sábado, 30 de maio de 2020

Jéssica Larissa e o livro Presente Perfeito

Jéssica Larissa - Foto divulgação
Aos 24 anos, JÉSSICA LARISSA é uma escritora baiana, fascinada pela literatura, principalmente pelos gêneros de romance hot e dark, aos quais tem dedicado sua escrita. Mãe, esposa e dona de casa, atualmente cursa Engenharia Civil e fez da escrita seu mais feliz passatempo. Recentemente, publicou seus romances em plataformas on-line que, juntos, alcançaram mais de 20 milhões de leituras.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário? 

Jéssica Larissa: Foi um início incerto. Comecei publicando meu primeiro romance de forma gratuita na plataforma Wattpad no fim de 2017, eu só queria ser lida de alguma forma. O livro foi bem aceito, cresceu na plataforma e eu fiz algumas amizades na época. Essas pessoas me aconselharam a publicar na Amazon. Em novembro de 2018 eu finalmente publiquei o livro Yellow, e o mesmo alcançou o top dez de mais vendidos na loja kindle, desde então não parei mais.

Conexão Literatura: Você é autora do livro “Presente Perfeito”. Poderia comentar? 

Jéssica Larissa:  Presente Perfeito é na verdade um Spin-off do livro “A Menina do CEO”. Retrata o dia a dia dos protagonistas, com muitas cenas cômicas e engraçadas, e como o casal está lidando com a chegada do primeiro filho.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir o livro? 

Jéssica Larissa: Minhas pesquisas se basearam no dia a dia de um casal, e pais de primeira viagem. Selecionei algumas pessoas do meu convívio para entrevistá-las, também aproveitei a minha experiência como mãe e os conhecimentos adquiridos no Curso de Engenharia, já que o protagonista tanto do livro “A menina do CEO” quanto do Spin-off, é o dono e CEO de uma construtora.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?  

Jéssica Larissa: O protagonista, Carlos Eduardo cuidando do filho recém nascido.
Trecho: — Oi, garotão — chamei e toquei sua barriga. 
Os grandes olhos azuis me fitaram e ele levou as duas mãozinhas à boca, fazendo barulhinhos estalados. Chupou o punho e voltou a chorar, irritado. Esse era o meu garoto, já queria mamar de novo. 
— Será que você pode dividir a mamãe com o papai só um pouquinho? Aqueles peitos também são meus. 
Ele não pareceu gostar muito da minha sugestão, pois abriu o berreiro. Sorri, orgulhoso da pessoinha que eu havia feito junto com a mulher que eu amava. O garoto tinha personalidade. Já imaginava o brilhante CEO que ele seria no futuro. 
— Vem aqui, filho, o papai vai tirar essa bombinha de você.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Jéssica Larissa: Todos os meus livros estão disponíveis no site da amazon.com.br, basta procurar pelo meu nome de autora: Jéssica Larissa e também na plataforma Wattpad: @Larissa1995Reis. Para falar comigo pode me contatar pelas seguintes redes.
Instagram: @jessicalarissa59
Facebook: Jéssica Larissa ou Autora Jéssica Larissa

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Jéssica Larissa: Sim muitos projetos na verdade. Livros únicos, triologias, outro spin-off Meu próximo livro será postado na plataforma Wattpad em breve. Trata-se de um Dark Romance, intitulado como FÙRIA: Contrato de Vingança

Perguntas rápidas:

Um livro: O Melhor de Mim
Um (a) autor (a): Judith McNaught
Um ator ou atriz: Jason Momoa
Um filme: O Senhor dos Anéis
Um dia especial: Bienal do Rio 2019

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Jéssica Larissa: Obrigada pelo espaço Revista Conexão Literatura. Foi um prazer para mim. 
A você leitor(a), desejo do todo o coração que Cadu e Bia os encante cada dia mais. Minhas redes sociais estão abertas para conversar, sintam-se bem-vindos.

Compartilhe:

Deu a LOUCA na LIGA DA JUSTIÇA!


Compartilhe:

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Divulgação Para Escritores - Solução na Divulgação de Livros e Autores



VEJA O QUE ENGLOBA NO PACOTE DIVULGAÇÃO PARA AUTORES:

1 - Entrevista com o autor
a) - A entrevista será publicada no site da revista: www.revistaconexaoliteratura.com.br
b) - A entrevista também será publicada em uma edição da revista digital Conexão Literatura
OBS.: a entrevista é elaborada via e-mail e inclui foto do autor + capa do livro.

2 - Divulgação nas Redes Sociais
a) - Divulgaremos a entrevista em nossa fanpage com mais de 107 mil seguidores: clique aqui
b) - Divulgaremos a entrevista em nosso Instagram com mais de 7 mil seguidores: clique aqui
c) - Divulgaremos a entrevista em nosso Twitter com mais de 40 mil seguidores: clique aqui

Bônus
a) Publicação do release do livro (ou sobre o trabalho literário do autor) em nosso site: www.revistaconexaoliteratura.com.br
b) Divulgação da página do release em nossa fanpage com mais de 107 mil seguidores: clique aqui
OBS.: o autor envia o release pronto + imagens para nós. No release o autor poderá incluir a sinopse do livro, links de venda, biografia do autor, foto do autor, capa do livro, redes sociais, comentários de quem já leu, etc.

VALOR PROMOCIONAL DO PACOTE DIVULGAÇÃO:
Apenas uma única parcela de R$ 100,00

A PROMOÇÃO É POR TEMPO LIMITADO, ENTÃO GARANTA JÁ A SUA DIVULGAÇÃO

DIVULGAMOS LIVROS FÍSICOS (IMPRESSOS) E DIGITAIS (E-BOOKS, LIVROS NA AMAZON, WATTPAD, ETC). 

PODEM USAR ESSE PACOTE DIVULGAÇÃO: ESCRITORES, ROTEIRISTAS, ILUSTRADORES, REVISORES, CAPISTAS, ETC.

OBS.: Pode ser pago via depósito, doc ou transferência para nossa conta no Bradesco. Também aceitamos cartão de crédito. Caso opte por cartão de crédito, enviaremos a solicitação de pagamento através do site PayPal, que é fácil e seguro.

Além de escritores do Brasil, também divulgamos autores portugueses.

INTERESSADOS É SÓ ENTRAREM EM CONTATO. ESCREVA NO ASSUNTO DO E-MAIL: "TENHO INTERESSE NO PACOTE DIVULGAÇÃO". 
* ESCREVA PARA: ademirpascale@gmail.com ou contato@livrodestaque.com.br

Compartilhe:

Novo livro de André Mantovanni: A Astrologia como ponte para o autoconhecimento


Um guia prático para interpretar a influência dos astros e encontrar mais sentido para nossa existência

A Astrologia é capaz de nos conectar com as profundezas de nossa alma e pode ser compreendida como um caminho importante para o desenvolvimento interior. De forma ampla, ela estuda a influência de astros e estrelas no comportamento humano. Para nos ajudar a desvendar essa conexão, o astrólogo André Mantovanni, colunista do programa Melhor da Tarde (Band TV), lança Os Astros Guiam seu Destino, pela Editora Pensamento.

Este livro é um manual prático que ensina o leitor a interpretar seu Mapa Astral de maneira muito simples, conectando-o ao seu propósito de alma e às suas consciência e reais potencialidades.

Para Mantovanni, “a ciência pode explicar muito sobre como o Universo opera, mas falha ao responder perguntas muito mais antigas, como: ‘Qual é o sentido de nossa vida? Por que estamos aqui? Qual é o nosso propósito? ’. Em relação a todas essas perguntas, a Astrologia pode apontar um horizonte de respostas, e as estrelas podem ser os luzeiros que brilham para indicar muitos desses caminhos”.

 “Hoje, cada vez mais temos um interesse cada vez maior de milhares de pessoas sobre a Astrologia. Isso ajudou a tirar a obscuridade dos tempos antigos e a Astrologia ganhou adeptos no mundo todo, com abordagens cada vez mais modernas, sem abrir mão de suas tradições” – André Mantovanni

 A obra explica detalhadamente o que é um mapa astral, como utilizá-lo de forma prática, qual seu papel em nossas vidas, os 12 signos do zodíaco, traços de personalidade no campo afetivo, no trabalho, na família, e no convívio com amigos, além de fazer um “Raio X” de cada um deles. Explica também o que são e como desvendar o signo ascendente, o signo lunar, a posição dos planetas além de detalhar em tabelas de interpretação todos os pontos importantes de um mapa astral natal.  

Mantovanni mostra, ainda, o significado da Roda da Fortuna e o papel de figuras mitológicas como Lilith e Quíron no mapa astral, como pontos de vital importância para uma maior compreensão de nós mesmos. Os Astros Guiam seu Destino conta com um projeto gráfico moderno, totalmente colorido e com capa dura.

É um convite para que o leitor faça um trajeto pelas suas sendas interiores e possa desenvolver seus potenciais mais saudáveis e felizes em todas as áreas de sua jornada pessoal, além de encontrar mais sentido para seu projeto de vida, o que podemos chamar de destino.

 “Quando passamos a conhecer todas as nossas potencialidades (positivas e negativas) e compreender que carregamos um projeto de vida a ser cumprido passamos a ter mais consciência do que chamamos de destino. Ficar atento àquilo que ‘eu sou’, vislumbrar onde minha alma pretende chegar e, ao mesmo tempo, o que posso ou não fazer para que isso se realize é algo extremamente importante” e é nessa esfera que a Astrologia consegue cumprir o seu papel” – André Mantovanni

Sobre o autor: André Mantovanni é escritor, astrólogo, tarólogo, estudioso da espiritualidade e do autoconhecimento. Também é mestre em Literatura e Crítica Literária (PUC-SP) e pós-graduando em Psicologia Analítica. Em 2008, foi escolhido pela ESOTV, uma das maiores redes de televisão do leste europeu, para apresentar programas de rádio e TV na Hungria e na Áustria. É conhecido em todo o Brasil por ter apresentado e participado de quadros em programas femininos e revistas eletrônicas de grande importância na Rede Globo, TV Gazeta, Rede TV!, SBT e Band. É autor de livros voltados ao autoconhecimento, esoterismo e espiritualidade, além de contos e poesia. Atualmente faz parte do programa Melhor da Tarde, com Cátia Fonseca, na Band TV, e apresenta diariamente o Horóscopo da Rádio Nativa FM.
Sobre o Grupo Editorial Pensamento

Mais que livros, inspiração!

Desde 1907, o Grupo Editorial Pensamento publica livros para um mundo em constante transformação e aposta em obras reflexivas e pioneiras. Na busca desse objetivo, construímos uma das maiores e mais tradicionais empresas editoriais do Brasil. Hoje, o Grupo é formado por quatro selos: Pensamento, Cultrix, Seoman e Jangada e possui em catálogo aproximadamente 2 mil títulos, publicando cerca de 80 lançamentos ao ano. Ao longo de sua trajetória, o Grupo Editorial Pensamento aposta em mensagens que procuram expandir o corpo, a mente e o espírito. Mensagens que emanam energia positiva e bem-estar. Mensagens que equilibram o ser. Mensagens que transformam o mundo.

Serviço:
Livro: os Astros Guiam seu Destino
Autora: André Mantovanni
Editora: Pensamento
Páginas: 296
Preço: R$ 72,00[Novo livro de André Mantovanni] : A Astrologia como ponte para o autoconhecimento
Compartilhe:

Literatura Verde: Sugestões de livros para quem ama o planeta

Cristina Serra - Foto divulgação
Dia Mundial do Meio Ambiente traz reflexões para causas de defesa da natureza

Pouco divulgada pelo baixo apelo comercial que possui, o Dia Mundial do Meio Ambiente (comemorado em 5 de maio) é uma data muito comemorada por organizações e grupos que lutam pela preservação da vida no planeta. Flora, fauna e seres humanos protagonizam um desequilíbrio fora do comum e que, caso medidas não sejam adotadas – e cumpridas – podem culminar com a extinção de diversas espécies de animais, plantas e, no pior cenário, da vida humana.

Em um cenário de quarentena onde as pessoas possuem mais tempos para atividades pouco praticadas em suas rotinas “normais”, sugerir leituras que mostrem a necessidade da luta pelo reequilíbrio da vida na Terra serve como um “choque de realidade” a quem atenta de forma inapropriada contra nosso planeta. Logo abaixo seguem dois livros que tratam da temática escritos pela renomada jornalista e escritora Cristina Serra:


Tragédia em Mariana: A história do maior desastre ambiental do Brasil (Ed. Record): Livro-reportagem que revela documentos, procedimentos e condutas sobre o rompimento da barragem de Fundão. Também conta a história de moradores das regiões atingidas pelo mar de lama que perderam família, amigos e o patrimônio conquistado em décadas de trabalho.

Uma História de Conservação – A Mata Atlântica e o Mico-Leão-Dourado (Andrea Jakobsson Estúdio): Símbolo da preservação ambiental do Brasil, o mico-leão-dourado trava incessantes batalhas para não ser extinto. Já são cinquenta anos de esforços para salvar este que se tornou o animal símbolo da defesa ambiental no Brasil. 

Expoente no jornalismo ambiental, Cristina Serra ganhou fama durante os quase 25 anos em que trabalho na TV Globo. Trabalhou na redação no Rio de Janeiro até virar correspondente internacional. De volta ao Brasil, integrou a mesa das “Meninas do Jô” e fez reportagens especiais para o Fantástico. Em uma cobertura que a marcou, sobre a tragédia de Mariana, Cristina mergulhou tão fundo nos fatos que escreveu um livro-reportagem sobre os fatos que testemunhou.
Compartilhe:

Os autores Will, Kiko Zampieri e o livro Caçada Cega


Will: Nordestino radicado há trinta nos em São Paulo, formado em Administração de Empresas, tomei interesse pela literatura aos dezoito anos e desde então tenho, entre altos e baixos, sempre produzindo um material variado entre contos, romances e textos em uma revista virtual chamada Espinho D’água onde sou editor. Tenho publicado até o momento cinco livros, dentre eles o Caçada Cega.

Kiko Zampieri: Nascido na capital de São Paulo, formado em Letras pela UMC – Universidade Mogi das Cruzes, casado e pai de dois filhos. Iniciei minha trajetória como um autor ultrarromântico, quando lancei meu primeiro livro “Borboletas Azuis – Um amor além da vida” pela Editora Chiado em Portugal, contudo, desde então, nos meus seis livros posteriores, tenho transitado por diversos universos do gênero, desde a Fantasia, terror, thriller de suspense internacional e romance policial.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Will: Até a adolescência eu não tinha contato nem interesse por livros. Já adolescência, fase conturbada, enxerguei nos livros, na música e no cinema minhas únicas companhias. E a literatura foi a maior das paixões. Comecei escrevendo letras de música, depois fui para a poesia até me encontrar na prosa. Desde então, não parei mais de escrever.

Kiko Zampieri: Sempre gostei de escrever poesias, por isso ingressei no curso de Letras para aperfeiçoar-me na literatura. Comecei a escrever meu primeiro livro em 2005 e somente em 2010 tive a ousadia de publicá-lo. Eu e o Will criamos um laço literário e começamos a trocar ideias até que resolvemos escrever “Caçada Cega”.

Conexão Literatura: Você é coautor do livro “Caçada Cega”. Poderia comentar? 

Will: De todas as criações, essa foi a mais intensa, caótica e cujo resultado foi um dos que mais me trouxe satisfação. Foram tantas as discussões, tantas mexidas no texto, a ponto de não haver um único parágrafo que não teve as quatro mãos e mentes envolvidas.

Kiko Zampieri: Foi uma experiência sensacional todo o processo de criação, muitas discussões sobre o tema e seus personagens, mas fomos pegando gosto pela trama e pelos fatos e, após três anos, foi concluído.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir o livro? 

Will: Essa foi a parte mais difícil; é bom esclarecer que a obra parte de fatos reais para construir a trama de suspense internacional. Fizemos um minucioso levantamento dos maiores assaltos em todo o mundo que ainda não foram solucionados pela polícia e propusemos a seguinte ideia: e se todos esses crimes tivessem sido cometidos pelo mesmo personagem? A partir daí criamos a história. Então, dá para imaginar o baita trabalho de pesquisa mundial que fizemos.

Kiko Zampieri: Desgastante no princípio, porém no decorrer do processo, tornou-se algo impossível de se conter e assim foi tomando forma, levando aproximadamente uns três anos até ser concluído.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?

Will: Como eu disse, usamos fatos reais e os recontamos de modo ficcional. Recriamos o assalto à joalheria mais famosa do mundo, a Harry Winston, em Paris, em 2008. Gostei bastante do resultado.

Kiko Zampieri: o Prólogo. Uma história verdadeira e que faz o leitor ficar em suspense.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Will: Deixa essa para mim, então. Hoje o nosso livro está disponível no site a amazon.com.br basta procurar pelo livro Caçada Cega.

Kiko Zampieri: Will, deixo essa pra você responder.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Will: Cada um tem seus projetos individuais, mas sim, estamos no processo criativo de uma sequência para o Caçada Cega. Há uma química muito boa entre nós que aflora quando discutimos criativamente as ideias. É caótico, mas também prazeroso. Aliás, nossas reuniões criativas dariam um livro.

Kiko Zampieri: Estamos estudando a sequência do Caçada Cega.

Perguntas rápidas:

Will:
Um livro: Feliz Ano Novo, de Rubem Fonseca
Um (a) autor (a): Carlos Heitor Cony
Um ator ou atriz: Denzel Washington 
Um filme: Clube da Luta
Um dia especial: Quando lancei meu primeiro livro

Kiko Zampieri:
Um livro: 1984 – George Orwell
Um (a) autor (a):  Agatha Christie
Um ator ou atriz: Charlton Heston
Um filme: Os dez mandamentos – Cecil B. DeMille
Um dia especial: O dia em que nasci.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Will: Gostaria de agradecer o espaço de divulgação e desejar que todos possam ter mais contato com a literatura e com as artes em geral, e, claro, curtam nossa obra.

Kiko Zampieri: Gostaria de agradecer pela atenção de vocês e pela oportunidade de divulgação de nossos trabalhos. 
Compartilhe:

Conto "Tão Longe, Tão Distante...", por Roberto Fiori


Carl Maine era um homem sensato. Seguia uma rotina de vida, que se assemelhava a um regime de disciplina imposto pelo Exército, Marinha ou Aeronáutica, e se considerava um homem de princípios. Fazia caridade, doando para o Exército da Salvação e outras entidades de auxílio aos pobres. Tratava com amor e respeito sua esposa, uma jovem fraca de saúde, mas que trabalhava o máximo que suas condições físicas o permitiam. Carl a ajudava nas tarefas domésticas. Mas não tinham filhos.
Viviam em uma fazenda, onde plantavam milho e cevada, que vendiam para sustentar a casa. Eram terras férteis e o casal dava graças por haverem tido o bom senso de comprarem as terras, nos velhos tempos de fartura. Porque agora, com o início da Grande Depressão se imiscuindo na vida financeira de todos, e minando as reservas econômicas da população, os dois tinham a fazenda para sustentá-los, o que estava além da capacidade da maioria dos sitiantes.
Uma noite, em que estavam dormindo, um ruído acordou Maine. Eram ruídos abafados no chão de madeira do estábulo, ao lado da casa principal. Carl tinha sono muito leve e saiu de sua cama sem acordar Lilith, sua esposa. Vestiu as calças e foi até o corredor, onde, de um armário, apanhou a caçadeira de dois canos. Apanhou alguns cartuchos de uma caixa na prateleira do armário e armou a espingarda. Desceu para o térreo.
Na noite, iluminada de modo fraco pelas lâmpadas nas paredes externas da casa, Carl viu quando os bandidos atiçavam dois alazões e os montavam, saindo do estábulo. O fazendeiro saiu intempestivo, abrindo a porta com violência e disparou os dois cartuchos da arma, atingindo os assaltantes nas costas. Eles caíram e foram arrastados pelos cavalos por alguns metros, presos a eles pelos arreios.
Maine correu até onde os cavalos estavam, colocando mais dois cartuchos de chumbo na caçadeira. Foi desnecessário. Os dois homens, atingidos na espinha, ficariam no mínimo paraplégicos. Carl respirou fundo. Haveria interrogatórios e sua prisão seria certa, questão de tempo. Mas ele era homem corajoso. Voltou à casa e telefonou para o Dr. Fellows, amigo de família. Explicou-lhe o que acontecera e pediu urgência na vinda do médico.
O fazendeiro subiu até o quarto de casal. Parado na soleira da porta, olhou apaixonado para Lilith. Ela ficaria morta de tristeza, pelo que aconteceria ao marido. E ela o tinha para cuidar dela, o único amigo e parente em toda a região. Maine desceu e esperou o dr. Fellows. 
Ele chegou, em seu Ford bem conservado, mas antigo. Desceu do carro e foi direto para onde os meliantes se encontravam, deixados na terra por Carl, que achara melhor que os dois permanecessem onde os cavalos pararam, desvencilhados dos arreios por ele.
— Eles têm duas chances em dez de recuperarem os movimentos, Carl — falou o dr. Fellows para o homenzarrão, que se pusera junto aos dois homens. — Mas o xerife não vai gostar nem um pouco. São filhos do prefeito, um homem poderoso. Eles vieram para levar o que não era deles, então você tinha o direito de se defender e de defender seus animais. Não estou dizendo que isso é errado. Apenas que você teve má sorte em topar com esses miseráveis fora-da-lei.
— Eles podiam ter invadido a casa, doutor.
— Sim, e teria sido pior, muito pior, Carl.
— Você intercederá por mim no tribunal, dr. Fellows? — eram quatro da manhã e tanto o médico, como Maine estavam esgotados, das tarefas do dia anterior. O amigo do fazendeiro sentia-se arrasado, por ter de ir ao julgamento mais que provável de seu melhor amigo. E o sitiante sentia-se cansado, pelo esforço de colher naquele dia o restante da safra de cevada e em defender sua propriedade. E Lilith.
— Não haverá nada de mais, Carl. Sua esposa é fraca de saúde, vocês moram sozinhos aqui. Dependem dos cavalos para moer a cevada e colher o milho. Isso o tribunal levará em conta, por certo. Mas se eu for ao julgamento, minha palavra valerá muito. Sou um homem honesto, sem nenhum tipo de desavença ou problema com quem quer que seja, neste país. — o Dr. Fellows suspirou. Continuou: — Carl, sua esposa depende de você. Isso será importante, para decidir seu futuro como cidadão.
O fazendeiro queria sorrir, mas balançou a cabeça para cima e para baixo, devagar.
— Obrigado, doutor. Obrigado pela ajuda. Como faremos para transportar os dois para minha casa, sem feri-los ainda mais?
— Foi bom ter me contado sobre os tiros nas costas deles. Eu vim preparado, mas vou precisar que me ajude no transporte dos dois para as macas que trouxe.
E o fizeram. Passaram os bandidos para as macas, um por vez, e os transportaram para a sala de estar de Maine, deixando-os no chão.
— Vou telefonar para o xerife, doutor.
Ele interrompeu o amigo:
— Deixe que eu faço isso. Vou contar o mínimo necessário. Não vamos querer que te algemem e o joguem numa cela, a essa hora da noite.
— Então, deixe-me lhe oferecer uma xícara de café, dr. Fellows. Ao menos isso.
O médico aceitou. Tomou a chávena e, quando terminou, foi até o telefone de parede, junto às janelas. 
— É Mac? Venha até o rancho de Carl Maine e traga uma ambulância. Houve um acidente, aqui — Fellows permaneceu em silêncio, por alguns instantes, e disse: — Não, Lilith está dormindo. Ocorreu algo com o Carl. Mas creio que você o achará em perfeito estado de lucidez. Sim, sim, ele está bem, muito bem. Está certo, esperaremos você e a ambulância para logo. Desligando...
As tábuas do primeiro andar rangeram, no quarto de casal. Maine olhou para cima e viu a esposa, tonta de sono, andar até o topo da escada e começar a descer. Sentiu imenso orgulho dela, e pensou que era a melhor coisa que lhe acontecera na vida. Lilith era bonita de rosto, um rosto etéreo, como um anjo. E agia como um, na realidade. Reclamava escondida das dores no corpo, quando pensava que Carl estava afastado, sem poder ouvi-la. Ajudava a quem necessitasse. Uma vez, dera o que tinha na despensa para uma família de gente paupérrima e maltrapilha, que parara na entrada da fazenda.
“Se fossem bandidos, teriam entrado à força. Vou ver o que posso fazer”, pensou Lilith. E, além da comida estocada, dera algumas notas de cem dólares para eles. Faltou pouco para que o casal de mendigos chorasse. Eles disseram que se tivessem trabalho, o fariam em troca de comida. Lilith ficou tentada a aceitar, mas lembrou-se do que ocorrera no sítio a dez quilômetros da fazenda, um mês atrás. Quando um bando de arruaceiros queimou e matou toda a família de sitiantes, roubando tudo, comida, cavalos e algumas vacas. Portanto, a mulher pediu imensas desculpas, mas estavam com pouco trabalho para ser feito. 
— São os tempos difíceis, amigos. Economizem o dinheiro, é só o que tenho comigo. E a comida, alimentem o bebê com leite. Bastante leite. Ele crescerá forte e sadio.
Eram coisas que punham Lilith em evidência na cidade. E saber que Maine defendera a fazenda e, em especial, a mulher, era argumento forte a se ter em favor do fazendeiro.
O xerife ficou possesso com o que aconteceu, quando viu os feridos. Os enfermeiros os levaram para a caminhonete e os cobriram com cobertores de lã. Fazia frio. Mac Postdam, o xerife, escolheu um lugar afastado de Lilith e do Dr. Fellows e teve sua conversa com Carl:
— Maine — disse contido o homem da lei —, eu, por mim, o encarceraria numa jaula esta noite, mesmo. Mas há Lilith. E você jamais cometeu qualquer crime. Diz que os dois tentaram roubar seus cavalos, agora há pouco. Não tenho provas de que isso seja verdade. Mas pelo que vi do estábulo, a corrente do portão estava partida e um dos miseráveis trazia consigo um alicate para cortar correntes e cercas de arame farpado. Isso, sim, é o que eu chamo de prova contra eles. — Postdam remoeu o que dizia, mastigando seu pedaço de fumo. E completou:
— Amanhã, virei vê-lo. Espero que não viaje, Maine, nem para outra cidade, ou para fora de sua fazenda. E lhe informarei do estado dos dois rapazes.
A ambulância e o carro do xerife partiram, sem acionarem as sirenes. Queriam que o mínimo possível de gente ficasse sabendo da história. Por enquanto.

--//--

— Por que não prenderam de vez os dois ladrões, Carl? 
Maine ouviu meio aturdido a voz da mulher, como se dita à distância, a quilômetros do sofá da sala, onde eles haviam se sentado.
— Carl, eles são conhecidos na vizinhança. Só fizeram maldade. Só roubaram e mataram. E agora vão sair como vítimas. 
— Nunca mais irão andar, Lilith. Isso conta. O prefeito e o xerife são amigos. Será fácil me condenarem.
— Sim, a justiça é para todos, Carl. A justiça é cega. Onde ouvimos isso, pela última vez? Nos bancos da escola ginasial? Será que é uma verdade absoluta ou serve para impressionar as crianças, somente?
— Lilth, vou até o estábulo, acalmar os animais. Fique, se quiser, ou venha...
— Quero passar meus últimos dias de casada ao lado de meu marido, Carl. Irei, pois não sei quando irei vê-lo em liberdade, a partir de amanhã.
Os dois entraram no estábulo, constatando que realmente a corrente grossa do portão havia sido cortada. Maine deu água e milho para os cavalos e se demorou bastante com os cavalos que os bandidos haviam tentado roubar. Escovou-os, com lentidão e murmurando palavras de consolo para acalmá-los. Além de milho e água, deu cevada, pois os cavalos precisavam de forças para a moenda dos grãos, amanhã. 
Mesmo que Maine fosse preso por um bom tempo, os animais precisavam comer. Havia uma família de fazendeiros, a dez minutos de onde Carl e Lilith moravam, que poderiam ceder alguns empregados para fazer o trabalho pesado, que a mulher de Maine não pudesse realizar. Isso punha Carl calmo e ponderado.
Havia um alçapão, onde Maine guardava suas ferramentas sob o chão do estábulo, a um canto da construção, onde raios de Sol entravam e iluminavam o local, através de uma claraboia no teto alto. Carl foi até o alçapão e o abriu. Remexeu, acocorado, nos objetos que guardara, na foice, no ancinho, nos dois martelos de cabo reforçado, na pá e no formão de pedreiro, na enxada, no machado e na machadinha. Tirou o conjunto de ferramentas de uso delicado, como as chaves de fenda. 
— Lilith, você viu se a chave Philips e a lima foram retirados por alguém, deste local? — silêncio. — Lilith, você está me ouvindo?
Maine pôs-se de pé e verificou onde a esposa estaria. 
“Não acredito. Não acredito que ela subiu lá em cima!”, pensou, espantando-se. Ele subiu a escada de madeira e viu.
Lilith estava ajoelhada junto a uma depressão, e uma luz emanava dela, iluminando o rosto da mulher. Como poderia haver uma depressão no chão do andar de cima do estábulo, isso Carl nem se atreveria a pensar. Mas o que viu, tremulando entre as mãos de Lilith, era inconcebível. Ninguém tinha posto os olhos naquilo, por um tempo além de qualquer imaginação. E isso, estava além da capacidade de entendimento de Carl. O que ele sabia era que a forma que mudava de aparência e coloração fantasmagórica, Deus poderia ter enviado, mas... por que justo para os dois, naquela madrugada fria?
— Lilith... o que podemos fazer com essa coisinha? — o homenzarrão falou, a mão aconchegada no ombro de sua esposa.
— Talvez, se levarmos isso para dentro de casa, ele fique confortável e irá dormir... — ela respondeu, ajudada pelo marido a se levantar. No chão, a depressão fora cavada com a habilidade de um artesão, com a leveza de um arquiteto que tencionava fazer um nicho para acomodar, de modo muitíssimo agradável, qualquer ser que nascesse naquele estábulo...

--//--

O xerife veio na manhã seguinte, lá pelas nove horas. Estava acompanhado por dois de seus ajudantes mais encorpados, todos armados como se fossem enfrentar um bando inteiro de assassinos selvagens. Carl disse que era desnecessário o uso de algemas e seguiu direto para o banco traseiro do sedã preto.
Lilith ficou vendo eles o levarem, mas chorar era algo que se esquecera de como fazer, há tempos. Voltou para a casa e viu aquela coisa flutuando sobre o sofá. Era uma espécie de fluido, dando voltas sobre si mesmo, encapsulado em uma estrutura que se movia e se moldava à medida que o objeto se esticava no interior, de um lado para o outro.
Lilith pensou o que seria aquilo. Na Terra, existiriam talvez três indivíduos que pudessem lhe dar uma pálida ideia do que o objeto poderia ser. Ela foi para a cozinha preparar o café-da-manhã e cozinhou um ovo. Esperando que ele ficasse pronto, aproximou-se do sofá. Colocou a mão com a palma virada para cima sob o objeto multicor e ele pousou na extremidade de seus dedos. Lilith envolveu com a outra mão a estrutura amolecida, uma membrana delgada que lembrava a ela plástico, borracha e papel. Sentiu sono e deitou-se no sofá. Dormiu e sonhou.
Sonhou com as autoridades, o xerife, o secretário de finanças, o vice-prefeito e os assessores de gabinete do prefeito, os ajudantes do xerife, os policiais da cidade, que vigiavam a sessão, de pé. Sonhou com Philip, o banqueiro, com Dalton, o açougueiro, com Tim, o joalheiro, e com mais duas dúzias de pessoas que trabalhavam no centro da cidade, Skranton. No sono, Lilith os viu todos no salão do tribunal, sentados em mesas retangulares, de frente para os fundos dele. Onde o juiz Belford sentava-se em sua mesa, com um copo-d’água junto à sua mão esquerda e o martelo apoiado no suporte, no canto direito do tampo da mesa. A bandeira dos Estados Unidos da América colocada em um pedestal, a um canto do tribunal. O advogado de defesa e Carl, de pé ante a mesa mais à frente do salão, voltados para o juiz. No outro lado do grande recinto, em uma mesa idêntica àquela onde Maine se encontrava, estava o prefeito, abatido, mas trazendo em sua testa vincada o ódio, que lançava em olhares para Carl Maine. Dava, de quando em quando, um rápido olhar de aviso para o xerife, sentado à esquerda da mesa de Belford. O promotor estava sentado meio de lado, junto ao prefeito. 
O juiz, que estava lendo o jornal do dia, tirou o relógio do bolso, viu as horas e guardou o calhamaço, dobrando-o e colocando-o sob a mesa. Ergueu-se. Todos no salão, que estavam sentados, levantaram-se, com um barulho de farfalhar. Belford fez sinal para sentarem-se, ao dar uma examinada curta no auditório. Ele iniciou a sessão, batendo com o martelo no apoio de sua mesa. Chamou o promotor e o advogado de defesa. Falou em voz baixa com eles, por um minuto ou dois. Em seguida, deu permissão para sentarem-se.
Chamou o promotor à fala. O homem baixo apresentou o caso, como um animalzinho furtivo e inteligente, esperto e irrequieto. Com palavras cuidadosas, relatou a “tentativa de assassinato de dois bons homens, seguidores da lei e honrados, por um fazendeiro vil de coração de gelo e mente calculista, que acusava, condenava e executava todos os que achava que eram uma ameaça a si próprio”. Para que o juiz fosse convencido de sua narrativa, chamou três testemunhas. Todas confirmaram sua versão dos fatos, mesmo sem terem tido a bondade de comparecer uma vez sequer à fazenda dos Maine. E todas as três testemunhas tiveram, ao serem chamadas ao púlpito para falar, a oportunidade de jurar perante a Bíblia.
Foi a vez do advogado de Maine falar. Era um sujeito troncudo, de média estatura, calmo e decidido. Disse que Carl nunca havia cometido um deslize, em toda a sua vida. Nascera e trabalhara a vida toda no campo, no condado de Skranton, sendo fiel à sua esposa, a pequena Lilith, que todos estavam a par da enfermidade que a acometera. O advogado estava convicto que, sem a ajuda de Maine nos trabalhos de sua fazenda, sua mulher adoeceria tanto, que hoje estaria vivendo em um asilo de idosos, tendo Carl de se desfazer da fazenda para pagar as despesas médicas dela. O que seria terrível, pois a fazenda, se vendida, renderia tão pouco que, naqueles tempos negros de Nosso Senhor, “que tenha misericórdia de todos”, deixaria o casal na miséria em curto período de tempo.
O advogado tinha voz grossa e profunda, e o dom da oratória. Descreveu, gesticulando com os braços de modo amplo, abarcando o tribunal como se estivesse discursando para uma multidão, como se passaram os fatos naquela madrugada fatídica.
— Os filhos do prefeito chegaram ao seu limite. Por conta de uma educação errada e desvirtuada, vêm cometido tantos delitos, que de uma forma ou outra, atingiriam o seu objetivo, serem alvo de uma ação de defesa imposta por alguém que, sem dúvida, era uma vítima, uma pobre vítima.
O advogado mencionou que os dois ladrões de cavalos foram absolvidos de uma acusação de assassinato duplo, no condado vizinho de Wichissa, a vinte quilômetros de distância. Mas o homem de voz grossa e profunda que era o advogado teria se deixado empolgar e falar sobre este assunto, se algo em sua consciência, uma espécie de autocontrole misturado a um instinto de preservação da vida, estivesse ausente de seu interior. Terminando a oratória com um pigarro, tirou um lenço do bolso e enxugou a testa porejada de suor. E anunciou que não tinha mais nada a dizer.
Havia silêncio, no auditório. Ninguém ousara fazer um único ruído. O juiz olhou para suas mãos, sobre a mesa onde estava, e gesticulou, chamando o promotor e o advogado para junto de si. Olhou para o advogado de modo longo e penetrante. Pousou de modo breve a vista sobre o promotor. Rangeu os dentes, observando o salão. 
E, em uma fração de segundo, decidiu sobre o que dizer. 
Deixou de ver uma presença furtiva, mas cheia de cor, que ficara escondida por entre as dobras do pano da bandeira nacional americana, e que acompanhara os mínimos movimentos e falas da sessão, de todos os participantes. Enrodilhou-se, ao sentir uma brisa soprar pela janela aberta do edifício, e tornou-se uma esfera perfeita. Ondas cristalinas de luz fraca varreram sua superfície. Poderia ter emitido uma sucessão de sons estridentes para assustar as pessoas do auditório, mas permaneceu muda. E, à medida que os minutos escoavam, vibrava cada vez com maior intensidade. Por fim, tendo se satisfeito, reduziu-se às dimensões de uma mosca e saiu voando pela janela.
Carl Maine foi levado por uma viatura da polícia até sua fazenda, terminado o julgamento. Os filhos do prefeito, ele os levara para sua casa, triste com o acidente. O juiz Belford saiu pelas portas do térreo do edifício do tribunal com a consciência limpa de quem tinha acabado de condenar um assassino pérfido e cruel à pena de morte. O promotor, este estava alegre, pois um inocente havia sido solto. O advogado de defesa apertou com mão de ferro o braço de Carl, as mãos do promotor, do prefeito, do xerife e, voltando-se para o juiz, comentou:
— Estávamos todos sempre certos, não é, juiz Belford?
— Sim, doutor, pela graça do Senhor e pelos nossos corações límpidos...
Nenhum deles riu ou fez pilhéria sobre o que disseram. Era a verdade, pura e cristalina.

--//--

Naquela noite, Carl fez chá, que dera a sua esposa, no Natal do ano passado. Ela estava passando mal. A ansiedade e o “stress” tinham feito ela acordar no meio da noite, no sofá da sala, enquanto o marido esperava na poltrona defronte ao grande móvel estofado que ela despertasse.
— Eles te libertaram, Carl?
— Sim, Lilith — respondeu o marido, bem disposto.
— Onde está nosso visitante?
Maine olhou para as paredes, para o teto, para o chão.
— Eu não sei, querida. Deve estar para chegar.
— Viu ele, no tribunal? — ela estava fraca e a água para o chá fervera há cinco minutos. Maine foi até a cozinha e trouxe uma xícara, quente. Ela disse que podia segurar a porcelana e o marido sentou-se aos pés da esposa.
— Ele estava lá, Lilith?
— Sim, sempre esteve. Você não sabe?
Ele esperou-a completar o pensamento.
— Amanhã, nós é que seremos seus visitantes, lá em cima! — e a mão magra de Lilith apontou para o teto. 
Nem todas as vezes era que as coisas davam certo, na vida dos Maine. Mas o que acontecera hoje, e o que aconteceria nas próximas semanas... 
O casal deixou para que dormissem no dia em que se encontrassem no Mundo de Cristal dos visitantes, tão longe, tão distante da Terra...

*Sobre Roberto Fiori:
Escritor de Literatura Fantástica. Natural de São Paulo, reside atualmente em Vargem Grande Paulista, no Estado de São Paulo. Graduou-se na FATEC – SP e trabalhou por anos como free-lancer em Informática. Estudou pintura a óleo. Hoje, dedica-se somente à literatura, tendo como hobby sua guitarra elétrica. Estudou literatura com o escritor, poeta, cineasta e pintor André Carneiro, na Oficina da Palavra, em São Paulo. Mas Roberto não é somente aficionado por Ficção Científica, Fantasia e Horror. Admira toda forma de arte, arte que, segundo o escritor, quando realizada com bom gosto e técnica apurada, torna-se uma manifestação do espírito elevada e extremamente valiosa.

Sobre o livro “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, do autor Roberto Fiori:

Sinopse: Contos instigantes, com o poder de tele transporte às mais remotas fronteiras de nosso Universo e diferentes dimensões.
Assim é “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, uma celebração à humanidade, uma raça que, através de suas conquistas, demonstra que deseja tudo, menos permanecer parada no tempo e espaço.

Dizem que duas pessoas podem fazer a diferença, quando no espaço e na Terra parece não haver mais nenhuma esperança de paz. Histórias de conquistas e derrotas fenomenais. Do avanço inexorável de uma raça exótica que jamais será derrotada... Ou a fantasia que conta a chegada de um povo que, em tempos remotos, ameaçou o Homem e tinha tudo para destruí-lo. Esses são relatos dos tempos em que o futuro do Homem se dispunha em um xadrez interplanetário, onde Marte era uma potência econômica e militar, e a Terra, um mero aprendiz neste jogo de vida e morte... Ou, em outro mundo, permanece o aviso de que um dia o sistema solar não mais existirá, morte e destruição esperando pelos habitantes da Terra.
Através desta obra, será impossível o leitor não lembrar de quando o ser humano enviou o primeiro satélite artificial para a órbita — o Sputnik —, o primeiro cosmonauta a orbitar a Terra — Yuri Alekseievitch Gagarin — e deu-se o primeiro pouso do Homem na Lua, na missão Apollo 11.
O livro traz à tona feitos gloriosos da Humanidade, que conseguirá tudo o que almeja, se o destino e os deuses permitirem.

Para adquirir o livro:
Diretamente com o autor: spbras2000@gmail.com
Livro Impresso:
Na editora, pelo link: Clique aqui.
No site da Submarino: Clique aqui.
No site das americanas.com: Clique aqui.

E-book:
Pelo site da Saraiva: Clique aqui.
Pelo site da Amazon: Clique aqui.
Compartilhe:

Livro “Negócios do Começo” oferece ferramentas práticas para quem precisou se reinventar durante a pandemia

Fernanda Aguiar, autora de Negócios do Começo
E-book, lançado durante o período de distanciamento social, serve como uma verdadeira sessão de mentoria para ajudar os empreendedores a estruturarem seus projetos.

Auxiliar quem está iniciando uma empresa, se reposicionando, ou construindo um projeto profissional do zero, esse é o objetivo do e-book “Negócios do Começo”. O documento chega para o público em um momento de crise, em que muitas empresas vivem momentos difíceis e pessoas se reinventam para identificar oportunidades de negócios.

O texto, convida a definir aspectos fundamentais, como propósito, diferenciais, nicho e persona da marca. Ferramentas do marketing, gestão empresarial e administração foram disponibilizadas pela autora, Fernanda Aguiar, ao longo de toda a obra.

Em linguagem informativa, didática e acessível, “Negócios do Começo” transporta o leitor para um diálogo amigável que dá a impressão de estar em uma sessão particular de mentoria com a autora. O conteúdo se torna ainda mais relevante por trazer uma abordagem técnica e fácil ao mesmo tempo, em que os ensinamentos podem ser postos em prática rapidamente, mesmo para os negócios em fase embrionária.

“A Comunidade ‘do Começo’ é um espaço de troca de histórias, experiências, inspirações e um meio para ajudar o empreendedor a começar. Resgatar sua origem, entender sua essência e materializar sua ideia. Buscar sentido, conexão, olhar para dentro, acolher, agir com alma e coração”, explica a autora de Negócios do Começo, Fernanda Aguiar.

Com perguntas como “Aonde eu quero chegar? ” “Qual o maior obstáculo para chegar? ” Trazendo a noção de que os negócios de sucesso iniciam ao se estabelecer pilares, metas, organizar objetivos e ter clareza de propósito. O e-book encoraja o leitor a alinhar público consumidor e paixão, como um ponto de equilíbrio para o sucesso.

 E mesmo quem ainda não tem nem mesmo o capital inicial, escritório, fornecedores ou canais de venda recebe a injeção de ânimo necessária para pensar na sua capacidade de se colocar profissionalmente de uma forma nova. Nas páginas, as dores do mercado e as demandas do público são expostas de forma objetiva, sem que sejam necessários grandes investimentos, softwares mirabolantes e nem mesmo uma equipe ou espaço físico definidos para começar a empreender.

“As pessoas não compram produtos, compram causas. Venda sua razão, antes de vender seu produto”, analisa Fernanda Aguiar, autora do ebook Negócios do Começo.


Palavra da autora:  

Eu sou Fernanda Aguiar, tenho 27 anos. Sou Designer de moda de formação com MBA em Marketing Digital, trabalho na área de criação desde o meu primeiro período na faculdade no começo de 2012 como freelancer. Já trabalhei em lojas de varejo, fui representante comercial, estou no 3º CNPJ e achava que ser freela era hobbie. Fiz cursos de áreas diversas- muito mesmo- e fui de Astrologia a Confeitaria. Já tive a oportunidade de morar em 3 países diferentes, viajo pelo mundo desde os 7 anos e viver em busca do novo é o que me motiva. Em 2018 decidi ser nômade digital e, em fevereiro de 2019 enquanto estava na Alemanha na casa do namorado (que hoje é marido, risos) nasceu a DO COMEÇO. São 8 anos criando marcas, ajudando pessoas e empresas a se reposicionarem, além de ter ajudado muitas empreendedoras a tirarem projetos do papel. Sou nômade digital, e com a liberdade que minha empresa digital me proporciona, hoje moro na Itália.

Como adquirir o livro Negócios do Começo:

A venda é realizada a partir do link https://sun.eduzz.com/356801

Fernanda Aguiar, autora de Negócios do Começo 
Compartilhe:

Autor: publique nas edições da Revista Conexão Literatura


Você escreve poemas, crônicas, contos, artigos científicos ou resenhas? Veja como publicar nas edições da revista digital Conexão Literatura. nosso periódico mensal possui mais de 150 mil leitores espalhados no Brasil e Portugal. Saiba mais: CLIQUE AQUI.
Compartilhe:

Mauro Felippe e o livro Palavras têm vidas

Mauro Felippe - Foto divulgação
Mauro Felippe é natural de Urussanga, Santa Catarina. Advogado há 26 anos ininterruptos, já chegou a cursar Engenharia de Alimentos antes de se decidir pela carreira em Direito. Autor das coletâneas poéticas “Nove”, “Humanos”, “Espectros” e “Ócio”, já preencheu diversos cadernos em sua infância e adolescência com textos e versos, dos simples aos elaborados - a predileção pelo segundo evidente em sua escrita. As temáticas de suas obras são extraídas de questões existenciais, filosóficas e psicológicas, compreendidas em seu dia a dia, sendo que algumas advém dos longos anos de advocacia, atendendo a muitas espécies de conflitos e traumas. Por meio da literatura, pretende viver dignamente e deixar uma marca positiva no mundo, uma prova inequívoca de sua existência como autor. Possui dois filhos, Anne - hoje com quatorze anos, e Gabriel com sete anos de idade, ambos com participações também em todas as obras que lançou.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Mauro Felippe: Comecei a escrever cedo, com 16 anos, em uma fase de conflitos adolescentes que despertaram o meu desejo de compreender o comportamento humano e suas relações interpessoais. Em 2014, após 21 anos ininterruptos de experiência no intermédio dos mais diversos conflitos, como advogado, senti que era hora de resgatar minha poesia, voltar a deixar o pensamento correr solto, ir além. Do caderno da adolescência resgatei algumas reflexões, mas a maior parte diz respeito a minha fase madura, atual. Entendo que revelo em meus livros um modo peculiar de interpretar o cotidiano, num jogo de palavras sagaz, contundente, penetrante, mas sempre sensível. 
Conexão Literatura: Você é autor do livro “Palavras têm vidas”. Poderia comentar? 

Mauro Felippe: “Palavras Têm Vidas” reúne os maiores sucessos das minhas quatro obras anteriores, “Nove” (2014), “Ócio” (2016) e “Espectros” (2016) e “Humanos” (2017). Nessa antologia permanece o jogo com as palavras, as críticas, as reflexões e as provocações aos temas realistas. É endossada por críticos literários e nomes consagrados da literatura brasileira, os mesmos que elegeram os textos escolhidos. Conforme mencionou o prefaciador de “Palavras Têm Vidas”, o escritor e jornalista Fernando Jorge, “A nova obra também marca uma nova fase desse nobre e humilde escritor, que faz das suas poesias uma forte união de versos que imprimem a realidade da humanidade, seja no caos das adversidades ou pela doçura das crianças. Um título para todos que desejam ter acesso ao universo que só a literatura é capaz de criar.” Fiquei honrado com tais palavras de um dos maiores literatos que já conheci.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo você levou para concluir seu livro? 

Mauro Felippe: Conforme descrevi, “Palavras Têm Vidas” se trata de uma antologia, uma compilação de muitos textos que mais agradaram os críticos e leitores em todo o País. É muito subjetivo. Então, estão nela contidos escritos meus entre 2014 a 2017, interstício que coincide aos lançamentos dos meus primeiros quatro livros citados. Não houve pesquisas em si para escreve-los, pois tratam de ideias que fluem do imediato, do pensamento do momento, seja de uma ocorrência na vida ou um fato que sensibilizou e ainda sensibiliza. Quanto ao tempo para concluir este novo livro, desde a primeira ideia até a impressão da obra, o amadurecimento, tratativas com editora, ilustrações e diagramação, durou quase um ano, entre 2018 e 2019.
Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?
Mauro Felippe: Sinceramente, considero todos os meus textos especiais, pois todos possuem um significado ímpar do momento que foram paridos, quase que uma biografia fragmentada. Todos os textos têm suas mensagens muito profundas, desde momentos de vida, dos humanos, dos sentimentos, da morte, da saudade, dos sonhos, enfim, dos temas que aparecem de forma imediata, todos com aportes psicológicos ou filosóficos. Sua pergunta é muito difícil de responder, mas arrisco a citar, então um deles – “A poça”:

“A poça”

“Na lama inerte 
Intacta – assentada
Exposta ao céu...
Uma poça. 

Poça de água parada
Sobre a terra – sobre o barro
Feita pela chuva
Que sempre a transborda e após recua. 

Na lama – aquela poça
Cristalina e crua 
Sobre o humus barrento
Que no seu reflexo vê-se a lua” 

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir os seus livros e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Mauro Felippe: Meus livros estão disponíveis em todo o País, através de livrarias físicas, mas principalmente, com vendas online através do Site e Redes Sociais da Editora Coerência, de São Paulo-SP, como também na Amazon, Livrarias Cultura, Grupo de Livrarias Curitiba, dentre muitas outras. Através do meu site www.maurofelippe.com ou pelo link http://linktr.ee/maurofelippe os livros são direto e imediatamente localizados de qualquer Estado do País. Minhas demais redes sociais são: Instagram @maurofelippe, Facebook/Mauro Felippe e YouTube/Mauro Felippe.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Mauro Felippe: Tenho um projeto, desde 2014, denominado “Sociedade dos Poemas Vivos”, utilizado através de palestras e tarefas em escolas para incentivo da leitura e escrita, principalmente de crianças, adolescentes e demais pessoas que não tiveram oportunidade de lançar seus textos autorais impressos. Com a devida autorização dos diversos autores sonhadores os publico também em livros antológicos e, após, têm distribuição gratuita a quem pretender. Quanto a outros projetos dos meus próprios livros, tenho sim planos para lançamentos de outros futuros, com textos inéditos, sendo que o próximo está quase saindo do forno.

Perguntas rápidas:

Um livro: Anjos do Tempo, baseado nas letras de Neil Peart (Rush).
Um (a) autor (a): Machado de Assis
Um ator ou atriz: Charles Chaplin
Um filme: A fuga de Alcatraz
Um dia especial: Aliás, são dois: os dos nascimentos dos meus dois filhos.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Mauro Felippe: Continuemos repassando os valores verdadeiros da vida, com respeito e humildade.

------------------------------------------------------------------------------------

Especificações sobre “PALAVRAS TÊM VIDAS”:
•  Capa em Guache: 222 páginas 
•  Editora: Coerência; Edição: 1ª (9 de Maio de 2019) 
•  Idioma: Português 
•  ISBN-10: 855327179X 
•  ISBN-13: 978-8553271795 
•  Dimensões do produto: 20,8 x 14 x 1,2 cm 
•  Peso de envio: 272 g
Compartilhe:

Policarpo e o livro Conexões além da faixa amarela

Policarpo - Foto divulgação
Fez Geografia, Pós Graduou-se em História da África e Docência do Ensino Superior, entre uns escritos e outros, durante este período, foi incentivado a organizá-los e publicá-los, começando com TRAJETÓTIAS E CAMINHOS DA SEGURANÇA METROVIÁRIA,  onde trabalhou por 31 anos, gostou do resultado e continuou, escrevendo contos como PEDAÇO DE UM AMOR e MAGICO JAMELÃO, livro de poesias e fotos CONEXÕES ALÉM DA FAIXA AMARELA e  o romance IDARÁ IBI PEDRA DE XANGÔ NA TERRA DE ÍNDIO (a ser lançado na PLIP2020). Eclético e direto, escreve mandando recados e convidando para reflexões e discussões.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário? 

Policarpo: Comecei a escrever sobre meu mundo profissional e quando percebi já tinha material suficiente para publicar o primeiro livro sobre o assunto Segurança nos Metrôs do Brasil, publicando o TRAJETÓRIAS E CAMINHOS DA SEGURANÇA METROVIÁRIA, que esgotou em 15 dias.

Conexão Literatura: Você é autor do livro “Conexões além da faixa amarela”. Poderia comentar? 

Policarpo: Este livro é um apanhado de poesias que venho fazendo ao longo da vida que são verdadeiros recados que dou, provocando o leitor a refletir sobre vários assuntos, somando-se a isso fotos que tirei enquanto trabalhava no Metrô de São Paulo, no horário de maior fluxo de usuários pela manhã, na Estação Brás, que passavam com suas cabeças baixas, olhando para a telinha do celular, não percebendo o que há em seu entorno.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro? 

Policarpo: Esse livro, por ser autoral, poesias e fotos, levou dois anos para conclusão pois queria, com as fotos, mostrar a passagem do tempo e das estações através de uma grande árvore que lá esta e quase não a percebemos.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?  

Policarpo: “Nesta vida frenética que nos impõem caminhos nem sempre suaves, com integrações, conexões e entroncamentos, não nos é permitido perceber o que está   posto de forma natural em nossa volta. Não por desprezo e sim pelo encontro marcado com o trem, que se conecta com o Metrô, que se conecta com outro Metrô, que se conecta com outro trem, fazendo deste caminho automatizado, um caminho normal que se faz de cabeça baixa seja olhando para o chão ou para o celular, com olhos abertos que enxergam o nada diante do nariz. Alheios a este movimento estão os movimentos da natureza que, mesmo não sendo percebidos , acontecem e quando percebidos nos revelam sua magnitude diante de nossas cabeças baixadas que buscam ver outros mundos através de uma telinha. Perceber a beleza do além da faixa amarela pode parecer um mundo paralelo à primeira vista, pois não o tínhamos em nosso cotidiano, mas está lá, chamando,  se mostrando em exibição de gala ou nos pedindo socorro.”

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Policarpo: Este livro está à venda nos formatos físico e digital: 
Digital na Amazon.com.br
Físico na Amazon.com, porém, devido à pandemia, ainda não estão enviando para o Brasil.
Facebook: Dalvilson Policarpo
Instagram: donpolicarpo

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Policarpo: Sim. Lanço na FLIP2020 e na Bienal2020 o romance histórico IDARÁ IBI PEDRA DE XANGÔ NA TERRA DE ÍNDIO, onde falo sobre escravização de índios e negro, colonizadores, jesuítas, ouro e “ A Pedra”. Também estou trabalhando um novo projeto chamado “REVIRANDO AS GAVETAS”, onde proponho uma conversa com você mesmo.

Perguntas rápidas:

Um livro: Capitães de Areia
Um ator ou atriz: Fernanda Montenegro
Um filme: Bope II
Um dia especial: Hoje

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Policarpo: CONEXÕES ALÉM DA FAIXA AMARELA, retrata o cotidiano metroviário na estação Brás, linha 3-Vermelha, no horário das 07h00 às 09h00, quando a plataforma de embarque está cheia dessas cabeças baixadas. Entre um trem e outro se acha inspiração para clicar o belo e escrever o inusitado com o olhar de uma outra visão:  A do coração.
Compartilhe:

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Itaú Cultural anuncia os selecionados no edital Poesia Surda, mais um chamamento do Arte como respiro: múltiplos editais de emergência


Nesta sexta-feira, a instituição publica em seu site os nomes dos contemplados no edital de Poesia Surda, dentro da série dedicada a apoiar artistas durante o período de suspensão social. Ao todo, foram selecionados 100 trabalhos em Libras, a Língua Brasileira de Sinais, e em Visual Vernacular, considerada universal, de todas as regiões do país. Destaca-se a pluralidade temática com poesias que abordam do mundo tomado pelo Coronavirus ao empoderamento dos surdos nos mais diferentes aspectos e gêneros

O site do Itaú Cultural (www.itaucultural.org.br) anuncia nesta sexta-feira, dia 29, os selecionados para o edital Poesia Surda, quarto da série Arte como respiro: múltiplos editais de emergência, voltado exclusivamente para poetas surdos ou com deficiência auditiva. Foram contemplados 100 trabalhos de todos as regiões do Brasil – 77 deles na Língua Brasileira de Sinais (Libras) e 23 em Visual Vernacular (VV), recurso artístico e poético próprio das línguas de sinais, também conhecido no Brasil como Libras 3D.

“Acredito que este seja o primeiro edital neste modelo, voltado para a produção poética de pessoas surdas ou com deficiência auditiva e ficamos muito satisfeitos com o resultado”, observa Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural. “Este chamamento é mais um passo em nossa política de acessibilidade, que iniciamos há oito anos tendo como foco o protagonismo das pessoas com algum tipo de deficiência”, completa. 

O processo foi iniciado em 2012 com a contratação de um educador surdo e a oferta de videoguias nas exposições. Até antes da pandemia, além dos espetáculos, palestras e debates – presenciais e transmitidos pela internet – contarem com interpretação em Libras, todas as exposições apresentavam mecanismos de inclusão, como audiodescrição, audiovisuais em Libras, piso e objetos táteis. Neste período de suspensão social, os instrumentos acessíveis acompanham a organização em sua programação e conteúdos 100% digitais. Do mesmo modo, já estão sendo repensados os protocolos e meios para retomar as medidas adotadas nas atividades presenciais. 
Seleção
Sobre o processo de seleção dos trabalhos recebidos no edital Poesia Surda, Valéria Toloi, gerente do Núcleo de Educação e Relacionamento do Itaú Cultural, destaca a diversidade de temas dos poemas recebidos e sua origem. “Recebemos poesias potentes de todo o Brasil, e pudemos contemplar nessa seleção todas as regiões do país”, comemora ela. Tais resultados também possibilitam ao Itaú Cultural efetuar um mapeamento desta produção cultural e de quem e o que está sendo produzindo no universo desta linguagem literária.

De norte a sul e leste a oeste do país, as 100 poesias selecionadas vem de 16 estados: Amapá,  Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí,  Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo. Os temas são variados abordando a atualidade vivida pela ação do Coronavirus, o empoderamento feminino, empoderamento surdo, identidade, liberdade de expressão, diversidade de corpos, entre outros.

Os autores contemplados receberão, cada um, o valor bruto de R$ 2,5 mil. Fica a cargo do Itaú Cultural a sua forma de exibição, podendo chegar ao público por meio da grade de programação virtual da organização, por suas redes sociais ou, ainda, pelos canais e mídias dos próprios artistas. 

Arte como respiro
Em conexão com o amplo movimento espontâneo de criação online no meio artístico, neste momento, Arte como respiro: múltiplos editais de emergência tem a proposta de acolher e apoiar os artistas sujeitos a atuar isoladamente durante o período de suspensão social em decorrência da pandemia do COVID-19. Foi iniciado nos primeiros dias de abril com o fomento para artes cênicas, seguido de música, artes visuais, literatura e poesia surda.  A organização prevê, ainda, contemplar outras áreas de expressão artística, que estão sendo definidas.

SELECIONADOS

Nome Estado  
Adriana Marcondes Marques Distrito Federal (DF)  
Alan Henrique Godinho Durand Pernambuco (PE)  
Aline Gomes da Silva Rio de Janeiro (RJ)  
Ana Clara Feitosa Palhares Distrito Federal (DF)  
Andrei Rodrigo Cássia São Paulo (SP)  
Andréia Cristina de Lima Goiás (GO)  
Angela Eiko Okumura Santa Catarina (SC)  
Anna Luiza Valente Arruda Lisboa Guimarães Maciel Nardes Santa Catarina (SC)  
Brenda de Oliveira Artigas Santa Catarina (SC)  
Bruna da Silva Branco Rio Grande do Sul (RS)  
Bruno Ferreira Abrahão Rio de Janeiro (RJ)  
Bruno Ramos Rio de Janeiro (RJ)  
Bruno Ramos da Silva São Paulo (SP)  
Bruno Vital Alcantara dos Santos São Paulo (SP)  
Cássio Freitas Silveira Silva Rio Grande do Sul (RS)  
Cinthia de Oliveira Ramos Kazan Rio de Janeiro (RJ)  
Cíntia Santos de Oliveira Ceará (CE)  
Cláudio Aparecido do Rosário Rio Grande do Sul (RS)  
Cláudio Henrique Nunes Mourão Rio Grande do Sul (RS)  
Cristiane Esteves de Andrade São Paulo (SP)  
Cristiano José Monteiro Pernambuco (PE)  
Daniel Almeida de Lima Ceará (CE)  
Daniel Oliveira da Silva Rio Grande do Sul (RS)  
Darlene Seabra de Lira Pernambuco (PE)  
Davi Pereira da Silva Júnior Distrito Federal (DF)  
Diegho da Silva Lima Paraná (PR)  
Edmeia Miriam Cupertino Minas Gerais (MG)  
Eduardo Pereira Rocha São Paulo (SP)  
Elias Paulino da Cunha Junior Cunha Junior São Paulo (SP)  
Elinilson do Espírito Santo Soares Bahia (BA)  
Elivelton Everton da Silva São Paulo (SP)  
Fábio de Sá e Silva São Paulo (SP)  
Felipe Nicastro Correia da Silva São Paulo (SP)  
Fernanda de Araujo Machado Santa Catarina (SC)  
Flávia Sousa Holanda Ceará (CE)  
Flávia Zaira Santino Lima Paraíba (PB)  
Francinei Rocha Costa Rio Grande do Sul (RS)  
Gabriel Isaac Lima de Sousa São Paulo (SP)  
Gabriel Otávio Rocha Benfica Minas Gerais (MG)  
Germano Carlos Dutra Junior Santa Catarina (SC)  
Giuliano Robert Paraná (PR)  
Gleice do Nascimento Genaro São Paulo (SP)  
Graciete Soares Azevedo de Oliveira Santa Catarina (SC)  
Helio Alves de Melo Neto Minas Gerais (MG)  
Isaack Saymon Alves Feitoza Silva Rio Grande do Norte (RN)  
Italo Ian Garrett Lira de Lemos Distrito Federal (DF)  
Jaqueline Freitas de Miranda Amapá (AP)  
João Batista Alves de Oliveira Filho Ceará (CE)  
João Pedro Acciari da Silva Franco São Paulo (SP)  
Jonathan Alves de Oliveira Pernambuco (PE)  
Karen Marques Calasancio Distrito Federal (DF)  
Kauana Cristina Vieira Santa Catarina (SC)  
Keli Teixeira da Silva Rio Grande do Sul (RS)  
Klícia de Araújo Campos Paraná (PR)  
Lara Gomes Silva São Paulo (SP)  
Leandro Ferreira Morais Minas Gerais (MG)  
Leonardo Barbosa Castilho São Paulo (SP)  
Leonardo Braconnot Freitas Rio de Janeiro (RJ)  
Leoncio de Albuquerque Oliveira Pernambuco (PE)  
Letícia Lima do Nascimento Pernambuco (PE)  
Lilian Thais Ribeiro São Paulo (SP)  
Luana Albuquerque Corrêa dos Santos Pernambuco (PE)  
Lucas Sacramento Resende Bahia (BA)  
Lucas Sousa da Cruz Pernambuco (PE)  
Luiz Gabriel Pereira Garcia Paraná (PR)  
Lygia Portilho Neves Rio de Janeiro (RJ)  
Magda Regina Velcic Rio Grande do Norte (RN)  
Marcelo Lorensi Bertoluci Santa Catarina (SC)  
Marcos Nascimento de Santana São Paulo (SP)  
Marcos Patrício de Araújo e Silva Piauí (PI)  
Maria Júlia Fernandes de Souza Pernambuco (PE)  
Mariana Ayelen Gomes Soares de Lima São Paulo (SP)  
Marina Figueiredo de Souza Ceará (CE)  
Michel Freire Marques Rio Grande do Norte (RN)  
Natália Carvalho Lóssio de Alencar Distrito Federal (DF)  
Paola Ingles Gomes São Paulo (SP)  
Pedro Luiz Serafim Sobrinho Bahia (BA)  
Priscilla Leonnor Alencar Ferreira Bahia (BA)  
Rafael Caldeira dos Santos Distrito Federal (DF)  
Rafael Cavichoolli Teixeira São Paulo (SP)  
Rafaela Piekarski Hoebel Lopes dos Santos Paraná (PR)  
Rebbekka Santos de Souza Pernambuco (PE)  
Renata Cristina Fonseca de Rezende Distrito Federal (DF)  
Renata Rocha de Freitas Ceará (CE)  
Rennally Barbosa Antunes de Melo Paraíba (PB)  
Rimar Ramalho Segala São Paulo (SP)  
Roberto Silvestre Castejon Goiás (GO)  
Sabrina Denise Ribeiro São Paulo (SP)  
Sabrina Svetlana Alencar Panzenhagen Rio Grande do Sul (RS)  
Sandyla Stocler Zonta Minas Gerais (MG)  
Silas Alves de Queiroz Rio de Janeiro (RJ)  
Suellen de Magalhães Gomes Ceará (CE)  
Talita Nabas Tavares São Paulo (SP)  
Tamara Pereira da Silva Machado Paraíba (PB)  
Thais de Freitas Martins Santos São Paulo (SP)  
Thaís Regina Moreira Lobeu Distrito Federal (DF)  
Victoria Hidalgo Pedroni Santa Catarina (SC)  
Wendel de Oliveira Rondônia (RO)  
Wilson da Silva de Souza São Paulo (SP)  
Yanna Bárbara de Souza Porcino Pernambuco (PE)  


SERVIÇO:
Selecionados no edital Poesia Surda
Arte como respiro: múltiplos editais de emergência
29 de maio
Em www.itaucultural.org.br
Compartilhe:

Baixe a Revista (Clique Sobre a Capa)

baixar

E-mail: ademirpascale@gmail.com

>> Para Divulgação Literária: Clique aqui

Curta Nossa Fanpage

Siga Conexão Literatura Nas Redes Sociais:

Receba nossas novidades por e-mail (você receberá um email. Basta confirmar ):

Anuncie e Divulgue Conosco

Posts mais acessados da semana

EDITORA TREVO

CLUBE DO LIVRO UNIÃO

REVISÃO E LEITURA CRÍTICA

LIVRO: O CLUBE DE LEITURA DE EDGAR ALLAN POE

LIVRO DESTAQUE

LIVRO: CONVERSA NOTURNA E OUTRAS HISTÓRIAS

FUTURO! - ROBERTO FIORI

SROMERO PUBLISHER

Leitores que passaram por aqui

Labels