terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Curiosidades do livro de John Green – Tartarugas Até Lá Embaixo

Tartarugas até lá embaixo, novo livro de John Green, foi publicado no Brasil pela Editora Intrínseca (272 páginas). Aza Holmes não está disposta a sair por aí bancando a detetive para solucionar o misterioso desaparecimento de um bilionário chamado Russell Pickett, mas há uma recompensa de cem mil dólares em jogo. Sua destemida e falante amiga, Daisy, quer muito botar a mão nesse dinheiro todo. Assim, as duas vão atrás do único contato que têm em comum com o magnata: o filho dele, Davis.
 
Aos dezesseis anos, Aza ainda não encontrou um modo de lidar com as terríveis espirais de pensamento que se afunilam cada vez mais e ameaçam aprisioná-la. Ela tem transtorno obsessivo compulsivo (TOC).
 
Confira algumas curiosidades por trás do livro: 

O título Tartarugas Até Lá Embaixo 

O nome do livro pode soar estranho, mas tem uma origem. Diz-se na comunidade científica que certa vez um renomado cientista estava dando uma palestra sobre astronomia. Ele falava como a Terra orbita o Sol e como o Sol, por sua vez, orbita o centro de uma vasta quantidade de estrelas a que damos o nome de galáxia. Quando a palestra terminou, uma senhora se levantou e disse que aquilo que o homem havia acabado de falar não tem sentido, pois “o mundo é um prato achatado apoiado no dorso de uma tartaruga gigante”. O cientista questionou onde a tartaruga gigante estaria apoiada e a senhora respondeu que estaria apoiada em outra tartaruga. “Uma tartaruga abaixo da outra. Há tartarugas até lá embaixo.” E isso se explica ao lermos a narrativa contada por Green. A história que dá nome ao livro é relatada por Stephen Hawking em Uma Breve História do Tempo. 

Uma pintura de Raymond Pettibon 

Numa determinada passagem do livro a protagonista Aza fica fascinada com uma pintura de Raymond Pettibon. “Era uma espiral colorida, talvez uma rosa ou um redemoinho. Algum efeito nas linhas curvas fazia meus olhos se perderem na pintura, me obrigando a voltar repetidas vezes do todo para partes menores (...) Tive de me conter para não arrancar o quadro da parede e fugir com ele” – declara Aza.

Raymond Pettibon é um artista que tem pinturas e desenhos, muitos deles em preto e branco.  Nasceu em 16 de junho de 1957 em Arizona – Estados Unidos. Formou-se na Universidade de Los Angeles. Fez parte de uma banda punk chamada Black Fag, formada no sul da Califórnia no ano de 1976. As letras das músicas tratavam de solidão, neuroses e paranoia. A maioria das capas dos discos foi feita por Pettibon. 

TOC – Transtorno Obsessivo Compulsivo 

O TOC caracteriza-se por pensamentos excessivos que levam a comportamentos repetitivos, as chamadas compulsões. Para quem não sabe, John Green, o autor do livro, também foi diagnosticado com tal transtorno. Daí o fato de conseguir tratar de maneira bastante real e autobiográfica a maneira como a protagonista lida com isso. Ele, o autor, teve fases em sua vida, nas quais a doença o impedia de trabalhar e até de se alimentar. Com terapias e remédios, a doença foi controlada. John Green revelou em vídeo: “Tentei criar uma experiência não sensorial de viver dentro da minha espiral de pensamento.” 

Star Wars 

A amiga da protagonista, Daisy, é uma jovem que escreve fanfic de Star Wars. Então, ao longo do livro há várias referências da franquia. Um dos personagens declara: “Star Wars é a religião oficial dos Estados Unidos”. 

Chuck E. Cheese’s 

Chuck E. Cheese’s é o local de trabalho de Daisy, a amiga de Aza Holmes. O restaurante realmente existe. É uma rede de restaurantes dos Estados Unidos, que é conhecida por sua programação infantil, que inclui serviços de pizza, festas, brinquedos e jogos. O site da empresa é www.chuckechesse.com. 

Citações 

O personagem Davis, filho do bilionário desaparecido, costuma postar citações na internet, que são apresentadas em várias partes do livro. Há citações de escritores, como  J. D. Salinger, Charlotte Brontë, William Shakespeare, Terry Pratchett, , Jacqueline Woodson, Maurice Sendak (que além de escrever livros infantis é ilustrador), William James (um dos fundadores da psicologia moderna), entre outros.

Boa leitura!
 
Compartilhe:

RPG: A Bandeira do Elefante e da Arara – Livro de Interpretação de Papéis

Reúna seus amigos e explore o mundo fantástico de A Bandeira do Elefante e da Arara. Crie seu próprio personagem e participe de aventuras ilimitadas no Brasil Colônia. Enfrente as criaturas lendárias que habitam o imaginário popular. Mude a história do país com uma jogada dos dados.

“As sessões de RPG fizeram parte de toda a minha infância e adolescência. Desde os 7 anos tive que me virar nas primeiras sessões, tentando entender o que estava acontecendo. Já aos 14 era mestre de aventuras e bolava dezenas de desafios, encruzilhadas e personagens interessantes. Quase como um laboratório, onde se vive outros tantos papéis, hoje percebo o impacto desta experiência na minha vida.

A simulação de um personagem, dentro de um contexto lúdico, me permite testar e experimentar o que levaria anos e muitos tropeços se fosse na vida real. Tentar viver e sentir o que é ser um herói, um antagonista, um ladrão ou um paladino, todas essas foram oportunidades de colocar em prova aquilo que queria ser como ser humano na vida real. Não pensamos assim com tanta clareza quando jogamos, mas os sentimentos positivos e negativos nos marcam, e influenciam como queremos ser de fato. Se os atos heroicos no RPG me deixam pleno e feliz, isso me faz querer buscar o heroísmo para também construir a minha vida real”.

Saulo Camarotti
Fundador do Behold Studios, estúdio criador dos premiados games Knights of Pen & Paper e Chroma Squad.

Para adquirir, acesse: http://devir.com.br
Compartilhe:

Resenha: Bolerus, de Vanderley Sampaio

O autor Vanderley Sampaio - Foto divulgação
(*) Marcos Fidêncio

Não há como não estabelecer uma relação entre “Bolero” e “Bolerus”. O primeiro é um gênero musical nascido na Europa e depois trazido para a América, em especial para Cuba, onde se misturou com ritmos africanos. Já o segundo é um besouro. Isso mesmo. Um inseto da ordem dos coleópteros. Qual seria então a provocação do autor com tal título? Fazer o nosso pensamento dançar? Colocar um inseto zunindo na nossa cabeça para remexer os neurônios, rearranjando nossas viciadas sinapses, tão acostumadas ao óbvio? Façamos uma síntese: um besouro atrevido, às vezes irritante e desafiador como o grilo falante de Disney ou a mosca da sopa de Raul, que nos tira da nossa cômoda posição e nos faz encontrar novas formas de fazer o pensamento dançar. Talvez seja isso. E não adianta dedetizar!  Também é inútil dormir, que a dor não passa.

Mas vamos ao livro. Em primeiro lugar, julgo necessário estabelecer aqui uma definição acerca do estilo de cada escritor. Trata-se do modo com que as palavras são escolhidas e dispostas na prosa ou na poesia. É como se o autor tocasse uma música e as palavras dançassem de acordo com o ritmo dos sons produzidos por ele. Às vezes uma dança lenta, às vezes acelerada, grave ou aguda, harmoniosa... E, em alguns momentos, ele pode até emitir acordes dissonantes pelos cinco mil alto-falantes das páginas da sua obra. Senhoras e senhores, ele também pode pôr os olhos grandes sobre o mundo para cantá-lo do seu próprio modo aos leitores!

Na obra "Bolerus", primeira reunião de poemas de Vanderley Sampaio, a trilha sonora é fortemente marcada pelo concretismo. Na maioria dos poemas, com destaque para "Pingos nos is" e "Um espinho", isso fica muito claro e pode ser facilmente comprovado na própria diagramação dos versos. Sampaio se preocupa com a disposição espacial das palavras em alinhamentos geométricos, buscando com extrema competência uma forma para veicular a expressão poética, concentrando suas preocupações na materialidade da palavra, nos seus aspectos sonoro e visual, tal qual fizeram Haroldo de Campos, Augusto de Campos e Décio Pignatari, no final dos anos 50, mandando às favas as métricas e rimas tradicionais. Afinal, nem sempre a adequação tem que ser perfeita ao modo de Bilac. Como já disse Caetano, nem tudo é métrica e rima, às vezes é dor! A dor de romper, como faz Sampaio.

Por isso, "Bolerus" tem um leve cheiro de Tropicalismo na medida em que flexibiliza versos, aproveita espaços em branco como parte da significação, transforma as palavras em objetos, explorando a sonoridade e a visualidade. Mas também é deliciosamente contaminado por um sutil sabor de poesia-práxis ao se preocupar com os aspectos semânticos das palavras, fazendo uso de neologismos, decompondo termos, abrindo a possibilidade de múltiplas leituras, levando em conta a capacidade própria de interpretação de cada leitor.

A predominância de um estilo em que conteúdo e forma se enamoram e brigam ao mesmo tempo em cada um dos versos, nos leva a compreender o porquê da escolha de tal canto. Possivelmente, as influências dos estudos semióticos do autor, formado em jornalismo, são sentidas aí. As leituras de Peirce, Pignatari, Umberto Eco e outros grandes pensadores, durante seu período na Unesp (Universidade Estadual Paulista), onde ele concluiu a sua primeira graduação, dão o tom e a partitura para que o poeta torne seus instrumentos afinadíssimos, o papel e a caneta, notadamente em noites solitárias e inquietas, como ele mesmo revela em alguns textos – “Escuridão”, “Sozinho”, “A noite que traiu as águas” e “Carta à Madrugada”, por exemplo – e embale as palavras com tal maestria.

No poema "Semântica", porém, Sampaio dá mostras de que nem só de “gestalt” vivem seus versos ao nos mandar engolir, tirar, jogar ou privar a palavra se não for semântica, ou seja, caso ela não esteja carregada de significado. A psicologia das formas, também apreendida pelo autor em seus estudos unespianos, sugere ao leitor não se ater apenas ao particular da palavra-objeto, mas também ao todo, à imagem produzida, que muitas vezes redunda em figuras geométricas reveladoras. Por outro lado, cada palavra particular tem o seu valor e não pode ser completamente desprezada.

Prova disso está na página seguinte, em "Termo", poema em que ele demonstra que as palavras não devem ser salpicadas ao modo de um saleiro, sem razão, sem destino ou dose certa. Cada termo precisa ser próprio. "E se lhe parecer impróprio, talvez não tenha sido minucioso o suficiente". Ainda bem que, segundo o poeta, generoso com todos os que se arriscam a cantar sem muito critério, "a insuficiência do termo nem sempre prejudica a noite".

Com relação às indagações acerca da minha análise, como amigo e admirador do autor, eu posso garantir que tive o cuidado de tecê-la com o necessário distanciamento. Meus estudos de sociologia neste momento evocam Bordieu: “os circuitos de consagração social serão tanto mais eficazes quanto maior a distância social do objeto consagrado”. Consagro o trabalho de Sampaio pela qualidade, pelo prazer da leitura, pelo compromisso com a seriedade e porque conheço sua trajetória poética, sempre constante e paralela ao oficio de jornalista, que ele igualmente desempenhou com brilhantismo. A poesia acompanha o autor desde a mais tenra idade e tenho certeza de que esse livro é apenas o primeiro de muitos que ainda virão, afinal, eu sei de uma colônia de bolerus que ainda não voaram para as primeiras páginas. Por enquanto, são apenas ninfas em crescimento... Ou, quem sabe, já estão zunindo na cabeça de um certo poeta.

(*) Marcos Fidêncio é jornalista formado pela Unesp (câmpus de Bauru/SP). Também cursou Ciências Sociais na Unesp (câmpus de Marília/SP) e se especializou em Marketing na Univem (Marília/SP).

Sobre o autor
Vanderley Sampaio nasceu em Garça (SP), no ano de 1972. Começou a escrever poesia na adolescência, quando também mergulhou no teatro como ator amador. Jurando que iria voltar, "pediu um tempo" às artes cênicas, para cursar Jornalismo na Unesp, em Bauru (SP). Descumpriu sua promessa e seguiu a vida sem palcos, atuando como jornalista por nove anos e depois como servidor público. Mudou-se para São Paulo (SP) e formou-se em Direito pela USP. Mas a poesia sempre se manteve presente em sua vida. Alguns de seus poemas foram publicados em jornais, sites e nas redes sociais, especialmente no blog Absurtos.

Ficha Técnica
Título: Bolerus
Autor: Vanderley Sampaio
Editora: Scortecci Editora
Edição: 1ª
ISBN: 978-85-366-5355-6
Ano: 2017
Formato: 14 x 21 cm - 120 páginas
Gênero: Poesia brasileira
Preço de capa: R$ 35,00
Faixa etária: livre
Onde comprar: www.absurtos.com.br
Compartilhe:

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

HQ "Rugas", de Paco Roca

Internado num asilo para idosos porque sofre de Alzheimer, Emílio encara a vida comunitária como uma prova difícil de se vencer. Mas ele aceita rapidamente o seu novo ambiente e decide lutar para escapar à decadência que sua doença o levará.

Para o autor, a comunidade do ser-humano lembra uma biblioteca, na qual os livros se empilham em montanhas de papel amarelado, povoadas de sonhos e fantasias.

O desgaste de toda uma vida os cobre de rugas, e alguns veem as letras das suas páginas se apagarem, folha após folha, até ficarem totalmente brancas. Apesar disso as emoções mais intensas sobrevivem, preservadas como um tesouro escondido numa ilha distante.

INFORMAÇÕES
Título original: RUGAS
Roteiro e desenhos: Paco Roca
Adaptação: Leandro Luigi Del Manto
Formato: 20 x 26 cm
Estrutura: 106 páginas coloridas em papel couchê
Acabamento: Capa dura, laminação fosca
Peso: 564 g
Para saber mais: http://devir.com.br/rugas
Compartilhe:

domingo, 21 de janeiro de 2018

Dr. Augusto Cury e algumas de suas melhores citações

Dr. Augusto Cury - Foto divulgação
Dr. Augusto Cury é médico psiquiatra, psicoterapeuta, pesquisador e escritor. Pós-graduado no Centre Medical Marmottan – Paris/França, na Espanha e na PUC de São Paulo. Ao longo de 30 anos de carreira, atuando como psiquiatra, pesquisador e escritor, o Dr. Augusto Cury alcançou o reconhecimento nacional e internacional, tornando-se o autor mais lido da última década, de acordo com o jornal Folha de S. Paulo, revistas Veja e IstoÉ. Seus livros são publicados em mais de 70 países e já vendeu mais de 25 milhões de livros somente no Brasil. Recebeu o prêmio de melhor ficção do ano de 2009 da Academia Chinesa de Literatura, pelo livro - O Vendedor de Sonhos - que ainda em 2016 será lançado como filme nos cinemas.

Dr. Augusto Cury é autor da Teoria Inteligência Multifocal, que analisa o processo de construção dos pensamentos e é objeto de estudo em cursos de graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado nos EUA, Europa e Brasil. Também é idealizador do programa da Escola da Inteligência, e seu Método é utilizado nos cursos da Menthes e da Gênios, empresas que compõem o Grupo Educacional (GEAC), que atua com o objetivo de contribuir na melhoria da qualidade da educação e no desenvolvimento da inteligência socioemocional de crianças, adolescentes, adultos e empresas, além de promover cursos voltados para o desenvolvimento humano.
(Fonte: http://augustocury.com.br)

Citações de Augusto Cury:

1 - Sábio é o ser humano que tem coragem de ir diante do espelho da sua alma para reconhecer seus erros e fracassos e utilizá-los para plantar as mais belas sementes no terreno de sua inteligência.
Augusto Cury

2 - Quando somos abandonados pelo mundo, a solidão é superável; quando somos abandonados por nós mesmos, a solidão é quase incurável.
Augusto Cury

3 - Ser feliz é encontrar força no perdão, esperanças nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros. É agradecer a Deus a cada minuto pelo milagre da vida.
Augusto Cury

4 - A vaidade é o caminho mais curto para o paraíso da satisfação, porém ela é, ao mesmo tempo, o solo onde a burrice melhor se desenvolve.
Augusto Cury

5 - O passado é uma cortina de vidro. Felizes os que observam o passado para poder caminhar no futuro.
Augusto Cury

6 - Violência gera violência, os fracos julgam e condenam, porém os fortes perdoam e compreendem.
Augusto Cury

7 - As grandes ideias surgem da observação dos pequenos detalhes.
Augusto Cury

8 - O maior líder é aquele que reconhece sua pequenez, extrai força de sua humildade e experiência da sua fragilidade.
Augusto Cury

9 - Os que desprezam os pequenos acontecimentos nunca farão grandes descobertas. Pequenos momentos mudam grandes rotas.
Augusto Cury

10 - Uma pessoa imatura pensa que todas as suas escolhas geram ganhos. Uma pessoa madura sabe que todas as escolhas têm perdas.
Augusto Cury
Compartilhe:

Eni Allgayer e a Confraria da Tumba 55, por Sérgio Simka e Cida Simka

Eni Allgayer nasceu em Tupanciretã, mas mora em Sapucaia do Sul (Rio Grande do Sul), cidade que lhe concedeu os títulos de “Cidadã Honorária” e “Cidadã Sapucaiense”, entre outras homenagens. Autora de nove livros: três ensaios históricos (Sapucaia do Sul, enfim uma cidade, 1982, História de Sapucaia do Sul, Mercosul Editores, 1992, Escravidão Negros e Índios – Realidade, histórias e mitos, Rigel, 2005), cinco livros infantojuvenis e um livro de contos. Participa do projeto Autor em Sala de Aula e Autor Presente pelo IEL – Instituto Estadual do Livro, realizando encontros com os alunos, para discussão e avaliação de seus livros, além de palestras motivacionais.

ENTREVISTA:

Fale-nos um pouco sobre seus livros.

Bem, adoro história, e, então, procuro colocar sempre uma pitada dos mistérios do passado em minhas histórias. A história pode ser do Brasil ou mesmo universal.

Como é o processo de elaboração das histórias?

Sou bastante observadora e, geralmente, são os fatos que me inspiram.

Quanto tempo demorou para escrever "Confraria da tumba 55"?

“Confraria da tumba 55” ficou dormindo por cerca de cinco anos antes da sua publicação. Tem época que escrevo muito. Posso escrever uma história em uma semana. Depois deixo os livros amadurecendo, para só então serem relidos e revisados.

Qual o motivo que a levou a escrevê-los?

Escrever para mim é uma forma de diálogo com os jovens. Sei o quanto se interessam por mistérios e busco no real a inspiração para o imaginário.

Para você, o que é ser escritor?

Nunca me imaginei escritora, mas uma contadora de histórias. Minha infância foi povoada por histórias contadas pelos mais velhos (avós, pais e agregados), acho que foi por isso que tomei gosto.
 
Como analisa a questão da leitura no Brasil?

 Viver da literatura no Brasil é praticamente impossível, salvo raras exceções. As pessoas em geral leem pouco, e existe pouco investimento dos governos em projetos literários.

Está escrevendo algum livro no momento? Vai dar continuidade aos caçadores de enigmas?

Atualmente estou trabalhando em um romance histórico que a priori denominei de “A barca que atravessa o rio”. Conta a saga de meus antepassados vindos da Alemanha e a questão dos “mukers”, seita criada pela tia de minha bisavó, Jacobina Maurer, que foi morta com seus sectários pelo exército brasileiro.
Quanto aos caçadores de enigmas já tenho dois livros dormindo: um ambientado em Florianópolis e outro em Torres, Rio Grande do Sul.
       
*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a coleção Mistério, publicada pela Editora Uirapuru.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2106), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017).
Compartilhe:

Resultado do concurso cultural Helsing - Caçadores de Monstros

Saiu o resultado do concurso cultural "Helsing - Caçadores de Monstros". Parabéns aos 3 autores que tiveram seus contos selecionados. Entrevistaremos os 3 autores e publicaremos seus contos na edição de fevereiro da Revista Conexão Literatura. Recebemos mais de 120 contos. Alguns autores escreveram contos muito bons, então não poderíamos deixar de citá-los com uma menção honrosa.

Ainda esse ano promoveremos mais concursos culturais. Fiquem atentos em nosso site: www.revistaconexaoliteratura.com.br e Fange: www.facebook.com/conexaoliteratura
Compartilhe:

sábado, 20 de janeiro de 2018

A Eloin | Educação pela Experimentação Lança o projeto Expedição Literária

Foto divulgação
Despertar na criança o incentivo à leitura por meio da literatura, esse é o objetivo do projeto Expedição Literária

Sabendo do grande desafio dos professores da educação básica em ensinar a leitura para os alunos, não só a decifrar letras, e sim a ter o hábito de ler, o projeto proporciona um repertório diferenciado para os educadores.

Além de aumentar o conhecimento, aprimora o vocabulário e ajuda na construção textual, para isso, motivações são necessárias, já que com o avanço das tecnologias do mundo moderno, cada vez menos as pessoas interessam-se pela leitura.

Encontro com o autor, sessão de autógrafos, contações de histórias, além do contato com uma infinidade de títulos, aliado a um cantinho especial, com foco nos valores humanos, identidade cultural e educação socioemocional.

A iniciativa é destinada aos alunos do Ensino Infantil e Fundamental I, e comandado por ELISABETE DA CRUZ: Pedagoga, especialista em educação transdisciplinar, autora de literatura infantil e infanto-juvenil.

"Queremos fomentar o despertar do hábito pela leitura e incentivar a formação de leitores acompanhados de orientação, para isso, mensalmente selecionamos livros cuidadosamente para os educadores utilizarem em diferentes faixas etárias", diz Elisabete.

O lançamento do 'Expedição Literária' no Ceará será no COMPLEXO CULTURAL SCHOENBERG, que atende a bebês a partir dos 12 meses de idade, crianças, adolescentes e adultos. 

"A nossa missão é oferecer a crianças, adolescentes e adultos uma atmosfera estimulante, agradável, cultural, inclusiva, plural, segura e moderna onde todos possam desenvolver suas habilidades sociais, cognitivas, empresariais, artísticas e acadêmicas em todo seu potencial, ampliando assim sua visão de mundo, abrindo seus horizontes e possibilidades de sucesso em todas as esferas da vida", explica a coordenação da Escola Schoenberg.

Cada vez mais as escolas utilizam de novos métodos educacionais, oferecendo muito mais do que apenas o saber intelectual, dando oportunidade a empresa Eloin de levar às melhores escolas, os melhores projetos.

Elisabete está no Ceará para o lançamento da "Expedição Literária" na sala de leitura Schoenberg. E em breve o projeto viajará para muitos lugares.

A ideia é enviar para as escolas livros mensalmente com resenhas específicas para conteúdos programáticos e material de apoio para educadores.

O projeto ainda contempla encontro com autores para bate-papos, troca de experiências e sessões de autógrafos, além de oficinas com as temáticas dos livros.

"Neste primeiro momento trabalharemos com a faixa etária pré leitor, leitor iniciante e leitor fluente, ou seja, entre 4 e 12 anos", finaliza Elisabete da Cruz.

Para entrevistas, entre em contato.

Sobre os projetos da Eloin: http://www.eloin.com.br/projeto-escola
Compartilhe:

Baixe a Revista (Clique Sobre a Capa)

baixar

E-mail: contato@fabricadeebooks.com.br

>> Para Divulgação Literária: Clique aqui

Ajude a manter a nossa revista. Doe, nossas edições são gratuitas para os leitores!

Curta Nossa Fanpage

Inscreva-se e receba nossas novidades por e-mail:

Anuncie e Publique Conosco

Posts mais acessados

LIVRO DESTAQUE

REVISÃO DE TEXTOS

REVISÃO DE TEXTOS
Revise o seu texto conosco.

Passaram por aqui


Labels