quarta-feira, 14 de agosto de 2019

J. R. Calheiros e o livro “Londres 17h55 - O Despertar de um Milagre”

J. R. Calheiros ao centro - Foto divulgação
Ronaldo Calheiros (J. R. Calheiros) é jornalista e um grande fã e entusiasta de Ficção Científica. Desde criança nutriu um gosto pelo desconhecido, além de se interessar por ufologia e vida extraterrena. Durante sua juventude, escreveu inúmeros contos e narrativas, todos povoados por seres de outros planetas, guerras intergalácticas e mundos alternativos. Uma das suas maiores inspirações é a obra “Viagem ao Centro da Terra” de Júlio Verne, livro que leu e releu várias vezes. Entre suas principais referências encontra-se as obras dos autores de ficção Philip K. Dick, Issac Asimov, o próprio Julio Verne, além do Mestre do Terror Stephen King.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

J. R. Calheiros: Sempre fui um leitor ávido, me lembro de sempre estar lendo dois ou três livros ao mesmo tempo. Além de escritor também sou jornalista e normalmente tenho que ler e escrever muito e isso me ajudou na concepção do meu primeiro livro. Outro fator, está bastante relacionado a meu pai, pois minhas primeiras memórias literárias, por assim dizer, me remetem a minha infância, quando meu pai lia muita “Literatura de Cordel” para mim e meus irmão, todas aquelas histórias fantásticas faziam meu imaginário viajar.

Conexão Literatura: Você é autor do livro “Londres 17h55 - O Despertar de um Milagre”. Poderia comentar?

J. R. Calheiros: Sim, esse é meu livro de estreia. Acho que todo escritor tem um carinho maior com o seu primeiro livro e acredito que será assim com Londres 17h55 – O Despertar de um Milagre”. O livro fala sobre, fé, superação, milagre e vida extraterrena, e apesar de se passar em Londres, que eu considero a capital mundial do mistério, tem toda uma brasilidade, pois dois dos principais personagens são brasileiros que estão em solo londrino e sem saber, estão envolvidos em uma trama cheia de suspense, sempre norteada por um indivíduo misterioso e de origem bastante peculiar, o qual acompanha a família por décadas. O livro, nos abre inúmeros questionamentos sobre religiosidade e fé, e ainda nos faz refletir a respeito de que abriríamos mão na busca por um milagre, além de colocar em xeque a máxima de que estaríamos sozinhos no universo.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro?

J. R. Calheiros: Por se passar em Londres, tive que me aprofundar na cultura e também como os imigrantes vivem, em especial, como os brasileiros se relacionam e como convivem com a população local. Para mim, Londres é a Capital do Mundo, onde no mesmo metro quadrado, você encontra pessoas de várias etnias e isso é bem evidenciado no livro. A cidade é instigante, histórica e ainda guarda muito do conservadorismo e arquitetura do começo do século. Li muito sobre a cidade, sobre seu sistema de transporte e infraestrutura urbana, inclusive algo bastante peculiar passou a acontecer comigo, pois como fiz muitas pesquisas através de meu notebook, o google e todas as ferramentas de buscas, começaram a me sugerir promoções e todo o tipo de publicidade como se eu estivesse morando realmente em Londres, isso foi muito engraçado. Também tive que me aprofundar em temas relacionados a Ufologia, que é algo que gosto muito, sempre fui fã de histórias do gênero e consegui inserir essa temática no meu livro de estreia. Desde a concepção da história, até as pesquisas, definição dos perfis de cada personagens e passagens de tempo, foram praticamente seis meses, período esse que também fiquei sem assistir filmes, séries ou ler outros livros, tudo isso para não “contaminar” minha história.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho do qual você acha especial em seu livro?


J. R. Calheiros: Creio que meu livro tenha ótimos momentos, tenho conversado através das redes sociais com leitores que adquiriram o livro e vários deles tem me relatado que ficaram praticamente “presos” a história, lendo os 17 capítulos numa “tacada” só. Acho que escolher um trecho é bem difícil, mas na minha opinião um dos momentos marcantes é o capítulo 8, que denominei como “Viagem sem fim”. Nesse momento da história, uma das personagens principais segue rumo ao “Monte Roraima”, isso mesmo, saímos de toda a agitação da icônica Londres e seguimos para um dos locais mais misteriosos do planeta, o qual inspirou a obra “O Mundo Perdido” do autor Arthur Conan Doyle. Neste capítulo, além de relatar toda a expedição e seu verdadeiro viés, o destino de uma das personagens é selado de forma muito misteriosa e enigmática. Difícil falar sobre um trecho sem dar “spoiler”, mas acredito que esse capítulo é um dos pontos altos do livro. 

J. R. Calheiros no lançamento do livro Londres 17h55 - O Despertar de um Milagre - F. divulgação
Conexão Literatura: Qual a dica que pode dar a um escritor iniciante?

J. R. Calheiros: Ainda não me sinto à vontade para dar dicas para quem deseja iniciar no mundo literário, mas acredito que alguns pontos, que inclusive utilizei para a criação do meu primeiro livro, são importantes para quem deseja escrever. Primeiramente seja um bom leitor, a leitura irá te enriquecer de cultura, além de abrir seus pensamentos para um mundo de possibilidades que só são possíveis no imaginário do autor. Outro ponto que considero importante é se inspirar em outros autores, lógico que não vale cópia ou plágio, mas se espelhar em quem já trilhou esse caminho e obteve êxito é muito importante. Lógico que o caminho que cada autor irá seguir é único, mas acredito que se você tem alguém em quem se inspirar pode te ajudar a alcançar seus objetivos. Por fim, escreva sobre aquilo que você gosta, sempre vai ter alguém que vai te falar para escrever sobre isso ou aquilo, fuja dos modismos e coloque no papel aquilo que te inspira, é claro que escrever um livro não é algo tão fácil, mas acredito que isso lhe dará segurança para escrever e entregar para os leitores uma ótima história. Assim como já disse Mário Quintana, “Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas.”

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir um exemplar do seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário?


J. R. Calheiros: Temos uma página de divulgação do livro no facebook, “Londres17h55”, onde é possível acompanhar postagens sobre o livro, assistir ao trailer book, acompanhar as críticas de quem já leu a história e interagir comigo. O livro está disponível nas principais plataformas de e-commerce do Brasil, entre elas, submarino, americanas.com, shoptime, mercadolivre e em breve também estará disponível na amazon.com.

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

J. R. Calheiros: Sim, a cabeça de um escritor não pára nunca. Agora estou trabalhando na continuação do meu primeiro livro. Por questões relacionadas com o mercado literário, dividi a história em três volumes. Lancei a primeira parte da história no último dia 2 de agosto em uma linda festa no Teatro Municipal da minha cidade, Caieiras. A Segunda parte pretendo lançar até o final de 2019. Já a terceira e encerramento dessa “saga”, acredito que até meados de junho de 2020 já esteja disponível. Após o término dessa história, tenho outras que irei avaliar e julgar qual o melhor projeto que irei colocar em pauta, mas digo uma coisa, ideias não faltam.

Perguntas rápidas:


Um livro: Viagem ao Centro da Terra
Um autor: Júlio Verne
Um ator ou atriz: David Bowie
Um filme: O Homem que caiu na terra
Um dia especial: Lançamento do meu primeiro livro

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

J. R. Calheiros: Primeiramente quero agradecer o espaço nesta tão conceituada revista. Também quero agradecer a Editora Garcia, que acreditou em mim, acreditou na minha história e lançou meu primeiro livro, além de me dar todo o suporte, algo tão importante para escritores iniciantes que se aventuram nesse mundo fantástico da literatura. Infelizmente vivemos em um país, onde a cultura anda sendo deixada de lado e os livros estão perdendo a briga contra as traquitanas tecnológicas do novo milênio. As bibliotecas públicas estão sumindo gradativamente e apesar do governo isentar de alguns impostos as obras literárias, imprimir um livro no Brasil é muito caro. Entretanto creio e espero que surjam políticas públicas de apoio e fomento à literatura, bem como aos novos escritores, uma vez que a literatura tem por excelência atuar diretamente na educação e formação cultural de um povo. “Ler é criar consciência do que somos, é examinar o mundo em que vivemos para transformá-lo no mundo em que gostaríamos de viver”.
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