segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Prêmio da Biblioteca Nacional e Programa Nacional do Livro Didático escolhem Porco de casa cachorro é

Foto divulgação
Com livros já selecionados para o catálogo de Bolonha e premiados pela FNLIJ, Mirna Brasil Portella ambienta a história do menino Odorico no Norte do país, reforçando a brasilidade como marca do seu trabalho de escritora e ilustradora

Chegar a um grande e inimaginável número de leitores em 2019. O sonho virou realidade para a escritora e ilustradora Mirna Brasil Portella, que em um mês teve três notícias de abrir "sorrisão de lua".

Porco de casa cachorro é, a história do menino Odorico e do seu porco de estimação Curico, venceu o 2º lugar no prêmio Sylvia Orthof da Biblioteca Nacional 2018, foi adotado por um dos maiores clubes de livros para crianças do país, o Leiturinha, e  ainda teve uma venda considerável de exemplares para o governo pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). "Esse porco tem asa. É uma felicidade atrás da outra", comemora Mirna, que também ilustrou o livro.

Assim como as obras anteriores da escritora, Porco de casa cachorro é (Escrita Fina/Grupo Editorial Zit) tem a brasilidade como uma marca forte, sendo ambientado no Norte do país, lugar de chuva quente no fim do dia, suco de caju, rio pra pescar e sopa de inhame servida para as senhorinhas depois da missa de domingo. Filha de um médico pernambucano e de uma dona de casa acreana, Mirna nasceu no Rio de Janeiro, mas morou até os 10 anos em Rio Branco, no Acre, para onde se mudou ainda pequena.

Antes de criar a história do menino Odorico, Mirna lançou Do Mar em 2014, também pela Escrita Fina, selecionado para o Catálogo de Autores Brasileiros da Feira do Livro de Bolonha e premiado com o selo Altamente Recomendável 2015 da FNLIJ – Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. O livro conta a história da menina Maria do Mar, que vive numa aldeia de pescadores. Enquanto o pai sai de barco para pescar e fica muito tempo fora de casa, ela sonha com o dia em que também vai partir e conhecer o mundo. O livro nasceu da música homônima composta pela própria Mirna em homenagem ao centenário de Dorival Caymmi.

"Componho desde os nove anos. A música me levou para a literatura", conta ela, que, em 2013, deu vida a um desejo que alimentava desde que foi mãe: produzir um CD com marchinhas para que a criançada pudesse conhecer a riqueza musical brasileira. Mirna não só realizou o que queria, como reuniu Mart´nália, Chico Buarque, Martinho da Vila, Maria Rita e outros grandes nomes da música brasileira para a gravação do CD que acompanha o songbook. Carnavalança (Escrita Fina/Biscoito Fino). Nessa obra, ela conta uma breve história do Carnaval para as crianças e ilustra, com 34 aquarelas, as letras e partituras das tradicionais canções da folia.

Os outros livros de Mirna categorizados para crianças e lançados no mercado são: Chuá! Chuá! Gota d'água, céu e mar (2011), adquirido pela Petrobras para o evento Rio + 20; Fra, fre, fri, fro, fruta! (2012), que fala de frutas brasileiras e da infância no Acre, e A viagem da Chama Olímpica (Galocha, 2016).

Aos 34 anos, a advocacia pela literatura

Mirna largou a advocacia aos 34 anos para se dedicar à literatura. "Foi um movimento corajoso. Fui atrás do Ziraldo para pedir ajuda... Essa história é ótima! Dez anos depois, começo a colher frutos", comemora.

Escritora, roteirista e pesquisadora de literatura para crianças desde 2001, ela é especializada em Formação do Leitor. Ministra palestras sobre a importância da leitura na constituição do sujeito a partir da primeira infância, e trabalha com formação do leitor direcionada para professores e alunos nas escolas Os Batutinhas e Eleva, no Rio de Janeiro.

Escreveu livros para o Laboratório Inteligência de Vida (LIV), importante programa de desenvolvimento de habilidades socioemocionais do Grupo Eleva. Criadora da Casa Amarela - cenário do LIV para a educação infantil – e de seus personagens, Mirna é autora de Lupe e a Casa Amarela, Mel e o Livro Dourado e Juno, um passo fora do Oco, além do livro Meu amigo Rex, meu amigo Neko.

Também publicou contos nas coletâneas Vou te Contar – 20 histórias ao som de Tom Jobim (Rocco, 2014), Manual Literário para amar os homens (Oito e meio, 2014); Cada um por si e Deus contra todos (Tinta Negra, 2016).

Como produtora cultural, idealizou e produziu a Exposição Patrimônio Imaterial Brasileiro – A cultura viva dos povos, apresentada na Caixa Cultural Rio de Janeiro, Fortaleza, Salvador, Recife, Brasília, São Paulo e Casa Brasil, nas Olimpíadas RJ.
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