terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Os Cadernos de Kindzu, do Amok Teatro, estreia em São Paulo

Foto divulgação
Temporada no Rio de Janeiro rendeu à montagem 13 indicações a prêmios (Shell, Cesgranrio, Botequim Cultural e APTR)

'Os Cadernos de Kindzu' comemora os 20 anos de estrada do Amok, que já montou, nessas duas décadas, uma trilogia sobre a guerra, Shakespeare, se debruçou sobre temas como loucura, ancestralidade, ciganos e o agreste brasileiro.​

O Amok Teatro, fundado em 1998, é um grupo carioca ganhador de alguns dos mais importantes prêmios do teatro brasileiro. Agora, em 2018, traz a São Paulo seu mais recente trabalho, Os Cadernos de Kindzu, para estrear na Caixa Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111, Centro, São Paulo)  dia 1º de fevereiro para curtíssima temporada (até 18 de fevereiro). Com direção de Ana Teixeira e Stephane Brodt, a nova criação do Amok tem como ponto de partida a obra "Terra Sonâmbula" e o universo do escritor moçambicano, Mia Couto.

O espetáculo conta a trajetória de Kindzu, que parte para uma viagem iniciática a fim de fugir das atrocidades de uma guerra civil. Ao encontrar outros fugitivos, refugiados e personagens repletos de humanidade, o jovem tem a oportunidade de vivenciar novas experiências.
Foto divulgação
"Como o menino Muidinga e o velho Tuahir do livro de Mia Couto, mergulhamos nos doze cadernos que compõem o diário de Kindzu e trilhamos a via das narrativas que revelam a dimensão onírica e mítica da existência, como formas de resistir à violência", declara a diretora Ana Teixeira.

Kindzu é parte de uma trajetória iniciada com "Salina (A Última vértebra)", na qual o grupo investiga as formas narrativas, com inspiração em tradições de matriz africana. Salina e Kindzu trazem duas diferentes visões sobre o continente africano e duas diferentes propostas de linguagem cênica: Enquanto Salina é um mergulho numa África ancestral, Kindzu faz uma incursão numa África pós-colonial.

"O texto de Os Cadernos de Kindzu foi abordado com a abertura de quem busca um diálogo criativo e não uma tradução cênica de uma obra literária. Ao longo desse processo, uma nova narrativa foi se construindo. A trajetória de Kindzu e seus companheiros encontraram uma identidade própria na cena, porém não se afastaram da escrita de Mia Couto, da sua riqueza poética e suas imagens, ancoradas na cultura oral africana", explica Stephane Brodt. 

Passando do conto à ação e da palavra ao canto, o espetáculo propõe uma incursão na guerra de independência do Moçambique, para explorar a natureza humana e a necessidade de reconstruir a vida e a memória. A música, a literatura e o teatro se fundem numa expressão única e indissociável. Com Os Cadernos de Kindzu, o Amok Teatro aborda o fantástico e explora a língua portuguesa, em diferentes sonoridades.

O espetáculo estreou no Rio de Janeiro em 2017 e recebeu 13 indicações aos mais importantes prêmios do teatro: Prêmio Shell de direção (Ana Teixeira e Stephane Brodt), ator (Thiago Catarino), música (Stéphane Brodt e atores), Prêmio Cesgranrio de melhor direção e melhor espetáculo, Prêmio Botequim Cultural de melhor espetáculo, atriz (Graciana Valladares), atriz coadjuvante (Luciana Lopes), autor (Ana Teixeira e Stpehane Brodt pela adaptação do texto) e Prêmio APTR de melhor atriz coadjuvante (Luciana Lopes), de melhor ator coadjuvante (Gustavo Damasceno), melhor ator coadjuvante (Stephane Brodt) e melhor música (Stephane Brodt).

Ainda na passagem do Amok Teatro por São Paulo, a diretora do espetáculo, Ana Teixeira, vai ministrar de 16 a 18 de fevereiro de 2018, a oficina 'Treinamento-Improvisação - Os Caminhos do Ator no Amok Teatro' que propõe um olhar sobre a improvisação no jogo do ator, como um caminho que articula técnica e organicidade. Trata-se de uma prática teatral, onde o corpo do ator não é visto somente como um instrumento atlético, mas também como um reservatório de sensações que determinam as ações, fazendo coincidir interioridade com exterioridade. Uma educação dos meios de expressão do ator que oferece um suporte concreto à sua capacidade de criação.

O Treinamento também tem por objetivo, desenvolver a presença cênica do ator, conhecer e edificar sua individualidade, acessar uma determinada linguagem cênica ou ainda, auxiliar diretores e atores na investigação de processos poético-pedagógicos.

Sobre o Amok Teatro
Dirigido por Ana Teixeira e Stephane Brodt, o Amok Teatro caracteriza-se pela dedicação a um processo contínuo de pesquisa sobre a arte do ator e as possibilidades de encenação. Desde sua fundação em 1998, o grupo tem recebido por seus espetáculos diversos prêmios do teatro nacional e um grande reconhecimento da crítica e do público, sendo considerada hoje, uma das companhias de maior prestígio da cena carioca contemporânea.

Além do Brasil, o Amok vem se destacando na China, onde se apresenta desde 2014, tendo participado de festivais em Pequim, Xangai, Nanquim, Wuhan, Shenzhen, Hangzhou e Yangzhou. Além dos espetáculos, o grupo também compartilha na China a sua experiência pedagógica, tendo já ministrado oficinas na Universidade de Pequim. 

Os processos de criação e formação estão profundamente ligados nos trabalhos do Amok Teatro. A pedagogia responde à necessidade de promover uma dimensão do teatro que não se limita a produção de espetáculos e busca transmitir valores artísticos que não têm como único objetivo os resultados.

FICHA TÉCNICA
OS CADERNOS DE KINDZU é uma criação do AMOK TEATRO, a partir da obra "Terra Sonâmbula" de MIA COUTO.
Direção, cenário e figurino: Ana Teixeira e Stéphane Brodt
Assistente de direção: Sandra Alencar
Atores: Graciana Valladares (Farida), Gustavo Damasceno (Romão Pinto e Anão Xipoco), Luciana Lopes (Mãe Kindzu, Tia Euzinha e Juliana), ​Sergio Loureiro (Pai Kindzu e Quintinho) Thiago Catarino (Kindzu), Vanessa Dias (Assma, Anão Xipoco e Virgínia) e Stephane Brodt (Surendra)
Luz: Renato Machado
Direção musical: Stéphane Brodt
Música (criação e interpretação): o elenco
Operação de Luz: Maurício Fuziyama
Coordenação administrativa: Eureka Ideias/​Sonia Dantas

SERVIÇO
OS CADERNOS DE KINDZU
Dias: 01, 02, 03, 04, 15, 16, 17 e 18 de fevereiro de 2018
Quinta à domingo, às 19h15
Caixa Cultural São Paulo
Praça da Sé, 111 - Centro - São Paulo - Grande Salão
Duração: 130 min/ Recomendação: 16 anos/ Capacidade: 80 lugares
Informações: 11 3321-4400
GRÁTIS (limitado a um par por pessoa)
Bilheteria: a partir das 9h do dia do evento

OFICINA
Treinamento-Improvisação
Os Caminhos do Ator no Amok Teatro, com a diretora Ana Teixeira
Data:  16 a 18 de fevereiro de 2018
Horário: 14h às 18h
Duração Total: 12 horas
Público: interessados acima de 18 anos
Inscrições: enviar currículo com, no máximo, 10 linhas para o e-mail: oficina@amokteatro.com.br, até o dia 09/02
Capacidade: 22 pessoas
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