sexta-feira, 16 de março de 2018

Seri e o livro Bichos, homens e deuses, por Sérgio Simka e Cida Simka

Seri - Foto divulgação
O Seri é uma figura. Vejam os leitores como principiou a entrevista por e-mail.
Perguntamos: Escrevemos para a revista literária on-line Conexão Literatura e gostaríamos de entrevistá-lo sobre seus livros e seu trabalho como ilustrador. Poderíamos lhe mandar algumas perguntas?
Resposta: não.......
                  hhahahhahahah claro que sim. sempre as suas ordens, meus amigos bons dias

Fale-nos sobre você.

Meu nome é Sergio Ribeiro Lemos (Seri), sou um cidadão santista, mas não me amarro muito nesse negócio de pertencer a um lugar. Desde 2001, trabalho no Diário do Grande ABC, jornal de uma região que aprendi a amar como profissional e me abraçou com seu respeito. Temos em comum o gosto pelo trabalho. Sou ilustrador desde os 16 anos, lá pelos idos de 1979/80. Já trabalhei no jornal A Tribuna de Santos, Folha de São Paulo e outras redações.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre seus livros.

Escrevi dois livros infantis, Dado, O Gato Sem Rabo e Oto, o Menino que Abraçava Árvore, ambos de 2009. Em 2014, lancei minha coletânea de tiras em quadrinhos, Bichos, Homens e Deuses, premiada pelo ProAC (Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo). Confesso que fazer uma história infantil de vinte e poucas páginas dá muito mais trabalho que um livro de 100 páginas de tiras.

Fale-nos sobre seu processo de criação. De onde vem sua “inspiração”?

Não existe um processo único e contínuo de criação, eu acho. São pontos que estão interligados, vamos lá. Eu leio muito. Leio tudo, de rótulo a três jornais diários; ouço muito rádio. Eu durmo ouvindo noticiário, adoro. Evito TV e acompanho internet e Redes com ressalvas. Leio tiras diárias dos colegas todos os dias. Sigo principalmente os textos de Rui Castro e Veríssimo. Minha cabeça funciona de maneira sintética, talvez por isso faça mais tiras e charges que são linguagens rápidas. Para criar, eu me concentro nos noticiários e vou tentando sintetizar em piadas os assuntos que seriam mais bem assimilados pelos leitores. Fico imaginando como qualquer um reagiria a uma piada, ou seja, eu tento me colocar no lugar de quem lê uma piada. Na construção de uma tira, por exemplo, penso primeiro no clímax da anedota. Depois disso, mentalizo ela toda e parto para finalizar no computador. E pronto. Temos uma tira! Faço duas por dia. Também faço outras coisas. Uma charge, dia sim, dia não. Além de outras ilustrações e artes para diversos produtos do Diário, também escrevo uma coluna mensal de humor para a revista Dia-a-Dia.

Como o leitor interessado deverá proceder para saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho?

A maior parte de minhas coisas está no https://blogdoseri.wordpress.com

Como analisa a questão da leitura no país?


Não tenho como mensurar com justiça se as pessoas leem mesmo. Eu convivo com gente que lê. São jornalistas como eu e discutimos leitura, noticiário. Somo obrigados a ler. Mas por aí percebo pouquíssimas pessoas lendo, embora diga-se que o mercado editorial tenha crescido. Eu realmente não sei. Talvez como tudo em crise estes últimos anos, com a leitura e a literatura não seja diferente.

O que tem lido ultimamente?

Tudo, como disse. Muito jornal, mas também estou lendo Monteiro Lobato, mas estou com saudades dos sebos, isso sim. Cavoucar coisas é delicioso.

Quais os seus próximos projetos?


Agora estou trabalhando num projeto bem autoral e trabalhoso na área de quadrinhos. Uma compilação de alguns textos. Mas assim que receber ok dos editores, mando um alô. É só isso???

*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a coleção Mistério, publicada pela Editora Uirapuru.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017).
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