quarta-feira, 4 de julho de 2018

Rubens Marchioni e o livro Escrita criativa, por Sérgio Simka e Cida Simka

Rubens Marchioni - Foto divulgação
Rubens Marchioni, depois de estudar Filosofia e de graduar-se em Teologia pela Arquidiocese de São Paulo, tornou-se publicitário pela Universidade Metodista de São Paulo e especialista em Propaganda, pela Escola Superior de Propaganda e Marketing – ESPM. É redator, jornalista, escritor e profissional de treinamento, atividade que inclui cursos e palestras para empresas e instituições. Publicou artigos no jornal O Estado de S. Paulo e na revista Mercado Global, da Rede Globo. Autor dos livros Criatividade e redação. O que é, como se faz – Edições Loyola; Escrita criativa. Da ideia ao texto – Editora Contexto; A conquista. Um desafio para você treinar a criatividade enquanto amplia os conhecimentos – Qualitymark – e Câncer de mama. Vitória de mãos e mentes, escrito sob encomenda.

Mantém o blogue http://rubensmarchioni.wordpress.com, por meio do qual divide com o internauta a sua maneira de ver, ouvir e sentir o mundo à sua volta.

Tem mais de dez anos de estrada como professor universitário e foi eleito “Professor do Ano” no curso de pós-graduação da FAAP. Em parceria com a professora e coordenadora pedagógica Sonia Regina Porta, fundou a Eureka! Assessoria em Comunicação Escrita, cujo propósito maior é contribuir para que mais pessoas aproveitem os benefícios oferecidos pelo desenvolvimento da habilidade de falar por escrito.

Por natureza, é um intelectual. Encanta-se com o mundo das ideias. A propósito disso, envolve-se profundamente na busca pela origem, essência e destino das coisas. Bem cedo se descobriu escritor – ler e escrever o redimiu, eis por que deseja dividir sua experiência. Por essas e outras razões, gosta de ouvir música, ler, passear, estudar, procurar novas respostas para antigas perguntas, fazer caminhada, conversar, estar com a família e manter uma espiritualidade, que lhe garanta o equilíbrio no convívio com pessoas e coisas.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre seus livros, em especial o de escrita criativa.

Desde muito cedo desenvolvi uma curiosidade acentuada em torno da maneira como algumas coisas geniais acontecem. Pergunto-me qual é o processo que resulta no encontro de uma ideia, uma vez que ela não cai do céu e nem acredito que tudo depende de cabeças privilegiadas. Qual é o caminho que os grandes escritores percorrem para produzir textos que provocam minha admiração? Se fico encantado com aquele traço, perfeito, ou aquela circunferência idem, não sossego enquanto não descubro a resposta – nesse caso, eles são resultado do uso de uma régua ou compasso. Foi assim que nasceram meus livros, dessa busca, e da necessidade de passar isso pra frente, em palestras, cursos, assessoria, rodas de conversa etc. Afinal, eu vivo disso, de escrever e ensinar a escrever. Confesso que descobri muita coisa, que gosto de ensinar. E nem é tão difícil, basta apenas repertório, disciplina, um pouco de técnica, que eu ensino, e um alto nível de exigência consigo mesmo – para se dar por satisfeito com o resultado final, Ernest Hemingway, Prêmio Nobel de Literatura, reescreveu 39 vezes o último capítulo de Adeus às armas. 

Como o leitor interessado deverá proceder para saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho?

O caminho mais prático, se a gente não se encontrar em algum trabalho profissional, é por meio do meu blog - rubensmarchioni.wordpress.com -, do Linkedin, onde apareço sempre, e do Facebook.

Como analisa a questão da leitura no país?

Aparentemente, hoje as pessoas leem mais do que no passado. Mas só aparentemente. Porque hoje as leituras são mais superficiais. As redes sociais provocaram uma inundação de informações, muita gente pensa que está navegando nessas redes quando, ao contrário, está se afogando. As pessoas ficam perdidas num emaranhado de dados e aprofundam pouco. Do mesmo jeito que muita gente já não está preocupada em saber se o celular de que dispõe cumpre adequadamente a tarefa de conectar-se às outras pessoas, mas se é o último modelo, e a indústria adora saber isso, porque assim pode anular o modelo do mês passado, substituindo-o pelo do mês que vem, muitos leitores não estão preocupados em adquirir o conhecimento produzido hoje, querem apenas dar uma olhada no que vai valer para o próximo mês. Sem o hoje, porque não fincam pé no presente, e sem o que vem no futuro, porque ainda não chegou, fica-se mais ou menos com nada.  

O que tem lido ultimamente?

Nesse momento estou lendo o imperdível Confissões de um jovem romancista, de Umberto Eco. É um desses livros generosos, em que o autor parece dizer “tudo bem, eu vou ensinar como se faz”. Então ele leva o leitor para dentro da sua oficina e começa a mostrar as ferramentas que usa, a maneira como trabalha, a rotina, tudo aquilo de que a gente precisa como guia para depois caminhar sobre as próprias pernas, ao menos sabendo que se não acertar em tudo, pelo menos não vai errar tanto. Fora isso, sempre leio bons textos publicitários – a linguagem da propaganda obriga-se a ser criativa e eficaz, porque tem de vender um produto ou serviço em pouco tempo ou espaço, num contexto em que investe muito dinheiro para a veiculação de sua mensagem. Outras leituras incluem cronistas como Fernando Sabino, Otto Lara Resende, Carlos Heitor Cony, Martha Medeiros e jornalistas do nível de Lucas Mendes, apenas para citar alguns exemplos mais frequentes. 

Quais os seus próximos projetos?

Estou investindo no segmento de palestras, rodas de conversa e assessoria para estudantes e executivos, porque acredito que são formas produtivas de despertar as pessoas para lidar com temas importantes, que depois elas podem aprofundar por outros meios. Além dos cursos, em que determinados assuntos são tratados com um nível maior de detalhamento, abrangendo aspectos como conhecimento [saber], habilidade [saber fazer] e atitude [querer fazer]. Enquanto isso, sigo com o trabalho de ghost writer, escrevendo artigos e livros para pessoas que, por alguma razão, não dispõem dos meios para fazê-lo, como aconteceu com Câncer de mama. Vitória de mãos e mentes, escrito sob encomenda e publicado pela Editora Totalidade.

*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a coleção Mistério, publicada pela Editora Uirapuru.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017).
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