segunda-feira, 13 de maio de 2019

Donizete Pinheiro e o livro Terapia da paz, por Sérgio Simka e Cida Simka

Donizete Pinheiro - Foto divulgação
Nesta entrevista exclusiva, o escritor Donizete Pinheiro fala sobre o apregoado fim dos tempos e fornece lições valiosas sobre o porvir. Leia a entrevista, antes que seja tarde!

Donizete Pinheiro nasceu em 1956 e tem três filhos e dois netos. Foi juiz de Direito por trinta anos e se aposentou em 2013. É espírita desde os nove anos, tendo desempenhado diversas atividades no movimento espírita, ao qual se dedica mais intensamente na atualidade, fazendo palestras, cursos, seminários e escrevendo livros. Há 27 anos publica o jornal Ação Espírita, edição trimestral.

ENTREVISTA:

O que o levou a escrever o livro "Terapia da paz"?

A coletânea de textos do livro Terapia da Paz tem origem num programa de rádio que mantive em Adamantina durante alguns anos, denominado Tempo de Paz. A pedido do proprietário da Rádio Joia, Flavio Bonassa (popularmente conhecido por Sabiá), elaborava textos e gravava a leitura, que ia ao ar em meio ao programa sertanejo que Sabiá apresentava pela manhã. Eram sempre textos contendo uma mensagem positiva, normalmente iniciados com uma pequena história. Escolhi esse nome, Tempo de Paz, para o programa, porque em todos os tempos somos necessitados de paz interna e externa para alcançarmos felicidade. Como o programa era destinado ao público em geral, de todas as religiões, não tratava especificamente de temas espíritas, mas a mensagem espiritual e de conforto proposta pelo Espiritismo sempre norteou o conteúdo. O programa caiu no agrado do público, que passou a solicitar os textos por escrito. Daí a ideia de publicá-los: inicialmente foi publicado o livro Tempo de Paz e, posteriormente, pela editora EME, o Terapia da Paz.

Por que o ser humano, de maneira geral, ainda engatinha em termos de evolução espiritual?

O processo evolutivo é infinito e lento. Viver é evoluir, suportando experiências que servem ao desenvolvimento dos potenciais divinos que nos tornarão espíritos virtuosos, portanto felizes. Os Espíritos fomos criados simples e ignorantes, mas em momentos diferentes, e seguimos uma trajetória pessoal de esforços e de aprendizado que nos coloca em graus diferentes de evolução, numa classificação que nada tem de absoluta: existem os mais primitivos, os que suportam expiações e provas, os bons e os purificados. A Terra é um planeta de segunda categoria (expiações e provas) e seus habitantes somos Espíritos inferiores e, por isso, com dificuldade de vencer nossas más inclinações, o instinto, o egoísmo e o orgulho. No entanto, segundo revelações espirituais, nosso mundo está em transição para a fase de regeneração, quando então o bem preponderará sobre o mal. Será, com certeza, uma transição demorada, mas que deve ser avaliada em termos históricos e não apenas na hora presente. Ademais, o Espiritismo informa que a evolução moral segue a intelectual, ou seja, primeiro avançamos em inteligência, para depois alcançarmos a bondade e o bem. Assim sendo, o avanço tecnológico que a Terra experimenta é um bom sinal, portas abertas para a melhoria espiritual. Individualmente, podemos acelerar a nossa evolução pelos esforços pessoais, o que nos permitirá ser mais felizes mesmo num mundo de dificuldade. Os mais avançados poderão inclusive merecer um planeta em situação melhor. Há vida em diversos planetas e entre eles há solidariedade.

Como analisa a situação pela qual o planeta está passando? Haverá mudanças drásticas, como guerras etc.? Como o ser humano deve se prevenir diante do que vai acontecer?

O nosso mundo está numa fase muito mais avançada e benéfica do que em qualquer outro momento da Humanidade. Há mais bem-estar, conforto e recursos do que se poderia imaginar há cem anos. Avanços na medicina diminuíram o sofrimento e erradicaram doenças. Os veículos de locomoção possibilitam a maior proximidade e interação entre as pessoas, despertando a fraternidade e a solidariedade. As condições de moradia, higiene e educação são uma preocupação geral. O direito e a legislação se aprimoram. Instituições de assistência social aos grupos minoritários ou carentes de recursos se multiplicam. As religiões se diversificaram e em geral há liberdade de crença. Ninguém pode afirmar com certeza quais as experiências ainda necessárias para a humanidade avançar, mas todas são educativas e conforme a justiça divina. Individualmente, passamos somente por adversidades ou sofrimentos que são úteis ao nosso aprendizado e à reparação dos enganos do passado. O que o Criador nos pede é que façamos apenas o bem, que é a essência da sua lei. Se assim nos conduzirmos, não devemos ter qualquer preocupação com relação ao porvir. Desenvolvamos a fé, a resignação, a paciência, a coragem. Trabalhemos constantemente pelo amor e a paz. Assim, estaremos preparados para o enfrentamento de qualquer situação aflitiva que o nosso planeta possa experimentar.

Que mensagem pode deixar aos leitores da revista Conexão Literatura?

A nossa grande preocupação deve ser com a nossa educação pessoal, em todos os aspectos. Envidarmos esforços diários para a vitória sobre os nossos maus pendores. Estudarmos e trabalharmos sempre, ainda que pouco a pouco. Sermos mais gentis, afetuosos, prestativos uns para com os outros. Isso, com certeza, nos garantirá um futuro melhor e de mais paz.


*Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a Série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Organizador dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.

Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak, 2016), O enigma da velha casa (Uirapuru, 2016) e “Nóis sabe português” (Wak, 2017). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Xeque-Matte, 2019). Integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.
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