segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Eliane Velasco e o projeto Conversando com os autores, por Sérgio Simka e Cida Simka

Fale-nos sobre você.

Sou Eliane Velasco. Bacharel em Fisioterapia - 1994, com especialização em Geriatria e Gerontologia, Esporte Adaptado e Envelhecimento Saudável. Pós-graduada em Psicopedagogia e mestre em Semiótica e Educação.
Professora universitária desde 1997, integrei o Comitê de Ética do Centro Universitário da São Camilo, fui supervisora de estágios na Unicapital, Uniban e UniABC. Participei da capacitação em cursos do SENAC e fiz parte do Comitê de Ética da Anhanguera.
Integrei a equipe de pós-graduação e MBI em Gestão de Pessoas e Ética Profissional na Anhanguera SBC e de Neuropsicopedagogia na Censupeg .
Participei do Projeto Teia do Saber na FAENAC e da Capacitação de PEB I e II junto à APEOESP.
Hoje leciono na Faculdade Mauá nas áreas de Inclusão, Gestão e Currículo e na pós- graduação de neurociências moderna. Faço parte da equipe da pós-graduação de neuropsicopedagogia em neurocognição, neurociências e problemas de aprendizagem na UNISED, envelhecimento saudável no Clube Atlético Aramaçan e alterações posturais e doenças psicossomáticas no Instituto Claudia Molla.

ENTREVISTA:

Você é docente na Faculdade de Mauá (FAMA). Como analisa a questão do professor universitário hoje no Brasil?


Sempre me pergunto se o professor universitário é um herói ou vilão... Entre tantas tarefas cotidianas me vejo como malabarista, sacerdotisa, psicóloga, madrasta, guru ou, simplificando, mediadora.
Não acredito que temos o poder de passar o conhecimento. O que fazemos é provocar um “encantamento” através da paixão por ensinar. As salas são heterogêneas, valorizo essa diversidade.
Ser professor universitário no Brasil é acreditar, usando a analogia, que somos agricultores. Plantamos a semente, acreditamos que o solo será fértil e que ela vai brotar. Observamos, tiramos ervas daninhas, protegemos e damos sempre uma espiadinha. O que não nos cabe, tentamos fazer também... É rezar para que chova e faça sol, mas que o tempo proteja nossas sementes.
Quando há apoio dos gestores, da motivação e de uma avaliação que nos impulsiona fica mais fácil. Eu recebo esse feedback e não me arrependo da escolha que fiz.
Fale-nos sobre o projeto Conversando com os autores. O que a motivou a fazê-lo?

Temos teóricos que fizeram muito pela educação. Cada um com sua filosofia, teoria e metodologia. Contribuíram para que pudéssemos estar onde estamos e acreditar que cada educando, com suas dificuldades e medos, pudesse chegar à superação.
É uma colcha de retalhos... Nosso papel é ler, nos encantar e alinhavar. Não acredito que tenha um único método que seja eficiente e supra todos os outros.
Os autores escolhidos, começando por Paulo Freire, em algum momento, nos mostraram que a educação é contínua e que ultrapassa os muros da escola.
Como são teóricos renomados, o projeto pretende trazer sua vida, obra e principais conceitos que são destaque em concursos e em diversos encontros que tangem a educação.
Minha proposta, juntamente com o jornalista Carlos Magno Araújo, que é quem cuida da organização e da comunicação do projeto, é contar um pouco do que é exigido dos nossos educadores, mas também mostrar que não estamos sozinhos nessa crença de que a educação é libertadora. O objetivo do projeto é, com algum conhecimento que adquiri ao longo da minha jornada, auxiliar nossos alunos a se prepararem para concursos nessa área. Por isso a ideia é abordar, a princípio, os autores considerados essenciais e o legado deles para a Educação.

Como analisa a questão da leitura no país?


Nossa geração tem a praticidade das redes sociais e da mídia. Não sou contra, mas é uma “zona de conforto”. Nada substitui o abrir de um livro, devorar suas páginas e refletir sobre uma obra.
Acho que estamos lendo pouco e isso traz uma superficialidade no quesito de ir a fundo a determinado tema. Ler um livro é viajar junto com o protagonista, aguçar os cinco sentidos e trilhar com o autor este caminho.
Precisamos devolver às pessoas essa arte.


*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a Série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Organizador dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.
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