sexta-feira, 16 de março de 2018

“Que tal é Lá Fora?”, de Edmond Hamilton, por Roberto Fiori

Edmond Hamilton - Foto divulgação
A história mais comovente e emocionante que conheço sobre uma viagem ao espaço não é 2001 — Uma Odisseia no Espaço (2001, a Space Odissey), de Arthur C. Clarke, nem tampouco Tau Zero (Tau Zero), de Poul Anderson. É um conto magnificamente escrito de Edmond Hamilton, chamado Que tal é Lá Fora? (What’s It Like Out There?), a história deste autor que mais foi republicada em antologias. O conto trata de:

A Terra precisava de combustível nuclear barato, o urânio. Milhares de estações de força baseada no átomo foram construídas, em um futuro indeterminado. Mas o urânio estava escasseando, no planeta Terra. A solução: extraí-lo de nosso planeta mais próximo, Marte. Para lá foi enviada uma expedição tripulada, composta de quatro foguetes. Porém, quase a metade da tripulação destes adoeceu e muitos morreram, em virtude de uma doença repentina que os acometeu. Algo pior viria: um motim. A missão estava sob o comando da O.N.U. e a polícia militar que acompanhava os astronautas entrou em choque com os amotinados. Oito pessoas morreram, então.

Um astronauta, o Sargento Frank Haddon, é um dos que voltaram à Terra. Três famílias de colegas de missão mortos haviam pedido a ele que contasse o que realmente acontecera. O governo dos Estados Unidos da América havia falado que os astronautas mortos, não só os três, mas todos os outros, faleceram devido a causas acidentais.

Haddon relata aos pais de seus colegas uma versão mais amena, mais aceitável do que a que realmente se dera. Isso deixa-os aliviados. Mas o pai de um dos astronautas mortos não acredita em Frank. E pergunta: O que quer que tenha ocorrido, meu filho se comportou bem? O sargento responde: Ele se comportou como um homem. Foi o melhor dentre todos nós.

O que quer que a Humanidade enfrente, em sua jornada pelo espaço, nos milênios que irão seguir-se ao nosso século, quer em nosso quintal — o nosso sistema solar —, quer entre as centenas de bilhões de estrelas da Via Láctea, uma coisa é certa. Encontraremos vida. Vida inteligente? Provável que, em algum momento de nossa existência, consigamos contatar seres mais primitivos ou mais adiantados do que nós. Mesmo vida microscópica poderá ser nossa companheira de viagem. E deveremos nos preparar para encontrá-la.

O homem é uma forma de vida baseada em Carbono, assim como a vasta maioria de seres que habitam a nossa Terra. Uma pequena parte, não. Descobriu-se nos Estados Unidos da América, em um lago, bactérias que possuem Arsênico no lugar de Carbono, em seu DNA. A Lua possui alguma água, em seu lado escuro. Marte apresentou traços de água, sob a superfície. Tudo indica que nosso sistema solar já teve grandes quantidades de água, nesses mundos. Água, atmosfera e luz são itens indispensáveis à presença de vida.

Se pensarmos como poderíamos viver em outros planetas, há a possibilidade da terraformação de planetas, como Marte. Torná-lo habitável. Hoje, seu problema principal é a atmosfera, rarefeita demais para o homem viver no planeta. Não há água em quantidade apreciável. A radiação solar que incide sobre sua superfície é mortal para nós, sem a presença de uma atmosfera que a bloqueie, em parte.

Em milhares de anos, pensa-se ser possível a terraformação de Marte. Trazer água de cometas ou outros lugares, como asteroides no Cinturão de Kuiper, além de Plutão; amplificar a incidência de luz solar sobre a superfície marciana, para aumento de sua fria temperatura, mortal para os humanos, e para liberar o gás carbônico das calotas polares, aumentando o efeito-estufa e aquecendo ainda mais o planeta; e o lançamento de micro-organismos que estimulem a fotossíntese, para a elaboração de oxigênio.

Nos muitos exoplanetas que os astrônomos descobriram, na Via Láctea e além, existem vários com alta probabilidade de se encontrar água. E, talvez, vida, microbiana, ou não. Isso não podemos saber, com certeza. Nos próximos anos, seja cinquenta, cem, ou duzentos, o homem estará diante de uma encruzilhada: a fome. Hoje, um bilhão de pessoas vivem em estado de fome crônica. No ano de 2.100, a população da Terra terá crescido muito. Guerras destroem a vida de milhares. Criminalidade, em certos países, é assustadora, gerando tantas mortes ou mais do que conflitos armados entre países.

Se cruzarmos a fronteira do agora, enfrentarmos os problemas que nos atingem hoje e continuarmos a exploração do Universo — agora muito incipiente —, chegaremos à solução de tais problemas, buscando respostas no espaço, em outros mundos, em outros lugares.

É o que nos faz ser humanos: a curiosidade natural pelo que é ainda desconhecido e a busca por respostas, que nos levem a uma evolução, como pessoas e como Civilização.

Marte: By Pixabay
Marte:  Um trampolim para outros planetas, caso fosse colonizado. Isso poderia acontecer talvez milhares de anos à frente, em um imprevisível futuro.

Sobre o autor: Roberto Fiori é um escritor de Literatura Fantástica. Natural de São Paulo, reside atualmente em Vargem Grande Paulista, no Estado de São Paulo. Graduou-se na FATEC – SP e trabalhou por anos como free-lancer em Informática. Estudou pintura a óleo. Hoje, dedica-se somente à literatura, tendo como hobby sua guitarra elétrica. Estudou literatura com o escritor, poeta, cineasta e pintor André Carneiro, na Oficina da Palavra, em São Paulo. Mas Roberto não é somente aficionado por Ficção Científica, Fantasia e Horror. Admira toda forma de arte, arte que, segundo o escritor, quando realizada com bom gosto e técnica apurada, torna-se uma manifestação do espírito elevada e extremamente valiosa.

Sobre o livro “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, do autor Roberto Fiori:

Sinopse: Contos instigantes, com o poder de tele transporte às mais remotas fronteiras de nosso Universo e diferentes dimensões.
Assim é “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, uma celebração à humanidade, uma raça que, através de suas conquistas, demonstra que deseja tudo, menos permanecer parada no tempo e espaço.

Dizem que duas pessoas podem fazer a diferença, quando no espaço e na Terra parece não haver mais nenhuma esperança de paz. Histórias de conquistas e derrotas fenomenais. Do avanço inexorável de uma raça exótica que jamais será derrotada... Ou a fantasia que conta a chegada de um povo que, em tempos remotos, ameaçou o Homem e tinha tudo para destruí-lo. Esses são relatos dos tempos em que o futuro do Homem se dispunha em um xadrez interplanetário, onde Marte era uma potência econômica e militar, e a Terra, um mero aprendiz neste jogo de vida e morte... Ou, em outro mundo, permanece o aviso de que um dia o sistema solar não mais existirá, morte e destruição esperando pelos habitantes da Terra.
Através desta obra, será impossível o leitor não lembrar de quando o ser humano enviou o primeiro satélite artificial para a órbita — o Sputnik —, o primeiro cosmonauta a orbitar a Terra — Yuri Alekseievitch Gagarin — e deu-se o primeiro pouso do Homem na Lua, na missão Apollo 11.
O livro traz à tona feitos gloriosos da Humanidade, que conseguirá tudo o que almeja, se o destino e os deuses permitirem. 

Para adquirir o livro:
Diretamente com o autor: spbras2000@gmail.com
Livro Impresso:
Na editora, pelo link: Clique aqui.
No site da Submarino: Clique aqui.
No site das americanas.com: Clique aqui.

E-book:
Pelo site da Saraiva: Clique aqui.
Pelo site da Amazon: Clique aqui.
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