quinta-feira, 28 de março de 2019

Adilson Lima e o seu trabalho como ilustrador, por Sérgio Simka e Cida Simka

Fale-nos sobre você.

Nasci na cidade de São Paulo e quando eu ainda era criança minha família se estabeleceu no ABC. Muito cedo tive contato com a arte. Aos nove anos de idade fazia parte da Banda Lira Musical de Diadema e dançava balé clássico. Aos 11 já trabalhava como contínuo (uma espécie de office boy) no Banco da Koreia na Av. Paulista. De lá para cá nunca mais parei de trabalhar. Nessa época a minha paixão pela música aumentou e comecei a aprender violão e flauta doce sozinho. Sou arte-educador por formação acadêmica, músico e funcionário público concursado na Prefeitura Municipal de Santo André como agente cultural. Durante muitos anos ministrei aulas e oficinas de desenho e história em quadrinhos em espaços públicos (Prefeituras de São Bernardo do Campo e Santo André), escolas de desenho (ASBBA – Associação São-Bernardense de Belas Artes e ESA – Escola Studio de Artes) e SESC.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre seu trabalho como ilustrador. Quando começou a desenhar? Teve alguma influênc
ia?

Comecei a desenhar bem cedo. Muito antes de ser alfabetizado. Lembro que "rabiscava" em qualquer folha de papel que me caísse à mão, como as folhas de seda que embrulhavam os pães (bengala) ou mesmo aquelas folhas azuis ou rosa em que a carne vinha embrulhada do açougue. Um dia vi o desenho de um leãozinho em uma velha embalagem de balinhas de goma que estava jogada no chão. Copiei aquele desenho só observando. Tinha talvez uns cinco anos de idade e minha mãe saiu correndo para mostrar aos vizinhos. Percebi que todos ficaram impressionados, mas não entendia o porquê de tanto barulho. Era só um desenho e para mim deveria ser algo natural. Ainda lembro como desenhar aquele leãozinho, pois nunca mais me saiu da mente. Tenho ainda um livro que ganhei de minha mãe que talvez tenha sido o pontapé inicial para eu desejar tornar-me um desenhista profissional: Como Desenhar Figuras Cômicas e Bichos de Ayton Thomaz. Através desse livro que eu tive conhecimento pela primeira vez das etapas de construção de um desenho, da  tinta nanquim, do pincel e da pena de desenho. Ademais, todos os desenhos animados a que eu assistia quando garoto eu tentava desenhar. Eles foram a maior influência na minha formação como desenhista. Nunca tive a oportunidade de estudar desenho, então acabei absorvendo quase todos os estilos. Principalmente os de Walter Lantz (Pica-pau), Metro Goldwin Mayers (Tom & Jerry), Hanna-Barbera (todos) e Disney (todos). Já adulto me deparei com a arte de mestres como Al Capp e Will Eisner, o que ajudou bastante na minha formação. Pude conviver e aprender muito com os saudosos mestres brasileiros Álvaro de Moya (meu mentor), Eugênio Colonnese e Rodolfo Zalla. Também conheci Paolo Serpieri (Drunna), Quino (Mafalda), Jim Davis (Garfield) e estudei com Ivo Milazzo (Ken Parker).


Tem alguma participação em livro etc.?

Meu primeiro trabalho como ilustrador foi para o jornal Country Express em 1991, informativo de um programa de country music da Imprensa FM que durou apenas duas edições. Criei para eles a tira Railroad Bob. Era um personagem trapalhão que trabalhava em uma ferrovia. Desde então fiz cartazes, criei bonecos propaganda, logotipos, quadrinhos eróticos etc. Isso aliado a outras atividades como a música e meu emprego diário. Ao lado de Eugênio Colonnese participei de revistas da Editora Escala e Ópera Graphica. Ilustrei as revistas O Casamento da Dona Baratinha e Aladim (Editora Minuano) e fui arte-finalista das revistas O Pequeno Ninja (Cristal Editora e Editora On-Line respectivamente) e O Reino Encantado das Princesas (Editora On-Line). Internacionalmente como Art Ramos (pseudônimo) participei de exposição de pin-ups na Espanha e Bélgica com minha personagem Lily Fontaine, uma história em quadrinhos que se passa na França por volta de 1889.

Quem quiser conhecer seu trabalho, como se deve proceder?


Tenho muita influência das histórias em quadrinhos, principalmente europeias. Atualmente desenvolvo histórias de western e ilustrações de pin-ups. Tenho uma página no Instagram (@art.ramos_) e Facebook (www.facebook.com/art.ramos.lima). Quem quiser me contatar pode mandar-me uma mensagem no e-mail adilsoncomics@yahoo.com.


*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a Série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Organizador dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.
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