quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Os autores Alfredo R.R. Sousa, Gabriel C. Rodriguez e o livro “Os Primeiros Acordes da Canção Fatal”

Alfredo R.R. Sousa e Gabriel C. Rodriguez - Foto divulgação
Alfredo Rubinato Rodrigues de Sousa (47 anos) nasceu em Recife no dia 20 de novembro de 1971. Mudou-se para o Rio de Janeiro antes de completar seu primeiro aniversário, cidade em que reside desde então. Graduado em Comunicação Social e Filosofia, ora está iniciando sua carreira como escritor profissional.

Gabriel Camargo Rodriguez (28 anos) nasceu em Limeira, município situado na região leste do estado de São Paulo, no dia 22 de junho de 1991. Cursa atualmente um MBA em gestão de pessoas e está igualmente iniciando sua trajetória como escritor profissional na área da literatura fantástica. 

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderiam contar para os nossos leitores como foi o início de vocês no meio literário?

Alfredo R.R. Sousa: Tive a ventura de nascer num lar que sempre prezou muito a cultura, tanto a literatura quanto o cinema, a música, o teatro e as artes plásticas; assim sendo, cresci cercado por livros, indo com frequência ao cinema e ao teatro, frequentando museus e exposições etc. Minhas primeiras obsessões literárias foram Monteiro Lobato, Jules Verne e E. A. Poe, o que já indica desde o princípio uma forte predisposição ao maravilhoso e ao fantástico; posteriormente, já na adolescência, essa tendência seria confirmada através da leitura de autores como Hoffmann, Villiers de L’Isle-Adam, Borges, Nerval, Coleridge, Lovecraft, Chamisso etc. Por volta dos 13, 14 anos, ensaiei alguns contos e poemas, mas posso dizer que só comecei a pensar seriamente na hipótese de me tornar um escritor bem depois, já com mais de 30 anos. 

Gabriel C. Rodriguez: Durante minha infância e adolescência, sempre fui bastante reservado, sempre tive poucos amigos e, além disso, sou de uma família muito humilde. Nossas dificuldades não foram, todavia, um obstáculo para que minha mãe me incentivasse a ler e ouvir música. E foi justamente através de alguns discos velhos dela, das referências que neles encontrei, que comecei a conhecer alguns autores importantes: T.S. Eliot com Van der Graaf Generator, Antonin Artaud por intermédio do Bauhaus, Poe através da Siouxsie etc. Dessa maneira fui formando minhas referências e sacramentando minha preferência pela literatura fantástica e por poetas ‘malditos’, autores como H.P. Lovecraft, Borges, Bioy Casares, Baudelaire, Nerval surgiram como desdobramentos naturais em minha trajetória. 

Conexão Literatura: vocês escreveram “Os Primeiros Acordes da Canção Fatal” em colaboração. Poderiam comentar?

Alfredo R. R. Sousa: Como qualquer pessoa minimamente familiarizada com a história da literatura está cansada de saber, escrever em colaboração é um labor muito complexo e sutil. São raros os exemplos de parcerias literárias que funcionam bem: Borges e Bioy, os irmãos Goncourt, os irmãos Strugatsky, e alguns poucos exemplos mais. Assim sendo, posso me considerar um sujeito afortunado nesse sentido, pois encontrei em Gabriel um colaborador verdadeiramente extraordinário: desde que o conheci em 2003 num fórum de música na internet, nossa parceria intelectual tem sido sempre sobremaneira harmônica, gratificante e surpreendente. Enfim , desde então escrevemos alguns contos e poemas em colaboração (um deles - "O Manuscrito Perdido de Nostradamus" - publicado em 2010 na revista Super Pedido), e agora publicamos nosso romance de estreia (“Os Primeiros Acordes da Canção Fatal”) do KDP da Amazon.

Gabriel C. Rodriguez: Só posso dizer o mesmo. A meu ver era uma parceria quase inevitável: Alfredo me ensinou muito do que sei hoje, e sendo ele um professor tão dedicado e eu um aluno particularmente aplicado, era praticamente inevitável que um dia aquela miríade de colóquios resultasse em alguma forma de criação literária. Começamos, pois, a intercambiar pequenos contos, depois vieram as colaborações, entre as quais posso destacar "O Monstro" e o já citado "O Manuscrito Perdido de Nostradamus". E agora, após muitos contratempos e dificuldades de todo gênero, finalmente estamos lançando nosso primeiro livro. 

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levaram para concluir o livro?

Alfredo R.R. Sousa: Não creio que tenhamos feito qualquer tipo de pesquisa stricto sensu para escrever o livro; agora, o romance sem dúvida reflete um sem número de referências, muitas delas já presentes há muito tempo em nosso ‘repertório’, outras tantas garimpadas conforme as necessidades temáticas do enredo. Quanto ao tempo que o livro levou para ser concluído, diria q essencialmente entre um e dois anos.

Gabriel C. Rodriguez: O marco zero surgiu com a vontade de homenagear o universo musical gótico e vampiresco dos anos 80, a escolha do norte inglês para o palco da ação veio em seguida. Havia uma espécie de ‘biografia’ com o perfil psicológico de cada personagem que idealizamos servindo de orientação para que pudéssemos desenvolvê-los posteriormente. Conforme dito, não houve nenhuma pesquisa especifica, os conceitos de vampirismo literário são muito vastos, o que promove uma ampla liberdade para os autores nessa área, assim só foi preciso soltar a imaginação. 

Conexão Literatura: Poderiam destacar um trecho que vocês acham especial no livro?

Alfredo R.R. Sousa: Há algumas passagens no livro que eu qualificaria como especialmente saborosas... Todavia, se tivesse que destacar uma em particular, apontaria o verdadeiro tour de force em termos de tortura psicológica e guerra de nervos que ocorre no Capítulo V, algo realmente de tirar o fôlego, que vai se intensificando num compasso inexorável e abrumador.

Gabriel C. Rodriguez: Eu fico muito dividido entre os Capítulos II e IV. O II por ser o point of no return da obra, muito frenético, pesado e por culminar com uma recusa categórica por parte dos nossos personagens sobre o que é ser humano em prol de uma existência totalmente diversa e o IV por ser o ‘coração das trevas’ de toda a nossa cosmologia sendo, portanto, o capitulo mais rebuscado onde procuramos explanar a nossa versão para a mitologia vampírica de uma maneira muito surpreendente e com referências bastante inusitadas.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir um exemplar do livro e saber um pouco mais sobre o trabalho literário de vocês?

Alfredo e Gabriel: Por enquanto a obra está editada somente em E-book, disponível para download no KDP da Amazon no seguinte endereço: https://www.amazon.com.br/gp/product/B07WHL25TL. E para quem quiser entrar em contato com a gente, há as páginas no Facebook e no Twitter: https://www.facebook.com/groups/472683393513654/ e https://twitter.com/Cancao_Fatal

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta?

Alfredo R.R. Sousa: Sim. A ideia é que o “Os Primeiros Acordes da Canção Fatal” seja tão somente o primeiro volume de uma série que em seu todo abarcará a trajetória completa de um universo ficcional, da cosmogonia à escatologia... LITERALMENTE... E mais não digo!

Gabriel C. Rodriguez: É, temos uma saga inteira planejada. Já debatemos e estabelecemos, por exemplo, todas as bases fundamentais para a continuação imediata de “Os Primeiros Acordes da Canção Fatal”, caracterizada por uma trama ainda mais ambiciosa e abrangente que a do primeiro livro. Temos também a intenção de publicar os contos que escrevemos, seja em colaboração ou sozinhos.

Perguntas rápidas:

Alfredo R. R. Sousa:

Um livro: “The Faerie Queene” (Edmund Spenser). 
Um autor: Dante Alighieri. 
Um ator ou uma atriz: gosto de atores inusitados... Mencionarei um dos que considero mais carismáticos, o espanhol Fernando Rey. 
Um filme: “The Trial” (Orson Welles).
Um dia especial: Quando os “Os Primeiros Acordes da Canção Fatal” virar filme, o dia da estreia.

Gabriel C. Rodriguez: 

Um livro: “O Dicionário Kazar” (Milorad Pavić). 
Um autor: Joris Karl Huysmans.
Um ator ou uma atriz: Renée Jeanne Falconetti.
Um filme: “Only Lovers Left Alive” (Jim Jarmusch).
Um dia especial: Serei mais modesto que Alfredo, embora o otimismo dele me comova... Quando tiver em mãos a edição física de “Os Primeiros Acordes da Canção Fatal” e,  se tudo ajudar, esse dia não está longe, esse será sem dúvida um dia para ficar na memória.

Conexão Literatura: Desejam encerrar com mais algum comentário?

Alfredo R.R. Sousa: Só tenho um comentário adicional a fazer: leiam o livro, para o bem ou para o mal, garanto que ficarão no mínimo surpresos.

Gabriel C. Rodriguez: Gostaria de agradecer a todos que me ajudaram até aqui, aos que acreditaram em mim e gostaria também de agradecer ao “Conexão Literatura” por nos proporcionar esse espaço para divulgarmos nossa obra. A todos um fraterno obrigado!
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Um comentário:

  1. Um livro de vampiros ambientado no underground 80, com autores de referências tão sofisticadas não pode dar errado. Vou adquirir na Amazon imediatamente.

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