terça-feira, 19 de março de 2019

Margareth Miyamoto e os Desafios na educação profissional do século XXI, por Sérgio Simka e Cida Simka

Fale-nos sobre você.

Meu nome é Margareth Ramos Teixeira Miyamoto.
Nascida e residente em São Caetano do Sul, casada, tenho uma filha de 26 anos.
Professora há 42 anos (Inglês e Literatura Inglesa e Norte-Americana).
Graduada em Letras pelo Centro Universitário Fundação Santo André (2001), graduação em Pedagogia pela Faculdade de Educação e Cultura do ABC (1986) e graduação em Educação Física pela Faculdade de Educação Física de Santo André (1983), lato sensu em Língua Inglesa pela Universidade São Judas (2003) e mestrado em Literatura e Crítica Literária pela PUC-SP (2006). Atualmente sou professora da Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo - Fatec São Caetano do Sul - Antonio Russo. Experiência na área de Letras, com língua inglesa, língua portuguesa e literaturas de língua inglesa e brasileira.
Possuo três capítulos de livro publicados pela Oficina do livro Editora. Diversos artigos literários publicados on-line e em revistas diversas. Artigos sobre tecnologia publicados na Revista CbTecle.
Adoro futebol e tênis, pratico natação e hidroginástica, faço costura criativa, cartonagem e pintura em tecido. Meu time do coração – Santos Futebol Clube.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre o evento. O que a motivou a fazê-lo?


O primeiro motivo que me levou a ministrar a palestra foi o convite do bibliotecário Sr. Miguel. Sempre muito gentil, o Miguel me recebe com muito carinho.

Segundo, o público. Ministrei várias palestras na Biblioteca, e o público foi sempre muito receptivo, participativo e muito agradável.

Terceiro, venho ministrando aulas de Língua Inglesa na Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo há 15 anos, e tornei-me pesquisadora sobre tecnologia e L.E. (Língua Estrangeira). Há muitas discussões na área, mas nos deparamos com muitas transformações tanto na área tecnológica, quanto na área de letras e linguística, assim sendo, decidi trabalhar sobre o tema DESAFIOS NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DO SÉCULO XXI1, uma vez que, segundo Edna Lúcia da Silva (2002), “a chegada do século XXI vem marcada com algumas características: o mundo globalizado e a emergência de uma nova sociedade que se convencionou chamar de sociedade do conhecimento. O progresso tecnológico é evidente, e a importância dada à informação é incontestável”.

Para González de Gómez (1997), “trata-se de uma revolução que agrega novas capacidades à inteligência humana e muda o modo de trabalharmos juntos e vivermos juntos”.
As mudanças no conhecimento alteraram significativamente o mundo corporativo. A palavra de ordem hoje é trabalho e não mais emprego. Toda atividade atualmente depende muito de conhecimentos, e por tal razão o indivíduo deve ser cada vez mais criativo, crítico e pensante.

Segundo o sociólogo Domenico De Masi, para ser criativo, “é preciso reduzir resistências à mudança, além de envolver todos os colaboradores na missão e incentivar o espírito criativo.“

Venho trabalhando no tema desde junho de 2018 e o objetivo deste trabalho é avaliar como a língua e a tecnologia manter-se-ão conectadas diante de tantos desafios. Como a mobilidade linguística fará parte integrante da mobilidade tecnológica? Isso me assusta um pouco, e são tantos desafios, que debater, dialogar, discutir e ouvir outras pessoas têm colaborado expressivamente para a elaboração de um texto mais construtivo e crítico sobre o tema, e têm me trazido ajuda em diversos aspectos, em especial à compreensão da mobilidade, mudanças, transformações do mundo atual.
Esta comunicação tratará de como o avanço tecnológico e a necessidade de desenvolver novas aptidões estão provocando uma avalanche de mudanças na área educacional.
As reflexões que serão apresentadas envolverão o processo de como se instruir, processo muito importante em meio a um mundo tecnológico, globalizado, no qual a produção passa a depender efetivamente de conhecimentos e criatividade, e necessita de uma enorme adaptação às mudanças dessa nova sociedade.

Como analisa a questão da leitura no país?

Infelizmente não há mais leitura em nosso país. Os livros são caros e a internet, as redes sociais são mais interessantes para os jovens do que os grandes clássicos, ou literatura moderna e contemporânea. As redes sociais engoliram a literatura, uma vez que as redes sociais são um “Gigante Golias”, fortes, soldados mercenários treinados e muito bem armados, charmosos e interessantes.

Como vê a situação do professor universitário hoje no país?

Vejo com muita tristeza. Somos apenas um grupo de insistentes apaixonados, tentando, sem muito sucesso, dividir nossos conhecimentos, compartilhar experiências, criar cidadãos críticos, aprender com nossos jovens..., mas sem muito sucesso, entretanto, não podemos desistir.
Travo comigo mesma, todos os dias, uma luta incrível, tenho que ser mais interessante que o Facebook e o WhatsApp. Ahahahahaha... Como?

Usando a internet, meus conhecimentos, “meu charme” (ahahahahah), e a inteligência de Davi para vencer Golias... Usar as experiências dos alunos, discussões sobre atualidades, cravar em cada aluno uma pedra enorme de curiosidade na testa, pesquisar na internet no momento em que estamos discutindo um tema, questionar e manter sempre acesa a chama do quero saber mais.
Os novos padrões da universidade particular e a falta de criatividade, recursos nas universidades públicas comprometem cada dia mais a relação: professor- universidade-aluno-ensino-aprendizagem.

Fale sobre sua produção literária.


Tenho três capítulos publicados em antologias. Meu livro permanece no meu computador. Tem nome, e seis contos. Demorará ainda alguns anos para ser publicado. Sou professora, trabalho na faculdade e em casa, pois são tantas atividades para corrigir, e tantas roupas para lavar... Ainda falta tempo. O sonho sairá do computador um dia, e irá para o papel.

Referências

DE MASI, Domenico. O ócio criativo. Entrevista a Maria Serena Palieri; tradução de Léa Manzi. Rio de Janeiro: Sextante, 2000.
GONZÁLEZ DE GOMEZ, Maria Nélida. A globalização e os novos espaços. Informare, Rio de Janeiro, v. 3, n. 2-3, jan. 1997.
SILVA, Edna Lúcia. A formação profissional no século XXI: desafios e dilemas. 2002. http://www.scielo.br/pdf/%0D/ci/v31n3/a08v31n3.pdf. Acesso em: 19 jun. 2018.



*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a Série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Organizador dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.
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