quarta-feira, 4 de abril de 2018

Paulo Tadeu, o livro Proibido para maiores e a Editora Matrix, por Sérgio Simka e Cida Simka

Paulo Tadeu - Foto divulgação
Tivemos a honra de entrevistar o jornalista e publicitário Paulo Tadeu, editor da Editora Matrix (SP) e escritor, autor, dentre quase 80 obras, do livro “Proibido para maiores”, seu grande sucesso editorial.

ENTREVISTA:

Você tem dezenas de livros e jogos publicados. De modo geral, o que o motiva a escrevê-los?


São 79 obras já publicadas, para adultos e crianças. São dois meus incentivos: o primeiro é a vontade de alegrar e entreter as pessoas e, de quebra, incentivar o gosto pela leitura, de forma divertida. O segundo incentivo veio quando me tornei pai, há 17 anos. Quando meu filho completou 6 anos, veio a inspiração para entrar no universo infantil, coisa na qual não tinha pensado. Guilherme (o nome do meu filho) foi o responsável indireto pelo meu maior sucesso editorial, o livro Proibido para Maiores, que já tem mais de 175 mil exemplares vendidos. Sem contar outras obras eu fiz pensando nele.

Você é editor da Editora Matrix.  Fale-nos sobre ela. Como é o seu trabalho? Recebe quantos originais por mês? Quantos são publicados? Quem quiser publicar por sua editora quais os procedimentos a serem adotados?

A Matrix vai completar 19 anos em 2018. É uma empresa consolidada e respeitada no mercado. Mas espero crescer mais.
Meu trabalho é quase non-stop. Acordo e já checo como foram as vendas à noite no meu site e durmo vendo minha caixa de e-mails, para saber o que me espera no dia seguinte. Mesmo quando penso em descansar, algum autor resolve discutir um projeto pelo Whatsapp. Quase nunca digo não. Antes de ter a minha editora, eu já tive livros meus publicados por dois tipos diferentes de editora: uma pequena e uma gigante. A pequena não tinha estrutura para fazer as coisas acontecerem. A grande foi excelente até eu assinar o contrato. Depois me senti um número ali dentro, era difícil ter informações de coisas simples. Quando montei a Matrix, pensei em ter um número limitado de lançamentos mensais e uma estrutura também planejada de antemão, que me dessem condições de ter um controle melhor de todo o processo e me permitissem um contato mais próximo com meus autores. Por isso, não me importo de falar de um livro num sábado às 20h, antes de entrar no cinema. Sei que um autor se sente valorizado num momento assim. Todo mundo quer ter o livro mais bonito, o mais bem editado, o mais bem distribuído e vendido e o mais bem divulgado. Dá para ter tudo isso e ainda falar com o dono da empresa.
Recebo uma média de 2 projetos por dia, uns 60 por mês. Publico 5 novos títulos mensalmente, e já ultrapassei os 550 títulos lançados. São números que me deixam muito felizes.
Algumas das obras que lanço são fruto de ideias minhas. Nessas ocasiões vou procurar algum especialista no assunto. Já transformei alguns amigos em autores. Gente que nunca tinha pensado em estar assinando dedicatórias numa noite de autógrafos. Mas a maioria do que publico chega no  meu e-mail ou por indicação de outros autores. Quem quiser ser um autor da Matrix, basta ir ao meu site e procurar o link “torne-se um autor”. Trabalho com livros de não ficção e do segmento infantil.
 
Como é ser editor em um país como o Brasil?

Tem vezes que dá frio na barriga. Mas adoro o meu trabalho. Sou muito grato pelo que faço, por trabalhar com cultura, entretenimento, desenvolvimento pessoal, por ajudar pessoas a melhorar de vida. Outro dia, uma obra que lancei aqui, pensada para diversão entre amigos, tinha entrado em alguns consultórios de psicólogos e estava sendo usada com crianças autistas, com bons resultados. Já vi crianças em feiras de livros escolhendo seu primeiro livro e saindo com um sorriso de felicidade pela escolha feita. Tive e tenho a condição de lançar livros que jogam luz sobre os cantos escuros da política e da vida nacional. São essas pequenas conquistas que fazem o dia a dia valer a pena. Que me fazem levantar da cama e querer chegar logo à mesa de trabalho.
 
Como analisa a questão dos e-books?


Acho que é um outro canal de vendas. É como o mercado de streaming em relação ao cinema. Os dois convivem, os dois se completam, os dois têm seus públicos.

Quais são suas leituras preferidas?


Preciso de algumas doses de ficção de vez em quando, porque mesmo passando o dia lendo não ficção, ainda leio alguma outra coisa dela à noite, de outros editores. Acho que a boa ficção me renova os sentidos, a maneira de ver um texto. E a não ficção, me aguça o sentido de aprender. 

Está escrevendo novo livro? Poderia nos contar?

É uma obra para incentivar a criatividade e a interação entre as pessoas. Vai se chamar Duas Situações, Uma Resposta.

*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a coleção Mistério, publicada pela Editora Uirapuru.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017).
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