quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

HQ Resenha: Morphine



Morphine, um drama em quadrinhos, que retrata (e muito) o combate interior da juventude (e alguns adultos por aí) contra seus sentimentos e medos.

Recentemente apreciei com muita calma essa história em quadrinhos escrita e ilustrada por Mario Cau. Confesso que já deveria ter lido faz é tempo, mas minha imensa lista de livros e quadrinhos para ler, como eu disse, está imensa.

A história gira em torno de um grupo de amigos, onde Lennon é o protagonista apaixonado pela encantadora Lara. O personagem de Lennon é capaz de retratar todas as dificuldades emocionais e indecisivas de um jovem que sofre por amor, e diga-se de passagem um amor platônico da cabeça do próprio. 

Lennon é inseguro e deprimido, e conta com a ajuda dos amigos para vencer essa barreira interior. Confesso que me identifiquei um pouco com ele, pois era exatamente "travado" para correr atrás de uma paixão, contudo, aos trancos e barrancos a história ia se desenrolando. 

Não quero entregar tantos detalhes do enredo, justamente porquê é interessante você ficar curiosos para saber se Lennon vai ou não ficar com Lara. 
Durante a leitura, você é convidado a pensar sobre suas rotinas, e o quanto você fica estagnado esperando alguma mudança que não parta da sua iniciativa. Adoro leituras que me fazem pensar e refletir sobre o que está a minha volta ou o que eu poderia fazer mas não faço. É como um estalar de dedos no silêncio, onde você desperta para a realidade. Geralmente você corre para os livros ou quadrinhos tentando se distrair um pouco, ou se desconectar da realidade, das atividades diárias e se inserir em outro mundo, mas de repente é nessa leitura que você descobre algo novo, que te faz pensar no que está no mundo real. Isso é fantástico. 

No enredo, Morphine é uma casa noturna que irá inaugurar em breve, e todos se motivam a comparecer nessa nova balada, o que de fato acontece. É claro que quando se trata de casa noturna, não podemos descarta a possibilidade de curtirmos boas músicas. Mas isso não fica só na imaginação, Mario Cau nos deixa uma bela playlist para curtirmos junto com a leitura (ou depois), com bandas como: Daft Punk, Pink Floyd, Foo Fighters, Rolling Stones, Barão Vermelho e muitas outras.
E ao som dessas bandas, muita coisa se desenrola, um breve momento nostálgico que fez lembrar da época em que eu frequentava casas noturnas do tipo, era muito divertido. Bons tempos.

Eu também não poderia (de jeito nenhum) deixar de comentar sobre meu capítulo preferido: Delírio. Até gostaria de encorajar o Mario a escrever mais sobre aquelas loucuras. Esse capítulo é uma surpresa muito boa. Me identifiquei muito com as cenas dos dentes, já tive muitos sonhos parecidos com aquilo, foi divertidíssimo. 

Arte: Mario Cau

Sobre a arte, não se tem o que dizer além de elogios. A ilustração está muito bem feita, parabéns. A diagramação também está impecável, um ótimo trabalho do amigo Felipe França.

Se você ainda não leu o quadrinho desse campineiro, está esperando o que?





Capa do Quadrinho, Morphine


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