domingo, 10 de junho de 2018

Aline Negri e o livro Vamos brincar na creche?, por Sérgio Simka e Cida Simka


Aline Negri é formada em pedagogia, especialista em educação infantil, alfabetização, orientação escolar e metodologia do ensino de arte. Atuou como professora na educação infantil e ensino fundamental. Foi administradora de um Centro de Educação Infantil (CEI). Atualmente é coordenadora pedagógica na rede municipal de Mogi Guaçu, interior do Estado de São Paulo.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre o seu livro.

A creche, instituição educativa que oferece atendimento a crianças de zero a três anos, vem nos últimos anos buscando uma nova identidade, repensando a sua concepção e prática educativa com o objetivo de deixar para trás a visão assistencialista, higienista e filantrópica que a vem caracterizando ao longo dos anos desde a sua criação.
Atualmente em um cenário de reestruturação e mudanças de paradigmas, esta instituição vem conduzindo a comunidade escolar a um processo de reeducar seus olhares à nova função da creche: o “educar” e não mais privilegiar o “cuidar”, sendo que os mesmos são indissociáveis, devendo buscar equilíbrio na rotina escolar para atender a criança em suas necessidades e favorecer o seu desenvolvimento integral.
Embasado neste momento de mudanças e de construção de novas concepções, “Vamos brincar na creche?” apresenta 200 propostas de brincadeiras, visando despertar no educador a necessidade em desenvolver e promover experiências significativas de aprendizagens aos nossos pequeninos.

Qual o motivo que o levou a escrevê-lo?

Desde o início da minha carreira como professora, sempre questionei as práticas e metodologias empregadas para o ensino dos conteúdos da educação infantil. Sempre indaguei se estava respeitando a forma particular da criança em aprender, como também se levava em relevância a natureza e os desejos da criança no dia a dia na escola. Após refletir sobre minhas práticas, comecei a desenvolver um trabalho mais interativo e lúdico com os meus alunos, contemplando os conteúdos escolares, mas levando a eles um ensino dinâmico e prático, onde a criança aprende brincando.

No decorrer deste trabalho, fui adaptando atividades e brincadeiras relacionando-as aos conteúdos, como também criando novas propostas que promovessem o desenvolvimento integral da criança, nos aspectos afetivo, cognitivo, físico e social.

Os excelentes resultados que obtive ao longo dos anos como professora, utilizando a atividade lúdica, o brincar como recurso didático, promovendo uma aprendizagem significativa aos meus alunos, levou-me a escrever este livro como forma de compartilhar boas práticas aos outros profissionais de educação, pretendendo despertar no professor uma reflexão em sua prática pedagógica, levando-o a buscar novas formas de ensinar de forma lúdica e prazerosa.

Acredita em “inspiração”?

Sim. Acredito que a inspiração parte de situações vivenciadas de forma significativa pela pessoa. No meu caso, minha inspiração partiu do desejo em conduzir os meus alunos a se desenvolverem e aprenderem de forma lúdica e prazerosa, conduzindo-os a caminhos repletos de significado e alegria.

Para você, o que significa ser escritor?

Escritor significa expor em palavras os seus sentimentos sobre algo que tem grande relevância em sua vida. É o sentimento que te faz querer compartilhar com os outros os seus pensamentos e posicionamentos.

Como analisa a questão da leitura no país?

Como profissional da educação, analiso que ainda estamos caminhando para a formação de leitores em nosso país. Percebo em muitas pessoas de diferentes classes sociais a falta do hábito em ler como rotina diária ou por simplesmente prazer. O comportamento leitor deve ser instigado na pessoa, fazendo-a querer buscar a cada dia mais conhecimento, envolver-se em novos mundos de fantasia, constatar e se deparar com a realidade, deixar se levar por emoções e sentimentos; que estão presentes em livros, revistas, jornais, entre outros. A leitura deve ser iniciada desde pequeno, começando pela criança em sua família, comunidade escolar, sociedade e atualmente através das diferentes mídias e redes sociais.

Que orientações pode dar a quem deseja ingressar no mercado editorial?

O escritor deve ter convicção do que escreve, dos seus pensamentos e posicionamentos, buscar apesar das dificuldades, divulgar o seu trabalho e jamais desanimar devido aos obstáculos encontrados neste caminho.

Você acredita que o seu livro irá fazer diferença para quem o ler?

Acredito que o desejo de mudança parte da pessoa, sendo um sentimento íntimo e pessoal, mas o objetivo do meu livro é justamente esse levar o leitor a refletir a sua prática e conduzi-lo à mudança em sua prática pedagógica.

*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a coleção Mistério, publicada pela Editora Uirapuru.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017).
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