sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Novo livro de Aristides Fontes Filho estimula a imaginação, ensina brincando e educa crianças com motivação

Aristides Fontes Filho
Aristides Fontes Filho nasceu em Ribeirão Preto, em 1949. Quando tinha 4 anos de idade, seus pais mudaram-se para São Paulo. Viveu em um bairro da periferia até a adolescência. Aos 22 anos casou-se e teve três filhos. Em 1998 divorciou-se de sua primeira esposa e, atualmente, vive com sua segunda esposa, já há 15 anos. Sua carreira profissional foi desenvolvida na área financeira, com especialização em tecnologia da informação. Montou uma empresa do ramo, que administra até hoje. Aos 55 anos decidiu escrever seu primeiro livro, “O dito pelo não dito”, um dicionário de expressões e em 2015 escreveu “O mundo de Edmundo”. Desde então tem escrito outros livros.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Aristides Fontes Filho: Sempre gostei muito de ler e aqui e ali arriscava escrever algum texto, poesia ou história, mais por diversão ou necessidade do momento. Como gostava de expressões, passei a colecioná-las e, depois de alguns anos, por influência dos amigos, decidi editar meu primeiro livro, “O dito pelo não dito”. A experiência foi muito boa, embora o livro não tenha vendido muito. Depois de dez anos, por influência de minha esposa, resolvi fazer alguns exercícios para diversão dos netos. Isso me levou a escrever meu segundo livro, “O mundo de Edmundo” e, a partir de então, me senti mais à vontade para escrever.

Conexão Literatura: Você é autor do livro “O Mundo de Edmundo”. Poderia comentar?

Aristides Fontes Filho: “O mundo de Edmundo” é uma coletânea de 52 histórias. A ideia é que as histórias sejam lidas para crianças ou que elas próprias leiam. Muitas das histórias que conto no livro são baseadas em minhas próprias experiências de infância. Tentei passar o máximo de realismo que um garoto de 7 anos, que viveu na periferia de São Paulo nos anos 50 e 60 conheceu. No fundo acho que eu sou o “Edmundo”.


Conexão Literatura: Além das 52 histórias, o livro traz 52 figurinhas autocolantes, além de desenhos para as crianças pintarem. Como foi todo o processo do livro até a sua conclusão?

Aristides Fontes Filho: Por influência de minha esposa eu escrevi três ou quatro historinhas e as submeti à crítica dos netos. A partir daí, resolvi escrever mais historinhas. O número de 52 não foi planejado; fui escrevendo tudo que me vinha à cabeça. O objetivo era escrever histórias de três ou quatro páginas, que pudessem ser lidas para crianças, na hora de dormir, e que não demorassem mais de quinze minutos para serem lidas. Como tenho um amigo, o Denis Mendes, que é desenhista profissional, pedi a ele que fizesse desenhos baseados nas historinhas, a critério dele. Como achei que os desenhos ficaram muito bons, tive a ideia de transformá-los em figurinhas para serem coladas em cada historinha. Posteriormente veio a ideia de reproduzir os desenhos em branco, para que as crianças pudessem colori-los. Como não consegui nenhuma editora que me fizesse uma proposta razoável, fiz a edição de forma independente e hoje comercializo o livro pela Internet, porque sem editora é muito difícil colocar o livro em livrarias.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho ou uma frase da qual você acha especial em seu livro?

Aristides Fontes Filho: Na história “Florujinha”, que é uma flor que Edmundo descobriu em seu jardim, que só ele vê e que só aparece à noite, há um trecho que diz:

Numa certa noite, ele estava admirando a flor e disse em voz alta: - Florzinha linda, por que é que você só aparece de noite e por que não deixa minha mãe ver você? Para sua surpresa, Edmundo ouviu a flor responder: - É que eu não posso aparecer de dia; não suporto o calor do sol, porque queima minhas pétalas e eu só apareço para crianças especiais, como você, que eu sei que não vão me maltratar.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e seus outros livros?

Aristides Fontes Filho: Especificamente para o livro “O mundo de Edmundo” eu tenho uma página que se chama www.leiaparaumacrianca.com.br, onde o leitor poderá adquirir o livro. Tenho também uma loja virtual que se chama www.fontesdesabedoria.com.br, onde o leitor poderá encontrar este e outros livros, sendo que todos os outros existem apenas no formato E-book.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Aristides Fontes Filho: Penso em continuar escrevendo. No momento não tenho um projeto específico. Estou pensando em alguns temas para decidir qual será o próximo.

Perguntas rápidas:

Um livro: Dom Casmurro
Um (a) autor (a): Eça de Queiroz
Um ator ou atriz: Jack Nicholson
Um filme: Um sonho de liberdade
Um dia especial: Quando presenciei, na sala de cirurgia, o nascimento de meu primeiro neto, enquanto eu segurava a mão de minha filha.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Aristides Fontes Filho: Eu tive uma experiência interessante em uma escola que adotou meu livro. Fui à escola e conversei com os alunos e alunas, todos com idade de sete a oito anos. Fizeram perguntas interessantes e eu passei uma tarde gostosa com eles. Hoje eu não tenho, mas gostaria de ter um canal de comunicação para receber e responder perguntas de meus pequenos leitores.


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