segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

“Contra todas as probabilidades do amor”, de Rebekah Crane chegou ao Brasil pela Faro Editorial

Contra todas as probabilidades do amor narra uma das fases mais atribuladas da nossa vida: a adolescência, e todas as complicações que ela pode trazer.

“Nós rezamos a Santo Antônio de Pádua para pedir três coisas. Que o que foi perdido seja encontrado. Que a alma seja livre. E que a vida seja duradoura”– Lema do Acampamento Pádua

Zander estava odiando a ideia de ir para esse acampamento do outro lado do país. Era a primeira vez que ela saía do Oregon, da sua casa, para ir justamente para esse lugar estranho, com pessoas esquisitas. Ela definitivamente não precisava estar ali, no Acampamento Pádua, o acampamento para jovens desajustados e problemáticos. Ela não era uma “deles”.

A Faro Editorial lançou “Contra todas as probabilidades do amor”, de Rebekah Crane. A autora apresenta neste livro os dramas de alguns adolescentes que vão muito além de não querer estudar, de responder aos pais, colar nas provas e namorar ou não. A adolescência é uma fase difícil, e ainda mais quando você tem problemas que não pode controlar ou que não sabe como. E o Acampamento Pádua é o lugar para jovens que estão nessa situação.

Garotos e garotas depressivos, com distúrbios alimentares, doenças degenerativas, depressão, compulsões e os que estão ne negação são o público alvo desse acampamento. Um lugar para valorizar a vida e ajudar jovens em situações emocionais complicadas. Ou seja, ninguém ali é muito “normal”, e Zander sabe que ela não pertence a esse lugar.

Ela foi mandada pelos pais para esse acampamento de verão, mas não faz ideia do motivo. Zander não se sente perdida, ela sabe muito bem onde está. E quando se depara com os demais jovens do retiro, ela tem ainda mais certeza disso. Zander não é como Cassie, que toma remédios para emagrecer e não come nada o dia todo. Ou como Hannah que se corta e por isso só usa blusas de mangas longas. Ou como Alex, que é um mentiroso compulsivo. Ou como Katie, que é bulimica. Ou ainda, como o chato do Groover... e, para relaxar nesse hospício, ela fica treinando conjugações de verbos em francês.

Mas Zander estava errada, e o que ela acabou encontrando ali foram grandes amigos e pessoas comuns, apesar de seus traumas e limitações. Adolescentes que queriam se divertir e fazer amizade como qualquer outro jovem. Que queriam burlar regras e testar limites, e que queriam ser aceitos como são. E ela iria descobrir que o amor pode ser encontrado onde menos se espera.

Rebekah Crane consegue de uma forma leve e divertida abordar temas tão profundos e difíceis como bulimia, anorexia, esquizofrenia, compulsões, apatia, suicídio, violência doméstica, abandono, luto, e claro, o primeiro amor. Você pode pensar que se trata de uma história triste. E há partes duras sim, mas, Rebekah consegue mostrar como, na dificuldade, podemos encontrar uma saída. E isso é uma das coisas que faz este livro completamente encantador, divertido e doce, capaz de deixar em você um grande sorriso no rosto.

“Nós só conseguiremos nos encontrar quando admitirmos que estamos perdidos” – Acampamento Pádua

Sobre a autora:

Rebekah Crane é autora de três romances. Ela descobriu sua paixão pela literatura enquanto estudava educação secundária na Universidade de Ohio. Depois de ter dois filhos e ensinar em seis cidades diferentes, ela finalmente se instalou no sopé das Montanhas Rochosas para se dedicar a escrever romances e roteiros.
 
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