quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Invasões Extraterrenas e H. G. Wells, por Roberto Fiori

Pânico generalizado. Suicídios. Foi o comportamento de quem quer que estivesse ouvindo o rádio naquela emissora, naquele momento. Não foi um sonho delirante, um pesadelo. Ocorreu, após a emissão radiofônica da adaptação de “Guerra dos Mundos”, do escritor H. G. Wells. Este foi o efeito bombástico da locução que o futuro diretor de cinema Orson Welles ocasionou, em 1938, nos Estados Unidos.

Qual filme de cinema, ou, hoje em dia, uma transmissão de uma série no serviço de streaming Netflix para a televisão, poderia fazer com que houvesse um estado tal de ansiedade e medo, que levasse pessoas ao suicídio?

“Guerra dos Mundos” nos conta uma história de ficção científica, o tema da invasão da Terra por seres alienígenas vindos de Marte. Um romance proveniente da imaginação extremamente culta de H. G. Wells. Os marcianos se revelam invencíveis. Eles não descansam. Eles não possuem fraquezas. Destroem e matam, incessantemente. Mas...

Não vou contar o desfecho do livro. Você, homem comum, poderia confrontar tal situação e vencer? O que seria possível contra uma civilização belicosa e adiantada o suficiente para eliminar completamente o ser humano?

Vejamos... armas completamente revolucionárias teriam de ser criadas, isso em um espaço de tempo de meses, anos, no máximo. Armas que destruíssem, que devastassem o inimigo sem nos liquidar, ao mesmo tempo. E que acabassem com a ameaça antes dela nos eliminar.

O intelecto do homem pode ser mensurado em termos de seu Quociente de Inteligência. Um teste, um simples teste de múltipla escolha, com valores iguais para cada questão. Alfred Binet e Theodosius Simon o desenvolveram como método controlado e científico. Wechsler o aperfeiçoou.

O intelecto do homem pode estar milhares ou milhões de anos atrasado em relação ao de uma raça que se desloca corriqueiramente por milhões de anos-luz. Um ano-luz é o espaço que a luz percorre em um ano de viagem. A distância à estrela mais próxima da Terra, Alfa Centauri, é de quatro anos-luz. Corresponde a aproximadamente dez trilhões de quilômetros. Multiplique isso por mil e terá a distância a uma estrela distante quatro mil anos-luz.

Astronaves ou outra forma de transporte, como a conversão da matéria em energia luminosa (fótons), seriam utilizadas. A velocidade da luz é a velocidade máxima a que se pode atingir em nosso Universo. Fótons, ou partículas componentes da luz, viajam somente à velocidade de 300.000 quilômetros por segundo, ou, a velocidade da luz. Nada que contenha matéria pode atingi-la.

Viagens muito longas teriam de ser descartadas por alienígenas, a não ser que pretendessem conquistar e colonizar mundos, habitados ou não. Isso se alienígenas forem belicosos, caso contrário não teriam motivo para a conquista de planetas já habitados. Então, colônias de naves, ou mesmo uma única nave de dimensões colossais, teriam de ser utilizadas. Gerações de seres viveriam em tais naves estelares. Seus descendentes seriam os nossos inimigos.

Mas há um ponto. E se os alienígenas fossem tão, mas tão mais adiantados que nós, que já estivessem entre nós? Poderiam nos controlar à vontade. Poderiam nos matar, sem que soubéssemos. E em uma coisa, muitos escritores e cientistas concordam: seres altamente evoluídos não teriam motivo para invadir, matar, saquear, destruir, conquistar. Eles seriam autossuficientes.

O que motiva o ser humano à Arte da Guerra? O que o leva ao crime? Somente a ambição desmedida? Os genes fracos e doentes? A pressão da sociedade sobre o indivíduo menos favorecido pelo meio?

E se a resposta for que o Homem ainda não evoluiu o suficiente? Nesse caso, como há muito se falou no meio da Ficção e da Ciência, só nos resta esperar. Para que o Tempo, chamado em uma tradução de um livro de divulgação científica de “O Profundo Mistério do Universo” (“Timewarps”, do astrofísico britânico John Gribbin), nos conceda a bênção e nos permita pensarmos como “seres superiores”.

Crédito da imagem: Pixabay
Terra vista da Lua:  poderíamos, um dia, sermos alvo de uma invasão extraterrestre com base na Lua?

Sobre o autor:
Roberto Fiori
é um escritor de Literatura Fantástica. Natural de São Paulo, reside atualmente em Vargem Grande Paulista, no Estado de São Paulo. Graduou-se na FATEC – SP e trabalhou por anos como free-lancer em Informática. Estudou pintura a óleo. Hoje, dedica-se somente à literatura, tendo como hobby sua guitarra elétrica. Estudou literatura com o escritor, poeta, cineasta e pintor André Carneiro, na Oficina da Palavra, em São Paulo. Mas Roberto não é somente aficionado por Ficção Científica, Fantasia e Horror. Admira toda forma de arte, arte que, segundo o escritor, quando realizada com bom gosto e técnica apurada, torna-se uma manifestação do espírito elevada e extremamente valiosa.

Sobre o livro “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, do autor Roberto Fiori:

Sinopse: Contos instigantes, com o poder de tele transporte às mais remotas fronteiras de nosso Universo e diferentes dimensões.
Assim é “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, uma celebração à humanidade, uma raça que, através de suas conquistas, demonstra que deseja tudo, menos permanecer parada no tempo e espaço.

Dizem que duas pessoas podem fazer a diferença, quando no espaço e na Terra parece não haver mais nenhuma esperança de paz. Histórias de conquistas e derrotas fenomenais. Do avanço inexorável de uma raça exótica que jamais será derrotada... Ou a fantasia que conta a chegada de um povo que, em tempos remotos, ameaçou o Homem e tinha tudo para destruí-lo. Esses são relatos dos tempos em que o futuro do Homem se dispunha em um xadrez interplanetário, onde Marte era uma potência econômica e militar, e a Terra, um mero aprendiz neste jogo de vida e morte... Ou, em outro mundo, permanece o aviso de que um dia o sistema solar não mais existirá, morte e destruição esperando pelos habitantes da Terra.
Através desta obra, será impossível o leitor não lembrar de quando o ser humano enviou o primeiro satélite artificial para a órbita — o Sputnik —, o primeiro cosmonauta a orbitar a Terra — Yuri Alekseievitch Gagarin — e deu-se o primeiro pouso do Homem na Lua, na missão Apollo 11.
O livro traz à tona feitos gloriosos da Humanidade, que conseguirá tudo o que almeja, se o destino e os deuses permitirem. 

Para adquirir o livro:
Diretamente com o autor: spbras2000@gmail.com
Livro Impresso:
Na editora, pelo link: Clique aqui.
No site da Submarino: Clique aqui.
No site das americanas.com: Clique aqui.

E-book:
Pelo site da Saraiva: Clique aqui.
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