quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Juliana Daglio e a antologia Postumus, por Sérgio Simka e Cida Simka

Juliana Daglio - Foto divulgação
Fale-nos sobre você.

Formada em psicologia, sou uma estudante da realidade, mas apaixonada pela ficção. Quando criança sonhava em ser libélula, o que realizei depois de adulta — não literalmente, mas escrevendo um livro sobre elas. Sou autora de O Lago Negro,  Uma Canção para a Libélula e vários contos em antologias, incluindo “Narrativas do Medo 2” e "Arquivos do Mal", além de ter organizado "Postumus - Relatos Sombrios" pela Editora Rouxinol. Lacrymosa, minha estreia no mundo do terror, será publicado em 2019 pela Bertrand Brasil.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre a antologia “Postumus”.  O que a motivou a organizá-la? Como foi o processo de seleção?

São relatos póstumos, histórias contadas por almas errantes cujos corpos estão enterrados no mesmo lugar: o cemitério São Lazaro, no Rio de Janeiro. Habitantes no solo amaldiçoado desse lugar, essas pessoas foram enterradas ali para serem esquecidas. O São Lazaro sempre foi escondido, oculto nas ruas da cidade, porque ninguém quer ouvir falar de quem foi sepultado ali. Histórias vergonhosas, trágicas e esquecidas.
Por isso eles querem voltar para contá-las. 
A Flávia, editora-chefe da Rouxinol, me fez um convite para organizar uma antologia de terror, me deixando livre para escolher o tema e a proposta. Confesso que a ideia demorou para vir. Foi minha primeira experiência como organizadora, então estava com muito medo. Por fim o insight sobre histórias póstumas veio quando eu estava viajando para a casa de uns parentes, e o pessoal começou a falar de espiritismo e cartas psicografadas. Mas eu queria algo que fugisse dessa atmosfera mais religiosa e fosse mais para o fantástico. Aí veio a pergunta: e se um bando de almas penadas, presas em um cemitério, resolvesse contar suas histórias sinistras para autores aleatórios? Teria que ser um cemitério emblemático, amaldiçoado por si só. Por isso os contos de abertura e encerramento, meio que ligam tudo e compõem a maldição do cemitério São Lazaro. 

Tem outro livro publicado? Qual? Fale-nos sobre.


Tenho disponível na Amazon para leitura em e-book meu primeiro livro "Uma Canção para a Libélula", que conta a história de uma garota vivendo uma crise depressiva. A personagem Vanessa tem muito de minha trajetória na luta contra essa doença. Através dela consegui explorar os sentimentos e as vivências de quem tem o transtorno depressivo.
E Lacrymosa, meu livro de estreia no mundo do terror, está chegando em 2019 pela Bertrand, para contar a história de uma mulher que, desde adolescente, vem fugindo da presença demoníaca em sua vida. Valery é o nome falso que adotou para sua vida falsa, mas não conseguiu se esconder por mundo tempo, por um demônio possuindo uma garotinha vem trazer a ela a notícia de que uma guerra vai começar.

Como analisa a questão da leitura no país?

A média de leitura é muito baixa no nosso país, mas o nicho e leitores só tem crescido. Eu acredito que cabe aos novos e velhos escritores se engajarem, juntos, em produzir e divulgar mais, levar mais literatura a lugares onde ela ainda não chegou. Os brasileiros precisam descobrir o mundo dentro dos livros, o alívio da literatura, e o engrandecimento que ela traz.

Como o leitor interessado deverá proceder para saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho?

Pode entrar em contato comigo via e-mail no judaglio2@gmail.com, ou me adicionar nas redes sociais procurando pelo meu nome mesmo. Estou sempre on-line e disponível para falar com vocês. Também tem todas as informações e novidades na minha página do facebook Juliana Daglio – Autora, além dos meus diários de leitura e escrita nos Stories do Instagram @judaglio2.
 
Quais os seus próximos projetos?

Estou trabalhando atualmente na revisão do meu segundo livro O Lago Negro, que será republicado de forma independente em breve. Além de estar estruturando uma novela de terror que pretendo publicar na Amazon. Também estou organizando uma nova antologia junto à Editora Lendari, pelo selo da Callenda, Um Cantinho Todo Meu. Uma coletânea só para mulheres.


*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a coleção Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017). Integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.
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Um comentário:

  1. Olá! Muito feliz em ter participado dessa entrevista. Obrigada pela oportunidade <3

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