sexta-feira, 4 de maio de 2018

As Máquinas da Destruição — Berserkers — Fred Saberhagen, por Roberto Fiori


Há 50.000 anos, houve uma guerra interplanetária entre duas raças desconhecidas, já desaparecidas. Obra de autodestruição mútua? Talvez. Construíram máquinas assassinas, cuja diretriz, não desativada, incluía dizimar qualquer forma de vida inteligente.

Mais de cem mundos pertencem agora à civilização humana. E os homens são os únicos capazes de deter as máquinas, pois são tão agressivos quanto elas. Mas os homens têm, em sua fraqueza, o motivo de sua vitória. Utilizam-na para sobrepujar as máquinas quase invencíveis e utilizam seu intelecto superior para dominá-las, esmaga-las e aniquilá-las.

Essas são histórias engendradas pelo escritor de Ficção Científica Fred Saberhagen, nascido em Chigago, Illinois, em 1930 e falecido em 2007, em Albuquerque, Novo México, de câncer na próstata. Autor de romances e contos de Ficção Científica, destacou-se pela importante série Berserker, que no Brasil alguns de seus contos vieram sob o título de As Máquinas da Destruição (Berserker) e Irmão Assassino (Brother Assassin), publicados pela Coleção Argonauta, das Edições Livros do Brasil.

O que poderíamos fazer frente a uma ameaça titânica como essa? De máquinas, não fracas e vulneráveis, como as descritas por Saberhagen, que puderam ser subjugadas e destruídas, mas por uma civilização galáctica composta por dispositivos virtualmente indestrutíveis? Máquinas que reduziriam a energia pura e calor toda e qualquer raça que encontrassem, quer inteligentes ou não? E que, utilizando-se de tecnologia similar à dos Buracos Negros, assimilariam tudo o que existisse, até mesmo estrelas?

A tecnologia do Homem possui somente dez mil anos, desde a invenção da agricultura. Não somos uma Civilização suficientemente adiantada para, ou contatar outros povos que estejam espalhados pela Via Láctea, ou mesmo para nos defrontarmos com inimigos extraterrenos, com tecnologia superior à nossa. Talvez nunca os encontremos; talvez jamais nos deparemos com qualquer ser vivo inteligente nos confins do vácuo interestelar.

Mas, e se os encontrarmos? As vastidões do Cosmos impedem que partamos da Terra e cheguemos, em missão tripulada, aos confins do Sistema Solar, ainda. Não há indícios de alienígenas chegando em nossa vizinhança planetária. Mas, se houver um contato belicoso entre o Homem e um povo agressivo, que deseje nos dominar ou nos destruir, teremos de estar preparados. Povos que nos alcançassem, seriam dotados de tecnologia inacreditável, pelo simples motivo de conseguirem galgar as imensidões cósmicas e chegar incólumes até nosso Sistema Solar. Eles teriam a Ciência para viajar pelo Cosmos, com propulsores que hoje somente temos ideia de como poderiam ser, e conhecimento para sobreviver em viagens tão demoradas. Mas seriam realmente demoradas as viagens de nossos algozes, para o tempo de vida que eles dispusessem? Eles poderiam viver milhares de anos, talvez.

Não há sinal de termos sido visitados por extraterrenos, nos últimos dez mil anos. Mesmo os que acreditam nisso, devem levar em consideração que povos que nos alcançaram devem ser pacíficos. Caso contrário, com a tecnologia de que dispusessem para se deslocar pelo vácuo infinito, já teriam conquistado a Terra e deixado uma civilização além de qualquer coisa que possamos imaginar. Isso é algo que muitos céticos consideram como crença. Mas existem os que dizem haver inúmeros indícios de raças que nos visitaram desde os tempos das pirâmides do Egito, há mais de 2.500 a.C. e, mais recentemente, das Linhas ou Pistas de Nazca, no Peru — entre 400 e 650 d.C.

O fato, realmente, é o que fazer se encontrarmos hoje uma Civilização que nos ameace. Dispomos de exércitos, marinha, aeronáutica. No espaço, dizem que existem satélites armados com raios laser. Dizem que é herança dos tempos de Ronald Reagan, com seu projeto “Guerra nas Estrelas”. Existem, com certeza, arsenais terrivelmente poderosos de armas nucleares — mísseis dotados de ogivas nucleares, tanto atômicas, como termonucleares, mísseis com ogivas de nêutrons, mísseis de múltiplas ogivas nucleares.

Mas isso parará seres dotados de armas para destruir uma lua, ou um planeta inteiro? Ou absorver a energia termonuclear maciça do Sol, para convertê-la em armas de destruição planetária?

Não haveria qualquer chance de sobrevivermos a um ataque dessa natureza. A explosão de cinco mil ogivas termonucleares seria anulada pelos sistemas de defesa desses alienígenas. Armas que eles possuírem transformariam em vapor qualquer ataque em massa de nossos mísseis.

Mas, e daqui a cem mil anos? Quando a propulsão por antimatéria será comum, aperfeiçoada e responsável pela viagem aos confins do Universo? Também descobriríamos outras formas de propulsão, até esta época, que nos conduziriam a galáxias e nebulosas incrivelmente longínquas. Talvez conseguíssemos passar para o outro lado de um buraco negro e poderíamos viajar mais comodamente por atalhos espaço-temporais, os wormholes, ou buracos de minhoca, entre pontos muito distantes de nosso Universo. Poderíamos assim também visitar outras dimensões, outros Cosmos, outras realidades paralelas. Em cem mil anos, isso seria possível. Desenvolver-se-iam armas baseadas em miniburacos negros e em antimatéria. Lasers poderosos, que aniquilassem mundos gigantescos como Júpiter, poderiam ser elaborados. Teletransportes, que levassem o inimigo para serem aprisionados em Universos e dimensões paralelos, poderiam ser desenvolvidos. A imaginação do Homem ditaria as regras para tais guerras.

Ou então, é possível que encontrássemos raças mais antigas que a nossa, mais desenvolvidas, mais avançadas o suficiente, que nos aniquilariam, se quisessem, com a simples manifestação de sua vontade...

Mas isso é preocupação para o futuro distante, muito distante...

Sobre Roberto Fiori:
Escritor de Literatura Fantástica. Natural de São Paulo, reside atualmente em Vargem Grande Paulista, no Estado de São Paulo. Graduou-se na FATEC – SP e trabalhou por anos como free-lancer em Informática. Estudou pintura a óleo. Hoje, dedica-se somente à literatura, tendo como hobby sua guitarra elétrica. Estudou literatura com o escritor, poeta, cineasta e pintor André Carneiro, na Oficina da Palavra, em São Paulo. Mas Roberto não é somente aficionado por Ficção Científica, Fantasia e Horror. Admira toda forma de arte, arte que, segundo o escritor, quando realizada com bom gosto e técnica apurada, torna-se uma manifestação do espírito elevada e extremamente valiosa.

Sobre o livro “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, do autor Roberto Fiori:

Sinopse: Contos instigantes, com o poder de tele transporte às mais remotas fronteiras de nosso Universo e diferentes dimensões.
Assim é “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, uma celebração à humanidade, uma raça que, através de suas conquistas, demonstra que deseja tudo, menos permanecer parada no tempo e espaço.

Dizem que duas pessoas podem fazer a diferença, quando no espaço e na Terra parece não haver mais nenhuma esperança de paz. Histórias de conquistas e derrotas fenomenais. Do avanço inexorável de uma raça exótica que jamais será derrotada... Ou a fantasia que conta a chegada de um povo que, em tempos remotos, ameaçou o Homem e tinha tudo para destruí-lo. Esses são relatos dos tempos em que o futuro do Homem se dispunha em um xadrez interplanetário, onde Marte era uma potência econômica e militar, e a Terra, um mero aprendiz neste jogo de vida e morte... Ou, em outro mundo, permanece o aviso de que um dia o sistema solar não mais existirá, morte e destruição esperando pelos habitantes da Terra.
Através desta obra, será impossível o leitor não lembrar de quando o ser humano enviou o primeiro satélite artificial para a órbita — o Sputnik —, o primeiro cosmonauta a orbitar a Terra — Yuri Alekseievitch Gagarin — e deu-se o primeiro pouso do Homem na Lua, na missão Apollo 11.
O livro traz à tona feitos gloriosos da Humanidade, que conseguirá tudo o que almeja, se o destino e os deuses permitirem. 

Para adquirir o livro:
Diretamente com o autor: spbras2000@gmail.com
Livro Impresso:
Na editora, pelo link: Clique aqui.
No site da Submarino: Clique aqui.
No site das americanas.com: Clique aqui.

E-book:
Pelo site da Saraiva: Clique aqui.
Pelo site da Amazon: Clique aqui.
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