quarta-feira, 9 de maio de 2018

Em entrevista, Anália Souza apresenta o seu novo livro "A Força - Os Guardiões" (Drago Editorial)

Anália Souza - Foto divulgação
Anália Maria Silva de Souza nasceu no dia 4 de dezembro de 2000 e amou ler tanto quanto pintar e desenhar desde pequena. A primeira palavra que leu foi “leão” em um livro sobre o reino animal e não conseguiu mais parar desde então. Ler anúncios e outdoors é um hobby, ler o que estava no coração de um escritor é uma paixão.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?


Anália Souza: Foi um tanto repentino, na verdade. Eu não estava preparada para descobrir que as palavras estiveram chamando por toda uma existência e só me dei conta da convocação quando já havia atendido. Foi assim que percebi uma história e personagens bem em frente a mim, frutos da minha imaginação, e o caminho até culminar em um romance completo fazia todo o sentido: eu escrevia contos, crônicas, poemas e frases com naturalidade, despreocupadamente, e depois esquecia os papeis pela casa. E então me senti perdida, pois quase ninguém ao meu redor sabia e finalmente entendi o significado disso tudo: eu precisava contar, e precisava aceitar que a literatura laçou mais a mim que eu a ela.

Conexão Literatura: Você é autora do livro “A Força” (Drago Editorial). Poderia comentar?

Anália Souza: Este é meu primeiro livro, e escrevê-lo resultou em alegrias e tristezas. Eu senti junto aos personagens e dei tudo de mim para ele. Foi a relação mais íntima que já tive com uma obra antes, nem mesmo percebia que havia passado horas escrevendo e me afastar do computador só me deixava ansiosa, com milhares de questões do tipo “E agora? O que acontecerá a partir deste ponto? ”, na cabeça, o que é um pouco louco, já que eu decido isso. Mas então, ele foi para além de mim, e agora é um pedaço meu que você pode ter também. Isso é aterrorizante e maravilhoso ao mesmo tempo, não poderia ser melhor, e todo o apoio que recebo é reconfortante em várias maneiras, pois sou nova e entrar no mercado é complicado, mas todos fazem a experiência ser incrível.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?


Anália Souza: Posso chamar minhas pesquisas de caóticas, levando em consideração que nunca houve um padrão para as buscas. Eu queria manter certa coerência com a realidade, algo que tirasse Tream da esfera real, mas mantivesse os pés no chão, e são os pequenos detalhes que contam, logo procurei por pequenas coisinhas que pudessem ajudar na construção da obra. Isso não me atrasou ou chateou, foi divertido. Ao final de aproximados um ano e seis meses, A Força estava pronto.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em seu livro?

Anália Souza: Escolhi este trecho para demonstrar quão dolorosa a perda de memórias pode ser, em um momento em que a protagonista se sente livre para lamentar tudo o que perdeu.
“A primeira coisa que notei quando cheguei em casa foi a porta destruída.  Pedaços de madeira, um buraco enorme, o martelo enferrujado jogado na calçada.
Não me dei o trabalho de abri-la, passei pelo buraco, arranhando minha pele nas bordas.
Ainda era a mesma por dentro. A mesa sem nada em cima, a louça lavada no escorredor. A geladeira antes branca, cinzenta.
Aquela era a minha casa. Sempre fora. Passei anos ali, brincando, discutindo, sendo quase feliz, estando com meus pais. Continuava sendo minha casa, mas tudo era tão vago.
Caí sobre meus joelhos e chorei. Passei tanto tempo sem chorar no Centro que quase tinha me esquecido de quão fraca eu era.
Abracei meus próprios braços afastando o frio, minhas pernas abaixo de mim. Soluçando, deixei minha cabeça pender até tocar minha testa no chão gelado.
Chorei pelos meus pais, chorei por meus amigos que deixei para trás, chorei por mim. E por mais que as pessoas falassem que chorar faz bem, limpa a alma, sentia como se estivesse colocando para fora até as coisas boas. Sentia-me vazia por dentro. ”

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?


Anália Souza: A Força está disponível nos sites das Lojas Americanas e da Drago Editorial. Caso alguém queira entrar em contato, meu e-mail é ana-lia-souza@hotmail.com ou podem me procurar no Facebook, Anália Souza, será um prazer conversar com todos.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Anália Souza: Estou trabalhando no segundo volume, já que A Força é o primeiro de uma trilogia. Estou escrevendo também um outro romance, mas não possuo planos para ele.

Perguntas rápidas:

Um livro: Orgulho e Preconceito   
Um (a) autor (a): Machado de Assis    
Um ator ou atriz: Viola Davis
Um filme: Sociedade dos Poetas Mortos
Um dia especial: 10 de setembro de 2017, quando participei da Bienal do Rio de Janeiro.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?


Anália Souza: Gostaria de encerrar agradecendo a oportunidade de compartilhar minha experiência e ter esse espaço, junto a tantos autores ótimos e dizendo que, se alguém sentiu que consegue chegar lá mesmo com qualquer adversidade que apareça com o que eu disse, isso tornou meu dia bem mais feliz.
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Um comentário:

  1. Parabéns Anália por mais conquista e grande colaboração para despertar os escritores que devem ser despertados de dentro de nossos Jovens. Paz e Bem.

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