quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Na nova edição de Um Certo Alguém, a escritora Jarid Arraes alerta que viver pensando no amanhã pode causar dores

Jarid Arraes - Foto Divulgação
“Viver com a cabeça esticada para o amanhã pode causar uma dor danada”, diz a ganhadora do prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), de Literatura, na categoria de Melhor Livro de Contos, em 2019. Cheia de saudade do Cariri, sua terra natal, ela é a convidada da vez para responder as quatro já tradicionais perguntas dessa série de entrevistas 

A escritora, cordelista, nascida e criada em Juazeiro do Norte, região do Cariri cearense, Jarid Arraes, é a nova entrevistada  da série Um Certo Alguém, disponível semanalmente, toda quinta-feira, às 13h, no site www.itaucultural.org.br. No dia 13, ela conta a história de sua maior saudade, revela o que mais quer agora, como imagina o amanhã e quem é, se situando no passado, presente e futuro. Na próxima semana é a vez da artista plástica e ativista Micaela Cyrino responder a estas perguntas. 

Aos 28 anos, Jarid já publicou As Lendas de Dandara, Um buraco com meu nome e, o mais recente, Redemoinho em dia quente, ganhador do prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), de Literatura, em 2019, na categoria Melhor Livro de Contos. Além destes, ela compôs mais de 60 títulos em literatura de cordel, incluindo a coleção Heroínas Negras na História do Brasil, de 2017. Atualmente, vive em São Paulo, onde criou o Clube da Escrita Para Mulheres, em que reúne interessadas em torno dessa prática, congregando diversos temas e estilos. 

Como ela diz, a maior saudade que tem é de sua terra natal, no Ceará. “Quando eu era criança, no Cariri, brincar na rua era coisa de todo dia. Era especialmente feliz quando chovia e a gente saía para escorregar nos montes de terra que ficavam em frente a casas em construção”, conta ela.

Ao trazer para o presente a sua narrativa pessoal, a escritora parte de uma infinitude de desejos, que trafegam entre morar no mato e conhecer Lady Gaga. “Quero passar a fase difícil do jogo de videogame. Quero morar no mato com pelo menos cinco cachorros e um monte de frutas que eu mesma plantei. Quero não sentir os fatos ocos dentro da barriga sempre que invento de ler as notícias. Quero conhecer a Lady Gaga pessoalmente,” diz Jarid entre uma embolada de coisas. 

Sobre o futuro, Jarid pontua preferir permanecer no aqui e agora, diante dessa profusão de vontades. “Viver com a cabeça esticada para o amanhã pode causar uma dor danada. Prefiro moer meu juízo com o presente,” conclui a escritora, nascida no sertão do Cariri em 12 de fevereiro de 1991.

IC virtual
Com a programação suspensa desde o dia 17 de março em razão da pandemia do novo coronavírus, a organização tem intensificado a produção de materiais e conteúdos pensados para toda a família, ampliando a produção de conteúdo para diversos públicos, como podcasts, cursos de EAD e vídeos, no site e redes sociais da instituição e na Enciclopédia Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. Para acessar: www.itaucultural.org.br

Para acessar as edições anteriores de Um Certo Alguém:

Itaú Cultural 
Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô 
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