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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Brasil e Portugal lançam acervo online de bibliotecas nacionais

Reprodução da capa da edição de 1572 de Os Lusíadas, de Camões, disponível na íntegra no portal Biblioteca Digital Luso- Brasileira - Reprodução/Biblioteca Digital Luso-Brasileira
Conhecer o acervo da Biblioteca Nacional de Portugal, incluindo originais da Torre do Tombo, que guarda arquivos históricos das navegações e da chegada dos portugueses ao Brasil, em Lisboa, já é possível sem precisar cruzar o Oceano Atlântico.

Por meio de uma parceria com a Biblioteca Nacional, o acervo das duas instituições está sendo digitalizado e colocado à disposição do público na internet. São milhares de títulos dos dois países, incluindo jornais e revistas, que podem ser acessados a qualquer hora do dia, de qualquer lugar do mundo. A expectativa é atrair cerca de 100 mil acessos por mês.

O material está reunido no portal Biblioteca Digital Luso-Brasileira (http://bdlb.bn.br), disponível a partir de hoje (10), com mais de 2 milhões de documentos, sob domínio público, de várias épocas e gêneros. Entre eles, a primeira edição de Os Lusíadas, de Luís de Camões, de 1572, e a Carta de Abertura dos Portos, de 1808, assinada pelo príncipe regente, Dom João de Bragança, quatro dias após a chegada da família real à Salvador.

“É a primeira iniciativa a reunir coleções de língua portuguesa, preservando o material – porque, no momento que você digitaliza, você evita o manuseio do original – e o mais importante, democratizando o acesso”, disse a coordenadora da biblioteca, Angela Bettencourt.

O acervo da Biblioteca Luso-Brasileira conta também com obras de 30 instituições de Portugal e mais 20 do Brasil, incluindo o Real Gabinete de Leitura, fundado por imigrantes portugueses no Rio, em 1837. O prédio é tombado pelo Instituto do Patrimônio Estadual.

Esta é a primeira vez que bibliotecas de países de língua portuguesa se juntam para disponibilizar seus acervos conjuntamente e buscam se igualar a outras iniciativas mundiais. Na Europa, a Biblioteca Digital Europeia – Europeana, tem o maior acervo digital do mundo, com mais de 53 milhões de títulos entre livros, desenhos, pinturas, mapas, vídeos e fotos.

De acordo com a coordenadora, o próximo passo é integrar acervos de países de língua portuguesa de outros países e o primeiro deve ser Moçambique. “Eles já vieram aqui fazer um estágio e, provavelmente, serão os primeiros a se juntar nesta iniciativa”. A Biblioteca Digital Luso-Brasileira foi concebida em software livre.

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br

Leitura é hábito de 56% da população, indica pesquisa

Em média, brasileiros dizem ter lido 2,54 livros nos últimos três meses - Arquivo/José Cruz/Agência Brasil
A leitura é um hábito de 56% da população brasileira, segundo pesquisa divulgada hoje (18) pelo Instituto Pró-Livro (IPL). Para ser considerado um leitor, pela metodologia do estudo, é necessário ter lido ao menos um livro nos últimos três meses. Ao todo, foram ouvidas 5 mil pessoas em todas as regiões do Brasil, entre 23 de novembro e 14 de dezembro de 2015. Em relação aos dois últimos estudos feitos pela organização, o percentual de leitores variou pouco, eram 55%, em 2007, e 50% em 2011.

Em média, os entrevistados disseram ter lido 2,54 livros nos últimos três meses, sendo 1,06 do começo ao fim. Entre os que têm o hábito da leitura, a média é de 4,54 livros no período, com 1,91 inteiro.

Para o presidente do IPL, Marcos da Veiga Pereira, a falta de tempo e o tamanho dos esforços necessários para difundir o hábito dificultam a ampliação do número de leitores. “Tanto na educação quanto na área cultural, o investimento é muito grande e de longo prazo”, ressaltou. “Na escola você tem que ter um investimento no professor, na biblioteca escolar e no mediador de leitura. A gente precisa trazer esses programas, como o convívio com os autores”, sugeriu.

Segundo Pereira, esse deve ser um trabalho conjunto e desenvolvido por entidades do setor privado, organizações não governamentais e o Poder Público.

Preferências

Entre os leitores, 42% disseram ter o hábito de ler a Bíblia. Em seguida, entre as leituras frequentes, aparecem os livros religiosos, os contos e os romances, com 22% da preferência do público. Os livros didáticos são habituais para 16% da população e os infantis, para 15%.

As bibliotecas ganharam espaço como local de leitura. Em 2007 e 2011, esses locais eram usados por 12% dos leitores. Na nova versão da pesquisa, referente a 2015, 19% dos entrevistados que costumar ler disseram usar a biblioteca para essa atividade. No entanto, a casa ainda é o principal local de leitura, utilizado por 81% dos leitores. Em seguida vem a sala de aula, com 25% da preferência dos leitores.

Apesar de 77% dos leitores terem dito que gostariam de ter lido mais, 43% disse que não o fez por falta de tempo. Entre os que não tem o hábito da leitura, 32% alegou a mesma razão para não se aproximar dos livros. Outros 28% disseram simplesmente que não gostam de ler e 13% que não tem paciência.

O percentual das pessoas que disseram não ter problemas para ler caiu de 48%, em 2007 e 43%, em 2011, para 33%, em 2015. Entre os que têm dificuldades, a limitação com maior número de menções é a falta de paciência (24%), em seguida estão os acreditam que leem muito devagar (20%) e os que tem problemas de visão (17%).

Edição: Luana Lourenço - Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br

domingo, 29 de maio de 2016

Fã de Clarice Lispector chora ao se sentar junto à estátua da escritora no Rio

Rio de Janeiro - A educadora ambiental Elisabeth Carvalho, com a mãe Léa Carvalho, visitam a estátua da escritora Clarice Lispector no Leme - Fernando Frazão/Agência Brasil
A emoção de estar tão próxima da escritora pela qual ficou encantada quando tinha 14 anos de idade levou às lágrimas hoje (15) a educadora ambiental Elisabeth Carvalho. Ela saiu cedo de Vila Isabel, na zona norte da cidade, com a mãe, Léa, para conhecer a estátua de Clarice Lispector – inaugurada nesse sábado (14), no Leme, zona sul do Rio de Janeiro. “É uma paixão de tantos anos”, destacou. Aos 14 anos, Elisabeth gravou parte da obra de Clarice intitulada Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres. “[O livro] fala que a gente deve viver, apesar de. E ultimamente, eu estou repetindo isso muito, que a gente deve viver, apesar de; que a gente deve amar, apesar de”, contou Elisabeth.

A ideia de homenagear Clarice Lispector, que morou no Leme durante 12 anos, partiu da professora de literatura Teresa Monteiro, biógrafa de Clarice, e foi encampada, entre outras pessoas, pela atriz Beth Goulart, que representou a escritora no teatro. Juntas, elas fizeram um abaixo-assinado para que a estátua de Clarice, com o cachorro Ulisses, fosse erguida. “Foi um conjunto de forças, união de várias pessoas”, conta Teresa.

Quando o artista Edgar Duvivier foi convidado para esculpir a estátua, como não havia patrocínio, ele produziu 40 miniaturas de Clarice com o cachorro que foram vendidas para admiradores da escritora, conseguindo assim o dinheiro necessário. “Hoje, nós temos a estátua de Clarice e de Ulisses. Está sendo um sucesso”.
Rio de Janeiro - Estátua da escritora Clarice Lispector e seu cão Ulisses, no Leme (Fernando Frazão/Agência Brasil) Fernando Frazão/Agência Brasil
A professora Teresa Monteiro promoveu por nove anos o passeio guiado O Rio de Clarice, que percorria os caminhos da escritora pela cidade, da Tijuca ao Leme. No Jardim Botânico, Teresa conseguiu criar o Parque Clarice Lispector, onde os bancos homenageiam a escritora ucraniana, naturalizada brasileira, com frases de sua autoria, entre as quais "Sentada ali no banco, a gente não faz nada: fica apenas sentada deixando o mundo ser".

Teresa mudou-se para o Leme há dois anos e pretende retomar os passeios guiados a partir de julho, após entregar à editora o livro que está finalizando sobre os caminhos de Clarice Lispector na cidade. Como a estátua é mais um incentivo, ela espera que os passeios voltem a ser frequentes. No Leme, o passeio começa na banca de jornal do Zé Leôncio, na Rua Gustavo Sampaio, 223, também conhecida como Sebo Clarice Lispector, e segue até o Caminho dos Pescadores Ted Boy Marino, onde a estátua foi colocada.

“O projeto não visa só a cultuar a memória da escritora Clarice Lispector, mas a fazer esse vínculo com a cidade, com a cidadania”, ressaltou Teresa. Para a biógrafa, a estátua da autora significa trazer cultura para as pessoas, com ações educativas. “É muito mais amplo; é o olhar do cidadão; é colaborar para a cidade ter mais arte.”

Clarice Lispector

Nascida na Ucrânia em 1920, Clarice Lispector é considerada uma das escritoras brasileiras mais importantes do século 20. Seu primeiro romance – Perto do Coração Selvagem – foi publicado em 1944. No ano seguinte, a escritora ganhou o Prêmio Graça Aranha, da Academia Brasileira de Letras (ABL).

Em 1960, publicou seu primeiro livro de contos, Laços de Família, seguido de A Legião Estrangeira e de A Paixão Segundo G. H., considerado um marco na literatura brasileira. Reconhecida pelo público e pela crítica, em 1976, recebeu o prêmio da Fundação Cultural do Distrito Federal, pelo conjunto de sua obra. No ano seguinte, publicou A Hora da Estrela, seu último romance, que foi adaptado para o cinema, em 1985. Clarice Lispector morreu de câncer, na véspera de seu aniversário de 57 anos.

Edição: Talita Cavalcante / Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br

Estátua de Clarice Lispector é a 1ª de uma artista mulher no Rio

Foto: Agência Brasil
O escultor Edgar Duvivier fez uma escultura de Clarice Lispector (1920-1977), inaugurada no último domingo (15), no bairro do Leme, zona sul do Rio de Janeiro. Trata-se da primeira estátua de uma artista mulher no Rio.

Produzida pelo escultor Edgar Duvivier, ela está localizada no Leme, perto ao Posto 1, local onde ela morou por 12 anos.

A ideia de homenagear Clarice partiu da professora de literatura Teresa Monteiro, biógrafa de Clarice. Com apoio da atriz Beth Goulart, que representou a escritora no teatro, organizaram um abaixo-assinado para que a estátua de Clarice, juntamente com o cachorro Ulisses, fosse erguida. “Foi um conjunto de forças, união de várias pessoas”, conta Teresa à agência Brasil.
Foto: Agência Brasil
Para financiar a escultura, foram vendidas miniaturas de Clarice com o cachorro, também produzidas por Edgard. Ele e seu filho Gregorio desembolsaram R$ 90 mil do próprio bolso.

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br

sábado, 28 de maio de 2016

Entrevista com Paulo Luís Ferreira, autor do livro Século XXI

Paulo Luís Ferreira é natural de Recife/Pe. Nascido em 17/07/1953. Viajou para São Paulo em 1973 no intuito de estudar artes dramáticas. Perambulou por diversas escolas e grupos de teatro. No entanto, a lei da sobrevivência falou mais alto. Voltando assim, a trabalhar como fotógrafo, sua profissão nata. Quando começou sua peregrinação pelo Brasil, fotografando para Cartões Postais. No ano 2000 sofreu um grave acidente, pelo qual ficou inabilitado na especialidade de seu trabalho. Hoje é Professor de Geografia e História. Como escritor, escreveu para teatro, e ganhou o “Prêmio Estímulo à Literatura” pela Sec. de Cultura de S. B. do Campo, com o conto “Minha Família Querida”; e “O Escritor”, pela Faculdade do Paraná. Outros contos foram publicados pela Revista Literária “Tantas Letras” e “Ponto e Contraponto”. Monitorou diversas Oficinas Literárias. É autor do Romance, “Um Suco de Laranja sem Açúcar com Hortelã”

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Paulo Luís Ferreira
Paulo Luís Ferreira: Em um tempo de minha vida, (cerca de 25 anos) passei viajando de ônibus, barcos, trens... Por esse Brasil adentro, tomando “chá de banco”, em rodoviárias, aeroportos, hotéis... Nesses entrementes lia e escrevia tudo o que me era vivido, assistido e ouvido. Quando no ano 2000 sofri um acidente aéreo, em um monomotor, a trabalho. No período de (cerca de 30 meses) de convalescência passei a copilar meus escritos, dando-lhes alguma forma. Ao me recuperar das enfermidades, passei a participar de várias oficinas literárias, onde ganhei alguns prêmios. Tomei gosto. Então, hei-me aqui, anunciando meu livro de contos, e um romance já escrito.

Conexão Literatura: Você é autor do livro "Século XXI" (Clube de Autores). Poderia comentar?

Paulo Luís Ferreira: Século XXI é um conjunto de contos, cujo tema, necessariamente diga respeito única e exclusivamente ao século que vivenciamos, no entanto está impregnado com suas mazelas, sejam elas pelas incompreensões humanas, sejam pelos distúrbios pessoais de cada indivíduo, os quais fazem parte do cotidiano deste mesmo século. Isso dito ora de forma melancólica, ora com humor, ora com o trágico. Sendo o psicológico o mais contundente fator de sentidos das personagens.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do seu livro especialmente para os nossos leitores?

Paulo Luís Ferreira: O remorso é o maior delator de um crime. Faz dias que eu não como e não durmo. O remorso dói como uma ferida aberta a sangrar pelos móveis, pelo teclado do computador, de onde escrevo agora. Pelas pernas, encharcando as meias de sangue. Eu fico olhando as paredes que eram brancas, vendo imagens que correm de lado a outro. Quando deparo com manchas de escarlate seiva desenhando a cara dela. Caminhando de cabeça para baixo pelo teto. A boca aberta. A língua, ora serpenteando, ora estirada, tesa. Apontando para mim, acusando-me. Falando coisas terríveis dentro do meu ouvido. Eu mando que cale a boca, mas ela não cala. Estou com a boca seca, o peito mole doendo. Difícil é engolir a noite, mastigá-la e sentir seu gosto amargo. Ouvir a campainha tocando sem parar. A angústia fazendo do desespero uma faca silenciosa cortando as fatias do medo e saber que serei a próxima vítima de mim mesmo.

Conexão Literatura: Para quem você indicaria a leitura de "Século XXI"?

Paulo Luís Ferreira:  “Século XXI” têm contos para todos os gostos: são contos repletos de: humor, tragicomédia, libidinagem, surrealismo, sonhos, pesadelos, inconformismo e incógnitas. Embora, aconselhável para depois dos 14 anos. Porque o ministério da cultura adverte: contêm cenas picantes.

Conexão Literatura: Como os interessados deverão proceder para adquirir o seu livro?

Paulo Luís Ferreira: Pela internet: Através do Clube de Autores, site: www.clubedeautrores.com.br (Clique aqui), e ainda pelo Google e Facebook – pelo título ou nome do autor

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Paulo Luís Ferreira: Em construção mais um livro de contos e um romance curto, (novela).

Perguntas rápidas:

Um livro: “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, de José Saramago.
Um (a) autor (a): Rubens Fonseca.
Um ator ou atriz: Matheus Nastergale
Um filme: ½ Noite em Paris
Um dia especial: Dia de meu nascimento.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Paulo Luís Ferreira: Se o alimento alimenta o corpo, a leitura alimenta a mente.  Então leia: SÉCULO XXI .
E que esta divulgação realize o primordial para um escritor: ser lido, opinado, criticado.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Escuridão total sem estrelas


"Escuridão total sem estrelas" traz ao leitor quatro contos sombrios que giram em torno da vingança. Se tratando de King é claro que o leitor encontrará muito suspense, dramas, mistérios e escuridão em todos os contos.

O primeiro conto, "1922", traz ao leitor a história de Wilfred e seu filho Hank que para não abrir mão dos 100 acres que Arlette, esposa e mãe, quer vender, cometem um crime. Os dois matam e jogam o corpo da mulher em um poço. O que Wilfred, calculista e inteligente, não imaginava é que sua mulher voltaria para assombra-lo.

O segundo conto, "Gigante do Volante", conta o trauma vivido pela escritora Tessa Jean que, depois de dar uma palestra sobre seu livro e pegar um atalho para casa foi violentada, estrupada e quase morta por um cara. Movida pela raiva, nojo e medo ela traça seu plano de vingança e irá até o fim.

O terceiro conto, "Extensão justa", traz o drama  de Dave Streeter que está com câncer em estado avançado e tem apenas alguns meses de vida. Em um dia, passeando de carro, ele avista um homem que diz vender extensões de todos os tipos. Achando que o cara é louco, ele pede uma "extensão de vida", o "louco" aceita, mas para que dê certo Dave precisa passar o mal para alguém. Ele terá grandes surpresas, boas para ele, mas ruim para outra pessoa.

O terceiro e último conto, "Um bom casamento", traz a história Darcy Anderson e Bob Anderson. Eles são casados a muitos anos, tempo suficiente para que um casal saiba tudo sobre a vida um do outro. Será mesmo? Darcy procurava por um pilha para o controle da TV e resolveu ir até a garagem para pegar, foi aí que sua vida virou de cabeça para baixo. Ela descobre um segredo de Bob e verá um lado sombrio do marido, dela, da vida.

Os quatro contos de King, são tão sombrios como a capa. O leitor encontrará quatro fatos que mostram a reação de pessoas ao sofrerem um trauma, um drama ou até mesmo quando precisam tomar uma decisão difícil.

Poucos autores conseguem prender os leitores com contos grandes, mas se tratando do mestre do terror já podem imaginar que a escuridão das páginas os fará ler rápido para encontrar a luz novamente e, talvez, só encontre no posfácio.

Autor: Stephen  King
Páginas: 390
Ano: 2015
Editora: Suma de Letras

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Entrevista com Carol Bonacim, autora do livro Operação Arcádia

Carol Bonacim é formada em Direito pela Universidade de Ribeirão Preto, e há dois anos, iniciou sua carreira como escritora, ao redigir a primeira obra “Operação Arcádia”, um romance-policial narrado em quatro etapas, e que promete surpreender o leitor com a similitude da atual realidade política, social e econômica brasileira, sem, contudo, perder o encanto e o charme de um lindo conto de amor vivenciado pelos protagonistas.

Casada e amante da prática de esportes, ela divide o tempo entre se dedicar à escrita e à leitura de obras literárias, assim como à corrida de rua e ao boxe. Redigida de forma ímpar, “Operação Arcádia” promete arrancar o fôlego de quem aprecia uma eletrizante trama de ação, uma hilariante comédia, e uma inesquecível história de amor.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Carol Bonacim: Bom, informo que sempre gostei de escrever; quando era adolescente acostumava redigir alguns textos extracurriculares e mostrá-los para o meus professores de redação, e isso sempre me rendeu bons comentários. Sou amante dos livros, e considero-me bastante eclética, pois vario muito os gêneros das obras de acordo com o meu estado de espírito; por exemplo, atualmente estou lendo uma obra que enfatiza o autoconhecimento e a meditação, porém, assim que terminar meus estudos, devo ler outros dois livros que deixei previamente separados na minha estante, e as obras pertencem aos autores Agatha Cristhie e Marcelo Rubens Paiva.
Corolário foi no ano de 2013 que comecei, de vez, a desenvolver o hábito da escrita e pôr à prova minha criatividade e imaginação; foi nesta época que surgiram as manifestações populares no Brasil pedindo atenção e melhorias nos direitos básicos dos cidadãos, na qualidade de vida, e justiça para todos. No transcorrer desta revolução, comecei a elaborar textos, diálogos e crônicas que traduziam o descontentamento geral da nação para com a política nacional, e quando percebi, já tinha criado o primeiro volume de Operação Arcádia.
Digo que minha obra prima foi um alento para o meu espírito incitado pela revolta e desejoso por justiça, além de ter se revelado numa fonte de terapia para os problemas pessoais e profissionais que enfrentava no período. Desde então, nunca mais parei de escrever, e Operação Arcádia evoluiu, tornando-se a maior obra retratada em forma de quadrilogia. 

Conexão Literatura: Você é autora do livro "Operação Arcádia", uma obra com mais de 600 páginas. Poderia comentar?

Carol Bonacim: Operação Arcádia é um romance policial que retrata com similitude o atual panorama social, político e jurídico brasileiro. A obra retrata a saga da delegada federal Diana Toledo, responsável por comandar uma unidade da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRCOR) da Superintendência da Polícia Federal da cidade de São Paulo. Ela começa a acompanhar os rastros de uma grande e poderosa quadrilha de tráfico internacional de entorpecentes, e para apurar o envolvimento de alguns suspeitos, a delegada viaja para Brasília, (DF) onde participa de um evento social, e conhece o galante e jovem empresário Leonel Foster Castilho, por quem começa a nutrir fortes sentimentos.
Durante a investigação, Diana consegue aprisionar três importantes colaboradores do tráfico, despertando a ira do chefe da organização criminosa. Assim, a policial se torna o alvo de uma emboscada, e se fere gravemente durante um tiroteio, sem esperanças de sobreviver ao ataque. Diana fica surpresa com a chegada repentina de Leonel que consegue resgatá-la; seguem para uma ilha paradisíaca no Município de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Ao recobrar os sentidos e retomar a consciência, Diana descobre, em meio a grandes revelações, a existência de uma intensa e avassaladora paixão, vivenciando-a ao lado do empresário espanhol. Todavia, para que possam ficar juntos, os amantes precisarão sacrificar o amor que os une, a liberdade, e, quiçá, a própria vida, tudo em prol do enfrentamento do poderio desenfreado do chefe do crime organizado; um político muito influente que não medirá esforços para destruí-los, bem como extinguir, de uma só vez, o curso da Operação Arcádia.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo demorou para escrever esse livro?

Carol Bonacim: Sou amante de histórias policiais, gosto de analisar os meandros das investigações, os meios utilizados para a captação das provas, os recursos e as tecnologias empregados para o deslinde do crime, gosto de pesquisar o tipo de poderio bélico usado tanto pelos mocinhos quanto pelos fora da lei e, sobretudo, sou fã da inteligência policial desenvolvida para a conclusão dos trabalhos investigativos.
Tive a oportunidade de experimentar, na prática, como se dá a persecução de toda trama investigativa, a apuração dos crimes e o detalhamento deles por meio dos inquéritos policiais e termos circunstanciados. Nesta época, além de estudante de direto, estagiava no Ministério Público do Estado de São Paulo, e por isso tive acesso aos autos criminais que corriam na sede do juízo, bem como as investigações em curso na própria delegacia.  Creio que foi a partir deste período que a paixão e o respeito pela instituição policial surgiram, e desde então, sempre me mantive antenada com a atuação das corporações tanto nos Estados, como na União. No entanto, os crimes e apurações que mais aguçam meus sentidos e curiosidades são os investigados pela Polícia Federal, corporação esta que, cá entre nós, de uns tempos pra cá, vem só fisgando peixes enormes!
Sempre acompanho os caminhos das operações através de jornais, revistas, televisão, e ainda aprofundo meus estudos com a pesquisa feita no site oficial da instituição envolvida no caso. Há anos que sigo a atuação das policias judiciárias no combate ao crime, desvende de mistérios e atuações operacionais, e, portanto, tornou-se muito fácil para eu criar uma trama policial envolvendo crimes hediondos, equiparados, corrupção e colarinho branco. Em apenas um ano e meio consegui redigir os três volumes de Operação Arcádia, e para isso, usei minhas tardes disponíveis, madrugada, finais de semana e feriados, momentos estes que pude testar minhas habilidades e executar a minha imaginação tão aguçada e à flor da pele.  Pouco mais de seis meses depois, Operação Arcádia - Missão Delta ficou pronto, ocasião que finalizei a jornada da nossa querida delegada federal.
Mesmo sendo obras vastas e extensas, a quadrilogia Operação Arcádia foi elaborada de forma ímpar, pois abusei e inovei na estrutura textual e gramatical, ao usar a linguagem coloquial e sotaques regionalizados, tudo para tornar o texto atrativo, objetivo e intrigante. Confesso que este abuso tem me rendido bons frutos, porque estou recebendo um feedback incrível!

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do seu livro especialmente para os nossos leitores?

Carol Bonacim: Eu poderia citar várias passagens, pois, modéstia à parte, a obra foi elaborada de uma forma bem simples, contudo, detém um forte poder de atração e captação da atenção dos leitores, tornando-os ligados e curiosos para seguir acompanhando o desfecho da história. Entretanto, como meu espaço é diminuto, escolhi as duas passagens a seguir; elas demonstram, ao meu ver, toda essência e magia de Operação Arcádia:

Página 295: “ (...) A jovem correu para dentro do avião, e olhou atentamente para cada fileira de bancos, bem como na cabine, e nada, até que ao olhar por uma janela, notou os outros dois bandidos correndo pela pista. Ela voltou para a parte traseira da aeronave com o fim de alcançar a pista e abordar os fujões, momento em que sentiu uma pegada em seu tornozelo direito, o que a fez cair no chão. A  delegada bateu a cabeça em algum objeto e sentiu um pouco de tontura. Porém, tal fato não foi empecilho para que ela revidasse. Ainda deitada sobre o chão, a policial começou a chutar o rosto do bandido com força, contudo, ele não largava a perna dela. A federal localizou sua arma à frente, a 9mm, e se esticou ao máximo para poder pegá-la. Ao alcançar a pistola, a destravou e alvejou o bandido. Ela atirou cinco vezes no rosto do homem, instante que ele finalmente soltou as pernas dela; estava morto.
A delegada se levantou e correu para fora do avião. Ela iniciou uma perseguição aos outros meliantes, que naquela altura, já estavam muito distantes dela. A policial começou a correr, e corria o máximo que conseguia. “Porque não vim de tênis!”, ela lamentou. Por mais confortável e segura que fosse a coturno dela, o sapato tinha um pouco de salto, e isto dificultava um pouco em uma corrida de velocidade. A jovem conseguiu avistar os fugitivos tentando entrar em outro avião, foi quando sua equipe chegou, e os rendeu.”

Página 550/551: “(...) A delegada sentou na areia, e em seus braços segurou o pequeno Pitágoras, enquanto Leonel, Fernando, Martin, e uma leva de afilhados do piloto caíram na água. A policial olhou para o mar e viu que todos se divertiam, brincavam, sorriam e gritavam; estavam felizes. Ela sentiu um contentamento fora do normal, como nunca havia sentido antes. Por uns segundos, ela fechou os olhos e respirou fundo; sentiu-se leve, única e feliz. Depois, a federal começou a fazer uma breve reflexão de tudo que havia acontecido, desde o início da operação em Brasília, passando pelo tiroteio e, finalmente, o seu encontro com Leonel e o amor que haviam descoberto juntos naquele lindo lugar paradisíaco. A moça olhou para o homem amado e o admirou. Ela o viu brincar com as crianças, e percebeu como ele era amoroso e gentil com elas; os infantes o adoravam. A delegada chegou a pensar se tudo aquilo que ela estava vivendo era real, e se ela era merecedora de tanta felicidade. Na ilha, Diana se descobriu, ela pôde ser ela mesma, sem máscaras e sem defesa, e quem a ajudou a se descobrir fora Leonel, o grande amor da sua vida.”


Conexão Literatura: Para quem você indicaria a leitura de "Operação Arcádia"?

Carol Bonacim: Indico O.A para todos os sonhadores, batalhadores, idealizadores, aqueles que visam um mundo melhor, que buscam uma vida digna, justiça social, equidade, paz, amor, esperança, que acredita na fé ao próximo, no companheirismo, na amizade, na temperança, e para os que defendem a permanência dos laços familiares. A série Operação Arcádia está acessível a todos, desde a pessoa mais simples e humilde, ao mais elegante e culto. A obra não esbarra em fronteira social, econômica, política ou mesmo religiosa; ela é uma ficção geral e abrangente, que se amolda perfeitamente ao nosso cotidiano, seja na semelhança da convivência familiar dos personagens, na cumplicidade existente entre os agentes policiais, o respeito e consideração ao próximo, pela busca incessante da verdade, na preservação de amizades genuínas, e pelo sentimento de amor em essência vivenciado pelos protagonistas, que são duas pessoas diferentes, pertencentes a mundos e culturas distintos, mas que, mesmo sob todas as divergências, se completam e se amam na forma original do Ser. 

Conexão Literatura: Como os interessados deverão proceder para adquirir o seu livro e saber mais sobre o seu trabalho literário?

Carol Bonacim: O primeiro volume de Operação Arcádia está disponível para venda, tanto no formato físico, (papel), como no digital, (e-book), nos sites da Livraria Cultura (www.livrariacultura.com.br), Chiado Internacional (www.chiadoeditora.com) e Amazon (www.amazon.com.br)
Para saber mais sobre esta subscritora, deixar algum recado, conselhos, sugestões, críticas, reclamações, e elogios, seguem os endereços virtuais do Facebook (www.facebook.com/caroline.oliveirasouza); Twitter (www.twitter.com/karollak2); Skoob (www.skoob.com.br), Blog (www.carolbonacim.blogpost.com)  e Site (www.carol-bonacim.simplesite.com)

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Carol Bonacim: Sim, existem vários projetos, e espero que todos eles se concretizem num futuro não muito distante, mesmo sabendo que o processo de edição e de publicação envolve um investimento de alto custo, e é bastante burocrático.
O próximo livro a ser lançado, ainda sem data prevista, é Operação Arcádia 2 O acerto de contas Parte I, onde continuo a descrever a trajetória da delegada federal Diana Toledo no enfrentamento dos crimes, na captura dos criminosos, na defesa da lei e da ordem. Entretanto, as aventuras da valente delegada não param por aí; segue a continuação dessa gigante narrativa nas obras conseguintes: Operação Arcádia 3 – O acerto de contas Parte II, e Operação Arcádia 4 – Missão Delta, o último livro da série.
No momento atual, finalizo mais um romance, mas desta vez, não abordo temas policiais e nem histórias carregadas de ação e aventura; trata-se de um enredo que relata o envolvimento amoroso de uma moça da elite branca paulistana, com um rapaz negro residente numa comunidade carente da capital paulista. É um conto cheio de intrigas familiares, que aborda temas como o preconceito racial e social, a marginalização dos negros e dos mais pobres, o momento de vitória e superação dos oprimidos, além da descrição de uma bela história de amor aflorada em meio a tantas adversidades.
A imaginação desta autora vai além; há muitas outras invenções e obras, tanto em planejamento como em execução, mas estas somente serão reveladas no momento oportuno.

Perguntas rápidas:

Um livro: Vidas Secas
Um (a) autor (a): Graciliano Ramos
Um ator ou atriz: Raul Cortez/ Adriana Esteves
Um filme: Piratas do Caribe/ Tropa de Elite
Um dia especial: O dia que segurei meu livro (Operação Arcádia) pela primeira vez!!

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Carol Bonacim: Aproveito a oportunidade para dizer que recentemente estive na cidade de Cabo Frio, no Estado do Rio de Janeiro, onde recebi um prêmio como Personalidade 2015, na categoria Artes Literárias, bem como tive a honra de tornar-me membro correspondente do douto colégio de artistas. Foi um evento muito especial e glamuroso, repleto de gênios e mestres de todas as esferas da Arte, e na ocasião, tive o privilégio e a chance de conhecer um grande escritor e artista, que numa roda de prosa, me deu o seguinte conselho: “Escreva com o coração, com seu sentimento. Seja você, seja autêntica e genuína. O poder da criação é infinito, e todos somos capazes de construir os mais belos textos e artes. Acredite no seu potencial, no seu valor, não desanime nas dificuldades, siga sempre sua intuição e jamais desista dos seu sonhos.”.
O conselho serviu para reafirmar e constatar a minha forma de ser, de pensar, de lutar e conquistar. É com o coração, com as sensações, com a mente aberta, com amor e compaixão ao próximo que escrevo, e assim espero permanecer até que minhas forças esmoreçam, quando restará apenas meus ideais e ideias transcritos numa folha de papel. Acredito que este é o verdadeiro e único caminho para que todos nós, artistas, alcancemos a gloria e a dádiva de sermos lembrados por muitas gerações.
Gostaria de aproveitar o momento, permissa venia, para agradecer ao senhor Ademir Pascale e a toda equipe Livro Destaque pela entrevista, atenção, confiança, e pela oportunidade conferida de divulgar quem sou e o meu trabalho.

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