terça-feira, 2 de julho de 2019

Adroaldo Almeida e o livro "A Última Flor da Terra” (Editora Trevo)

Adroaldo Almeida - Foto divulgação
ADROALDO ALMEIDA é escritor, advogado e político, com formação em agropecuária, direito e gestão pública. Casado e pai de uma filha, foi prefeito de Itororó/Ba, cidade onde nasceu em 1962. Tem poemas e contos publicados desde 1980. Agora, apresenta uma trilogia de romances sobre o ciúme, a paixão e o amor, denominada História dos Valores Humanos. O primeiro volume, O Labirinto dos Bárbaros, saiu em 2018. Neste ano será lançado em agosto na FLIGÊ, a Feira Literária de Mucugê, na Chapada Diamantina/Ba, o segundo volume, A Última Flor da Terra, prometendo para 2020 encerrar o projeto com Em Busca de Julio Pakard.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Adroaldo Almeida: Desde a adolescência que escrevo poemas, peças e contos. Em 1986 publiquei, em parceria com meu irmão Lula Almeida, já falecido, a coletânea de poemas Nossos Sonhos & Nossa Razão (Editora Anita Garibaldi – BA). Depois, as atividades política e jurídica, e a luta pela sobrevivência diária, me roubaram muito tempo da literatura, afastando-me tanto da escrita como da publicação. Recentemente, em 2011, reuni em livro um conjunto de contos e uma pequena novela, denominado Até o Fim dos Dias e Mais um Domingo (Editora Livro – BA). Talvez, isso seja considerado meu início no “meio literário”, coisa que não sei direito o que é, e que, conscientemente, sei que não faço parte, pois não conheço muito escritores, além dos amigos da minha cidade.

Conexão Literatura: Você é autor do livro “A Última Flor da Terra” (Editora Trevo). Poderia comentar?

Adroaldo Almeida: Quando meu irmão mais moço morreu em 2014, com apenas 51 anos, eu fiquei devastado emocionalmente, e tive absoluta certeza que a vida, como sempre soubemos, não tem nenhuma importância além do que fazemos para melhorar a humanidade. Então, decidi que já passava da hora de dedicar todo meu esforço para construir uma, sem exaltação, obra literária. A partir daí, no luto mais escuro, concebi esta trilogia. E durante cerca de seis meses, entre o final 2014 e o início 2015, emagreci mais de dez quilos e escrevi o primeiro volume, O Labirinto dos Bárbaros – sobre o ciúme e outros bastardos triunfantes; depois, em 2017, produzi este segundo, A Última Flor da Terra – sobre a paixão e outras vésperas da morte, que será apresentado na Feira Literária de Mucugê.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

Adroaldo Almeida: Tempo de escrita propriamente dita, digitando no computador, foram cerca de oito meses do ano de 2017; e a pesquisa foram a memória, os livros e a navegação no ambiente da internet. Agora, para se conceber e construir a estrutura, personagens, eventos e toda a história de qualquer romance, um escritor ocupa, sem exagero, toda sua vida. Posso afirmar, com convicção, que esse é sempre o meu caso. Meus livros são gestados a todo o momento; por todos os dias da minha existência, sempre estou “pesquisando” para alguma coisa que um dia, talvez, vou escrever.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em seu livro?

Adroaldo Almeida: Gosto especialmente do primeiro e do último parágrafo, a abertura e o final. Mas o livro todo, na minha modesta opinião, merece uma cuidada atenção. É uma história de amor, como todos os romances, mas com mais de 2 mil anos de duração, desde as Bodas de Caná até estes nossos estranhos dias de agora. Da Galileia até Ilhéus, passando pelo mundo todo. Mas, poderia citar justamente a última sentença do livro: “Suave como o vinho que ela sorvia, eu bebo deste cálice misturado: a fugaz doçura da sua lembrança e a perene amargura da sua ausência, eu bebo.”.

Conexão Literatura: Qual a dica que pode dar a um escritor iniciante?

Adroaldo Almeida: Todo escritor é iniciante, sempre, a cada obra que tenta construir. O segredo é ler e escrever. E acreditar no que se faz, a despeito de qualquer dificuldade ou resistência. Leia, leia tudo. E escreva, escreva muito. E creia, acredite no que você faz, ninguém conhece melhor seus talentos do que você.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir um exemplar do seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?

Adroaldo Almeida: Estes dois últimos livros, os romances desta trilogia, foram publicados pela editora Trevo de São Paulo, e estão à venda no site da editora (www.editoratrevo.com.br). Os outros livros, o de poemas e o de contos, estão esgotados. E sobre mim, estou sempre à disposição, mas quase escondido, pois vivo em Itororó, minha cidade real e mítica, a Itapuy dos meus livros, no interior profundo do sul da Bahia.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Adroaldo Almeida: Sim. Estou trabalhando no último volume desta trilogia, agora sobre o amor, com o título provisório de Em Busca de Julio Pakard – sobre o amor e outras crueldades da vida. O personagem principal está em busca de uma mulher que o abandonou e encontra a história de um homem que morreu em busca de uma mulher que o abandonara. 

Perguntas rápidas:

Um livro: Dois, um nacional e um estrangeiro: São Bernardo de Graciliano Ramos e Pedro Páramo do mexicano Juan Rulfo.
Um autor: São muitos. Machado, Pessoa, Drummond, Fitzgerald...
Um ator ou atriz: Dois jovens: nosso Wagner Moura e o argentino Ricardo Darín. E dois amigos: Gideon Rosa e Luís Sérgio Ramos, meus conterrâneos.
Um filme: Sempre dois: o brasileiro Terra em Transe e o italiano A Doce Vida.
Um dia especial: Todos os dias são especiais, mas o mais especial de todos é sempre o hoje, quando se pode construir coisas. E o amanhã também é relevante porque nos permite sonhar.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Adroaldo Almeida: Agradecer a vocês da Revista Conexão Literatura, à minha família e aos bons amigos. E dizer que é necessário acreditar sempre no amor como o caminho para a felicidade.

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3 comentários:

  1. Nem a vida é uma só coisa. Nem a vida é uma coisa só. Um sonho não vive sem uma realidade. Até pelo olhar mais trágico (ou cômico) enevitavelmente a morte é a mais fiel parceira da vida. Até pra gente que tem uma leve e fugaz convivência com a literatura, vivemos no ler e no escrever.
    E não sei como ainda não vi seus últimos lançamentos literários. Sempre o amanhã vem próximo do hoje. Talvez por isso. Talvez pela nossa incapacidade de não colocar um fim nas coisas. Na vida.
    Mas enfim, dessa entrevista, discordo "ninguém conhece melhor seus talentos do que você". É que tenho uma leve desconfiança de nossa vaidade. A vaidade é como uma linda e fulgurante mulher enganadora. Eu imagino que, mais do que você, eu sei do seu talento, de sua rica criação literária, sua arte de esmiuçar palavras e fazer estórias.
    A gente fala também do "tempo" da literatura. Da disponibilidade. Mas o exercício de escrever é sorrateiro. E inesperadamente em algum tempo, a própria literatura que adormece ou hiberna na gente, chega,expressa e aflora. Parabéns pra você, que a arte de escrever lhe abraça de maneira talentosa.

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  2. Sim, tens razão em parte, como em tudo, todos têm alguma razão. Conhecer a si mesmo não é necessariamente vaidade, e a mulher enganadora pode não ser fulgurante nem linda, aliás, geralmente não é. Mas o que quero mesmo aqui é agradecer por seu comentário, e dizer, concordando, que nada dura para sempre nem acaba permanentemente.

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  3. Que maravilhoso te encontrar, caro amigo sempre muito criativo e pensamentos profundo nos sentimentos humanos. Te desejo muito amor e paz

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