sábado, 12 de agosto de 2017

Litercultura 2017 começa nesta segunda com Vladimir Safatle​

Manuel da Costa Pinto - Foto Divulgação
Festival literário discute literatura hispano-americana e prossegue até a próxima sexta-feira na Capela Santa Maria

Curitiba, agosto de 2017 – O Litercultura – Festival Literário de Curitiba 2017 começa nesta segunda-feira, às 19h30, na Capela Santa Maria, no Centro, com o painel do filósofo e ensaísta Vladimir Safatle sobre a obra do escritor chileno Roberto Bolaño. Esta é quinta edição do evento literário que prossegue até o dia 18 (sexta-feira). Este ano, o festival estabelece o diálogo entre o Brasil e os países hispano-americanos em cinco encontros na Capela Santa Maria com mediação e interação com o público. O Litercultura tem direção da produtora cultural Manoela Leão e curadoria do crítico e ensaísta Manuel da Costa Pinto. Os ingressos para o evento são gratuitos mediante retirada prévia. Interessados que ainda não retiraram sua entrada podem comparecer no dia do evento desejado para aguardar a acomodação.

Nesta edição, o Litercultura elege cinco importantes nomes da literatura brasileira que se colocam como leitores e mergulham no universo dos pares latino-americanos, gerando discussões sobre temas contemporâneos comuns entre os países. O filósofo e ensaísta Vladimir Safatle, o escritor Julián Fuks, a filósofa e romancista Marcia Tiburi, Manuel da Costa Pinto e o psicanalista Christian Dunker discutem as obras do chileno Roberto Bolaño, do argentino Juan José Saer, do mexicano Juan Rulfo, e dos argentinos Roberto Arlt e Adolfo Bioy Casares, respectivamente, abordando as questões estéticas, sociais, psicanalíticas e políticas que atravessaram suas histórias.

Será uma ótima oportunidade de o público conferir em ação intelectuais que ajudam a pensar as questões contemporâneas nas variadas frentes traçando paralelos entre Brasil e os países latino-americanos. "Damos continuidade à proposta, consagrada em edições anteriores do festival, de promover a interação de diferentes linguagens – no caso, psicanálise, filosofia, sociologia, ensaísmo e teoria literária –  com o imaginário da literatura", comenta Manoela Leão.

O Litercultura 2017 integra o Circuito Cultural Ademilar, ação que está patrocinando manifestações e eventos culturais de diversas naturezas ao longo deste ano. 

PROGRAMAÇÃO:
14/ago (segunda) 19h30 – Vladimir Safatle
15/ago  (terça) 19h30 – Julián Fuks
16/ago (quarta) 19h30 – Marcia Tiburi
17/ago (quinta) 19h30 – Manuel da Costa Pinto
18/ago (sexta) 19h30 – Christian Dunker

Sobre o Litercultura:
O Litercultura aconteceu pela primeira vez em 2013, em Curitiba. Trata-se de um festival de literatura com ênfase na leitura, não se limitando a ser uma festa ou uma feira. Pelos palcos do Litercultura passaram escritores, atores, músicos, tradutores, jornalistas e pessoas interessadas no ato de ler. Alberto Manguel, Ana Maria Machado, Chico César, Cristóvão Tezza, Gonçalo M. Tavares, Miguel Sanches Neto, Sílio Boccanera, Valter Hugo Mae, Tim Vickery, Antonio Skármeta, Alan Pauls e vários outros estiveram celebrando com os melhores leitores, o público. Site: www.litercultura.com.br I Facebook: www.facebook.com/litercultura

Manoela Leão nasceu no Recife e mora em Curitiba há 11 anos. É formada em  Artes Visuais e trabalhou com direção de arte e editorial até conhecer a sua verdadeira vocação: os eventos culturais. Em 2012 idealizou e passou a produzir anualmente em Curitiba o Litercultura, festival literário que já colocou o público em contato com dezenas de autores nacionais e estrangeiros. A experiência rendeu convites para curadoria de outros eventos como Emil, Festival Paulicéia Literária e ações do Sesi Cultural. Também na terra que adotou como sua casa lançou em 2015 o Sex Libris – Sarau Erótico, um encontro periódico com escritores, poetas e performers em torno da produção literária erótica.

Sobre os convidados:

Vladimir Safatle é graduado em Comunicação Social pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), onde também cursou mestrado na área. A paixão do negativo (Editora Unesp, 2006), tese de seu doutorado  pela Université de Paris VIII, na França, foi finalista do 49.o Prêmio Jabuti. Entre suas principais obras estão Cinismo e Falência da Crítica (Boitempo Editorial, 2008), Grande Hotel Abismo: Por uma reconstrução da teoria do reconhecimento (Martins Fontes, 2012), A esquerda que não teme dizer seu nome (Três Estrelas, 2012) e O circuito dos afetos: corpos políticos, desamparo e o fim do indivíduo (Autêntica, 2015).  É professor livre-docente do Departamento de Filosofia da USP e colunista da Folha de S. Paulo. Vladimir Safatle falará sobre Roberto Bolaño, autor chileno eleito pelo The New York Times a voz literária latino-americana mais significante de sua geração.

Julián Fuks foi considerado um dos vinte melhores jovens escritores brasileiros pela revista britânica Granta em 2012. Formado em jornalismo pela Universidade de São Paulo (USP), o descendente de argentinos publicou quatro obras: Fragmentos de Alberto, Ulisses, Carolina e eu (7 Letras, 2004), ganhador do Prêmio Nascente da USP; Histórias de literatura e cegueira (Record, 2007), finalista do Prêmio Portugal Telecom e do Prêmio Jabuti; Procura do romance (Record, 2012), finalista do Prêmio Jabuti, do Prêmio Portugal Telecom e do Prêmio São Paulo de Literatura; e A resistência (Companhia das Letras, 2015), que conquistou o Prêmio Jabuti de ficção, o segundo lugar no Oceanos (antigo Portugal Telecom) e foi um dos finalistas no Prêmio São Paulo de Literatura. Julián Fuks falará sobre Juan José Saer, argentino considerado um dos nomes mais importantes da literatura latino-americana do século XX, tema de sua dissertação de mestrado.

Marcia Tiburi é graduada em filosofia e artes e mestre e doutora em Filosofia (UFRGS, 1999), tendo feito um pós-doutorado em Artes. Publicou diversos livros de filosofia, entre eles "As Mulheres e a Filosofia" (Ed. Unisinos, 2002), Filosofia Cinza – a melancolia e o corpo nas dobras da escrita (Escritos, 2004); Metaformoses do Conceito: ética e dialética negativa em Theodor Adorno (Ed. UFRGS, 2005, vencedor do Açoarianos de melhor ensaio), "Mulheres, Filosofia ou Coisas do Gênero" (EDUNISC, 2008), "Filosofia em Comum" (Ed. Record, 2008), "Filosofia Brincante" (Record, 2010, indicado ao Jabuti), "Olho de Vidro: a televisão e o estado de exceção da imagem" (Record 2011, indicado ao Jabuti), "Filosofia Pop" (Ed. Bregantini, 2011), Sociedade Fissurada (Record, 2013), Filosofia Prática, ética, vida cotidiana, vida virtual (Record, 2014). Publicou também romances: Magnólia (2005, indicado ao Jabuti), A Mulher de Costas (2006) e O Manto (2009) e Era meu esse Rosto (Record, 2012, indicado ao Jabuti e ao Portugal Telecom). É autora ainda dos livros Diálogo/desenho (2010), Diálogo/dança (2011), Diálogo/Fotografia (2011) e Diálogo/Cinema (2013) e Diálogo/Educação (2014), todos publicados pela editora SENAC-SP. Em 2015 publicou Como Conversar com um fascista – Reflexões sobre o Cotidiano Autoritário Brasileiro (Record, 2015, indicado ao APCA) que está em sua décima edição. Uma fuga perfeita é sem volta (2016), seu quinto romance, concorre ao Prêmio Rio de Literatura em 2017. Desde 2008 Marcia Tiburi coordena um Laboratório de Escrita Criativa, atualmente no Rio de Janeiro, na Escola Passagens. É também Professora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e colunista da revista Cult. A autora falará sobre Juan Rulfo, escritor mexicano de obra breve, precursor de escritores como García Márquez e Jorge Luís Borges.

Manuel da Costa Pinto é graduado em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e mestre em teoria literária e literatura comparada pela Universidade de São Paulo (USP). Autor das obras Albert Camus - um elogio do ensaio (Ateliê Editorial, 1998), Literatura Brasileira Hoje (Publifolha, 2004) e Antologia Comentada da Poesia Brasileira do século XXI (Publifolha, 2006), atuou na televisão como editor-chefe dos programas de literatura Entrelinhas e Letra Livre e apresentou Metrópolis, todos na TV Cultura. O jornalista foi um dos criadores da revista Cult, onde atuou por seis anos como editor. Em 2011, foi curador da Feira Literária de Paraty (FLIP) e hoje é colunista da Folha de S. Paulo. Manuel da Costa Pinto falará sobre a obra de Roberto Arlt, escritor, dramaturgo e jornalista argentino.

Christian Dunker é psicanalista e professor da Universidade de São Paulo (USP). Foi premiado com o Prêmio Jabuti de melhor livro em Psicologia e Psicanálise em 2012, por seu livro Estrutura e constituição da psicanalítica: uma arqueologia das práticas de cura, psicoterapia e tratamento (Annablume, 2011) e, quatro anos depois, Mal-Estar, Sofrimento e Sintoma (Boitempo Editorial, 2015) foi considerado o segundo melhor livro da categoria. Dunker é conhecido por ter renovado o pensamento do psicanalista francês Jacques Lacan, além de ser colunista para a Revista Mente & Cérebro, Revista Cult, Revista Brasileiros e no blog da Boitempo Editorial. Christian Dunker falará sobre Adolfo Bioy Casares, escritor, jornalista e tradutor argentino mais conhecido pela obra A Invenção de Morel.

Serviço:
Litercultura – Festival Literário de Curitiba 2017
www.litercultura.com.br
De 14 a 18 de agosto
Capela Santa Maria
Patrocínio: Ademilar, Fundação Cultural de Curitiba
Apoio: ICAC (Instituto Curitiba de Arte e Cultura), Curitiba Lê
Realização: Gusto Produção Cultural
Atendimento à imprensa: Dani Brito Bureau de Comunicação (41.99951.9083) danibrito@danibrito.com.br

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