sábado, 7 de abril de 2018

José M. S. Freire e o livro “Tâmara Jong: O Chamado de Úlion"

José M. S. Freire - Foto divulgação
José Maurilio de Souza Freire nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1956. Sempre gostou da literatura de ficção científica. Esse tipo de leitura influenciou suas escolhas acadêmicas: É bacharel em Ciências Físicas pela Universidade Federal Fluminense e pós-graduado em Análise de Sistemas pela PUC-RJ. Também chegou a fazer dois anos de mestrado em Física Nuclear.
Trabalha como Tecnologista Sênior na Marinha do Brasil. Seu trabalho consiste em analisar a propagação do ruído irradiado pelos navios de guerra no ambiente marinho. Escrever relatórios técnicos o inspirou a criar esta série de ficção.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?


José M. S. Freire: Tudo começou em uma noite fria e chuvosa de junho de 2012. Eu estava em casa, degustando um vinho chileno e assistindo a um documentário sobre antigas civilizações, e seus supostos contatos com os “Deuses-Astronautas”, quando, de repente, me ocorreu, segundo meus próprios conhecimentos de Física e minhas convicções a respeito do legado de seres alienígenas na Terra que, se realmente eles estiveram aqui, sua rota mais provável para superar as astronômicas distâncias entre seus mundos e o nosso, só pode ter sido traçada através de portais interdimensionais, entre os quais os buracos negros e buracos de minhoca, previstos na Teoria da Relatividade. Mas, também, segundo os cientistas modernos, podem ser criados artificialmente com o emprego de sistemas de alta tecnologia.
    A partir daí, eu fiquei imaginando se, assim como em certos sítios arqueológicos extremamente antigos, nos quais é aventada a existência desses portais no interior de templos ou formações de enormes megálitos, também na Floresta da Tijuca, onde eu costumava caminhar nos fins de semana, poderia haver algum indício da existência dessas passagens, em suas grutas ou recantos mais recônditos. A partir desse pensamento, me veio a ideia de criar uma história para explorar esta possibilidade.

Conexão Literatura: Você é autor do livro “Tâmara Jong: O Chamado de Úlion". Poderia comentar?

José M. S. Freire: Sim. Como estava falando, eu comecei a escrever, naquela mesma noite, as primeiras páginas do livro. Confesso que, a princípio, me baseei nas sagas de maior sucesso dos últimos tempos, onde os protagonistas são jovens intrépidos e audaciosos. Mas eu queria fugir do senso comum de que a maioria dos heróis, que lutam contra as forças do mal, tem que ser, todos, americanos ou europeus. Para o que eu tinha em mente, eu precisava de um oriental que praticasse artes marciais, mas não necessariamente o Karatê. Então me ocorreu que uma luta tão popular quanto esta arte japonesa é o Taekwondo, originário da Coréia. Assim, eu trouxe ao mundo Tamara Jong, minha aguerrida guerreira coreana. Mas como eu não queria que ela fosse uma “vingadora solitária”, que guerreasse sozinha contra inimigos terríveis, resolvi arranjar um grupo de companheiros leais e valentes para ela. Como sou brasileiro e carioca, decidi que seria mais do que justo arranjar um jeito de trazer Tamara para o Rio de Janeiro e fazê-la se enturmar com uma “galerinha” nativa legal. Depois, foi só fazer a turma toda adquirir o hábito de passear na Floresta da Tijuca para que, mais cedo ou mais tarde, eles topassem com o portal interdimensional e começassem a viver suas aventuras incríveis no planeta Úlion.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

José M. S. Freire: Bem, na verdade minhas pesquisas se resumiram em estudar um pouco sobre a Coréia do Sul, principalmente para conhecer nomes típicos e poder criar o nome dos parentes de Tamara. Também li algumas coisas sobre seu estágio de desenvolvimento científico e tecnológico. Mas nada que eu já não soubesse, tipo, eles são donos de grandes marcas de carros, telefonia celular, televisores e eletrônicos em geral. Além de possuírem a banda larga mais rápida do mundo. Levei cerca de 1 ano para escrevê-lo.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em seu livro?


José M. S. Freire: O trecho que eu acho mais legal é aquele em que Zorach revela a Tamara sua visão sobre a origem da vida, e o porquê da existência da maldade em toda parte. Segundo suas palavras:
    “Um dia o universo cansou-se de si mesmo e criou a vida para suprir o vazio e a solidão de sua infinitude. Mas ele não foi capaz de fazê-la pura e perfeita. A vida surgiu do caos e do acaso. Ela não se deduz nem se produz de fórmulas precisas e exatas. Desde o princípio das coisas a vida foi fabricada a partir de projetos confusos, mal feitos e inacabados. Nem foi dado a ela um propósito nobre e altivo. Cada criatura vem ao mundo completamente só e desamparada. E tem que travar uma luta desigual e cruel todos os dias de sua existência. Os seres mais evoluídos criaram leis e regulamentos para tornarem a vida mais justa e segura. Mas as imperfeições da criação estão em toda parte e sempre haverá o lado mal e sombrio para destruir e consumir tudo de bom que se cria no mundo. Neste ou em qualquer outro”!

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir um exemplar do seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

José M. S. Freire: Bem, o livro está à venda na Amazon e na Cultura, por enquanto só em e-book. Quanto a saber mais de mim e do meu trabalho, infelizmente eu ainda não tive tempo de criar um site ou blog para receber os comentários dos leitores. Mas eu devo me aposentar em breve e, entre meus projetos, está a criação de uma página própria para interagir com meus futuros leitores. De qualquer modo, quem quiser me adicionar no facebook, tudo bem.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?


José M. S. Freire: Por enquanto, estou concentrado em dar prosseguimento à série. Atualmente estou escrevendo o quinto livro. E conforme o primeiro, “O Chamado de Úlion”, que foi publicado em dezembro de 2017, começar a ter aceitação, eu pretendo ir publicando os outros, no mesmo esquema.

Perguntas rápidas:

Um livro: Dom Quixote de La Mancha
Um (a) autor (a): Miguel de Cervantes
Um ator ou atriz: Sônia Braga
Um filme: Dona Flor e Seus Dois Maridos
Um dia especial: O dia em que nasci

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

José M. S. Freire: Ficaria muito feliz se os leitores brasileiros começassem a valorizar mais os autores de ficção nacionais. Em muitos grupos do facebook que participei, vi, com certo pesar, o enaltecimento de autores estrangeiros há muito consagrados, inclusive, a maioria já morta, enquanto que os brasileiros, mesmo os mais conhecidos e bem-sucedidos, quase ninguém lembra.

Para saber mais ou adquirir o livro “Tâmara Jong: O Chamado de Úlion: Clique aqui.
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Um comentário:

  1. O livro Tamara Jong: O Chamado de Úlion,nos leva a uma viagem, através de portais interdimensionais, a universos paralelos,diversas formas de vida. Uma aventura de ficção científica tão possível de ser real diante das mais recentes teorias da Física atual e dos contextos políticos, econômicos e sociais presentes no mundo de hoje. Jovens, de várias regiões de um universo paralelo, envolvidos na luta pela justiça, utilizando tecnologias modernas e também técnicas de luta milenares. Recomendo a todos os amantes do gênero.

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