sábado, 23 de março de 2019

Eunice Maciel e o livro Perdidos na mina, por Sérgio Simka e Cida Simka

Eunice Maciel - Foto divulgação
Fale-nos sobre você.

Meu nome é Eunice Antunes Maciel - Eunice Maciel, para simplificar. Um dia já fui Sertã, hoje não sou mais, mas esta é outra história.
Economista de formação e escritora de coração, comecei a escrever tarde, em 2009, incentivada pelas minhas filhas que sempre gostaram das minhas histórias.  Publiquei “Perigo na ilha”, e não parei mais. Logo vieram o “Perdidos na mina”, em 2011, “Um ano difícil”, três anos depois, e o “Cuidado! Onça!!” em 2016. Estou escrevendo mais uma aventura da Aninha e sua turma, ainda sem título, e meu primeiro romance adulto está sendo revisado.
Gosto de ir às escolas conversar com os alunos sobre a importância e as vantagens de ler e não me canso de repetir: "Leiam! Escrevam!! Experimentem!!!"

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre o livro Perdidos na mina.

Escrevo sobre lugares onde já estive, e para onde acabo levando meus personagens. 
Certa vez fiz uma viagem ao interior de Minas Gerais e visitei a Mina da Passagem, uma antiga mina de ouro perto de Mariana. Me encantei com a visita, fiquei imaginando como seria me perder lá dentro e resolvi levar Aninha, Pedro, Chico e Luisa para ver como eles se sairiam dessa!  
Busquei trazer para a aventura informações sobre a exploração do ouro no Brasil colônia e, desta forma, um pouco da história da nossa terra.  Fiquei feliz com o resultado, adoro este livro!

Fale-nos sobre seus outros livros.

O Perigo na Ilha é ambientado na Ilha Grande, na baía de Angra dos Reis, um dos lugares mais lindos em que estive. Os quatro amigos saem para um passeio de lancha e o mau tempo impede o grupo  de deixar a ilha e voltar ao continente. O pai da Aninha, único adulto do grupo, é capturado por bandidos, e os jovens, sem opção, acabam tendo que aceitar a ajuda de um habitante do lugar, um velho hermitão “mais bicho do que gente”, possuidor de um segredo terrível... 

Quanto ao "Cuidado! Onça!!", certa vez, chegando a Campos de Jordão, fui avisada para não sair de casa à noite, pois uma onça andava à solta na cidade. Como?? Uma onça? Achei que fosse brincadeira, mas depois soube que era verdade. Um cavalo tinha sido encontrado morto e desfigurado, e por perto havia pegadas de um felino de grande porte. Checando na internet, vi as imagens de uma onça flagrada por uma câmera de trânsito, andando na madrugada em pleno centro de Campos do Jordão.
No dia seguinte, caminhando por uma trilha ao entardecer, com pouca luz e em meio às sombras, ouvi um barulho ao meu lado, achei que fosse um bicho e desandei a correr. O susto foi grande e daí surgiu a história!

Em "Um ano difícil" Aninha, acostumada a ser a queridinha em sala de aula, tem que lidar com a chegada da Cacá, a nova aluna, linda e estilosa, que rouba as atenções da turma.  A forma como Aninha passa a se comportar faz com que ela vá aos poucos perdendo seus amigos, sua autoestima e até seu namorado. Um acontecimento inesperado faz com que ela caia em si e veja que o problema não está nos outros, mas nela mesma, e que terá que agir imediatamente se quiser reverter a situação.

Como vê o mercado de livros infantojuvenis atualmente?

Vivo uma realidade diferente da maioria das pessoas e, sendo assim, tenho acesso a lindos lançamentos e a excelentes autores, o que me leva a acreditar que existe uma grande demanda para este segmento. Mas, infelizmente, leio que a realidade é outra, sei que editoras e livrarias lutam para sobreviver e, eu mesma, sei como é difícil vender. Aposto num novo caminho, que é o mercado digital. Jovens têm, cada vez mais, acesso a ele e, ao contrário do que pensei inicialmente - que a internet mataria a leitura -, vejo que a internet tem aproximado o leitor dos livros, digitais e mesmo físicos. Um exemplo é o trabalho que vocês fazem de divulgar livros e estimular a leitura através de um site. 

Como analisa a questão da leitura no país?

Todos sabemos o quanto ler é importante e vejo reportagens e campanhas de incentivo à leitura aqui e ali. Mas, infelizmente, falta muito para que seja criado o hábito da leitura nas nossas crianças. Ainda assim, sou otimista por natureza, e faço a minha parte. Vou às escolas, converso com os jovens e os incentivo a ler e a escrever mais, e sempre me surpreendo com a receptividade da garotada. Na realidade, existem dois países Brasil convivendo lado a lado. O que acabei de descrever, do qual participo, e um outro onde, além de levar os livros, ainda temos que ensinar a ler... 

Qual a dica que pode dar para quem deseja ser escritor?

Leia, leia, leia muito e escreva, escreva, escreva muito. Acredite que é possível. Peça uma opinião honesta dos professores, amigos e familiares. Use as plataformas de escrita disponíveis. Tenha seu blog. Inscreva seu trabalho em concursos. Não esmoreça e... boa sorte!!

Quais são os seus próximos projetos?

Sigo escrevendo e quero finalizar e publicar este ano uma nova aventura da Aninha e sua turma. Fechei uma parceria com uma roteirista para fazer o roteiro de um dos livros e transformá-lo em filme. Além disso, estou revisando meu primeiro romance adulto. O problema é que cada vez que eu o leio acrescento alguma coisa...  
Este ano começo uma pós-graduação em Mediação, que não tem nada a ver com a escrita e vai tomar muito do meu tempo. Vou ter que me desdobrar para conseguir fazer tudo o que quero, mas vou conseguir! 



*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a Série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Organizador dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.
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Um comentário:

  1. Grata por esse belo trabalho de compartilhar informações relevantes sobre o mercado literário e obras da autora. Ótima entrevista!

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