segunda-feira, 30 de julho de 2018

Macbeth, de Shakespeare, tem leitura dramática dirigida por André Guerreiro Lopes no palco do Itaú Cultural

Foto: André Guerreiro Lopes
A apresentação marca o lançamento do projeto Macbeth – Som e fúria que, posteriormente, se desdobrará em espetáculo teatral. Na Sala Itaú Cultural, os atores Djin Sganzerla, André Guerreiro Lopes e o músico Gregory Slivar evocam, por meio de projeções e sonorização ao vivo, o ambiente soturno e mágico criado pelo dramaturgo inglês nos idos de 1606

No dia 8 de agosto, às 20h, no Itaú Cultural, é realizado o lançamento do projeto Macbeth – Som e Fúria, com a leitura dramática da peça de Wiliam Shakespeare. A narrativa evolui sobre a história do personagem homônimo, que, seguindo a profecia de três bruxas, inicia uma árdua jornada em busca do trono escocês. No palco, os atores Djin Sganzerla e André Guerreiro Lopes, também diretor da produção, emprestam as vozes aos emblemáticos personagens da obra. Quem assina a produção é Alexandre Brasil. Em 2012 ele iniciou o Projeto 39, que prevê a montagem, em 10 anos, das 39 obras completas do dramaturgo inglês. Ele as produziu no século XVII e, passados quatrocentos anos, mantêm-se atuais.
Para transportar o público para o suspense evocado pela peça, foi desenvolvida uma ambientação sonora pelo músico Gregory Slivar, que, ao vivo, cria os sons presentes no texto. A ideia do diretor é evocar a potência da imaginação por meio desta sonorização singular, pesquisada para o projeto. A partir dos ouvidos o público tem a oportunidade não apenas de ouvir as vozes do principal personagem e de sua esposa, Lady Macbeth, mas também o som das guerras travadas por eles em nome da coroa da Escócia. Além disso, uma projeção com imagens em câmera lenta é utilizada durante toda a leitura, não para ilustrar, mas para aprofundar o clima de suspense eminente, criando um tempo e espaço dilatados, onde tudo pode acontecer.
Guerreiro é diretor artístico da Companhia Estúdio Lusco-fusco. Ele dirigiu e atuou em espetáculos como Tchekhov é um Cogumelo, indicado ao prêmio APCA, de Melhor Espetáculo do Ano, em 2017. A respeito deste novo projeto, que é um embrião, pois futuramente se tornará um espetáculo teatral, ele conta: “Macbeth é uma peça muito atual, de como a ambição deforma o caráter e a mente. Como a ideia pode transformar a cabeça da pessoa e ser maior até do que a própria cabeça. ” Esta impressão, ele leva ao palco por meio de pontos de luz posicionados sobre os atores, que representam os pensamentos, pois, como complementa Brasil, tudo no texto parte da manipulação de ideias. 

Para compor esta leitura, baseada na ambientação sonora, uma das referências de Guerreiro é o episódio da narração radiofônica do livro Guerra dos Mundos, de Herbert George Wells, realizada por Orson Welles, em 1938. Na ocasião, o cineasta “relatou” uma invasão alienígena, na Costa Leste americana, e acabou desencadeando uma onda de pânico na população, tendo paralisado três cidades.  Passados 10 anos, em 1948, Welles, ainda dirigiu, produziu, roteirizou e atuou no drama Macbeth – Reinado de sangue. Este filme, junto com outros 11 títulos já produzidos sobre a emblemática peça shakespeariana compõem, em uma mixagem, as imagens projetadas durante a leitura, com apresentação única no Itaú Cultural.

Minibiografias:
André Guerreiro Lopes: Diretor artístico da Companhia Estúdio Lusco-fusco. Dirigiu e atuou em espetáculos como Tchekhov é um Cogumelo, indicado ao APCA de Melhor Espetáculo do Ano, Ilhada em Mim – Sylvia Plath, indicado ao Prêmio APCA de Melhor Direção e O Livro da Grande Desordem e da Infinita Coerência, escolhido como o 2º Melhor Espetáculo do ano pelo jornal Folha de SP. Recebeu os prêmios de Melhor Ator no 21º Festival Luso Brasileiro de Cinema, de Portugal, Melhor Ator no 41º Festival de Cinema Guarnicê, São Luís do Maranhão, entre outros. Atuou em longas-metragens, como no filme A Moça do Calendário, de 2017, e em séries de TV, como Carcereiros, da Globo, Detetives da História, do History Channel, na novela Sangue Bom, também da Globo, entre outros. Foi diretor assistente do diretor Bob Wilson na montagem brasileiras A Dama do Mar e Garrincha - Uma Ópera das Ruas.
Djin Sganzerla: Atriz e co-fundadora da Companhia Estúdio Lusco-fusco. Recebeu os prêmios APCA de Melhor Atriz de Cinema, Melhor Atriz no 12º Festival de Cinema Luso Brasileiro em Portugal, Melhor Atriz, no Festival de Cinema de Natal e Melhor Atriz Coadjuvante, no 39º Festival de Cinema de Brasília. Atua nos espetáculos da lusco-fusco e trabalhou com diretores como Antonio Abujamra e Zé Celso Martinez Corrêa, em Cacilda! Também em Savannah Bay, dirigida por seu pai, Rogério Sganzerla, A Melancolia de Pandora, de Steven Wasson, encenada pela companhia londrina Theatre de l'Ange Foi, e em Frank-1, de Samir Yazbek e Helio Cícero, entre outras. Em cinema atuou em mais de 15 longas metragens, entre eles:  A Moça do Calendário, Ralé e Luz nas Trevas, de Helena Ignez; Ornamento & Crime produção portuguesa dirigida por Rodrigo Areias; O Gerente, de Paulo Cesar Saraceni; Meu Nome é Dindi, de Bruno Safadi e Falsa Loura de Carlos Reichenbach.
Gregory Slivar: Formado em composição pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), local onde também começou a estudar violino e realizar pesquisas tanto em música contemporânea quanto para teatro. Atualmente é mestre pela USP, na área de sonologia. No âmbito estritamente musical seus principais interesses sempre foram pela música de vanguarda. Em seus trabalhos permeiam o uso do computador e programação como suporte composicional, abordagens alternativas para instrumentos convencionais, técnicas vocais expandidas, construção de novos instrumentos musicais, esculturas sonoras e performance musical. Nos últimos anos realizou diversos concertos em Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro, e teve suas peças executadas em vários estados do país através de rádios e eventos ligados a música contemporânea. Entretanto, sua principal pesquisa e mais abrangente área de atuação é a música ligada a cena. Sempre privilegiando a execução ao vivo, suas concepções sonoras procuram se amalgamar de maneira estrutural dentro das peças, e quando possível, estudar maneiras cênicas de inserção da figura do músico nos espetáculos e instrumentos como objetos cênicos. Teve seus trabalhos premiados em festivais nacionais de teatro e foi contemplado com o Prêmio Shell de Teatro, na categoria Música, pelo espetáculo Prometheus – A tragédia do Fogo, da Cia Balagan de Teatro.
Alexandre Brazil: Diretor de produção desde 1998, entre seus espetáculos produzidos estão Nem Princesas Nem Escravas, de Humberto Robles, e direção de Cacá Rosset; A Vida em Vermelho – Brecht e Piaf, de Aimar Labaki, direção de Bruno Perillo, Coriolano, de William Shakespeare, direção de Márcio Boaro, Isso  Não é Um Sacrifício, de Fernando Bonassi, direção de Christiane Tricerri, A Merda, de Cristian Ceresoli, direção de Christiane Tricerri, Ricardo III, de William Shakespeare, direção de Marcelo Lazzaratto, A Tempestade, de William Shakespeare, peça traduzida por Barbara Heliodora, dirigida por Marcelo Lazzaratto, entre outras.

SERVIÇO
Leitura pública dramática e lançamento do projeto Macbeth – Som e Fúria
8 de agosto, às 20h
Duração: 90 minutos
Sala Itaú Cultural
Capacidade: 224 lugares
Classificação indicativa: 16 anos
Gratuito
Distribuição de ingressos: público preferencial: 1 hora antes do espetáculo (com direito a um acompanhante, que deve retirar o ingresso ao mesmo tempo).
Público não preferencial: 1 hora antes do espetáculo (um ingresso por pessoa).

Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô
Fones: 11. 2168-1777
Acesso para pessoas com deficiência física
Ar condicionado
Estacionamento: Entrada pela Rua Leôncio de Carvalho, 108.
Se o visitante carimbar o tíquete na recepção do Itaú Cultural:
3 horas: R$ 7; 4 horas: R$ 9; 5 a 12 horas: R$ 12
Com manobrista e seguro, gratuito para bicicletas.
www.itaucultural.org.br
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