quinta-feira, 10 de maio de 2018

Direto de Portugal, C. M. Cruz cede entrevista e comenta sobre o projeto "Fénix" e o livro "Promete-me"

C. M. Cruz - Foto divulgação
A autora C. M. Cruz nasceu em São Paulo em Janeiro de 1990, onde passou parte da sua infância. Foi em 2001, quando completou 11 anos, que veio para Portugal, juntamente com seus pais e irmão.
Hoje, é licenciada em marketing, mestre em marketing relacional e trabalha numa empresa, onde exerce as funções para qual estudou.
Desde cedo, mostrou o gosto pela leitura, mas foi apenas em 2016 que tomou o gosto pela escrita e se aventurou no seu primeiro romance: Promete-me.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?


C. M. Cruz: Eu sempre gostei de ler e o meu gosto pela leitura foi aumentando ao longo dos anos. Posso dizer que 2016 foi o auge da minha fase literária, tendo lido mais de 200 livros. Foi também em 2016 que decidi me aventurar no mundo da escrita e tomei gosto de algo que hoje me acompanha diariamente.

Conexão Literatura: Você é autora do livro “Promete-me”. Poderia comentar? 

C. M. Cruz: Eu sou autora do Promete-me, do Perdoa-me e, se tudo correr como planeado, até o final do ano serei também autora do Protege-me. Os dois primeiros livros falam de uma mulher (Beth) que foi raptada e vendida como escrava. Durante 7 anos sofreu todo o tipo de tortura, física, sexual e até mesmo mental, até que finalmente conseguiu a sua liberdade. A sua vida segue em frente, mas a sua mente fica presa no passado e os seus demônios a acompanham em todos os momentos. Quando ela descobre que não é apenas os seus demônios que a seguem, ela decide que precisa de ajuda e obriga o Alec a fazer uma promessa que irá mudar as suas vidas.
O terceiro livro (Protege-me), que está em conclusão neste momento, fala-nos da Cora, a melhor amiga da Beth e aborda o tema Violência Doméstica. A Cora opta por continuar o seu namoro abusivo apenas porque perdeu a esperança de que o Derek alguma vez fosse querer algo com ela. Quando ela finalmente ganha coragem e chega à conclusão de que é uma mulher forte e independente, algo terrível acontece com ela, fazendo com que o seus pais e amigos temessem pela sua morte. 

Os temas que procuro abordar nos meus livros são temas fortes e pesados, mas que infelizmente mostram uma realidade da nossa sociedade. Alguns casos, inclusive, como a violência doméstica, pode muito bem existir na porta do lado. Eu procuro abordar os temas de uma forma crua e direta, porque as vítimas não merecem que o seu sofrimento seja homenageado de forma leve…elas não sofreram apenas um pouco, elas sofreram de verdade e não adianta fechar os olhos, porque o sofrimento delas não vai desaparecer.
O meu logo, que podem ver na minha página do facebook, é uma fénix. Com isto eu quero dizer que todas as minhas personagens passaram por uma situação traumática, mas que mesmo assim tiveram forças para voltar a nascer das cinzas e seguir em frente, de cabeça erguida. E se houver alguma vítima a ler o meu livro ou esta entrevista, eu espero que ela também ganhe forças e volte a nascer das cinzas. 

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro? 

C. M. Cruz: Eu fiz todo o tipo de pesquisa que podemos imagina. Visto que o meu livro enrola dos EUA, fiz pesquisas dos carros mais vendidos, nome de cidades, ruas, distancias dessas cidades para o aeroporto, tempo de viagem para atravessar o país, todo os tipo de detalhe que me ajudaria a ter uma história mais fiel à realidade. No que diz respeito ao tema dos livros, procurei todo o tipo de informação em fóruns, blogs, livros, filmes, vídeos caseiros. Posso dizer que alguns testemunhos encontrados deixaram-me bastante nauseada.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em seu livro?

C. M. Cruz: Carta que a Beth recebeu quando voltou para a casa, 7 anos após o seu rapto.

Querida Elizabeth.
Os teus pais disseram-me que não queres falar comigo e eu compreendo perfeitamente.
Sei que falhei contigo de uma maneira que nunca me vou perdoar. Deveria ter lutado mais. Procurado mais. Mas a verdade é que fui fraco. Em vez de te procurar, dediquei todo o meu tempo em bares. Pensei que se afogasse as minhas mágoas no álcool, seria capaz de esquecer a dor. Mas a dor é algo que fica. Nos assombra por toda a eternidade.
Não tenho orgulho em dizer que tentei esquecer-te. Eu tentei mesmo muito. Mas apenas fez com que doesse mais. Até que conheci a Mellody. Ela ensinou-me a viver com a dor da perda. Ensinou-me a viver novamente. A amar novamente.
Mas hoje ponho tudo em causa. Anos de sofrimento teriam sido evitados, se eu tivesse estado lá para ti. Se eu não me tivesse atrasado.
Eu não consigo imaginar o que passaste, nem aquilo que sofreste. Mas espero que algum dia me possas perdoar.
Vou amar – te para todo o sempre.
Beijos
George
PS: Menti quando disse que estava atrasado por causa do trabalho. A verdade é que eu estava a comprar o teu anel de noivado. Ia-te pedir em casamento naquela noite. Tudo o que eu mais queria era estar contigo para o resto da minha vida, e foi exatamente isso que te afastou de mim para todo o sempre.


Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre o seu trabalho?

C. M. Cruz: Podem acessar ao site da editora ou a Amazon, assim como na minha página do facebook, onde encontrarão mais informações sobre mim e poderão aceder ao meu blog.
https://autoracmcruz.blogspot.pt/
https://www.chiadobooks.com/autores/c-m-cruz
Amanzon: clique aqui.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

C. M. Cruz: Existem sim. Pretendo concluir o Protege-me ainda este ano e nos próximas três anos lançar mais três livros: Finder, Shooter e Hammer.

Estou ainda a iniciar o Projeto Fénix: Renasça das Cinzas. Este é um projeto que estou a desenvolver, juntamente com a associação Mulher do Sec. XXI, que visa ajudar as vítimas de violência doméstica e conscientizar a população regional para este problema, tão presente na nossa sociedade.
Num primeira fase, as vítimas e conhecidos de vítimas poderão partilhar o seu testemunho, de forma 100% anónima, através de um formulário disponibilizado nas redes sociais. Este testemunho pode ser a sua história, o que sentiu a passar por determinada situação ou ao presenciar um ato de violência. O seu anonimato é importante porque nem sempre as vítimas estão preparadas expor os seus problemas e assim poderá ser uma forma de desabafar e tornar a situação mais real.
Numa segunda fase, pretendemos usar esses testemunhos de forma a sensibilizar a população local, através de um pequeno seminário\apresentação\conversa informal (evento ainda por definir).
A Violência doméstica é uma realidade na nossa sociedade e acredito que juntos podemos ajudar quem mais precisa. Com isso, contactei a associação leiriense Mulher do Sec. XXI e elaboramos uma campanha que irá durar até Novembro, mês dedicado ao apoio às vítimas de violência domésticas.
Link para partilha dos testemunhos: clique aqui.

Perguntas rápidas:

Um livro: Mil beijos de garoto
Um (a) autor (a): Pepper Winters
Um ator ou atriz: Jensen Ackles
Um filme: The Others
Um dia especial: NATAL!

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?


C. M. Cruz: Um agradecimento enorme à Revista Conexão Literatura por esta grande oportunidade de partilhar o meu trabalho.
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