terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Manuel Filho e o livro Meus segredos não cabem num diário!, por Sérgio Simka e Cida Simka

Manuel filho - Crédito da foto: Vladimir Ferrigato
Manuel Filho é um premiado escritor, agraciado com o prêmio JABUTI 2008, possui cerca de 50 livros publicados por editoras como Melhoramentos, Ática, Saraiva, Editora do Brasil, Panda Books, Mundo Mirim, Prumo, Paulus, BesouroBox, Escala Educacional, entre outras.

Em 2015, foi o patrono da 24ª. Feira Literária da cidade de Carlos Barbosa (RS).

Seu livro, “O SUMIÇO DA LUA” integrou o catálogo da Feira do Livro Infantil de Bologna-2015 e seu livro “SENSOR, O GAME”, fez parte do catálogo oficial da CBL (CÂMARA BRASILEIRA DO LIVRO) na feira do livro em Frankfurt/2013.

Foi finalista, em 2013, do prêmio Açorianos de literatura com o livro A MENINA QUE PERDEU O TREM (BesouroBox).

Além disso, também é cantor e teve o seu primeiro CD, TEMPO, lançado no Brasil e em Portugal. Em 2010 lançou o seu segundo CD, RAÍZES, que foi pré-selecionado para o Prêmio de Música Brasileira 2011 e disputou duas indicações para o Grammy Latino.

ENTREVISTA:

Como foi o seu início no meio literário?

Eu posso afirmar que o meu início no meio literário se deu dentro de uma biblioteca pública, mais especificamente, a Biblioteca Pública Monteiro Lobato, em São Bernardo do Campo. Foi nela que pude ter contato com múltiplos autores, conhecer diversos gêneros e ir colocando na alma e no coração aquelas histórias que iriam me acompanhar permanentemente, como Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, e Os Segredos de Taquara-Póca, de Francisco Marins.
Em seguida, e muito rapidamente, aprendi a amar o teatro. Li dezenas de peças teatrais, escrevi e encenei algumas. Depois trabalhei em rádio e fui parar na TV onde redigi desde programas de auditório até pequenos documentários.
Como também sou cantor e ator, atuei bastante nessas artes cantando, compondo e escrevendo. A palavra sempre fez parte de absolutamente tudo.
Finalmente, em 2002, conheci a escritora Eliana Martins, de quem me tornei amigo. Eu desejava publicar um livro, mas me faltava conhecimento, disciplina e determinação para colocar em prática tal ideia. Eliana me convidou para escrever um livro com ela e, na sequência de tamanho aprendizado, me senti encorajado a fim de “escrever com minhas próprias pernas”.
De lá para cá, já publiquei cerca de 50 livros.

Fale-nos sobre seu processo de criação.

Isso é muito variado e não é algo que eu sinta que possa controlar, apenas direcionar. Quando tenho uma ideia, nunca sei se ela irá se transformar em uma canção, um curta ou livro. Não costumo fazer nenhuma anotação, pois passei a acreditar que, se a ideia for suficientemente boa para despertar meu interesse, ela permanecerá na minha cabeça. E assim tem sido. Há ideias que estão comigo há anos aguardando pelo pleno amadurecimento. No momento em que “elas se decidem” pelo formato que pretendem ganhar, eu me debruço no papel e começo a criá-las de fato.  Algumas realmente passam na frente de ideias bastante antigas, por isso que afirmo que não posso controlá-las. Desconheço um critério lógico. O que muito me inspira é a vontade de pesquisar. Adoro escrever livros que tenham algum fundo histórico, principalmente do Brasil.

Para você, o que significa ser escritor?

Alegria. Não sei viver sem escrever, sem inventar uma história.

Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir os seus livros e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?


Todas essas informações podem ser encontradas no meu site: www.manuelfilho.com.br

Como analisa a questão da leitura no país?

Deveria ser tratada como prioridade. Um povo que não lê, que não tem sua imaginação estimulada, corre o risco de se tornar passivo diante de desmandos de governos corruptos. A literatura oferece saídas, ou entradas, para diversos questionamentos humanos. O investimento público é necessário a fim de que todas as localidades do país possam receber obras literárias de qualidade, porém, também é importante que as pessoas desenvolvam a rotina de frequentar as poucas livrarias que existem até para encontrar uma obra que seja de seu real interesse.
Os livros precisam circular e devem ser vistos nas mãos dos leitores. Quando vejo alguém lendo com prazer no metrô, na rua ou em locais públicos sempre fico tocado.
O exemplo de ser visto lendo pode ser fator para estimular o surgimento de novos leitores.

O que tem lido ultimamente?


De tudo um pouco: livros históricos, gibis, romances, novelas e bastante literatura infantojuvenil.
   
Quais os seus próximos projetos?

Atualmente estou escrevendo um livro que contará a história da criação da Cidade da Criança em São Bernardo do Campo.

*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a coleção Mistério, publicada pela Editora Uirapuru.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2106), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017).
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