domingo, 25 de março de 2018

Autora de Reencontro fala sobre seus novos projetos

Leila Krüger - Foto divulgação

Saudações literárias, queridos leitores do blog da Revista Conexão Literatura, tudo bem com vocês? Espero que sim! Hoje trago para todos, uma incrível entrevista que fiz com a escritora Leila Krüger. Autora do grande sucesso literário "Reencontro".

Leila Krüger é jornalista, escritora, editora de textos e tradutora. Nasceu em Ijuí, a Colmeia do Trabalho, a noroeste do Rio Grande do Sul, em uma família de imigrantes alemães, tchecos e russos. É Mestre em Comunicação Social pela PUCRS.

Seu primeiro livro foi o romance Reencontro - lançado em novembro de 2011. Em 2016, a obra foi publicada nos Estados Unidos como The Encounter. Em 2012, lançou o livro de poemas A Queda da Bastilha, e em 2014, o livro de crônicas Coração em chamas. Tem poemas, crônicas e contos publicados em jornais, revistas e antologias. Recebeu prêmios no Brasil em concursos nas categorias Poesia, Crônica e Conto. Atualmente escreve em Mundo de Livros e Mundo de Cinema.

Leila, após o sucesso do seu primeiro livro, Reencontro, diga para os leitores da Revista Conexão Literatura: quais foram seus últimos lançamentos? 

Primeiramente, agradeço muito este espaço para falar um pouco do meu trabalho literário. Bom, após Reencontro eu publiquei um livro de poemas, A queda da Bastilha, e um de crônicas, Coração em chamas, este com histórias polêmicas de amor, que podem levar à reflexão sobre o que é certo, errado ou aceitável. E agora, em fevereiro de 2018, lancei outro livro de crônicas: Eu quero mais é ser feliz, uma coletânea de textos que escrevi de 2011 a 2017 no meu antigo blog e em portais na Internet. São temas cruciais da vida, presentes no nosso dia a dia: perdas, culpa, inveja, a busca da felicidade, religião, Deus, questões sociais... O e-book tem na Amazon e na Saraiva, e o livro físico pode ser encomendado no site da editora Buriti ou comigo, e em breve em outras lojas. Pode-se dizer que algumas crônicas são praticamente de “autoajuda”, mas em um tom mais existencialista, questionador, que costuma ser meu estilo. Agora me vejo em processo de escrita do meu segundo romance, são sete anos desde o primeiro, que foi Reencontro! É uma jornada interior rumo ao âmago do meu mundo, muita transpiração e encarar todos os espelhos.

Seus leitores têm preferência por livros digitais ou físicos? 

Eu acho que isso varia conforme cada leitor, mas acredito, não apenas baseada em pesquisas sobre o tema, que a maioria dos leitores ainda prefira o livro físico, aquele que tem cheiro, papel com textura, a capa que pode ser tocada, às vezes em relevo... Há uma discussão sobre o fim dos livros físicos, mas pesquisas mostram que o número de e-books vendidos ainda é muito inferior ao de livros físicos, e tem até diminuído. Agora, ambos os suportes, físico e digital, são interessantes e oportunos, quanto mais alternativas tivermos de levar literatura às pessoas, melhor!

Com a tecnologia tão presente em nossas vidas, você acredita que os livros físicos deixarão de existir? 

Acho que já respondi na pergunta anterior. Acredito que não. Tem uma magia muito antiga no livro físico, em tocar o que se lê, o aroma, a textura, virar a página, ter o livro como um tesouro visivelmente guardado em uma estante. Como falei, as pesquisas têm mostrado que as vendas de e-books estão até diminuindo, o que não significa que esse mercado não possa se expandir ainda, o que também seria ótimo, sem necessariamente esvanecer o mercado dos livros físicos. Há lugar para ambos no mercado e nas nossas estantes.

Em seu último trabalho, como era sua rotina de criação, você tinha metas ou deixava fluir? 

Bom, meu último trabalho, o livro de crônicas Eu quero mais é ser feliz, é uma coletânea de textos que já existiam, então eu não os criei, embora tenham sido sensivelmente editados para a republicação. Trabalhei com visão técnica neles, já que precisava refinar várias coisas. Eu, pessoalmente, considero o processo de criação em cada gênero literário diferente, ao menos para mim. O mais difícil de escrever, e que menos exige “deixar fluir”, é o romance, que demanda maior dedicação técnica, mais tempo, maior coerência e um longo roteiro que deve ser como um trem que não descarrilha até chegar ao seu aguardado ponto final. Agora, cada um tem seus processos de criação. Nesse último livro, minha meta mais significativa era reunir quarenta textos que foram importantes para mim.

Novo livro da autora. 
Durante o processo de criação do seu atual livro, Eu quero mais é ser feliz, você tinha alguma mania? 

Ao escrever minhas crônicas do livro, eu tive que fazer algumas pesquisas históricas e sociais e comportamentais, mas não considero mania, senão necessidade. Nas minhas crônicas em geral, talvez eu possa dizer que tenho mania de citar fatos históricos e mitológicos, eu adoro História e, pensando em compreender o presente, o que percebo à minha volta, eu gosto de olhar para o passado. Também tenho mania de utilizar prosa poética, minha veia de poeta.

Quais são suas inspirações literárias?

Esta é uma questão complexa, extensa! Eu acho que um autor não deve ser excessivamente influenciado por nenhum outro autor, porém, deve sempre ser inspirado, até certo ponto, por alguns. É como você faz seu próprio estilo, e vai desenvolvendo-o com o passar do tempo, podendo submetê-lo a mudanças, propositais ou não. Minhas inspirações literárias mais significativas, vou citar: Clarice Lispector, Anaïs Nin, que conheci recentemente e de fato tem me ensinado sobre “ser escritora” e “escrever”, além de “ser mulher”, Hemingway, Dostoiévski, Mario Quintana, Fernando Pessoa, alguns mais contemporâneos como Rick Riordan e sua descontração imaginativa, Nora Roberts, que é minha “guru da escrita”, a mulher tem mais de duzentos romances publicados. Paulo Coelho tem um estilo conciso e reflexivo de que eu gosto muito, sempre deixa entrelinhas para que sejam preenchidas por nosso coração. Mas, confesso, eu gostaria de ter muito mais inspirações, ter lido muito mais livros, tenho vários nunca começados na estante.
Com publicações ficando cada vez mais viáveis para autores nacionais, por conta da tecnologia e dos serviços da Amazon, quais são os seus conselhos para aqueles que estão embarcado nessa nova jornada? 

Divulgação é sempre a alma do negócio, em qualquer negócio. A Internet facilita bastante. É importante estar sempre próximo do público leitor, sempre ativo socialmente. E buscar inspirações e coisas que acrescentem ao seu trabalho literário. Se for levar a sério o ato de escrever livros, que invista em material sobre essa profissão, em conhecimento técnico, e leia livros, conheça seus “concorrentes” e que podem inspirar e modificar sua escrita. Não seja o que eles são, mas erija seu estilo único a partir de uma ampla observação do mundo.
 
Uma frase que te inspira? 

Deixa eu pensar em apenas uma... “Os impossíveis dos homens são os possíveis de Deus”. Não há limitações para Deus. Para todo o resto há.

Seus top 5 autores. 

Sem ordem de preferência: Nora Roberts, Anaïs Nin, Hemingway, Mario Quintana e Dostoiévski.

Uma mensagem final para os leitores. 

Minha mensagem neste momento da vida, para mim mesma e as outras pessoas, tem sido: “Não desista, vá atrás do que acredita e tenha fé”. O mundo passa por guerras violentas como a da Síria, atentados, o nosso Brasil está um caos, cada vez mais ódio entre as pessoas, egoísmo, hipocrisia, falso moralismo, são tempos difíceis para os que se atrevem a sonhar. Mas estamos aqui para amar e ser amados, para sermos felizes, então que assim seja, eu quero mais é ser feliz, e a felicidade não é um pote de ouro no fim da jornada, mas a própria maneira de caminhar. Escrever e criar e amar, isso me faz feliz.

Leila Krüger nas redes sociais




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