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quinta-feira, 28 de abril de 2022

ENTREVISTA COM ESCRITOR: Lidiane Santana e o livro Quintal de terra vermelha, por Cida Simka e Sérgio Simka


Fale-nos sobre você.
 

Olá! Eu sou a Lidiane Santana, escritora e revisora textual. Escrevo poesia e prosa. Meus primeiros poemas foram publicados na antologia Os Novos Velhos Rumos da Poesia, em 2008. Em 2011, publiquei meu primeiro livro de poemas, Mácula, de forma independente. Desde então, participei de concursos literários, tendo recebido menções honrosas e premiações, entre as quais, destaco o Prêmio Guaracuí (Registro - SP), que me rendeu o 1º lugar com o conto O necrológio dos vivos, em 2019. 

ENTREVISTA: 

Fale-nos sobre o livro. O que motivou a escrevê-lo? 

Lançado agora em 2022, ano do centenário da Semana de Arte Moderna, Quintal de Terra Vermelha é meu segundo livro de poemas, publicado pela editora Penalux. Uma obra bastante intimista, mas, ao mesmo tempo, voltada para o coletivo, pois alguns poemas trazem uma sutil reflexão social. Como o título sugere, traça um paralelo entre a infância e o presente. Na forma, há poemas em verso livre e também haicais, assim como o resgate da trova popular, que foi o meu primeiro contato com a poesia.

Esse resgate também ocorre nessa espécie de balanço reflexivo sobre a vida que, num dado momento, a gente sempre faz... foi assim que o livro surgiu, bem lentamente. O título veio por último, quando mais da metade dos poemas já tinham sido escritos. Às vezes, nomear um livro é difícil, quando se tenta sintetizar a ideia, o clima, a lírica da obra. Além disso, quis também homenagear. É um livro que dedico à minha mãe, às minhas avós. Certa vez, ouvi a historiadora Eneida Queiroz dizer: “o humilde não tem posteridade”. Quando se trata de mulheres, esse abismo é ainda maior. Cabe a nós tentar mudar isso, transmitirmos também a nossa história e visão sobre as coisas. Então, esse livro é isso: poesia, memória, impressões sobre o mundo, homenagem àqueles que as plantaram em mim nessa caminhada... E dá-lhe reticências, que a literatura é uma eterna busca de algo difícil de definir. 

Como analisa a questão da leitura no país?

 Sempre que leio alguma pesquisa sobre a leitura no Brasil, observo que os números não são muito expressivos em relação a outros países. Mas penso que isso não faz jus à afirmação pronta "o brasileiro não lê", aqui há muita gente que lê, sim! E existem muitos leitores em potencial cuja qualidade de vida precária, excesso de trabalho, falta de tempo, de acesso e oportunidades são obstáculos para leitura. Também há aqueles que não se descobriram em seu gosto pessoal o suficiente para saberem qual leitura é mais adequada. Outra questão é o propósito e o conteúdo, que nem sempre edificam, fazendo com que muitos não cultivem o hábito. E não podemos nos esquecer do contexto conturbado desta pandemia, que fez com que muitas pessoas tivessem bloqueios de leitura. Eu mesma passei por isso. Ler é uma atividade que exige concentração e o mínimo de paz. 

O que tem lido ultimamente? 

Nunca fui uma leitora lá muito organizada. Descobri na adolescência o gosto pela leitura. Tive fases de ler muitos e muitos livros num curto espaço de tempo. Hoje, continuo lendo, mas aprecio um intervalo para assimilar a obra, estudá-la. Tenho intercalado a leitura de clássicos com a de obras de escritores independentes, desconhecidos do grande público. No momento, estou relendo a obra completa de Carlos Drummond de Andrade, um dos meus poetas favoritos, tanto que faço referências a ele no meu livro. 

Escrever é expressar os próprios sentimentos? 

Algumas pessoas me perguntam isso e minha resposta é que sim, mas nem sempre. Primeiro, porque a literatura não é um mero divã onde tão somente derramamos nossas emoções, por trás do fazer literário há bastante racionalidade. Palavras, títulos e versos carregam uma intencionalidade. Lemos, relemos, retrabalhamos a escrita a fim de proporcionar ao leitor algo digno de ser lido. Evito purismos ou excessos para que haja naturalidade, é claro. Mas além do sentimento, há labor. Em segundo lugar, um poeta assume a persona do eu-lírico, que não só exprime o que se passa dentro de si, mas transmite também a voz do coletivo. 

Obrigada pelo convite, é sempre bom falar sobre literatura. Quem quiser conhecer um pouco mais sobre o meu trabalho, acesse o site: www.lidianesantana.com e minha página no Facebook: Roseira Brava: https://www.facebook.com/roseirabrava.ls 

Link para o livro:

https://www.editorapenalux.com.br/loja/quintal-de-terra-vermelha 

 

 

CIDA SIMKA

É licenciada em Letras pelas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires (FIRP). Autora, dentre outros, dos livros O enigma da velha casa (Editora Uirapuru, 2016), Prática de escrita: atividades para pensar e escrever (Wak Editora, 2019), O enigma da biblioteca (Editora Verlidelas, 2020), Horror na biblioteca (Editora Verlidelas, 2021) e O quarto número 2 (Editora Uirapuru, 2021). Organizadora dos livros Uma noite no castelo (Editora Selo Jovem, 2019), Contos para um mundo melhor (Editora Xeque-Matte, 2019), Aquela casa (Editora Verlidelas, 2020), Um fantasma ronda o campus (Editora Verlidelas, 2020), O medo que nos envolve (Editora Verlidelas, 2021) e Queimem as bruxas: contos sobre intolerância (Editora Verlidelas, 2021). Colunista da revista Conexão Literatura.

SÉRGIO SIMKA

É professor universitário desde 1999. Autor de mais de seis dezenas de livros publicados nas áreas de gramática, literatura, produção textual, literatura infantil e infantojuvenil. Idealizou, com Cida Simka, a série Mistério, publicada pela editora Uirapuru. Colunista da revista Conexão Literatura. Seu mais recente trabalho acadêmico se intitula Pedagogia do encantamento: por um ensino eficaz de escrita (Editora Mercado de Letras, 2020) e seu mais novo livro juvenil se denomina O quarto número 2 (Editora Uirapuru, 2021).

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