quinta-feira, 16 de maio de 2019

Gustavo Annecchini e o livro “Bluebell”

Gustavo Annecchini e Maria Elisa Coelho - Foto divulgação
Sou um publicitário inquieto. Tão inquieto que, desde pequeno, resolvi escrever as minhas inquietudes.

Cresci em uma família que, para minha sorte, me brindou com uma educação incrível, repleta de conhecimento e amor, meus maiores tesouros, sem sombra de dúvidas.

O flerte com a Psicanálise, no ano de 2004, foi impactante; paixão à primeira vista. Desde então, não parei mais de estudá-la; tanto que, em 2019, concluí minha pós-graduação em Psicanálise e Ciências Humanas, matéria que me dá muito apoio em todos os campos da vida, seja ocupando a cadeira de CEO da Oroboro Entertainment, agência de celebridades que toco juntamente com minha sócia, Maria Elisa Coelho, seja na gestão da carreira dos talentos de cujas carreiras cuidamos com muito amor e profissionalismo, ou, ainda, nas situações do dia a dia e na elaboração dos textos que escrevo sobre os mais variados temas.

A Literatura tem sido uma forma de oração; um lugar onde me recolho em mim mesmo e translitero tudo aquilo que sinto e penso.

Homem Santo foi meu primeiro romance, lançado despretensiosamente em 2010.

Depois de tantos anos atuando juntos como sócios e criativos da Oroboro, eu e Maria Elisa Coelho, essa parceria incrível que a vida me deu, decidimos nos lançar na Literatura, unindo as diversas histórias que criamos juntos todos os dias. Decidimos dividi-las com as pessoas e, dessa forma, a partir de uma metodologia muito particular de escrita, trazemos ao público nosso romance de estreia como dupla, Bluebell, uma ode às virtudes humanas.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Gustavo Annecchini: Sempre gostei de escrever. Desde pequeno arrebentava nas redações da escola, principalmente pelo fato de ter sido duramente cobrado pelo meu pai, que não admitia notas abaixo de nove em Língua Portuguesa. Um hobby, ainda criança, era copiar histórias, transcrevê-las mesmo. Tinha um caderninho especial para isso.

À medida que o tempo foi passando, os textos foram ganhando mais corpo, mais maturidade e vida; é o percurso de vida se mostrando presente naquilo que eu escrevia e pensava na altura. Até que, em 2010, incentivado – ou melhor, quase obrigado – pela Maria Elisa, “decidi” escrever Homem Santo, romance baseado em fatos reais de uma experiência que vivi em Portugal e em Israel no ano 2000. Daí pra frente, o sonho de escrever e de mostrar Literatura para o mundo não se afastou mais de mim. E essa pulsão foi tão forte que contaminou a Elisa, que se viu incentivada – ou melhor, quase obrigada (risos) – por mim, a começar a escrever.  Foi quando nos deu, ao mesmo tempo, um estalo. Vamos fazer isso juntos! Dois aquarianos com duas mentes pra lá de malucas e eivadas das melhores intenções – tudo bem, nem sempre (risos) – decidiram se unir – ainda mais – para a criação de textos diversos. Daí, nasce nosso primeiro filho das letras, Bluebell.

Conexão Literatura: Você é coautor do livro “Bluebell”. Poderia comentar?

Gustavo Annecchini: Nós não chamamos de coautores. Somos, ambos, autores. Antes de começarmos a escrever, criamos uma metodologia para trabalharmos o desenvolvimento dos nossos livros, de forma que fosse possível cria-los a quatro mãos. Experimentamos bastante até começarmos. Para desenvolvermos o método, levamos uns bons dois anos. Mas, ao que nos parece, chegamos lá! Vejamos o que as pessoas vão achar de Bluebell. Será, para nós, um excelente termômetro.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

Gustavo Annecchini:  Este livro foi escrito em quatro meses. Eu e Elisa somos ávidos pesquisadores. Criamos uma Ordem, a que batizamos Ordem das Virtudes. Tem Hierarcas, propósito, objetivos, fundação, alicerces, mandamentos... a mente da gente é capaz de criar o que quiser, não é mesmo? E nós levamos isso a sério (risos). Eu e Elisa já viajamos mais de 25 países. Isso ajuda muito a dar asas à imaginação; cenários, paisagens, pessoas, lugares, situações das mais diversas; tudo vira repertório. Tudo é conteúdo latente para trabalharmos nossas histórias. Criar é estar vivo, em estado pleno de atividade mental... não para nunca....

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em seu livro?

Gustavo Annecchini: O capítulo que se passa em Hallerbos, na Bélgica, ficou muito bacana. Gostamos de escrever o livro como um todo; a gente gosta muito dessa história, pois cremos que Bluebell não seja apenas uma história, mas, sim, e também, um alerta para que a gente esteja atento à busca de uma vida onde as virtudes humanas ganhem mais espaço e relevância. Hallerbos, a floresta belga, traz a parte mais emocionante da trama, na minha opinião.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir um exemplar do seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Gustavo Annecchini:  O livro está à venda em diversas plataformas online como Kobo, Amazon, entre outras. Estamos analisando propostas de editoras para o lançamento impresso, mas ainda não fechamos com nenhuma. Produzimos Bluebell de forma independente, da capa, à diagramação, com artistas e profissionais parceiros. Tivemos a participação de uma editora – também de amigos nossos – para a distribuição online do livro e a diagramação digital de Bluebell. Para ler aquilo que escrevo, pode passear pelas minhas redes sociais, Facebook (Gustavo Annecchini) e Instagram (gustavo.annecchini). Lá moram alguns textos, pensamentos, poemas, reflexões, frases... tem muita coisa que não publiquei ainda... estão guardadas no meu baú para que, um dia, ganhem contato com o público... acredito na maturação daquilo que escrevo...muita coisa não fez sentido, outras não fizeram sentido ainda, outras fizeram sentido para mim apenas... é assim, vamos cismando com o que criamos e, ao nos desprendermos, somos conduzidos a esse grande tesão que é publicar nosso trabalho.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Gustavo Annecchini: Há, sem dúvidas, que sim! Bluebell continua. E, além dessa continuação, eu e Elisa já temos umas seis, sete histórias capituladas, pensadas, planejadas... pretendemos criar uma rotina de produção literária em meio a nossa – já bastante animada – vida profissional.

Perguntas rápidas: 

Um livro: A Psicanálise Novamente
Um (a) autor (a): Clarice Lispector
Um ator ou atriz: Peter Sellers
Um filme: Minha Amada Imortal
Um dia especial: Todos. Amo viver. Amo fazer parte desta experiência incrível de haver por este mundão.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Sim. Primeiramente, o meu muito obrigado pelo espaço. “Segundamente” (risos), gostaria de sugerir a todos que pensem mais nas virtudes humanas: resiliência, justiça, amor, temperança, caridade, humildade... Eu e Elisa temos dado uma atenção bem grande a elas – às virtudes – com o objetivo de trabalharmos, dia a dia, a dura tarefa de nos tornarmos seres humanos melhores, com uma visão mais coletiva de mundo, no teatro social. É um exercício muito difícil, mas que nos tem mostrado um lado incrível, uma ótica bem diferente de ver a vida; tem nos trazido mais esperança e uma sensação de força e garra para tentarmos mudar o mundo à nossa volta, através dos nosso sentimentos e ações. Muito obrigado.
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