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terça-feira, 19 de julho de 2022

Conheça o livro "A Canção de Variata", do autor Helton Timoteo


SOBRE O AUTOR 

Helton Timoteo é Especialista em Teoria da Literatura/Produção Textual e Mestre em Linguística Aplicada (UERJ). Prof. de Líng. Port. e Lit. do EM e de Linguística, no Superior. É membro do Conselho Científico da Revista Traduzir-se da Faculdade FEUC. Publicou Réquiem para Lavine (2015), Maçã Atirada sem Força (2017) e o romance A Canção de Variata (um dos vencedores, em 2020, do Prêmio Digital da Biblioteca Pública do Paraná, a nível nacional (Penalux). Foi um dos vencedores do Prêmio Off Flip de Literatura (poema), e do XV Prêmio Literário da Fundação CEPERJ (conto), ambos em 2014. Foi semifinalista (2020) e finalista (2021) do Prémio Internacional Pena de Ouro. 

Por Eliane Melo do Carmo (in memoriam)

 

A Canção de Variata é um romance-ensaio montado de tal forma que não apenas transmite as ideias do narrador, mas leva o leitor a uma coanálise dos temas abordados. Na 2ª parte do livro, o ponto de vista da narrativa se faz predominantemente na 1ª pessoa, como se o personagem João e o narrador aos poucos se fundissem num mesmo ser, tal a proximidade das ideias e da linguagem. 

            O personagem João careceria de verossimilhança, não fosse a referência a um passado em que ele exercera outras profissões que não a de pescador. Que ele fosse um ser altamente indagador e um permanente revisionista de seus próprios conceitos e sentimentos seria bem possível, mas ele jamais colocaria suas indagações e formulações nas palavras e na forma usadas no discurso em primeira pessoa; teve outros empregos, viveu em outros ambientes.

            A sequência de seres: o pombo, a menina, o lobisomem, o índio, a mãe e o jegue sugerem, respectiva e simbolicamente, a ternura, a sabedoria, a decadência, a origem mais remota, a origem mais recente, a crueza do cotidiano.

            Muitas imagens usadas pelo narrador fazem lembrar traços de Saint-Exupéry. No Capítulo “A Pesca Mágica”, há uma aproximação da poesia de Murilo Mendes e, no Capítulo “Canção de Repetir”, sente-se a influência de Manuel Bandeira. Já no Capítulo “Objetos”, a temática e tratamento dado a mesma remetem, em parte, a Alves Redol em seu romance “Gaibéus”. Mas todas essas possíveis influências, fugidias que são, talvez só existam na minha mente, pois um livro como A Canção de Variata, que propõe tantas e tantas abordagens e conceituações e suas reformulações, há de permitir, com certeza, ao leitor, a liberdade de unir à leitura aquilo que já traz em si, acumulado em muitos anos de absorção de imagens e ideias.

            O importante, mesmo, é que A Canção de Variata é único por si só, pela sua criação original e profundamente esmiuçadora dos valores humanos e transcendentais. O mais é contribuição (desnecessária, mas estranhamente compulsiva) do leitor.

            Quanto ao termo “Variata”, ele me alcança não como o nome de um vento dado por uma tribo norte-americana, mas, indiscutivelmente, como uma palavra de origem latina, significando variedade, ou seja, várias facetas de uma mesma coisa, a multiplicidade de interpretações de um mesmo objeto, fato ou sentimento.

            A personagem Variata é apresentada como uma “menininha cor-de-rosa”, criatura fluida, fugidia e imprevisível, cuja origem não é explicada no plano físico. Mas Variata é muito mais que isso. Variata é o ponto de referência para João redimensionar e refazer suas argumentações. Ela funciona como uma espécie de segunda consciência de João, atuando num nível mais amplo e mais profundo, sem subjugar o primeiro nível. Variata, portanto, é uma projeção do interior de João. Ela não repele suas ideias nem as aceita simplesmente: ela as aprofunda.

            A meu ver, Variata retém, em sua Canção, mais que a voz do Vento do Norte; ela retém toda uma sucessão de estágios psicológicos, afetivos e intelectuais pelos quais passam o pescador João e os leitores. 

Nota: Esse texto foi escrito em 20/04/1994, a respeito da 1ª versão do livro. Apesar disso, mantém praticamente toda a essência da obra. A autora faleceu em 2020. 

Links para adquirir o livro: 

https://www.editorapenalux.com.br/loja/a-cancao-de-variata

https://www.amazon.com.br/s?k=9786558622369 

https://www.submarino.com.br/busca/9786558622369 

https://www.americanas.com.br/busca/9786558622369 

Assistam também a Live de lançamento - Canal da Editora Penalux no link abaixo: 

https://youtu.be/LeLY7cruLMA 

Contatos:

Instagram: @heltontimoteo

Instagram: @portuguesaopedaletra

Facebook: heltontimoteo.silva

Linkedin: Helton Timoteo

E-mail: htimoteo@uol.com.br / heltontimoteosilva@gmail.com

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segunda-feira, 18 de julho de 2022

Entrevista com Helton Timoteo, autor do livro "A canção de Variata" (Editora Penalux)


Helton Timoteo
é Especialista em Teoria da Literatura/Produção Textual e Mestre em Linguística Aplicada (UERJ). Prof. de Líng. Port. e Lit. do EM e de Linguística, no Superior. É membro do Conselho Científico da Revista Traduzir-se da Faculdade FEUC. Publicou Réquiem para Lavine (2015), Maçã Atirada sem Força (2017) e o romance A Canção de Variata (um dos vencedores, em 2020, do Prêmio Digital da Biblioteca Pública do Paraná, a nível nacional (Penalux). Foi um dos vencedores do Prêmio Off Flip de Literatura (poema), e do XV Prêmio Literário da Fundação CEPERJ (conto), ambos em 2014. Foi semifinalista (2020) e finalista (2021) do Prémio Internacional Pena de Ouro.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Helton Timoteo: Comecei minha carreira literária como poeta. Depois de algum tempo, me aventurei na prosa, escrevendo principalmente contos e crônicas esparsas. Entre 1984 e 1985, ganhei meus cinco primeiros prêmios literários (poema, conto e crônica); em 1990, mais um prêmio (nacional) em conto; o mesmo ocorrendo em 2001, 2002, 2003 e 2004 (poesia e conto); mais os citados na minibiografia. Publiquei, além dos livros supracitados, meu primeiro livro de poemas, em 1989, Pequena Antologia Antecipada (com o poeta e escritor Mayrant Gallo), de forma artesanal. Também publiquei os livros citados na referida minibiografia e tenho poemas e contos publicados em várias antologias. Em 1990, nasceu minha filha Iasmim Martins. Ela era muito lourinha, cabelos cacheados e olhos muito azuis. Desde muito cedo, demonstrou muito sagacidade para perceber a realidade a sua volta e uma grande capacidade expressiva. Decidi, então, escrever um livro em sua homenagem. Assim, iniciei a primeira versão do romance A Canção de Variata, o qual mantive na gaveta por muitos anos, até decidir retomá-lo em 2017, a fim de compor melhor a narrativa, tornando-a mais robusta, mais consistente, tanto do ponto de vista estilístico e temático, quanto da sua própria estrutura, já que a questão crucial para mim não é apenas o que se escreve, mas como se escreve.

Conexão Literatura: Você é autor do livro "A canção de Variata”. Poderia comentar? 

Helton Timoteo: A obra narra a história de João Pescador, um senhor de 70 anos que — farto da cidade grande — exila-se numa ilha distante, habitada por alguns pescadores, comerciantes, entre outros, com o objetivo de purgar suas antigas dores, mágoas, rancores e refletir sobre sua própria vida, em particular, e a existência humana, como um todo. Na ilha, conhece Variata, a menininha cor de rosa, de cerca de 7 anos, com quem começa a interagir a partir do Capítulo VII. Aliás, o número sete vai perpassar toda a obra, simbolizando plenitude, perfeição, união dos dois mundos, o sobrenatural e o natural, o espiritual e o físico, o intelectivo e o intuitivo. Antônio dos Raios (outra personagem importante) terá 7 filhos (seis natimortos e um que morre aos sete anos); a ilha será de-vastada por sete pragas; sete crianças de sete anos cada uma vão perecer durante a catástrofe; sete são as entidades sobrenaturais; sete são as personagens mais importantes; etc. O título se refere a uma canção de despedida, mas também de redenção e restauração, cantada por Variata (esse nome significa Vento do Norte, numa língua indígena norte-americana e variedade, em latim), a menininha cor de rosa, uma das principais personagens do livro, ao lado de João Pescador. Esse é também o título de um dos últimos capítulos da Segunda Parte do livro (Reflexões e Destruições). A menina é uma espécie de aparição ou segunda consciência do Pescador (ou ainda uma espécie de anjo da anunciação) e o seu nome e o epíteto acima foram dados por ele, que vive exilado numa choupana em uma ilha com poucos habitantes. 

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro? 

Helton Timoteo: Iniciei a construção do romance em 1990/1992, respectivamente, anos de nascimentos das minhas duas filhas. A primeira versão constituiu-se de quase 40 capítulos, que encerram praticamente toda a essência da obra. Apesar disso, julguei que ainda não era digno de publicação, pois apresentava algumas falhas de composição, isto é, em função da nova constituição familiar, eu o havia produzido de uma forma um tanto apressada. Como sou, em relação ao estilo, muito perfeccionista, submeti-o a um estado de maturidade. Em 2016, perdi o rim e o ureter esquerdos para o câncer. Como estivesse à beira de uma depressão, decidi reescrever o livro, para tentar manter distraída a mente. O que foi ótimo, tanto do ponto de vista psíquico, quanto literário. O resultado me agradou muito. Aliás, é bom enfatizar que a história se passa no final do Século XX, isto é, basicamente no limite não apenas entre dois séculos, mas dois milênios. Ou seja, entre a chamada sociedade disciplinar de Foucault e a sociedade do espetáculo (e mais oito tipos) de Byung-Chul Han. Por isso, o considero um tanto visionário, pois Variata apresenta, no Capítulo XLVI (intitulado A Nova Era), várias previsões ao João Pescador.

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro?  

Helton Timoteo: Poderia destacar inúmeros trechos, haja vista o livro conter vários trechos belíssimos, tanto do ponto de vista poético, quanto filosófico, mas vou reproduzir apenas um do último capítulo, pois resume, de certa forma, o posicionamento da personagem frente à existência e por conter, implicitamente, uma crítica à sociedade do consumo e do espetáculo, o que exprime a essência da obra: “João Pescador sentia-se como um cântaro vazio. Fora preciso que o recipiente ficasse cheio até a borda, com o conteúdo das várias vivências, para finalmente transbordar e extravasar todo, até não restar senão vácuo, ausência da ausência. Apenas João. Uma árvore sem folhas. Um esqueleto que fora sendo despido, aos poucos, de seus adereços, até atingir a nudez absoluta. Vácuo sobre vácuo. Seu mais completo e tenro esquecimento. Tinha aprendido com a menininha cor de rosa que era melhor um odre vazio, onde a qualquer momento se pudesse depositar um conteúdo do mais alto teor proteico, do que um cantil repleto de um conteúdo visceralmente contaminado pelas imundícies da vida.”

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deve proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Helton Timoteo: Meu livro pode ser adquirido nos seguintes sites: 

https://www.editorapenalux.com.br/loja/a-cancao-de-variata

https://www.amazon.com.br/s?k=9786558622369

https://www.submarino.com.br/busca/9786558622369

https://www.americanas.com.br/busca/9786558622369

Para obterem maiores informações sobre o livro, basta acessar os links das lives e das entrevistas:

https://youtu.be/LeLY7cruLMA (Live de lançamento - Canal da Editora Penalux).

https://youtu.be/fFdscybTyQY (Live Articulações filosóficas entre o exílio, o trá-gico e os eventos notáveis - Canal Conversações Filosóficas).

https://fb.watch/cpyQKFDhDi/ (Live no Programa Nossa Pauta da Rádio Mundial News, transmitida para todo o Brasil e para Roma, Itália, em 15/04/2022).

https://issuu.com/smc5/docs/53_divulga_escritor_revista_literaria_da_lusofonia/50 (Entrevista publicada na Revista Divulga Escritor, com circulação em todos os países de Língua Portuguesa).

https://minhodigital.com/news/entrevista-com-o-escritor-11 (Entrevista completa sobre o livro, publicada em Portugal, na Revista Minho Digital).

https://sopacultural.com/em-homenagem-a-filha-nasce-a-cancao-de-variata/?fbclid=IwAR1f6N1LJAaIJHzzqDeX1XkT9GfKZH1ld31BP_hLHTfK8AqEKCzG1sIyxEw (Entrevista completa sobre o livro, publicada no Portal de Notícias Sopa Cultural).

literaturaefechadura.com.br (Fernando Andrade entrevista o escritor Helton Timoteo - Literatura & Fechadura - revista de literatura contemporânea e arte).

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Helton Timoteo: Estou com um novo livro de poemas, intitulado Última Flor, pronto para ser publicado. Nele faço uma profunda reflexão sobre a morte e todas as suas implicações. O livro está estruturado em três partes. Na primeira, os poemas foram construídos com um maior rigor formal e uma maior densidade no uso da linguagem (são também relativamente mais longos). Na segunda, algum rigor formal ainda é mantido, mas o conteúdo temático é versado com mais suavidade e leveza (também razoavelmente longos). Já na terceira parte, em que os poemas são bem menores, ocorre um total rompimento com o rigor formal (ou pelo menos é praticado um rigor formal de outra ordem) e há uma pluralidade temática bastante vasta, embora dois ou três poemas versem sobre a morte, mas de uma forma bastante distanciada da configuração discursiva dos poemas da primeira e segunda partes. Minha intenção, ao organizar a obra desta maneira, foi estabelecer uma ponte poético-estética, que conduzisse o leitor de um extremo a outro, isto é, entre o poeta artífice (que trabalha as formas até a exaustão) e o poeta inspirado, obviamente mantendo um gradiente de possibilidades entre essas duas posturas. É curioso observar que esse livro é anterior à Pandemia, e me veio a ideia de escrever sobre a “indesejada das gentes”, por dois motivos: 1) a perda de inúmeros amigos e parentes; e 2) ter sonhado, em 2018, com uma tragédia que se abatia sobre a humanidade (premonição?). Quase todos os poemas sobre a morte foram escritos até 2019, ao menos os das duas primeiras partes. Quanto aos da terceira, foram escritos ao longo de muitos anos. Também estou finalizando o livro de contos Interpretação do Vidro.

Perguntas rápidas:

Um livro: A Peste.

Um cordelista: Prefiro citar um poeta: Carlos Drummond de Andrade.

Um (a) autor (a): Albert Camus.

Um ator ou atriz: Fernanda Montenegro (especialmente a dos filmes Central do Brasil e Eles não usam black-tie).

Um filme: Sonhos, de Akira Kurosawa.

Um dia especial: O dia em que nasci.

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário?

Helton Timoteo: Agradeço a entrevista. Gostaria que todos lessem o livro e ajudassem a divulgá-lo. Creio que assistir às lives e ler as entrevistas supracitadas, bem como esta entrevista, contribuirá sobremodo para a compreensão mais aprofundada da obra. Mas é claro que cada leitor pode (e deve) colocar em prática seu próprio percurso de leitura. Talvez se possa pensar que eu dê spoiler demais nesses canais. Mas penso também que, numa obra literária, não só o que acontece (seu enredo, seu conteúdo temático ou tema) é importante. É igualmente fundamental a forma como a configuração narrativa se estrutura; seu plano global (ou forma composicional); o estilo usado; as condições de produção; a força expressiva da linguagem, entre outros aspectos. Do contrário, todos poderiam ser escritores; afinal, todos têm histórias para contar. Não é mesmo? Além disso, cada leitor experencia a leitura de uma forma bem peculiar, bem específica. De qualquer modo, acredito que os leitores vão, por vários motivos, se deliciar com o livro: a forma como está estruturado; a linguagem poética e filosófica que perpassa toda a narrativa; a plurissignificação do enredo e de alguns personagens, o que conduz diferentes leitores a fazerem diferentes leituras da obra, ampliando sua significação e complexidade; a carga psicológica e mesmo psicanalítica que atravessa as interações dialógicas das personagens, especialmente João e Variata, contribuindo decididamente para as suas constituições subjetivas; a aura de mistério e mistificação que envolve a menininha cor de rosa, o que lhe confere uma tal indefinição e dimensão, que conduz os leitores a inúmeras possibilidades de interpretação desse pequeno ser; e a valorização da vida simples, livre das amarras da sociedade da positividade e narcisista.

Contatos:

Instagram: @heltontimoteo

Instagram: @portuguesaopedaletra

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E-mail: htimoteo@uol.com.br / heltontimoteosilva@gmail.com 

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