domingo, 9 de agosto de 2020

Roberta Calderini e o livro "Você é Poder"

Roberta Calderini - Foto divulgação
ROBERTA CALDERINI é Terapeuta Quântica Junguiana com formações nacionais e internacionais nos mais diversos campos de cura e expansão da magnitude do Ser Humano em toda a sua completude, visando a inteireza do ser. Autora do livro "Você é Poder".

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores sobre o seu trabalho como Terapeuta?

Roberta Calderini: Sou Terapeuta Quântica Junguiana, uno o que existe de mais inovador em cura quântica, com formações nacionais e internacionais nos mais diversos campos de cura e expansão do potencial do Ser Humano visando a saúde e bem estar físico e psíquico.

Conexão Literatura: Você é autora do e-book “Você é Poder”. Poderia comentar?

Roberta Calderini: O livro Você é Poder é fruto do meu desenvolvimento pessoal, profissional e minha experiência em atendimentos clínicos. Você é Poder tira a pessoa de um lugar de vítima sustentado pelos seus programas limitantes inconscientes formados ao decorrer de sua vida e herdados de seus ancestrais, para um lugar de Poder sobre si mesmo e sua vida. A nossa criança ferida cria a nossa realidade e não temos ciência de como somos reféns de nossas próprias dores inconscientes.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu e-book?

Roberta Calderini: As minhas pesquisas são frutos de inúmeros cursos e livros, mas irei destacar o trabalho do Dr. Ryke Geerd Hamer, médico nascido na Alemanha e responsável pela Nova Medicina Germânica, também destaco a tese da Ciência do Início da Vida de Dra. Eleanor Luzes e a Psicologia Junguiana de Carl Jung. 

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do seu e-book especialmente para os nossos leitores?

Roberta Calderini: Todas as pessoas de que nos aproximamos e tudo o que acontece ao nosso redor são instrumentos para a nossa cura e autoconhecimento. Tudo é baseado em programas em nosso campo quântico, que interfere no campo quântico de outros por sincronicidade, então manifestamos em sincronicidades ao redor.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu e-book e saber um pouco mais sobre o seu trabalho com a Terapia Quântica Junguiana?

Roberta Calderini: O leitor poderá adquirir o meu e-book pelo site www.voceepoder.com.br/ebook , conhecer mais o meu trabalho pelo site www.robertacalderini.com.br e me seguir na rede social instagram @robertacalderini em que posto muito conteúdo de desenvolvimento pessoal.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Roberta Calderini: Existem sim, estou escrevendo um novo livro e pretendo oferecer cursos on-line baseados no livro Você é Poder.

Perguntas rápidas:

Um livro: P.D. Ouspensky, Psicologia da Evolução Possível ao Homem, Ed. Citadel
Um (a) autor (a): Candance Perth
Um ator ou atriz: Robin Willians
Um filme: O turista espacial
Um dia especial: O nascimento do meu filho Noah.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Roberta Calderini: Muito obrigada pelo trabalho maravilhoso que vocês realizam e a oportunidade de divulgar o meu trabalho, tenho uma missão especial em levar a cura quântica para um maior número de pessoas espalhando amor, esperança e iluminando sombras. Obrigada.

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sábado, 8 de agosto de 2020

No livro "O Samurai e o Guerreiro Interior", o escritor e empresário, Ivan Maia, explica como ferramentas práticas podem ajudar a conviver com os mais variados tipos de indivíduos

specialista em comportamento humano ensina estratégias para lidar com as pessoas

Dinheiro, fama, viagens, status social e vários diplomas pendurados na parede. Tudo isso é muito importante. Mas se você não tiver inteligência emocional para lidar com pessoas – principalmente as de temperamento difícil – o caminho para o sucesso será mais árduo e a realização na vida profissional e, também pessoal, tende a ficar ainda mais distante. O que a maioria das pessoas não sabem é que, antes de lidar com os outros, é preciso aprender a lidar com você mesmo em primeiro lugar!

Isso é o que ensina o especialista em comportamento humano, empresário e escritor, Ivan Maia, no livro O Samurai e o Guerreiro Interior, publicado pela Luz da Serra Editora. Com mais de 20 anos de experiência em cursos e palestras sobre relacionamentos interpessoais, o estrategista reuniu tudo o que sabe neste lançamento. E o autoconhecimento, segundo o escritor, é o primeiro passo para tratar com maestria diferentes tipos de pessoas.

“A prática desta fantástica ferramenta abre portas, produz imensos resultados, altera destinos, remove barreiras, transforma corações e comportamentos, e permite aos que a utilizam ir aonde as pessoas comuns jamais chegarão. Através da compreensão sobre as outras pessoas, nos aproximamos mais e mais do Autoconhecimento. É impossível prejudicar alguém sem fazer o mesmo a si próprio; o contrário, portanto, é igualmente verdadeiro.” (O Samurai e o Guerreiro Interior – P.88)

Neste livro, Ivan fornece ferramentas e técnicas para que todos aprendam a lidar consigo, para que compreendam o que está sentindo e, com domínio total das emoções, saber conviver com o próximo de maneira harmoniosa. 

Dividido em sete capítulos o livro com 216 páginas, o especialista em comportamento humano percorre o conceito de inteligência emocional com o objetivo de ajudar as pessoas a promoverem uma mudança interna, como uma espécie de guia para que o Samurai e o Guerreiro que habita em cada um seja descoberto.  O maior presente que essa leitura pode trazer é, em pouco tempo, entender o poder do Samurai e a bravura do Guerreiro Interior para, enfim, trilhar o tão esperado caminho do sucesso.

Título: O Samurai e o Guerreiro Interior
Subtítulo: Um guia prático para lidar com todos os tipos de pessoas
Autor: Ivan Maia
Editora: Luz da Serra Editora
ISBN: 978-85-64463-93-6
Preço: R$ 59,90
Número de Páginas: 216
Formato: 16x23cm
Link de pré-venda: Amazon

Sobre o autor: Ivan Maia é empresário, Estrategista Empresarial, NLP Practitioner pelo IDPH, Treinador Emocional e especializado em aprendizado in- consciente, escritor e palestrante. Desde 1998 seu trabalho tem sido focado na formação de sucessão empresarial, formação de líderes e mentoria emocional, ajudando pessoas a serem mais felizes nas 7 áreas de suas vidas. Amante das artes marciais orientais, especialmente das que tiveram origem no Japão, costuma usar em todas as suas obras os princípios das mesmas para ilustrar seus ensinamentos.

Instagram @ivanmaiaoficial
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sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Autor/Editora: divulgue hoje mesmo o seu livro. Mostre a sua obra para os leitores


Divulgue hoje mesmo o seu livro. Mostre o seu trabalho para os leitores:

VEJA O QUE ENGLOBA NO PACOTE DIVULGAÇÃO PARA AUTORES:

1 - Entrevista com o autor
a) - A entrevista será publicada no site da revista: www.revistaconexaoliteratura.com.br
b) - A entrevista também será publicada em uma edição da revista digital Conexão Literatura
OBS.: a entrevista é elaborada via e-mail e inclui foto do autor + capa do livro.

2 - Divulgação nas Redes Sociais
a) - Divulgaremos a entrevista em nossa fanpage com mais de 108 mil seguidores: clique aqui
b) - Divulgaremos a entrevista em nosso Instagram com mais de 8 mil seguidores: clique aqui
c) - Divulgaremos a entrevista em nosso Twitter com cerca de 40 mil seguidores: clique aqui

Bônus
a) Publicação do release do livro (ou sobre o trabalho literário do autor) em nosso site: www.revistaconexaoliteratura.com.br
b) Divulgação da página do release em nossa fanpage com mais de 108 mil seguidores: clique aqui
OBS.: o autor envia o release pronto + imagens para nós. No release o autor poderá incluir a sinopse do livro, links de venda, biografia do autor, foto do autor, capa do livro, redes sociais, comentários de quem já leu, etc.

VALOR PROMOCIONAL DO PACOTE DIVULGAÇÃO:
Apenas uma única parcela de R$ 100,00

A PROMOÇÃO É POR TEMPO LIMITADO, ENTÃO GARANTA JÁ A SUA DIVULGAÇÃO

DIVULGAMOS LIVROS FÍSICOS (IMPRESSOS) E DIGITAIS (E-BOOKS, LIVROS NA AMAZON, WATTPAD, ETC). 

PODEM USAR ESSE PACOTE DIVULGAÇÃO: ESCRITORES, ROTEIRISTAS, ILUSTRADORES, REVISORES, CAPISTAS, ETC.

OBS.: Pode ser pago via depósito, doc ou transferência para nossa conta no Bradesco. Também aceitamos cartão de crédito. Caso opte por cartão de crédito, enviaremos a solicitação de pagamento através do site PayPal, que é fácil e seguro.

Além de escritores do Brasil, também divulgamos autores portugueses.

INTERESSADOS É SÓ ENTRAREM EM CONTATO. ESCREVA NO ASSUNTO DO E-MAIL: "TENHO INTERESSE NO PACOTE DIVULGAÇÃO". 
* ESCREVA PARA: ademirpascale@gmail.com ou contato@livrodestaque.com.br

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Artigo: A Importância do Direito Autoral para as Obras Literárias e Traduções

Cristian Brayner - Foto divulgação
Autor: Cristian Brayner
Conselheiro do Conselho Federal de Biblioteconomia. Pós-doutor em História, doutor em Literatura pela Universidade de Brasília, mestre em Ciência da Informação e graduado em Biblioteconomia, Direito, Tradução, Filosofia e Letras (Língua e Literatura Francesas). Foi agraciado com o Prêmio Casa de las Américas. 

Recentemente a Universidade Estadual do Ceará realizou a 1. Semana de Propriedade Intelectual. Essa experiência nos trouxe uma certeza serena: a de que toda discussão envolvendo direitos autorais deve incluir o profissional bibliotecário. Afinal, antes mesmo das questões de autoria se tornarem matérias de interesse no campo jurídico, nós, bibliotecários, já nos debruçávamos sobre esse objeto. É muito fácil comprovar a nossa precedência e expertise nesta seara. Primeiro, se é de praxe estabelecer 1710 como o nascimento do direito autoral, ano que passou a vigorar o Copyright Act, editado pela rainha Ana, da Inglaterra, séculos antes os bibliotecários já dominavam um arsenal de ferramentas destinadas a garantir legitimidade as fontes de informação, como os conceitos de fonte primária, secundária e terciária, e um objeto semiótico extremamente complexo intitulado de catálogo, forjado, também, a partir da descoberta de quem gerou a informação, seja um livro ou um tuite. Segundo, incide sobre a biblioteca pública uma multiplicidade, e é o equipamento cultural mais popular do país, o que a torna particularmente relevante no tema dos direitos autorais.

Ressalto a relevância do direito autoral no âmbito das bibliotecas. Primeiro é necessário reconhecer que a legislação impactou fortemente a atuação de nossas bibliotecas. Nas últimas décadas criamos inúmeros mecanismos de produção, cópia e acesso eletrônico de documentos, bem como estratégias de migração de suportes de informação, o que nos afetou, seja bibliotecários, usuários ou instituições aos quais nossas bibliotecas estão vinculadas. Pensemos no balcão de referência e seus desafios diários: posso reproduzir para a minha biblioteca o romance Ponciá Vicëncio, da Conceicao Evaristo, em formato braile, sem a autorização prévia da autora? Posso produzir um catálogo fotográfico ilustrando os bustos e outras esculturas espalhadas por Brasília sem o aval do Governo do Distrito Federal? Incorro em violação aos direitos autorais se fizer uso de uma música durante a mediação de leitura numa biblioteca escolar? Há problema em encenar uma peça teatral infantil gratuita na biblioteca comunitária se o autor da mesma não permitir? E a reprografia de textos monográficos e artigos, está liberado?

Por isso, precisamos todos desenvolver a competência em informação em direitos autorais, conhecendo as vedações, e sobretudo, as possibilidades. No Brasil, o direito autoral, ramo do Direito que trata do uso de bens intelectuais, envolve dois direitos: os direitos patrimoniais, que autorizam seu titular a explorá-la economicamente; e os direitos morais, que incluem três direitos ao autor: ser sempre referido como o criador da obra, manter uma obra inédita ou retirá-la de circulação, e modificar sua obra ou vetar qualquer modificação a ela. Ambos são regulamentados pela Lei n. 9610/1998, alterada pela Lei nº 12.853, de 14 de agosto de 2013, inspirada na Convention de Berne pour la protection des œuvres littéraires et artistiques, assinada em 1886.

Além da Lei e da Convenção citadas, merece ser destacada, ainda, três outras normas internacionais: a Convenção Interamericana sobre os Direitos de Autor em Obras Literárias, Científicas e Artísticas, de 1946, que trata da proteção das tipologias de obras entre os países de nosso continente; a Convenção Universal sobre o Direito de Autor, publicada 1952, que estabelece a tutela de obras publicadas e não publicadas em um país, segundo a legislação do local na qual esteja sendo utilizada; e a Convencão de Roma, de 1961, que garante direitos a outros participantes além do autor que contribuíram para a concepção de uma obra, independentemente de sua natureza. Quanto a obras digitais, que estão ganhando grande espaço em nossas instituições, merecem ser destacadas duas legislações: o Trade-Related Aspects of Intellectual Property Rights, de 1994, que abarca a proteção para programas de computador e compilações de dados, e a WCT Copyright Treaty, de 1996, que equaliza as legislações vigentes ao universo digital.

O conhecimento dessa legislação nos ajuda a estabelecer uma relação adequada com nossos usuários, editores, fornecedores e empregadores, evitando problemas nas esferas ética e judicial. Abordemos algumas questões envolvendo a chamada Lei de Direitos Autorais. A Lei n. 9610/1998, embora longa, totalizando 115 artigos, sequer cita a figura da biblioteca, ou seja, as bibliotecas não estão livres das restrições envolvendo direito autoral. Nesse sentido, há, em tese, uma série de limitações as bibliotecas em oferecer determinados serviços, como a reprografia de obras de seus acervos, ou o uso de e-books.

Primeiro, a lei legitima uma prática tradicional entre os bibliotecários, a saber, a citação direta e indireta, ressaltando a necessidade de referenciar a fonte (art. 46, III). Outra questão de maior impacto é a possibilidade de se executar uma música ou encenar uma peça teatral nas dependências de uma biblioteca escolar para fins didáticos, desprovida de pretensão comercial (art. 46, VI). A reprodução de obras bibliográficas me parece ser um dos mais polêmicos. Como a figura da biblioteca sequer é citada na Lei, as restrições acabam nos alcançando, bem como as lacunas explícitas do ato normativo. Por exemplo: um usuário pode reproduzir um capítulo de livro por meio de máquina reprográfica? No Japão, isso só é possível com a autorização do autor. No Brasil, a Lei estabelece não constituir ofensa aos direitos autorais “a reprodução, em um só exemplar de pequenos trechos, para uso privado do copista, desde que feita por este, sem intuito de lucro.” Portanto, a reprografia de obras bibliográficas é possível, desde que atenda a dois quesitos: não tenha o lucro como finalidade, e se restrinja a “pequenos trechos”. O termo em questão é desgraçadamente vago, trazendo dor de cabeça para quem atua em bibliotecas, particularmente as universitárias. De todo modo, não há dúvida de que a utilização integral de obras intelectuais sem a respectiva autorização do autor, ainda que com pretensões pedagógicas, fere os direitos autorais. Portanto, não há que se falar em blindagem das bibliotecas quanto a proibição de se reproduzir na íntegra obras de seu acervo.

Notamos, infelizmente, que o bibliotecário brasileiro se equilibra numa corda bamba: de um lado ele se depara com o texto constitucional, que garante a todos os brasileiros o direito de acesso à informação (artigo 5, inciso XIV), direito à educação (artigos 6 e 205) e o direito à cultura (artigo 215), e do outro, os direitos autorais assegurados pela Lei n. 9.610/98. A colisão normativa, nesse caso, é explícita. O que podemos fazer?

Em primeiro lugar, garantir o direito dos usuários à informação a partir dos dispositivos legais da Lei supracitada, em particular a reprodução de itens bibliográficos em formato adequado para deficientes visuais, sem pretensão comercial (art. 46, I, d) e a reprodução reprográfica ou em outro meio de “pequenos trechos” de obras bibliográficas para uso individual, sem fins de lucro;.

Segundo, avançar na discussão em prol de uma nova proposição legislativa que contemple as particularidades de nossas bibliotecas, em particular no ambiente digital. Sugiro algumas:

Que a permissão de “representação teatral e a execução musical [...] para fins exclusivamente didáticos” não se restrinja ao espaço da escola, mas contemple a biblioteca, independentemente de sua tipologia;
Que se estabeleça de forma inequívoca o limite da reprodução reprográfica de obras de seu acervo;
Que se preveja a reprodução de obras raras e de fora de circulação, independentemente do formato;
Que se determine o fornecimento de cópia reprográfica de obras esgotadas ou artigos de revistas cientificas em formato impresso;
Que se discuta, com urgência, a criação de novos direitos para as bibliotecas em prol da coletividade, como o uso de obras órfãs e materiais protegidos por direitos conexos e a importação paralela.
Enquanto não avançamos no universo normativo, podemos valorar os chamados Recursos Educacionais Abertos (REA), termo cunhado pela UNESCO e que abarca um conjunto de materiais voltados para o ensino, pesquisa e aprendizagem, em suporte digital ou outros, estando sob domínio público ou podendo, ainda, serem divulgados sob licença aberta. O primeiro passo, nesse sentido, é conhecer as licenças Creative Commons, que permitem aos detentores de copyright, ou seja, autores de conteúdos ou detentores de direitos sobre estes, abdicar dos seus direitos de criação em favor do público.


Sobre o Conselho Federal de Biblioteconomia.

O Sistema CFB/CRB é composto pelo Conselho Federal de Biblioteconomia e pelos Conselhos Regionais de Biblioteconomia. O objetivo do Sistema CFB/CRB é atuar em prol da sociedade brasileira por meio da sua principal missão: fiscalizar o exercício profissional do bibliotecário, cuja operacionalização é feita pelos Conselhos Regionais. Para o Sistema CFB/CRB um país aparelhado com bibliotecas contribuirá na formação de cidadãos esclarecidos, críticos e participativos, condição sine qua non para o progresso de uma nação.
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quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Diferentes culturas e felicidade viram tema de exposição fotográfica


Exposição "As Caras do Brasil" proporciona reflexão no Shopping West Plaza

  O Shopping West Plaza, em parceria com o fotógrafo e sócio da PICT Estúdio, Marcello Garutti, recebe a exposição “As Caras do Brasil” até o final de agosto.

  O artista, que percorreu o Brasil em uma moto em busca de um novo olhar sobre a diversidade sociocultural do nosso país e o conceito de felicidade, transformou sua viagem em imagens de cidadãos de diversas regiões, que foram fotografados enquanto respondiam à pergunta “O que é felicidade para você?”. O resultado desse passeio do sul ao norte do país se transformou em uma belíssima exposição que chega neste mês ao empreendimento.

  O intuito da mostra é proporcionar uma reflexão sobre a diversidade física, étnica e cultural encontrada em todos os cantos do país, trazendo à tona esse assunto tão importante para todos. Entre as fotos que retratam paisagens e momentos espontâneos, será possível também conferir informações e curiosidades sobre todo o caminho percorrido pelo artista. O projeto completo e o livro com as imagens podem ser conferidos no site www.ascarasdobrasil.com.

  A exposição tem cerca de 40m² e está localizada na Praça de Eventos, bloco B, piso térreo do empreendimento. A atração gratuita pode ser conferida até o dia 30/08. Para a realização da mostra, todas as medidas de segurança e higienização continuam sendo rigorosamente seguidas pelo shopping, assim como o controle de fluxo de clientes.

Serviço
Exposição As Caras do Brasil
Quando: Até o dia 30/08
Horário: Das 16h às 22h
Local: Praça de Eventos - bloco B, piso térreo
Mais informações Exposição Caras do Brasil: www.ascarasdobrasil.com
Endereço: Av. Francisco Matarazzo - Água Branca, São Paulo - SP
Mais informações Shopping West Plaza: pelo site www.westplaza.com.br/ ou pelo telefone (11) 3677 4236.

Exposição gratuita 

Sobre Shopping West Plaza
Inaugurado em 1991, o empreendimento da Zona Oeste de São Paulo é um dos principais centros comerciais da região. Administrado pela rede Aliansce Sonae, o shopping é referência pelas modernas lojas, um refinado polo gastronômico e serviços diferenciados.
Com um mix de 200 lojas, o centro de compras conta com 7 salas de cinema, 12 restaurantes e 25 operações na praça de alimentação. Um Boulevard Gastronômico soma quase 40 mil m² em área aberta e arborizada, interligando os três blocos do shopping, oferecendo ao cliente opções de gastronomia como Jeronimo Burger, Pecorino Bar e Trattoria, L’Entrecôte de Paris, Temakeria e Cia., Padaria St. Etienne, Outback Steakhouse, Johnny Rockets.
O empreendimento conta ainda com a comodidade de mais de 1,9 mil vagas de estacionamento.
O Shopping West Plaza segue também o conceito de petfriendly, onde animais de estimação são sem bem-vindos.
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Autor lança curta-metragem de seu próprio livro


Militante de causas LGBTQIA+, autor nacional busca por representatividade em livro e levanta reflexões sobre depressão

Com histórias escritas desde a infância, por meio de poesias, Andrew Oliveira teve a oportunidade de lançar o seu primeiro livro durante a adolescência, onde reúne seus versos e estrofes na coletânea chamada Santuário. Porém, foi pela história de “Vazio da Foma”, lançado em 2020 pela Skull Editora, que o escritor produziu um curta-metragem experimental e alcançou um público maior.

Na história acompanhamos Frey lidando com duas fatalidades: uma depressão severa e a Sombra, uma entidade que pode assumir a forma de qualquer coisa. Ele vive no Porto das Oliveiras ao lado do seu esposo Jacinto e uma filha adotiva chamada Lírio. Nas cenas produzida por Andrew, acompanhamos um momento cerimonioso entre o protagonista e a Sombra.

O curta-metragem experimental foi filmado em 2019, as gravações começaram em setembro durante uma semana em Jericoacoara (CE), no decorrer de sua estadia, o escritor fez vários experimentos enquanto, simultaneamente, também já preparava e executava as filmagens. Ele interpretou a Sombra, enquanto seu amigo Lucas Bergamini, ator e cineasta, viveu Frey.

Formado em Cinema e Audiovisual em Belo Horizonte (MG), Andrew tomou partida escrevendo o roteiro, dirigindo, montando figurinos e trabalhando na direção de arte. Durante as filmagens, algumas pessoas ficaram curiosas e se reuniram para celebrar o momento, rendendo um momento incrivelmente bonito e íntimo para o autor.

“Numa das tardes um grupo de rapazes parou para me assistir. Eu estava em cima de rochedos, dançando com o figurino da Sombra. Quando voltei para a praia, me rasgaram de elogios, ajoelharam-se à minha frente, beijaram-me as mãos. Foi a ocasião mais inusitada e bonita que já passei, aquela veneração exacerbada.”, disse em entrevista.

O curta-metragem está disponível no Youtube, ele tem o mesmo título que o livro. Em “Vazio da Forma”, Andrew Oliveira se propõe a nos apresentar uma história de romance dramático com traços de realismo mágico, na qual levanta representatividade e questões LGBTQIA+ em um casal homoafetivo, mas também trabalha com assuntos voltados para depressão, onde compartilha um pouco das suas experiências com a doença.

Assista ao curta-metragem:


Sobre o livro
Frey, um depressivo pintor atormentado por uma entidade chamada A Sombra, precisa encarar o desaparecimento de sua filha Lírio, lhe catapultando numa imersão de memórias enquanto tenta manter as rédeas do seu casamento com Jacinto, e iniciando além da busca pela filha perdida, uma maneira de recuperar a sua fé nas Três Irmãs, as deusas matriarcais de sua terra natal.

Sobre o autor
Andrew Oliveira, 26 anos, natural de Macapá (AP), onde morei até concluir o ensino médio. Fiz faculdade de Cinema e Audiovisual em Belo Horizonte (MG), no Centro Universitário UNA, me graduando em meados de 2015. No ano seguinte me mudei para São Paulo, para trabalhar com fotografia e com meus outros projetos pessoais. Escrevo desde criança e em minha terra natal lancei um livro de poesias intitulado Santuário, que elaborei na adolescência. Antes de chegar em Vazio da Forma escrevi vários materiais, da poesia à forma romanesca, durante alguns anos, até que a minha escrita se lapidasse. Sou apaixonado por Gabriel García Márquez e Elena Ferrante. Meu diretor favorito é Pedro Almodóvar e a cor que mais amo é azul.

Ficha técnica
Autor: Andrew Oliveira
Páginas: 230
Formato: 16x23
Ano: 2020
Preço: 35,00
ISBN: 978-85-xxxxx-xx-x

Links de compra:

Redes sociais
Instagram: @deirdremayfair

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Hudson Santos e o livro A Palavra Soprada

Hudson Santos - Foto divulgação
Começo com uma notícia, apenas para vibrar com o livro. Jaccques Derrida conta que o amigo e filósofo Emmanuel Levinas, quando falava ao telefone, costumeiramente sofria imensa angústia a cada instante de silencio e não-resposta do outro, situação que levava-o a recuperar a fala com um “alô?alô?” entrecortando as frases, por vezes até mesmo no meio delas. O relato consta num belíssimo livro sobre adeus. Em todo seu discurso, mas de modo especial nesse trecho – que poderia passar por contingente, a depender das forças de conversa com o texto, Derrida faz ecoar a ambígua presença do amigo para quem a verdadeira vida sempre esteve ausente. Ainda ambiguamente, o filósofo Derrida fala para recuperar a voz do amigo diante o terrível aniquilamento (se morrer for isso), fala para assumir o “alô, alô?”, junto com pessoas tocadas pela falta de Levinas. Talvez, o pequeno trecho seja um poema da ética, uma escrita para sustentar a linha com o outro lado. Talvez seja esse o ponto, escrever a anatomia de um corpo na sustentação de tal linha, uma poética.
O autor de “A palavra Soprada” é meu amigo, alguém que diz “alô?alô?” integralmente. Ao telefone, durante uma conversa, aos golpes de um filme ou, enquanto expoente da poética do cuidado, entre as falas de outro, alô?Alô?!
Então, toquemos nesta dimensão, a amizade, a proximidade do Tu, posto que não-ver-diferença-de-princípios-entre-um-aperto-de-mãos-e-um-bom-poema implica mais que partilhar a referente vizinhança com Paul Celan, será preciso gastar a fala até recolher nas unhas “o silêncio feito outra distância”. 

Outra distância, o Tu, a amizade.
Fechamos tantas mesas quanto as que permaneceram fechadas às nossas. Aliás, quem não encontra ressonância entre as mesas fica obrigado a encontrar Fora, no espaço onde Maurice Blanchot /e uma longa linhagem/ escutou fulgurações extemporâneas.
 Fora, o espaço-espesso pela deposição da língua aquém e além do linguajar fantasmagórico de especiarias e especialidades no tempo. A história das matérias, a fixação da poesia brasileira pela pedra, tudo isso formula o dentro (mesmo a dialética de ver ou não a pasma máquina do fundo, é possível ser mestre disso, é possível ter um nome nisso), a palavra soprada esfarela antes e corre com a água do último balde no chão da padaria.
Maurice Blanchot é um nome que se encontra em bibliotecas, tal como Hilda Hilst e Jorge Luís Borges que, se não viveu exatamente Fora, fez crer a própria vida na imagem da Infinita Biblioteca, de onde o mito fundador ocidental seria a Babel de todas e nenhuma língua. O nome Jorge Luís Borges, com a sua biblioteca, faz ironias das técnicas narrativas (as máquinas de guerra, as máquinas de saber, as máquinas biológicas) que preenchem a palavra, meu amigo também. Se você ler vai saber, mesa que começa pelas bordas, ainda por fazer.
 Pode não ser obra do acaso a homenagem “já somos a ausência que seremos” antes mesmo do início do livro. Acontece que Hudson, com precisão-concisão, radicaliza a imagem, não denuncia, mas trabalha e transita no que se pode inferir ser a zona morta da biblioteca, sua parte remissiva, os armários de índices e cadastros, onde nenhuma narratologia gravita, exceto a verificação de que a língua é um atrito contra as rachaduras do edifício e nada mais.
Talvez eu tenha perdido o ponto, acontece. “A Palavra Soprada” não faz reverência, antes convoca as Figuras da Linhagem (Borges, por exemplo) para um gesto de defesa em face a perene desaparição. Alô? Alô? Se você ler ... a mesa tende a aumentar, a começar pelas bordas, meio por fazer.
Se Giorgio Agamben denuncia a des-experiente persona contemporânea como um personagem de desenho animado que atravessa o desfiladeiro correndo que só não cai à medida que não olha para abismo aos seus pés, Hudson faz brotar as peripécias de tantos outros personagens animados que derrubam estantes inteiras para desviar de um radical embate. O gato contra rato, mas ainda – e talvez essencialmente-  embate sem fundo: um rato, vez ou outra, vestir o humano.
Aliás, talvez agora sim o ponto. A radicalidade, estruturas de origem, o primeiro número, será possível isso, exigir início a um poema? Se os poemas concisos deste livro se filiam ao emudecimento, ao modo dos autores assegurados pelo condomínio de marfim, a dimensão que os atesta é exatamente outra, a do testemunho. Trata-se de um livro entre as pessoas, escrito com sangue conforme a linhagem dos poetas que, depois de terem separado a vida crua da vida nomeada, buscaram se livrar da cisão a qualquer custo rezando pela mistura entre poesia experimental e vida experimental. Acontece que a posição ética do autor é de retirada – ele jamais contaria, porque é tímido, porque é da ordem magmática dos poços e dos silêncios.
Luís Felipe Lucena

Abram as janelas e se acomodem no parapeito para ler os poemas de Hudson R. Santos, o leitor que acessar as páginas de “A palavra Soprada”, se deparará com uma poética de extrema densidade, que vai do poema mais extenso a brevidade construída em torno de versos límpidos e imagéticos. Há nos poemas deste breve livro uma metafísica da presença e da ausência de si e do outro, perdas arraigadas a nomes e intuição elevada, serpenteando pela linguagem e indo através do incêndio das palavras sustentar um universo de transitoriedade. Estamos diante de um trabalhador em tempo integral da linguagem cindido em personas, capaz de criar versos como: “Eu me perco no horizonte/de tua face retorcida pelo vento” ou “Eu existo contra mim mesmo/e romãs correm no meu sono” ou ainda versos de uma complexidade e proposições filosóficas grandiosas esmiuçadas pela precisão da voz do poeta: “tu nunca/te tornas/ti mesmo”. Os versos de Hudson transportam uma poética que questiona e pensa o tempo todo: o que é o ser? Como nos deparamos com o outro? Quais os limites da linguagem? O que é existir em um mundo onde habitamos bolhas opacas repletas de faltas, miasmas e de beleza?
Marcelo Torres
Poeta e escritor 

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quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Eldes Saullo, sua obra e a Casa do Escritor, por Cida Simka e Sérgio Simka


Fale-nos sobre você.

Sou escritor, professor e editor. Autor de mais de duas dezenas de livros, meu propósito é ajudar as pessoas a propagarem suas histórias e experiências através dos livros. Nos últimos anos, me dediquei a escrever para quem escreve, publicando conteúdos sobre escrita criativa e analítica, hábitos e métodos para aprimorar a escrita e sobre marketing literário. Desde 2012, tenho publicado um novo livro por trimestre e me tornei um dos autores mais vendidos na Amazon Brasil. Sou pai de quatro filhos, moro em Itanhandu, uma charmosa cidadezinha no Sul de Minas, onde vivo escrevendo e editando livros.

ENTREVISTA:

Você tem mais de vinte livros, a maioria sobre escrita. Fale-nos brevemente sobre eles.

Tenho livros na área de escrita, na qual “O Hábito da Escrita em 21 Dias” é meu livro mais vendido. Nessa área, escrevi para todas as etapas da vida de um escritor. Há livros para antes da escrita, como “Planejando Livros de Sucesso”, para durante, como “Escrevendo Ficção Científica e Fantasia”, “Escrevendo Terror”, “Escrevendo Romances” e “E-book em 48 Horas”, e para depois da escrita, como “Seu Livro no Kindle”, “Capas Que Vendem” e “E-book Marketing”. Em 2019, lancei meu primeiro romance “A Vida é Doce: A História de Imigrantes Italianos em Busca da Felicidade no Brasil do Século XX”. Tenho também livros escritos na área de consciência, na qual uso apenas meu primeiro nome, que são “A Cabala da Consciência” e “Como Transcender no Metrô Lotado” e “A Consciência do Dinheiro”.

Fale-nos sobre sua editora. Quem quiser publicar por ela, quais os procedimentos?

A Casa do Escritor não é uma editora, mas uma consultoria e serviços para autores independentes. Não ganho participação nos royalties do autor, cobro apenas pelos serviços. Assim, o autor tem a qualidade de uma editora tradicional com as vantagens da publicação independente, sem precisar compartilhar seus royalties nem dispor dos direitos autorais. Como é um serviço personalizado, me envolvo pessoalmente com cada livro, limito as vagas a cada edição anual. Para se inscrever para uma vaga, é só acessar o site casadoescritor.com.br, contratar o serviço e enviar o original revisado. Em até dez dias apresentamos três sugestões de capas, depois produzimos o livro e materiais de divulgação, publicamos no formato digital e impresso na conta do autor, no KDP, por exemplo, e eu dou uma consultoria pessoal para o lançamento, impressão e marketing do livro. Além disso, transfiro uma década de conhecimento, pois o autor participante tem direito a três cursos meus – Lance um Livro, Segredos do BestSeller e Amazon para Escritores – e de participar do nosso grupo exclusivo de autores, no qual fazemos promoções conjuntas, avaliações cruzadas e outras atividades para nos promovermos. Desde 2015, a Casa do Escritor já ajudou mais de 80 autores a se autopublicarem com qualidade, sendo que muitos gostaram tanto que repetiram. Já são 120 livros publicados.

E-book ou livro impresso? Qual sua opinião?

Costumo dizer que o leitor pode escolher o melhor formato para ler, mas o autor tem que estar em todos. Quanto mais canais você disponibilizar seu livro, melhor. Particularmente, gosto de ambos.

Fale-nos sobre o livro "O Fabuloso Planejador de Livros para Autores de Ficção". O que o motivou a escrevê-lo?

Não é bem um livro, mas uma espécie de caderno no qual o autor pode delinear toda história antes de começar a escrevê-la. São dicas, instruções, fichas e modelos para estruturar a trama, criar personagens mais verossímeis, organizar os acontecimentos do livro e muitas outras funcionalidades que vão ajudar o autor a escrever o livro com mais foco e agilidade. A motivação nasceu do contato com muitos autores e da percepção de que muitas histórias poderiam ser mais fortes se, antes de começar, a trama tivesse sido mais planejada. Sei que muitos escrevem intuitivamente, mas o planejamento ajuda muito e mais ajuda do que atrapalha.

Como analisa o mercado editorial brasileiro atualmente?

O mercado editorial, como muitas outras mídias, está passando por uma descentralização e democratização. Muitos mitos, como buscar e esperar por uma editora, estão caindo por terra. A publicação independente tem ganhado força e o autor percebe que pode se rentabilizar muito mais se seguir por conta própria com uma parcela maior dos royalties. Hoje temos o poder de nos publicarmos e também de nos promovermos. Através da Amazon e outros meios, um livro pode ser publicado, tanto no formato digital quanto em papel, em até 72 horas. E através da Internet e das Redes Sociais, podemos colocá-lo nas mãos dos leitores que realmente se interessam por ele.

Uma pergunta que não fizemos e que gostaria de responder: “O que você recomenda para quem está começando?”

Cuide do básico: escreva um bom livro, invista em uma produção – capa, formatação, diagramação – caprichada e publique em e-book e papel na Amazon e outros canais digitais. Escreva uma descrição que desperte a curiosidade, colha avaliações positivas e faça pelo menos uma ação de divulgação por dia. Não tem erro. Depois mergulhe no conhecimento e estratégias para promover melhor seu livro. 


CIDA SIMKA
É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019) e O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020). Organizadora dos livros: Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da Revista Conexão Literatura.


SÉRGIO SIMKA
É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e colunista da Revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020).

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terça-feira, 4 de agosto de 2020

Para o jovem e frustrado passageiro, "ele" era apenas um motorista


Sexta-feira, 13 de julho de 2012. 1h00 da manhã:
Um táxi — fuscão preto — cruza a Avenida Paulista sentido centro da cidade. Todas as luzes do veículo estão apagadas, a única fonte de luz vem da ponta do cigarro do motorista, que, com os olhos semicerrados e mãos grudadas no volante, continua seu trajeto, até alguém dar sinal em frente ao Hotel Indian, na Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, altura do nº 200.
O passageiro, um rapaz negro de aproximadamente trinta e cinco anos, óculos fundo de garrafa, camisa manga longa listrada, calça social cinza, cinto preto e tênis branco esportivo, entra e senta no banco traseiro.
— Boa noite! Me leva para a Estação da Luz, quero dar uns rolê por lá e vê cara nova. Sabe cumé, tô de saco cheio da patroa pegando no meu pé. Quando a gente se conheceu era amorzinho pra cá, amorzinho pra lá. Ela me chamava de “bebê chocolate”, sentava no meu colo e fazia aquele amor gostoso. Agora só me maltrata... Como as coisas mudam, não é? Cê é casado?
O motorista continua o seu trajeto calado, de olhar semicerrado e cigarro no canto esquerdo da boca. 
— Ah, beleza, cê num qué fala porque deve passar pelo mesmo que eu, num é? Sabe cumé, tem hora que torra a paciência ouvir reclamação o dia inteiro: já num falei para limpar os pés antes de entrar em casa? Já falei para não deixar a toalha molhada em cima da cama, seu folgado. Agora é hora da minha novela, vai tomar no... o seu jogo do Corinthians. Vai lavar a louça e só lava os pratos? Os copos e as panelas não fazem parte? Vai lavar logo, seu preguiçoso. Vou me separar de você e arrumar um cara rico e que more lá no Morumbi, tô por aqui desse seu salarinho de merda, seu merda. E se tá a fim de transar, vai escovar os dentes. Parece que mataram um gambá aí dentro. Mas transa rápido porque tô cum sono. E não esquece que amanhã tem que ir buscar a minha mãe na rodoviária. Num tô nem aí que você tá sem dinheiro, vai dá seus pulo. Pô, isso é jeito de uma mulher tratar um homem? Cara, num aguento mais. Véi, na boa, cê num conhece algum terreiro bom pra fazê uma macumba pra essa mulher parar de pegá no pé e virá uma santa? Sabe cumé, tipo uma daquelas macumba que faz lavagem cerebral na pessoa. Cê sabe cumé? Sabe cumé? 
O motorista continua o seu trajeto calado, de olhar semicerrado e cigarro no canto esquerdo da boca.  
— Cara, fala comigo. Dá uns conselhos. Cê parece um cara bem vivido... Sabe cumé, motorista de táxi tem bastante vivência nas ruas. Eu já tô quase fazendo uma loucura, pois num sei mais o que fazê. Me ajuda. Sabe cumé, sou homem mas tenho o coração mole. Já cansei de chorar escondido no banheiro. E cadê esse Deus? Canso de rezar e ele nunca me ajuda. E você, acredita em Deus?
O motorista continua o seu trajeto calado, de olhar semicerrado e cigarro no canto esquerdo da boca. 
— Tá certo em não acreditar. Veja em que merda estou? Quem disse que Deus é brasileiro é um viado sem noção. Deus deve vivê nos EUA, sabe cumé, lá eles vive tudo bem, ganha em dólar, comem bacon no café da manhã e tem um monte de feriado para comemorar... Cê gosta de feriado? Cê faz mais corridas em feriado, num é? Acredita que a minha mulher quebrou a minha caneca do Corinthians no último feriado? Só porque eu disse que tava cansado pra lavá roupa. Cara, o que qui tá acontecendo com essas mulher? Elas num quê mais sabê de lavá roupa, fazê comida e nem limpá a casa. Só sabem ficar mandando e mandando. E a sua mulher, manda você fazê as coisa em casa?
O motorista continua o seu trajeto calado, de olhar semicerrado e cigarro no canto esquerdo da boca.
— Tá certo, cê tá trabalhando de madrugada, deve chegar em casa cansadão. Sua mulher deve respeitar você, num é? Num é? Sabe cumé, as veis é muito melhor trabalhá o dia inteiro, cê chega em casa cansadão e vai dormí. A sua mulher deixa você dormi? A minha quando dá na louca fica assistindo Jô Soares e tudo esses programa que passa nas madrugada, Serginho sei lá o quê, uns clip doido, e num me deixa dormí. Véi, na boa, tô cansado pacas dessa vida de merda... Deve se bom ser motorista de táxi, num é? Sabe cumé, ouvi os passageiro, visita lugar diferente, vive passeando e ainda ganha dinheiro. Num é bem assim? Num é?  
O motorista continua o seu trajeto calado, de olhar semicerrado e cigarro no canto esquerdo da boca. 
— Véi, na boa, olhando bem pra você cê parece aqueles cowboy de filme de faroeste. Cumé o nome mesmo daquele ator...? Clint Restwood... Wood... sei lá, algo assim... Cê parece ele, num é? Já não te falaram que cê parece ele? A sua mulher já disse que cê parece ele? Tenho certeza que algum passageiro já disse que cê parece ele, num é?
O motorista continua o seu trajeto calado, de olhar semicerrado e cigarro no canto esquerdo da boca.
— Ah, cê num deve assisti filme, né? Tá trabalhando a noite inteira, num é? Mas deve passar na sessão da tarde. Cê assiste a sessão da tarde? Passa uns filme repetido, mas é bacana. Sabe cumé, faz a gente passa o tempo e cê esquece da vida e dos problema. A minha mulher assiste a sessão da tarde comigo já faz três meses. Tô desempregado e recebendo o seguro desemprego. As veis, quando sobra um dinheirinho, compro uns chocolate pra ela come cumigo vendo os filme. Sabe cumé, ela é chata, mas tá cumigo faz treze anos... Véi, na boa, será qui é por isso qui a gente anda brigando tanto? Treze anos... O número treze dá azar, num é? Num é? Cê acredita nessas coisa?  
O motorista continua o seu trajeto calado, de olhar semicerrado e cigarro no canto esquerdo da boca.
— Entendi, cê deve ser ateu. Num tem nenhuma cruizinha e nenhuma imagem de santo no seu táxi, num é? Motorista de táxi gosta dessas coisa, num é? Ah, menos você que é ateu. Véi, na boa, é bom ser ateu? Eu disse que num acredito em Deus, mas no fundo acredito. Minha família sempre foi muito religiosa. A minha mãe vivia na igreja e o meu pai cantava lá no coro todos os domingos. Aliás, foi na igreja que conheci a Roberta. E a sua mulher, vai na igreja ou é atéia? Véi, na boa, cê já ouviu falar sobre Charles Darwin? Ele era ateu e não acreditava em Deus, assim como você. Ele dizia que a evolução das espécies era uma prova de que Deus não existia. Muitas pessoas diziam que Charles se converteu e passou a acreditar em Deus, isso pouco antes de morrer, mas segundo a minha esposa que lê e estuda bastante, isso é pura mentira. Não passa de lenda urbana. Cê acredita nisso? Cê acha que ele se converteu ou continuou ateu até morrer? Hein, hein?
O motorista continua o seu trajeto calado, de olhar semicerrado e cigarro no canto esquerdo da boca.
— Véi, na boa, sabe cumé, já pensei em me jogar da ponte de Pinheiros. Dizem que quem se suicida num vai pro céu e fica vagando no nada para sempre. Será que isso é verdade? Hein, hein? Ah, mas cê num acredita em Deus mesmo, num é? Mas cê num acredita nem um pouquinho? Hein, hein?
O motorista dá uma freada brusca, fazendo o passageiro parar no banco da frente. Ele desgruda com dificuldade as mãos do volante, deixando pedaços da sua pele grudadas nele. Logo em seguida segura com uma das suas mãos o passageiro pelo colarinho e escancara seus dentes apodrecidos, deixando seu cigarro cair da boca. Seus olhos enfurecidos revelam que ele realmente deixou de acreditar em Deus já faz muito tempo. Estica o seu braço esquelético e com seus dedos longos e magros abre a porta do veículo e chuta o passageiro para fora. Em seguida sai cantando os pneus enquanto solta um grunhido inumano de sua boca demoníaca: — Arrrggh!
O motorista continua o seu trajeto calado, de olhar semicerrado e sem o cigarro no canto esquerdo da boca. Ouvindo apenas o som dos carros que passam por ele, aliviado, olha para o taxímetro parado desde 1985, data em que virou um morto-vivo.
O passageiro, sentado na calçada, percebe que o motorista retornou e o deixou em frente ao Hotel Indian, na Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, local de onde ele saiu. Raciocinando sobre os fatos, ele conclui e fala para si mesmo:
  — Aquele cara entende das coisa. Além de não cobrar pela corrida me trouxe de volta, pois sabe que amo a minha mulher. E com o dinheiro que economizei, vou comprar um maço de flores para ela. Agora eu tenho a plena certeza que Deus existe. AMOR, O SEU BEBÊ CHOCOLATE VOLTOU.



SOBRE O AUTOR

Ademir Pascale é paulista, escritor, digital influencer e ativista cultural. Criador e editor da Revista Conexão Literatura (www.revistaconexaoliteratura.com.br). Membro Efetivo da Academia de Letras José de Alencar (Curitiba/PR). Chanceler da Academia Brasileira de Escritores (Abresc), título entregue por seu trabalho na disseminação da literatura e cultura. Participou em vários livros, tendo contos publicados no Brasil, França, Portugal e México. Autor do livro “O Clube de Leitura de Edgar Allan Poe” (Editora Selo Jovem) e organizador do livro “Possessão Alienígena” (Editora Devir).
Entre em contato: ademirpascale@gmail.com 

LEIA ESSE E OUTROS CONTOS GRATUITAMENTE NO E-BOOK "NOITES SOMBRIAS", POR ADEMIR PASCALE: CLIQUE AQUI.



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Envie o seu poema ou conto para o Concurso Literário "O LEGADO DE EDGAR ALLAN POE"


PARTICIPE DO CONCURSO LITERÁRIO DA ANTOLOGIA "O LEGADO DE EDGAR ALLAN POE", PROMOVIDO PELA REVISTA CONEXÃO LITERATURA E POE'S CLUB

Os 10 (dez) melhores contos ou poemas serão publicados na coletânea digital (e-book) "O Legado de Edgar Allan Poe", tendo como organizador o editor e escritor Ademir Pascale.

Uma parceria REVISTA CONEXÃO LITERATURA (www.revistaconexaoliteratura.com.br) e POE'S CLUB (www.edgarallanpoe.com.br).

Além dos 10 autores selecionados, a coletânea também terá autores convidados, sendo eles: Tito Prates, Roberto Schima, Sérgio Simka, Cida Simka e Míriam Santiago.

REGRAS PARA PARTICIPAÇÃO:

A - Curtir as fanpages dos apoiadores:
- Revista Conexão Literatura: https://www.facebook.com/conexaoliteratura (caso não tenha cadastro no Facebook, siga pelo menos o Instagram)
B - Compartilhar o post do concurso literário no Facebook ou marcar amigos nos comentários da postagem oficial (pelo menos 1 amigo) que possa se interessar pelo concurso literário: Clique aqui

2 - Escrever um conto ou poema do gênero terror (aceitaremos apenas 1 conto ou poema por autor).

3 - A) SE FOR CONTO: até 5 páginas, folha tamanho A4, fonte Times ou Arial, tamanho 12, incluindo título e minibiografia do autor no final do conto (não mande a minibiografia em arquivo separado).
       B) SE FOR POEMA: até 2 páginas, folha tamanho A4, fonte Times ou Arial, tamanho 12, incluindo título e minibiografia do autor no final do conto (não mande a minibiografia em arquivo separado).

4 - Tipo de arquivo aceito: documento do Word (arquivos em PDF serão deletados).

5 - O conto ou poema não precisa ser inédito, desde que os direitos autorais sejam do autor e não da editora ou qualquer outra plataforma de publicação.

6 - Data para envio do conto ou poema: do dia 04/08/20 até 04/10/20.

7 - Envie o material (conto ou poema) somente para o e-mail: contato@edgarallanpoe.com.br , com o assunto: O LEGADO DE EDGAR ALLAN POE

O resultado será divulgado no site www.revistaconexaoliteratura.com.br e nas fanpages dos apoiadores Revista Conexão Literatura e Poe's Club, entre os dias 05/10/20 a 10/10/20.

8 - Nossos critérios para avaliação:
A) - Criatividade;
B) - Seguir todas as regras para participação.
OBS.: Ademir Pascale, idealizador do concurso, disponibilizou para download uma apostila intitulada "Oficina Jovem Escritor", com dicas para quem está iniciando no mundo da escrita. Baixe gratuitamente, leia e pratique: Clique aqui.

9 - NÃO confirmaremos o recebimento do conto ou poema, por favor não insista. Não terá erro se o e-mail for enviado corretamente para nós.

OBS: a participação é gratuita. O e-book O LEGADO DE EDGAR ALLAN POE também será gratuito para os leitores e disponibilizado para download.

Não fique fora dessa. O concurso cultural será amplamente divulgado nas redes sociais.

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João Pedro Portinari Leão expõe todo o drama que passou ao sofrer o ataque de um dos tubarões mais temidos do oceano em autobiografia impressionante chamada "A Isca"


E se a isca for você?

"Não fiquei assustado ou desesperado. Foi matemático, como um mais um é igual a dois. Tive certeza de que iria morrer. Seria rápido e sem sofrimento. O tubarão veio de baixo para cima, do fundo do oceano, e abocanhou minha perna, segurando-a com seus dentes e rasgando minha pele. Em seguida, deu um golpe de corpo, mudando sua direção em 180 graus (...) Vi um pedaço do seu dorso passando na velocidade de uma bala bem na minha frente. Em seguida, sua nadadeira, saindo da água, bateu na minha vela que, ainda nas palmas das minhas mãos, caía sobre nós. Pude ouvir o estrondo da batida — levado pelo tubarão, parti para o que acreditei ser meu último mergulho”. (A Isca – Pág 91).

O trecho é o ápice de uma das histórias reais mais surpreendentes que você vai ler. Sobrevivente a um ataque de tubarão “no quintal de casa”, João Pedro Portinari Leão transmitiu toda a adrenalina em um relato tão emocionante quanto assustador. A Isca, publicado pela editora Edite, mergulha na surpreendente história real do windsurfista e escritor que passou a ser chamado de João Tubarão.

Um acontecimento que poderia muito bem estar no roteiro de um filme de Steven Spielberg. Em 1997, João tinha acabado de voltar de uma viagem de seis meses no Havaí. “Estava com mais coragem do que nunca”, relembra na obra. Ele e um amigo tinham comprado uma prancha de windsurfe e estavam testando até onde poderiam chegar com o “brinquedinho novo”. No dia 20 de abril daquele ano, um domingo véspera de feriado de Tiradentes, João saiu para velejar em condições perfeitas: muito sol e vento em Búzios (RJ).

O que ele não sabia era que aquele dia ideal para praticar seu esporte favorito traria o maior desafio da sua vida: encarar de frente um tubarão-branco de quase quatro metros de comprimento. “Hoje, entendo porque fui atacado por um tubarão-branco no quintal de casa. Invadi o território dele (...). Não respeitei o mar. Achava que era dono dele. Aprendi que não sou dono do mar. Os verdadeiros donos são os peixes”, relata.

A autobiografia, que levou dez anos para ser publicada, é um apanhado das histórias da família de João – sobrinho-neto de Cândido Portinari –, que tem uma relação íntima com o mar. Seu pai, avós e tios praticam pesca submarina e o contato com a praia sempre foi visceral.

Tanto é que mesmo depois do trágico encontro, João não deixou de praticar o esporte e, após mais de sete meses de recuperação, voltou à liberdade que apenas o oceano oferecia. Mas, dessa vez, na presença de um companheiro imaginário, um tubarão-fantasma que o atormentava, mas que não conseguiu vencê-lo.  

Ficha Técnica
Título: A Isca
Subtítulo: Uma história real
Autor: João Pedro Portinari Leão
Editora: Edite
Gênero: Biografia
Idioma: Português
ISBN: 978-85-94209-13-9
Tamanho: 14x20
Páginas: 176
Preço: R$ 24,90 (físico) ou R$ 14,90 (e-book)

Sinopse: João saiu para velejar em um domingo de abril perfeito em Búzios, litoral do estado Rio de Janeiro: sol e muito vento. O que ele não sabia é que aquela véspera de feriado de Tiradentes traria o maior desafio pelo qual passaria na vida: sobreviver ao ataque de um tubarão-branco de quase quatro metros de comprimento. Sentiu uma batida. Em seguida, um puxão violento que rasgando sua perna, o levou para debaixo da água. Não havia dúvida: a morte era certa, rápida e sem sofrimento. Seu último mergulho. Mas, de repente, o tubarão o soltou. João se viu imerso em uma poça de sangue, seu próprio sangue, em mar aberto, a quilômetros da praia. A partir dali começava a velejada mais importante de sua vida. Cada segundo seria determinante na sua corrida para permanecer consciente e vivo!

Sobre o autor: Nascido no Rio de Janeiro em 8 de fevereiro de 1975, João Pedro Portinari Leão vem de uma família de pescadores. Formou-se em Marketing em 2000 e, antes mesmo de receber o diploma, embarcou para o arquipélago de Tuamotu, no coração da Polinésia Francesa. Lá, construiu uma fazenda de pérolas e passou os 12 anos seguintes. De volta ao Brasil, aventura-se no mundo empresarial, pegando fôlego para em breve viver do mar novamente, dessa vez acompanhado da família.

Redes sociais do autor:
Facebook: @aisca
Instagram: @aiscadotubarao
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Primavera Editorial lança "A Mensageira das Violetas", da poetisa Florbela Espanca


A Primavera Editorial está lançando, no Brasil e em versão digital, as obras da poetisa portuguesa Florbela Espanca. O segundo volume da série Bela Flor - "A Mensageira das Violetas" - estará disponível para os leitores a partir de agosto. Em fevereiro deste ano, a editora lançou "Poemas Selecionados".

São Paulo, 4 de agosto de 2020 – O segundo volume da coleção Bela Flor, em homenagem à poetisa portuguesa Florbela Espanca, estará disponível para os leitores de Língua Portuguesa a partir de agosto. Lançado em e-book,A Mensageira das Violetas traz mais de 60 poesias e sonetos de uma escritora excepcional e uma mulher à frente do seu tempo, que transformou um ousado diário íntimo em literatura de excepcional qualidade. O lançamento integra o portfólio digital da Primavera Editorial.   

Uma das marcas da produção literária de Florbela Espanca é o arrebatamento e a linguagem telúrica, elementos com os quais construiu uma obra com forte teor confessional: densa, amarga e triste. A expressão poética – via contos, poemas, cartas e sonetos – é marcada por sentimentos como amor, saudade, sofrimento, solidão e morte, mas sempre em busca da felicidade. São textos que convidam o leitor, sobretudo as mulheres, a refletir sobre o amor, a devoção e o erotismo de uma forma deslocada do tempo. Aliás, a produção literária dessa portuguesa socialmente inovadora, nascida no século XIX, dialoga perfeitamente com as defesas feministas contemporâneas.

Segundo Larissa Caldin, publisher da Primavera Editorial e autora do prefácio, Florbela sempre teve uma necessidade de colocar para fora os próprios sentimentos, o que torna a sua obra tão pessoal e biográfica. “Florbela nunca precisou levantar bandeiras, porque ela em si já era a personificação da emancipação feminina em sua época. É impossível passar incólume à sua obra, que cozinha amor, erotismo e devoção – devoção esta, muitas vezes, submetidas ao amor de um homem, sim, mas sempre consciente em ser uma escolha, não uma imposição”, analisa Larissa.

SOBRE FLORBELA ESPANCA | Florbela Espanca é uma poetisa que já tem poema no próprio nome. Embora ofuscada muitas vezes pela figura de poetas como Fernando Pessoa, foi um dos grandes nomes da poesia portuguesa. Nascida em 8 de dezembro de 1894, na região do Alentejo, Florbela Espanca – cujo nome de batismo era Flor Bela Lobo – é fruto de uma relação extraconjugal entre João Espanca e Antônia da Conceição Lobo, que a registrou como “filha de um pai incógnito”.  Com a morte prematura da mãe, passou a ser criada pelo pai e a esposa, Mariana do Carmo Toscano. O reconhecimento como filha legítima só veio após a morte da madrasta. Com 18 anos, Florbela iniciou o ensino secundário, sendo uma das primeiras mulheres a estudar, o que configurava um escândalo para a sociedade da época. Após se casar, a poeta decide voltar a estudar e ingressa a Faculdade de Direito de Lisboa – era uma das 14 mulheres entre 347 estudantes homens.

Não foram apenas os estudos que tornaram Florbela uma mulher à frente do seu tempo. Em 1921, ela se apaixonou por António Guimarães e decide, então, pedir o divórcio a Alberto, primeiro marido (ela se divorciaria, depois, de Antônio também). Embora o ato tenha sido completamente condenado pela sociedade, Florbela não se importou; não queria seguir os mesmos passos da mãe, pois estava mais interessada em buscar a própria felicidade. Morreu aos 36 anos, de uma overdose de barbitúricos, deixando uma obra da mais alta qualidade literária.

SOBRE A EDITORA | A Primavera Editorial é uma editora que busca apresentar obras inteligentes, instigantes e acalentadoras para a mulher que busca emancipação social e poder sobre suas escolhas. www.primaveraeditorial.com

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EXCLUSIVO: Daniela Arbex e o livro Os Dois Mundos de Isabel, por Cida Simka e Sérgio Simka

Daniela Arbex - Foto divulgação
Nesta entrevista exclusiva, a premiada jornalista Daniela Arbex fala sobre a sua primeira biografia, que narra a história da brasileira centenária que ergueu a voz para ajudar milhares de pessoas: “Os Dois Mundos de Isabel: A Saga da Menina Que Nasceu no Sertão Mineiro, em 1924, e com Apenas 9 Anos Passou a Ver e Ouvir Coisas Que Ninguém Compreendia”.

Sobre Daniela Arbex

Daniela Arbex, 46 anos, é autora do best-seller Holocausto brasileiro, eleito Melhor Livro-Reportagem do Ano pela Associação Paulista de Críticos de Arte (2013) e segundo melhor Livro-Reportagem no prêmio Jabuti (2014). Com mais de 300 mil exemplares vendidos no Brasil e em Portugal, a obra ganhou as telas da TV, em 2016, no documentário produzido com exclusividade para a HBO. Em 2015, lançou Cova 312, vencedor do Prêmio Jabuti na categoria livro-reportagem (2016). A obra aborda a ditadura de uma forma que a história oficial nunca fez. Recentemente, a escritora lançou Todo dia a mesma noite, livro que narra a história não contada da boate Kiss. Uma das jornalistas mais premiadas de sua geração, Daniela tem mais de 20 prêmios nacionais e internacionais no currículo, entre eles três prêmios Esso, o americano Knight International Journalism Award (2010), o prêmio IPYS de Melhor Investigação Jornalística da América Latina (2009) e o Natali Prize, que ela recebeu na Bélgica em 2002. Foi repórter especial do Jornal Tribuna de Minas por 23 anos. Atualmente dedica-se à literatura.  

ENTREVISTA:

Por que resolveu enveredar pelo gênero biografia, sobretudo por uma de conteúdo espírita? 

O jornalismo nos permite navegar por vários gêneros e acho importante sair da minha zona de conforto para mostrar outras faces do meu trabalho. Sem dúvida, minha nova obra vai surpreender o leitor. E eu gosto disso. Quanto à questão do conteúdo espírita é preciso deixar claro que não se trata de um livro espírita. É um livro jornalístico sobre a trajetória de uma mulher espírita que desde os 9 anos de idade se mostrou diferente de todas as outras pessoas. Uma personagem forte e empoderada que lutou uma vida inteira com a única arma que conhecia: o amor. Isso por si só é muito revolucionário, como destacou Caco Barcellos no prefácio do livro.

Quanto tempo levou para escrever o livro?

Levei dois anos e meio entre apuração e escrita. Como minha personagem tem quase cem anos, passei um ano fazendo as entrevistas com ela todas as noites. Em muitas delas, Dona Isabel usava um respirador, já que, em função da idade, hoje experimenta algumas limitações. Foi um ano extraordinário, de muito aprendizado.

Como analisa o país e o mundo diante da pandemia?

Acho que estamos experimentando uma crise sem precedentes, cujas dimensões e efeito ainda serão sentidos. Diante desse cenário, nós, brasileiros, temos tentado nos reinventar. Não será uma tarefa fácil, pois o abismo das desigualdades está cada vez mais profundo.

Como tem sido a receptividade dos seus livros anteriores?

Hoje sou uma das autoras que mais vendem livros reportagem no Brasil. Meus três livros anteriores foram adotados em universidades do país inteiro e isso aumenta a minha responsabilidade em continuar abordando temas socialmente relevantes, porém invisíveis.

Quando seu novo livro estará disponível?

A pré-venda já começou com resultados impressionantes. O livro está disponível pela Amazon, Submarino.com. Americanas.com, livrarias Travessa e Leitura.

Seu site:

Entrevista com Daniela Arbex sobre seu livro “Todo dia a mesma noite - A história não contada da boate Kiss”: 


CIDA SIMKA
É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019) e O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020). Organizadora dos livros: Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020) e Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020). Colunista da Revista Conexão Literatura.

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É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e colunista da Revista Conexão Literatura. Seu mais novo livro se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020).

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