sexta-feira, 20 de abril de 2018

Star Trek, a Série – O Reflexo no Espelho, por Roberto Fiori

Foto divulgação
Nos domínios da Ficção Científica, o episódio de Star Trek O Reflexo no Espelho (Mirror, Mirror, escrito por Jerome Bixby) pode nos fazer perguntar a nós mesmos se o que vemos em nosso planeta, quer no dia-a-dia, quer em ocasiões em que se realizam experiências físicas ou químicas, é o mesmo em toda parte. Neste episódio, nossos heróis se veem em meio a uma outra Enterprise, em que o oposto a tudo o que conhecemos de bom e verdadeiro é apresentado como corriqueiro.

Um Império Terrestre, no lugar de uma futura Federação Unida de Planetas, em que domínios e subjugações são ordens que os tripulantes de cada nave imperial devem seguir. A qualquer custo. A nave estelar Enterprise, viajando não em missão de paz, mas de luta e conquista, é autorizada a usar de força — se necessário, o uso de armas de extermínio contra toda uma raça alienígena — contra todos os que não se renderem e não se deixarem assimilar pelo Império.

Nesta nova Enterprise, planos para tomar a nave são imaginados por cada tripulante, ávido de poder. O capitão Kirk não é um herói magnânimo, ou humano, mas sim, um ditador em seu próprio mundo: sua astronave. Recorre à força para dominar os tripulantes. O Sr. Spock é um vulcano que segue a lógica, mas usa seus poderes mentais para permanecer como segundo em comando. Usa violência de forma controlada, para sobreviver entre os que planejam destituí-lo, assassinando-o.

Quem se subleva contra o poder de Kirk e seus aliados é torturado até segunda ordem. Assim, o Sr. Chekov “alternativo” é submetido à tortura mental em um instrumento especial, quando tenta matar e tomar o lugar do que seria o seu próprio capitão ditatorial. Mas este é o da dimensão da Federação dos Planetas Unidos, trocado de lugar com seu sósia, devido a um mal funcionamento no teletransporte da Enterprise original. E Chekov não imagina que nosso herói Kirk é quem agora está no comando da nave-clone, lutando para voltar à sua real dimensão. Chekov e seus companheiros rebeldes não são páreos para o nosso verdadeiro Kirk e os outros que foram teletransportados para essa realidade-espelho.

O que podemos afirmar sobre nosso Cosmos, em particular? Não uma outra dimensão, ou um outro Universo Paralelo, mas a simples realidade de nosso Universo natal? Em 2011, quase 300 galáxias foram observadas e fez-se uma série de medições, utilizando-se os telescópios Keck, do Havaí, e o Extremely Large, do Chile. Uma constante, a do eletromagnetismo, em diversos pontos de nossa galáxia, foi detectada diferente do que aqui na Terra. Ainda, de modo geral, evidenciou-se que os átomos se comportam de maneira diferente do que como nós os conhecemos, em outros pontos do Universo.

Um dos princípios da Teoria Geral da Relatividade de Einstein estaria sendo violado. É cedo para se afirmar com certeza isto, mas certamente, devido ao nosso Cosmos, que estaria se expandindo para sempre, muitas outras descobertas virão, a partir de tais observações do espaço. É possível que ajustes na teoria de Albert Einstein tenham se ser elaborados, no futuro.

O homem viaja pelas incomensuráveis dimensões do espaço-tempo com algum propósito. Pensadores e filósofos falam de um vazio interior que toda pessoa sente, quando se vê frente ao valor da vida, que às vezes parece ser próximo a zero... Mas o homem e o Universo são parte integrante de um mesmo processo. Nascemos na Terra e não somos algo “externo” ao Cosmos. Com equipamentos como lunetas, observamos o firmamento, à noite, em regiões em que o céu está claro como cristal — como ocorre nas montanhas elevadas e livres da luminosidade das cidades —, e descobrimos, em uma hora de observação, milhares de estrelas, mais do que jamais poderíamos contar com nossa visão desarmada.

Conseguiríamos uma série de desenvolvimentos da Computação, da Física dos Materiais, da Bioquímica, sem as viagens tripuladas à Lua, sem o envio de sondas a Marte, Vênus, Saturno, Plutão? Poderíamos melhorar nossa qualidade de vida, através de novas descobertas na Terra, que derivaram de observações e medições sem conta de outros mundos? Poderíamos viver de uma maneira mais confortável e segura, sem os avanços da Era Espacial em que vivemos?

Tudo é relativo, diria o leitor desse artigo. A vida, às vezes, me parece sem sentido, como se o mundo fosse sem importância...
Na verdade, até mesmo quem entra em depressão pode sair dela, com o uso da tecnologia bioquímica dos antidepressivos. Sem os esforços da Medicina, em particular da luta contra fobias, depressões, transtornos, distúrbios psicológicos de todo o tipo, jamais o homem teria alcançado uma vida de alívios e melhorias a nível pessoal. Isso se fez possível não apenas a partir das teorias importantíssimas de Sigmund Freud, Anna Freud, Carl Jung, Melanie Klein, William James, mas de todo o aparato paralelo tecnológico que os acompanhou: a descoberta das drogas psicotrópicas. A partir de medicamentos mais simples e com efeitos colaterais muitas vezes bastante tóxicos, evoluiu-se para remédios de ponta, com muito menos efeitos deletérios, em comparação com o alvorecer da Psiquiatria. Isso ocorre nos mais diversos campos da Medicina, não apenas da Psiquiatria.

Estamos em um momento crucial da Humanidade: prestes a colonizar a Lua e Marte. Hoje, já existem naves experimentais que decolam e pousam na vertical. O reaproveitamento dos retropropulsores é fato, que aterrissam também na vertical. Estações espaciais deixaram de ser obra de ficção, há décadas. Materiais de grande versatilidade e resistência, como o grafeno, foram desenvolvidos. Supercomputadores que calculam cada passo na elaboração de supertelescópios — como o telescópio James Webb, mais complexo que o antigo Hubble, e que o substituirá em 2019 — estão em operação. Sondas serão lançadas, ainda, por muito tempo, pelo Sistema Solar e se dirigindo para o espaço profundo. Automóveis sem motorista para guiá-los existem, mas ainda não destituídos de falhas, ocasionando até hoje um único acidente fatal, em seu uso incipiente.

E o futuro? Novas tecnologias mais avançadas virão. Imagino que, se um dia encontrarmos vida inteligente como a nossa, em nossa galáxia — ou além —, poderemos chegar a nos considerar pessoas especiais, pois, apesar de opiniões como a de Stephen Hawking, que nos alertava para um possível contato perigoso desse tipo, eu mesmo creio que nossa civilização irá crescer e prosperar como nunca visto antes, nesse contato extraterrestre.

O que seríamos nós, se fôssemos os únicos a habitar a esfera celeste, afinal?

O Universo - Foto divulgação
O Universo: suas dimensões não podem ser concebidas. Mas aqui da Terra, conseguimos o mínimo de sabedoria para procurarmos em suas imensidões, nossas mais básicas indagações. O que há além? Quem vive fora da Terra? O que querem?

Sobre Roberto Fiori:
Escritor de Literatura Fantástica. Natural de São Paulo, reside atualmente em Vargem Grande Paulista, no Estado de São Paulo. Graduou-se na FATEC – SP e trabalhou por anos como free-lancer em Informática. Estudou pintura a óleo. Hoje, dedica-se somente à literatura, tendo como hobby sua guitarra elétrica. Estudou literatura com o escritor, poeta, cineasta e pintor André Carneiro, na Oficina da Palavra, em São Paulo. Mas Roberto não é somente aficionado por Ficção Científica, Fantasia e Horror. Admira toda forma de arte, arte que, segundo o escritor, quando realizada com bom gosto e técnica apurada, torna-se uma manifestação do espírito elevada e extremamente valiosa.

Sobre o livro “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, do autor Roberto Fiori:

Sinopse: Contos instigantes, com o poder de tele transporte às mais remotas fronteiras de nosso Universo e diferentes dimensões.
Assim é “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, uma celebração à humanidade, uma raça que, através de suas conquistas, demonstra que deseja tudo, menos permanecer parada no tempo e espaço.

Dizem que duas pessoas podem fazer a diferença, quando no espaço e na Terra parece não haver mais nenhuma esperança de paz. Histórias de conquistas e derrotas fenomenais. Do avanço inexorável de uma raça exótica que jamais será derrotada... Ou a fantasia que conta a chegada de um povo que, em tempos remotos, ameaçou o Homem e tinha tudo para destruí-lo. Esses são relatos dos tempos em que o futuro do Homem se dispunha em um xadrez interplanetário, onde Marte era uma potência econômica e militar, e a Terra, um mero aprendiz neste jogo de vida e morte... Ou, em outro mundo, permanece o aviso de que um dia o sistema solar não mais existirá, morte e destruição esperando pelos habitantes da Terra.
Através desta obra, será impossível o leitor não lembrar de quando o ser humano enviou o primeiro satélite artificial para a órbita — o Sputnik —, o primeiro cosmonauta a orbitar a Terra — Yuri Alekseievitch Gagarin — e deu-se o primeiro pouso do Homem na Lua, na missão Apollo 11.
O livro traz à tona feitos gloriosos da Humanidade, que conseguirá tudo o que almeja, se o destino e os deuses permitirem. 

Para adquirir o livro:
Diretamente com o autor: spbras2000@gmail.com
Livro Impresso:
Na editora, pelo link: Clique aqui.
No site da Submarino: Clique aqui.
No site das americanas.com: Clique aqui.

E-book:
Pelo site da Saraiva: Clique aqui.
Pelo site da Amazon: Clique aqui.
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