O Grande Gênio Tim Burton, por Ademir Pascale

Por Ademir Pascale Timothy William Burton (Tim Burton), nasceu em Burbank, na Califórnia, no dia 25 de agosto de 1958. Burton foi um garoto...

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segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Nayara Lemes e seus livros


Nayara Lemes
é autora internacional. Tem um diploma em literatura medieval francesa em diplomacia e relações internacionais. Interessa-se pelo meio-ambiente e pelo humanitário. Fala português, francês, inglês, espanhol e holandês. Trabalha dia a dia para o despertar das consciências. Vive com a sua família na Bélgica, onde combina a paixão pela escrita e os treinos de yoga.

ENTREVISTA:

Conexão Literatura: Poderia contar para os nossos leitores como foi o seu início no meio literário?

Nayara Lemes: Há 5 anos eu comecei a escrever uma história para ajudar mulheres. Mas eu nunca tinha tempo de terminar. Com a pandemia, eu fiquei desempregada e pude me dedicar aos livros. Foi assim que eu lancei o meu livro “Cidade das mandalas”, o primeiro da Coleção Kundalini, composta de 3 livros.

Atualmente, eu tenho mais dois projetos: um para o mês de janeiro 2021, Flor de mandala, e o outro para o mês de maio 2021, A Grande mandala. Para mais informações visite

https://www.facebook.com/nayara88

Conexão Literatura: Você é autora do livro “Cidade das mandalas”. Poderia comentar? 

Nayara Lemes: Paris é uma cidade viva, em todos os sentidos do termo, com aquelas ruas, os monumentos que te transportam para o passado e a onipresença da Torre Eiffel. O que existe lá que dá vida a cidade? E será que todos vêm e sentem a mesma coisa? O que faz que uma pessoa tome uma decisão quando a cidade parece te ajudar ou te atrasar a vida? Quando eu comecei a me interessar por esses motivos profundos que influenciam as pessoas, eu comecei a ver mandalas em todos os lugares. Eu entendi que nada acontece por acaso. O resultado é um livro que visa ajudar mulheres a se tornarem mestras de sua própria vida, de sua própria jornada.

Conexão Literatura: Como foram as suas pesquisas e quanto tempo levou para concluir seu livro? 

Nayara Lemes: A minha pesquisa foi a minha própria experiência e a minha vontade de buscar algo novo, de escrever livros e de ajudar as pessoas. Isso se intensificou quando eu comecei a me interessar por yoga e a reconhecer as mandalas em todos os lugares, objetos e mesmo em coisas que não via. Começou há 5 ou 6 anos e só terminará quando eu passar para o outro lado do Véu. Mas o livro eu concluí esse ano (risos).

Conexão Literatura: Poderia destacar um trecho que você acha especial em seu livro? 

Nayara Lemes: 

“— Esse já é o quinto reagrupamento dessa semana. Toda essa gente, respirando o mesmo ar viciado… tsc tsc tsc, nada saudável. — Explicou Michel. — A multidão estava ontem atirando pedras no Palácio da Justiça e mesmo contra as outras pessoas. Veja. 

De onde estávamos, os seus dedos apontaram algumas janelas em reforma no primeiro andar do antigo prédio parisiense.  

— Engraçado que ontem de madrugada, quando ninguém mais estava na rua, também ouvi barulho de pedras sendo atiradas e estilhaçando os vidros. 

— De madrugada? Esse povo perdeu a noção de quando é hora de fazer barulho. Você chamou a polícia? 

— O engraçado, Kundalini — ele se aproximou sob um tom de confidência — é que não tinha ninguém na rua!

— Como assim? Então quem estava jogando pedras? 

Dando uma piscadela, Michel fez um movimento de pescoço, chamando-me. 

Andamos um pouquinho até uma gárgula bizarra parada no meio de um triângulo que unia três ruas pedestres. Estava ligeiramente inclinada para baixo e as suas garras demoníacas pareciam prontas para apanhar uma das pedras soltas da calçada, bem embaixo do monumento. 

  Eu encarei o feio monumento. Depois Michel. 

— E? — Perguntei-lhe. 

— Veja o que ela está fazendo. 

O meu olhar depositou-se novamente sobre a gárgula. 

— Está abaixada e parece que vai pegar uma pedra para atirar. 

— Exato. — Disse ele, parecendo de repente não tão perdido. — Essa gárgula é uma estátua de pé. Veja. 

Michel tirou o telefone celular do bolso e mostrou-me a foto de uma gárgula idêntica em pé.  

Eu observei a foto sem acreditar muito no que ele dizia. 

— Você com certeza se enganou. Essa não é a mesma gárgula! 

Michel não se deixou abater. Zapeou para a foto seguinte com o dedo polegar. 

— Veja essa. Eu passei aqui ontem, a gárgula estava um pouco inclinada. Hoje está literalmente abaixada. E veja! 

O seu dedo indicou a direção de uma casa, com vidros quebrados. 

Os meus olhos reviraram de impaciência para o Véu poluído. 

— E agora as gárgulas se movem? 

O seu olhar azul lutou contra o meu. Tinha um quê de ingenuidade, como uma criança e eu não pude conter a risada.  

— Você é realmente uma figura, alguém já te falou isso, Michel? 

O rapaz não se deu o trabalho de tentar me convencer. Simplesmente pegou o celular, tirou uma terceira foto da gárgula como ela estava, deu-me adeus e começou a andar na direção oposta. 

— Calma, calma. Não tome pessoalmente. 

Quieto, os lábios costurados, Michel interrompeu os passos e fitou-me. Os seus olhos azuis vítreos estudaram-me por dentro. Senti um arrepio na espinha. 

— Estou calmo, Kundalini. Mas não perderei o meu tempo tentando convencer quem me toma por um débil. 

A sua cabeça pendeu sobre o pescoço e balançou, mesmo a sua fala acabada, lembrando-me aqueles cachorrinhos de outrora que se colocava atrás do carro. Por dentro, eu estava morrendo de rir, mas não podia deixá-lo partir daquela maneira. 

— Eu não o tomo por um débil. — Tentei desculpar-me segurando-o pelo antebraço e a sua cabeça girou em minha direção, balançando mais ainda. — É que eu entendi que, para você, as gárgulas, estátuas de pedra, estavam atirando coisas em casas e quebrando vidros. 

— Não foi isso que eu disse. — Ele sublinhava as palavras. — Foi o que eu mostrei. 

Os seus olhos piscaram e um sorrisinho tornou a nascer de leve no canto da boca, como se ele estivesse aguardando para ver como eu me sairia dessa. 

Inspirei para responder e mudei de ideia no caminho.  

Sacudi os ombros. 

— O mundo exterior parece nos imitar, não? — Sugeriu Michel numa atitude desprendida.  — O que pensamos aqui dentro parece se reproduzir aqui fora não é? 

Os meus olhos correram da multidão até a gárgula. Da gárgula até a multidão. Uma era a imitação da outra. 

Não era possível.”

Conexão Literatura: Como o leitor interessado deverá proceder para adquirir o seu livro e saber um pouco mais sobre você e o seu trabalho literário? 

Nayara Lemes: Você pode acessar a minha página no facebook https://www.facebook.com/nayara88. Para adquirir os meus livros, tudo acontece via Amazon. Tanto e-book quanto impressão sob demanda. 

Conexão Literatura: Existem novos projetos em pauta? 

Nayara Lemes: 

Sim. No site da Amazon, já está disponível para pré-venda o “Flor de mandala”, um livro para mulheres líderes e empreendedoras. O lançamento é dia 27 de janeiro no kindle. https://www.amazon.com.br/Flor-mandala-Nayara-Lemes-ebook/dp/B08R2TQNLP/ref=pd_rhf_dp_p_img_1?_encoding=UTF8&psc=1&refRID=D6GGY0G4Y592M6801386

Nessa história, a protagonista Lia, lésbica, se vê obrigada a cumprir um pacto e ir para o altar com Jacob, o amor da vida da sua irmã Raquel. Inspirado de um poema de Camões, Lia deve assumir o seu passado para poder realizar a sua ideia de expandir o negócio de família, renovando-o e transformando-o numa empresa eco-sustentável. Enfrentar o seu passado, as consequências de suas ações e aprender a perdoar são lições que ela deve aprender. P 

Outro projeto para 2021 é “A grande mandala”, sequência de “Cidade das Mandalas” que também já está disponível para pré-venda no site da Amazon. https://www.amazon.com.br/Cidade-mandalas-Cole%C3%A7%C3%A3o-Kundalini-Livro-ebook/dp/B08QVN6K2K/ref=sr_1_2?dchild=1&qid=1608641141&refinements=p_27%3ANayara+Lemes&s=digital-text&sr=1-2&text=Nayara+Lemes

Kundalini, protagonista em “Cidade das mandalas”, entende o que a morte do seu pai representou na sua vida. Em “A grande mandala” ela deve rever a relação com a sua própria mãe e os mistérios que acercam o seu nascimento.

Perguntas rápidas:

Um livro: O Amante, por Marguerite Duras

Um (a) autor (a):  J. K. Rowling

Um ator ou atriz: Camille Cottin e Will Smith

Um filme: O jantar dos malas ou Le dîner de cons

Um dia especial: Todos!

Conexão Literatura: Deseja encerrar com mais algum comentário? 

Nayara Lemes: Seja a mudança que você deseja ver no mundo.


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E-mail: ademirpascale@gmail.com

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