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sábado, 29 de maio de 2021

EXCLUSIVO: Marco Lucchesi, presidente da Academia Brasileira de Letras, concede entrevista à revista Conexão Literatura, por Cida Simka e Sérgio Simka


O poeta, romancista, memorialista, ensaísta, tradutor, editor e presidente da Academia Brasileira Letras, Marco Lucchesi, que acaba de publicar o livro “Adeus, Pirandello”, pela editora Rua do Sabão, conta, nesta entrevista exclusiva, sobre o livro, a sua faceta de escritor e de pesquisador e a respeito de seus próximos projetos.

Os colunistas e o editor-chefe da revista Conexão Literatura, o escritor Ademir Pascale, desejam externar publicamente o nosso agradecimento ao também escritor Leonardo Garzaro, um dos editores da editora Rua do Sabão, e à assessora de imprensa da editora, Beatriz Reingenheim, por terem viabilizado o contato com o eminente acadêmico. 

ENTREVISTA:

Ao publicar o livro "Adeus, Pirandello", você completa a trilogia sobre o Rio de Janeiro. O que o motivou a escrevê-la?

O amor do território. Sequestrado diante de tantas agressões urbanas. O amor das paisagens náufragas. Mas também a ideia da máquina do tempo, os limites da história e da ficção. Uma cronologia que começa em 1866 e termina em 1927. A última, com a viagem de Pirandello ao Rio. 

Você tem uma extensa, sólida e relevante obra publicada. Quais os seus próximos projetos?

Tenho o que posso fazer... na medida das minhas forças, dos meus limites e, sobretudo, da minha inquietação. Trabalho em muitos projetos, ao mesmo tempo, seria inútil e soaria pedante enumerá-los. Terminei o terceiro volume do diário filosófico, em fragmentos, e mais dois outros livros. Sinal de teimosia ou de esperança... Talvez o primeiro tópico,  talvez o segundo. A rosa dos ventos. Um destino.

Fale-nos brevemente sobre o Lucchesi escritor e o Lucchesi pesquisador. Particularmente, por que o seu interesse pela filosofia da matemática?

Muitos apelos e interesses desde sempre. Gosto de ver o céu noturno. Quando a vida no país se torna insuportável, agarro-me ao plenilúnio. Vermelho e soberano.  Se houvesse escolhido outra profissão, talvez fosse epistemólogo.  Sou um homem da Fronteira. Gosto essencialmente do trânsito e da articulação  entre coisas diversas.  Seria longo tratar da matemática, mas gosto de estudar seus pressupostos filosóficos, também a construção de uma poética própria que a torna mais bela, como a Lua. Ela está em alguns livros de ensaio, mais intensamente no primeiro e no segundo volume do diário filosófico "Trivia" e "Vestígios".  Vício e fascínio, ao mesmo tempo. Como no poema de Novalis, número e letras enquanto possível de uma profunda cosmopoética.

Como analisa o ensino superior brasileiro, de maneira geral, em tempos de pandemia?

95% da invenção do que se produz no Brasil vem da Universidade. Os desafios têm sido respondidos com a necessária coragem e resistência, na luta permanente contra a barbárie de nossos dias. Nada é fácil. Seguimos formando profundas zonas de consenso. A defesa da cultura para todos contra a máquina do ódio.

Refletindo sobre sua trajetória, você se considera um ser humano realizado? E feliz?

Essa é uma pergunta impossível. Quem poderia dizer uma e outra coisa? Ainda que não houvesse tanta miséria e morte, no seio da pandemia, política e racismo... ainda que não houvesse nada disso,  quem poderia afirmar uma e outra coisa... Vivemos em um processo. Nossa esperança é de recriar o presente. Eu venho do planeta  Inquietação na nebulosa de Órion.

Informações sobre a trilogia (extraídas do site da editora Rua do Sabão):

“Nas palavras do também imortal Antônio Torres, com ´Adeus, Pirandello´ Marco Lucchesi fecha uma trilogia carioca iniciada em 2010 com O dom do crime, cujo cenário é o Rio ao tempo de Machado de Assis (1886). O passo seguinte foi O bibliotecário do Imperador, de 2013, ambientado no mesmo Rio e no mesmo século XIX (1889).” 

Conheça mais sobre Marco Lucchesi:

https://www.academia.org.br/academicos/marco-lucchesi/biografia

https://www.academia.org.br/academicos/marco-lucchesi/bibliografia

Link para o livro:

https://loja.editoraruadosabao.com.br/produto/adeus-pirandello/

Link para a assessoria de imprensa da editora Rua do Sabão: 

www.kulturalis.com.br


CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019), O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020), Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021) e O quarto número 2 (Editora Uirapuru, 2021). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020), Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020) e O medo que nos envolve (Editora Verlidelas, 2021). Colunista da revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela editora Uirapuru. Colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais recente trabalho acadêmico se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020) e seu mais novo livro juvenil se denomina O quarto número 2 (Editora Uirapuru, 2021). 

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E-mail: ademirpascale@gmail.com

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