segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Priscila Debly e o livro Espelho, espelho meu! Qual CRUSH escolho eu?, por Sérgio Simka e Cida Simka

Priscila Debly
Fale-nos sobre você.
 
Sou natural do Mato Grosso e herdei minha descendência indígena do meu pai. Desde criança, quando morava em Londrina, sempre gostei de ler e minha mãe me presenteou com a coleção “Serelepe”, de cujos livros lia repetidamente as mesmas histórias. Já, adolescente, gostava de ficar sentada no chão da biblioteca entre as estantes, lendo obras: romances e dramaturgias, tinha uma adoração por decorar os textos teatrais, pois atuava na escola Municipal de Teatro de Londrina. Hoje, sou docente especialista em Letras pela PUC/Brasília e mestranda em Literatura Brasileira pela Universidade Federal de São Paulo, meu amor aos livros e à literatura nacional só cresce a cada dia que passa. Dedico também as minhas pesquisas escritas ao público jovem, à cultura indígena brasileira (faço parte da filosofia da meditação xamânica) e às mulheres, pois muito tenho observado o papel delas a partir do contexto social, da violência e paradigmas vivenciados por esse grupo minoritário. Sou mãe dedicada e tenho uma verdadeira paixão pela família, pela dança, pelo esporte, pelos animais e pela natureza.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre seu livro.

O livro “Espelho, espelho meu! Qual CRUSH escolho eu?” conta a história de Anabelle e do seu abandono na infância, ela encontra na dança o alívio necessário para fazer sua subconsciência falar mais alto enquanto capta o mistério da alma humana. Aos dezoito anos, se sente à flor da pele, perdidamente apaixonada por dois jovens que são capazes de despertar desejo e amor em qualquer moça. Na dúvida entre seus dois crushes, ela não consegue escolher entre o loiro de olhos azuis que conquistou uma frota de admiradoras e o dono do sorriso mais encantador que já viu, um rapaz sedutor e forte.
O verão que passou ao lado de um de seus amores ainda desperta arrepios na jovem. Anabelle se lembra de que não foi apenas o clima quente que os fez fervilhar. A lembrança dos dois corpos em ebulição, do suor escorrendo e dos peitos prestes a explodir ainda a faz sentir como se estivesse lendo um livro do qual não quer conhecer o final, parar de ler.
Hoje, sua autoestima oscila cada vez mais para baixo. Nessa jornada, ela luta por sua libertação e pelo feminismo. No livro há questões sobre: será que ela terá forças para encarar seu destino? Quem será o crush do espelho? E Anabelle será capaz de transformar a solidão da cidade grande? São interrogações que o leitor descobre com o decorrer das páginas viradas...

Fale-nos sobre seu processo de criação.

O livro começou a ser escrito, mais precisamente em 2014, com pequenos trechos de romances e cartas de amor, dos quais eu tinha o hábito de mostrar para minhas alunas e lia na sala de aula. Uma delas, e excelente aluna na época em que lecionava, Amanda Narangeira, gostou muito dos textos que eu enviava, e pediu que continuasse a escrever. Foi nesta trajetória que, depois de mandar vários contos e trechos da história do livro a ela, resolvi convidá-la para fazer pareceria comigo na escrita da 1ª obra, no ano de 2015 (coautora do 1º livro, 1ª edição, com o título: “Espelho... Espelho meu! Qual será o meu destino?”), e ganhamos neste mesmo ano o concurso na categoria juvenil pela editora Uirapuru.
O processo de criação também envolveu a pesquisa que Amanda tem sobre as mulheres vítimas de violência de todos os tipos. Assim como contou com as minhas experiências com outras jovens sobre autoestima e fases da adolescência, das quais as garotas passam por um momento difícil de amadurecimento. Neste cenário de criação vale ressaltar que busquei as experiências do cenário caótico de São Paulo, e que muito me incomoda, a desumanização das pessoas que ali vivem à mercê do seu próprio destino; assim como a solidão da cidade grande.

Como o leitor interessado deverá proceder para saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho?

Tenho um blog: prisciladebly@blogspot.com que compartilho conteúdos sobre o livro e publico meus textos, gosto de resenhar e indicações dos livros que leio.
Além disso nas redes sociais como:
Instagram: @prisciladqt
www.facebook.com/prisciladebly
E-mail: prisciladebly@gmail.com

Como analisa a questão da leitura no país?

Apesar de a leitura no país ainda estar aquém do ideal, e o retrato dos brasileiros leitores representar seu nível socioeconômico baixo, ainda temos um índice crescente entre jovens leitores, mesmo com toda a atenção voltada para tecnologia e suas redes sociais, ainda percebo que alguns livros chamam atenção deste público. São autores recentes, ou populares, nacionais e internacionais, que ganham brilho para estes jovens, gostam, geralmente, de temas relacionados à vida juvenil, ou ao mundo da fantasia. São muitos como os romances juvenis, as trilogias, sagas... etc.

O que tem lido ultimamente?


Essa semana me dediquei ao livro da chinesa Xinran: “As boas mulheres da China”. Porém eu tenho lido muito os autores nacionais, os meus colegas escritores, assim como autores nacionais sem muita popularidade. Aprecio todos os gêneros: romances, suspense, biografias, diários, ficção e fantasia etc. Não tenho um estilo único de leitura, gosto de variar de acordo com meu interesse em determinado tema.

Quais os seus próximos projetos?

Terminar o meu mestrado em Letras/Literatura Brasileira na Unifesp/SP, pois qualifico no final do ano. E finalizar o livro que estou escrevendo: “As máscaras da deusa Vênus”, um romance adulto.


*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a coleção Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017).
Compartilhe:

0 comentários:

Postar um comentário

Baixe a Revista (Clique Sobre a Capa)

baixar

E-mail: ademirpascale@gmail.com

>> Para Divulgação Literária: Clique aqui

Curta Nossa Fanpage

Siga Conexão Literatura Nas Redes Sociais:

Receba nossas novidades por e-mail (você receberá um email de confirmação):

Anuncie e Publique Conosco

Posts mais acessados da semana

SROMERO PUBLISHER

LIVRO DESTAQUE

LIVRO: TRAVESTIS BRASILEIRAS EM PORTUGAL

FUTURO! - ROBERTO FIORI

ENCONTRE UMA EDITORA PARA O SEU LIVRO

LIVRO: TRAVESSURAS DA MINHA MENINA MÁ

Passaram por aqui


Labels