segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Lívio Meireles, 1º agente literário do Nordeste, comenta sobre a importância do seu ofício

Lívio Meireles Capeleto
Lívio Meireles Capeleto é jornalista e radialista de formação com Pós Graduação e MBA em Marketing. Atuou como gestor de comunicação e marketing das Livrarias Saraiva e Siciliano, Diretor Executivo da Editora Carpe Diem e Coordenador da Feira Internacional do Livro de PE na Fliporto – Festa Literária Internacional de Pernambuco. Atualmente trabalha como o 1º agente literário do Nordeste, produtor cultural na área literária e CEO da CASA Agenciamento Literário e Projetos Culturais, representando autores de todo o Brasil.

ENTREVISTA
:

Conexão Literatura: Você é jornalista e radialista de formação com Pós Graduação e MBA em Marketing. Atuou como gestor de comunicação e marketing das Livrarias Saraiva e Siciliano, Diretor Executivo da Editora Carpe Diem e Coordenador da Feira Internacional do Livro de PE na Fliporto – Festa Literária Internacional de Pernambuco. Com toda essa experiência, atualmente trabalha como o 1º agente literário do Nordeste, produtor cultural na área literária e CEO da CASA Agenciamento Literário e Projetos Culturais, representando autores de todo o Brasil. Poderia comentar?

Lívio Meireles: Desde o início do meu aprendizado profissional, sempre gostei de lidar com gente e ideias. A comunicação me levou a ser um profissional, mas existia uma paixão pelos livros desde a minha infância. Cheguei a ganhar prêmios na biblioteca da escola onde estudei como leitor do mês, várias vezes. Depois de trabalhar mais de quatorze (14) anos na área de comunicação e eventos, resolvi dar uma guinada em minha vida profissional. Foi quando o grupo Saraiva, hoje Saraiva e Siciliano, estava retomando a sua presença no varejo em Pernambuco. Fui contratado de imediato para trabalhar na área de comunicação, primeiramente cuidando da imagem da empresa em Pernambuco, e depois assumi a coordenação Nordeste, trabalhando diretamente com a coordenação de uma equipe de médio-porte e gestando regionalmente as demandas de comunicação, marketing e evento - função que exerci com muito orgulho durante os nove anos em que trabalhei no grupo. Fui convidado pelo curador da Fliporto - Festa Literária Internacional de Pernambuco, e diretor da Editora Carpe Diem, para assumir a direção dos negócios editoriais da mesma e para que passasse a gestar, de uma maneira mais profissional, tanto a editora quanto a Fliporto. Quando estive à frente como diretor-executivo da Editora Carpe Diem, pude expandir o conhecimento com relação a produção do livro. Conviver com designers, revisores, escritores, defender projetos junto ao conselho editorial de uma editora, dialogar com gráficas, distribuidores, isso me mostrou o outro lado do mercado e somou muito para que, junto com a minha experiência anterior de varejo, eu pudesse ganhar uma visão 360º do que é o mercado editorial e o ciclo de produção de um livro. Nesse momento, encontrei realmente o nicho, o target, em que gostaria de trabalhar, pelo resto da minha vida. Tenho a plena convicção de que ter optado por trabalhar no mercado editorial foi a melhor decisão, pelo dinamismo e espaço para crescimento e profissionalização do meio, ocasionada pela imensa demanda reprimida de público leitor em nosso país e por proporcionar a vivenciar o que desde o início me movimenta: gente e ideias.

Conexão Literatura: No seu ponto de vista, qual a importância do agenciamento de escritores?

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Lívio Meireles: Extremamente importante e necessário! Visualizem essa imagem: o local de trabalho de um editor em uma editora média brasileira, que publica autores nacionais. Atrás da estação de trabalho dele, uma pilha com mais de cinquenta originais para serem lidos e avaliados. Como e em quanto tempo, esse editor dará vencimento a essa demanda, do que vale a pena ser editado, do que merece ser defendido junto ao conselho editorial? Agora, multiplique isso durante 1 (um) ano. É impossível prever como ele resolverá esse problema sozinho, ou mesmo com uma equipe. Deixo claro que não estou colocando em cheque a competência dos editores, mas o que existe é uma demanda imensa para ser resolvida em pouco tempo. Agora, imaginem a angústia de um escritor com o seu original no meio dessa pilha. Em quanto tempo ele terá resposta sobre uma possível publicação? De quanta agonia esse escritor sofrerá sem receber um “sim” ou “não” da editora? Para evitar essas duas cenas dramáticas é que a figura do agente literário é importante. Este profissional faz a triagem inicial e conduz o autor referente a sua obra, indicando os caminhos que ele deve seguir: alterar, melhorar, corrigir; além de preparar a apresentação adequada da obra e do autor à editora, com fins de uma real atenção, negociação e futura publicação. Ele também cuida do agendamento do autor em eventos e participações, trabalhando na continuidade de sua carreira literária.
Em um mercado profissional como a Europa e os Estados Unidos, nenhum autor chega a uma editora com o seu original sem o aval de um agente literário. Se este autor tentar, não passará da recepção das editoras e nem mesmo na recepção destas conseguirá deixar o seu original. O agente literário é a ponte profissional necessária para que um autor consiga dialogar, de maneira assertiva, com o mercado editorial, esteja ele onde estiver: Cingapura, México, Nova Zelândia, São Paulo, Rio de Janeiro. No Brasil, a figura do agente literário ainda é visto como uma utopia. Mas nos próximos cinco anos, com o boom que estamos vivendo de autores nacionais produzindo originais diariamente, o próprio mercado vai entender a real necessidade da função estratégica que um agente literário exerce.

Conexão Literatura: Poderia comentar sobre os autores agenciados da CASA - Agenciamento Literário e Projetos Culturais?

Lívio Meireles: Temos no escritório autores dos mais diversos perfis. Literatura estrangeira, infantil, infanto-juvenil, jovem adulto, romance, poesia, ficção, literatura de época, conto, prosa. Autores entre vinte e sessenta anos, experientes e iniciantes. Gente do Nordeste, do Sul/Sudeste, até de Portugal. Todos estão lá porque identifiquei neles uma característica que talvez seja um dos principais motivadores para fazer o que faço hoje: todos são preocupados em entregar aos seus leitores o melhor que podem produzir em termos literários.

Conexão Literatura: Além do agenciamento de escritores, vocês também fornecem outros serviços essenciais para promover um autor no cenário literário. Fale mais sobre os serviços fornecidos pela CASA.

Lívio Meireles: São vários. Os principais são: Agenciamento de Escritores para Projetos Editoriais e Eventos Literários (feiras, festas, bienais, encontros, lançamentos); Divulgação de Escritores, Editoras, Livros e Projetos Literários, para o Mercado Literário Nacional e Internacional; Produção, Execução e Curadoria de Eventos Literários; Avaliação e orientação profissional para escritores e projetos editoriais regionais, nacionais e internacionais; Avaliação de originais e leitura crítica; Avaliação e criação de projetos para editais do Ministério da Cultura e das Secretarias Estaduais e Municipais de Cultura. Fazemos também uma prestação de serviços personalizada, como planejamento, organização e assessoria de imprensa para lançamento de livros em todo o país, e consultoria para distribuição de livros em livrarias e outros pontos de venda.

Conexão Literatura: Como os interessados deverão proceder para saber mais e adquirir um dos serviços fornecidos pela CASA - Agenciamento Literário e Projetos Culturais?

Lívio Meireles: Para saber mais a respeito do nosso trabalho, os autores devem visitar nosso site: www.casaagenciamento.com.br, e enviar suas dúvidas por e-mail:  casa.agenciamento@gmail.com

Conexão Literatura
: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Lívio Meireles: Tenho visto e lido muitas ações e movimentos de pessoas que, de uma hora para outra, sem embasamento, expertise ou propriedade se apresentam como agentes literários e/ou produtores culturais em literatura. Entendo que estamos vivendo uma crise econômica e que todos nós precisamos pagar nossas contas e sobreviver no caos. Mas, por favor, não podemos fechar os olhos para uma invasão de oportunistas que causam descrédito e dúvidas sobre o árduo trabalho de agenciamento literário e produção cultural no target literário! Peço aos publishers, produtores, diretores e gerentes em secretarias municipais e estaduais de cultura e principalmente aos ESCRITORES: busquem saber quem é essa pessoa que diz conhecer todo mundo, que consegue tudo, que fala com todos, que entra em qualquer lugar... Aprendam a diferenciar os reais profissionais que estão no meio editorial a fim de realizar um trabalho sério. Meu background de mercado já beira os quinze (15) anos e ainda acordo todos os dias buscando aprender mais e mais! Eu e minha equipe desenvolvemos um trabalho sério e coerente. Agenciamento literário é coisa séria!

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