segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Exclusivo: Romeu Tuma Jr. concede entrevista sobre o livro Assassinato de Reputações II – muito além da Lava Jato, por Sérgio Simka e Cida Simka

Romeu Tuma Jr. - Foto divulgação
Romeu Tuma Júnior é especialista em Segurança Pública e Polícia Judiciária, com vasta experiência em projetos de segurança com cidadania, que integram atuação policial, equipamentos sociais e direitos humanos. Advogado, atuou como autoridade central brasileira em inúmeros acordos de cooperação jurídica internacional em matéria penal, civil, extradição, e em questões migratórias.
Foi secretário nacional de Justiça; delegado de Classe Especial da Polícia Civil do estado de São Paulo; delegado comissionado na Polícia Federal e primeiro chefe da Interpol em São Paulo. Deputado estadual na Assembleia Legislativa paulista de 2003 a 2007, presidiu as comissões de Segurança Pública e de Defesa dos Direitos do Consumidor, além de ter sido corregedor parlamentar e vice-presidente da comissão de Administração Pública.

ENTREVISTA:

O livro Assassinato de reputações II traz relatos contundentes nunca revelados dos bastidores da Lava Jato. Você dedica a maior parte do livro a Meire Poza. Por quê?
 
Esse capítulo do livro foi mais extenso por dois motivos. Primeiro, porque houve uma decisão conjunta entre os autores e a editora em relatar os fatos narrados pela senhora Meire com o maior número de detalhes possíveis, inclusive entre aspas, evitando-se assim qualquer tipo de especulação. Outo motivo foi a conexão dos fatos com o primeiro livro (Assassinato de Reputações, um crime de Estado), especialmente com relação ao caso Celso Daniel e ao aparelhamento dos órgãos de fiscalização e repressão do Estado.

Depois que o livro foi publicado, você sofreu/tem sofrido ameaças? Se sim, de que tipo?


Desde a publicação do primeiro livro eu sofri vários tipos de constrangimentos e ameaças. Desde atentado a tiros em minha residência, até uma vergonhosa tentativa de intimidação por parte do Governo via PF, com uma pseudocondução coercitiva sem ordem judicial e sem Inquérito, a pretexto de me ouvir a respeito das denúncias do livro, fato que acarretou em ato público de desagravo por parte da seccional da OAB/SP.

Como tem sido a receptividade da obra?

Excelente.

Com a publicação desse livro, você acredita que a maioria das pessoas começou a enxergar os assuntos nele abordados sob uma nova perspectiva?


Sem dúvida. Os próprios leitores fazem relatos nesse sentido. As pessoas estavam acostumadas a consumir as informações do ponto de vista de quem as divulgava, e nós mudamos esse paradigma com informações íntegras, inéditas e sem omissões ou segmentações. Veja a questão do BNDES, por exemplo, relatamos fatos que até hoje surpreendem.

Acredita que o futuro ministro da Justiça e Segurança Sérgio Moro poderá reavaliar a atuação da Polícia Federal diante do que você apresenta de modo indiscutível no livro? Poderá sugerir novas investigações ou abertura de novos processos?

Eu espero que sim. Ele ao menos terá todas as condições para isso. É um técnico, conhece os assuntos, e pelo que temos visto, o presidente eleito Jair Bolsonaro dará todas as garantias para que as Instituições sejam de Estado, não mais aparatos de governo.

Acredita que a facção criminosa apontada por você está com os dias contados?

Acredito piamente, mas não se pode descuidar.

Com a publicação da obra, você acredita que a Justiça triunfará, afinal?

Se alterarmos algumas legislações, em especial sobre a possibilidade de se agilizar o corte do fluxo financeiro das organizações criminosas, creio que sim.

É verdade que seu primeiro livro vai virar filme?

Sim, existem algumas empresas interessadas nisso. Uma delas tem a opção para comprar esse direito, e outras só estão no aguardo. Mas creio que o filme sai sim.

Quais os seus próximos projetos?

Temos alguns em pauta. Posso adiantar que para 2019 devemos lançar um 3º livro sobre os caminhos para nossa sociedade em consonância com os dois primeiros.

Uma palavra final aos que estão lendo essa entrevista.

Primeiro agradecer o carinho e a confiança. Agradecer também o fato de termos ajudado a sociedade a despertar com relação ao exercício de sua cidadania no sentido de cobrar dos políticos e governantes uma efetiva prestação de contas e o fato de se buscar novas fontes de informação. Que esse novo caminho só prospere.

OBS.: O livro está à venda no site da editora:
https://www.matrixeditora.com.br/nao-ficcao/politica-e-historia/assassinato-de-reputacoes-ii-muito-alem-da-lava-jato


*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a coleção Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017). Integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.

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