sábado, 2 de março de 2019

Keli Braz e o livro “Relatos Inconfessáveis”, por Sérgio Simka e Cida Simka

Keli Braz - Foto divulgação
Keli Braz cursou Comércio Exterior na Universidade Metodista de São Paulo, graduou-se em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires e atualmente cursa Pedagogia na Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo).
Professora de Ensino Fundamental II e Médio, na Rede Pública Estadual de São Paulo, das disciplinas de Português e Inglês.
Membro do Núcleo de Escritores do Grande ABC desde 2017. Autora do livro A cegueira da visão (Giostri, 2012). Participou de três antologias: Uma viagem pra Pasárgada (Litteris, 2009), De Pessoa pra Pessoa (Litteris, 2010) e a terceira, UMA NOITE NO CASTELO – Contos mal-assombrados (Selo Jovem, 2019), que se encontra em fase de pré-venda na editora.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre o livro "Relatos Inconfessáveis". O que a levou a idealizá-lo?


A ideia de escrever este livro surgiu devido aos inúmeros relatos pessoais que ouço diariamente em minha profissão de professora.
Muitas meninas e meninos, mas principalmente as meninas, têm pouca liberdade, infelizmente, para conversar com seus pais sobre assuntos diversos: dúvidas sobre sexo, inseguranças em relacionamentos pessoais, complexos sobre aparência física, escolha de carreira, entre outras angústias comuns aos adolescentes. Os motivos dessa falta de intimidade entre pais e filhos vão desde intolerância religiosa e excesso de trabalho, à falta de estrutura familiar e problemas sociais, no entanto, no livro, não abordarei essas questões.
São tantos relatos ouvidos ao longo de minha carreira no magistério como desabafo de alunos e colegas e, nessa obra, eles estão reunidos. Alguns foram narrados em primeira pessoa e outros, em terceira, pois tratava-se da história de um “amigo”. Talvez fosse o relato da própria pessoa, quem pode saber?  Há também histórias de desconhecidos, pois inseri em minha página pessoal do Facebook, no dia 16 de janeiro de 2018, um convite ao desabafo.
Recebi 65 curtidas e uns poucos comentários curiosos.
Criei uma conta de e-mail relatosinconfessaveis@gmail.com e divulguei a senha, para que a pessoa entrasse como usuário dessa conta e enviasse-me o relato. Dessa forma o remetente não poderia ser identificado. Um tiro no escuro sem nenhuma pretensão, mas que para minha surpresa, funcionou! O anonimato libertou essas pessoas do cárcere da identidade e encorajou-as a dividir comigo suas verdades nunca reveladas. Assim que eu as recebia, excluía da caixa de entrada para que os próximos a enviar não pudessem ler antecipadamente, já que a senha foi divulgada. Fiz apenas as correções sintáticas e ortográficas, não os reescrevi em terceira pessoa como eu pretendia, pois achei que muito se perderia. Mantive, portanto, o foco narrativo.
Apareceu de tudo: voyeurismo, cleptomania, sentimento homicida, abuso, adultério, erotismo, amores platônicos, repressão de orientação sexual... Será que você está aqui nessas páginas? Ninguém nunca saberá!

Quantos textos já foram apresentados?

Estão reunidos 20 textos, entre relatos que busquei na memória e aqueles que recebi após a publicação no Facebook. Alguns ainda estão em processo de reescrita, pois são contos eróticos e a escrita, da forma como os recebi, está incompatível com o padrão que pensei para o livro. Se as alterações que realizarei não descaracterizarem o texto, eles permanecerão, caso contrário, pensarei em um próximo livro para incluí-los.

Como se dá a forma de participação?

Como já citado anteriormente nessa entrevista, a participação se deu de duas formas: relatos orais, narrados em conversas informais como experiências pessoais, ou de terceiros, e confissões recebidas por e-mail depois da proposta apresentada no Facebook.
 
Ainda é possível participar?

Sim, basta entrar na conta: relatosinconfessaveis@gmail.com, com a senha relatos2018 e enviar sua confissão secreta para kelibrazloro@gmail.com. Ao entrar na conta relatosinconfessaveis com a senha de usuário, o remetente não pode ser identificado, preservando, desta forma, o anonimato. Um dos relatos que recebi por e-mail, continha a seguinte frase: “essa é a primeira oportunidade que tive de contar esse segredo a alguém, no entanto, não é o relato que é inconfessável, é a identidade. Obrigado por oferecer-me o anonimato. Cometer delitos anonimamente é muito bom, confessá-los secretamente é sensacional”.
E então?? Tem algo para contar? Conte-me tudo, vou adorar ouvir!!!


*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a Série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Organizador dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.
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