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sexta-feira, 22 de julho de 2016

Entrevista com Nika Lup, autora do livro Airum - Um amor predestinado, separado por mundos distantes

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Nika Lup: Desde criança, sou uma leitora voraz e escritora apaixonada. Minha imaginação é muito aguçada e, seja em sonhos ou nos momentos mais atarefados do meu dia, as ideias aparecem, tornando-se insistentes; ao ponto de eu ter que dar um rumo a elas, mesmo que mentalmente. Sempre tive vontade de escrever um livro, mas não conseguia organizar meu tempo para isso. Entretanto, chegou o momento em que essa vontade passou a ser uma necessidade, o que – aliado ao incentivo de pessoas importantes– fez com que eu, finalmente, desenvolvesse um desses universos imaginários. Acredito que tudo aconteceu na hora certa.

Conexão Literatura: Você é autora de "Airum: Um amor predestinado". Poderia comentar?

Nika Lup
: Airum é um romance leve, com uma abordagem criativa e bem humorada, que contém várias mensagens implícitas sobre algumas situações que, em minha opinião, as pessoas deveriam dar mais atenção. A história vai muito além de Melina descobrir sua alma gêmea, mas não poder ficar com ela; tem a ver com se encontrar e pertencer. Porque enquanto não se está no lugar certo, com as pessoas certas, por mais que se invista e tente, sempre haverá uma sensação de vazio e/ou deslocamento. Airum traz em suas páginas um misto de acontecimentos: de ação à amizade, o leitor pode se envolver, também, com um enredo paralelo bem elaborado.

Nika Lup
Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do seu livro especialmente para os nossos leitores?

Nika Lup:

“— Sou eu, Mel. Nada mudou. Sou o mesmo homem, de carne e osso, que você conheceu há um mês!
Fico um tempo quieta, refletindo na grandiosidade daquilo. Apesar de ainda me sentir anestesiada com a informação, no fundo sei que isso não me impedirá de aproveitar este nosso envolvimento enquanto puder. Que diferença faz de onde ele veio? Foi nele que encontrei um novo sentido e com ele preenchi o meu vazio. É claro que tal coisa só podia acontecer comigo, a frigideira que sonhava em ter sua tampa!”

***

“— Eu te amo, Mel. Muito! Não posso lhe dar as estrelas que tanto gosta de admirar, mas meu coração é seu.
Eu me emociono ao ouvir sua declaração. Mesmo já sentindo o seu amor, toca-me profundamente escutá-lo dando voz a ele.
— É o suficiente pra mim. — respondo. — Você é o meu maior presente, Zaire. E o meu amor é todo seu. Agora não tem como fugir, amo até os seus defeitos.
Ele se comove e ri, ao mesmo tempo. E é ali, em meio as nossas lágrimas de alegria, que nos amamos da forma mais doce e romântica desde que nos conhecemos.”

Conexão Literatura: Se fosse para você escolher uma trilha sonora para o seu livro, qual seria?

Nika Lup: Pra você guardei o amor (Nando Reis, Ana Cañas), Frisson (Elba Ramalho), De Janeiro a Janeiro (Nando Reis), Me encontra (Charlie Brown Jr.), Coisa Linda (Tiago Iorc); Somewhere Only We Know (Lily Allen), Lost Stars (Maroon5), Grenade (Bruno Mars), Gift Of A Friend (Demi Lovato), Halo (Beyoncé).

Conexão Literatura: Para quem você indicaria a leitura de "Airum: Um amor predestinado"?

Nika Lup
: Para todos os fãs de livros românticos. Mesmo aqueles que não apreciam o elemento sobrenatural, deveriam dar uma chance a este livro.

Conexão Literatura: Como os interessados deverão proceder para adquirir o seu livro?

Nika Lup: Airum está à venda no site amazon.com.br, em formato digital, por um preço bem acessível: CLIQUE AQUI.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Nika Lup: Estou escrevendo um romance contemporâneo com um pouco mais de drama, mas sem abrir mão do lado engraçado que sempre valorizei nas histórias; ainda está sem título. Além desse, tenho roteiro para outros quatro livros.

Perguntas rápidas:

Um livro: Cartas do Passado (Lucy Vargas)
Um (a) autor (a): Carina Rissi
Um ator ou atriz: Angelina Jolie
Um filme: A verdade nua e crua.
Um dia especial: Nascimento dos meus filhos.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Nika Lup: Primeiramente, gostaria de agradecer à Conexão Literatura pela oportunidade de poder comentar sobre minha obra. Aproveito para agradecer, também, a todos que já deram uma chance à “Airum” e tão gentilmente me enviaram seus comentários. E àqueles que ainda lerão, espero que apreciem essa história que desenvolvi com tanto carinho. :) 

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Desonra, de J. M. Coetzee: a África pós-apartheid, os privilégios e a exploração das paixões


John Maxwell Coetzee (foto) é o autor de Desonra. Ele é sul-africano e vencedor do Nobel de Literatura de 2003 (pela já citada obra) entrando num seleto grupo de escritores africanos que incluem o nigeriano Wole Soyinka, o egípcio Naguib Mahfouz e a conterrânea de Coetzee, Nadine Gordimer.
Desonra é uma obra que merece destaque por vários aspectos como a nova configuração política da áfrica pós-apartheid, a figura de um professor preso a um academicismo nem um pouco prático, dotado dos excessos da erudição, a questão do abuso de hierarquia e poder na condição de homem, branco e de cargo respeitado, a violência humana contra animais, dentre outras. A obra é, como podemos ver nos diversos elogios que recebeu da crítica, uma excelente produção política e literária nos mais diversos níveis. Porém, o que ressalto para a minha análise que segue é a abordagem que Coetzee traz para o personagem principal, o professor Laurie. A figura que ele assume no início e a figura que ele se transforma ao longo da obra é o que mais me chamou a atenção, dentre todos as outras críticas feitas por Coetzee.
Laurie é um professor dos mais tradicionais de literatura. Ele possui, ou pelo menos esbanjava, grande intelecto, uma profissão que lhe garantia poder e respeito. Em resumo, a áfrica que Laurie vivia parecia não ter passado por nenhuma mudança, pois seus privilégios de homem branco e africano permaneciam. Soma-se a isso sua imagem de professor universitário. A situação muda quando ele seduz uma de suas estudantes e acaba sendo denunciado por assédio e abuso de sua autoridade. Como consequência ele é expulso da instituição e só lhe resta viver com sua filha no campo. Nesta primeira parte notamos a primeira consequência política resultante da áfrica pós-apartheid: a expulsão de um homem branco de um cargo privilegiado por se aproveitar de uma pessoa que ocupa uma posição hierárquica inferior. Está aí o primeiro sinal de mudança que o eruditismo parece ter cegado Laurie, que parece não acreditar que isso pudesse ter acontecido.
Na segunda parte, Laurie vai viver com a filha no campo e são atacados, a filha violentada e ele agredido. A força se inverte e Laurie conhece o outro lado, o lado que não está nas poesias e na tranquilidade da sala de aula. O lado que não o vê como privilegiado, favorecido. O lado de ninguém. O lado que traz consigo uma convulsão social, fruto de uma mudança política que abala as estruturas de um sistema preconceituoso e viciado.
Coetzee aborda com maestria o tema da exploração, seja a exploração das paixões e desejos, a exploração dos indivíduos como força. E isso se faz presente não só em Desonra, como em diversas obras do autor. Outra característica das obras de Coetzee são suas referências poéticas. Em Desonra, temos Yeats e Byron (este último é fruto de uma pesquisa do personagem principal). 
Desonra é uma obra complexa. Não apresenta nenhuma solução simples e as situações presentes ali também não constituem nada fácil de se digerir. Não há vilões ou heróis. Há apenas pessoas marginalizadas, homens comuns que perdem seus benefícios, mulheres subjugadas e uma crítica mordaz aos conflitos político-sociais da realidade sul-africana e de muitos outros locais do mundo. 


quarta-feira, 20 de julho de 2016

Em entrevista J. Edir Bragança comenta sobre os seus livros As mentes do bem e Sempre existe uma saída

José Edir Bragança nasceu na cidade de Guaçuí (ES) em 1962. Aos dois anos de idade foi morar Rio de Janeiro, passando a infância e a adolescência em um bairro do subúrbio. O primeiro de uma família de cinco filhos, começou a trabalhar aos onze anos de idade junto com o pai em um pequeno comércio. Dois anos mais tarde, com a separação dos pais, assumiu o negócio praticamente sozinho. Aos dezessete anos ingressou no extinto Centro de Treinamento Profissional do Campo dos Afonsos (CTPA), onde se formou em mecânico de motores á jato. Começou a trabalhar na VARIG S.A. em 1983 fazendo carreira na área técnica. Para surpresa de muitos, após trinta anos dedicados aos conhecimentos da física e da mecânica, resolveu conhecer a máquina humana e se formou em psicologia. Humanista e apaixonado por todo tipo de conhecimento benéfico a humanidade, lançou seu primeiro livro, “As Mentes do Bem” (2011) com a proposta de levar aos leitores a compreensão de que o futuro é fruto de como percebemos nossas experiência e do significado que damos a elas. Já no romance “Sempre Existe uma Saída” (2014), ele desafia os leitores a acreditarem no potencial de superação existente em todos nós seres humanos.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

J. Edir Bragança: Meu início? Foi difícil como o de todo escritor desconhecido e sem uma grande editora o apoiando. E para ser sincero ainda é. Mas a recompensa de se ter um público de leitores, mesmo que pequeno, te enviando cartas e comentários elogiando seus personagens e textos, agradecendo por um conhecimento adquirido que lhe abriu a mente e novos horizontes ou te incentivando a continuar produzindo, isso nos ajuda a superar todas as barreiras.

Conexão Literatura: Você é autor dos livros "As mentes do bem" (Editora Chiado) e "Sempre existe uma saída" (Editora Livre Expressão). Poderia comentar?
J. Edir Bragança: Bem, o que posso dizer de meus livros e que embora sejam de gêneros diferentes, foram escritos com o intuito de levar conhecimentos úteis para vida dos leitores. E quando falo em conhecimento, falo de conceitos e conteúdos práticos, mas também científicos, porém, sempre apresentados com exemplos e palavras simples do nosso cotidiano; em um nível que possa ser alcançado por todos.  Enfim, ambos carregam em sua essência saberes capazes de transformar a percepção humana a partir da interação do leitor com aquilo que lhe está sendo entregue e, para isso, basta ele compreender que o novo só se revela quando nova se torna a forma de olhar do observador. Pois, os que olham para uma pedra e só vêem nela uma simples pedra, jamais construirão esculturas. Adaptando um pensamento de Michelangelo, o que tento fazer é provocar no leitor esse novo olhar, e assim, levando-o a reconhecer que dentro das pedras já existem belas esculturas, aguardando apenas que alguém se disponha a remover os excessos, aparar arestas e criar contornos que façam com que as esculturas se revelem.

Conexão Literatura: Muitas obras carregam um pouco da vida pessoal do autor. Isso acontece com os seus livros?

J. Edir Bragança: Não poderia deixar de acontecer. Certa vez, enquanto estava na faculdade de psicologia, minha esposa me disse que eu estava estudando psicologia para poder escrever livros, e hoje eu vejo que pelo menos em parte ela estava certa. Escrever, independentemente de ser um romance, um diário ou uma poesia, por si só, já é uma terapia, principalmente quando se escreve não apenas com o cérebro, mas também com o coração. Eu não seria capaz de escrever apenas comercialmente, digo, para ganhar dinheiro. Não! Isso seria penoso demais para mim. Eu não suportaria fazer isso. Minha literatura carrega sim muito de meus sentimentos e emoções, algo difícil de ser traduzido através das palavras, mas, que eu me esforço muito para conseguir.  

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho de ambos os livros especialmente para os nossos leitores?

J. Edir Bragança: É claro que sim. O livro Sempre existe uma saída é uma história, e fica um pouco difícil relatar um trecho em poucas palavras, por isso, vou destacar uma poesia que aparece na voz de um dos personagens. Chama-se “Viver”

Viver
O tempo passa, um rio segue e o vento se desfaz. Somente nós insistimos em olhar para trás
Resistindo às mudanças e nos prendendo ao passado. Pois nossos medos e juízos não nos deixam sossegados.

Queremos ser sempre jovem, e nunca envelhecer. Queremos ficar para sempre corpo, e nunca um espírito ser.
Queremos crescer e aparecer. Queremos ter asas para voar
Queremos raízes para nos prender. Queremos a luz para nos encontrar

Mas, viver é sentir-se jovem apesar do tempo. É sentir-se livre como vento
É seguir em frente como um rio. É ser chama e não pavio.

Viver é libertar-se sem sair de onde está. É enxergar sem precisar olhar
É diminuir-se, para poder crescer. E desfazer-se, para poder permanecer.
J. Edir

Quanto ao livro “As Mentes do Bem”, uma vez eu recebi um comentário de um leitor que dizia:

– O senhor parece ter escolhido cada palavra! – E eu respondi: – Mas eu as escolhi. Posso até ter falhado, mas foi o que realmente eu fiz. Mas logo no início do livro existe um capítulo muito rico, onde defino o que é uma mente do bem no meu entendimento.  Por isso, vou destacar uma pequena parte dele.

“A mente do bem é uma parte da mente de Deus ocupando espaços ilimitados na mente do homem. Com isso, dá a ele condições de transformar sonhos em realidade e de construir vida onde parece não haver mais esperanças. Assim, seus erros e seus problemas se tornam apenas etapas pelas quais tem de passar para atingir seus objetivos. A mente do bem não desiste nunca, pois, acredita que tem criatividade suficiente para superar todas as adversidades que possam surgir. E se um dia o chão lhe faltar, dará asas a sua imaginação e voará alto. Assim, construirá um universo de inimagináveis oportunidades, um mundo perfeitamente adaptável as suas necessidade, ainda que tenha que ser a partir do nada.”

Conexão Literatura: Os seus livros motivam, trazem autoconfiança e certo positivismo para quem os lê. Você já pensou em ministrar palestras motivacionais?

J. Edir Bragança: Sim. Para ser sincero até já fiz pequenas apresentações. Também adorava as apresentações da faculdade, tanto pelas pesquisas e preparação que as antecediam quanto pela apresentação em si. Contudo, hoje tenho muito pouco tempo para me dedicar a essa área, a ponto de faltar tempo até para escrever. Como psicólogo, obviamente minhas palestras seriam voltadas para saúde física e mental das pessoas, e isso é coisa séria, demanda tempo e muita dedicação. Em suma, não podemos falar de sentimentos, emoções, seres humanos e vidas como quem fala de objetos. Pessoas não são objetos. Pessoas não devem ser abandonadas em uma calçada ou em um canto da casa como um objeto quebrado, que venceu o prazo de validade ou por que não atende mais as expectativas de alguém. Isso não se faz nem mesmo com os animais. Mas, pretendo sim fazer palestras no futuro.

Conexão Literatura: Como os interessados deverão proceder para adquiri-los autografados por você?

J. Edir Bragança: Bem, o livro As Mentes do Bem pode ser encontrado em E-Book na Livraria Cultura e em algumas livrarias de Portugal via internet. O nome dessas livrarias encontra-se na minha página. Já o livro Sempre Existe uma Saída somente através de meu e-mail. Porém, em ambos os casos, aconselho a compra direta comigo através de meu e-mail: jb.edir@gmail.com, pois sempre conseguimos melhores preços e forma de pagamento.  

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

J. Edir Bragança: Sempre existem novos projetos. Sempre aconselho todos os amigos e leitores a terem projetos em suas vidas, se possível, muitos projetos. Ter projetos é uma das coisas que nos mantem vivos. Façam projetos de curto, médio e longo prazo. Acreditem no seu potencial, sonhem, projetem o futuro como vencedores, usem sua imaginação e exercitem a plasticidade neural. Não economizem os seus cérebros, pois, talvez ele seja a única coisa que quanto mais se usa, menos se desgasta. 

Perguntas rápidas:

Um livro: Nunca desista de seus sonhos
Um (a) autor (a): Augusto Curi
Um ator ou atriz: Russell Crowe
Um filme: A lista de Schindler
Um dia especial: Todos os dias são especiais, cada um à seu tempo.

video

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

J. Edir Bragança: Sim. Gostaria de dizer que foi um grande prazer responder as perguntas dessa entrevista. Sinto-me muito bem falando de livros, literatura, pessoas, emoções, sentimentos, saúde e conhecimento. Por isso, quero me colocar a disposição de todos os leitores, preferencialmente através de meu e-mail jb.edir@gmail.com não apenas no caso de desejarem adquirir algum de meus livros, mas, para tratarem de qualquer outro tipo de assunto.

Um grande abraço à todos.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Karin Poetisa comenta sobre o seu novo livro Há um demônio atrás da porta... - Poesia Gótica

Karin Poetisa nasceu em 1969 em Porto Alegre, RS. É casada, tem um filho e um neto. É deficiente física, gordinha, atrapalhada, sarcástica, desbocada, ama animais (principalmente gatos), árvores, água, vento, música (metal!!!), arte, cemitérios, sorvete e certo refrigerante famoso. Estudou história, graduou-se em biblioteconomia e especializou-se em educação patrimonial. Começou a escrever enquanto se recuperava de uma cirurgia e sua poesia é predominantemente gótica, mas também humorística, intimista, erótica e social. Recebeu prêmios e menções honrosas em alguns concursos poéticos, destacando-se o Lila Ripoll (2010 e 2013) e em 2015 publicou seu primeiro livro solo (Uns poemas, Outros Poemetos – Ed. Literacidade). É bibliotecária na Prefeitura de Porto Alegre desde 2011.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Karin Poetisa: Sempre rabisquei, mas me dediquei seriamente a partir de 2008, quando me recuperava de uma 2ª cirurgia de prótese total de quadril. Criei o blog, comecei a organizar textos antigos, aprimorá-los, reescrevê-los e, quando irreparáveis, descartá-los. A temática gótica prevaleceu porque sempre a apreciei. Cresci vendo filmes, lendo gibis e livros de terror e ouvindo Alice Cooper, Black Sabbath, Iron Maiden... Comecei a participar de coletâneas e concursos – como o Lila Ripoll – até publicar o primeiro livro solo, com poemas mais intimistas e sociais – o Uns Poemas, Outros Poemetos, que recebeu menção honrosa da Ed. Literacidade – e finalmente o Há um Demônio Atrás da Porta... (Ed. Autografia), compilação de meus poemas predominantemente góticos.

Conexão Literatura: Você acabou de lançar o livro "Há um demônio atrás da porta... poesia gótica" (Editora Autografia, 2016). Poderia comentar?

Karin Poetisa: Este livro foi complicado...  Relutei muito, mas publiquei em e-book pela Fábrica de E-books, ficou bom, mas precisei corrigir algumas coisas e fiz uma “2ª edição”, mas não adianta, e-book não é livro. Sou bibliotecária e obviamente sei que e-book é um objeto de leitura, mas não é, como eu pensei que poderia ser, um “livrook”. Continuei tentando publicá-lo em papel e a Autografia, por meio do Carreira Literária, ofereceu-me uma proposta muito boa, e enfim o livro de poemas góticos nasceu. A publicação é por demanda, então eu imploro aos meus quatro ou cinco ou leitores que gostarem do livro que o divulguem, que o indiquem aos amigos e também aos inimigos!

Conexão Literatura: O lucro obtido com a venda dos seus livros "Há um demônio atrás da porta... poesia gótica" e “Um Poema, Outros Poemetos”, serão revertidos à causa animal. Conte mais pra gente.

Karin Poetisa: tenho até vergonha disto, pois os direitos autorais no Brasil, como quaisquer outros, são tragicômicos. Poesia não é lida e, menos ainda, vendida. Porém, se eu receber valores da venda de meus livros, estes serão repassados à Vila dos Peludos, entidade que uma amiga minha, que é protetora de animais há muitos anos, recomendou-me. Eu gostaria de ajudar mais, no entanto esta é a maneira que encontrei de colaborar agora. Atualmente tenho cinco gatos vira-latas adotados e sei muito bem como é caro e, embora difícil, gratificante cuidar de bichos. O que nos motiva é possibilitar que o maior número possível deles sejam acolhidos, cuidados e, principalmente, adotados por pessoas responsáveis.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do seu livro especialmente para os nossos leitores?

Karin Poetisa: “por que ris, / se a penumbra / sobre nós, desce / como vil mortalha?” ou “na minha alma anoitece o desespero / sedento ocaso / de meu viver...

Conexão Literatura: Para quem você indicaria a leitura dos seus livros?

Karin Poetisa: Maiores de 15 anos acompanhados de seus responsáveis, hehe...

Conexão Literatura: Como os interessados poderão adquirir os seus livros?

Karin Poetisa
: Na loja da Ed. Autografia e na Livraria Cultura on line (Há um Demônio...), na loja da Ed. Literacidade (Uns poemas...)

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Karin Poetisa: Sim, logo será lançado “Soturnos”, organizado pelo Sr. Arcano (www.soturnos.com). Tenho pensado em publicar meus minicontos, inclusive o “Eau de Charogne”, que foi honrosamente mencionado no concurso “O melhor conto sobre zumbis” desta indispensável Revista! Ah, e vou organizar os poemas de meu marido à força!

Perguntas rápidas:

Um livro: O morro dos ventos uivantes
Um (a) autor (a): Emily Brontë
Um ator ou atriz: Christopher Lee
Um filme: Amantes eternos
Um dia especial: 10 de julho, nascimento de meu neto

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Karin Poetisa: precisamos encontrar um modo de incentivar a leitura entre os jovens e adultos. Creio que a literatura fantástica é a mais adequada por proporcionar um mundo totalmente imaginário e surreal ao leitor. Há estudos que demonstraram que a leitura de poemas estimula a atividade cerebral. Então, vamos ler e ler poesia gótica, gente!

Participe da promoção cultural e concorra ao livro "Há um demônio atrás da porta...", autografado por Karin Poetisa. CLIQUE AQUI.

As aventuras de Robinson Crusoé (Imagem Filmes)

Escrito originalmente em 1719, por Daniel Defoe, com o gigantesco título "The Life and Strange Surprising Adventures of Robinson Crusoe, of York, Mariner: Who lived Eight and Twenty Years, all alone in an un‐inhabited Island on the Coast of America, near the Mouth of the Great River of Oronoque; Having been cast on Shore by Shipwreck, wherein all the Men perished but himself. With An Account how he was at last as strangely delivered by Pirates", Robinson Crusoé tornou-se num dos grandes clássicos mundiais. A primeira publicação foi em forma de folhetins no The Daily Post, considerado o primeiro romance-folhetim da história. Escrito em forma de autobiografia (fictícia), narra as aventuras de um náufrago que passou 28 anos em uma remota ilha tropical próxima a Trinidad.

Agora, quase 300 anos depois, poderemos contemplar a animação "As aventuras de Robinson Crusoé" (Imagem Filmes).

Sinopse:

E quando tudo parece perdido, eis que surge uma ajuda animal.

Terça-feira é um extrovertido papagaio que vive com seus amigos animais em uma pequena ilha, um verdadeiro paraíso. Entretanto, ele não consegue parar de sonhar em descobrir o mundo. Após uma violenta tempestade, Terça-feira e seus amigos encontram uma estranha criatura na praia: Robison Crusoé. Ele imediatamente enxerga Crusoé como seu passaporte para realizar seu sonho. Por outro lado, Crusoé logo descobre que a chave para sua sobrevivência na ilha é através da ajuda de Terça-feira e os outros animais.

Ficha técnica:
As aventuras de Robinson Crusoé
Animação
Vincent KestelootBen Stassen
Matthias SchweighöferIlka BessinDieter HallervordenAylin TezelKaya Yanar
Lançamento: 04/08/2016
Imagem Filmes

domingo, 17 de julho de 2016

Participe e concorra ao livro Há um demônio atrás da porta

Sinopse: Há um demônio atrás da porta... poesia gótica, reúne poemas permeados ora pelo sombrio e melancólico, outrora pelo crítico e sarcástico, característicos da escrita da autora em diferentes períodos, em momentos diversos... Aborda a morte e a vida, o vampirismo e a paixão arrebatadora, o conflito suicida e recorrente, porém inconcluso. Cada poema é uma confissão... Ou um lírico engodo para intrigar e seduzir o leitor.

Para saber mais sobre o livro:
REGRAS PARA PARTICIPAR DO SORTEIO:

1 - Curtir a fanpage listada abaixo:

- Revista Conexão Literatura: Clique aqui

2 - Seguir a autora no Facebook:
- Karin Poetisa: Clique aqui 

3 - Compartilhar a promoção no Facebook: Clique aqui.

4 - Deixe um comentário nesse post com o seu endereço de e-mail (apenas uma vez) até o dia 18/08/2016

O resultado será divulgado no dia 20/08/2016, na fanpage da Revista Conexão Literatura

OBS.: É preciso ter endereço no Brasil

Boa sorte!

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Resenha de A Garota no Trem



Após descobrir que A garota no trem (Record) foi um dos maiores fenômenos editoriais de 2015 na Inglaterra e nos EUA, me senti na obrigação de lê-lo. Em uma pesquisa rápida na internet, descobri que sua autora, Paula Hawkings, deixou sua carreira na área de Finanças em 2008 para viver como escritora. Após três livros sem sucesso, Paula viu no A garota no trem sua última esperança. Então o livro vendeu 4 milhões de exemplares, foi traduzido para mais de 40 idiomas e será adaptado para os cinemas pela Dreamworks.

Se você nunca ouviu falar de A garota no trem, o livro conta a história de Rachel, uma mulher depressiva e dependente de álcool que todo dia pega o trem para ir e voltar do trabalho. Durante o percurso, ela se diverte ao observar uma casa vizinha da que havia morado com seu ex-marido. Rachel fantasia a vida do casal que mora na residência (chamados por ela de Jesse e Jason), imaginando que eles vivem um casamento perfeito.

Certa vez, Rachel vê algo de anormal com o casal e, dias depois, fica sabendo que Jesse foi dada como desaparecida. Rachel então se sente obrigada a contar o que tinha visto a polícia e a Jason. Com uma vida deprimida e monótona, ela encontra nos acontecimentos com Jesse uma aventura, e acaba se envolvendo na trama, mesmo sem entender onde quer chegar e, muito menos, como pode ajudar a resolver o desaparecimento.

Uma aula de escrita em primeira pessoa 
A primeira percepção que tive ao ler A garota no trem foi a qualidade da escrita que se soma a forma como Paula Hawkings vai, aos poucos, introduzindo o mundo decadente de Rachel. Nas páginas iniciais, há muitas descobertas sendo reveladas gradativamente e, quando o leitor percebe, já passou pela fase do começo do livro em que a trama, em geral, não está bem desenvolvida e a chance de abandonar a leitura é maior.

A narrativa em primeira pessoa é um acerto. O detalhar dos pensamentos de Rachel é a chave para que a história ganhe credibilidade e se sustente – afinal, é comum pensar algo como: “se Rachel não tem nada a ver com o desaparecimento, por que está se metendo nisso?”. Mesmo assim, em alguns momentos as motivações da protagonista soam superficiais e forçadas para que a história caminhe. Nada que estrague o livro, mas prejudica alguns momentos que poderiam ser melhores.

Um destaque está nas partes do livro contadas por Megan (a desaparecida, que Rachel chamava de Jesse) e Anna (a atual esposa do ex-marido de Rachel). Bem utilizados, os capítulos mostram outros olhares sobre os acontecimentos e ajudam a manter o mistério sobre o desaparecimento, eliminando aquela sensação de “acho que ele(a) é o(a) criminoso(a)”. Talvez por conta desses capítulos, só consegui descobrir quem realmente era o culpado quando o livro revelou, ao fim da trama.

Fica aqui a torcida para que o filme da Dreamsworks consiga levar aos cinemas o enredo bem construído do livro, sem distorcê-lo. Se conseguir, será um blockbuster na certa. 


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