quarta-feira, 11 de maio de 2016

Entrevista com Rafael Colavite

Rafael Colavite
ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Rafael Colavite: Eu sempre gostei de escrever. A oportunidade, que a literatura proporciona, de poder criar algo é sensacional! Desde menino já inventava uma coisa ou outra. Com uns doze anos eu comecei a escrever poemas, a grande maioria deles falam sobre amores e paixão: tem tema melhor que esse? Sempre digo que eu escrevo o que me transborda, o que desejo viver, o que vivo intensamente, o que já acabou. Então minha adolescência foi bastante produtiva, do ponto de vista dos poemas. Ainda escrevo poemas, mas esporadicamente. De certa forma aprendi a viver melhor minhas paixões. Não digo que poemas são em si adolescentes, muito pelo contrário, são coisas para todos os momentos: as pessoas deveriam viver a poesia. Mas acredito que foi um ótimo caminho que percorri no começo, que me ajudou a definir minha identidade, desenvolvendo minha sensibilidade e razão juntas. Um dia eles ficaram pequenos para contar as histórias que eu criava, então parti para a prosa, começando com contos mais longos, depois aprendi a lapidar e condensar melhor as ideias e os contos longos passaram a ser crônicas. Da mesma forma aprendi a alimentar e ampliar minha imaginação, daí surgiram alguns romances, ou pelo menos partes deles ainda. Ser escritor é uma questão de prática e percepção, quanto mais você escreve, experimenta e, principalmente, lê, mais você se prepara para produzir bons escritos.

Conexão Literatura: Você lançou recentemente o livro "São Paulo Noir" (Garimpo Editorial), poderia comentar?

Rafael Colavite: Claro. O São Paulo Noir reúne três contos de um detetive particular, Brás. O Brás narra estes três casos da sua carreira de uma forma bem peculiar: a “era de ouro dos detetives” já passou e a personagem enfrenta momentos em que os casos não são mais tão estimulantes para ele, então ele está à espera daquele caso que vai tirá-lo da inércia. Estes são três momentos em que ele mais do que resolveu os casos, vivenciou-os. Então, o caso está ali para ser resolvido, mas é mais central o envolvimento entre as personagens. Brás é um anti-herói. Creio que os melhores heróis são justamente os anti-heróis, pois carregam neles a semente do conflito ético e moral. São estes que conseguem crescer mais durante a história. Ele se envolve com personagens variadas, das mais perigosas, por serem ameaçadoras, às mais perigosas ainda, por serem incrivelmente espertas, personagens manipuladoras, vulneráveis. As histórias se passam na cidade de São Paulo, onde o antigo e o novo estão unidos, formando uma identidade única, sendo romântica e visceral ao mesmo tempo. Daí o nome, São Paulo Noir: eu trago alguns estereótipos, ambientações, o clima da cultura Noir para os dias de hoje.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho de "São Paulo Noir", especialmente para os nossos leitores?

Rafael Colavite: Em certo momento, Brás diz que “Esse mundo do qual não pertenço, mas dele usufruo sem saída, é uma ode aos absurdos. ”. Acredito que ela reflita muito de quem ele seja. Mas, um trecho do livro seria esse:
“Aparentemente, o Francês era problema do Mendonça, eles eram os cachorros grandes da história. Eu jamais poderia imaginar o que estava reservado para mim, em relação a esse tal de Francês. Mas o que me perturbava muito era o Coiote, pois, uma vez que ele estivesse trabalhando para o Francês, seu esquema implacável de intimidação seria muito mais eficiente.
— O que há entre você e esse Coiote?
— Ângela”

Conexão Literatura: Se fosse indicar uma trilha sonora para o seu livro, qual seria?

Rafael Colavite: Com certeza Thelonious Monk, Miles Davis ou até John Coltrane. Clássicos do Jazz Bebop. No caso das histórias do Brás, o ritmo preenchido de pequenas notas, improviso, uma mistura de melancolia e sensibilidade, que são típicas da personagem. Enquanto escrevia São Paulo Noir, escutei Monk, meu predileto entre os três. Escutar música enquanto escrevo, é fundamental para mim. A música bem escolhida me mantém no clima do que desejo escrever, do momento da história. Apenas a melodia é o ideal. Uso a música para me concentrar, eliminar o mundo ao redor e imergir nas minhas ideias, diria que ela é catalisadora das minhas emoções, de uma forma geral. Não vivo sem música.

Conexão Literatura: Como os interessados deverão proceder para adquirir um exemplar do seu livro?

Rafael Colavite: Existem algumas formas de adquirir um exemplar. Recomendo o site da Garimpo Editorial (www.garimpoeditorial.com.br) ou nas principais livrarias. Também é possível através das redes sociais, o facebook, no caso, me contatando diretamente.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Rafael Colavite: Com certeza! Lancei o São Paulo Noir em 2014. De lá para cá lancei mais uma obra, ano passado, um romance que se passa num futuro pós-apocalíptico chamada As Colinas da Coroa do Sol. Para este ano tenho dois projetos que estão crescendo: mais um livro de contos do Brás, a continuação do universo do Colinas, que já está pronto há alguns anos. Mais a frente pretendo lançar uma coletânea de crônicas e contos curtos, e uma obra reunindo minhas poesias. Quem quiser conhecer um pouco mais das obras, pode acessar as fanpages do facebook: Clique aqui ou Aqui.

Perguntas rápidas:

Um livro: Jogador Número Um, de Ernest Cline
Um(a) autor(a): Philip K. Dick
Um ator ou atriz: Juliette Binoche
Um filme: Interstellar, de Christopher Nolan
Um dia especial: Fugir da rotina com pessoas especiais.
Um desejo: Que a sociedade brasileira contemple cada vez mais o conhecimento, e menos a ignorância.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Rafael Colavite: Escrever é um ato íntimo. Mas publicar é algo só é possível com o auxílio de pessoas especiais, com parcerias. Então esse sonho que vivo, o de ser escritor, conta com o apoio de pessoas, importantes, como um grande amigo, Vitor Chaves de Souza, que também é um excelente escritor. A parceria com a Garimpo Editorial, e a proximidade com a equipe, me concede liberdade criativa em todas as etapas de produção da obra, o que é maravilhoso. No fim, quando o livro fica pronto, tenho aquela sensação subjetiva de que contribuímos de alguma forma com o mundo, fizemos algo que vale a pena ser deixado aqui para o presente e futuro.

Para adquirir o livro: Clique aqui.

Para participar do concurso cultural e concorrer ao livro "São Paulo Noir" autografado: Clique aqui.

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Um comentário:

  1. Esse livro é excelente! Estórias intrigantes e cheias de ação! Vale a pena conferir!!

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