sexta-feira, 29 de junho de 2018

Ficção Científica: A Arma Mais Eficiente

Telescópio Espacial Hubble: em órbita da Terra há mais de 28 anos, responsável por milhares de fotos e observações do Universo. Em 2019, prevê-se que será substituído pelo Telescópio Espacial James Webb, mais sofisticado, maior e mais perfeito, que possibilitará a visualização do Big Bang, se tudo correr bem.
Esses dois instrumentos de alta tecnologia só puderam ser projetados a partir do maior dom que o ser humano possui: a sua mente. O cérebro humano é um órgão cujo córtex apresenta 100 bilhões de neurônios, com inúmeras conexões — as sinapses — entre eles. Sem os neurônios e as interligações entre eles, o homem seria menos que um vegetal.
Por *Roberto Fiori

O ano... falha-me a memória. Poderia ser em qualquer década, em qualquer mês, qualquer dia. Mas veio. A ameaça se concretizou. Os computadores, tão seguros, tão perfeitos, voltaram-se contra nós. No início, as cidades mais importantes, apenas, foram dizimadas: as capitais, vaporizadas, transformadas em crateras radioativas. Depois, tudo o que possuía um chip de processamento de dados foi usado contra o Homem. Os computadores que controlavam as Centrais de Energia desativaram a eletricidade em todas as cidades, o Homem ficando sem comunicações, luz, aquecimento. Os automóveis deixaram de funcionar, pois os motores eram controlados por sistemas informatizados. Carros de combate, helicópteros de ataque, caças, bombardeiros, lasers baseados em bases terrestres, navios e aviões de guerra, com potência suficiente para derreter um edifício de 50 andares em segundos, tudo foi usado contra a Humanidade. Satélites em órbita, munidos de armas de energia, como lasers e aceleradores de partículas, trataram de destruir qualquer foco de retaliação. Armas guiadas pelo calor do corpo das pessoas e por seu campo eletromagnético foram usadas à exaustão. Aos poucos, aqui e ali, o Homem foi sendo aniquilado. Hoje, há algumas pessoas, nesta mina de urânio a cinco mil metros de profundidade. Já deixamos de pensar no motivo. Sabemos tudo sobre computadores e não podemos fazer nada... Não podemos enviar mensagens pelo rádio, para a superfície ou para o espaço. As armas dotadas de Inteligência Artificial nos rastreariam e enviariam um artefato nuclear aqui para baixo... A comida está acabando. A água, contaminada pela radiação, já matou vários... o fim está próximo.

Isso é um quadro ficcional que criei. As lembranças e a ausência de esperanças de um homem, um sobrevivente de um ataque global que um sistema mundial de computadores poderia efetuar contra a Humanidade, sem motivos, sem lógica. Apenas com o propósito inabalável de eliminar o homem, assumindo o seu lugar, posteriormente, como herdeiro do planeta Terra. Ou do que sobrou dele.

Em Julho de 2015, Elon Musk, Stephen Hawking e centenas de cientistas, pesquisadores, celebridades, especialistas em robótica e inteligência artificial assinaram uma carta, alertando os produtores de armas sobre os perigos iminentes que a implantação de sistemas de inteligência artificial a armas poderia representar para o homem. Segundo estes homens de visão, no futuro o desenvolvimento de armas que tomem decisões por si mesmas será uma realidade. Essa carta foi assinada na Conferência Internacional Sobre Inteligência Artificial, que ocorre todos os anos em Buenos Aires, em Julho.

Hoje, o que está em jogo no tabuleiro mundial de ações militares de caráter nuclear é a dissuasão e a paridade de armas dos países dotados de tecnologia para a construção de armas atômicas. A dissuasão baseia-se no conceito de que a simples presença de armas atômicas em um país inimigo já é motivo para não haver ataques de caráter nuclear contra e a partir dele, pois haveria destruição mútua entre os países envolvidos no conflito nuclear. A paridade de armas é outro conceito, baseado em que, se dois países possuem um arsenal nuclear, ele jamais será usado, pois ninguém se arriscará com um ataque provocador, nenhum país será o primeiro a apertar o botão vermelho, pois a retaliação seria completamente aniquiladora para todos, inclusive para quem começar um conflito dessa natureza. A diferença é sutil entre estes dois conceitos.

Ainda assim, mesmo que ditadores, estadistas e governantes, democratas ou não, se disponham eles próprios a nunca ativar qualquer sistema de ataque nuclear, resta a dúvida: e se os sistemas de armas tomarem uma decisão por si só, como nos filmes da franquia O Exterminador do Futuro? É válido argumentar que, se o homem constrói hoje armas que podem aniquilar cidades inteiras, somente com a utilização de tecnologia convencional, poderá no futuro pôr em campo arsenais de armas que decidam sozinhas quando e como será esse ataque. E então, pode ser que não haja utilização de armamento comum, e sim, atômico.

Se forem construídas armas dotadas de Inteligência Artificial (I.A.), estas poderão ser negociadas no mercado negro, entre países, terroristas ou qualquer outro grupo que deseje ver o mundo ajoelhado a seus pés... Pode ser que esta tecnologia seja desenvolvida em um futuro não muito distante, segundo os cientistas que assinaram a carta de 2015. Suponhamos que hoje um país desenvolva armas dotadas de I.A. Poderá surgir um vazamento de tecnologia, por meios duvidosos e não claros, de um país para um outro, inimigo. A situação de dissuasão estaria comprometida. Não se poderá mais evitar que uma guerra envolvendo dois, três, ou vários países pertencentes ao Clube Nuclear ocorra. O quadro geral que surgirá para o Homem como espécie será muito semelhante ao que descrevi.

Mas... qual é a arma mais letal imaginada pelo Homem? A bomba de nêutrons? A bomba atômica? A bomba de hidrogênio? O laser, as armas químicas ou biológicas? Qual seria...?

A utilização da Inteligência do Homem para se manter a salvo de ameaças nucleares e conflitos que devastam cidades inteiras, sem o uso de armas atômicas. A Inteligência do Homem é a chave.

O ser humano é um animal racional, isso nós sabemos. Constrói cidades, máquinas complexas, efetua cálculos, pensa. Até hoje, nunca tivemos um conflito que usasse armas nucleares, com exceção da Segunda Grande Guerra. Foi um ato terrível, o da destruição de Hiroshima e Nagasaki. Foi um dos muitos erros do ser humano, talvez. Muitos falam que a guerra teria se prolongado de maneira desumana, sem o uso das bombas atômicas sobre o Japão. Quem poderia confirmar isso? É excepcionalmente difícil concluir se o homem agiu movido por razões ditas humanitárias, ou se agiu movido por suas emoções destrutivas. Mas quem foi o responsável pela ordem de lançar as duas bombas conhece os motivos verdadeiros.

O fato é que, mesmo que hoje um único míssil balístico fosse disparado contra um centro populacional sem a ação do homem, isso significaria pânico, caos, loucura, e as mortes advindas deste disparo seriam monumentais. Um disparo. Ninguém na face da Terra executaria essa ação, isso é mais que claro. Significaria que a dissuasão teve seu fim.

Mas vamos confiar na Inteligência do Homem. Ela nos levou à Lua, concretizou sonhos, como a vitória contra a dor, através de medicamentos adequados. Levou-nos à Fossa das Marianas, a mais de 11.000 metros de profundidade, no Oceano Pacífico. Atingimos Plutão, com a sonda New Horizons. Enviamos mensagens para além do Sistema Solar. Descobrimos mais de 3.000 planetas na Via Láctea, somente com o uso de equipamentos que a imensa capacidade cerebral do Homem propiciou. Buscamos incessantemente respostas para perguntas como: No instante t = 0s, no começo de tudo, como se passaram as coisas, afinal?

O Homem é um ser dotado de um cérebro que o levará às estrelas. O Homem tem tudo para vencer, só lhe resta um pouquinho de bom-senso.

Que por vezes esquece, ou tenta esquecer.

*Sobre Roberto Fiori:
Escritor de Literatura Fantástica. Natural de São Paulo, reside atualmente em Vargem Grande Paulista, no Estado de São Paulo. Graduou-se na FATEC – SP e trabalhou por anos como free-lancer em Informática. Estudou pintura a óleo. Hoje, dedica-se somente à literatura, tendo como hobby sua guitarra elétrica. Estudou literatura com o escritor, poeta, cineasta e pintor André Carneiro, na Oficina da Palavra, em São Paulo. Mas Roberto não é somente aficionado por Ficção Científica, Fantasia e Horror. Admira toda forma de arte, arte que, segundo o escritor, quando realizada com bom gosto e técnica apurada, torna-se uma manifestação do espírito elevada e extremamente valiosa.

Sobre o livro “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, do autor Roberto Fiori:

Sinopse: Contos instigantes, com o poder de tele transporte às mais remotas fronteiras de nosso Universo e diferentes dimensões.
Assim é “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, uma celebração à humanidade, uma raça que, através de suas conquistas, demonstra que deseja tudo, menos permanecer parada no tempo e espaço.

Dizem que duas pessoas podem fazer a diferença, quando no espaço e na Terra parece não haver mais nenhuma esperança de paz. Histórias de conquistas e derrotas fenomenais. Do avanço inexorável de uma raça exótica que jamais será derrotada... Ou a fantasia que conta a chegada de um povo que, em tempos remotos, ameaçou o Homem e tinha tudo para destruí-lo. Esses são relatos dos tempos em que o futuro do Homem se dispunha em um xadrez interplanetário, onde Marte era uma potência econômica e militar, e a Terra, um mero aprendiz neste jogo de vida e morte... Ou, em outro mundo, permanece o aviso de que um dia o sistema solar não mais existirá, morte e destruição esperando pelos habitantes da Terra.
Através desta obra, será impossível o leitor não lembrar de quando o ser humano enviou o primeiro satélite artificial para a órbita — o Sputnik —, o primeiro cosmonauta a orbitar a Terra — Yuri Alekseievitch Gagarin — e deu-se o primeiro pouso do Homem na Lua, na missão Apollo 11.
O livro traz à tona feitos gloriosos da Humanidade, que conseguirá tudo o que almeja, se o destino e os deuses permitirem. 

Para adquirir o livro:
Diretamente com o autor: spbras2000@gmail.com
Livro Impresso:
Na editora, pelo link: Clique aqui.
No site da Submarino: Clique aqui.
No site das americanas.com: Clique aqui.

E-book:
Pelo site da Saraiva: Clique aqui.
Pelo site da Amazon: Clique aqui.
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