sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Escritor mineiro lança Expedição Vera Cruz, livro que recria personagens folclóricos

Ronaldo Luiz Souza é escritor nascido na cidade de Santos Dumont, Estado de Minas Gerais.  Lançou na Bienal do Livro de Minas 2010 seu primeiro livro, Raízes e Asas, pela Editora Usina de Letras.
Em 2017, lançou o livro Expedição Vera Cruz na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, pela Editora Vermelho Marinho.
Publicou ainda na Amazon os e-books Glimpses I, Glimpses II, O Invasor de Memórias, O Fruto Ausente do Vosso Ventre, Até o Mais Temido Fim, e Enquanto Velo seu Sono. Os ebooks reuniram contos que haviam sido anteriormente publicados em duas dezenas de antologias, publicados por diversas editoras no Brasil sobre vários gêneros da literatura: drama, romance, fantasia, ficção científica, suspense e terror.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Ronaldo Luiz de Souza: Comecei na infância tentando escrever estórias em quadrinhos, depois, na adolescência, passei pela poesia e crônica; na juventude, desenvolvi contos, uma peça de teatro e um romance (estes dois últimos não publicados). Mais tarde então resolvi participar de antologias temáticas e gostei tanto, por estes livros reunirem sob um mesmo tema diversos escritores, que participei de duas dezenas delas. Lancei meu primeiro livro, Raízes e Asas em 2010, na Bienal de Minas.

Conexão Literatura: Você é autor do livro Expedição Vera Cruz (Editora Vermelho Marinho). Poderia comentar?

Ronaldo Luiz de Souza: Após escrever um conto sobre o folclore brasileiro para uma das antologias das quais participei, percebi que havia uma grande carência no mercado de livros sobre o folclore. Resolvi então escrever uma aventura ágil e sedutora ao público para recriar os personagens folclóricos desde sua origem e tentei fazer desta história um marco na literatura de fantasia nacional. 

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

Ronaldo Luiz de Souza: As pesquisas foram longas e extenuantes. Não teria sido possível escrever Expedição Vera Cruz, sem que antes houvesse toda uma pesquisa de base, não só folclórica quanto histórica, afinal, um dos personagens principais do livro é Dom Afonso, um nobre Português que veio ao Brasil em 1573. Comecei a ler tudo o que foi possível ser encontrado em livros físicos e ebooks – e como escritor sou também um leitor e consumidor inveterado de livros – e também o que foi possível encontrar na internet. Comecei com os primeiros cronistas brasileiros, como Pero Vaz de Caminha, Padre Antônio Vieira e outros. Folcloristas como Luiz da Câmara Cascudo e J. Simões Lopes Neto, além de livros sobre a história do Brasil e sobre os Templários e a Ordem de Cristo. Até mesmo livros sobre as condições de navegação e dos tripulantes das embarcações nos idos de 1500. Devo ter levado uns seis meses para levantar todo o material de pesquisa – cito os principais como bibliografia ao final do livro – e, ao longo de todo o trabalho de criação, quase sempre tive que parar e pesquisar algo a mais. Afinal, seria imperdoável deixar qualquer furo. A história foi, portanto, fortemente ancorada em pesquisas sólidas. O original foi concluído em cerca de uns três anos. Mas demorei mais algum tempo para, enfim, conseguir publicar, devido à dificuldade de inserção no mercado literário, algo que todo escritor brasileiro sabe bem como é.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em seu livro?

Ronaldo Luiz de Souza: Vou destacar um trecho pequeno do livro para não cansar o leitor dessa entrevista e nem lhe adiantar pontos importantes da história. Este trecho se refere ao início do Manuscrito de Dom Afonso que ficou conhecido como O Livro Perdido, lembrando que Dom Afonso é o nobre português que veio para o Brasil e se enfurnou nas selvas, convivendo com os índios:

Eu, Dom Afonso Queiroz, nasci em Lisboa, Portugal, no ano de 1540 da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo. Após a morte de minha amada e jovem esposa Joana de Albuquerque por uma doença fatal, deixei minha Terra Pátria em 1573 singrando os mares em direção às terras do novo mundo que tanto e entusiasticamente a mim falaram marinheiros e capitães de naus. O Paraíso neste mundo, em suma, é o que disseram. Que mais eu poderia desejar? Com o coração sangrando, desprovido de esperanças e enfastiado das mazelas humanas no Velho Mundo, perguntei a mim mesmo e aos céus que não salvaram minha esposa: haverá paz aos homens de boa vontade? Não tive respostas. E nem paz. Percebi, então, que se houvesse alguma esperança para mim, seria numa nova vida, num Novo Mundo. Temi a morte de minha esposa. A minha, não temo. Antes vim ao seu encontro em tão longa viagem. Não me importei. Quem sabe ela levasse-me de volta aos braços de minha amada esposa, lá, muito além da carne e da vida? Pois o que seria o paraíso senão uma leve sombra da felicidade que poderíamos ter vivido juntos?
Desenlacei-me de todas as minhas atividades e obrigações, embora uma última me tivesse sido imposta pelo Rei em pessoa, como pagamento e licença para a viagem ao Novo Mundo. Eu a desempenharia quando pisasse no Novo Mundo, e depois estaria livre, sem qualquer outra amarra de meu passado.
Deixei para trás a vida que conhecia e me atirei ao mar. Na travessia oceânica, furiosa tempestade nos atingiu e por pouco não naufragamos. Para mim fora uma santa graça não temer a morte. O mar não nos sepultou. Chegamos intactos à Terra de Santa Cruz. Meus olhos se deslumbraram com as cores e as belezas deste lugar, e de seus filhos e filhas, e todos os meus sentidos exultaram com seus frutos e perfumes, bichos e sabores. Tal qual antes me haviam enfeitiçado as notícias que daqui partiram e em Portugal aportaram. Não há de existir terra mais abençoada ou feliz. É aqui, afinal, o paraíso prometido. Nestas páginas relato tudo o que venho vivendo com os nativos. Seus medos e alegrias. Seus demônios e Deuses. Seus costumes, sua história, sua sabedoria.
O que me motiva? A simplicidade, a inocência e a alegria deste povo belo e inocente. E a profunda necessidade de conhecer outras formas de viver e de ter fé.
Talvez, no fundo, eu procure neste paraíso, entre tantos Deuses nativos, aquele que possa trazer-me de volta minha amada Joana. Há de existir aqui este Deus mais presente e misericordioso. Porque Demônios existem; já os vi e aqui também relato, como a tantas coisas, algumas comuns e outras estranhamente misteriosas, que tenho visto e vivido entre estes povos da floresta.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir um exemplar do seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Ronaldo Luiz de Souza: Em breve Expedição Vera Cruz estará disponível nas livrarias; mas, por enquanto, o leitor pode adquirir diretamente comigo pelo e-mail rolusouza@gmail.com ou em contato com a Editora no site www.editoravermelhomarinho.com.br
O leitor também pode saber mais sobre meu trabalho e a disponibilidade dos livros na internet visitando meu site www.ronaldoluizsouza.com

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Ronaldo Luiz de Souza: Todo escritor sempre tem um “baú virtual” cheio de anotações e a mente sempre repleta de ideias para um novo livro. Comigo não é diferente. O difícil mesmo é escolher uma delas, lhe dar prioridade absoluta e transformá-la em uma obra de valor, porque o tempo disponível sempre é muito curto para fazer tudo o que desejamos. Entretanto, já consigo perceber no horizonte alguns projetos se delinearem.

Perguntas rápidas:

Um livro: O Senhor dos Anéis
Um (a) autor (a): Machado de Assis
Um ator ou atriz: Alessandra Negrini
Um filme: Fim de Caso
Um dia especial: O lançamento do meu primeiro livro, Raízes e Asas.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Ronaldo Luiz de Souza: Sim, vou recomendar fortemente que todos leiam Expedição Vera Cruz, pois, além de ser uma aventura instigante, a história traz muita informação sobre o folclore nacional, em virtude de todas as pesquisas realizadas, inclusive oferecendo uma gênese para alguns dos principais seres fantásticos de nosso folclore. E, claro, espero que todos se divirtam muito ao ler Expedição Vera Cruz.
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Em entrevista, Dr. Roberto Martins de Souza comenta sobre seus livros Histórias e memórias de idosos analfabetos, A História de um garoto de programa e A Tuberculoso na Sociedade

Dr. Roberto Martins de Souza, nasceu na cidade de Simão Dias, estado de Sergipe. Filho de Sr. João Martins de Souza e de Sra. Judite Santos Souza. É professor universitário, palestrante, consultor em saúde. Graduou-se pelas Faculdades Integradas de Guarulhos. É Mestre e Doutor pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP).

Especialista em Administração Hospitalar, Saúde Publica, Obstetrícia, Licenciatura Plena. Trabalhou em vários hospitais: Santa Casa de Misericórdia de São Paulo , Casa de Saúde Santa Marcelina, Hospital Modelo Tamandaré, Hospital Geral de Guainases, Hospital do Câncer (A.C.Camargo), Hospital Presidente , Hospital do Mandaqui, Hospital Prof. Waldomiro de Paula (Hospital do Planalto). Atuou em varias Unidades Básicas de Saúde da cidade de São Paulo, onde foi também Assessor Técnico em Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde. Integrou o Comitê de Mortalidade Materna. Como Professor titular de várias universidades de São Paulo (Universidade de Santo Amaro (UNISA), Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL), Universidade Camilo Castelo Branco (UNICASTELO), atualmente chamada de Universidade Brasil e Faculdades Integradas de Guarulhos (FIG) foi também integrante do Comitê de Ética em Pesquisa e integrante de Grupos de Pesquisas. Participou também de várias Bancas de Dissertações de Mestrados e Defesa de Teses de Doutorados.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Você publicou o livro "Histórias e memórias de idosos analfabetos”, pelo Clube de Autores. O livro trata-se de histórias verídicas de idosos analfabetos ou semianalfabetos em processo de alfabetização. Como você colheu as histórias para compôr o livro?

Dr. Roberto Martins de Souza: As histórias foram compostas primeiramente através de observação ao grupo de idosos e depois realizada um roteiro semi-estruturado. A partir daí comecei a iniciar de fato as entrevistas que duraram em média dois anos para a conclusão final. As histórias eram sempre cheias de muita emoção e carregadas de lembranças positivas e negativas. Procurei ao máximo manter a fidelidade nas palavras utilizadas pelos idosos.


Conexão Literatura: Quais as referências que o livro aborda referente à importância da leitura e escrita para a vida do ser humano?

Dr. Roberto Martins de Souza: Após a conclusão das narrativas e a transcrição das entrevistas até a elaboração do livro tive a certeza que para o grupo de idosos analfabetos ou semi-analfabetos em processo de alfabetização a maior importância para eles era a falta da necessidade de saber ler e escrever. Fatos esses destacados em praticamente todos. Pois desta forma se fossem alfabetizados na época correta, a vida talvez fosse diferente. Quero dizer com maiores chances de obterem outro destino em suas vidas.

Conexão Literatura: No livro "Histórias e memórias de idosos analfabetos”, também é feito as definições do envelhecimento sobre a ótica de vários autores e de como ele pode gerar uma crise de identidade nos idosos. Poderia comentar?

Dr. Roberto Martins de Souza: Realmente. As mudanças decorrentes da relação com a sociedade em que se vive e a aquisição de novos valores implicam alterações na auto-imagem e auto-estima, com conseqüentes mudanças na identidade pessoal. Mosquera diz que a identidade desenvolve-se no tempo e numa determinada cultura. Sendo então uma reflexão observadora que implica um retorno porque cada momento histórico tem seus tipos de significativos, que por sua vez, tem papel preponderante na estrutura do indivíduo. A auto-imagem é a chave que o individuo tem para compreender seu próprio comportamento e a consistência de suas atitudes, sendo assim o comportamento humano está intimamente ligado ao comportamento social.
Se a sociedade mostra preconceitos em relação aos idosos, desvalorizando-os é possível que ele adquira essa imagem desvalorizada. A partir daí, torna-se mais difícil e penosa a aceitação de si mesmo, uma vez que o social reage negativamente frente a sua ação. De fato, reage (ou pode reagir) negativamente não só a sua ação, como a inação e sua imagem. O senso de identidade é assim influenciado pelo pela percepção que os outros têm dos papeis sociais que desempenham. A velhice deveria ser encarada como mais uma etapa da vida, que deve e pode ser significativa. Há idosos que assim o fazem e alcançam um equilíbrio imenso. Mas a maioria fica a procura de um novo sentido para a vida, infelizmente.   

Conexão Literatura: No seu ponto de vista, o que falta para baixar o índice de analfabetos no Brasil?

Dr. Roberto Martins de Souza: Boa pergunta. Acho que deveria ter maiores investimentos nas áreas da educação, da saúde e do social como um todo. Deveriam existir parcerias entre os setores público e privado com incentivos a melhoria da qualidade de vida, do ensino, melhores políticas salariais e valorização do professor. O professor acredito ser um instrumento de fundamental importância nesse processo. Dessa forma acredito que os índices de analfabetos diminuiriam muito aqui no Brasil, como aconteceu em outros países, posso citar o exemplo a China que tem a sua população em média de 96% alfabetizados depois de ações como esta que acabei de citar. Ou então como a Grécia que recentemente saiu de uma enorme crise financeira e social e mesmo assim consegue manter 97% da população alfabetizada. O Brasil está com índices de analfabetos maiores que os nossos vizinhos da América Latina, como por exemplo, a Argentina, Chile, Bolívia e Paraguai.

Conexão Literatura: Você também é autor dos livros "A tuberculose e as suas representações sociais na sociedade" e "João Victor - A história de um garoto de programa". Poderia comentar sobre ambos os livros?

Dr. Roberto Martins de Souza: No livro A tuberculose e as suas representações sociais na sociedade é fruto da minha Tese de Doutoramento, para obtenção do título de Doutor. É uma releitura sobre a doença tuberculose no ponto de vista do paciente e dos profissionais de saúde que tratam os mesmos. Quando falo nos profissionais de saúde estou citando especificamente médicos e enfermeiros. Sendo que cada um tem o seu ponto de vista sobre a doença, sobre o paciente e a sua influencia na sociedade. Influência esta que mesmo vivendo no século XXI tem uma visão de extremo preconceito. Este preconceito que aqui me refiro não é só pela sociedade em geral, mas infelizmente também por parte de alguns profissionais da área de saúde. Na visão dos portadores da tuberculose a doença é vista como exclusão social, o medo da morte, longo período de tratamento sendo assim um processo de pensar, vivenciar e lidar com a doença que comporta uma dimensão ideativa (da representação) e outra concreta (da experiência) que não são estanques, mas integradas, estão em constante movimento, influenciando-se reciprocamente e atualizando-se diante das circunstâncias cotidianas. No livro descrevo a doença e a sua trajetória, sendo que algumas vezes estão associados ao vírus HIV ou a AIDS, modo de transmissão, os diversos tipos de tratamento e prevenção e a sua relação processo-doença.
Já no livro João Victor: A História de um garoto de programa posso dizer que é uma história de ficção, onde o personagem principal é uma criança carente, filho de mãe solteira. Que no decorrer da sua infância e juventude passa por vários acontecimentos característicos de um jovem que vive na periferia da cidade de São Paulo. A mãe é migrante de outro estado e chegando a São Paulo passa por varias situações ligadas a trabalho, moradia, novos rumos para a vida. João Victor já na fase adulta conhece a prostituição masculina e começa a freqüentar locais freqüentados por homossexuais. Porém se considera extremamente heterossexual. Ganha muito dinheiro como garoto de programa até que um fato acontece em sua vida e aí é uma surpresa para o leitor. Espero que gostem da leitura.  

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do livro "A tuberculose e as suas representações sociais na sociedade" para os nossos leitores?

Dr. Roberto Martins de Souza: Sim. Existem vários trechos nesse livro. Porém o que mais eu gostaria de dizer é que a doença tuberculose mostra-se particularmente dramática para aqueles por ela acometidos. Os doentes, e em particular os com tuberculose experimentam não apenas a sensação de isolamento da vida social, mas a de cisão entre seus corpos e seus espíritos. O que torna interessante a vida desses indivíduos é o modo como buscam situar-se tanto em relação a um mundo saturado de terríveis fantasias acerca de sua condição, quanto em relação aos processos físicos e mentais instaurados pela doença. 

Conexão Literatura: Destaque também um trecho de "João Victor - A história de um garoto de programa"

Dr. Roberto Martins de Souza: Sim. Vários fatos acontecem nesta história de ficção. Mas o que eu gostaria de citar é que existem várias formas de se relacionar com o ser humano fisicamente. Pela questão psicológica e racional o que leva um jovem bonito e com um belo corpo a usá-lo como um instrumento de trabalho. De que forma ele consegue atrair muitos clientes e após breves relacionamentos sexuais a sua mente o questionará. Ele se questiona: deve ou não continuar nessa vida? Como ganhar tão bem e ostentar o luxo e adquirir bens materiais em outro tipo de ocupação ou outro tipo de trabalho? Sua certeza concreta e firme de considera-se heterossexual convivendo no meio homossexual? Gostaria de enfatizar a trajetória de vida de João Victor até dois fatos que mudaram o rumo de sua vida.

Conexão Literatura
: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Dr. Roberto Martins de Souza: Sim. Gostaria de comentar sobre esses três livros que acabei de escrever. Historias e memórias de idosos analfabetos, João Victor: A história de um garoto de programa e por ultimo A tuberculose e as suas representações sociais na sociedade.  Neles enfatizo que o ser humano não é apenas um ser biológico, dotado de anatomia, fisiologia e psicologia peculiar à sua condição animal, mas também é um ser biográfico, dotado de liberdade e ética, peculiares à sua condição racional. Em nossa condição racional e das opções de vida que cada um de nós faz a cada momento, nasce o conceito de biografia, de histórias de vida que é única e irrepetível para cada um de nós. 

Para adquirir os livros do Dr. Roberto Martins de Souza, acesse: https://www.clubedeautores.com.br/authors/380376
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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Natal Fantástico, obra nacional baseada no conto A Christmas Carol, de Charles Dickens

As festas de final de ano sempre foram, ao menos para nós ocidentais, as mais místicas e misteriosas.

E em ano de “virada de era”, época ainda mais mística e misteriosa, em que todos falam sobre o fim do mundo, levantemos uma voz diferenciada – e já bem  conhecida: valorizemos também a magia do natal, aquela que sempre esteve presente, mesmo quando o consumo fala mais alto, quando o medo do fim de tudo toma a atenção das pessoas, quando o verdadeiro espírito da época se perde…

Mas espera, é isso mesmo?

Mas e os valores? A luta pela vida e pelos ideais? Os queridos? As criaturas mágicas – boazinhas ou nem tanto?

Dez autores, incluindo o organizador Gian Danton, e o organizador e prefaciador Ademir Pascale, baseados no conto A Christmas Carol, de Charles Dickens, tentam descobrir exatamente isso: o que o natal significa atualmente, literariamente, fantasticamente?

E sendo uma época de compartilhamento, de acolhimento e compreensão, nada mais apropriado que lançarmos esta antologia em um formato de fácil compartilhamento, sem restrições de acesso mediante qualquer pagamento.

Ou seja, bem vindo ao mundo de NATAL FANTÁSTICO, a antologia em ebook gratuito da editora Infinitum Libris.

SERVIÇO:

E-BOOK NATAL FANTÁSTICO
Editora: Infinitum Libris
Organizadores: Ademir Pascale e Gian Danton
Capa e diagramação: Marcelo Bighetti
Para baixar o ebook gratuitamente: Clique aqui.
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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Mídia Kit "Revista Conexão Literatura" - Seja destaque em nossas edições


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APRESENTAÇÃO DA REVISTA CONEXÃO LITERATURA:

Tudo começou com uma simples ideia em julho/2015, sendo lançada de forma experimental a edição de nº 01 destacando o grande escritor Oscar Wilde. Hoje a Revista Conexão Literatura é um grande canal digital de entretenimento e informação para autores, leitores, editores, blogueiros e profissionais do meio literário. Foram entrevistados e passaram pelas edições da revista autores como Conceição Evaristo, Elisa Lucinda, Martinho da Vila e Eduardo Spohr, além das plataformas Amazon KDP e Skoob.
Sua pontualidade, seriedade e profissionalismo permitiram que suas edições chegassem até milhares de internautas por meio das redes sociais Facebook, Twitter e
Instagram, totalizando mais de 79 mil seguidores. Os leitores podem baixar e ler a revista digital gratuitamente.



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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Artista cria mansão macabra inspirada nos contos de Poe

Já imaginou uma mansão gigantesca, onde em cada um dos cômodos está acontecendo, simultaneamente, uma das macabras narrativas escritas por Edgar Allan Poe? Em um dos quartos há um homem escondendo um corpo sob as tábuas, no porão, um homem é emparedado vivo. Em outro cômodo, encontram um cadáver de uma mulher assassinada, emparedado, com um gato preto sobre a cabeça da morta. No maior dos cômodos, há uma festa de mascarados ocorrendo, e um ser misterioso invade a festa sem ser convidado. Em outra parte da casa, um homem observa um retrato oval. Enquanto isso, a poucos metros dele, outro homem é perturbado pela estranha presença de um corvo. Enfim, se você já leu Edgar Allan Poe, deve ter reconhecido pelo menos uma das cenas descritas brevemente acima, certo? E são estas e muitas outras cenas que foram representadas na arte de Holly Carden.
No site de Carden é possível ver diversos detalhes da produção da peça, a qual exigiu bastante pesquisa e dedicação do artista de maneira a incluir referências claras e bem detalhadas à obra de Poe por todos os cantos da mansão.
Veja abaixo uma versão grande da imagem e aproxime em cada uma das cenas para identificar qual o conto retratado em cada um dos cômodos.
Veja abaixo alguns detalhes da arte mais de perto.

A arte está disponível para venda em forma impressa como decoração e também como um imenso quebra-cabeça!
Anteriormente, Carden também já fez outro projeto semelhante, o Castelo de Assassinatos de Sherlock Holmes, o qual também está disponível no site do artista como arte impressa e quebra-cabeça. Para mais detalhes, confira também a página de Carden no Facebook.
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Médico conta em livro histórias verídicas de idosos analfabetos ou semianalfabetos em processo de alfabetização


SINOPSE: O livro HISTÓRIAS E MEMÓRIAS DE IDOSOS ANALFABETOS narra histórias verídicas de idosos analfabetos ou semianalfabetos em processo de alfabetização. Onde os mesmos contam de uma maneira simples e singular as suas trajetórias de vida.

Histórias estas contadas com muita emoção e saudosismo. Assim como os motivos pelos quais não foram alfabetizados na idade apropriada, ou seja, na idade infantil ou juvenil.

O livro também traz referências sobre a importância do ser humano aprender ler e escrever para conquistar a sua autonomia e independência. E principalmente a sua participação em uma sociedade sem serem excluídos, onde ele possa ter uma consciência crítica e desenvolver ferramentas onde ele consiga reivindicar os seus direitos de cidadão.

É feito também as definições do envelhecimento sobre a ótica de vários autores e de como o envelhecimento pode gerar uma crise de identidade nos idosos.

SOBRE O AUTOR:
Dr. Roberto Martins de Souza, nasceu na cidade de Simão Dias, estado de Sergipe. Filho de Sr. João e de dona Judite. É professor universitário, palestrante, consultor em saúde. Graduou-se pelas Faculdades Integradas de Guarulhos. É Mestre e Doutor pela Universidade da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Especialista em Administração Hospitalar, Saúde Publica, Obstetrícia, Licenciatura Plena. Trabalhou em vários hospitais: Santa Casa de Misericórdia de São Paulo Casa de Saúde Santa Marcelina, Hospital Modelo Tamandaré, Hospital Geral de Guainases, Hospital do Câncer (A.C.Camargo), Hospital Presidente e Hospital do Mandaqui, Hospital Prof. Waldomiro de Paula (Hospital do Planalto). Atuou em varias Unidades Básicas de Saúde da cidade de São Paulo, onde foi também Assessor Técnico em Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde. Integrou o Comitê de Mortalidade Materna. Como Professor titular de várias universidades de São Paulo (Universidade de Santo Amaro (UNISA), Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL), Universidade Camilo Castelo Branco (UNICASTELO), Faculdades Integradas de Guarulhos (FIG) foi também integrante do Comitê de Ética em Pesquisa e integrante de Grupos de Pesquisas. Participou também de várias Bancas de Dissertações de Mestrados e Defesa de Teses de Doutorados.

SERVIÇO:

Autor: Dr. Roberto Martins de Souza
Editora: Clube de autores
Preço: Versão impressa R$ 69,90. Versão Ebook: R$ 36,59
Número de páginas: 82
Edição: 1 (2017)
Para adquirir o livro: Clique aqui.
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domingo, 10 de dezembro de 2017

A catábase como símbolo positivo do humano, em Ensaios para a queda, de Fernanda Fatureto - Por Alexandra Vieira de Almeida


Seguindo a lição drummondiana de enaltecer o lado gauche da vida, Fernanda Fatureto no livro de poemas Ensaios para a queda (Penalux, 2017) leva os leitores a margearem o rio trôpego da vida. A poeta aqui em questão faz emergir o que está à margem, o caminho errático da vida. O livro é dividido em três partes que se complementam e dialogam entre si: “Travessias”, “Miragem” e “Polifonia”. No poema que abre a primeira parte, temos: “Realizo ensaios para a queda tal qual a última noite/de uma estrela cadente;”. No Novíssimo Aulete, é descrito o fenômeno da estrela cadente: “Visualização da entrada de um meteorito na atmosfera e que provoca incandescência ao se atritar com gases, mostrando-se como o traçado de um risco luminoso no céu noturno”. Portanto a metáfora é digna do título do livro. A escritora dá positividade ao simbolismo da queda, não a apresentando como algo excludente, mas como partícipe da vida. Com seu brilho e luminosidade traz significado para a existência humana. Pois seus poemas são feitos da máxima humanidade. Aqui, nos poemas de Fatureto, comparece o mito de Prometeu que roubou o fogo divino para os homens. O conhecimento traz a queda, à descida ao mundo dos humanos. A catábase é recheada de elementos positivos, levando o ser humano a adquirir a ciência dos deuses, mas sem deixar de lado a hamartia trágica, com seus erros e desconcertos.
Gilbert Durand tem um excelente livro que esclarece sobre a teoria do isomorfismo. Em As estruturas antropológicas do imaginário, ele disse que o isomorfismo é uma forma de aproximar símbolos, que poderiam até se apresentar como díspares entre si, mas que são sintetizadores de um mesmo núcleo temático. Fernanda Fatureto alcança esta difícil proeza ao sintetizar imagens num mesmo núcleo temático, a queda, dando-lhe corpo e substância a partir de metáforas como a estrela cadente, as pedras. O simbolismo da dureza e da petrificação comparece durante sua obra, como na mulher de Ló que olha para trás e vira pedra. Apesar das imagens de imobilização a que o erro pode levar, há uma saída final a partir do vazio e do silêncio. Sua poesia é feita de palavras importantes, mas a ausência é o outro lado deste muro petrificante, como o que encontramos na muralha da China. Porque apesar dos erros é preciso seguir em frente, quebrar a escultura de mármore que nos molda: “O movimento de seguir em frente/Ainda que sangre”. Fernanda Fatureto observa esta “polifonia” em que as linguagens se mesclam num tecido raro, que é a riqueza de suas belas imagens poéticas. Certa elegância hermética sai dos frascos de seus versos que nos encapsula num rede mágica e encantada como os sonhos. O sonho é dança dos corpos em efusão erótica. São densas suas metáforas eróticas que unem os seres naquilo que os assemelham, a humanidade quente da força lírica. È esta consciência que salta aos olhos do leitor, ávido por paragens mais amenas, longe do dualismo que nos move: o amor e a guerra.
O mítico e o poético se mesclam na sua poesia, em que temos as Moiras, Hera e Prometeu, como metáforas de seus versos ensaísticos. A poeta reflete sobre o real a partir dos mitos, mas sem deixar de lado, a parte grave da vida. Seus acordes são múltiplos. Temos uma poeta conhecedora de seu dom de poetar. Se, por um lado o mítico sobressai, ela não deixa na ruína e nos escombros a nossa história mais presente e real. Acompanhando o mítico, temos o bíblico, unindo as crenças no sagrado universal da verdadeira poesia, que não deve se pautar em dogmas e regras estanques, mas no maravilhamento do novo que refaça o caminho da tradição, mas com outros olhos. Se cair produz seu sonho de positividade, o levantar-se é deserto incontido: “Caímos tantas vezes./O levantar é árido como vulto”. Levantar-se exige um esforço descomunal, é difícil, lento, doído, mas necessário para a evaporação dos anos. Fatureto expõe o sofrimento humano, a dor, o outro lado do brilho de uma estrela cadente, que é a sua queda. Se por um lado, a catábase é permeada de positividade, dá-nos o enfrentamento dos espelhos e seus reflexos, qual Narciso em seu manto de dor e nulificação. O enfrentamento é seu lado ético, o olhar humano frente ao conhecimento de sua própria dor, que não pode ser visto como algo negativo, mas como um poder de autoconhecimento que leva ao crescimento do ser ético.
Fatureto diz: “Nunca estivemos no limite do que se chama humanidade;”. Apesar desta alusão à nossa humanidade, a poeta nos apresenta o mundo mágico do onírico e do sonho, do admirar-se com o que ultrapassa a fronteira do real. E não poderia faltar a referência a García Marquez: “Macondo existia só no papel/Seus leitores visitavam a região/Acordados.” Suas poesias têm esta mirada ao verbo delirante, a “miragem” ultrapassa o fugaz do tempo para se fazer lenda. Num tempo que percorre as pupilas do sonho, sua poesia é feita de realidade (pedra) e de utopia (fogo). Unindo o que nos humaniza ao que nos ultrapassa em chama de desejos, a luminosidade do amor nos faz ver que a vida não é só destruição, ruína e violência. O grito se abafa pelo silêncio das estrelas e sua poesia é cântico estrelado da queda e do acordar para a vida e para a beleza do amor: “O poeta já disse que o verbo delira”. A palavra, o verbo toma o veneno da queda, na poesia de Fatureto, para trazer a partir de seus versos o antídoto, o bálsamo que seca as lágrimas do desespero e da dor. Os poemas de Fatureto são um remédio vibrante para a solidão dos homens. Com eles, estamos acompanhados de vida e prazer em meio ao desconcerto do mundo. É preciso buscar uma origem nesta mistura de vozes, procurar um poder encantatório para o mundo: “Falar a língua matriz/Derivada de todos os sábios”. A poesia desta grande escritora nos revela a trilha para o aprendizado da escrita, como a urdidura poética que não se cala frente ao fracasso do mundo e o que ele nos tem a oferecer.
Portanto, temos nesta poeta ímpar o grito contra uma moral vigente que diz que só o acerto produz conhecimento. A falha, nossa errância é símbolo de positividade, mostrando que a descida aos infernos pode trazer as flores perfumadas da esperança e que a queda torna o ser mais grávido de luz do que de escuridão. Um parto precisa ser feito, para que o homem teça uma vestimenta de revelações de sentido, pois apesar do nonsense do mundo, daquilo que nos cerca por todos os lados, suas poesias revelam o máximo da expressão humana, contém fortes sentidos, densos, complexos e questionadores. Sua poesia mais ilumina que desertifica e apesar da natureza pétrea do humano, o fogo original do mítico nos atravessa, tornando-nos sonhadores de mundos impossíveis. Sua poesia nos fragmenta a partir da queda, mas nos une, através da reflexão desta descida nos espelhos labirínticos do ser. Fatureto sabe como ninguém como adentrar no interior do humano, mostrando-nos suas faces múltiplas, polifônicas, fazendo da miragem e do sonho uma ponte, uma travessia para o que lateja além do humano.

“Ensaios para a queda”, poesia. Autora: Fernanda Fatureto, 74 págs., R$ 35,00, 2017.
Link para compra: http://bit.ly/ensaios_para_a_queda_penalux_leia
E-mail: vendas@editorapenalux.com.br

Alexandra Vieira de Almeida é Doutora em Literatura Comparada pela UERJ. Também é poeta, contista, cronista, crítica literária e ensaísta. Publicou os primeiros livros de poemas em 2011, pela editora Multifoco: “40 poemas” e “Painel”. “Oferta” é seu terceiro livro de poemas, pela editora Scortecci. Ganhou alguns prêmios literários. Publica suas poesias em revistas, jornais e alternativos por todo o Brasil. Em 2016 publicou o livro “Dormindo no Verbo”, pela Editora Penalux.

Sobre o autor:
Fernanda Fatureto é poeta e jornalista. Bacharel em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Participa das antologias poéticas 29 de Abril: o verso da violência, Subversa 2 e Senhoras Obscenas. Seu livro de estreia, Intimidade Inconfessável, foi publicado em 2014 pela Editora Patuá.  Possui poemas em diversas revistas literárias do Brasil e na revista InComunidade de Portugal. Nasceu em Uberaba, Minas Gerais, em 1982.
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