sábado, 25 de março de 2017

4 Incríveis Casos de Viajantes do Tempo - The Time Traveler's


CONFIRA NO VÍDEO DO CANAL "CONEXÃO NERD", 4 INCRÍVEIS CASOS DE VIAJANTES DO TEMPO: Um viajante do tempo surge numa foto do ano de 1941. um possível viajante do tempo chamado John Titor faz previsões num fórum da internet entre os anos 2000 e 2001. Outro viajante do tempo surge numa das lutas históricas do pugilista Mike Tyson e no ano de 1928 uma viajante do tempo parece usar um moderno aparelho na filmagem do filme "O Circo", de Charlie Chaplin.

ASSISTA O VÍDEO: CLIQUE AQUI.

 
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Bate-Papo Literário: Diversidade na Literatura Nacional

Fonte: Biblioteca Parque Villa-Lobos
No domingo, 26, das 15h00 às 17h00, a Biblioteca Parque Villa-Lobos, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, realiza o Bate-Papo Literário: Diversidade na Literatura Nacional. O objetivo é trocar ideias, conhecer novos autores e discutir sobre obras que fogem do senso comum. O encontro é organizado por Thiago Assoni, autor dos livros Crazy Mary (2012) e Bolhas de sabão (2016).

Para participar é necessário retirar senha com 30 minutos de antecedência.

Confira a programação completa da BVL no site www.bvl.org.br.

Serviço:
Bate-Papo Literário: Diversidade na Literatura Nacional
Local: Biblioteca Parque Villa-Lobos
Data: 26 de março (domingo) das 15h00 às 17h00
Endereço: Avenida Professor Fonseca Rodrigues, 2001, Alto de Pinheiros
Telefone: (11) 3024-2500.
De terça a sexta-feira, das 10 às 19h (horário normal).
Sábados, domingos e feriados, das 10 às 19 horas.
Todas as atividades são gratuitas.
Local com acessibilidade para deficientes com estrutura de locomoção, informativas, de conteúdo, programação, tecnológica e a disponibilização de profissionais capacitados para inclusão de pessoas com deficiências aos espaços.


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sexta-feira, 24 de março de 2017

Em entrevista, Angela Aguiar comenta seu novo livro "Inevitável", confira

Angela Aguiar
Angela Aguiar, mora em Heliodora, sul de Minas Gerais, mãe de três filhos é casada a 15 anos. Amante de livros desde a infância, ao se tornar adulta seu amor por romances foi mais forte a tornando uma leitora voraz. Em 2013, este amor a fez escrever e lançar seu primeiro livro, ‘’Uma Chance a Mais’’, em 2015 lançou seu segundo livro ‘’Entre a Razão e o Coração’’, livros que foram BestSellers no site Amazon. Foi premiada com pela ARTPOP como ’Destaque de 2015’, além de receber em Itabira MG os prêmios Carlos Drummond de Andrade; Cecília Meireles – Mulheres Notáveis; Machado de Assis- Expressão Literária, entre outros, agora está na expectativa do lançamento de seu próximo livro, Inevitável.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Angela Aguiar: Quando escrevi minha primeira obra, eu não imaginava lançar, porém uma amiga escritora, me convenceu a mandar o original para editoras, foi quando ele foi aceito e a partir deste momento comecei a ver o meio literário como um sonho possível de se realizar. Não foi fácil no início pois moro em uma cidade pequena, distante da maioria de eventos literários, mas meus leitores e minha família me incentivaram a seguir a diante. Ser escritor nos dias de hoje é uma luta constante, fazer o que se ama, conquistar um espaço neste meio e não se deixar abater pelas críticas. Não é uma missão fácil, mas vale a pena, a cada leitor conquistado, a cada opinião sobre minhas histórias é uma certeza que estou no caminho certo.

Conexão Literatura: Você é autora do livro "Inevitável". Poderia comentar?

Angela Aguiar: Inevitável, é meu terceiro romance, e foi um desafio escrever esta história pelos temas abordados. Eliza, personagem principal, passa por decepção amorosa como qualquer pessoa, porém ela não superou como a maioria, e isso foi somente o início de vários desafios em sua vida. Na história, é abordado sobre a gravidade da depressão, sobre vícios e automutilação de nossa juventude que infelizmente é uma realidade, além da importância da presença e amor dos pais na vida dos filhos. Nos mostra que passado todos temos mas que podemos e vemos usá-lo por um bem maior. Em todos meus livro procuro passar uma mensagem, amo ler romances que são mais que mocinho e mocinha felizes, e Inevitável tem a mesma proposta, passar a quem está lendo, uma mensagem para a vida toda.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

Angela Aguiar: Como o tema fala sobre uma doença grave que é a depressão, procurei conversar com pessoas que tem a doença, pesquisei em sites com pesquisas anuais sobre a evolução, causas, desafios entre outros. Conversei e observei jovens que passaram ou passam por este problema de automutilação e conflitos em casa, além de ver esta mesma realidade no nosso país. Enfim foram quase dois anos entre pesquisas e o resultado final.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial no seu livro?

Angela Aguiar: Com certeza quando Eliza revela a Liam sobre sua fragilidade do passado ao mesmo tempo que o mostrar de ser forte era sua meta de vida.

Ela abriu os olhos e me encarou com olhos lagrimejantes e tristes.
— Certas feridas deixam cicatrizes profundas demais para serem ignoradas, Liam, não queria viver de passado, mas, ele ainda é meu presente, eu preciso ser forte, não tenho escolhas.
Ela se afastou o suficiente para mostrar seus braços, ainda me encarando nos olhos com o cabelo molhado em uma bagunça linda, me mostrou seus pulsos e nada me havia me preparado para o que eu veria naquele momento. Ao notar uma tatuagem em cada pulso, segurei-os com cuidado aproximando-os de mim. Em cada pulso, uma escrita e ao ler sussurrei.
— “Stay ...Strong”.
Encarei seu rosto em busca de uma confirmação e notei uma lágrima rolar por seu rosto.
— “Mantenha-se...Forte”.
Voltei a encarar seus pulsos quando minha visão ficou nublada e o entendimento se fez presente. Logo abaixo das tatuagens, em cada pulso era possível notar uma cicatriz, um corte, como se ela houvesse...encarei-a sem acreditar.
— Diz que não é o que estou pensando, Liza.


Conexão Literatura: Se você fosse escolher uma trilha sonora para o seu livro, qual seria?

Angela Aguiar: O livro tem vários trechos de músicas, mas eu fiz questão de colocar a letra de uma no livro que ouvia ao escrever e demostra os sentimentos de Eliza, Inevitavelmente de Daniel retrata muito do livro.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Angela Aguiar: Minhas obras e tudo sobre elas, estão na minha página no facebook ou se preferirem bater um papo e adquirir os livros diretamente comigo podem me adicionar no mesmo que será um prazer tê-los como amigos. Inevitável está a venda em E-book no site amazon.com.br e estará à venda comigo por e-mail, angelaaguiar1986@hotmail.com ou facebook  é só entrar em contato.

https://www.facebook.com/angelarita.aguiar
https://www.facebook.com/AngelaAguiar.Autora

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Angela Aguiar: Tenho dois livros sendo escritos, mas por enquanto estou me dedicando mais a este novo livro, e na expectativa e preparativos para a Bienal Internacional do Rio de Janeiro onde estarei com meu livros, pela Editora Ella e pela Drago Editorial. Além de estar na expectativa de participar de minha terceira Antologia com um conto inédito em Belo Horizonte, Mg.
Perguntas rápidas:

Um livro: Minha pequena Grande Mulher ( Simone Fraga)
Um (a) autor (a): Dill Ferreira
Um ator ou atriz: Robert Pattinson
Um filme: Uma Longa Jornada
Um dia especial: 02-02-2002

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Angela Aguiar: Quero agradecer do fundo do meu coração a vocês da revista a oportunidade, e a meus leitores por todo o apoio e por acompanharem meu trabalho, a cada comentário meu coração se enche de alegria obrigada mesmo. Espero que gostem de Inevitável assim como amei escrevê-lo.

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quarta-feira, 22 de março de 2017

As Alegrias de Dona Lalá

Dona Lalá era mulher fina, educada com todos os requintes da etiqueta. Mesmo tendo que se mudar para uma cidadezinha onde todo mundo era simples, não dispensou os detalhes que denunciavam sua incontestável finesse. Por exemplo, para todas as refeições em sua casa, mesmo as diárias e rotineiras com o marido e as filhas, a mesa era guarnecida com louça inglesa, diversos talheres e taças, guardanapos de tecido, tudo combinando. Ela fez questão de ministrar aulas de etiqueta e arte da mesa para a Tonha, moça simples, criada entre pratos e canecas esmaltados. Tonha vivia vestida de empregada inglesa, com touca na cabeça e achava tudo muito bonito. Aprendeu tudinho. Quando Seu Jorge chegava do serviço, Dona Lalá ia receber o marido na porta de casa com um discreto e rápido beijinho na boca. Pegava seu paletó e chapéu (na época ainda se usava chapéu) e enquanto ele dava uma olhada no jornal, ela trazia um cálice de xerez e ficava ao seu lado, lendo a página feminina. Daí a pouco, a Tonha batia o sininho para avisar que o almoço estava pronto e depois do almoço servia um cafezinho em xícaras de porcelana e bandeja de prata. Nos domingos à tarde, ela e o marido ouviam Verdi e Puccini. Assim era a fina rotina na casa de Dona Lalá.

Ela teve quatro filhas que fez questão de educar no mesmo requinte. As moças tinham aulas de piano e bordado e só não tinham aulas de balé porque a cidade não dispunha do curso. Logo que entraram em idade de namorar e casar, Dona Lalá se apressou a dar aulas de prendas do lar para as meninas. Em pouco tempo já sabiam como fazer um verdadeiro chá inglês, rosquinhas e bolos de frutas. O enxoval, ah, este era cuidadosamente providenciado, com tantos jogos de cama de algodão puríssimo, tantas colchas, edredons, etc, etc... tudo como mandava o manual de Economia Doméstica do Colégio de freiras.

Mas faltava ensinar sobre a intimidade, aquela da alcova, como se comportar na primeira noite de casados. Então, com muito jeito, Dona Lalá ia escolhendo as palavras aqui e ali para descrever o orgasmo, coisa que as meninas supostamente deveriam conhecer e sentir apenas quando envolvidas sexualmente com o marido. Nada poderia garantir que não fossem sentir o tal orgasmo antes do casamento, mas para todos os efeitos, as moças sentiriam o fino gozo depois de casadas e não antes. Sozinhas, então, nem pensar. Ou melhor, nem pensar em abordar tal questão, afinal moças finas eram mais preservadas de assuntos e sensações mundanas. Dona Lalá, não encontrando outra palavra que melhor definisse a gloriosa sensação, disse às filhas que elas sentiriam uma singular “alegria”, algo que não podia ser posto em palavras, de tão peculiar, tão original e tão gostoso, deixando escorregar esse último adjetivo num delicioso ato falho.

Dona Lalá, sem querer, ensinava de modo eficiente o que havia sentido, o que leva a crer que era muito feliz com seu Jorge, ou que sempre sentira muitas alegrias com o marido. Afinal, só pode ensinar uma verdadeira alegria quem soube aprender o que é verdadeiramente gostoso. E assim ela ensinou corretamente às meninas as delícias do sexo, conferindo ao orgasmo matizes singelos e líricos, conforme as propriedades coerentes de seu fino caráter.   

Certíssimo. Quem já não esboçou um sorriso matreiro depois de uma forte alegria?


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Julia Lemos comenta sobre a publicação do seu novo projeto editorial

Julia Lemos
Julia Lemos é poeta e ensaísta, nascida em Caruaru e radicada no Recife. Graduada  em Comunicação Social e Jornalismo, pela UFPE é  mestra em Estudos Brasileiros pela Universidade de Lisboa, Portugal.  Estreou em literatura com o livro de poemas “ Carmem Antônia Migliacchio Enlouqueceu, em seguida publicou “ A Casa Estrelada”. Atriz, integrou  o elenco do Teatro Hermilo Borba Filho, bem como atuou junto à Companhia Práxis Dramática. O seu atual projeto editorial inclui “A Exposição dos Sóis” – poesia,  e os ensaios, “Patativa do Assaré, um trovador nordestino”, e o estudo sobre a poética de Manuel de Barros intitulado “ Sobre uma poesia de larvas incendiadas” .

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Julia Lemos: Considero que meu início na literatura foi na minha infância, numa casa com muitos  livros e onde não faltavam os pequenos recitais domésticos depois do jantar. Meu pai era poeta e contista e mesmo ocupado com o trabalho da promotoria de justiça escrevia muito, além de recitar-nos os seus poetas preferidos, os parnasianos e os românticos.  Mas também  o ouvíamos recitar épicos de Camões a Gonçalves Dias. Cresci assim ouvindo a música do poema. Certo dia, ele lançou o desafio de um concurso de poesia para incentivar os cinco filhos. Eu tirei o primeiro lugar com um poeminha que versava sobre liberdade e  borboletas.
Continuei a escrever na adolescência mas sem o compromisso de me tornar poeta. Já  Desde  muito jovem trabalhava e estudava e, certo dia, já na Universidade cheia de tédio por ter me matriculado em um curso com o qual não me identificava, escrevia nos intervalos das aulas. Foi nesse período que produzi a maior parte dos poemas que integraria o meu primeiro livro. Na Biblioteca li em um livro de Stendhal a seguinte frase: “Vocação é a felicidade de ter como ofício a paixão”. Compreendi que escrever era a minha paixão, o meu ofício. Daí por diante começaria a publicar nos principais jornais da cidade: Diário de Pernambuco e Jornal do Commércio e a recitar poemas meus e de outros autores onde encontrasse uma oportunidade.

Conexão Literatura: Você está preparando a publicação do seu novo projeto editorial. Poderia comentar?

Julia Lemos: Este novo livro “A Exposição dos Sóis” apresenta-se mais denso e também mais extenso pois contempla o longo intervalo sem publicar. Contempla também uma gama maior de temas e de motivos, incluindo os poemas inspirados na cidade, Recife e aqueles co um acento mais romântico, para além dos poemas que se constituem como “falas” de personagens e que são recorrentes na minha poética assim como os de natureza místico-religiosa..No mestrado em Estudos Brasileiros, em Lisboa, o Professor João David Pinto Correia, de Literaturas Orais sugeriu como tema de minha pesquisa na disciplina a nossa  literatura  de Cordel - o Repente e a Cantoria. Identificamos o nome de Patativa do Assaré como aquele que mais nos representava no âmbito da poesia popular .
A pesquisa deu ensejo ao tema da minha dissertação que, por sua vez, foi adaptada para se tornar o livro “Patativa do Assaré, um trovador nordestino” e no qual faço uma abordagem biográfica do poeta enfatizando seu percurso de artista engajado nas lutas sociais. A análise de sua poesia engloba um estudo das soluções formais por ele adotadas para compor uma obra que mesmo sendo de cariz popular em sua essência, utiliza também os recursos próprios da poesia erudita.        
Meu primeiro contato com a poesia de Manoel de Barros, autor que tem suas raízes no pantanal mato-grossense foi através do livro Arranjos para assobio, que me causou uma grande surpresa, não só por sua escrita original mas pela ousadia em explorar temas inusitados e estranhos ao universo poético. Impressionou-me a liberdade do autor na utilização que faz das palavras, apresentando-nos um livro que parecia extrapolar os limites do gênero poesia. Assim é que lendo a obra de Manoel de Barros cheguei ao livro Memórias Inventadas, as infâncias de Manoel de Barros e foi sobre este trabalho do poeta voltado mais especificamente para o público infantil que escrevi o livro “Sobre uma poesia de larvas incendiadas”. O livro é escrito numa proposta didática mas que se mistura as opiniões e considerações de natureza poética próprias do ensaio, analiso as questões em torno da utilização de uma dicção infantil como forte característica dessa poética, aparecendo também como um símbolo de permanente inventividade em sua obra.

Conexão Literatura: Você é coautora do livro de receitas A Cozinha Estrangeira na Terra do Caju, com prefácio de Gilberto Freyre, 1985. Publicou os livros de poesia Carmem Antonio Migliacchio Enlouqueceu, (Edições Pirata- Fundação Gilberto Freyre) e A Casa Estrelada, pela Fundação de Cultura de Pernambuco, através da CEPE, além de ter participado em antologias. Algum desses livros lhe marcou de alguma forma ou é especial para você? Caso sim, por quê?

Julia Lemos: O livro de poemas “Carmem Antonia Migliacchio Enlouqueceu”, pelo fato de ser esta a minha primeira publicação. Lembro-me da emoção ao ver a capa: um rosto de uma mulher em traços que imitam o bico de pena e de, folheando o conteúdo, ver os poemas que escrevi numa solidão plantada em meio ao vozerio das pessoas de casa. Havia me inspirado nas reflexões sobre a loucura, o que representava um olhar mais para dentro, pelas  indagações existenciais cujas respostas não se achavam facilmente. Indagações que eram como se fossem fantasmas surgidos das leituras dos textos de Hermann Hesse, Clarice Lispector, Albert Camus, os mais frequentes. Isto numa idade em que se requer uma vivência mais para fora.
As experiências representadas naqueles poemas do primeiro livro são as que se extraíram das visões turbadas numa experiência de vida que mais demonstra recolhimento e perplexidade.  Relembro ainda nessa estreia a alegria de integrar, à partida,  um movimento como o dos “piratas” no Recife, capitaneado pelos poetas Jaci Bezerra e Alberto da Cunha Melo, e cujo projeto editorial se impunha, já naquela época, tão importante, congregando muitos dos poetas e escritores que permanecem até os dias de hoje no ofício. Desfrutávamos de uma espécie de comunidade, trocando livremente ideias sobre literatura, partilhando alumbramentos e apreensões.
Encontrávamos quase sempre na “Livro 7” nossa livraria mais midiática entre os anos 80 e 90.  Aos poetas do Movimento Pirata juntavam-se os de outras tendências, reunidos  quase numa mesma visão identitária nos temas referentes à Poesia, às artes e a ampliação de políticas culturais. Meu livro de estreia é, naturalmente, resultado de uma composição solitária, mas surge em meio a uma atmosfera de congraçamento contagiante entre os autores  de várias estilos e suas produções poéticas.   

Conexão Literatura: Você também é atriz, já participou de várias encenações, entre elas "A estória de Romeu e Julieta", pela qual recebeu o prêmio Samuel Campelo de atriz revelação na categoria comédia. Em televisão atuou no especial Morte e Vida Severina, com direção de Walter Avancini, Rede Globo, 1981 e O Boi Misterioso e o Vaqueiro Menino, Rede Bandeirantes de Televisão, direção de Maurice Capovilla, 1981. Você acha que existe uma ligação entre atuar, escrever e criar histórias? As atuações influenciaram sua carreira como escritora?

Julia Lemos: Sim e a ligação acontece em um nível não só de influência mas de interação. Para mim estas atividades situam-se todas na ordem da poesia, pois  se encontram no âmbito da inventividade- da recriação da palavra - e  toda linguagem artística possui sua poeticidade. A ênfase maior, contudo, é na palavra que, sendo recriada na Poesia, torna-se voz também. As emoções nessas comunicações, atuar, escrever e criar histórias se diferenciam: o público leitor não é flagrantemente visível, já no teatro a troca se dá instantaneamente, e é algo sublime. Sempre atuei muito no sentido de “dramatizar”, os poemas, “colocá-los de pé”, ou seja, trazê-los para o palco, tantas vezes improvisado. Representávamos tendo antes identificado um fio narrativo condutor, em que buscávamos os personagens apenas esboçados no poema, explorando o lado mais ficcional da Poesia.
O teatro, a televisão e a poesia interligam-se pelo veio comum de que estas linguagens são artes.  Lembremos Roman Jakobson, o pensador e linguista russo que em sua análise estrutural da linguagem, poesia e arte definiu suas funções. Uma dessas funções é a poética, mas esta não está confinada à Poesia. A função poética da linguagem extrapola, portanto, o âmbito da Poesia subsistindo nas várias linguagens artísticas.

Conexão Literatura: Quanto tempo você leva em média para concluir um livro?

Julia Lemos: O tempo de criação de um poema é relativamente curto. Sou meio  como um poeta repentista na captação do que “vem para ser escrito”. Percebo isto a influência da poesia popular própria do meio em que nasci e vivi parte da minha infância, Caruaru . O poema, em muitos casos, passará por outra instância, a do aperfeiçoamento, sendo esse processo inerente ao trabalho de criação artística.  O livro, então, se completará sem pressa. No meu entender ele estará pronto quando conseguir imprimir uma visão de conjunto, representando a sua própria tessitura tornando tensa e uma a sua mensagem.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir os seus livros e saber um pouco mais sobre você?

Julia Lemos: Os livros estão esgotados, mas mantenho no Facebook uma página que tem meu nome como título e na qual coloco um breve resumo biográfico, publico poemas antigos e estou sempre atualizando com alguns poemas que produzo atualmente.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Julia Lemos: Sim. O projeto que desejo realizar são os livros de poesia em prosa voltados para o público infantil. 

Perguntas rápidas:
Um livro: Grande Sertão Veredas- Guimarães Rosa
Um (a) autor (a): Gabriel Garcia Marques/ Cecília Meireles
Um ator ou atriz: Destaco os brasileiros, país de grandes atores e considero Renata Sorrah uma excelente atriz dentre os nomes que são, entre nós, unanimidade.
Um filme: Cartas para Julieta-( Letters for Juliet, 2010)
Um dia especial: o de minha estreia no teatro com o musical infantil “ Um pedacinho de lua”, pelo Grupo Piolim, 1976.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Julia Lemos:  O eminente poeta, crítico e teórico da Literatura, Carlos Felipe Moisés,
 disse ao ser indagado sobre o que há de mais atual e inovador na poesia brasileira, hoje:
“De um lado, uma ebulição extraordinária, auspiciosa; o país nunca teve tantos poetas em atividade; nunca houve entre nós tanto interesse por poesia. A cena poética brasileira jamais conheceu tal diversidade, tal heterogeneidade, tal mistura de timbres, formas e estilos. Vivemos um período áureo em matéria de poesia e não me preocupa nem um pouco saber que quantidade e variedade nem sempre correspondem a qualidade.De outro lado, indo direto à pergunta, o que vejo de mais atual, inovador e pujante na atual poesia brasileira é o Bandeira de Estrela da manhã, o Murilo de A poesia em pânico, o Drummond de Claro enigma ou o João Cabral de Uma faca só lâmina. São esses poetas que, antes dos demais, ajudam a enfrentar "o tempo presente, os homens presentes, a vida presente", hoje.

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terça-feira, 21 de março de 2017

A CASA e a Digitaliza Brasil iniciam parceria inovadora na distribuição de livros digitais

No mês em que comemora o seu terceiro aniversário, a CASA Agenciamento Literário e Consultoria em Projetos Culturais na Área de Literatura inicia uma parceria junto à Digitaliza Brasil, uma das maiores distribuidoras de livros digitais da América Latina com mais de 15 anos de experiência, que proporcionará para os seus autores agenciados exclusivamente, a conversão e a distribuição de seus livros em formato digital nas principais plataformas de venda de e-books: Amazon, Kobbo, Apple, Google, Nook/Barnes&Noble, Saraiva, 24 Symbols, Árvore de Livros, Bem Te Li.
Em execução inovadora, a parceria prevê aos autores da CASA visibilidade para o seu trabalho e um maior alcance de público, possibilidade de venda do e-book para outros países, valores diferenciados de comissão de vendagem, relatórios informatizados e o recebimento efetivo dos valores das vendas.
"Estamos otimistas em oferecer mais este serviço aos nossos autores agenciados, principalmente neste momento em que o leitor brasileiro se interessa cada vez mais pelo livro digital", diz o agente literário fundador e CEO da CASA, Lívio Meireles Capeleto. "Para nós é uma alegria celebrar esta conquista junto ao nosso aniversário de 03 anos. Estamos sempre em busca de inovações para entregar aos nossos autores", conclui.

Acompanhe as notícias dos lançamentos dos e-books seguindo a agência pelas redes sociais ou através do site:

Facebook: Clique aqui.

Instagram: @casaagenciamentoliterario

Site: http://www.casaagenciamento.com.br
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segunda-feira, 20 de março de 2017

Raimundo Colares Ribeiro cede entrevista e comenta sobre seu livro Capitais Brasileiras - Cidades Maravilhosas

Raimundo Colares Ribeiro
Ligado às atividades culturais do seu Estado, Raimundo Colares Ribeiro tem exercido cargos de destaque, entre os quais o de Conselheiro do Conselho Estadual de Cultura do Amazonas; Presidente da Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas (ALCEAR); Presidente da Academia Amazonense Maçônica de Letras; Presidente da Academia de Ciências Contábeis do Amazonas; Presidente da Associação dos Escritores do Amazonas (ASSEAM); e Grande Secretário de Cultura da Grande Loja Maçônica do Amazonas. Faz parte, ainda, da Divine Académie Française des Arts Lettres et Culture; Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes (FEBACLA); Academia de Letras do Brasil (ALB-Amazonas); Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias; e Academia de História do Amazonas, entre outras entidades culturais. Possui 15 livros publicados, com destaque a “Viagens à Corte do Solimões”, “Amazonas, Meu Grande Amor”, e “Capitais Brasileiras: Cidades Maravilhosas”.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Raimundo Colares Ribeiro: Desde criança sonhava em escrever um livro. Mas isso só aconteceu após os comentários positivos a um trabalho literário de minha autoria, que foi publicado em página inteira, num domingo do mês de junho de 1993, no jornal de maior circulação no meu Estado, o Amazonas. Três anos depois, em 1996, aos 38 anos de idade, entregava à sociedade amazonense o meu primeiro livro intitulado “Viagens à Corte do Solimões”, abordando fatos históricos de Tefé, minha cidade natal, desde 1538 a 1865. Hoje, vejo-o citado em bibliografias de outros livros, monografias e, até mesmo, em dissertações de mestrado. Além do “Viagens à Corte do Solimões” e “Capitais Brasileiras: Cidades Maravilhosas”, tenho publicado outros 13 títulos.


Conexão Literatura: Você é autor do livro impresso e e-book "Capitais Brasileiras: Cidades Maravilhosas". Poderia comentar?

Raimundo Colares Ribeiro: A versão física foi publicada pela All Print Editora, em 2014, que disponibiliza a obra, via e-commerce, nas grandes livrarias e lojas do País, entre as quais Cia. dos Livros, Livraria Cultura, Livraria Martins Fonte, Livraria da Folha, Lojas Americanas, Casas Bahia, Ponto Frio e Shopping Uol. Com referência ao livro em formato digital, contou com o apoio necessário e experiente da Fábrica de E-books, sob a coordenação do competente escritor Ademir Pascale. A obra poderá ser adquirida na Amazon, considerada a loja mais popular do mundo, ao valor simbólico de 10,00 reais.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas, viagens e quanto tempo levou para concluir seu livro?

Raimundo Colares Ribeiro: As informações sobre as capitais, principalmente as relacionadas à área territorial, população, clima, aniversário, pontos de lazer e cultura, dentre outras, foram obtidas nos sítios oficiais das prefeituras municipais e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Jornais locais da época também contribuíram para a preparação final dos textos. E da Bíblia Sagrada, retirei os versículos que emolduram o livro. A respeito das viagens e conclusão do livro, posso afirmar que, até 2008, visitei 13 capitais brasileiras. De 2009 a 2012, as outras 14 receberam a minha visita. Como disse, anteriormente, o livro foi publicado em 2014. Acredito que eu tenha concluído esse trabalho num período máximo de 2 anos, pois só comecei a elaborá-lo após a última viagem, em setembro de 2012, à cidade de Rio Branco, Capital do Estado do Acre.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial no seu livro?

Raimundo Colares Ribeiro: Sim. Faz parte do prefácio. É especial porque me faz lembrar do meu saudoso pai e da viagem que fizemos a Manaus. Ainda criança, conheci a primeira das vinte e sete capitais brasileiras. Acompanhemos:

As visitas que fiz a todas as Capitais brasileiras, por interesse e curiosidade, são provas indiscutíveis de que tenho atendido aos anseios do meu coração. E tudo começou aos sete anos de idade quando, em companhia do meu saudoso pai, realizei a minha primeira viagem.

Naquela época, 1965, o regatão também prestava serviços de transporte de pessoas no interior do Amazonas, conduzindo-as de uma cidade amazonense para outra. Na maioria das vezes, a gratuidade dessa atividade prevalecia, comprometendo-se o carona em apenas levar seus mantimentos e rede para dormir. Embarcamos em um deles, que singrou as águas do Rio Solimões, desde Tefé, nossa terra natal, até Manaus, a belíssima Capital amazonense.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro impresso ou digital e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho?

Raimundo Colares Ribeiro: Com o advento da Internet, a aquisição de livros também ficou mais fácil. Assim, o livro físico pode ser comprado em várias livrarias e lojas do País, mas, deve-se sempre buscar as promoções. Quanto ao e-book, é encontrado na Amazon (www.amazon.com.br), unicamente. Para saber um pouco mais sobre o trabalho literário desenvolvido por este escritor amazonense, basta acessar o meu blog (raimundocolaresribeiro.blogspot.com). E caso o ilustre leitor tenha interesse em receber notícias literárias, quinzenalmente, via e-mail, escreva-me, por favor, para o endereço: colaresribeiro@gmail.com.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Raimundo Colares Ribeiro: Sim. Mas, por enquanto, ainda não posso dar maiores detalhes.

Perguntas rápidas:

Um livro: Bíblia Sagrada;
Um (a) autor (a): Dan Brown;
Um ator ou atriz: Nicolas Cage;
Um filme: A Lenda do Tesouro Perdido;
Um dia especial: Todos os dias são bênçãos especiais de DEUS.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Raimundo Colares Ribeiro: Agradeço à minha maravilhosa família pelo incentivo e à Fábrica de E-Books que tornou realidade o livro CAPITAIS BRASILEIRAS: CIDADES MARAVILHOSAS na forma eletrônica. Grato, igualmente, à All Print Editora, pelo livro físico e sua divulgação. E, de coração, a todos aqueles que o adquirirem.

Para adquirir, acesse:
Ebook: CLIQUE AQUI. 
Livro impresso: CLIQUE AQUI.

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domingo, 19 de março de 2017

USP promove a Feira de Livros da Física

O Centro Acadêmico da Física (Cefisma), do Instituto de Física (IF) da USP, promove, entre os dias 21 e 23 de março, das 9 às 20 horas, a Feira de Livros da Física.

O evento reúne diversas editoras, com títulos de seus catálogos vendidos com no mínimo 25% de desconto. A feira é aberta ao público interessado, mas especialmente estudantes (de qualquer área do conhecimento).As editoras confirmadas são: Aleph, Blucher, Boitempo, Cia das Letras, Editora 34, EdUnesp, EdUSP, Livraria da Física, Nova Alexandria, Perspectiva, Veneta.

A atividade é gratuita, não há necessidade de inscrição e acontece no Instituto de Física da USP, próximo ao Edifício Amélia Império Hamburger.

A programação completa está no site da Feira. Mais informações pelo telefone: (19) 97111-4015, ou pelo e-mail cefisma@cefisma.org.br, ou na página do facebook.



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sexta-feira, 17 de março de 2017

Conexão Nerd: Os Maiores Mistérios do Mundo (Vídeo)


CONHEÇA OS MAIORES MISTÉRIOS DO MUNDO: uma pegada de 300 milhões de anos vem intrigando os pesquisadores. Uma estranha figura encontrada no México parece estar fora do eixo. Já na ilha de páscoa, os Moais, que são gigantescas estátuas de pedra, continuam deixando historiadores cada vez mais curiosos.
Em Nazca, gigantescos geóglifos só podem ser vistos do alto, mas para qual finalidade? Já no antigo Egito, os egípcios pareciam dominar uma inteligência bem superior, tendo criado algo
que só seria usado e criado por nós milênios depois.

ASSISTA O VÍDEO: CLIQUE AQUI.

 
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quarta-feira, 15 de março de 2017

Momento Mágico


Aconteceu de novo: o momento mágico! Estava descendo o morro de carro e me deparei com a cidade ainda banhada pelo sol se retirando para dormir. Os raios ainda eram fortes e bateram em meus olhos ofuscando tudo à minha volta. Mas parei o carro e olhei cheia de encantamento. Era lindo! De repente, de novo e sempre me vem aquele pensamento de que estamos em cima de um planeta que gira em torno de si mesmo e do sol. Confrontada por esta verdade incrível, eu me ausento de mim. Uma força suave me suspende do mundo. Não sei se é a alma que se solta do corpo ou algum anjo que está silenciosamente ao meu lado. Em um ataque fulminante de ternura, sou imensamente feliz e agraciada e saciada de beleza. É como se estivesse nascendo agora e enxergando o mundo pela primeira vez. Não importam mais os senões, a dependência disso ou daquilo, o passado, o presente ou o futuro, e os fardos podem ser gentilmente deitados ao chão. O que realmente importa é que neste raro momento que me assalta de quando em quando é que percebo a beleza das coisas mais cotidianas, mais simples, mas cheias de grandeza. Não assisto ao por do sol todos os dias. Deveria. O momento mágico é aquele em que percebemos ou sentimos a vida pulsar, ou enxergamos a vida assim como as crianças, sem aquelas escamas que já cobrem nossos olhos desde a adolescência. Sim, é fato que ao crescer perdemos esta dádiva que só as crianças possuem. Entretanto, a menina aprisionada dentro de mim de repente consegue se esgueirar por alguma fresta e me toma por inteiro. Aí eu posso ver o sol, também posso ver a água que escorre pelas minhas mãos, posso ver atentamente as flores de primavera, cada detalhe, cada cor. Posso ouvir Mozart, Kate Bush ou Fred Mercury, sentindo minha alma subir até o céu. Posso ir até o fundo dos oceanos onde provavelmente o gênero humano tenha nascido das águas profundas como assim afirmam alguns e descobrir cavernas cheias de mistério e beleza. Como o mundo é belo! Então o sol é assim? E a água, nossa que linda! O momento mágico! Afinal, a prisioneira é a menina que habita em minhas profundezas ou sou eu?A menina que tudo sabe em sua sabedoria inata e que ainda não conhece nem participa do inevitável caos que a espera. Sim, sou eu a prisioneira que vive encerrada em masmorras pesadas e tristes. Também é fato que prisões existem de todas as formas. E a liberdade mora dentro de nós, a gente é que nunca se convence disso. A menina é quem vem me libertar, que vem me salvar da mesmice, e vem me ensinar tanta coisa bonita que já me esqueci, que me alerta que a vida exige o “despojamento de tudo o que obstrui o crescer da alma, o que a atulha e soterra” como descobriu G. Rosa. É o momento mágico quando nós duas nos encontramos. Mesmo em raros momentos de êxtase, nesta estranha e súbita epifania, descubro que só por estes momentos vale a pena viver. Vale dizer que o sol se põe quase todas as tardes e quando chove também é tudo tão bonito, ou isto ou aquilo, como dizia Cecília Meireles. Maravilhas cobrem este planeta onde habitamos, mas só podemos enxergar esta beleza se a tivermos dentro de nós ainda que em raros e preciosos momentos de pura magia! Um bom final de semana de raros momentos mágicos a todos!


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Hugo Peres comenta sobre o seu manual Automatizando Testes de Software Com Selenium

Hugo Peres
Graduado em Analise e Desenvolvimento de Sistemas (UniCarioca) e Pós-Graduado em Engenharia de Software (UFRJ). Atualmente exerce a função de Analista de Testes em uma conceituada fábrica de software no RJ, contemplada por diversas certificações, entre elas a MPS.BR (Nível C). Com um espírito inovador, está sempre em busca de novas soluções que agreguem qualidade ao software, tornando o processo de teste mais produtivo e menos custoso.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Hugo Peres: Ao final do meu curso de Pós Graduação, quando decidi escrever um TCC sobre automação de teste usando a ferramenta Selenium. Após um ano, resolvi fazer um curso de empreendedorismo online, onde surgiu a ideia de transformar o TCC em Ebook, dando inicio ao meu trajeto como autor.

Conexão Literatura: Você é autor do livro "Automatizando Testes de Software Com Selenium" (Editora Simplíssimo). Poderia comentar?

Hugo Peres: Sim. Trata-se de um manual prático voltado para todos profissionais e empresas da área de sistemas e que almejam melhorar a qualidade dos seus serviços e/ou produtos de forma simples, eficiente e com baixo custo. Nele, o leitor encontrará todos os recursos que a ferramenta Selenium disponibiliza para implementar um ambiente robusto de testes automatizados, como por exemplo: gravação/execução de scripts de teste, exportação/importação de scripts de teste em um projeto de teste, execução simultânea de testes em diferentes plataformas e navegadores.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

Hugo Peres: As pesquisas foram baseadas em livros conceituados na área de teste de software, principalmente na documentação oficial do Selenium. Ao total, foram quase 2 meses para terminar o conteúdo do livro.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial no seu livro?

Hugo Peres: Em suas palestras, Molinari (2010) costuma fazer a seguinte citação: “Ou você muda ou você se muda”. Isto é, se mudar, tem que ser para melhor. Quem almeja ir além, no sentido de fazer algo que faça a diferença e que traga resultados positivos para a empresa, deve-se pensar em inovação. Do contrário, o concorrente fará algo diferente e melhor para o público alvo. É a lei da sobrevivência.
Segundo Molinari (2010), a inovação em teste de software pode ocorrer a qualquer momento dentro de uma empresa, seja por meio de uma mudança radical ou incremental. E um bom caminho para isso é optando pela automação dos testes.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Hugo Peres: Bastar acessar a Hot Page, visualizar a amostra grátis do Ebook e adquirir a versão completa do mesmo se julgar necessário. Lemabrando, que o Ebook também pode ser adquirido nas principais livrarias online.

Para mais informações sobre minha pessoa e meus trabalhos, acessar o site.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Hugo Peres: Sim. Um livro sobre educação financeira.

Perguntas rápidas:

Um livro: Não Mais Um Cara Bonzinho
Um (a) autor (a): Robert Glover
Um ator ou atriz: Keanu Reeves
Um filme: Efeito Borboleta
Um dia especial: Meu Aniversário

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Hugo Peres: Agradeço a revista Conexão Literatura pela oportunidade de não só apenas me apresentar, mas principalmente pela divulgação dos detalhes acerca do Ebook.


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A Gravidade Zero de David Bowie

"Gravidade Zero" é o novo livro de poemas do escritor Alexandre Guarnieri, ganhador do Prêmio Jabuti em 2015. A nova obra, publicada pela editora Penalux, é um tributo ao cantor consagrado David Bowie que deu vida ao astronauta Major Tom nas canções “Space Oddity”, “Ashes to Ashes” e “Hallo Spaceboy’.

Segundo o escritor, o livro conta sobre um astronauta perdido que decide escrever poemas sobre o que pode testemunhar em sua viagem pelo espaço e o sentido da vida que deixou para trás na Terra.

- Minha inspiração veio das sessões de cinema de ficção científica e audições das músicas de Bowie, falecido há um ano, e de outros artistas - diz.

O poeta diz que o caso de Major Tom é extremo porque ele parte numa viagem espacial e não está certo quanto ao seu destino, sua missão. Ele conta que ficou tão imerso nas músicas de Bowie que no final do livro indica as músicas que mais o inspiraram na escrita dos poemas e na ambiência do tema.

- Sinto que Gravidade Zero é a conclusão de uma trilogia composta por Casa de Máquinas e Corpo de Festim. Da máquina ao homem. E de volta à máquina para lançar o homem o mais longe possível, para além de toda a familiaridade, sozinho – comenta.

Sobre o autor:
Carioca, nascido em 1974, Guarnieri é historiador da arte e mestre em tecnologia da imagem. Começou, a partir de 1993, a participar de eventos de poesia falada no Rio de Janeiro. Publicou seu primeiro livro, Casa das máquinas (Editora da Palavra), em 2011. É um dos editores da revista eletrônica Mallarmargens.

Em 2015, foi vencedor do Prêmio Jabuti com o livro “Corpo de Festin”. Além disso, o escritor conquistou em 2003 os prêmios Yêda Schmaltz, oferecido pela União Brasileira de Escritores, Seção Goiás; e Marco Lucchesi, oferecido pelo Jornal Panorama da Palavra/ RJ.

Serviço:
Gravidade Zero
Autor: Alexandre Guarnieri
Editora Penalux
GÊNERO: Poesia
ISBN: 978-85-5833-135-7 | ANO: 2017
FORMATO: 16X23
Páginas:  150
Link para comprar: http://www.editorapenalux.com.br/loja/product_info.php?products_id=517




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segunda-feira, 13 de março de 2017

Devir Brasil lança romance de horror de Roberto Causo


Pegue a pista expressa para uma ameaça sobrenatural

Após a publicação de Anjo de Dor — romance finalista do Projeto Nascente, da Universidade de São Paulo, que lhe rendeu comparação com Stephen King —, Roberto Causo retorna ao gênero do horror com Mistério de Deus, uma exploração épica do encontro da violência urbana brasileira com o terror sobrenatural.

Ambientado em 1991, momento da história do país marcado por crise econômica e discussões do impeachment do Presidente da República, com denúncias de corrupção em larga escala no executivo e de violência descontrolada nas ruas das grandes cidades, Mistério de Deus mergulha nessa estranha circularidade para ecoar as dores do presente de um país assombrado pelas mazelas do atraso social.

Em uma pequena cidade, pistoleiros motorizados fazem vítimas na camada mais baixa da sociedade — pequenos criminosos, indigentes, prostitutas... Os assassinos vêm em um carro preto, matam impunemente e levam os corpos com eles. Como no Brasil de hoje, as autoridades não se empenham na resolução dos crimes, como se essas vidas não tivessem importância.

Mas um grupo de jovens, eles mesmos sentindo-se à margem, unem-se e buscam os meios para enfrentar os matadores — incluindo armas de fogo e um carro que precisa ser tão veloz quanto o dos pistoleiros.

O lutador e ex-presidiário Alexandre Agnelli, a relutante vidente Soraia Batista, o leão-de-chácara e corredor de rua João Serra, e o jovem policial militar Josué Machado recusam-se a ficar no lugar em que a sociedade os quer. Mas não sabem que a linha de chegada da corrida de morte em que se meteram lhes reserva o confronto com uma ameaça vinda de uma dimensão além do imaginável.

Uma criatura sobrenatural que escraviza almas e exige uma quota de sacrifícios humanos, para então estender o seu poder entre os vivos...

Elogios Antecipados a Mistério de Deus:

“Causo não é competente apenas na criação de admiráveis sonhos futuros. Seu talento é inegável também na confecção de potentes pesadelos metafísicos. Os assombrosos romances Anjo de Dor e Mistério de Deus, ambos sobre a relação imprecisa que há entre o bem e o mal, comprovam que o suspense e o horror são ferramentas que o ficcionista brasuca domina tão bem quanto o maravilhoso e o tecnológico da ficção científica.”
Nelson de Oliveira, autor de Subsolo Infinito e Distrito Federal.

“Em Mistério de Deus, Roberto Causo utiliza um cenário tipicamente brasileiro com suas mazelas, criminosos e heróis anônimos, para contar de forma vívida uma história de arrepiar a espinha de qualquer fã de terror moderno. Leia com todas as luzes acesas!”
Giulia Moon, autora de Kaori: Perfume de Vampira.

“Mistério de Deus é um livro com personalidade: apesar de trazer o conluio de forças incompreendidas pela maioria dos humanos e de apresentar a eterna luta entre o bem e o mal, não sucumbe ao clichê dogmático no qual muitas histórias perdem o brilho... Um calhamaço de páginas que passam num piscar de olhos, inundando nossos sentidos com ronco de motores, cheiro de borracha queimada, a fricção de corpos entrelaçados e o medo de ser a próxima vítima.”
Eduardo Kasse, autor da série Tempos de Sangue.

Sobre o Autor

Um dos mais experientes autores brasileiros de horror, fantasia e ficção científica, Roberto Causo é um vencedor do Projeto Nascente, do Festival Universitário de Literatura e do Prêmio Jerônimo Monteiro. Seus contos, mais de oitenta, apareceram em onze países — incluindo Argentina, França, Portugal e Cuba. No Brasil, colaborou com revistas como Cult, Livro Aberto, Playboy, Pesquisa FAPESP e Ciência Hoje.

Entre seus romances estão os elogiados A Corrida do Rinoceronte e Glória Sombria. Causo cresceu em Sumaré, a cidade em que Mistério de Deus se passa, e vive atualmente em São Paulo com esposa e um filho.

Ficha Técnica:
Título: Mistério de Deus
Autor: Roberto de Sousa Causo
Capa: Vagner Vargas
Número de páginas: 600
Formato: 16 x 23 cm
ISBN: 978-85-7532-638-1
Código Devir: 333120
Em breve nas melhores livrarias e no site: http://www.devir.com.br

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