sexta-feira, 8 de março de 2019

Lyon Sprague de Camp e o conto “O Olho de Tandyla”

Lyon Sprague de Camp - Foto divulgação
*Por Roberto Fiori

Um dia... tantos anos atrás, que depois disso montanhas já se levantaram, com cidades a seu redor...”

Assim começa a história de “O Olho de Tandyla”, do escritor L. Sprague de Camp que, entre outros textos, foi consultor técnico para o filme “Conan, o Destruidor”, com Arnold Schwartzenegger como Conan.

A história se passa da seguinte maneira:

Derezong Taash, bruxo do rei Vuar, o Caprichoso, vivia em sua corte cercado de luxos incomuns, como o de ter amantes a uma simples ordem, e de ter à sua disposição uma biblioteca suntuosa de obras de magia e feitiçaria. 

Um dia, o rei mandou chamá-lo. Em seus aposentos, numa mesa baixa, havia uma travessa de prata com a cabeça de seu Ministro do Comércio. O motivo: este afirmara que não se podia comprar a joia do terceiro Olho de Tandyla, deusa cuja estátua com as joias que compunham seus olhos ficava em Lotor. Assim, Vuar, em um acesso de fúria, cortara a cabeça do pobre homem. Não se podia tomar o Olho à força, isso resultaria em uma guerra com os lotorianos, o que estava fora dos planos do rei Vuar. Então, sobrara uma única alternativa: o bruxo Derezong Taash estava incumbido de roubar a joia. Somente ela poderia aplacar a vontade de Ilepro, a mulher do rei.

Vinte e três tentativas haviam sido tentadas para surrupiar o Olho de Tandyla. Nenhuma dera resultado e as consequências foram muitíssimo desagradáveis para os ladrões. Assim, Derezong Taash, acompanhado de seu assistente, Zhamel Seh, partiram para o templo da deusa Tandyla disfarçados de mercadores de Parsk. No hotel onde estavam hospedados, o mago e Zhamel haviam traçado uma linha de “pó-syr” — comprado com barras de ouro do rei Vuar — ao redor de onde pisavam. Derezong recitou o Encantamento dos Nove e os dois foram lançados ao chão, vestidos de mercadores de Parsk e com brincos nas orelhas.

Após passarem pelo deserto de Reshape e pelas Florestas de Antro, ambos lugares perigosos e mortais, chegaram às terríveis colinas de Lotor. E lá, o mago traçou um pentagrama no chão, dentro do qual ele e seu assistente entraram, para invocar o temível Feranzot, demônio invocado pelo Encantamento de Br’Tong. Se o mago deixasse uma parte do pentagrama aberto, como temia Zhamel Seh, tudo estaria perdido.

Feranzot surgiu e informou, depois de ser pedido que roubasse o Olho de Tandyla para o mago, que não poderia fazê-lo. Os sacerdotes da deusa Tandyla haviam traçado ao redor do templo um círculo protetor tão poderoso que somente o grande demônio Tr’lang seria capaz de cruzá-lo. E, em volta da estátua da deusa Tandyla, fora posta uma aura de tamanha malignidade, que nem Feranzot, nem Tr’lang, nem qualquer outro ente diabólico poderia rompê-la, no plano terrestre.

Feranzot retornou, então, a seu plano existencial. O mago e seu assistente cavalgaram, até chegarem em uma ponte suspensa de cordas e traves de madeira sobre um precipício. Além, a trilha seguia colina acima. A estrada chegava a uma fenda em um desfiladeiro, que dava em uma série de degraus de pedra, chegando ao templo da deusa Tandyla. O plano era simples: entrariam no templo, Derenzot usaria seu “pó-syr” e entoaria o Encantamento de Ansuan. Teria um sósia mágico idêntico a ele. O mago escalou, assim, a grade que separava a parte do templo da imponente deusa Tandyla, esculpida em basalto, enquanto Zhamel saía com a réplica do mago pela porta de entrada. 

Derenzot escalou com dificuldade a parte traseira da estátua, apoiando-se com os pés na parede que Tandyla quase tocava, e alçou-se com as mãos, apoiadas na estátua. Com um pé-de-cabra de bronze que trouxera, forçou aos poucos a joia e foi puxando-a com uma mão, à medida em que a tirava da pupila da deusa. Conseguiu, mas a alavanca caiu com um tinido agudo no chão mais abaixo.

Derenzot enfrentou dois guardas, exímios espadachins, que barravam sua saída. E venceu-os facilmente, sem encostar neles com a espada. Saindo do templo, não avistou seu assistente, nem seu sósia, apenas os cavalos, que pastavam na grama, presos ao chão. O mago detestava a ideia de perder Zhamel Seh, mas odiava a ideia de ter sua cabeça cortada, se não chegasse aos reinos do rei Vuar sem a joia. Então, subiu em uma das montarias e partiu. No caminho, pensou. A fuga do templo fora demasiado fácil, um dos guardas havia caído sem ser tocado pela espada de Derenzot. O outro fugira. Ninguém ouvira, quando o pé-de-cabra fizera um barulho alto, ao cair de cima da estátua. Parecia que queriam que ele levasse a pedra, que decerto estaria amaldiçoada.

No caminho, Derenzot desmontou e segurou a joia. Pousou-a no chão e afastou-se alguns metros. A pedra se moveu para seu pé. O mago colocou-a no solo, cercada de terra. O Olho de Tandyla passou pela proteção de terra e acercou-se dos pés do mago. Este enterrou-a e colocou uma pedra pesada por cima. De novo, a joia saiu de sua prisão e veio para Derenzot. Ele levantou uma pedra e abaixou-a para quebrar a joia em pedaços. Esta fez levantar uma nuvem de pedras pequenas, que cegou e machucou as mãos do feiticeiro. Então, Derenzot, com raiva, lançou o Olho desfiladeiro abaixo, ao que foi surpreendido, quando a joia descreveu um arco e veio parar na mão que a tinha lançado.

Os sacerdotes de Tandyla haviam colocado na pedra, além do feitiço de perseguição, o Encantamento de Duzhateng, que fazia com que qualquer tentativa de destruir a joia redundasse em prejuízo para o próprio agressor. Desfazer este Encantamento exigia que o mago conseguisse uma série de substâncias realmente muito estranhas e repelentes. O único modo de se livrar dos feitiços seria devolver a joia à estátua. 

Com o cavalo em disparada, pronto para romper o cerco duplo que os guardas do templo armaram ao redor da entrada, Derenzot atiçou seu cavalo. Chegando perto da fileira de lanças, espadas e escudos de couro de mamute, que formavam a linha dupla defensiva, o mago refreou o cavalo a milímetros da lança mais próxima. E viu seu assistente, vestido de guarda, atrás da linha dupla de defesa. Atirou a pedra para ele, gritando para que a colocasse de volta na órbita da estátua. O que ocorreu foi que Zhamel Seh havia tomado o hábito de um dos sacerdotes, que se confrontara com ele após Seh ter se infiltrado dentro do templo, e quebrara o pescoço. Houve uma confusão de guardas e sacerdotes indo de um lado para o outro, gritando, correndo. Simplesmente não sabiam o que fazer. Haviam recebido uma ordem simples de manter Derenzot afastado do templo e não esperavam a manobra do mago. Então, Zhamel colocara o Olho no seu lugar e viera, com uma lança conseguida na armoaria do templo, de encontro aos guardas da entrada. Catapultou-se sobre a dupla fileira e caíra ao ar livre. 

Içou-se para o cavalo do mago e ambos iniciaram a viagem de volta. Cortaram as cordas de sustentação da ponte suspensa, depois de atravessá-la, impedindo a única saída do desfiladeiro pelo precipício. Não havia nada a fazer, senão tentar roubar outra joia, para satisfazer o rei Vuar. Uma que fosse idêntica ao Olho de Tandyla. Antes, os dois homens haviam conseguido informações valiosas sobre o Olho, na cidade de Bienkar, pelo amigo do mago, o lapidário Goshap Tuzh. Agora, este lhes falava sobre uma safira do tamanho do punho fechado de um homem, da mesma cor que o Olho, mas que refletia seis e não sete raios de luz, como ocorria com o Olho. Além disso, o Olho de Tandyla possuía as mais poderosas forças antidemoníacas em sua essência, coisa que a safira não apresentava.

Enganando os dois guardas que guardavam a safira do rei Daiol, que empenhara a safira do templo de Kelk para salvar seu reino da miséria, o mago e seu assistente conseguiram a safira. Disfarçaram-se, por magia, de atlanteanos e utilizaram subterfúgios para tal.

De volta a Lezohtr, o reino do rei Vuar, Derenzot foi chamado aos aposentos do rei. O mago entregou-lhe a joia falsa, que o rei apreciou como se fosse o próprio Olho de Tandyla. Ilepro, sua mulher, também pensando que a safira fosse o Olho, invocou em língua lotoriana o demônio Tr’lang. Ele surgiu, em meio a um redemoinho gelado. Ilepro apontou para o rei, enquanto empunhava a joia em sua frente, como defesa. Tr’lang avançou sobre Ilepro e dela ouviu-se um grito lancinante. Seus gritos continuaram, como que decrescendo com a distância, como se Tr’lang a estivesse arrastando para longe, para a escuridão que se seguiu.

Haviam quatro lotorianas, que acompanhavam Ilepro. Elas eram, na realidade, robustos homens lotorianos, bem barbeados e vestidos com panos que disfarçavam seus corpos, podendo ser confundidos com mulheres. Armaram-se com espadas, retirando-as dos aposentos do rei. Um deles falou em lotoriano para que levassem o mago e o rei Vuar vivos, que garantiriam a sua fuga. Nisso, Zhamel Seh entrou de surpresa na sala, trazendo várias espadas. Jogou uma delas para o rei e outra para o mago. Travou-se luta intensa. Quase entregando os pontos, de tão exausto que estava, Derenzot atirou sua espada sobre uma lamparina, que iluminava o ambiente. Na escuridão, o mago passou pelos lotorianos com quem lutava e apanhou sua espada. Tomou a trompa do rei Zynah, presa à parede, e soprou duas vezes. O barulho ribombou e logo soldados do rei Vuar entraram nos aposentos dele. 

O líder dos lotorianos era Paanuvel, o verdadeiro marido de Ilepro. Os outros três eram membros da corte do irmão de Ilepro, Konesp, o Chefe Supremo de Lotor. Como Konesp não tinha filhos, planejou que o reino de Vuar e o de Lotor ficassem submetidos a uma só pessoa, o filho de Paanuvel, Pendetr. O mago Derenzot deveria roubar o Olho de Tandyla, que possuía propriedades mágicas antidemoníacas. Desse modo, quando Ilepro conjurasse Tr’lang, nos aposentos do rei, ela não sofreria mal algum, e sim, o rei Vuar, que estaria indefeso perante o demônio. Ilepro proclamaria Pendetr rei, já que Vuar já o tinha proclamado seu herdeiro. Pendetr se autodenominaria regente, até ter idade para governar.

Confessado o plano malévolo, Paanuvel e os outros três lotorianos foram executados, suas cabeças cortadas. O rei Vuar perguntou ao mago Derenzot sobre o fato de que a joia não protegera Ilepro, quando Tr’lang fora conjurado. O mago admitiu toda a verdade. Não foi castigado, afinal, Derenzot havia salvo o reino de Vuar e lutado ao lado do rei, fielmente. Mas, Vuar, como era muito amigo do rei Daiol, ordenou ao mago que devolvesse a safira, de modo a que ninguém soubesse que tinha sido roubada.

E Derenzot conformou-se em voltar a Bienkar, onde de novo teria de colocar de volta uma joia que ele mesmo havia roubado... para seu infortúnio.


Este conto longo, “O Olho de Tandyla” (“The Eye of Tandyla”, publicado pela primeira vez em “Fantastic Adventures”, 1951), foi lançado pela Editora Melhoramentos, na antologia “Isaac Asimov Apresenta: Magos — Os Mundos Mágicos da Fantasia” (“Isaac Asimov’s Magical Worlds of Fantasy: Wizards”, publicado em 1983, editado por Isaac Asimov, Martin H. Greenberg e Charles G. Waugh). 

Lyon Sprague de Camp (Nova York, 1907 — Paris, Texas, 2000), foi o escritor de “Viagens Interplanetárias”, tendo o Brasil (para ele, Brazil com "z") como super potência, país que domina a tecnologia destas Viagens. Foi lançado em dois volumes, “Os Dentes do Inspetor” e “Construtores de Continentes”, pela Livraria e Editora Francisco Alves, no Brasil. De Camp escreveu mais de 120 livros, além de 400 contos e artigos. Tamanha produção literária tornou-o um dos mais prolíficos escritores de Ficção Científica e Fantasia. Seu romance de estreia, de 1941, o mais conhecido, foi “Lest Darkness Fall” (“Antes que Caia a Noite”). É também lembrada a saga de “The Reluctant King” (“O Rei Relutante”), na qual se evidencia o humor, que está presente em suas obras. Lyon Sprague de Camp faleceu em 06 de Novembro de 2000, sete meses após a morte de sua esposa, Catherine Crook De Camp. Suas cinzas foram reunidas em uma única urna, juntos, no Cemitério militar de Arlington.

Ficção Científica é um gênero literário de não fácil definição, devido aos seus sub-gêneros e temas tratados. Mark C. Glassy, escritor, disse que Ficção Científica é como a pornografia, “não sabemos o que é, com certeza, até que vemos uma”.

Um dos primeiros a utilizar o termo Ficção Científica foi Hugo Gernsback, editor da revista “Amazing Stories”. Ele a definiu como: “Por cientificação, eu falo sobre aquele tipo de romance de Jules Verne, H. G. Wells e Edgar Allan Poe, um romance charmoso, entrelaçado com fatos científicos e visões proféticas”.

Uma das definições mais completas é a de Rod Sterling, criador da série “Twilight Zone”: “Fantasia é o impossível tornado provável. Ficção científica é o improvável tornado possível”.

O fato é que nem só de obras da Idade do Ouro — iniciada nos fins dos anos de 1930, por John W. Campbell Jr., (editor da “Astounding Science Fiction”), com livros de autores como Isaac Asimov, Ray Bradbury, James Blish, Damon Knight, Robert A. Heinlein, Arthur C. Clark e outros — a Ficção Científica é formada. Autores como Ursula K. Le Guinn, Harlan Ellison, Octavia Butler e Frank Herbert, após o início da década de 1950, contribuíram de maneira crucial para o gênero, por seus níveis de experimentação, seja com relação à sensibilidade artística, forma e conceito. Em 1980 o movimento cyberpunk, com sua interação entre sociedade, Ciência e tecnologia, chegou ao estrelato, com obras de William Gibson, Philip K. Dick e escritores como C. J. Cherryh, cujo alto grau de realismo na construção de sociedades futuristas inspirou uma nova leva de escritores. Em 1977 surgiu o filme e obra literária que alavancariam a “space opera”: “Star Wars”. Lois McMaster Bujold, com sua “Vorkosigan Saga”, e Neat Stephenson, contribuíram, a partir de 1990, com obras com preocupação com o meio ambiente e com o planeta, implicações da Internet na vida do Homem e a expansão da tecnologia da informação.

A partir de 2000, muitos novos escritores, como Kim Stanley Robinson (escritor de sua “Trilogia de Marte”), diz que "agora, estamos vivendo uma novela de ficção científica em que todos escrevemos juntos". Isso porque ele acredita que o presente parece perigoso e volátil, e o futuro, radicalmente incerto. Há os escritores que não acreditam nas profecias e previsões da Ficção Científica, como Ken Liu, que lança suas obras próprias e se dedica a traduzir obras de Ficção Científica chinesas para o inglês. Para ele, “Onde estão os portais da Matrix e as colônias lunares? Contudo, o gênero cyberpunk nos deu base para refletir sobre a presença virtual como parte essencial das relações humanas, mediadas pela tecnologia".

E... o que será o futuro? Novas ideias ou ideias antigas reestruturadas? Acredito que ambas as coisas. Ideias novas sempre virão, sempre a mente do homem estará disposta a se embrenhar pelo desconhecido. E a repaginação de ideias como viagens ao espaço e viagens no tempo estarão presentes, pois são parte do inconsciente do homem.


*Sobre Roberto Fiori:
Escritor de Literatura Fantástica. Natural de São Paulo, reside atualmente em Vargem Grande Paulista, no Estado de São Paulo. Graduou-se na FATEC – SP e trabalhou por anos como free-lancer em Informática. Estudou pintura a óleo. Hoje, dedica-se somente à literatura, tendo como hobby sua guitarra elétrica. Estudou literatura com o escritor, poeta, cineasta e pintor André Carneiro, na Oficina da Palavra, em São Paulo. Mas Roberto não é somente aficionado por Ficção Científica, Fantasia e Horror. Admira toda forma de arte, arte que, segundo o escritor, quando realizada com bom gosto e técnica apurada, torna-se uma manifestação do espírito elevada e extremamente valiosa.

Sobre o livro “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, do autor Roberto Fiori:

Sinopse: Contos instigantes, com o poder de tele transporte às mais remotas fronteiras de nosso Universo e diferentes dimensões.
Assim é “Futuro! – contos fantásticos de outros lugares e outros tempos”, uma celebração à humanidade, uma raça que, através de suas conquistas, demonstra que deseja tudo, menos permanecer parada no tempo e espaço.

Dizem que duas pessoas podem fazer a diferença, quando no espaço e na Terra parece não haver mais nenhuma esperança de paz. Histórias de conquistas e derrotas fenomenais. Do avanço inexorável de uma raça exótica que jamais será derrotada... Ou a fantasia que conta a chegada de um povo que, em tempos remotos, ameaçou o Homem e tinha tudo para destruí-lo. Esses são relatos dos tempos em que o futuro do Homem se dispunha em um xadrez interplanetário, onde Marte era uma potência econômica e militar, e a Terra, um mero aprendiz neste jogo de vida e morte... Ou, em outro mundo, permanece o aviso de que um dia o sistema solar não mais existirá, morte e destruição esperando pelos habitantes da Terra.
Através desta obra, será impossível o leitor não lembrar de quando o ser humano enviou o primeiro satélite artificial para a órbita — o Sputnik —, o primeiro cosmonauta a orbitar a Terra — Yuri Alekseievitch Gagarin — e deu-se o primeiro pouso do Homem na Lua, na missão Apollo 11.
O livro traz à tona feitos gloriosos da Humanidade, que conseguirá tudo o que almeja, se o destino e os deuses permitirem.

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