sexta-feira, 20 de setembro de 2019

EXCLUSIVO: A escritora Helena Gomes e sua trajetória literária, por Cida Simka e Sérgio Simka

Helena Gomes - Foto divulgação
Nesta entrevista exclusiva aos leitores da Revista Conexão Literatura, a renomada e premiada escritora Helena Gomes fala sobre sua trajetória literária. Confiram.

Helena Gomes é jornalista, revisora e autora com livros adotados em escolas e selecionados por programas como Biblioteca Itaú Criança, PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola), PNLD Literário (Programa Nacional do Livro e do Material Didático), Minha Biblioteca e Apoio ao Saber. Vencedora do Prêmio FNLIJ 2019 - Produção 2018 na categoria Reconto, foi quatro vezes finalista do Prêmio Jabuti. Cinco livros seus receberam o selo Altamente Recomendável da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil). Tem obras escolhidas para representar a Literatura Brasileira no catálogo Selection of Brazilian Writers, Illustrators and Publishers da FNLIJ para a Feira do Livro Infantil de Bolonha (2015, 2017, 2018 e 2019) e na Machado de Assis Magazine, no Salão do Livro de Paris (2015).

ENTREVISTA:

Você é autora de quase 50 livros. Qual deles lhe deu mais satisfação em escrever?

Ah, impossível dizer! É como ter que escolher um filho preferido... (risos)
Escrever livros de ficção sempre envolve inspiração, pesquisa e muito, muito trabalho mesmo! Claro que envolve satisfação também, principalmente quando chegamos ao ponto-final e podemos ver nossa caminhada até ali.      
 

Como é o seu processo de escrita?

Não tenho exatamente um processo. Quando surgem, as ideias podem ou não render uma história. Às vezes, são descartadas por não serem úteis. Em outras, são guardadas para um possível projeto. Aquelas que chegam a ser desenvolvidas vão crescendo, ganhando consistência, personagens, ritmo narrativo, enfim, passam a ser estruturadas como narrativas.

Você tem alguma rotina/ritual?

Eu deveria ter ao menos um ritualzinho para escrever, não é? Parece tão chique! (risos). Mas, não. Sou uma criatura prática, que escreve a qualquer hora e em qualquer lugar, até em guardanapo!

De onde vêm suas ideias?

Do mundo ao nosso redor, das notícias, de personagens reais e fictícios, dos contos de fadas e também do universo nerd com seus filmes, seriados, HQs, animes e livros.

Que dica poderia fornecer a um aspirante a escritor?


Leia muito e criticamente. Não veja apenas o que você gosta ou desgosta numa história, mas analise o motivo de gostar ou desgostar. Leia livros sobre criação de histórias e também de roteiros para descobrir como estruturar sua narrativa. Acompanhe o trabalho de outros escritores, o que acontece no mercado editorial. E, quando possível, faça cursos sobre o processo de escrita de histórias. Ou seja, funciona como em toda a profissão, pois ser escritor exige preparo, estudo, ética e responsabilidade.

Você tem alguns livros escritos a quatro mãos. Como se dá essa parceria? Como é o processo de escrita?

A parceria geralmente acontece por se ter ideias e interesses em comum e ainda pela vontade de se trabalhar com um escritor que também é amigo. Quando juntamos em um único livro histórias escritas individualmente, como é o caso de um livro de contos, procuramos editar o material de acordo com a proposta que combinamos. Já no caso de uma única narrativa, costumamos desenvolver antes toda a sinopse cena a cena, capítulo a capítulo. Depois, é só dividir entre nós as cenas, escrever e, ao final, dar uma boa edição para que os estilos diferentes dos autores sejam padronizados em um estilo único.

Como analisa a questão da leitura no país?

Temos projetos excelentes graças a bibliotecários, educadores, ONGs e iniciativas tanto particulares quanto públicas. Mas, infelizmente, ainda é muito pouco diante de um contexto cada vez mais difícil para a cultura no país.

Qual o projeto no qual está trabalhando atualmente?

Terminei de escrever para a editora Edelbra um juvenil que chamamos de “Uma aventura corsária”. No momento, a Rosana Rios e eu estamos reformulando um projeto antigo e, em breve, vou trabalhar em outro juvenil, dessa vez uma adaptação escrita em parceria com a Susana Ventura.


Cida Simka é licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Coautora do livro Ética como substantivo concreto (Wak Editora, 2014) e autora dos livros O acordo ortográfico da língua portuguesa na prática (Wak Editora, 2016), O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), “Nóis sabe português” (Wak Editora, 2017) e Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019). Integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.

Sérgio Simka é professor universitário desde 1999. Autor de mais de cinco dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela Editora Uirapuru. Organizador dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019) e Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019). Autor, dentre outros, do livro Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019). Membro do Conselho Editorial da Editora Pumpkin e integrante do Núcleo de Escritores do Grande ABC.
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