Física e do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica;

2)Reforma Burocrática: Propor a criação do documento único para todas as relações dos cidadãos com o Estado (Ex: 1 documento de identificação civil, 1 Alvará de funcionamento para as empresas, 1 certidão para cada pessoa física);

3)Federalização da Educação: Propor que a educação primária seja Federalizada pela União.

Conexão Literatura: Como você também é escritor, pretende fazer algo pela literatura e incentivo à leitura?

Caio Mirabelli: Falarei de quatro projetos que diretamente e indiretamente beneficiam a literatura nacional e o incentivo a leitura que são:

1)Apresentar projeto de lei para tornar célere a emissão de registros federais e estaduais com o intuito de facilitar a abertura de microempresas e pequenas empresas;
2)Destinação dos valores adquiridos pelas emendas parlamentares para todas as editoras do estado do Rio de Janeiro aumentarem sua produção literária;

3)Apresentar projeto de lei que obrigue o Governo Federal destinar uma verba específica para todas as editoras nacionais aumentarem a produção de livros nacionais, com isso aumentando a competitividade da literatura nacional e fortalecendo a cultura do país;

4)Apresentar projeto de lei que crie linhas de crédito com juros pacíficos para as microempresas e pequenas empresas poderem investir no aumento da produção;

Conexão Literatura: Poderia comentar sobre o seu livro publicado pela Drago Editorial e como os leitores interessados deverão proceder para adquiri-lo e saberem um pouco mais sobre você?

Caio Mirabelli: O livro se chama As Consciências do Universo, e esta obra é o aprofundamento do Livro A Conscienciologia Evolutiva que tem como objetivo fazer o leitor conhecer e se especializar no estudo da Ciência Conscienciologia.

A Conscienciologia é a ciência que estuda a Consciência, suas manifestações e a evolução consciencial.

O Livro As Consciências do Universo aborda os seguintes temas: Consciência, Evolução Consciencial, Morte, Reencarnação, Energia, Universo, Signos, Dimensões Espirituais, Escala Evolutiva, Técnicas Energéticas e outros temas.

Para adquirir esta obra basta acessar o link da Drago Editorial que vende o livro.

O link para adquirir o livro As Consciências do Universo é este:
1)https://www.livrariadragoeditorial.com/products/as-consciencias-do-universo-caio-mirabelli

E para adquirir meu outro livro que se chama A Conscienciologia Evolutiva basta clicar neste link:
1)https://www.livrariadragoeditorial.com/products/a-conscienciologia-evolutiva-caio-mirabelli

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Caio Mirabelli: Sim, como já finalizei e registrei 77 livros, a cada ano irei publicar uma obra, para que o máximo de pessoas possam conhecer e se especializar na Conscienciologia Evolutiva, que ao meu ver, é uma das ciências que podem contribuir para o desenvolvimento econômico, político, social e moral do Brasil e do Mundo.

Perguntas rápidas:
Um livro: Projeções da Consciência
Um (a) autor (a): Waldo Vieira
Um ator ou atriz: Mateus Solano
Um filme: Doutor Estranho
Um dia especial: o Reveillon

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Caio Mirabelli: Só existem duas formas de combater o establishment, a primeira forma é praticando assistência a ti mesmo e ao teu próximo, a segunda forma é votar certo, eleger candidatos que não sejam comprometidos com o sistema de dominação, que sejam Cosmoéticos, com sensibilidade social e preparo técnico.
o a Deputado Federal pelo Estado do Rio de Janeiro.
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Visões Momentâneas de Idianara Lira Navarro


A pureza impura do branco.
Músicas coloridas de um rádio preto.
Velho armário de um passado tão desgastado e triste quanto ele.
Falta de fé e de crença.
Restos de vida.
Flores falsas e sem brilho.
Planta teimosa e imutável.
Objetos que não combinam.
Tic tac forte de um relógio fraco.
Pessoas impulsivas e irracionais.
A sórdida alegria inventada pela hipocrisia.

 *Pintura de Markus Akensson
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domingo, 16 de setembro de 2018

Dos Irmãos Lumière ao século 21 em 200 páginas!

A História do Cinema para Quem Tem Pressa

A palavra pressa é o particípio passado, em latim, do verbo premere (apertar). Assim, pode-se dizer que A História do Cinema para Quem Tem Pressa se propõe a contar uma das maiores sagas do século 20 (e deste início do 21) para quem precisa apertar o passo ou está apertado de tempo. E quem não está?

Em 200 páginas, contextualizado com cada momento histórico, e escrito em linguagem clara e acessível, Sabadin traça um panorama do cinema – linguagem que há mais de um século revoluciona nossa maneira de ver a vida –, desde a época em que seus inventores nem sabiam direito o que fazer com ele, até os dias de hoje, quando movimenta bilhões de dólares pelos cinco continentes.

A obra passeia com desenvoltura pelos principais “ismos” cinematográficos do mundo – Impressionismo, Expressionismo, Surrealismo, Realismo, Neorrealismo etc. –, ao mesmo tempo que conta como nasceu Hollywood, o que aconteceu quando os filmes começaram a falar, por que os alemães inventaram o filme de terror, por que os detetives do cinema usam capa e chapéu, como as duas Guerras Mundiais mudaram os filmes, por que o cinema francês é tão papo-cabeça, como a chegada da televisão mudou tudo, o que afinal é um blockbuster, onde entra o Brasil nessa história toda, e muitos outros temas e curiosidades sobre a chamada Sétima Arte.

Só não explica que loucura é essa que nos faz tão apaixonados pela telona e pelo escurinho. Para isso, seria necessário outro livro. Aí sim, sem pressa.

Gênero: História Geral
Páginas: 200
Formato: 14x21
Ano de lançamento: 2018

Preço: R$ 34,90
Preço do ebook: R$ 26,90
ISBN: 978-85-5889-066-3
E-ISBN: 978-85-5889-067-0
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sábado, 15 de setembro de 2018

O autor português Francisco JSA Luís, comenta sobre o lançamento do seu livro "Travestis Brasileiras em Portugal"

Francisco JSA Luís - Foto divulgação
Francisco JSA Luís foi investigador colaborador do centro em Rede de Investigação em Antropologia, é Doutorado em Antropologia Social e Cultural – Migrações e Etnicidades – e Mestre em Direito Administrativo e Administração Pública. Os seus principais interesses recaem sobre as periferias societais e a necessidade de através do conhecimento, se promoverem sociedades inclusivas onde os mais fragilizados em termos de cidadania, sejam representados pelos demais, com a dignidade que merecem. Sem que tal se atinja, as democracias serão mera fachada. Daí que assistamos mais do queriamos, a derivas nacionalistas assentes numa ideologia da exclusão.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Você é autor do livro “Travestis Brasileiras em Portugal” (Chiado Editora). O que o motivou a escrever o livro?


Francisco J.S.A Luís: No meu trajeto académico e na área em que me doutorei, necessitava de um desafio, desafio esse que só poderia ser enfrentado se eu próprio confrontasse o meu preconceito. Preconceito esse, que quase todos nós dizemos não exercer sobre ninguém, simplesmente porque vivemos nossas vidas em zonas de controlo e conforto. Foi precisamente isso que fiz, saí da minha zona de conforto e empreendi uma reflexividade crítica sobre a minha própria socialização, como forma de entender o “outro” diferente. Neste caso as Travestis Brasileiras em Contexto de prostituição. Se era para fazer uma tese de doutoramento, então, teria que ser algo de original em Portugal, onde este tema nunca havia sido abordado, não obstante, haverem inúmeros trabalhos sobre os fluxos de Brasileiros para Portugal, antes e depois de Schengen.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir “Travestis Brasileiras em Portugal”?

Francisco J.S.A Luís: Não é fácil adentrar no universo travesti e de prostituição, pelo que, consegui-lo terá sido o mais difícil e demorado numa fase inicial. Paralelamente, cá em Portugal, com a obsessão com a redução dos défices, a ciência tem passado por algumas dificuldades, principlamente aquelas que não geram ganhos imediatos e consumo. Sinais dos tempos, em que o ser humano pode ou não ser viável em função dos números que sobre eles, se elaborem. Faz-me imensa confusão este sistema mundo, em que há vidas às quais não se atribui qualquer valor, nesse âmbito podem ser descortinados os migrantes de parcos recursos e os transgéneros. O estudo cruzado destas duas dimensãoes da fragilização ativa de franjas societais periféricas, tornou-se para mim um objetivo a atingir. Este trabalho durou cerca de 10 anos e ultrapassou o hiato de tempo necessário à realização do doutoramento.


Conexão Literatura: Você chegou a sofrer algum preconceito ou dificuldade durante a produção do livro?

Francisco J.S.A Luís: Durante a execução do livro, tive que ultrapssar inicialmente o fechamento do grupo travesti - composto na sua maioria por gente indocumentada – facto, que achei normal e não senti o dessa forma pejorativa. É uma forma de resistência dum grupo, que inquestionavelmente navega em àguas especialmente revoltas. Para ser sincero, sinto mais essa discriminação na relação que a generalidade das pessoas mantêm com o livro, através, por exemplo, do contato inicial com o seu título: Travestis Brasileiras em Portugal. Da mesma forma que a generalidade dos atores sociais, desinveste este e outros grupos da dignidade que merecem, deslocam essa sua representação duma determinada realidade para o livro, que até agora tem chamado à atenção apenas dos meios académicos, e não de pessoas comuns interessadas e sm aprofundar o seu conhecimento sobre as sociedades contemporâneas, infelizmente. Perante outros grupos transgéneros e transexuais, sinto por vezes alguma desconfiança, essa, ditada pelo facto de ser homem cis e heterossexual. No fundo o livro acaba por acolher, todas as tensões sociais que pretende retratar. Chamo à atenção para o facto de o processo através do qual o preconceito se exerce e faz sentir os seus efeitos, ser similar em várias àreas do social. Este livro aborda igualmente a família conforme a conhecemos, o parentesco, o feminismo, o patriarcalismo, uma sociedade em que as relações de poder são assimétricas, enfim, tudo o que torna os humanos, humanos ou por vezes, mais do que o desejável, inumanos. Não raras vezes, são estes grupos periféricos e com cidadania restringida, o objeto principal dessa crueldade, talvez porque, a própria estrutura, permita, ainda que de forma velada, que tal suceda. Veja-se o caso dos refugiados na Europa, provenientes de África, Ásia e Oriente ou agora, os Venezuelanos no Brasil. Ser Travesti Brasileira e migrante não foge a estes princípios, com uma agravante, a de serem também transgéneros.

Conexão Literatura: Poderia destacar um ou dois trechos do seu livro?

Francisco J.S.A Luís: Nesse enquadramento, Rubin propunha que talvez esses movimentos feministas seus contemporâneos devessem ousar algo mais, como Marx fizera ao estabelecer a luta de classes como um meio para atingir uma sociedade sem classes. Talvez devessem utilizar o conhecimento que haviam já adquirido relativamente às operações de poder e processos que estruturam e mecanizam a divisão de géneros, e ousar reclamar uma sociedade sem géneros. “Nós não somos apenas oprimidas enquanto mulheres, nós somos oprimidas por ter que ser mulheres, ou homens, conforme os casos. (…) Devo sonhar com a eliminação das sexualidades e seus papéis sexuais compulsórios.” (Rubin 1975 in Lewin, 2006:102)

O momento da saída de casa, acrescido também pela ruptura com a escola e alguma vizinhança, relega estes jovens para a rua onde irão ser iniciados num ethos travesti que ultrapassa a questão do género/ /sexualidade e se converte num estilo de vida determinado pelas possibilidades que se lhes deparam a partir desse momento. “Saem cedo de casa, em torno dos 14 anos, e geralmente iniciam uma vida noturna sustentando‑se através da prostituição” (Pelúcio, 2005:235). Larissa afirma sem rodeios nunca ter exercido qualquer outra profissão, “é assim, eu não preciso esconder de ninguém, sou uma pessoa indepen‑ dente! Sempre trabalhei com prostituição e no início comecei no Brasil.”

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir um exemplar do seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Francisco J.S.A Luís: Há várias formas de adquirir o livro, diretamente na Chiado on-line em https://www.chiadobooks.com/livraria/travestis-brasileiras-em-portugal-percursos-identidades-e-ambiguidades, em inúmeras livrarias no Brasil, como a Saraiva, a Cultura, a Travessa, a Martins Fontes ou a Galileu, em Portugal na Bertrand, Fnac, wook, etc. Se quiserem entrar em contato comigo podem aceder à seguinte página https://www.facebook.com/estudosdegenero, nela postamos as sessões de apresentação já realizadas e o agendamento dos eventos a realizar.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Francisco J.S.A Luís: Neste momento estou a fazer um trabalho sobre o papel das fundações públicas na organização administrativa dos Estados, dissecando este objeto de estudo sob uma perspetiva jurídica. Paralelamente, e no âmbito da antropologia continuo estudando as migrações Asiáticas para Portugal. Se vou publicar alguma coisa, sinceramente ainda não sei.

Perguntas rápidas:

Um livro: “Os filhos da Droga”
Um (a) autor (a): Gabriel Garcia Marquez
Um ator ou atriz: António Fagundes
Um filme:The Equalizer II – A Vingança
Um dia especial: Família…quando a vamos perdendo pelo decurso dos anos, mais lhe damos valor.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?


Francisco J.S.A Luís: Comprem e leiam o livro, estou certo que se vão surpreender, vai muito além daquilo que o título indica, não obstante, todos os livros têm que ter um título, não é? Um livro deve ser sempre mais que o título.
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