quarta-feira, 3 de junho de 2020

Ficção científica ao extremo: José M. S. Freire e o livro Tamara Jong – A última flor do paraíso

José M. S. Freire - Foto divulgação
José Maurilio de Souza Freire nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1956. Sempre gostou da literatura de ficção científica. Esse tipo de leitura influenciou suas escolhas acadêmicas: É bacharel em Ciências Físicas pela Universidade Federal Fluminense e pós-graduado em Análise de Sistemas pela PUC-RJ. Também chegou a fazer dois anos de mestrado em Física Nuclear.
Trabalha como Tecnologista Sênior na Marinha do Brasil. Seu trabalho consiste em analisar a propagação do ruído irradiado pelos navios de guerra no ambiente marinho. Escrever relatórios técnicos o inspirou a criar esta série de ficção.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

José M. S. Freire: Tudo começou em uma noite fria e chuvosa de junho de 2012. Eu estava em casa, degustando um vinho chileno e assistindo a um documentário sobre antigas civilizações, e seus supostos contatos com os “Deuses-Astronautas”, quando, de repente, me ocorreu, segundo meus próprios conhecimentos de Física e minhas convicções a respeito do legado de seres alienígenas na Terra que, se realmente eles estiveram aqui, sua rota mais provável para superar as astronômicas distâncias entre seus mundos e o nosso, só pode ter sido traçada através de portais interdimensionais, entre os quais os buracos negros e buracos de minhoca, previstos na Teoria da Relatividade. Mas, também, segundo os cientistas modernos, podem ser criados artificialmente com o emprego de sistemas de alta tecnologia. 
A partir daí, eu fiquei imaginando se, assim como em certos sítios arqueológicos extremamente antigos, nos quais é aventada a existência desses portais no interior de templos ou formações de enormes megálitos, também na Floresta da Tijuca, onde eu costumava caminhar nos fins de semana, poderia haver algum indício da existência dessas passagens, em suas grutas ou recantos mais recônditos. A partir desse pensamento, me veio a ideia de criar uma história para explorar esta possibilidade.

Conexão Literatura: Você é autor do livro “Tamara Jong – A última flor do paraíso”. Poderia comentar? 

José M. S. Freire: Neste quinto livro eu procuro explorar mais o lado mau das civilizações, quer sejam do nosso próprio mundo, ou de outros. O caso é que, segundo um filósofo indiano chamado Jiddu Krishnamurti, conforme os registros dos cinco mil anos de história escrita da humanidade, ocorreram, aproximadamente, 15 mil guerras e conflitos de toda sorte, motivados pelas mais diversas razões, muitas delas denominadas criminalmente como “motivos torpes”. Isto parece evidenciar certa inclinação para a maldade da maioria dos seres conscientes, a partir do ponto de sua evolução em que eles se veem no controle de armas e aparatos político-sociais falhos. Cedo ou tarde uma parcela de elementos inescrupulosos e mal-intencionados vai se valer disto para dominar e explorar seus semelhantes, e até outras raças. Mas eu não quero, de forma alguma, entrar no mérito dessa questão delicada. Tenho certeza que os grandes filósofos Voltaire e Rosseau estão ainda discutindo sobre isso lá no Além. Mas, o certo é que, neste livro, Tamara Jong e seus companheiros se envolvem em situações que não têm nada a ver com a guerra contra as moneras, mas, sim, com ter que lutar para livrar pessoas inocentes das garras de seres cruéis e exploradores.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir sua obra? 

José M. S. Freire: Bem, na verdade minhas pesquisas, feitas antes de eu escrever o primeiro livro, “Tamara Jong: O Chamado de Úlion”, se resumiram em estudar um pouco sobre a Coreia do Sul, principalmente para conhecer nomes típicos e poder criar o nome dos parentes de Tamara. Também li algumas coisas sobre seu estágio de desenvolvimento científico e tecnológico. Mas nada que eu já não soubesse, tipo, eles são donos de grandes marcas de carros, telefonia celular, televisores e eletrônicos em geral. Além de possuírem a banda larga mais rápida do mundo. Quanto ao tempo de escrita, levei um ano, aproximadamente, para escrever cada livro.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em Tamara Jong – A última flor do paraíso?

José M. S. Freire: Um dos trechos que eu acho mais legais do livro é aquele em que Vítor tenta convencer uma menina a deixar a vida que ela leva nas ruas de uma cidade uliana e ir morar num lugar onde ela possa viver segura e feliz. Parte do diálogo entre os dois é este:

– Minha mãe me jogou nas ruas ainda pequena, Vítor – disse Luar, sem demonstrar qualquer emoção por fazer esta triste revelação – Eu me tornei um estorvo para ela depois que meu pai foi embora. Um dia, Ziro pousou sua nave no meu planeta e foi direto ao lugar onde eu e outras meninas ficávamos. Ele nos prometeu uma vida melhor aqui em Úlion, onde, segundo ele, nós teríamos um trabalho honesto e digno. Eu sabia que era mentira, mas vim assim mesmo. Tudo que eu queria na vida era sair do meu planeta para nunca mais ver a minha mãe.
– Lamento saber disso, Luar – disse o terráqueo – mas não deixe as mágoas do passado destruírem seu futuro. A vida é dura em toda parte, mas, ainda assim, é tudo que temos, e nós devemos lutar por ela.

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir os seus livros e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

José M. S. Freire: Bem, o livro está à venda na Amazon e na Cultura, por enquanto só em e-book. Quanto a saber mais de mim e do meu trabalho, infelizmente eu ainda não tive tempo de criar um site ou blog para receber os comentários dos leitores. Mas eu devo me aposentar em breve e, entre meus projetos, está a criação de uma página própria para interagir com meus leitores. De qualquer modo, quem quiser me adicionar no facebook, tudo bem.

Conexão Literatura: Tamara Jong terá mais um livro? 

José M. S. Freire: Sim, com certeza! Estou começando a escrever o sexto livro, mas ainda não decidi se ele será o último. De repente, se a saga começar a ter boa aceitação entre os apreciadores do gênero, eu poderei escrever mais alguns volumes.

Perguntas rápidas:

Um livro: A História do Cerco de Lisboa
Um (a) autor (a): José Saramago
Um ator ou atriz: Alice Braga e Wagner Moura, pela brilhante atuação no filme Elysium. 
Um filme: Elysium
Um dia especial: O dia em que nasci (por motivos óbvios, rsrs...).

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

José M. S. Freire: Sim, gostaria de agradecer à revista Conexão Literatura por me conceder esta oportunidade (mais uma) de falar sobre o meu mais recente trabalho, que segue firme e forte, prometendo ainda muitos momentos de prazer aos que o acompanham, com a leitura das incríveis aventuras de minha intrépida heroína. Também gostaria de agradecer particularmente ao editor Ademir Pascale, e seus colaboradores, pelo excelente trabalho que fizeram na editoração, na elaboração da capa e na publicação deste e-book nos sites da Amazon e da Kobo.

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