sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Flavia Azevedo e a pequena Gilda no museu, por Sérgio Simka e Cida Simka

Flavia Azevedo - Foto divulgação
Flavia Azevedo atua como curadora independente. Certificada em Art Business pela New York University (NYU).
Participa de grupos de estudo relacionados à arte e atualmente sua pesquisa está voltada para a poética da arte popular brasileira.
 É autora do livro “A pequena Gilda no museu: descobrindo a arte brasileira”, publicado pela Aletria.

ENTREVISTA:

Fale-se sobre o seu livro.


O livro conta a história da pequena Gilda e sua aventura pelo museu onde conhece um pouco da arte brasileira.
Gilda é uma menina muito curiosa que sempre se interessou por arte. No dia do seu aniversário, Gilda finalmente conhece pessoalmente o museu, e lá tem a sorte de conhecer também o Sr. Manuel, zelador do museu, também apaixonado pela arte brasileira. Guiada pelo Sr. Manuel, Gilda conhece as obras de grandes artistas brasileiros como Alfredo Volpi, Alberto da Veiga Guignard, Hélio Oiticica, Candido Portinari e Tarsila do Amaral. A pequena também conhece um pouco da arte popular e da arte indígena. Através do olhar entusiasmado de Gilda, o leitor vai conhecer as obras destes e também de outros grandes artistas brasileiros e entender um pouco mais sobre ela, o universo das artes plásticas e da cultura brasileira. 
As ilustrações são de Bruno Nunes.

Como fazer para despertar o hábito de ler, principalmente em crianças?

Acredito que este é um dos nossos grandes desafios no mundo contemporâneo. Incentivar a leitura na infância é fundamental para o desenvolvimento das crianças. Acredito que o papel dos pais e educadores é imprescindível neste momento, estimulando e incentivando atividades relacionadas à leitura e ao hábito de ler. Algumas ideias criativas podem ajudar bastante nesta tarefa, como a inscrição em clubes de leitura, oficinas de escrita, atividades em espaços culturais que estimulem a leitura.

Foi fácil encontrar uma editora que publicasse seu livro?

Na verdade, foi uma feliz coincidência. Há tempos que queria escrever sobre arte brasileira e a cultura do Brasil para os pequenos, e paralelamente a editora Aletria também tinha uma grande vontade de ter um livro informativo em sua coleção, que abordasse este tema de maneira lúdica e informativa para as crianças. Nos encontramos no momento certo e conseguimos concretizar este projeto: )

Como vê a literatura nacional contemporânea? E o mercado de e-books?

Estou lendo muitas obras literárias de artistas brasileiros contemporâneos,  penso que o mercado editorial brasileiro está contribuindo de forma assertiva na curadoria de grandes títulos e novos autores. Gosto muito do Bernardo Carvalho, Luiz Ruffato e Julián Fuks, grandes autores que trazem interessantes  reflexões em suas obras.

Acredito que o mercado de e-books não veio para substituir totalmente o impresso, principalmente na literatura infantil, onde os livros também assumem um papel importante na alfabetização do público infantil.

Para você, o que é ser escritora?


Acredito que é poder compartilhar nosso conhecimento ou experiência de forma que possa contribuir com o repertório dos leitores. Quando comecei a escrever “A pequena Gilda no museu”,  meu objetivo era criar uma história que pudesse despertar a curiosidade dos pequenos para um tema que considero fundamental: a arte brasileira e a nossa cultura.

O que tem lido ultimamente?

Estou lendo o Dicionário do Artesanato Indígena, um livro de 1988 escrito por Berta  Ribeiro.
E na literatura infantil ando lendo todos os livros que consigo encontrar no Brasil da escritora e ilustradora Belga Gabrielle Vincent da série “Ernest e Celestine”, que retrata o convívio afetuoso entre um urso e uma ratinha.  O nascimento de Celestine é o meu preferido.

Quais são seus próximos projetos?
Estou trabalhando em uma pesquisa sobre a arte popular brasileira do norte de Minas Gerais, especialmente sobre as mulheres ceramistas do Vale do Jequitinhonha, que modelam as famosas bonecas de barro.
E também estou querendo levar “A pequena Gilda” para se aventurar em terras estrangeiras, quem sabe esta pequena personagem não vai além da arte brasileira e também descobre grandes artistas internacionais pelo mundo afora?!  :)

*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a coleção Mistério, publicada pela Editora Uirapuru.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2106), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017).
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