segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Lauren Blakely, autora best-seller que já vendeu mais de 2 milhões de livros, cede entrevista exclusiva à Revista Conexão Literatura

Lauren Blakely é uma das autoras mais vendidas da atualidade, conhecida por seu estilo de comédia romântica picante. A autora reside na Califórnia com sua família e planejou romances inteiros enquanto caminhava com seus cachorros. Possui quatorze best-sellers entre as listas dos mais vendidos do New York Times, EUA Today e Wall Street Journal, tendo vendido mais de 2 milhões de exemplares. Blakely curte vídeos de culinária, comédia e gatos.

Tradução: Ademir Pascale

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia compartilhar com nossos leitores como foi seu início na carreira literária?

Lauren Blakely: minha carreira como escritora começou como jornalista. Pouco depois da faculdade, comecei a trabalhar para várias revistas e jornais, e continuei fazendo isso por quase quinze anos. Ao longo do tempo, eu decidi que a ficção era mais interessante do que a não-ficção, então comecei a escrever romances, e estou muito feliz por estar agradando tantos leitores.

Conexão Literatura: Você é autora do livro "Big Rock"* (Faro Editorial). Poderia comentar?

Lauren Blakely: Big Rock foi uma das minhas histórias favoritas! Spencer é um cara divertido do qual adorei criar sua personalidade. Estou encantada que os leitores estejam gostando da história com um rapaz tão espirituoso.

Conexão Literatura: Como foi sua pesquisa e quanto tempo demorou para concluir seu livro?

Lauren Blakely: Em média, escrevo a maioria de meus romances em cerca de cinco semanas. O tempo de pesquisa varia de acordo com o livro. Eu pesquiso enquanto escrevo, e como a maioria das minhas histórias se passam em Nova York e eu morava lá, foi tudo bem fácil.

Conexão Literatura: Poderia compartilhar um trecho, que considere especial, do livro?

Lauren Blakely: "Os homens não entendem as mulheres. Isso é incontestável. Uma realidade da vida".

Conexão Literatura: Como os leitores interessados ​​devem proceder para comprar seu livro? Como eles podem saber mais sobre você e seu trabalho literário?

Lauren Blakely: os leitores podem encontrar meus livros na Amazon.com, Faro Editorial e em todas as livrarias do Brasil. Para saber mais sobre os meus livros e trabalhos, poderão acessar meu site: http://laurenblakely.com.

Conexão Literatura: Há novos projetos a caminho?

Lauren Blakely: eu tenho muitos títulos para publicar! Espero que os leitores do Brasil gostem do "Mister O", estou entusiasmada com o lançamento. O livro será lançado em 2018 pela Faro Editorial.

Perguntas rápidas:

Um livro: todos do Harry Potter
Um autor(a): amo loucamente Christina Lauren
Um ator ou atriz: adoro Isla Fisher
Um filme: meu filme favorito é Raiders of the Lost Ark (Os caçadores da arca perdida)
Um dia especial: os aniversários dos meus cães :)

Conexão Literatura: Gostaria de encerrar com algum comentário?

Lauren Blakely: Estou emocionada e encantada que os leitores no Brasil estejam conhecendo minhas histórias! Agradeço a Faro Editorial e aos leitores por fazerem isso possível!

*Para saber mais sobre o livro "Big Rock", acesse: faroeditorial.com.br/produto/big-rock-2


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domingo, 20 de agosto de 2017

LEGO, para fãs da série The Big Bang Theory

A LEGO produziu o set The Big Bang Theory, que vem com 484 peças para montar. Na figura podemos notar a sala do apartamento do Sheldon e Leonard, além de seus principais itens, como o sofá, quadro branco, telescópio, etc, além dos principais personagens além dos já citados: Penny, Howard, Raj, Amy e Bernadette.  Um produto excelente para fãs da série, assim como eu.

O legal é que o produto começou a ser vendido também aqui no Brasil e já podemos encontrá-lo até no Mercado Livre, com preços que variam de R$ 469,00 até R$ 1.000,00 a caixa. Também existe a opção de adquirir apenas os personagens por preços bem mais em conta, até por R$ 10,00 cada personagem. Confira: clique aqui.

 
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LEGO, para fãs de quadrinhos

Recriando a ilustração de Joe Shuster, para a capa “Superman Action Comics" #1 - uma das HQs mais raras do mundo -, de 1938, a LEGO produziu este incrível set do Super-Homem. O kit possui 145 peças para montar e foi comercializado no ano de 2015 no stand da LEGO na San Diego Comic Con, por US$39,99, mas parece que foi uma edição bem limitada.

Fontes:
http://blogdebrinquedo.com.br
http://collider.com/lego-superman-comic-con-exclusive/

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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Dirce Mello lança ficção sobre encontro com seu ídolo Chico Buarque

Fazer aniversário no mesmo dia que seu ídolo não pode ser tratado apenas como uma coincidência. Por isso, Dirce Mello escreveu o livro Eu e Chico – Sete anos na mais fina companhia, misturando a sua admiração pelo músico, dramaturgo e escritor Chico Buarque de Holanda, e a ficção de um encontro com ele, com quem “troca” histórias numa conversa amistosa. 

Tendo como pano de fundo o Rio de Janeiro, com tom coloquial e despretensioso na língua do “carioquês” raíz, Dirce criou um texto de narrativa leve e tranquila. É como se ela e Chico estivessem sentados em um jardim proseando e o resultado é uma obra alegre, divertida e bem-humorada, capaz de entreter e relaxar. 

Apesar de ser uma história imaginativa, Dirce faz parecer que são amigos de longa data, que conhece o artista há anos e intimamente pela vida inteira, o que dá ao livro uma atmosfera de sensibilidade e prazer.  Trocando experiências, ideias e outras reflexões, Dirce e Chico participam de uma história divertida que vai encantar qualquer leitor. 

Sobre a autora:

A carioca Dirce Mello, nascida aos 19/06/50 como Dirce de Melo Teixeira, trabalhou com educação, arte e Serviço Social, aposentando-se como professora doutora (PUC/SP e UAB/ES) do DSS/UFPB. Continuou formações voltadas ao autoconhecimento e expansão da consciência, sendo terapeuta pelos métodos do Pathwork®, Constelações Familiares, Mãos de Luz e Florais de Bach. É mãe de três filhos e mora ao lado da restinga da Marambaia.
 
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Em “o sal e o lírio” o homem se aquece no próprio abraço

Francisca Vilas Boas - Foto Divulgação
O sal e o lírio é o mais novo livro de poemas de Francisca Vilas Boas, uma das pioneiras do miniconto no Brasil. Com sete livros publicados e participação em antologias, este recente trabalho revela qualidades bem apuradas. Poucas palavras dizem muito. Gestos de sal e feridas caminham lado a lado através de um silente ou gritante eu lírico.
Os poemas do livro se alternam entre lirismo e salinidade. No ofício da palavra, a poeta se sobressai com metáforas. Francisca escreve sobre afetos germinais, ilusões, ilhas inacessíveis de encontros, corpos que enrugam a paisagem. No campo afetivo, aqueles que foram provar das fábulas se extraviaram.  Como um voyeur, um guarda age na contrarrazão do desejo e multa o amor.
Pós-graduada em Letras e Direito, Francisca Vilas Boas exerceu as funções de professora e de oficiala da Justiça Federal, adquirindo assim familiaridade com as dobras do tempo, com o desrumo e o calendário das almas e, também, com inventários do abandono. Hoje, a poeta questiona: “a ferida sonha? o corpo é seu refém?” Enquanto isso, “deus se tornou imagem de museu”.
E há excesso de sal nos súbitos da rua. Um homem mata e tinge de sangue o branco do espaço. Mesmo depois que o caos dessangra, nem o cavalo branco de Gauguin escapa das mutações, e tem sua cor desbotada. Somente um carneiro na paisagem rural se mantém branco... branco.
Francisca é mineira de Guaxupé, com as lembranças dos pomares da infância e dos lírios que refletem arco-íris. Mora no Rio de Janeiro desde 1973, entre belezas e máquinas do mundo. Em qualquer lugar há solidão e “a barca da morte atravessa o deserto das almas.” Ainda bem que as mulheres (incluindo a autora) emprestam doçuras ao sombrio.
Desde os anos de 1960, a escritora cumpre o ofício da espera e da lapidação de palavras. No processo criativo, definido como pura tocaia, vultos ganham ossatura e asas. Versos respiram: o suor no ar envolve a brisa que passa. Curiosamente, em um dos poemas a letra y lembra o formato de uma taça... de lírio.
Para a ex-professora de Literatura Brasileira e Língua Portuguesa, por mais de 30 anos, a gramática do mundo foi deletada. Sem perder o refinamento literário, ela registra a atual (in)comunicabilidade humana, em que o diálogo agoniza. Nesse aspecto, alguns poemas são salinamente líricos.
Com doçura farta e uma pitada de sal, Francisca não poupa sensibilidade ao descrever um amor de pai no primeiro contato com o filho - predestinado “a reescrever-te, a semear-te.” A mulher, tão traduzida e tão enigmática como em lua lúnula, ganhou poéticas de beleza e fortaleza. É fruto sobre a terra a urdir sua história de silêncios. A autora pergunta: o que é silenciado?
Vasto e profundo, o sal e o lírio pode ser definido em um verso do livro: “o homem caminha agasalhado no frio do próprio abraço.”

Crédito: Sílvio Reis, jornalista

Serviço:
“O sal e o lírio”, Editora Scortecci, 2017 – www.scortecci.com.br


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Citado como um dos principais lançamentos de terror de 2017: "O Julgamento de Samuel Stefano", de Mauricio R B Campos


Citado como um dos principais lançamentos de terror de 2017 pelo blog Biblioteca do Terror

Sinopse: Uma droga nova chega ao mercado, trazendo uma súbita onda de mortes. As manchetes dos jornais são inundadas sobre uma bizarra onda de automutilação coletiva nos parques e praças. O Julgamento de Samuel Stefano é uma obra para estômagos fortes.
No Julgamento de Samuel Stefano, há jurados, juiz e acusador, mas não há inocentes. Todos estão loucos para achar um culpado, mas ninguém está disposto a se olhar no espelho.

Para adquirir o e-book no site Amazon: Clique aqui.


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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Vladimir Safatle é o próximo convidado do projeto "Sempre um papo"


Escritor e filósofo discute tema ‘O colapso da relação entre felicidade e moral’ em um bate-papo no Sesc Santo André, no dia 23 de agosto

O distanciamento entre as noções de ética e felicidade na filosofia é a pauta da edição de agosto do “Sempre um Papo”. O projeto convida o escritor e filósofo Vladimir Safatle para um debate gratuito no Sesc Santo André, no dia 23/8, às 20h.

A conversa discute como, a partir do século 19, a filosofia moral foi gradualmente abandonando a ideia defendida desde a época de Aristóteles, de que uma vida feliz só seria possível se o indivíduo seguisse rigidamente os preceitos éticos da virtude. O convidado explica o que esse rompimento significa para a ação ética no atual contexto histórico.

Outro tópico do bate-papo é o sentido da política no mundo contemporâneo, tema do último livro de Safatle, “O Circuito dos Afetos”, lançado pela editora Autêntica no começo de 2016. A obra procura criar reflexões sobre os novos paradigmas políticos do cenário atual, em que tanto o capitalismo como as utopias de esquerda caíram em descrédito.

A partir da teoria dos afetos, o livro investiga as novas dinâmicas da ação social e da desconstituição de identidades individuais e/ou coletivas. Ou seja, a filosofia contemporânea adota uma perspectiva em que o indivíduo emprega seus afetos, interesses e estruturas identitárias para racionalizar suas ações sociais.

SOBRE VLADIMIR SAFATLE
Nascido em Santiago, no Chile, em 1973, Vladimir Safatle é professor livre-docente do Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP) e autor de livros como “O Circuito dos Afetos” (Autêntica), “A esquerda que não teme dizer seu nome” (Três Estrelas) e “Cinismo e falência da crítica” (Boitempo). Doutor pela Universidade de Paris, na França, ele pesquisa psicanálise, teoria do conhecimento, filosofia da música, filosofia francesa contemporânea e a tradição dialética pós-hegeliana. Atualmente, mantém uma coluna semanal na Folha de S.Paulo e uma mensal na revista CULT.

SOBRE O “SEMPRE UM PAPO”
Criado pelo gestor cultural Afonso Borges, o projeto “Sempre um Papo – Literatura em Todos os Sentidos” promove, há 31 anos, a difusão de livros e autores em uma série de debates informais. A iniciativa já passou por mais de 30 cidades brasileiras e organizou mais de 5 mil eventos, que tiveram público estimado em 1,6 milhão de pessoas.

Os encontros com os escritores são exibidos aos sábados e domingos na TV Câmara. Alguns desses bate-papos também estão reunidos na série de DVDs educativos “Cultura Para a Educação”, distribuída gratuitamente para 6 mil escolas. O site do Sempre um Papo disponibiliza mais de 300 programas e vários seminários.

Além disso, a associação cultural realiza outras iniciativas, como “Ler Convivendo”, que há 8 anos doa livros, capacita voluntários e realiza palestras com autores em bibliotecas comunitárias de Minas Gerais. Borges apresenta o boletim “Mondolivro – o blog sonoro da literatura”, na rádio CBN de Belo Horizonte.

SERVIÇO

BATE-PAPO
 “Sempre um Papo” com Vladimir Safatle
Quando: 23/8 (quarta-feira, às 20h)
Ingresso: Grátis. Retirada de ingressos com 1h de antecedência na Bilheteria.
Classificação: Livre
Mais informações: http://www.sempreumpapo.com.br

Sesc Santo André – Rua Tamarutaca, 302 – Vila Guiomar – Santo André

Telefone: (11) 4469-1200
Estacionamento (vagas limitadas): Credencial Plena – R$ 6 | Outros – R$ 11

Informações sobre outras programações: http://www.sescsp.org.br/santoandre
 
 
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Faro Editorial lança série de Literatura Brasileira, “Para Amar” Clarice Lispector e Graciliano Ramos



Coleção expõe os pontos mais relevantes da arte literária de grandes escritores, começando por Clarice Lispector e Graciliano Ramos

Por que um autor se torna um clássico? Por que continuam a ser lidos e admirados por tantas décadas? Como é possível ler essas obras e apreciar suas inovações? E, como elas acontecem no texto desses autores?

Nossa literatura é rica de escritores que criaram estilos únicos para contar histórias, bastante lidas, mas nem sempre compreendidas sob o signo de sua inovação e arte. Mergulhar numa obra literária e absorver os os aspectos e ideias mais relevantes pode ser complicado sem um caminho de orientação e, muitas vezes, é complexo até para pessoas ligadas a Literatura.

Foi pensando em aproximar as obras de seus leitores, naquilo que elas têm de mais especial, a Faro Editorial criou a série “Para Amar”. Não se trata de um resumo de obras, pelo contrário. A coleção guia o olhar do leitor para entender a narrativa dos autores a partir do conjunto de suas várias obras, servindo com um roteiro para que qualquer pessoa seja capaz de observar os aspectos mais importantes da obras-primas de nossa literatura.


A Ideia da série?
Os autores se tornam clássicos por terem sido considerados como a melhor produção literária de sua época em termos de arte, de inovação, de exercício da linguagem. No entanto, dizer isso aos leitores atuais não é suficiente. É preciso mostrar onde acontece esse destaque, como acontecem e por quê.

Como isto é feito?
Na obra de Graciliano, Ivan Marques destaca os momentos-chave em que o autor estabelece algumas de suas principais marcas estilísticas como

a incomunicabilidade, a loucura,  críticas a condição humana, estilo seco, conciso e sintético, e uma busca por objetividade e clareza, em obras como  São Bernardo, Angústia, Memórias do Cárcere, Caetés, Vidas Secas entre outras.

Na obra de Clarice, Emilia Amaral encontra elementos bem diferentes: a individualidade, a voz dos que não tem espaço, o inconsciente, a narrativa desordenada, a busca existencial, a metafísica, o caos interno, a visão psicanalítica. E ela utiliza trechos de livros como A hora da Estrela, Laços de Família, A paixão segundo GH, Perto de um coração selvagem, entre outros, incluindo mais de uma dezenas de contos.

O diferencial da coleção é mostrar a arte, no momento em que acontece, com a transcrição de trechos das respectivas obras com a ideia de indicar aos leitores como observar o que é mais importante naquele autor, algo que os consagraram com destaque em nossa Literatura.

Os primeiros volumes da coleção chegam às livrarias em agosto pela Faro Editorial, “Para Amar Clarice” e “Para Amar Graciliano”, foram escritos por dois especialistas em literatura brasileira, Emília Amaral e Ivan Marques, que reunirem qualidades especiais: larga formação em literatura brasileira e capacidade de falar (e escrever) para público não acadêmico.

Na coleção, o leitor também irá encontrar um pouco mais sobre a biografia cada autor. Trata-se de uma coleção focada em leitores que desejam expandir sua forma de ler literatura nacional, sem as urgências dos concursos universitários.

Enquanto eu tiver perguntas e não respostas... continuarei a escrever.”  Clarice Lispector

A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso. Palavra foi feita para dizer.” - Graciliano Ramos

Ficha Técnica:
Título: Para Amar Clarice
Nº de págs: 160
Título: Para Amar Graciliano
Nº de págs :179
Preço: 29,90 cada

Sobre os autores:
EMILIA AMARAL graduou-se em Letras na UNESP (1978), tendo estudado o realismo fantástico de Murilo Rubião. O Mestrado foi em Teoria Literária, na UNICAMP (1986), com a dissertação “Texto literário e contexto didático: os (des) caminhos na formação do leitor”. O Doutorado, também na UNICAMP, juntou os campos de Educação e Literatura, com a tese “O leitor segundo G.H.”. Realizou um Pós-Doutorado, FAPESP, no Departamento de Estudos Judaicos da USP (2011). Tem atuado principalmente nos seguintes temas: iniciação à produção e à leitura de textos, livros didáticos e paradidáticos, leitura de textos literários, iniciação à literatura brasileira, processos de formação do leitor, “A Paixão Segundo G.H”, outras obras de Clarice Lispector e formação continuada de professores. É autora de diversos livros, dentre eles, “Novas Palavras”, pela FTD; obra distribuída por todo o Brasil, pelo PNLD, há mais de vinte anos.

IVAN MARQUES é professor de Literatura Brasileira na Universidade de São Paulo, onde fez seu doutorado. É autor dos livros “Cenas de um modernismo de província: Drummond e outros rapazes de Belo Horizonte” (Editora 34, 2011) e” Modernismo em revista: estética e ideologia nos periódicos dos anos 1920” (Editora Casa da Palavra, 2013). Organizou também as antologias “O espelho e outros contos machadianos” (Editora Scipione, 2008), “Melhores poemas de Augusto Frederico Schmidt” (Editora Global, 2010), “Clara dos Anjos e outros contos de Lima Barreto” (Editora Scipione, 2011) e “Briga das pastoras e outras histórias: Mário de Andrade e a busca do popular” (Edições SM, 2016), entre outros livros. Foi diretor do programa Entrelinhas e editor-chefe do programa Metrópolis, ambos da TV Cultura. Na mesma emissora, realizou documentários sobre literatura, como “Versos diversos: a poesia de hoje, Orides: a um passo do pássaro” e “Assaré: o sertão da poesia”.
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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Bruno Borges, o "Menino do Acre", cede entrevista exclusiva para a Revista Conexão Literatura

Bruno Borges - Arquivo pessoal
O desaparecimento do rapaz Bruno Borges teve grande repercussão nacional e internacional. Borges, conhecido como "O menino do Acre", desapareceu deixando em seu quarto as paredes e 14 cadernos com manuscritos criptografados, além de uma estátua de Giordano Bruno (1548-1600), que foi teólogo, filósofo, escritor e frade dominicano.

Desaparecido por quase 5 meses, Borges retornou para casa na última sexta-feira (11).

Confira entrevista exclusiva que Bruno Borges cedeu para a nossa revista.

                                                                                              Por Ademir Pascale

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como e quando surgiu seu interesse pelos textos e estudos do teólogo, filósofo, escritor e frade dominicano italiano Giordano Bruno?

Bruno Borges: Sempre em que ouvia falar de Giordano Bruno na sala de aula, ainda na adolescência, eu simplesmente me despertava e ficava extremamente entusiasmado com sua biografia. Algo me convidava a conhecê-lo... Mas meus interesses pelos textos e estudos de Giordano Bruno surgiram mesmo quando passei por uma experiência de união com a natureza. Giordano fala muito sobre o que ele chama de “Uno” e “Alma do Mundo” e isto compactua com minha maneira de pensar. Além do que, defendeu a liberdade de pensamento em uma época em que isto não era permitido, sendo atacado com unhas e dentes. Se observarmos nossa época atual isto não é muito diferente e minha mensagem é voltada para que as pessoas busquem abrir suas mentes para o novo e misterioso sem que se sintam ameaçadas com isto e consequentemente impeçam os outros de passar conhecimentos diferentes.

Conexão Literatura
: Você é autor do livro “TAC - Teoria da Absorção do Conhecimento I”. Poderia comentar?

Bruno Borges: Este foi o primeiro livro que escrevi e o fiz há alguns anos. A “TAC” é uma técnica que se aplicada corretamente pode fazer com que o indivíduo tenha insights e consiga gerar novas informações para passar aos outros. Basicamente foi utilizando ela que consegui gerar ideias novas para outras obras em um curto período de tempo. Estudando o comportamento de grandes homens na História pude conciliar pontos práticos dos mesmos e gerar uma maneira de transformá-los em uma metodologia. Busco estimular o leitor a adquirir conhecimentos e acreditar em seu potencial. Quero que as pessoas acreditem em si mesmas e possam trabalhar em prol de potencializar aquilo que está latente nelas...

Conexão Literatura: Você escreveu 14 cadernos com manuscritos criptografados. Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluí-los?

Bruno Borges: Eu levei 4 anos para concluir tudo. Tive que pesquisar diversas áreas distintas para conseguir realizar este projeto. Assim, aprendi um pouco de tudo, incluindo arquitetura, criptografia, matemática, física e astronomia. Pesquisei bastante em livros e trabalhei com afinco para poder dominar todo este conhecimento. Mas, em geral, absorvi apenas o que necessitava para colocar no projeto.

Conexão Literatura: Por que seus textos foram criptografados e por que você buscou o isolamento por meses?

Bruno Borges: Aos 21 anos de idade passei por uma experiência profunda aonde recebi todas as informações de como deveria proceder. A criptografia era parte do processo e dentre seus muitos objetivos um deles era estimular as pessoas a revelarem o que está oculto. Revelar o que está oculto é só o começo para a senda do autoconhecimento que todos nós buscamos em vida. Esta foi uma maneira de instigá-los ao primeiro passo. Me isolei para atingir uma experiência pessoal de cunho espiritual. 

Quarto de Bruno Borges - Arquivo pessoal
Conexão Literatura: Existem mais segredos em torno de Giordano Bruno além do que já foi exposto ao público?

Bruno Borges: Sem dúvidas! Giordano Bruno tinha muito conhecimento do Hermetismo e Ocultismo. Quem tem a oportunidade de estudar estes assuntos percebe nas obras de Giordano Bruno uma filosofia hermética de ponta a ponta. Muitas coisas foram escondidas do público, mas serão pouco a pouco reveladas.  

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial neste primeiro volume?

Bruno Borges: Acredito que este trecho seja importante para compreendermos melhor o que a TAC visa trazer:

“A TAC funciona basicamente como um processo que trabalha para efetivar a verdadeira natureza intelectiva humana, ajudando-o a se autoconhecer e cumprir o papel cognitivo e particular de sua estrutura cerebral como um todo. De maneira simples, trata-se de absorção de conhecimento e da geração de novos conhecimentos através destes, do alimentar-se para depois transformar”.

Conexão Literatura: Para você Giordano Bruno foi um homem além do seu tempo, gênio, estudioso ou nada disso?

Bruno Borges: Giordano Bruno transcendeu. Ele estava não apenas séculos a frente de seu tempo, como ainda hoje podemos ver que suas ideias e filosofias ainda são incompreendidas. Acredito que todos nós temos algo de especial e que a genialidade vem justamente com o estudo (investigação e autoconhecimento). A medida que buscamos e alcançamos este tipo de coisa, aguçamos nossa percepção e podemos enxergar além.

Conexão Literatura: Já existe previsão para o lançamento do 2º volume?

Bruno Borges: Estamos trabalhando nisto. O que posso garantir é que todos terão uma surpresa com este novo volume e vão poder entender melhor aonde quero chegar com o processo ensinado no livro “TAC – Teoria da Absorção de Conhecimentos”

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir um exemplar do seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho?

Bruno Borges: Os exemplares estarão disponíveis na livraria Saraiva e Cultura. Estamos com um site em que o leitor interessado poderá saber um pouco mais sobre mim e meu trabalho: https://brunoborgeslivros.com/ e no facebook: Bruno Borges - Estudante do Acre (https://www.facebook.com/autorbrunoborges)

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Bruno Borges: Nunca deixará de existir. Quem procura, acha. E quem pede, recebe. Basta buscarmos a verdade e todo o resto é acrescentado. Se eu continuo trabalhando e tendo fé, se coloco em prática as técnicas da “TAC”, então é só uma questão de tempo para que as informações do que devo fazer, cheguem...

Perguntas rápidas:

Um livro: Giordano Bruno - Acerca do infinito, do universo e dos mundos
Um (a) autor (a): Jacob Boehme
Um ator ou atriz: Leonardo Dicaprio
Um filme: Os 12 macacos

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Bruno Borges: Gostaria de dizer a todas as pessoas que se sentiram motivadas a buscar conhecimentos e que de certa forma renasceram para o mundo do conhecimento através deste projeto que sou eternamente grato por elas, pois foram estas pessoas que ganharam um significado em suas vidas que me deram forças para continuar. 


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Priscila M. Mariano, autora de Inocência Perdida, comenta sobre seu livro e futuros projetos

 
Priscila M Mariano nasceu em São Paulo, em 03 de outubro de 1960. Tendo aos dez anos se mudado, definitivamente, para o Rio de Janeiro e onde iniciou o seu amor pelos livros, assim como pela escrita. Sempre com a temática ficção fantástica para o publico infanto-juvenil e adulto jovem. Cresceu em meio aos livros, lendo um pouco de tudo, sem gênero específico e acrescentando em sua vida de escritora, experiências de vários autores nacionais e estrangeiros. Em 2011 iniciou em outro gênero de escrita, um romance dramático e com isso, consolidou a história de Felipe Letierre, um artista plástico e toda a sua vida.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Priscila M. Mariano: Tem tempo... Iniciou-se quando era criança, precisamente, aos dez anos, quando fiz a minha primeira poesia então na escola. No entanto, antes disso, já contava histórias para meus colegas de brincadeiras e fazia cinema com figuras recortadas, inventando na hora. A partir da primeira poesia, a criação enveredou para livros de fantasia, de início, originadas de livros e filmes que via, onde colocava as minhas ideias. Aos poucos, comecei a crescer e desenvolvi o meu jeito de escrever, assim como minhas próprias ideias.
Contudo, minhas primeiras publicações foram a partir de 2009, pelas editoras Schoba e Biblioteca 24x7, dois livros de fantasia... Um Mistério na Serra do Mar e Rino, o Guerreiro Alado. Em 2016 publiquei pela Drago Editorial o livro Inocência Perdida, primeiro volume da Saga de Um Pintor.

Conexão Literatura: Você é autora do livro "Inocência Perdida" (Drago Editorial). Poderia comentar?

Priscila M. Mariano: Claro! A temática de Inocência Perdida é um drama e também uma ficção. E apesar de não ser uma realidade, o livro, os fatos narrados nele são acontecimentos em muitas casas no Brasil e no Mundo. Inocência Perdida conta a vida de Felipe, um menino de onze anos que órfão, encontrou sua família. Nesta, Felipe é alvo dos desejos doentios e cruéis de seu pai biológico. Ele se sujeita a isso, com a promessa que seu pai nunca colocaria as mãos em seu irmão gêmeo.
Em meio a angustia, dor e desespero, Felipe vai vivendo, crescendo dentro dele o ódio pelo pai e pelo que ele lhe faz. Este é o primeiro volume da Saga de um Pintor que conta a vida de um artista plástico famoso, desde a sua infância a fase adulta e que mostra as consequências dos atos de seu pai, na vida deste artista.

Conexão Literatura: Como foram suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

Priscila M. Mariano: Este foi o meu primeiro romance dramático. A história se originou através das séries policiais e psicopatias que eu assisto, além de jornais e documentários. Também houve pesquisa de campo, com amigos psicólogos e assistentes sociais (Apenas o geral, nada em referência a qualquer indivíduo). A dramatização, no caso, foi tudo inspiração e os personagens nada têm com a realidade. Também fiz pesquisas pelo Google em relação à região onde a história se passa (São Paulo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso) em relação às ruas, praças e outros.
O tempo para concluir o primeiro volume foi em torno de quase seis meses, mas o total da Saga de um Pintor, pois os quatro livros estão concluídos, foram de dois anos. Não tenho certeza, mas acredito que iniciei Inocência Perdida em 2011.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial no seu livro?

Priscila M. Mariano: “O tempo cura qualquer ferida”. Pelo menos era o que dizia o ditado.
Natanael acabara de sair da padaria com um saco de papel cheio de pães. Ergueu a cabeça e deteve o passo no meio fio, olhando para os lados. Deu dois passos, atravessou a pista movimentada, cercado por transeuntes que pareciam acompanhá-lo ou até mesmo, protegê-lo, mas era uma simples ilusão. Chegando do outro lado, viu-se, novamente, sozinho e estremeceu. Mesmo tendo fugido de casa para escapar da solidão, ainda na rua sentia-se como em casa, solitário.
O pensamento o deixou triste, sentia falta de Dulcinéia, a única que realmente se importara com ele. Lembrara-se de que nos primeiros dias chegara a rondar o prédio atrás dela, mas viu a polícia, depois, homens de seu pai, detetives e outros. Não queria voltar. Não iria para a Suíça, preferia ficar nas ruas. Nada fizera para merecer este castigo. Era inocente.
Seis meses se passaram bem rápido. Ele conseguira sobreviver aos primeiros dias e principalmente, às noites. As ruas em São Paulo eram muito perigosas e ele aos poucos, tomou conhecimento disto. Chegara a ter que acordar nas noites e fugir, ou da polícia, ou de grupos de outras crianças, como gangues. Havia usuários de drogas, muitos. E os mais perigosos, os traficantes. Ele sabia que muitas crianças desapareciam na noite, sem deixar vestígios. Muitas iam dormir, e acordavam mortas pelo frio ou pela fome.
Olhou o saco de pão e deu mais rapidez às pernas. Tinha deixado os outros embaixo da ponte, à espera do que ele poderia arranjar desta vez. Natanael havia organizado um grupo de crianças, algumas bem novas e outras, até mesmo mais velhas do que ele, entre meninos e meninas; tinha sido com um justo propósito. Em um grupo maior era bem mais seguro viver em São Paulo. Podiam se proteger mutuamente, um olhando as costas do outro. Distribuíra deveres e impunha regras de conduta para manter o grupo unido. Precisavam agora, apenas de um lugar para se esconder.
Durante o dia algumas das crianças perambulavam pelas ruas, os menores faziam pequenos serviços e malabarismo diante dos carros. Todo dinheiro arrecadado por elas acabava nas mãos de Natanael ou Maria, que os guardava para comida e caso necessitassem, remédios. À noite os mais velhos saíam, inclusive Natanael, em busca de ganho fácil. Era nestas horas que o perigo os rondava.
Natanael sempre saía com Rodolfo, mas naquela manhã, resolvera sair sozinho e como às vezes fazia, foi até sua antiga morada. O porteiro chegou mesmo a olhá-lo com desdém e desconfiança, mas nem se dignou a chutá-lo dali. Não queria, provavelmente, sujar suas roupas. Estava saindo, afastando-se da entrada do prédio, quando percebeu o táxi se deter à entrada onde antes estivera e dele, com calma, sair sua mãe, acompanhada de dois meninos e logo atrás, com o semblante impenetrável, seu pai. Ficou estático por alguns momentos, não entendera o que estava acontecendo. Fixou seus olhos nos dois meninos e viu a semelhança deles com Carlos Fabio de Albuquerque. Um estremecimento percorreu lhe o corpo e seu coração bateu apressado, compreendeu o que via. Aqueles dois meninos, gêmeos, eram filhos de seu pai, portanto, seus irmãos. Mas eles pareciam um tanto deslocados, mesmo assustados. Deu dois passos na direção a eles, mas depois, tomando ciência do que estava prestes a fazer, escondeu-se entre algumas árvores e apenas se afastou, quando eles já não estavam mais lá. Voltou então e dirigiu-se a seu bando. Sabia que mudanças haviam acontecido. Mas estava curioso e ao mesmo tempo, preocupado. Tinha certo ciúme, mas sabia também que a vida com seus pais era por demais, difícil.

Conexão Literatura: Se você fosse escolher uma trilha sonora para o seu livro, qual seria?

Priscila M. Mariano: Eu gosto muito de Philadelphia - Neil Young.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Priscila M. Mariano: Tenho a página de meu livro no facebook que pode ser um ótimo meio de saber do livro. Tem resenhas, banner e outras postagens.
Link: https://www.facebook.com/asagadeumpintor/
Tenho um blog que fala um pouco de mim e de meus livros em geral.
Link: http://aluzeaescuridao.blogspot.com.br/
E quanto a adquirir o livro, pode ser feito através do site da Drago Editorial.
Link: http://www.livrariadragoeditorial.com/products/a-saga-de-um-pintor-inocencia-perdida-p-m-mariano/
O leitor também poderá entrar em contado comigo através do facebook (Inbox) ou pelo meu e-mail: pm.priscilamarcia@gmail.com. Link do face: https://www.facebook.com/priscilamarcia.mariano.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Priscila M. Mariano: Sim, no total são três que estou escrevendo. Ficção/Fantasia e talvez, ficção científica. Ainda em andamento, bem no princípio. E tenho outro que é o segundo volume de Guerra Entre Mundos. Sem contar que já está em publicação pela Drago Editorial o segundo volume da Saga de Um Pintor — Doce Ilusão. 

Perguntas rápidas:

Um livro: Médico de Homens e de Almas
Um (a) autor (a): Jorge Amado.
Um ator ou atriz: Robin Williams
Um filme: Filadélfia.
Um dia especial: Todos os dias são especiais para mim.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Priscila M. Mariano: Sim. Quero agradecer ao pessoal da Revista Conexão Literatura pela oportunidade a mim dada, assim como a Drago Editorial por todo apoio na publicação de meu livro e mais ainda, aos leitores que se emocionam com Inocência Perdida.

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terça-feira, 15 de agosto de 2017

Médico lança livro gratuito que desmistifica o TDAH


O neuropediatra do Instituto NeuroSaber Dr. Clay Brites é o autor do e-book "Mitos e Verdades sobre o TDAH - Entendendo para incluir". A obra esclarece dúvidas sobre o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). O livro pode ser baixado gratuitamente pelo link http://entendendoautismo.com.br/e-book-mitos-e-verdades-sobre-o-tdah .

Para o especialista, há muitas informações deturpadas e preconceituosas propagadas pelo senso comum sobre o assunto. Por exemplo, algumas pessoas falam que o transtorno é uma doença inventada. Porém, o TDAH é uma das condições médicas mais pesquisadas e posta à prova de evidências científicas. "Seus mecanismos neurobiológicos são conhecidos desde a década de 50".

Segundo Brites, outro erro discutido no e-book é sobre o conceito equivocado das pessoas em afirmar que TDAH é igual a hiperatividade. E não é verdade. "De 30 a 40% das crianças com TDAH só apresentam déficit de atenção, mas não são impulsivas nem hiperativas".

Mais um equívoco muito falado é que o transtorno se trata de um problema de cunho social e culpa dos pais e educadores. Pelo contrário, o especialista explica que o TDAH não é resultado de má educação, falta de limites, perda de oportunidades, abandono afetivo nem lares desajustados. "Existem pesquisas recentes que mostram que a incidência de TDAH é mais ou menos igual em todo o planeta independente da cultura e nível social". 

- Alguns podem não saber, mas crianças inteligentes e espertas, e ainda de boas famílias, quando portadoras de TDAH tem seu potencial intelectual e funcional no ambiente muito mais reduzido e prejudicado. E isso não é culpa dos pais nem de professores – ressalta.

Outro erro esclarecido no e-book é o fato das pessoas acreditarem que todos os profissionais da saúde sabem identificar o transtorno. Segundo o neuropediatra, a capacidade de diagnosticar requer conhecimento profundo sobre todos os aspectos do TDAH, como, por exemplo, saber analisar o quadro clínico, o perfil do portador, os aspectos neuropsicológicos e entender os protocolos internacionais para o diagnóstico e tratamento.

- Nossas faculdades de Medicina estão ainda em fase de implementação curricular acerca desse transtorno e muitas residências médicas ainda carecem de abordar o assunto sem muita teoria e muita pouca prática - alerta.

Por isso, Dr. Clay diz que é fundamental os pais e profissionais da educação pesquisarem bastante sobre o assunto para poder ajudar essas crianças. "Caso familiares e professores não se fiquem atentos ao problema, esse jovem pode ter grandes prejuízos e frustrações na aprendizagem escolar".

Sobre o Dr. Clay Brites:
Um dos idealizadores da Neuro Saber, Dr. Clay Brites é pesquisador e doutorando do Laboratório de Dificuldades e Distúrbios da Aprendizagem e Transtornos de Atenção (Disapre), da UNICAMP. Além disso, é professor de especialização em Neuropsicologia Aplicada à Neurologia Infantil na Unicamp e membro do Departamento de Neurologia da Sociedade Paranaense de Pediatria.

Ficha técnica:
Título: "E-book Mitos e Verdades sobre o TDAH - Entendendo para incluir"
Autor: Dr. Clay Brites - Neuropediatra
Publicação: 2017
Formato: PDF
Preço: gratuito
Download gratuito pelo site http://entendendoautismo.com.br/e-book-mitos-e-verdades-sobre-o-tdah/

 
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De Portugal, a ficção minimalista de Luís Ene

Luís Ene
Há relações entre as literaturas produzidas no Brasil e em Portugal que ultrapassam a mera questão do idioma em comum. Tanto lá é lida a literatura que aqui se produz quanto cá se lê o que também lá é produzido: não nos faltam exemplos de autores cujos livros cruzaram o oceano para ganharem a estima dos leitores brasileiros e portugueses – dos mais clássicos, como Machado de Assis e Eça de Queiroz, aos mais contemporâneos, como Valter Hugo Mãe e Tatiana Salem Levy. Evidentemente há muita distância e preconceitos a serem vencidos. É preciso ampliar muito mais esse intercâmbio literário. Há muitos autores, tanto de lá quanto de cá, para serem descobertos e compartilhados entre os leitores.
Buscando apresentar mais um pouco da literatura portuguesa contemporânea, a Editora Penalux traz ao país a publicação de um autor ainda não conhecido pelos leitores brasileiros: o escritor Luís Nogueira.
Luís Ene (é assim que ele assina seus livros) chega ao Brasil por meio de seu livro Às vezes acontece-me esquecer quem sou, uma coletânea de minicontos mordazes e filosóficos, pela qual pretende o autor divertir e inquietar o leitor, colocando-o perante questões existenciais extremas. O livro evolui em torno de quatro temas essenciais nunca anunciados, mas que são retomados em cada uma das suas partes. A saber: 1) o ser, 2) o amor, 3) a escrita/leitura (e o livro) e 4) as transformações/metamorfoses.  

Dizer muito em poucas palavras
O autor, que vem de uma trajetória literária construída sobre essa vertente minimalista, costuma afirmar: “Nada é simples quando se trata de palavras. Quando se trata de palavras até a palavra simples é complicada”.
No texto que completa uma das orelhas do livro, encontramos análise sobre sua produção literária: “Profundidade no estilo, profundidade na execução, profundidade no resultado. E tudo se aparentando afinal de fácil factura. É esta outra lição que nos dá a escrita de Luís: não há palavras pobres, não há palavras banais. Todas as palavras são enormes, pujantes de significação e sentido plúrimo. As acepções nascem, profundas, das palavras que parecem pertencer ao lado pobre da escrita. E com elas, bordadas no talento do autor, se constrói uma grande obra. Sobre tudo paira, como um deus, a concisão. Já o disse e volto a repetir: Luís Ene é um mestre da escrita minimalista (por Fernando Cabrita)”.
O livro, que reúne 129 minicontos, sai sob a chancela do Microlux (Editora Penalux), selo destinado ao gênero minimalista, que contempla as micronarrativas, como os exemplos abaixo que foram extraídos da obra:   

“24 | Deu um passo à frente e, para seu espanto, logo se seguiram dois atrás. Tentou ainda muitas vezes, mas o resultado foi sempre o mesmo. Na verdade, estava cada vez mais longe de onde queria chegar. Foi então que decidiu virar costas ao problema, e seguir em frente sem hesitar.”

26 | Somos o que pensamos ser, assim pensou ele, e passou a partir daí a ser o que pensava. Mas ninguém deu por isso, e achavam que ele estava cada vez mais na mesma, o que não deixava de ser verdade, embora não fosse bem assim, pois se somos o que pensamos ser, também não podemos deixar de ser o que os outros pensam que somos.

Porque queria parecer mais magro, certo homem passou a andar na companhia de gordos. E porque queria parecer mais inteligente, passou a andar na companhia de idiotas. Verdade seja dita as coisas não lhe correram bem: os gordos achavam-no idiota, e os idiotas achavam-no gordo.

Um homem resolveu perguntar a si mesmo o que tinha, e as respostas foram deveras surpreendentes: não tinha ideias, não tinha vontade e não tinha amor por ninguém. Percebeu que tinha pouco, muito pouco, essa era a verdade, mas, apesar disso, descobriu que podia pensar muito, querer muito e amar muito. Acreditou então que quanto menos tivesse, mais poderia ser.

Sobre o autor
Luís Ene reside atualmente em Faro (Portugal), onde passou grande parte da sua infância e adolescência. Em 2002, foi vencedor da 1ª edição do concurso Novos Talentos com o romance A Justa Medida, publicado pela Porto Editora. No mesmo ano criou o blog Mil e Uma Pequenas Histórias, fazendo em simultâneo a sua entrada no mundo dos blogs e na arte da micronarrativa. Foi fundador e coeditor da Minguante, revista online de micronarrativas. Participou na criação de grupos de escritores no Algarve e em vários eventos de dinamização literária como o festival Poesia e Companhia, realizado em Faro em 2014. Tem lido os seus textos em público, acompanhado muitas vezes de músicos, sendo o seu projeto mais recente “A língua no ouvido”.
“Às vezes acontece-me esquecer quem sou” é sua primeira publicação no Brasil.

Ficha técnica:
Título: Às vezes acontece-me esquecer quem sou
Autor: Luís Ene
Publicação: 2017
Tamanho: 14x21
Páginas: 90
Preço: R$ 35
Link para compra:
https://www.editorapenalux.com.br/loja/product_info.php?products_id=611


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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

O Homem que Passeia, de Jiro Taniguchi

Jiro Taniguchi nos apresenta "O Homem que passeia", através das suas caminhadas, frequentemente mudas e solitárias, através da cidade onde reside.
Nestas páginas com um estilo introspectivo e intimista, que se distancia dos estereótipos habituais do mangá, sucedem-se pequenas histórias sem diálogo, onde o personagem partilha com outros o prazer da contemplação e de andar sem destino.

Caminhando devagar, ele escuta e cheira. Para e observa. É impossível não nos sentirmos alheios e indiferentes ao mundo, em contraste com este olhar puro. Passeando por estas páginas, reaprendemos a olhar e, quem sabe, a vivenciar com mais atenção as pequenas coisas.

Serviço:
Roteiro: Masayuki Kusumi;
Desenhos: Jiro Taniguchi;
Tradução: Arnaldo Oka;
Formato: 17 x 24 cm;
Estrutura: 244 páginas PB;
Capa: Brochura (com sobrecapa);
Peso: 470 g;
Código Devir: DEV111395;
ISBN: 978-85-7532-666-4;
Preço: R$ 55,00
http://devir.com.br
 
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Escritor resgata antigos textos em "Mil Léguas – Referências e Autonomias"

Jaime Lima - Foto Divulgação
Jaime Lima de Souza Filho é escritor e licenciado em Letras (Português/ Literatura) pela FERLAGOS – Fundação Educacional da Região dos Lagos (Cabo Frio, RJ). Nasceu em 10 de maio de 1969 na Maternidade Luso Brasileira, em Jacarepaguá, RJ. Filho de Jaime Lima de Souza e Maria Dalva Macedo de Souza. Já morou em Nilópolis, Méier, Vaz Lobo e Araruama. Desde 2015 mora em Barbacena, RJ. Casado com Cintia Saraiva Ferreira. Desde 2008 disponibilizou seu livro a venda pelo boleto bancário no site https://clubedeautores.com.br. O título é “Mil Léguas” que na 8º edição em 2017 recebeu o subtítulo “referências e autonomias”. O livro é um resgate de tudo que escreveu desde quando criança.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Jaime Lima: Minha primeira produção literária foi um conto de fadas brasileiro intitulado “O Espelho Mágico”. Na época em 1979 tinha 10 anos e morava em Vaz Lobo, RJ. Minha primeira referência literária foi meu ex vizinho do prédio dos fundos, Ricardo França de Gusmão, da época que morei em Vaz Lobo, RJ, de 1976 a 1989 período correspondente dos meus 6 aos 20 anos. Desde criança Ricardo revelou-se ser um exímio escritor e eu queria ser que nem ele. Ao longo do tempo, Ricardo formou-se em jornalismo pela Universidade Gama Filho em Piedade, no RJ, ganhou vários concursos de poesias, recebeu três prêmios de direitos humanos internacionais, criou o evento literário e cultural Poêtere em Petrópolis e o projeto de inclusão social da prática de xadrez “Defensores do Rei”. Respirei o meio literário desde criança – voluntária ou involuntariamente – (não vem o caso) - em virtude de três vizinhos irmãos escritores ainda crianças também. São eles: Ricardo, Eduardo e Luciana (da família França de Gusmão). Nessa época que morava em Vaz lobo, RJ. Sendo que um desses irmãos (o Ricardo) - conformei mencionei - se destacou e seguiu carreira, tornou-se jornalista e poeta, ganhando destaque não só quanto a isso, mas também por conta de seu caráter por não se deixar corromper pelas instituições falidas do poder público e peregrinar militante em vários engajamentos sociais e culturais. Ricardo França inclusive publicou um livro de poesias intitulado “O Poema que morreu, eu e outras vítimas” com poemas inscritos inclusive antes de começar o curso de jornalismo.

Conexão Literatura: Você é autor do livro “Mil Léguas – Referências e Autonomias”. Poderia comentar?

Jaime Lima: De 1983 a 1986 período dos meus 13 aos 16 anos morando em Vaz Lobo, no Rio de Janeiro escrevi um livro de poesias intitulado “Resíduos de uma Saudade”. Mas como era adolescente fiquei desiludido e joguei muitos poemas fora. Apenas conservei os mais clássicos. Na minha fase adulta descobri em 2008 a existência do site do clube dos autores. Até então já tinha resgatado essa minha produção literária e acrescentei textos inéditos. Não conservei o título “Resíduos de uma Saudade” por acreditar que remetia a uma nostalgia infantil. E mudei o titulo para “Mil Léguas” por acreditar que tinha um teor simbólico mais forte e despertaria mais curiosidade para um pretenso público leitor. “Mil Léguas” na verdade foi uma reeleitura da minha produção adolescente de “Resíduos de Saudade”. Já na 8º edição em 2017 meu livro ganhou um subtítulo e passou a se chamar “Mil Léguas: referências e autonomias”.  Mas para entender o que se trata o livro é necessário descrever o que diz na contra capa: “O que leva uma criança aos 7 anos manifestar seu gosto de escrever e que muitos anos mais tarde, realizar na fase adulta, seu sonho de publicar um livro? Foram mais de 30 anos de correções e pequenos acréscimos. Esse conjunto de obra reúne poemas e um conto adolescentes e anos mais tarde, na fase universitária, acrescidos de mais dois contos, um ensaio filosófico e uma resenha critica sobre educação. Traz ainda uma galeria de fotos e recortes de jornais a meu respeito. Já na fase adulta alguns poemas adolescentes foram corrigidos. Além disso o livro conta com poemas e ensaios inéditos, uma crônica e um manifesto literário. “

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

Jaime Lima: Conforme já expus na resposta anterior – o embrião do desenvolvimento do meu livro “Mil Léguas: referências e autonomias” começou descompromissadamente aos 13 anos em 1983 quando morava em Vaz Lobo, RJ. Nessa época não havia internet. Lembro-me que minha produção literária, no inicio poesias, eram batidas todas na máquina de escrever Olivetti. Portanto de 1983 para cá – meu livro levou 34 anos para ficar pronto.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em seu livro?

Jaime Lima: Sim, um poema que escrevi “Poetizando o lecionar” teve uma receptividade positiva nas redes sociais e diz assim: Das letras /sou Dom Quixote,/ e, da alma, /dos homens fortes,/ peço sabedoria,/ discernimento, compreender/  nesse momento, /meu papel de/ educador / que desempenho / com amor. /Entre a caneta e o giz/ vou levando. / Poetizando o lecionar, /tropeçando, /Sigo em frente, /mesmo com dor/na São Silvestre, /maratona,/medalha de Ouro /vir à tona./Mas no pódio/ quem merecem/ vitoriosos alunos / enobrecem/ meu esforço/ valer a pena./ É verdade, /não faço cena!/Alunos por mim/encaminhados,/ver seus sonhos / conquistados./E eu, só mais um, /herói de giz,/da educação/ do meu país, /  apesar de todos /os percalços, /educação de pés descalços,/ no deserto de / areias escaldantes,/Da Pátria amada/nesse instante/ Do Hino Nacional/            deturpado,  /Reinventar/ o saber atrasado, / Professores,/ diplomas comprados, desse Brasil/ subdesenvolvido,/desses políticos/ corrompidos,/Urubus às/ vésperas das eleições. /Carniça analfabeta. /Malditos vilões!  / Pais de miséria, / fome e contrastes,/ O povo precisa/ saber da verdade, /Triste educação/ sujar-se de lama,/ Por isso, junto-me/  a voz que clama:/  - Cadê a inclusão / social nas escolas?/ Vamos tirar os /meninos a cheirar cola,/ das drogas, / dos entorpecentes,/ Tirá-los dos sinais, /fazê-los gente!/Brasil, bonito apenas,/em cartão postal /Realidade é outra/ do contexto nacional / Nessa bandeira,/  não estou sozinho./ Sei, apesar de/ todos os espinhos,/ que, no Brasil, / utópica escola / redentora / será, por fim, /menos repressora./ Quem dera, /tudo resolvesse, / conflitos não / me envolvesse, /Tecla "reset", /educação reiniciar./  Destravar, /corrupto sistema/ da educação /e seus dilemas./ Por fim, isso é tudo,  / por enquanto, / Penso, escrevo, /sou poeta, /vou andando. / E para quem /não me conhece, /O poetizar escolar/  me enobrece. /Muito prazer Jaime, / sou professor./ Orgulho-me do/ oficio com amor./ Legião dos heróis/ da Egydio Reis,/ só espero/ junto com vocês,/ educação no país/ virar prioridade, /  maior legado/ é a matéria da felicidade.” Esse poema redigi, na véspera do Conselho de Classe da E. E. Padre Egydio Reis em 19/08/2016, que, por sua vez, foi a escola que lecionei português – no 2ª semestre de 2016 – na cidade de Senhora dos Remédios, MG.
        
Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir um exemplar do seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Jaime Lima: O leitor poderá adquirir meu livro acessando o site https://clubedeautores.com.br e acessando na busca: “Mil léguas” aparecerá enfim meu livro: “Mil léguas: referências e autonomias”. Mas uma forma mais fácil é clicar no link: https://clubedeautores.com.br/book/225858--Mil_Leguas.

Para  saber um pouco mais sobre mim informo também a todos os leitores meus contatos pessoais. Email: jaime.lsf@outlook.com. Whatsapp: (32) 98503 84 07. Facebook: Jaime Lima. Facebook comercial: Mil léguas: referências e autonomias. Twitter: @jaime_lsf.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Jaime Lima: Sim, meu próximo livro já tem até um título – mas por enquanto não posso adiantar muito sobre esse projeto. Só digo que será um trabalho mais consistente, pois se no meu primeiro livro, foi uma coletânea de tudo que escrevi desde a minha fase adolescente – nesse segundo será um livro mais técnico na forma de escrever.

Perguntas rápidas:

Um livro: Nova Reunião – coletânea de poesias de Carlos Drummond de Andrade.
Um (a) autor (a): Carlos Drummond de Andrade
Um ator ou atriz: Mickey Rourke
Um filme: 9 ½ Semanas de Amor (1986) com Mickey Rourke e Kim Bassinger.
Um dia especial: Dia 25 de julho – dia do escritor – embora para mim, deveria via de regra, ser comemorado todos os dias.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Jaime Lima: Tenho uma história de mais de 30 anos. De um sonho de criança consegui com muito custo publicar meu livro na fase adulta. O caminho literário realmente é muito difícil. Para isso é imprescindível não perder o foco, a fé, o comprometimento e o amor pelo oficio de escrever. Assim, um dia, as portas se abrirão. 


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