sexta-feira, 6 de abril de 2018

Eduardo Prazeres e o livro Sárdirus, por Sérgio Simka e Cida Simka


Sobre o livro: No interior do Brasil, encravada no paredão rochoso de uma pequena montanha, existe uma gruta, minúscula e insuspeita, provavelmente surgida nas mais antigas eras geológicas das Américas. Não haveria nela nenhum aspecto digno de maior atenção, se não fosse pelo fato de se tratar de um portal dimensional. Sim, uma passagem para outro mundo.
Esse portal, uma vez atravessado, conduz a um mundo cujos padrões naturais, etnológicos e sociais desafiam a compreensão e as convicções da humanidade. Um mundo habitado por raças e criaturas desconhecidas, com estrutura biológica e conceitos filosóficos divergentes dos da raça humana. Habilidades e aptidões jamais experimentadas pelo homem são perfeitamente comuns aos seres desse mundo, o mundo de Sárdirus.
Todavia, uma transição para uma nova era irá começar. Esse processo não deixará de ser turbulento, uma guerra temerosa e inevitável se aproxima. E será nessas circunstâncias que dois pequenos aventureiros irão cruzar o portal.
Leônidas e Alberto são dois primos que só queriam viver o final de semana mais emocionante de suas vidas – sem saber que conseguiriam exatamente isso.
Ao cruzar o portal e travar os primeiros contatos com as criaturas do mundo de Sárdirus, eles descobrem que somente um ser é capaz de abrir o portal novamente e mandá-los de volta para casa. Porém, chegar a esse ser terá o seu preço. Existe um tortuoso caminho a percorrer, e nenhum desejo de ação e aventura pode superar as surpresas que esse caminho reserva.  

Sobre o autor:
Fale-nos sobre você.

Sou basicamente o avatar adulto de um menino oriundo das periferias do Nordeste brasileiro, filho de um eletricista de automóveis e de uma dona de casa; colocado na escola apenas aos 12 anos de idade, sou um autodidata que se tornou escritor por puro amor aos livros, em especial os de ficção fantástica. Só agora, em 2018, aos 41 anos de idade, finalmente entrei para a faculdade de História, na Universidade Estadual do Piauí. Apesar de ter passado a infância e a adolescência concebendo histórias com a minha imaginação, levei muito tempo para “admitir” que queria (e principalmente que podia) ser escritor. Achava que isso era coisa apenas para gente com muita formação escolar e influência social. Somente em 2002, aos 25 anos, publiquei meu primeiro livro, que era de poesia e muito imaturo. Depois disso veio toda uma safra de produção poética, da qual guardo na gaveta dois livros inéditos até hoje. A fase de ficcionista começou em 2010, com um livro de contos, e daí em diante não parei mais de escrever histórias. Atualmente, sou autor de uma trilogia de muito sucesso regional, na minha cidade natal, Teresina; trata-se da obra A LENDA DE CRISPIM, uma história de fantasia urbana, suspense, ação e romance, inspirada na lenda mais antiga do povo piauiense; uma obra adotada por mais de vinte escolas e duas faculdades, cujo livro 1 esgotou a primeira edição, de 3.000 exemplares, e já se encontra na segunda edição. A utilização de aspectos da mitologia brasileira é certamente uma das marcas mais fortes da minha produção literária. Fui agenciado por dois anos pela Villas-Boas & Moss, agência literária de Luciana Villas-Boas, ex-diretora do Grupo Editorial Record, e minha conquista mais recente no mercado foi a assinatura do contrato com a editora Selo Jovem. Meu primeiro lançamento pela Selo Jovem é o livro SÁRDIRUS – A TERRA LENDÁRIA DO AGRESTE, que acaba de entrar na pré-venda e já está disponível na aba “lançamentos” do site da editora. O livro é o primeiro de uma saga (sem número de volumes definido ainda), que conta a história do mundo de Sárdirus, um mundo paralelo ao nosso. Mas, se eu estiver certo, esta será a matéria da nossa próxima resposta (risos).
http://www.selojovem.com.br/pd-56d733-sardirus-a-terra-lendaria-do-agreste.html?ct=449b2&p=1&s=1

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre seu livro.

Qual deles? (Risos). Ok, vou falar de Sárdirus, que é o meu novo lançamento e ainda está quentinho, saído direto do forno da Selo Jovem. Bem, como eu ia dizendo, Sárdirus conta a história de um mundo paralelo ao nosso, cujo portal dimensional que dá acesso a ele está escondido entre as pedras de uma gruta, numa pequena montanha, no interior do Brasil. E arrisco dizer que este é um dos grandes diferenciais do livro, com relação à maioria das obras de distopia que estamos acostumados a ver – a passagem para o mundo mágico está bem mais perto de nós; na verdade, está “entre nós”. Uma dupla de meninos aventureiros, dois primos de personalidades bastante distintas, acidentalmente, encontra o portal e o atravessa. Uma vez no mundo de Sárdirus, como personagens-perspectiva, eles irão conduzir o leitor ao longo de toda uma aventura, repleta de descobertas, desafios, perigos, mistérios, ação, numa jornada épica, cujo propósito inicial é encontrar o caminho de volta ao seu mundo, mas que, no avançar dos fatos, revelará uma causa ainda mais nobre e heroica. A história contém todos os ingredientes de uma obra de fantasia universal (magos poderosos, seres humanos e não humanos, vilões tirânicos e heróis destemidos, descoberta de poderes e habilidades extrassensoriais, sábios oráculos, espíritos, seres elementais etc.), sem deixar de prestigiar, todavia, aspectos relevantes da cultura nacional, como algumas de nossas lendas, recortes da história da nossa colonização, a religiosidade, as crendices e até mesmo o jeito gozado e gozador do povo simples do sertão. Sárdirus – A Terra Lendária do Agreste, é o livro 1 de uma série, cujo processo de escrita do livro 2 já foi iniciado, mas ainda não defini quantos volumes serão ao todo. O insight para a ideia inicial do livro surgiu a partir de uma antiga lenda da cidade de Campo Maior (PI), segundo a qual a serra de Santo Antonio, a 10km da cidade, num passado remoto, já foi um pequeno povoado, que um dia se encantou; no dia que a serra se desencantar, voltando à forma do esquecido povoado, será a vez de Campo Maior se encantar e desaparecer. Tomando essa lenda como ponto de partida, as ideias para a história foram germinando, crescendo e se expandindo durante quase vinte anos, originando não mais o que seria apenas a narrativa sobre uma cidade do sertão que se encantou, mas sim a história de todo um mundo, com padrões e referências próprias, habitado por seres e raças diferentes da raça humana. Esse mundo está vivendo um momento de ruptura de sua história, uma guerra temerosa vem sendo anunciada, e é nessa atmosfera que o leitor, acompanhando os personagens perdidos, irá penetrar no mundo de Sárdirus e vivenciar toda essa aventura.           

Foi fácil encontrar uma editora que o publicasse?


Não. Minhas primeiras publicações ocorreram por meio de aprovação em programas públicos de incentivo à cultura, e não de editoras. Somente ano passado, 2017, depois de quinze anos produzindo literatura e de três livros publicados mediante editais de cultura (além de inúmeras publicações menores independentes, como livretos e folhetos de cordel), assinei meu primeiro contrato com uma pequena editora da minha cidade, a Nova Aliança. Foi a primeira vez que tive um livro 100% financiado por uma empresa do ramo. Em 2010 eu cheguei a assinar contrato com uma dessas prestadoras de serviço (gráfica disfarçada de editora), mas não posso contabilizar isso como vitória profissional, pois o resultado foi nenhum exemplar vendido até hoje (pelo menos, não que tenham prestado conta), além de insistirem na renovação automática do contrato a cada três anos, embora eu já tenha solicitado a rescisão inúmeras vezes, por e-mail (eles mantêm meu livro à venda no site da amazon, sem a minha autorização). Cheguei também a ser aprovado para o selo “Novos Talentos da Literatura Brasileira”, da editora Novo Século, em 2014, mas eu precisaria comprar 500 exemplares pelo preço de capa, de uma tiragem total de 1.000 exemplares. Alguém aí não desistiria? (risos). Entre 2015 e 2017, acalentei o sonho de ser publicado por uma grande editora, em função do agenciamento pela Villas-Boas & Moss; no entanto, mesmo com a inquestionável competência e credibilidade da Luciana, da Anna Luíza e a equipe da agência, não foi possível rompermos a resistência dos grandes editores em investirem num autor desconhecido do grande público, autor de Literatura Fantástica; meu contrato com a agência rescindiu e não renovamos, mas mantenho uma gostosa e saudável relação com Luciana e Anna Luíza, pessoas por quem nutro profundo respeito e admiração. Na Bienal do Rio, ano passado (2017), encontrei o estande da editora Selo Jovem, onde conheci o Aldemir e a Rita, sua esposa. Foi muito gratificante saber que o Aldemir, editor e proprietário da Selo Jovem, também era escritor. Conversamos bastante, nas duas ou três visitas que fiz ao estande durante a bienal; ficamos amigos, presenteei o Aldemir com exemplares dos meus livros e comprei alguns exemplares de autores da editora, inclusive As Crônicas de Fedors, do próprio Aldemir Alves. Falei do meu livro Sárdirus, publicado experimentalmente no Clube de Autores, e ele mostrou interesse. Após a Bienal, tivemos longas conversas por telefone e pelas redes sociais, até que fechamos contrato.  O livro finalmente está na pré-venda da Selo Jovem, uma editora com a qual eu me identifico por todos os motivos do mundo, e eu me sinto muito feliz em poder estar dando esta entrevista como fruto dessa publicação.    

Como o leitor interessado deverá proceder para saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho?

Algumas das entrevistas comigo para programas de TV locais estão no meu (esboço de) canal no Youtube. Nessas entrevistas falo bastante de diversos aspectos do meu trabalho de escritor, inclusive dos meus outros livros e do meu processo criativo. O canal pode ser acessado simplesmente pelo meu nome (Eduardo Prazeres) no buscador do youtube, ou diretamente pelo link:
https://www.youtube.com/channel/UCGynXDYKynnRxFt2ZrYcQ2A?view_as=subscriber 
Só vou avisando que o canal, em termos de organização e número de inscritos, não é lá grande coisa (risos). Apesar de ter consciência da imensa importância disso em nossos dias, tenho pouca intimidade com as mídias digitais on-line. Mas a maioria dos vídeos é produzida pelas equipes das emissoras, por isso têm boa qualidade. Os de celular fui eu, e por esses não me responsabilizo (risos). Tenho também um (igualmente mal- administrado) blog, carentíssimo de atualizações; mas se quiserem arriscar, o nome do blog é Rascunho Tapuia (rascunhotapuia.blogspot.com), tem muitos textos meus lá. No Facebook, além da minha página pessoal, tenho os grupos “Eu curto literatura fantástica” e “A saga de Crispim”. Tenho também as páginas “Página Crispim”, “Ficcionista Eduardo Prazeres” e “Sárdirus”.

Como analisa a questão da leitura no país?

O primeiro impulso é ser taxativo, simplificar a questão e dizer que o brasileiro lê pouco. Até porque, de fato, se pensarmos nos padrões europeus e norte-americanos, o que o brasileiro lê é quase nada. No entanto, creio que o problema, hoje, seja muito mais de ordem qualitativa do que quantitativa. É só olhar para os lados, em qualquer lugar público onde você esteja, e verá que a maioria das pessoas, na verdade, não consegue parar de ler (e, irônica surpresa, também de escrever!). Ao longo de todo o dia e pela noite afora, as pessoas devoram compulsivamente carradas de texto, vivenciam exaustivamente a palavra escrita. Detalhe (e aqui a boa notícia, que mal se articulou, vira uma triste constatação): estão lendo nas telas de seus celulares ou tablets, na maioria das vezes as mais supérfluas bobagens que o intelecto humano é (in)capaz de produzir. E aí voltamos para a estaca zero do problema da leitura. “Aquilo que se lê” é uma questão tão fundamental quanto o hábito da leitura em si. Não estou aqui bancando o beletrista, insinuando que se deva ler apenas alta literatura, até porque me tornei escritor dentro de um gênero da literatura popular, a ficção fantástica. Creio que essa discussão não é também sobre nichos e gêneros literários preferenciais, mas pura e simplesmente sobre a “qualidade” do que se lê. Se alguém só sente prazer em ler literatura erótica, perfeito; contanto que esse leitor exercite a competência de mapear os melhores autores de literatura erótica de que se tem notícia, no passado e no presente, aqueles que elevam esse gênero à categoria de arte respeitável. Todos sabemos que a leitura desempenha um papel crucial como mecanismo formador da mentalidade; portanto, uma mente não alimentada pela leitura e uma mente alimentada apenas pela leitura de conteúdos supérfluos e ideologias vagas jamais será capaz de impactar o mundo e a sociedade com alguma contribuição positiva significativa. No Brasil, a ausência do hábito da leitura (de livros) é tão grave que nos acostumamos a focar nossa atenção apenas em solucionar essa “ausência”, porque prejuízo pouco é lucro, e se nosso povo começasse a ler cinco livros por mês, independentemente de que tipo de livros seriam, estaríamos todos dispostos a creditar isso a uma grande revolução cultural – que, para os nossos padrões, de fato seria. 

A meu ver, a televisão e o governo (se isso lhes interessasse) poderiam contribuir de modo decisivo para melhorar os indicadores do hábito de leitura do povo brasileiro. Alguém já disse que o Brasil não é um país de leitores porque a televisão ainda não quis, com o que concordo em parte. O alcance popular da televisão é colossal, e tudo que se expõe ali acaba viralizando como ideologia e código comportamental. As campanhas governamentais de incentivo à leitura, se realizadas em larga escala, teriam a eficácia logística que nenhuma iniciativa privada poderia ter; já existem escolas e bibliotecas públicas em todo o país, com infraestrutura e pessoal contratado para fazê-las funcionar; promover o incentivo à leitura efetivo dentro dessas instituições nem chega a ser uma atividade extracurricular; a priori, já é uma de suas atribuições; no entanto, na prática, isso não acontece. Enfim, recai sobre nós, escritores, editores, agentes literários e livreiros, a tarefa árdua de transformar o país do “desce a bundinha” e “sobe a bundinha” num país de leitores.

O que tem lido ultimamente?

Nos últimos tempos, desenvolvi o hábito de ler livros em blocos. Assim, consigo satisfazer as minhas diferentes necessidades com relação à leitura, como ler os clássicos, ler os contemporâneos, ler ficção fantástica (vital para mim), ler biografias (principalmente de escritores), ler livros sobre a escrita (vez por outra, algo de crítica literária), e ler livros que tenham alguma relação mais direta com algum processo criativo no qual eu esteja trabalhando no momento. Por exemplo, entre os livros do meu bloco de leituras atual estão:
- AS CRÔNICAS DE FEDORS, livro 1 da saga Os Livros de Esteros, do Aldemir Alves, porque é uma obra de fantasia épica, com muitos elementos comuns ao meu atual processo criativo, o Livro 2 da saga SÁRDIRUS, que se chama O Confronto com Ranosi;
- O PRISIONEIRO DO CÉU, livro que integra a série Cemitério dos Livros Esquecidos, do espanhol Carlos Ruiz Zafón, um escritor da atualidade que me fascina pela sua técnica, sua fluidez e, claro, pelos seus temas;
- OS VÁRIOS MUNDOS DE NEIL GAIMAN, recortes biográficos do grande astro pop das narrativas, tanto dos quadrinhos como da literatura e do cinema;
- PÁSSAROS FERIDOS, pagando uma dívida comigo mesmo, lendo pela primeira vez este grande clássico do século XX;
- O CRISTO RECRUCIFICADO, do querido grego Nikos Kazantzakis, de quem já tinha lido Os Irmãos Inimigos, No Palácio do Rei Minos e Zorba, O Grego.

Quais os seus próximos projetos?


No momento, estou trabalhando na escrita de dois livros: PARA SEMPRE CRISPIM, livro 3 da minha trilogia A Lenda de Crispim, e SÁRDIRUS – O CONFRONTO COM RANOSI, livro 2 da minha nova série, Sárdirus, cujo livro 1 estou lançando pela Selo Jovem. Tenho uma pasta com cerca de 20 títulos e premissas de livros que pretendo escrever nos próximos anos, a grande maioria de ficção fantástica. Tenho um projeto interrompido que estou queimando de desejo de retomar; é um livro de não ficção, um relato autobiográfico, em que eu narro alguns dos momentos mais dramáticos da minha trajetória como escritor, até aqui, incluindo minhas andanças por 31 cidades do interior do Piauí, vendendo meus livros de porta em porta para sobreviver; talvez eu retome este livro, como processo de criação paralelo, ainda este ano.

*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a coleção Mistério, publicada pela Editora Uirapuru.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017).
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2 comentários:

  1. Pra quem interessar em visitar minhas páginas no FB, os links são:
    https://www.facebook.com/paginasardirus/

    https://www.facebook.com/paginacrispim/

    https://www.facebook.com/coisasdoeduardo/

    E também o grupo:
    https://www.facebook.com/groups/1558390084467074/

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  2. Convido-os também a assistirem às entrevistas para TV:

    https://www.youtube.com/watch?v=WfTUtpowuwA&t=1s

    https://www.youtube.com/watch?v=qmw3841DMyk&t=17s

    https://www.youtube.com/watch?v=mw5jA_BHufY&t=3s

    https://www.youtube.com/watch?v=PwwOcNZrlrs&t=278s

    https://www.youtube.com/watch?v=D7uiFcUdSEI

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