segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Paulo Curi e o livro O Diamante Vermelho, por Cida Simka e Sérgio Simka


Fale-nos sobre você.

Estudei administração, economia e finanças e fiz carreira em São Paulo, onde atuei por mais de 30 anos como executivo de empresas multinacionais.
Também atuei como consultor e palestrante nas áreas de organização e relações humanas. Atualmente me dedico exclusivamente à literatura.
Em 2001 mudei para Itu, é onde vivo até hoje com minha esposa e duas filhas.
Desde muito jovem fui um leitor voraz de romances de ficção e, na maturidade, desenvolvi crescente interesse pelas Ciências Sociais, Filosofia e Literatura.
Meu instinto questionador, somado a uma inata capacidade criativa, me levou a escrever romances de ficção, com viés policial e uma pitada do sobrenatural.
Iniciei a carreira de escritor em meados de 2014, embora planejasse fazer isso há muito mais tempo.
O Diamante Vermelho, publicado pela Editora Selo Jovem, em junho deste ano, é meu terceiro livro.

ENTREVISTA:

Fale-nos sobre o livro O Diamante Vermelho. O que o motivou a escrevê-lo?

O Diamante Vermelho, 2019 – 296 páginas, formato 16 x 23 cm – Editora Selo Jovem.

Não há dúvida de que é meu melhor trabalho, pelo menos até sair o próximo.
O feedback de um grande número de leitores e leitoras tem sido fantástico. Muitos leram o livro em dois ou três dias e adoraram a história, o ritmo, os personagens e o estilo da escrita.
Logo depois de publicar o Anel de Lilith, as ideias para um novo livro começaram a surgir em minha cabeça.
É muito difícil explicar como essas ideias surgem, é algo espontâneo e acredito que tem a ver com meu raciocínio lúdico exercitado desde a infância.
Diferentemente dos dois primeiros livros, eu havia decidido ambientar a história no Brasil e julguei que a mineração de diamantes proporcionaria situações interessantes. Ambição, poder, dinheiro, amores proibidos, traição, roubo, comércio ilegal, assassinatos, etc. São temas sobre os quais eu gosto de escrever.
Quando você pensa em diamantes no Brasil, logo surge na cabeça a cidade de Diamantina que foi, no passado, a maior produtora de diamantes do país.
A partir disso, foi surgindo uma história, os personagens, o título do livro e, logo depois, o roteiro ganhou vida própria e o rumo foi se definindo quase que por uma espécie de osmose literária, por assim dizer.
A história se passa na bucólica cidade de Diamantina-MG, onde o minerador Arthur Vilela encontra um magnífico e raríssimo diamante vermelho e o esconde em um lugar seguro. Ele morre inesperadamente, e o valioso diamante desperta o interesse de gente disposta a matar por ele.
O famoso escritor Nicolas Leonth chega à cidade para procurar por um amigo que havia desaparecido misteriosamente, sem saber que ele havia sido a primeira vítima dos que estavam à caça do diamante.
E quando Nicolas se depara com Arty, um misterioso homem que surge em seu caminho para lhe mostrar o corpo do amigo submerso nas profundezas do lago conhecido como "Porta do Inferno", ele não podia prever que passaria a ser o próximo alvo e que Arty seria um importante personagem nos acontecimentos que sobreviriam em Diamantina.
Depois de escapar com vida de um atentado, Nicolas convoca a ajuda de Lívia Prado, sua deslumbrante assistente e, com ela a seu lado, decide continuar na cidade até descobrir toda a verdade e os segredos escondidos no passado da tradicional Família Vilela.
Perseguindo as pistas da apavorante sequência de crimes que surpreende a pacata Diamantina, Nicolas se depara com muitos que sonham com o dia em que terão coragem para revelar os segredos que escondem e, também, com aqueles que estão dispostos a matar para ocultar os seus.
Por fim, surpreendendo os cidadãos diamantinenses, a verdade finalmente surgirá como uma flor que desabrocha na primavera, quando o irreverente e brilhante jornalista carioca Vitor Lanzi chegar à cidade trazendo consigo a belíssima Karina Pontes e todos os segredos que ela tem para revelar.
Esse livro tem sido muito bem avaliado pela crítica e, a exemplo do Anel de Lilith, também será traduzido para inglês e espanhol, pela Editora Raredes, com previsão de lançamento no exterior para o 1º semestre de 2020.

Fale-nos sobre os seus outros livros.

Delírios do Poder, 2016 – 381 páginas, formato 14 x 21 cm – Editora Novo Século, Selo NTLB.

Essa história foi ambientada em um país fictício na América do Sul.
Uma brilhante jornalista investigativa descobre uma surpreendente conspiração no alto escalão do governo federal e foi sequestrada pouco antes de publicar a matéria.
Seu namorado, um agente federal, sofre um atentado assim que começa a investigar seu desaparecimento. Um tiro na cabeça o deixa em coma na UTI de um hospital.
O agente desperta em outra dimensão, no mundo celestial, e toma conhecimento de que é um dos mais graduados Anjos Guardiões materializados na Terra.
Com instruções do Princípe Mikael, o mensageiro do Criador do Universo, ele é mandado de volta à Terra para cumprir a mais importante missão de sua existência.
É uma história recheada de realidade misturada com o sobrenatural, na qual está presente o pior da natureza humana e, ao mesmo tempo, a ação redentora dos justos que, ao final, expressa uma peremptória mensagem de que o poder embriaga, produz delírios seguidos de maldades, até despertar a reação das forças do bem, para então cumprir a previsível decadência.

O Anel de Lilith, 2018 – 232 páginas, formato 16 x 23 cm – Drago Editorial.

Essa história foi ambientada nos EUA, parte em Santa Clara, na Califórnia, e parte em Washington.
É um romance policial e tem um ligeiro viés sobrenatural. A história reporta a descoberta de um anel em um sarcófago encontrado em uma escavação no Egito. Os hieróglifos existentes no sarcófago davam conta de que o anel pertenceu a Lilith e que ele outorga poderes, a quem o possui, para dominar a mente das pessoas. Esse misterioso artefato vai parar nas mãos de um ambicioso e corrupto senador norte-americano.
O que segue revela uma sequência de assassinatos para encobrir um intrincado esquema de manipulação de eleições em países do terceiro mundo, organizado por integrantes do alto escalão do governo norte-americano e comandado pelo inescrupuloso senador.
É nesse ambiente hostil que um agente do FBI terá que violar regras, enfrentar a CIA e o poder de políticos poderosos para elucidar o caso mais difícil da sua carreira.

O Anel de Lilith foi traduzido para o inglês e espanhol e já está sendo comercializado em dez países pela Editora Raredes.
Em dezembro de 2018, o livro figurou como o segundo e-book mais vendido no segmento crime e mistério internacional, no site da Amazon.

Para você, o que é ser escritor?

É levar entretenimento de boa qualidade aos leitores. Por isso escolhi escrever romances com um viés bem acentuado de aventura, onde posso explorar situações ficcionais criativas que, no entanto, guardam uma estreita ligação com a realidade do nosso cotidiano.
A ideia é escrever histórias que despertem no leitor a vontade de fazer parte delas, se eu conseguir isso, terei cumprido meu objetivo.

O que está lendo atualmente?

Eu sou um leitor assíduo desde muito jovem. Em épocas mais atribuladas lia um pouco menos, nos últimos anos tenho lido em média dois livros por mês.
Eu li grande parte das obras dos principais romancistas clássicos da literatura nacional: Machado de Assis, Guimarães Rosa, Graciliano Ramos, Euclides da Cunha e, claro, li quase todas as obras de Jorge Amado.
A partir do início da década de 90, depois de ler o inglês John Le Carré e alguns romances do popular norte-americano Sidney Sheldon, passei a dedicar mais atenção aos autores estrangeiros.
Antes disso já tinha lido livros de Agatha Christie e de Arthur Conan Doyle, o criador de Sherlock Holmes.
Sempre fui razoavelmente eclético nas escolhas e estou sempre propenso a experimentar novos autores, inclusive os nacionais que também tenho lido com certa frequência e, por isso, não posso deixar de mencionar um livro que gostei muito: Duas Vidas, de B. Pellizzer que, recentemente, lançou A Balada da Bandoleira – High Noon, que ela escreveu em parceria com a também talentosa Fernanda W. Borges.
Dos autores contemporâneos, tenho especial apreço pelo espanhol Carlos Ruiz Zafón e gosto dos norte-americanos: Harlan Coben, Nora Roberts, Nicholas Sparks e Daniel Silva e, também, do brasileiro Eduardo Spohr, especificamente do seu primeiro livro: A Batalha do Apocalipse.
Terminei de ler Encontro com a Morte, de Agatha Christie e comecei Pulsação, o segundo livro da série Tensão, de Gail McHugh.

Quais são os seus próximos projetos?

Estou escrevendo os capítulos finais do meu quarto livro: Alex Engel – O Guardião Renegado.
É um livro que mistura romance, aventura e o sobrenatural em partes iguais.
A história começa em Londres, no século XIX, e nos dias atuais, se desenrola em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Caracas, na Venezuela.
O livro relata a trajetória de um poderoso Anjo Guardião, um Querubim, um Guerreiro letal e implacável, que foi concebido por Deus para andar materializado como um homem sobre a Terra, com a missão de combater os demônios enviados por Lúcifer, o Imperador do inferno.
No outono de 1888 ele vai a Londres caçar um demônio que matou e mutilou cinco mulheres em poucas semanas (plagiando os crimes de Jack, O Estripador).
Nessa ocasião, ele conhece Aurora, filha mais jovem do Barão Christoffer Spencer e eles se apaixonam um pelo outro.
Embora Alex tenha sido concebido para não sentir as mesmas emoções dos humanos, ele não consegue se afastar de Aurora e tampouco entender por quê.
A decisão de não se afastar dela o leva a ser julgado pelo conselho dos Anjos Serafins, os corregedores do mundo celestial, e, assim, ele é condenado e expulso do céu para viver exilado na Terra, desprovido das suas asas e dos poderes angélicos, mas carregando o fardo da imortalidade.
Alex estava ciente de que perderia Aurora para o tempo, ele só não esperava que isso acontecesse tão cedo como acabou sendo.
A história, então, avança 120 anos no tempo para mostrar Alex integrado à convivência humana e vivendo no Brasil, equilibrando-se num estilo de vida que transita por uma linha muito tênue entre o certo e o errado, onde as únicas regras que valem são as que ele criou pra si mesmo.
Adaptado entre os humanos, Alex aprendeu a interpretar o que as mulheres esperam dele e a satisfazê-las com a habilidade de um amante experiente e carinhoso, embora não tenha perdido seu instinto de Guardião, para continuar sendo um Guerreiro implacável e letal quando se depara com as forças do mal.
É nesse contexto que Alex vai enfrentar um ardiloso plano de Lúcifer para estabelecer o caos entre os humanos e assim se vingar de Deus e dos Arcanjos que o confinaram no inferno. Ele vai se deparar com inimigos perigosos, entre eles, uma quadrilha de traficantes de armas integrada por militares venezuelanos e russos que, através de uma surpreendente droga desenvolvida por uma biomédica brasileira, planejaram criar o exército mais poderoso do mundo.

Por que três livros e três editoras diferentes?

Em pouco mais de cinco anos, eu descobri que encontrar o canal certo para divulgar o trabalho é o ponto crucial para um escritor conseguir espaço no mercado editorial.
E também, que é fundamental encontrar um bom parceiro para fazer isso, de preferência uma editora que acredita no seu trabalho a médio e longo prazo.
Eu não posso dizer que errei com as duas primeiras editoras, mas encontrar a editora certa é parte do processo de amadurecimento do autor.
A Selo Jovem está se consolidando como uma das melhores editoras do mercado e acredito que nos encontramos na hora certa, em um momento em que o meu trabalho também está se consolidando para ocupar um espaço de destaque no mercado editorial.
Eu espero que nossa parceria dure por muito tempo.

Link para a compra do livro:
http://www.selojovem.com.br/pd-638f64-o-diamante-vermelho.html?ct=&p=6&s=1


Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak Editora, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak Editora, 2016), O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), “Nóis sabe português” (Wak Editora, 2017) e Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019). Integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.

Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de mais de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a Série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Organizador dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019). Autor, dentre outros, do livro Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019). Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.
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