quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

O Horror – Uma visão pouco comum do Cinema e da Literatura Fantástica do Medo, por Roberto Fiori


O vampiro aproximou-se da tela de cinema lentamente, atingindo por fim uma forma gigantesca, sem quase se perceber a transição do movimento do monstro, passando de sua fase minúscula, à distância, à sua fase enorme, junto ao espectador. Isso foi o que realmente me chamou a atenção no filme Nosferatu – Uma Sinfonia do Horror (Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens), filmada em 1922 por Wilhelm Murnau, chamado pela crítica especializada como o maior criador do cinema alemão, Wilhelm Murnau.

As obras de Murnau pertencem ao estilo expressionista alemão. Nosferatu – Uma Sinfonia do Horror é considerado pela crítica mundial como a obra-prima do Cinema Fantástico.

Ora, o Cinema Fantástico, assim como a Literatura Fantástica (a “Litfan”) compõe-se da tríade Ficção Científica – Fantasia – Horror (e Terror). Dessa maneira, o cinema de terror, onde há o impacto de imagens chocantes, está lado a lado com o cinema de horror gore, onde cenas repulsivas são a característica dos pontos altos destes filmes.

Os filmes que tratam do tema do vampiro podem ser classificados em dois tipos: um, que trata os vampiros como as vítimas, vítimas de caçadores de vampiros. Estes monstros estão em minoria, sendo alvo e sendo destruídos por caçadores como Van Helsing (interpretado no cinema mais correntemente pelo ator Peter Cushing, cujo arqui-inimigo é o Conde Drácula, interpretado pelo eterno Christopher Lee).

Mas há pelo menos um filme que nos mostra o inverso: trata a sociedade como sendo formada por vampiros, que caçam os seres humanos que ainda restaram, após um vírus que transformou a maioria dos homens em vampiros. As vítimas são os homens que antes eram “normais”. É o filme 2019 – O Ano da Extinção (Daybreakers), onde o risco de extinção recai sobre vampiros e humanos, ao mesmo tempo.

Agora, perguntem-se a si mesmos o que mais lhes dá medo: a arte de horror explícita, gore, chocante, alarmista, profética, ou o horror dissimulado, que não é mostrado, é implícito. Posso citar um exemplo verdadeiramente assustador de Literatura de Terror, em que o oculto e o suspense fazem-nos tão ou mais assustados do que filmes como Alien, o Oitavo Passageiro (Alien, de Ridley Scott).

Trata-se do conto A Pata do Macaco (The Monkey’s Paw), do escritor inglês W. W. Jacobs. Pode ser encontrado no site “Assombrado.com.br” (http://www.assombrado.com.br/2014/02/conto-assombrado-pata-do-macaco-ww-jacob.html)

Pela primeira vez que se lê o conto, não se tem ideia de como ele irá acabar. É um clássico da literatura de suspense e terror. W. W. Jacobs produziu obras bem-humoradas, contos e romances. O conto A Pata do Macaco é, estranhamente, uma exceção no trabalho desse autor.

No cinema, o exemplo mais marcante de uma história que começa sem dar a menor ideia de como vai terminar, nos levando a um caminho normal e comum, mas que apenas no final há uma revelação, é Deixe Ela Entrar (Let me in, baseado em um filme sueco de Tomas Alfredson e em um romance de John Ajdvide Lindqvist). A personagem central é uma vampira adolescente e é certo que o protagonista vai ser morto, no fim da história.

Para mim, histórias que carregam no suspense, para dar uma pálida ideia do que aconteceria se..., são as mais instigantes. Filmes como Alien, o 8º Passageiro, são bons até certo ponto. Embora perfeitos na filmagem e no roteiro, revelam cedo ao espectador o que os atores-personagens irão enfrentar. Não é deixado para o final a revelação do que foi antes oculto do espectador. Mas são filmes que estão no primeiro estilo de filmagem, o dos filmes explícitos gore. E não deixam de ter muito suspense, até o meio da história, Isso lhes dá um crédito extra: como há suspense em doses maciças, o espectador é recompensado largamente, ao ser-lhe revelado depois o que se esconde por baixo da mesa. 

No final, filmes explícitos gore são tão bons quanto filmes implícitos, com a revelação do que deve acontecer somente no fim. Cada um tem seu charme. E, na Literatura, contos de Stephen King que indicam desde o início como será a dose de horror que se seguirá, são tão estimulantes quanto contos como o clássico A Pata do Macaco, de W. W. Jacobs.

Uma vampira: poderia ela se transformar em algoz dos seres humanos ditos “normais”, o restante dos que poderiam sofrer uma mutação devido a um vírus e se transformar quase todos nesses monstros?

O que aconteceria com a raça vampira, com o fim do estoque de sangue, ao desaparecer o homem não-vampiro?


Sobre o autor: Roberto Fiori é um escritor de Literatura Fantástica. Natural de São Paulo, reside atualmente em Vargem Grande Paulista, no Estado de São Paulo. Graduou-se na FATEC – SP e trabalhou por anos como free-lancer em Informática. Estudou pintura a óleo. Hoje, dedica-se somente à literatura, tendo como hobby sua guitarra elétrica. Estudou literatura com o escritor, poeta, cineasta e pintor André Carneiro, na Oficina da Palavra, em São Paulo. Mas Roberto não é somente aficionado por Ficção Científica, Fantasia e Horror. Admira toda forma de arte, arte que, segundo o escritor, quando realizada com bom gosto e técnica apurada, torna-se uma manifestação do espírito elevada e extremamente valiosa.

Sobre o livro “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, do autor Roberto Fiori:

Sinopse: Contos instigantes, com o poder de tele transporte às mais remotas fronteiras de nosso Universo e diferentes dimensões.
Assim é “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, uma celebração à humanidade, uma raça que, através de suas conquistas, demonstra que deseja tudo, menos permanecer parada no tempo e espaço.

Dizem que duas pessoas podem fazer a diferença, quando no espaço e na Terra parece não haver mais nenhuma esperança de paz. Histórias de conquistas e derrotas fenomenais. Do avanço inexorável de uma raça exótica que jamais será derrotada... Ou a fantasia que conta a chegada de um povo que, em tempos remotos, ameaçou o Homem e tinha tudo para destruí-lo. Esses são relatos dos tempos em que o futuro do Homem se dispunha em um xadrez interplanetário, onde Marte era uma potência econômica e militar, e a Terra, um mero aprendiz neste jogo de vida e morte... Ou, em outro mundo, permanece o aviso de que um dia o sistema solar não mais existirá, morte e destruição esperando pelos habitantes da Terra.
Através desta obra, será impossível o leitor não lembrar de quando o ser humano enviou o primeiro satélite artificial para a órbita — o Sputnik —, o primeiro cosmonauta a orbitar a Terra — Yuri Alekseievitch Gagarin — e deu-se o primeiro pouso do Homem na Lua, na missão Apollo 11.
O livro traz à tona feitos gloriosos da Humanidade, que conseguirá tudo o que almeja, se o destino e os deuses permitirem. 

Para adquirir o livro:
Diretamente com o autor: spbras2000@gmail.com
Livro Impresso:
Na editora, pelo link: Clique aqui.
No site da Submarino: Clique aqui.
No site das americanas.com: Clique aqui.

E-book:
Pelo site da Saraiva: Clique aqui.
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