quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Conto: Antonio Spadoni - E os Caçadores de Demônios, por Ademir Pascale


São Paulo. Bairro de Moema. Sábado. 23hs.

No alto da igreja, como uma gárgula, ele visualiza os poucos transeuntes que perambulam nas ruas mal-iluminadas do seu bairro. Ele olha para as janelas de algumas casas e consegue ver a movimentação rotineira das famílias em seus lares: muitos estão vidrados, acomodados em seus sofás, assistindo algum programa na televisão que tem como objetivo apenas fazê-los ainda mais consumistas. Num sobrado, através da janela de um quarto, ele verifica a briga diária de um jovem casal.
    Eles não imaginam o que está acontecendo lá fora e muito menos sabem que demônios caminham disfarçados sobre este planeta desde tempos imemoriais.
    Ele tenta manter o controle das coisas. É difícil, bem difícil, mas faz o possível e algumas vezes até o impossível para atingir os seus objetivos.
    Um bilhete amassado dentro do seu bolso é retirado. Ele confirma mais uma vez o endereço de um bar que deve visitar ainda essa noite. E com uma agilidade incrível, desce do parapeito até o chão.
    Caminhar a noite traz lembranças indesejáveis, da época em que ele era um garoto de rua, solitário, faminto, sem dinheiro e sem esperanças. Perdera os pais quando tinha apenas três anos. Maldita morte que leva os bons e deixa os maus. Chegou a cheirar cola inúmeras vezes para se esquecer do abuso sexual que sofrera do pai adotivo. Entre os nove e doze anos de idade, fora preso quatro vezes por roubar à mão armada. E em todas as quatro vezes apanhou muito, pois os policiais sabiam que ele não ficaria ali por muito tempo.
    Ele aprendeu nas ruas que nem tudo o que vemos é real. Que muitas pessoas elegantes, bonitas e cheirosas carregavam em suas entranhas um ser demoníaco pronto para destruir.
Ele sabe identificar quem é quem; demônio ou humano, pois além do conhecimento que adquiriu, ele possui um dom muito especial, o que também o difere de outras pessoas: o de enxergar auras.
    As auras dos humanos são praticamente iguais e variam pouco em sua tonalidade, dependendo do grau emocional de cada um. As auras dos demônios são idênticas: negras como o abismo mais profundo.
    Demônios estão na Terra apenas para instituir o caos e se deleitam com os prazeres mundanos, com as guerras, com o sofrimento e o terror.
    O bar estava próximo, num beco escuro e sujo, um local que a maioria dos humanos passariam longe. Por via das dúvidas, esta noite ele se passaria por demônio, e o ingresso para entrar são palavras milenares de uma língua extinta, pronunciadas para o demônio guardião do local.
    Ele se aproxima cautelosamente daquele imenso ser em frente à porta de entrada. O guardião traja roupas normais, como os humanos, mas o capuz que usa e a falta de iluminação dificulta a sua identificação. Palavras são pronunciadas. O guardião apenas levanta a cabeça e deixa à mostra seus olhos luminosos. O demônio bufa como um equino, depois empurra a pesada porta de madeira deixando o acesso livre para ele passar. 
    Uma festa está acontecendo ali. O som está alto, mas ainda é possível ouvir as gargalhadas estridentes. E mesmo acostumado com ambientes assim, o seu coração parece que vai explodir dentro do peito.
    Não por estar nervoso, mas sim pela ansiedade em estar logo entre eles para poder matá-los, um a um.
    Seu nome é Antonio Spadoni, e ele é um padre de cinquenta e cinco anos, mas não um padre tradicional daqueles que apenas celebram missas: ele é um caçador de demônios.
    — Me dá a bebida mais forte da casa — disse Spadoni ao demônio barman, que sorri mostrando seus dentes amarelados, depois despeja simultaneamente a bebida de duas garrafas num copo.
    O líquido desce quente em três goles. Ele pede mais e enquanto o barman prepara o drink, o padre olha o ambiente. Bem lá no fundo, ele consegue identificar Berith, demônio que sabe tudo sobre o passado e que prevê o futuro, parceiro inseparável de Paimon, temido e poderoso demônio, comandante de mais de duzentas legiões de demônios e um dos braços direitos de Samael, o rei do inferno. Além deles, cerca de cinquenta demônios se divertem com prostitutas humanas. Certamente elas não sabem que os ocupantes daqueles corpos são temíveis e milenares monstros, loucos famintos por almas humanas.  
    Spadoni já tinha observado a dupla em ação e pode defini-los como Berith sendo o “cérebro” e “Paimon” os músculos.
    Ele deve ficar longe da vista de Berith e agir no momento certo. Para ele que é um experiente caçador, cinquenta demônios não são nada. O problema mesmo será Paimon.

    Um breve silêncio no salão, com ressalva de gritinhos ofegantes das prostitutas e copos de vidro vazio batendo sobre as mesas. Todos ficam mais agitados e sorridentes quando um demônio coloca uma ficha na Jukebox e seleciona a faixa Sympathy For The Devil, do Rolling Stones, menos o padre que pensa numa estratégia para pegar todos sem que as moças saiam feridas.
    Cautelosamente ele vai até o corredor principal, local que todos devem passar ao sair. Uma fileira de sal, de ponta a ponta, é feita no chão. Demônios não ultrapassam fileiras de sal, portando, ali será uma ótima barreira para que fiquem aprisionados apenas com o seu executor: Spadoni.
    Ele caminha calmamente entre os demônios. Empurra com violência um deles da cadeira e sobe sobre uma das mesas. Retira a jaqueta de couro, deixando sua batina negra à mostra, depois puxa sua espada, que estava acoplada num suporte de couro nas costas.
    Alguns demônios ainda não viram o homem de batina. Spadoni pega uma garrafa de whisky que estava sobre a mesa e a atira na Jukebox. Acabou o som. Todos olham furiosos para o padre. Ele range os dentes enquanto retira de um bolso interno da sua roupa uma pequena garrafa contendo um líquido incolor, rosqueia e retira a sua tampa, para logo em seguida respingar o seu conteúdo nos que estão próximos.
    Fumaça.
    Odor de carne queimada.
    Água benta sempre foi muito eficiente nesses casos.
    O que padre Antonio Spadoni nunca entendeu foi por que os demônios nunca gostaram de usar armas. Eles preferem os punhos e os dentes, talvez para saborear ainda mais a carnificina. Mas isso era uma vantagem para ele que é um exímio espadachim. E sua espada não é tão simples como qualquer outra, ela fora benzida por doze padres, tornando-se num instrumento poderoso contra as forças do mal.
    Spadoni poderia usar armas de fogo. Seria muito mais fácil meter na testa de cada um daqueles demônios uma bala benzida em água benta. Mas ele também sente prazer em usar a sua espada. Fora isso, sua agilidade também não o difere muito de um franco atirador.  
    Os segundos passam lentos. Spadoni vê a feição demoníaca de cada um. Suas auras negras infestam o ambiente. As prostitutas ainda não entenderam que aqueles que aparentam homens não passam de terríveis e sanguinários demônios. Berith empurra as três prostitutas que estão sobre ele, puxa a calça para cima, fecha o ziper e se levanta da cadeira. Paimon já está de punhos cerrados, mas a primeira ordem do líder foi a de sair pela porta dos fundos. A segunda foi para os demônios trucidarem o padre.
    Spadoni sorri e sente prazer em enfrentar a morte armado.
    Mesmo tendo confiança que vencerá àqueles asquerosos seres, ele sabe que poderá morrer se errar um mísero golpe.
    Ele segura as duas mãos com firmeza na bainha da sua espada na altura do seu umbigo, aponta a arma para frente, depois gira o corpo na velocidade de um relâmpago.
    Nove cabeças são decepadas.
    As prostitutas param de sorrir ao ver a violência e ficam atônitas em notar que o sangue derramado daqueles homens, não possuem a cor vermelha, mas sim, negra.
    Spadoni salta da mesa com sua espada nas mãos e divide ao meio o primeiro demônio em sua frente. Golpes certeiros o afasta de dentes sedentos por carne humana. Uma pesada cadeira de madeira é atirada. Ele cai e sente o chão girar, mas ainda segura com firmeza a sua arma. Os demônios se atiram sobre ele. Unhas e dentes pontiagudos arranham e fincam em sua carne. E com  força sobre-humana, ele se ergue em meio aos demônios e grita de tal maneira que todos do salão estremecem. Suas veias salientes e pulsantes. Seus olhos arregalados. Seus dentes à mostra. Alguns demônios rastejam para longe daquele homem. Os mais corajosos tem membros decepados. As prostitutas correm e passam pela fileira de sal. Estarão seguras lá fora, exceto pelo guardião que continua em pé, estático em seu posto.
    Como uma máquina mortífera, Spadoni desfere golpes até o último demônio cair no salão. Mas ele sabe que ainda resta mais um escondido atrás do balcão: o barman.
    O padre caminha lentamente. Seus passos são leves e não causam ruídos. Ele sangra e seus braços estão cobertos por ferimentos, mas a dor é o gás necessário para fazê-lo ainda mais furioso.
    — Saia do teu esconderijo, demônio maldito. Chegou o dia em que retornará para tua morada, bem ao lado de Samael, lugar do qual nunca deveria ter saído — esbraveja Spadoni.
    Mas ele, experiente caçador de demônios, servo de Deus, também erra e seu excesso de confiança quase o faz perder a vida, não que ele dê valor à ela, mas simplesmente pelo fato de errar depois de mais de quarenta anos enfrentando o mal.
    BUUUMMM!!!
    Ele sentiu o calor da bala calibre 12 passar próxima ao seu olho esquerdo.
    Para ele, demônios não usavam armas, pelo menos até segundos atrás. O barman estava pronto para dar o segundo tiro e provavelmente não erraria.
    Tempos modernos, pensamento humorado e inoportuno para àquele momento que exige uma rápida ação.
    Spadoni atira sua pequena adaga de prata e perfura o olho direito do demônio. Ela não estava benzida, mas foi tempo suficiente para alcançar e retirar a arma do atirador.
    A espingarda é jogada no chão.
    Spadoni recoloca a sua espada em seu suporte.
    O barman, sangrando à sua maneira, continua em pé e sem ação.
    1,2,3,4,5,6,7,8,9. Esta é a quantidade de vezes que Spadoni bateu a cabeça do demônio no balcão, até ela deixar de ter uma forma definida.
    Sim, por incrível que pareça, eles também possuem cérebro. Mas Spadoni já sabia disso.
    Ele pega a arma no chão, uma espingarda com o cano serrado, e caminha desviando dos corpos no chão e vai até a porta de entrada, que está aberta.
    Spadoni verifica rapidamente a situação e nota que o guardião está com as seis prostitutas presas, sendo três em cada um dos seus poderosos braços.
    Parece que o demônio vai tentar negociar com o padre a soltura delas...
    — Padre desgraçado, posso soltar cinco delas, mas levarei uma comigo, mas tenho algumas condições. Eu...
    BUUUMMM!!!
    Esta noite o padre fez algo inusitado: usou pela primeira vez uma arma de fogo. E se deu  muito bem.
    O guardião errou em tentar negociar, pois Spadoni nunca negocia com demônios.
    As garotas estão salvas e não tem tempo em gradecer ao padre. Elas correm desesperadas, exceto uma que caminha lentamente olhando para o chão.
    Spadoni está acostumado com isso: os herois reais são bem diferentes dos herois dos quadrinhos e dos seriados da tevê. Não existem mocinhas que se jogam em seus braços, não que ele queira isso, pois fez voto de castidade. Mas um obrigado de vez em quando seria bom.
    As dezenas de cicatrizes espalhadas pelo seu corpo clamam por isso.
    Mas ele mergulha mais uma vez na solidão e caminha entre as sombras até chegar na porta dos fundos da sua igreja. No ofertório, o padre retira um bilhete amassado. Ele sabe que ali está o endereço do próximo local que deverá visitar. Ao longe ele consegue visualizar o informante de costas e com um capuz sobre a cabeça, que sai apressado.
    Spadoni não sabe quem ele é. Podem ser anjo ou mesmo um demônio aliado. Ele só sabe que as informações chegam até ele sempre desta maneira: num bilhete amassado que é colocado todas as noites no ofertório da sua igreja. De qualquer forma, àquele informante sabe que ele é um caçador de demônios e que está neste planeta apenas para combatê-los.
    Quantos mais existem neste mundo? Quantos caçadores arriscariam a sua vida no anonimato para proteger outras vidas? Indagações que ficam sempre no vazio...
    Ele verifica o local que deverá visitar e nota que não é tão longe dali. Um prédio residencial  aparentemente comum.   
    Hoje ele está cansado e ferido, mas não lhe falta coragem para morrer. Enfrentar demônios sozinho é um trabalho arriscado e insano. Mas isso já se tornou num vício. É como um alcoólatra que diz que vai ingerir seu último copo com água ardente, mas que no dia seguinte repete a mesma promessa. Spadoni só pensa nisso: caçar demônios. Caçar demônios. Caçar demônios... Sua mão fica trêmula quando passa um dia sem o seu ofício. Parece que lhe falta ar ou que algo está errado e fora do lugar. Ele se sente completo quando sai às ruas e chega ao seu local de destino. E cada cicatriz em seu corpo corresponde a um prêmio que carregará consigo até o último dia da sua tortuosa vida.
    Ele se esquece constantemente que é um servo de Deus. E quando isso acontece, ele segura com firmeza o crucifixo que carrega no peito, símbolo daquele que morreu para salvar a humanidade, um dos maiores caçadores de demônios que já existiu: Jesus Cristo.   
    Isso injeta óleo em suas engrenagens desgastadas. Ele caminha mais rápido, mas mesmo o local sendo próximo, parece que seus largos passos nunca chegam ao seu local de destino.
    Ele está ansioso e acabou se esquecendo de ingerir os seus comprimidos. E isso não é nada bom.
    A fúria toma-lhe o corpo e o possui de maneira devastadora.
    Número 222. Spadoni nota estranhas inscrições e símbolos acima da porta de entrada do prédio. Embora seja uma língua semelhante, não é aramaico.     
    Spadoni entra. Não há ninguém na portaria e o silêncio absoluto o preocupa, pois demônios são barulhentos e desordeiros. Mesmo assim ele caminha pelo corredor central em busca de alguma pista. O luxo está por toda parte e obras de arte estampam as paredes. Spadoni notou que todos àqueles quadros pertencem a um único artista e verifica com assombro um deles.
    — William Blake é o autor destes quadros. Este do qual você tanto olha é “O grande dragão vermelho e a mulher vestida de Sol”. Blake foi o único ser humano que conseguiu ver a real aparência de nós demônios. Este retratado no quadro é o meu parceiro Paimon — disse Berith ao padre que já está com sua espada em mãos.    
    — Demônio maldito, não sabia que vocês também gostavam de arte. Mas isso irá durar pouco tempo, pois logo o mandarei de volta ao inferno — esbraveja Spadoni num mar de fúria.
    — Em sua cabecinha humana você acha mesmo que poderá nos enfrentar para sempre? Quantos anos mais você viverá? É claro que você não sabe, mas eu sei, mas não vou te contar, só digo que estou na Terra há milênios e nenhum outro caçadorzinho foi capaz de fazer eu retornar ao inferno. Paimon!
    Quando Spadoni percebe que não está só com Berith, já é tarde. Paimon derruba a sua espada com um único golpe do seu braço esquerdo, o segundo foi um soco duro e seco em seu queixo. No chão e completamente atordoado, ele cospe sangue, além de alguns dentes. Outros demônios chegam e o cercam. Desarmado, Spadoni começa a gargalhar. Ele sabe que algo está errado e que os comprimidos que não ingeriu são os malditos culpados.       
    — Berith, esse padre é louco? — pergunta Paimon.
    — Não, Paimon, aqui na Terra eles chamam isso de transtorno bipolar. Fora isso, ele não tem medo da morte e falta-lhe alguns parafusos. Mas a gente pode fazer ele sofrer... bastante! — Berith cruza os braços e ordena para que Paimon faça o que ele faz de melhor.
    Paimon se joga e cai de joelhos sobre as costelas de Spadoni. Som de ossos se quebrando. O padre coloca as mãos sobre o peito e dá um longo suspiro, para depois gargalhar ainda mais. Vidros são estilhaçados no chão. Os demônios rasgam a batina do padre e retiram a sua camisa. Paimon o arrasta pelos cabelos sobre o vidro deixando um rastro de sangue.   
    Spadoni, quando tem essas crises, se esquece de quase tudo, até de quem ele é. E quanto mais Paimon o arrasta sobre o vidro, mais ele sorri. A pequena garrafa de água benta em seu bolso é quebrada. A adaga de prata presa no cinto é inútil, pois ele nem sequer se lembra que ela está ali.
    — Pare, Paimon, isso não vai adiantar. Vamos ver se ele vai continuar sorrindo depois do que faremos com ele. Sente-o na cadeira e retire os seus sapatos. Depois me dê um martelo.
    Geralmente Berith apenas comanda, mas desta vez ele será o torturador. Ele chega próximo ao padre, que mesmo com os olhos lacrimejando, continua sorrindo. Levanta o martelo acima da sua cabeça e o desce com velocidade até atingir um dos dedos do padre. Esmagado.   
    Spadoni urra e cospe sangue, mas o que ele pronuncia em seguir é difícil de compreender. Berith encosta o seu ouvido na boca do padre para ouvir melhor.   
    — Ainda... ainda... ainda faltam nove dedos... hahahahahahahahaha.
    Em milênios, nenhum daqueles demônios jamais viram Berith tão furioso. Ele pega a espada do padre e está pronto para desferir o golpe que irá separar a cabeça de seu corpo. Spadoni olha para cima e vê no teto uma forte luz se aproximando.
    Seria a luz da qual tantas pessoas falam quando estão à beira da morte?
    Um estrondo faz Berith deixar a espada cair. Ele não previu isso, pois perdeu a concentração com o padre. Um opala preto e com os faróis altos arrebentou a porta da entrada e invadiu o salão do prédio.
    Todos ficam estáticos quando uma jovem garota de cabelos curtos, meia-calça preta rasgada e coturnos, salta do veículo com duas armas em punho.
    Ela tem uma ótima mira e os demônios vão tombando, um a um.
    Berith foge com Paimon, pois acabou de prever que o seu futuro não será nada bom, caso continue no prédio. 
    — Acabou, padreco, não restou nenhum, a não ser os dois covardes que fugiram. Apóie-se em meu ombro e vamos sair daqui — Spadoni se levanta com dificuldade e começa a se recordar do que ele realmente foi fazer ali. Ele segura o seu crucifixo e olha para a garota.  
    — Eu... eu a conheço... Você não é uma das prostitutas que estava lá no bar com os demônios?
    — Sim, padreco, e você acabou com tudo. Minha intenção era explodir àquele lugar e mandar todos de volta para o inferno. Mas você chegou e adeusinho plano.
    — Então... você também é uma caçadora de demônios?
    — Não, sou teu anjo da guarda. É claro que sou uma caçadora de demônios. E muito bem precavida e com balas benzidas em água benta. Agora vamos sair daqui antes que a polícia baixe por aqui. Vai ser difícil fazê-los entender e acreditar que esse monte de traste são demônios.   

    Spadoni olha para a garota e descobre que nem tudo está perdido. Pelo menos por enquanto...    


O AUTOR:
Ademir Pascale é Editor da Revista Conexão Literatura (www.revistaconexaoliteratura.com.br). Membro Efetivo da Academia de Letras José de Alencar (Curitiba/PR). Participou em mais de 40 livros, sendo um dos mais recentes “Nouvelles du Brésil”, publicado na França pela editora Reflets d’Ailleurs. Publicou pela Editora Draco “O Desejo de Lilith” e “Caçadores de Demônios”. Fã n° 1 de Edgar Allan Poe, adora pizza, séries televisivas e HQs. E-mail: pascale@cranik.com. Facebook: Ademir Pascale. Twitter: @ademirpascale.


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